Quais são as abordagens terapêuticas que podem ser combinadas no tratamento do Transtorno de Persona

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Quais são as abordagens terapêuticas que podem ser combinadas no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
O tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline pode ser realizado por diferentes abordagens científicas da psicologia, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a Terapia Comportamental Dialética (DBT), a Terapia do Esquema, entre outras. Todas elas possuem contribuições importantes e podem ser indicadas conforme as necessidades de cada paciente. No meu trabalho, utilizo a abordagem junguiana, que compreende o sofrimento psíquico não apenas como um conjunto de sintomas, mas como uma expressão de conteúdos internos que buscam elaboração e integração.
A psicoterapia, nessa perspectiva, oferece um espaço para: compreender padrões emocionais e relacionais entrar em contato com conteúdos inconscientes fortalecer a identidade e o senso de si construir formas mais estáveis de se relacionar.
Mais do que focar apenas na redução dos sintomas, o processo terapêutico busca promover um caminho de maior consciência, integração e sentido.
Assim, independentemente da abordagem, o mais importante é que o paciente encontre um tratamento com base científica, com o qual se identifique e no qual possa se engajar de forma consistente ao longo do tempo.

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 Juliana  da Cruz Barros Neves
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Essa é uma pergunta muito importante, porque quando falamos de Transtorno de Personalidade Borderline, estamos lidando com um funcionamento emocional bastante intenso e complexo, que raramente se beneficia de uma única abordagem isolada. Na prática clínica, é bastante comum integrar diferentes modelos terapêuticos, justamente para alcançar dimensões diferentes da experiência da pessoa.

Abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental ajudam a identificar padrões de pensamento e comportamento que mantêm o sofrimento, enquanto a Terapia Comportamental Dialética traz ferramentas muito concretas para lidar com impulsividade, crises emocionais e relações instáveis. Já a Terapia do Esquema aprofunda a compreensão de padrões mais antigos, muitas vezes ligados à história de vida, e a Terapia Focada nas Emoções permite acessar e reorganizar experiências emocionais mais profundas. Mindfulness e ACT também entram como formas de desenvolver maior consciência e flexibilidade diante das emoções, ao invés de reagir automaticamente a elas.

Do ponto de vista da neurociência, faz sentido combinar essas abordagens, porque o cérebro não funciona em “uma camada só”. Existem sistemas mais rápidos e emocionais e outros mais reflexivos, e cada abordagem tende a acessar esses níveis de maneiras diferentes. Integrar essas estratégias permite trabalhar tanto a regulação imediata quanto a transformação mais profunda dos padrões.

Mas talvez o ponto mais importante não seja apenas quais abordagens usar, e sim como elas fazem sentido para a história de cada pessoa. O que costuma ser mais difícil para você: lidar com emoções intensas no momento ou entender de onde esses padrões vêm? Você percebe mais sofrimento nas relações ou dentro de você mesmo, nos seus pensamentos e sentimentos? E quando a emoção vem, você sente que consegue nomear o que está acontecendo ou tudo vira uma espécie de “tempestade interna”?

Essas respostas ajudam muito a direcionar o tipo de intervenção que tende a funcionar melhor. E é exatamente esse tipo de organização que a terapia oferece: um espaço para entender o funcionamento emocional com mais precisão e, aos poucos, construir formas mais seguras de lidar com ele.

Caso precise, estou à disposição.
No tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline podem ser combinadas abordagens como psicoterapia psicodinâmica, Terapia Cognitivo-Comportamental, Terapia Dialética Comportamental, Terapia de Aceitação e Compromisso e suporte psiquiátrico quando necessário; na perspectiva psicanalítica, essa integração permite trabalhar tanto a elaboração dos afetos e fortalecimento do eu quanto o manejo de sintomas, impulsos e crises, oferecendo ao sujeito recursos internos e externos complementares para regular emoções e sustentar vínculos.

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