Quais são as manifestações do medo existencial no:Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
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Quais são as manifestações do medo existencial no:Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
No Transtorno de Personalidade Borderline, o medo existencial se traduz como angústia diante da perda do outro, do sentido e de si mesmo.
A psicoterapia — especialmente abordagens como a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), a Terapia Dialética Comportamental (DBT) e a Terapia do Esquema — busca ajudar o paciente a reconhecer, nomear e tolerar esse medo, em vez de lutar contra ele. A vivência subjetiva é marcada por um sentimento crônico de vazio e descontinuidade do self, frequentemente acompanhado de impulsos autodestrutivos e comportamentos de aproximação e afastamento afetivo. Tais movimentos expressam o temor de aniquilação simbólica — medo de “deixar de existir” quando não reconhecido ou amado pelo outro.
Do ponto de vista existencial, predomina uma dificuldade em sustentar o sentido de si e do mundo sem a mediação relacional, o que acentua a vulnerabilidade emocional e a oscilação entre idealização e desvalorização. O medo existencial, portanto, pode ser compreendido como expressão da fragilidade identitária e da tentativa de controle frente à incerteza, sendo um eixo central a ser trabalhado no processo psicoterápico. A intervenção deve priorizar o fortalecimento da consciência emocional, a aceitação da experiência interna, promovendo maior flexibilidade psicológica e sentido de continuidade da identidade. Você não está sozinho. Vamos juntos seguir este caminho?
A psicoterapia — especialmente abordagens como a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), a Terapia Dialética Comportamental (DBT) e a Terapia do Esquema — busca ajudar o paciente a reconhecer, nomear e tolerar esse medo, em vez de lutar contra ele. A vivência subjetiva é marcada por um sentimento crônico de vazio e descontinuidade do self, frequentemente acompanhado de impulsos autodestrutivos e comportamentos de aproximação e afastamento afetivo. Tais movimentos expressam o temor de aniquilação simbólica — medo de “deixar de existir” quando não reconhecido ou amado pelo outro.
Do ponto de vista existencial, predomina uma dificuldade em sustentar o sentido de si e do mundo sem a mediação relacional, o que acentua a vulnerabilidade emocional e a oscilação entre idealização e desvalorização. O medo existencial, portanto, pode ser compreendido como expressão da fragilidade identitária e da tentativa de controle frente à incerteza, sendo um eixo central a ser trabalhado no processo psicoterápico. A intervenção deve priorizar o fortalecimento da consciência emocional, a aceitação da experiência interna, promovendo maior flexibilidade psicológica e sentido de continuidade da identidade. Você não está sozinho. Vamos juntos seguir este caminho?
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Oi, tudo bem? A sua pergunta é daquelas que revelam sensibilidade e profundidade, porque o medo existencial no Transtorno de Personalidade Borderline não aparece como um medo comum; ele costuma vir como uma sensação de ameaça interna constante, como se algo pudesse desmoronar a qualquer momento. É como se a mente dissesse “eu não posso perder ninguém, não posso ser rejeitado, não posso ser abandonado”, e esse alerta acaba influenciando emoções, relações e comportamentos.
Nas pessoas com TPB, esse medo existencial costuma se manifestar em reações muito intensas diante de qualquer sinal — real ou imaginado — de afastamento. Muitas vezes surge como uma espécie de angústia profunda, acompanhada da sensação de que a própria identidade fica frágil quando o vínculo parece instável. Em alguns momentos, o corpo reage como se estivesse diante de um perigo real, mesmo quando racionalmente a pessoa sabe que não há ameaça concreta. Isso faz com que a emoção tome a frente com uma força difícil de conter.
Talvez valha observar com carinho o que dispara essa sensação em você. Em quais momentos a conexão com alguém parece tão importante que qualquer variação dói demais. O que vem à sua mente quando sente que alguém pode ir embora. De que forma você percebe seu próprio valor quando sente que o vínculo balança. Essas perguntas ajudam a iluminar algo que muitas vezes fica escondido por trás das reações.
Compreender esse medo de maneira mais profunda costuma transformar a relação da pessoa com ela mesma e com os outros. Não se trata de “superar o medo”, mas de aprender a entendê-lo, dar lugar para ele e construir respostas mais cuidadosas diante da intensidade emocional. Se sentir que este é um tema que vale ser explorado em terapia, posso te acompanhar nesse processo. Caso precise, estou à disposição.
Nas pessoas com TPB, esse medo existencial costuma se manifestar em reações muito intensas diante de qualquer sinal — real ou imaginado — de afastamento. Muitas vezes surge como uma espécie de angústia profunda, acompanhada da sensação de que a própria identidade fica frágil quando o vínculo parece instável. Em alguns momentos, o corpo reage como se estivesse diante de um perigo real, mesmo quando racionalmente a pessoa sabe que não há ameaça concreta. Isso faz com que a emoção tome a frente com uma força difícil de conter.
Talvez valha observar com carinho o que dispara essa sensação em você. Em quais momentos a conexão com alguém parece tão importante que qualquer variação dói demais. O que vem à sua mente quando sente que alguém pode ir embora. De que forma você percebe seu próprio valor quando sente que o vínculo balança. Essas perguntas ajudam a iluminar algo que muitas vezes fica escondido por trás das reações.
Compreender esse medo de maneira mais profunda costuma transformar a relação da pessoa com ela mesma e com os outros. Não se trata de “superar o medo”, mas de aprender a entendê-lo, dar lugar para ele e construir respostas mais cuidadosas diante da intensidade emocional. Se sentir que este é um tema que vale ser explorado em terapia, posso te acompanhar nesse processo. Caso precise, estou à disposição.
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