Quais são as características da agressividade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
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Quais são as características da agressividade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
A agressividade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é uma das expressões mais intensas do sofrimento psíquico. Ela não se reduz a “raiva” ou a “violência”, mas nasce de um caldeirão interno de medo, abandono e desamparo.
Algumas características marcantes dessa agressividade são:
Intensidade desproporcional: pequenas frustrações ou sinais de rejeição podem ser vividos como ameaças devastadoras, gerando explosões emocionais.
Oscilação entre amor e ódio: a idealização súbita do outro pode rapidamente se transformar em desvalorização, como defesa contra o medo de perder o vínculo.
Agressividade voltada contra si: muitas vezes, a raiva não se expressa apenas para fora, mas retorna em forma de autoagressão, automutilação ou comportamentos autodestrutivos.
Impulsividade nas reações: a raiva surge como descarga imediata, sem espaço para reflexão, acompanhada de palavras duras, rompimentos bruscos ou atitudes que depois trazem arrependimento.
Fundo relacional: a agressividade não é gratuita; ela se enraíza no medo profundo de ser abandonado, rejeitado ou não reconhecido.
Caráter paradoxal: o gesto agressivo, embora machuque, também é uma forma de manter o vínculo vivo — mesmo que pela dor.
Do ponto de vista psicanalítico, essa agressividade revela uma luta entre a necessidade de proximidade e o pavor da perda. É uma defesa contra a sensação de vazio, contra a angústia de aniquilação, contra a experiência de não ser sustentado pelo olhar do outro.
Por isso, mais do que “controlar explosões”, o tratamento precisa oferecer um espaço de escuta e simbolização, onde essa energia agressiva possa ser compreendida como expressão de dor e, aos poucos, transformada em possibilidade de construção.
Se você sente que a agressividade tem machucado você ou seus vínculos, eu te convido a iniciar esse processo comigo. No espaço terapêutico, vamos decifrar juntos essa linguagem da dor e transformá-la em um caminho de presença, consciência e novos laços.
Grande abraço e fico a disposição
Algumas características marcantes dessa agressividade são:
Intensidade desproporcional: pequenas frustrações ou sinais de rejeição podem ser vividos como ameaças devastadoras, gerando explosões emocionais.
Oscilação entre amor e ódio: a idealização súbita do outro pode rapidamente se transformar em desvalorização, como defesa contra o medo de perder o vínculo.
Agressividade voltada contra si: muitas vezes, a raiva não se expressa apenas para fora, mas retorna em forma de autoagressão, automutilação ou comportamentos autodestrutivos.
Impulsividade nas reações: a raiva surge como descarga imediata, sem espaço para reflexão, acompanhada de palavras duras, rompimentos bruscos ou atitudes que depois trazem arrependimento.
Fundo relacional: a agressividade não é gratuita; ela se enraíza no medo profundo de ser abandonado, rejeitado ou não reconhecido.
Caráter paradoxal: o gesto agressivo, embora machuque, também é uma forma de manter o vínculo vivo — mesmo que pela dor.
Do ponto de vista psicanalítico, essa agressividade revela uma luta entre a necessidade de proximidade e o pavor da perda. É uma defesa contra a sensação de vazio, contra a angústia de aniquilação, contra a experiência de não ser sustentado pelo olhar do outro.
Por isso, mais do que “controlar explosões”, o tratamento precisa oferecer um espaço de escuta e simbolização, onde essa energia agressiva possa ser compreendida como expressão de dor e, aos poucos, transformada em possibilidade de construção.
Se você sente que a agressividade tem machucado você ou seus vínculos, eu te convido a iniciar esse processo comigo. No espaço terapêutico, vamos decifrar juntos essa linguagem da dor e transformá-la em um caminho de presença, consciência e novos laços.
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Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta muito importante, porque a agressividade no Transtorno de Personalidade Borderline costuma ser mal interpretada. Muita gente vê apenas o comportamento, mas no TPB a agressividade está profundamente ligada à dor emocional, ao medo e a uma dificuldade real de lidar com emoções que chegam com força demais e rapidez demais.
De forma geral, a agressividade no TPB costuma ter uma intensidade que surpreende até a própria pessoa. Ela aparece muito mais como reação do que como intenção. Em muitos casos, surge diante de situações que ativam medo de rejeição, abandono ou de não ser compreendido. É como se o sistema emocional interpretasse pequenos sinais como ameaças grandes, e a reação viesse como uma tentativa desesperada de proteger algo interno. Quando você pensa nos momentos em que se sentiu mais irritado ou explosivo, consegue perceber qual sensação vinha logo antes dela? Alguma forma de ferida, de medo ou de perda de controle?
Outro aspecto muito marcante é a oscilação emocional. A raiva pode surgir de forma súbita e desaparecer com a mesma rapidez, deixando a pessoa com uma sensação de “o que foi que acabou de acontecer?”. Logo depois da agressividade, muitas vezes aparece uma culpa profunda, como se a pessoa mal reconhecesse aquela versão de si. Há também uma dificuldade real de tolerar frustrações e mudanças inesperadas nas relações, o que intensifica essas reações. Quando isso acontece com você, percebe se a emoção parece maior do que a situação que desencadeou?
Também é comum que a agressividade seja dirigida tanto para fora quanto para dentro. Isso significa que não se manifesta apenas como explosões externas, mas também como autocrítica feroz, autossabotagem ou comportamentos autodestrutivos. No fundo, a agressividade no TPB raramente fala sobre “raiva pura”; ela fala sobre dor, desamparo e uma busca intensa por estabilidade emocional que parece sempre escapar pelas mãos.
Com um acompanhamento terapêutico adequado — especialmente DBT, Terapia dos Esquemas e um olhar existencial mais sensível — é possível entender esses gatilhos, encontrar novas formas de autorregulação e transformar essa intensidade em algo mais organizado e saudável. Se quiser aprofundar como esses padrões aparecem na sua vida e o que eles estão tentando comunicar, posso te ajudar nesse processo. Caso precise, estou à disposição.
De forma geral, a agressividade no TPB costuma ter uma intensidade que surpreende até a própria pessoa. Ela aparece muito mais como reação do que como intenção. Em muitos casos, surge diante de situações que ativam medo de rejeição, abandono ou de não ser compreendido. É como se o sistema emocional interpretasse pequenos sinais como ameaças grandes, e a reação viesse como uma tentativa desesperada de proteger algo interno. Quando você pensa nos momentos em que se sentiu mais irritado ou explosivo, consegue perceber qual sensação vinha logo antes dela? Alguma forma de ferida, de medo ou de perda de controle?
Outro aspecto muito marcante é a oscilação emocional. A raiva pode surgir de forma súbita e desaparecer com a mesma rapidez, deixando a pessoa com uma sensação de “o que foi que acabou de acontecer?”. Logo depois da agressividade, muitas vezes aparece uma culpa profunda, como se a pessoa mal reconhecesse aquela versão de si. Há também uma dificuldade real de tolerar frustrações e mudanças inesperadas nas relações, o que intensifica essas reações. Quando isso acontece com você, percebe se a emoção parece maior do que a situação que desencadeou?
Também é comum que a agressividade seja dirigida tanto para fora quanto para dentro. Isso significa que não se manifesta apenas como explosões externas, mas também como autocrítica feroz, autossabotagem ou comportamentos autodestrutivos. No fundo, a agressividade no TPB raramente fala sobre “raiva pura”; ela fala sobre dor, desamparo e uma busca intensa por estabilidade emocional que parece sempre escapar pelas mãos.
Com um acompanhamento terapêutico adequado — especialmente DBT, Terapia dos Esquemas e um olhar existencial mais sensível — é possível entender esses gatilhos, encontrar novas formas de autorregulação e transformar essa intensidade em algo mais organizado e saudável. Se quiser aprofundar como esses padrões aparecem na sua vida e o que eles estão tentando comunicar, posso te ajudar nesse processo. Caso precise, estou à disposição.
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