Quais são os Sinais de Disfunções Executivas no transtorno de personalidade borderline (TPB)?

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Quais são os Sinais de Disfunções Executivas no transtorno de personalidade borderline (TPB)?
Dra. Angele Senna
Psicólogo
Rio de Janeiro
No borderline, a parte do cérebro que ajuda a planejar, controlar impulsos e organizar a vida não funciona tão bem (chamada de córtex pré frontal). Isso faz com que a pessoa aja por impulso, tenha dificuldade em pensar antes de agir, mude de ideia ou de humor rapidamente (rompantes de raiva) e encontre mais obstáculos para manter estabilidade nos relacionamentos e na rotina (tende a abandonar afazeres e amizades). Ou seja, se tem déficits em planejamento, controle inibitório e flexibilidade cognitiva. Espero ter ajudado, qualquer coisa estou à disposição se quiser conversar.

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 Vanessa Oliveira Martins
Psicólogo, Psicanalista
Londrina
As disfunções executivas no transtorno de personalidade borderline são déficits cognitivos cruciais que explicam a instabilidade e o descontrole do transtorno, sendo reguladas primariamente pelo córtex pré-frontal. O sinal mais evidente é o controle inibitório prejudicado, que se manifesta como impulsividade acentuada e comportamentos de risco, incluindo gastos excessivos, abuso de substâncias e, de forma mais perigosa, autolesões e tentativas de suicídio, pois o indivíduo falha em "frear" um impulso ou uma reação emocional intensa. Outros sinais incluem a flexibilidade cognitiva reduzida, levando à rigidez de pensamento e à dificuldade em encontrar soluções alternativas em crises. Há também prejuízo no planejamento e na memória de trabalho, o que se reflete na dificuldade em manter metas de longo prazo e na instabilidade em áreas como a carreira. Em conjunto, essas disfunções levam à tomada de decisão impulsiva, orientada pela emoção imediata em vez da lógica, amplificando o ciclo de instabilidade relacional e comportamental.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá! Quando falamos em “disfunções executivas” no TPB, é importante fazer um ajuste técnico: isso não significa que toda pessoa com TPB tenha um déficit neuropsicológico fixo, como se fosse uma lesão ou um rebaixamento cognitivo. O que costuma acontecer é uma queda no funcionamento executivo em momentos de alta ativação emocional, estresse e ameaça relacional. Em outras palavras, a pessoa pode funcionar muito bem quando está regulada, mas perde flexibilidade, planejamento e autocontrole quando o sistema emocional entra em modo de urgência.

Na prática, alguns sinais aparecem como impulsividade, dificuldade de pausar antes de agir, tomada de decisão “no calor” do momento e arrependimento depois. Também pode haver dificuldade de manter foco quando existe ruminação, hipervigilância ao comportamento do outro e medo de abandono, além de alternância entre atitudes muito intensas e depois um desligamento ou desistência. Outro ponto frequente é a dificuldade de organizar prioridades e sustentar metas quando as emoções mudam rapidamente, como se a cabeça ficasse excelente em sobreviver à tempestade, mas com pouco espaço para planejar o dia seguinte.

Algumas pessoas relatam também “mente em branco” em conflitos, lapsos de atenção, sensação de desorganização interna e dificuldade de lembrar o que pretendiam dizer ou fazer, especialmente quando há dissociação. Isso pode parecer desatenção ou falta de responsabilidade para quem está de fora, mas muitas vezes é um colapso momentâneo da capacidade de pensar com clareza diante de uma emoção que está grande demais.

Você está perguntando por sinais no próprio comportamento, em alguém da família, ou em um paciente? Esses sinais aparecem mais em situações de relacionamento, críticas e sensação de rejeição, ou também em contextos neutros como trabalho e estudos? E quando a pessoa se desregula, o que acontece primeiro: a impulsividade, a raiva, o medo, o vazio, ou a urgência de resolver na hora?

Caso precise, estou à disposição.

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