Qual a diferença entre neurose, psicose e perversão?

21 respostas
Qual a diferença entre neurose, psicose e perversão?
 David  Souza
Psicólogo
Patos
A neurose é um distúrbio psicológico caracterizado por conflitos internos não resolvidos, mas sem perda de contato com a realidade. Os sintomas, como ansiedades, fobias ou obsessões, surgem como defesas contra essas angústias internas.

A psicose, por sua vez, envolve uma desconexão significativa da realidade. A pessoa psicótica perde o contato com o mundo externo, apresentando delírios, alucinações ou distúrbios graves do pensamento, sendo incapaz de distinguir a realidade da fantasia.

A perversão refere-se a padrões de comportamento sexual e emocional que desafiam as normas sociais e morais, com foco em gratificação instantânea sem consideração pelas consequências para o outro. Na psicanálise, é vista como uma forma de sublimação ou distorção dos impulsos sexuais, onde o prazer é buscado fora dos limites convencionais.

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 Luíza Pedroso Cunha
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
Olá! A diferença está na forma como o sujeito lida com a falta e com a lei simbólica. Na neurose, a falta é reconhecida, mas gera conflito: o neurótico se angustia porque deseja algo que nunca é totalmente acessível. Ele tenta contornar essa falta através de sintomas, inibições ou repetições. Na psicose, a falta fundamental não foi simbolizada, ou seja, a referência ao outro que estruturaria a realidade falhou. Isso pode levar a delírios ou alucinações quando algo desse real impossível retorna sem mediação. Já na perversão, a lei simbólica é recusada, mas ao invés da desorganização psicótica, há um jogo com essa recusa: o perverso não nega a lei, mas se coloca como sua exceção. Enquanto o neurótico sofre com a culpa, o psicótico pode sofrer com a fragmentação da realidade e o perverso, muitas vezes, com a necessidade de transgressão para sustentar seu gozo.







 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

A diferença entre neurose, psicose e perversão está na forma como cada uma dessas estruturas psíquicas organiza a relação do indivíduo com a realidade, seus desejos e seus mecanismos de defesa diante dos conflitos internos. Essas concepções vêm da psicanálise e ajudam a entender diferentes modos de funcionamento da mente.

A neurose ocorre quando a pessoa tem conflitos internos que causam sofrimento, mas sem perder o contato com a realidade. Ela pode se manifestar de diferentes formas, como ansiedade, fobias, obsessões ou histeria. O neurótico vive uma luta interna entre seus desejos inconscientes e as normas sociais, o que pode gerar sintomas como compulsões, inseguranças e angústias recorrentes. Neurocientificamente, a neurose pode estar relacionada a um excesso de ativação da amígdala, que processa o medo e a ansiedade, e a um funcionamento hiperativo do córtex pré-frontal, que tenta regular essas emoções sem sucesso completo.

Já a psicose se caracteriza pela perda do contato com a realidade, podendo envolver delírios, alucinações e uma estrutura psíquica onde o indivíduo não consegue diferenciar o que é interno do que é externo. Em termos neurocientíficos, essa condição pode estar associada a um desequilíbrio nos neurotransmissores dopaminérgicos e a alterações em áreas do cérebro responsáveis pela percepção e pelo raciocínio lógico, como o córtex pré-frontal e os circuitos dopaminérgicos.

A perversão, por outro lado, tem uma estrutura psíquica diferente da neurose e da psicose. O perverso não apresenta o mesmo tipo de angústia que o neurótico nem perde a realidade como o psicótico. Ele lida com os conflitos internos por meio da recusa da lei simbólica, especialmente no que diz respeito à castração psíquica, criando formas alternativas de satisfazer seus desejos. A perversão pode se manifestar em padrões repetitivos de comportamento onde há a busca por prazer transgressor, desconsiderando limites éticos ou sociais.

Cada uma dessas estruturas psíquicas reflete formas distintas de lidar com o desejo e a realidade. A psicoterapia pode ser um espaço valioso para entender melhor esses aspectos e buscar formas mais saudáveis de equilíbrio emocional. Caso queira aprofundar esse entendimento, estou à disposição!
 Jonathan Pereira
Psicólogo
Sertãozinho

1. Neurose:
É quando a pessoa tem problemas emocionais, como ansiedade, fobias ou preocupações excessivas, mas ela ainda consegue perceber a realidade de forma clara. Ou seja, ela sabe que está sofrendo, mas não consegue controlar bem os sentimentos. É como se ela estivesse sempre tensa ou com medo, mesmo sabendo que essas emoções não são totalmente racionais.


2. Psicose:
A psicose é um quadro mais grave. A pessoa perde o contato com a realidade, ou seja, ela começa a acreditar em coisas que não são verdade (delírios) ou ver e ouvir coisas que não existem (alucinações). Nesse caso, ela não tem a mesma percepção do que é real, o que dificulta muito a convivência com os outros e o dia a dia.


3. Perversão:
A perversão é quando a pessoa tem uma forma diferente de buscar prazer, principalmente sexual, que pode envolver controlar ou machucar o outro. Ela não é necessariamente uma doença como a neurose ou a psicose, mas é uma maneira de se relacionar com o outro de forma que desrespeita os sentimentos ou as normas sociais, muitas vezes colocando o prazer próprio em primeiro lugar de maneira manipuladora.



Então, em resumo:

Neurose é como estar sempre nervoso ou preocupado, mas sabendo que não está tudo certo.

Psicose é quando a pessoa perde o contato com o que é real.

Perversão é quando alguém age de forma manipuladora ou fora das normas para buscar prazer.
 Carlos Dalacqua
Psicólogo
Curitiba
Neurose, psicose e perversão são as três estruturas psíquicas básicas descritas na psicanálise. Elas se diferenciam pela forma como o sujeito se relaciona com o conceito simbólico de castração, que representa questões como limites, regras, leis, interdições, etc. Estas estruturas apresentam funcionamentos psíquicos significativamente diferentes entre si, sendo caracterizadas pela manifestação de sintomas bem característicos, especificamente moldando a forma como o sujeito se coloca frente à realidade e às relações sociais.
 André Luiz Almeida
Psicólogo
Belo Horizonte
Neurose, psicose e perversão são estruturas psíquicas que influenciam a forma como uma pessoa percebe e reage ao mundo. Cada uma delas tem características distintas e pode ser compreendida mais profundamente no processo psicoterapêutico.

A neurose é caracterizada por conflitos internos entre desejos inconscientes e normas sociais internalizadas, gerando sintomas como ansiedade, fobias e obsessões. A pessoa neurótica tem consciência da realidade, mas lida com sofrimento psíquico devido a esses conflitos.

A psicose, por outro lado, envolve uma ruptura com a realidade, manifestando-se através de delírios, alucinações e um pensamento desorganizado. O sujeito psicótico pode ter dificuldades em distinguir o que é real do que é produzido pela sua mente.

Já a perversão é uma estrutura em que há uma recusa do sujeito em aceitar certas normas sociais e psíquicas, especialmente em relação às regras simbólicas da sociedade. O prazer pode estar associado à transgressão de limites e à subversão da ordem.
 José Antônio Sanches de Castro
Psicólogo, Psicanalista
Assis
As categorias de neurose, psicose e perversão são construtos da teoria psicanalítica que buscam descrever diferentes formas de estruturação psíquica e de manifestação do sofrimento humano. É crucial notar que essas categorias não são estanques e que a complexidade da experiência humana frequentemente desafia classificações rígidas.
Neurose
A neurose é caracterizada por um conflito psíquico entre o ego (instância da consciência) e o inconsciente. Esse conflito gera angústia e pode se manifestar através de sintomas como fobias, obsessões, compulsões, ansiedade e depressão.
* Principais características:*
* Conflito entre desejo (inconsciente) e defesa (ego)
* Sintomas como angústia, fobias, obsessões, etc.
* Presença de sofrimento psíquico
* Manutenção do contato com a realidade
* Exemplos:*
* Neurose obsessiva: Indivíduo com pensamentos intrusivos e rituais compulsivos.
* Neurose histérica: Indivíduo com sintomas físicos sem causa orgânica, como paralisia ou cegueira.
* Neurose fóbica: Indivíduo com medo irracional de objetos ou situações específicas.
Psicose
Na psicose, há uma ruptura com a realidade, com o indivíduo vivenciando delírios, alucinações e outras alterações na percepção do mundo. A psicose pode ser desencadeada por fatores genéticos, biológicos e ambientais.
* Principais características:*
* Ruptura com a realidade
* Delírios e alucinações
* Desorganização do pensamento e da fala
* Comportamentos bizarros
* Exemplos:*
* Esquizofrenia: Doença mental crônica com delírios, alucinações, desorganização do pensamento e da fala, e isolamento social.
* Transtorno bipolar: Doença mental com alternância entre episódios de mania (euforia) e depressão.
* Psicose pós-parto: Episódio psicótico que ocorre após o parto, com sintomas como delírios, alucinações e confusão mental.
Perversão
A perversão envolve a erotização de atos ou fantasias consideradas desviantes pela norma social, como sadomasoquismo, fetichismo e exibicionismo. A perversão não implica necessariamente em sofrimento psíquico para o indivíduo.
* Principais características:*
* Erotização de atos ou fantasias desviantes
* Não há conflito psíquico como na neurose
* Não há ruptura com a realidade como na psicose
* Exemplos:*
* Sadomasoquismo: Obtenção de prazer sexual através da dor ou humilhação.
* Fetichismo: Excitação sexual por objetos ou partes do corpo não genitais.
* Exibicionismo: Exposição dos órgãos genitais em público.
Considerações importantes:
* É fundamental frisar que neurose, psicose e perversão são categorias diagnósticas complexas e que cada indivíduo é único em sua experiência de sofrimento psíquico.
* O diagnóstico e tratamento de transtornos mentais devem ser realizados por profissionais de saúde mental qualificados, como psicólogos e psiquiatras.
* A sociedade como um todo tem um papel importante na desmistificação de estigmas relacionados a transtornos mentais e na promoção da saúde mental.
Lembre-se que este texto tem fins informativos e não substitui a avaliação de um profissional de saúde mental. Se você se identifica com alguma das características mencionadas, procure ajuda profissional.
 Cristina Pinho
Psicólogo
São Paulo
Neurose,processo (ate certo ponto normal)de significar a relação humana consigo e com outras pessoas.
A psicose é doença mental com variantes diversas(geneticas ,cerebrais.....).
a perversão (tipo de doença mental)que afeta o comportamento/personalidade e altera o carater que determina a questão moral )julgamento de questoes sociais como agredir, transgredir ......
 Juliane Manica
Psicólogo
Porto Alegre
A neurose, a psicose e a perversão são conceitos usados na psicologia e psicanálise para descrever diferentes formas de funcionamento psicológico, e suas principais diferenças estão relacionadas à intensidade e ao impacto das dificuldades no cotidiano da pessoa.

1. Neurose: Refere-se a distúrbios emocionais que envolvem ansiedade, angústia ou conflitos internos, mas sem perda de contato com a realidade. A pessoa com neurose consegue perceber o que é real e tem um bom funcionamento social e profissional, embora enfrente dificuldades emocionais, como fobias, compulsões ou transtornos obsessivo-compulsivos. A psicoterapia é uma abordagem eficaz para tratar esses distúrbios, ajudando a pessoa a entender e lidar com seus conflitos internos.

2. Psicose: É caracterizada pela perda de contato com a realidade. As pessoas com psicose podem ter delírios (crenças falsas) ou alucinações (percepções inexistentes, como ouvir vozes). A psicose afeta profundamente a capacidade de perceber a realidade de forma clara e pode impactar gravemente o funcionamento da pessoa em várias áreas da vida. O tratamento geralmente envolve uma combinação de acompanhamento psicológico e, em alguns casos, medicação.

3. Perversão: Refere-se a uma estrutura de personalidade onde os impulsos sexuais ou comportamentais são frequentemente direcionados de maneiras consideradas socialmente inaceitáveis ou desviante. A perversão não necessariamente está ligada a transtornos psicóticos ou neuroses, mas sim a padrões repetitivos de comportamento que podem ser prejudiciais tanto para a pessoa quanto para os outros. A psicoterapia pode ser útil para ajudar a entender as causas desses comportamentos e buscar alternativas mais saudáveis.

Entender essas diferenças é importante para que o tratamento adequado seja escolhido. A psicoterapia é uma ferramenta valiosa para ajudar a pessoa a compreender e lidar com seus conflitos emocionais, seja no contexto de uma neurose, psicose ou perversão. Caso esteja passando por dificuldades emocionais, buscar o apoio de um psicólogo pode ser um passo importante para a sua saúde mental e bem-estar.
 Marcia Girardi
Psicólogo
Porto Alegre
As diferenças entre neurose, psicose e perversão vêm de teorias psicanalíticas clássicas e ajudam a categorizar diferentes tipos de funcionamento psíquico, cada uma com características específicas relacionadas à forma como a pessoa lida com o mundo interno e externo.

**Neurose** é caracterizada por conflitos internos que geram ansiedade, culpa ou angústia. A pessoa tem uma percepção da realidade preservada, mas apresenta sintomas como fobias, obsessões, compulsões ou ansiedade intensa. Esses sintomas são expressões de conflitos inconscientes. Na neurose, o sujeito tem consciência de seu sofrimento e, muitas vezes, busca ajuda, pois reconhece que algo não está funcionando bem.

**Psicose** é um estado mais grave, no qual a pessoa perde, em maior ou menor grau, a conexão com a realidade. A psicose pode ser marcada por delírios, alucinações e pensamentos desorganizados, e a pessoa pode não perceber que suas experiências são desconectadas da realidade. É comum em condições como esquizofrenia, e o tratamento normalmente envolve uma combinação de terapia e medicação para ajudar a pessoa a recuperar essa conexão com a realidade.

**Perversão**, no contexto psicanalítico, refere-se a um funcionamento psíquico no qual a pessoa lida com conflitos internos negando certas normas ou convenções sociais e utilizando mecanismos como a compulsão ou a repetição. Diferente da neurose, onde há culpa e conflito, ou da psicose, onde há perda da realidade, na perversão há uma busca constante por uma satisfação pulsional que desafia regras e limites estabelecidos. Esse termo, no entanto, tem sido revisitado para evitar estigmatizações, sendo atualmente abordado com mais cuidado.

Essas estruturas refletem formas diferentes de lidar com conflitos inconscientes e com a realidade. Na Terapia do Esquema, embora essas categorias não sejam o foco principal, os esquemas desadaptativos precoces são trabalhados para ajudar a pessoa a lidar melhor com suas emoções, crenças e comportamentos. Se você está buscando entender melhor essas diferenças em si mesma ou em alguém próximo, conversar com um profissional pode trazer mais clareza e apoio.
Dra. Cristiane de Oliveira Magalhães
Psicanalista, Psicólogo
Rio de Janeiro
São conceitos extremamente complexos, nos debruçamos longamente para compreende-los.
Mas vamos la, usando expressões bem leigas.
Estes são os 3 grupos diagnósticos dentro da visão freudiano de doenças psiquicas e deve ser feito este diagnóstico diferencial o mais rápido possível para saber qual tipo de técnica usar por um psicanalista.
Neurose seríamos todos os ditos "normais" mais nem tanto. Temos sintomas transitórios ou persistentes tratáveis. Havendo tipos distintos ( Neurose obssessiva, histeria).
Psicose seriam os chamados os "loucos" os que tem algum comprometimento mais grave com a realidade. Existem vários tipos de psicose desde das delirantes até as mais "suaves".
Perversão seria mais complicado, os transtornos de personalidade, dentre eles os Narcisistas e Psicopatas. Vale lembrar que há vários "níveis" dos mais graves e perigosos até os banais e inofensivos. Estes não procuram ajuda psicológica espontaneamente, quando o fazem é para manipular alguma situação familiar mas não entram em tratamento verdadeiramente vai tentar manipular o terapeuta para ganhar alguma coisa com as pessoas do seu convívio.

Ps: Desculpem o uso de algumas expressões mais populares tais como "louco" mas as usei para facilitar a compreensão.
 Letícia Soares
Psicanalista, Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá! Neurose, psicose e perversão são três estruturas psíquicas para a psicanálise. São conceitos psicanalíticos bem amplos e difíceis de serem resumidos. Indico a leitura do texto "Neurose, psicose e perversão" do Freud para uma melhor compreensão dos conceitos.
 Damiana Ferreira
Psicólogo
Curitiba
Na psicanalise são estruturas clinicas a neurose, psicose e perversão. A neurose e seus conflitos psíquicos não geram perda de contato com a realidade. Alguns sintomas incluem ansiedade, inibição e fobia. Na psicose os sintomas de alucinação e delírio podem caracterizar a perda de contato com a realidade social. Por fim na perversão o sujeito tende a ações não convencionais dentro do circulo social.
 Cleide Marchiotti
Psicólogo, Psicanalista
Maringá
Olá boa tarde. Sua pergunta é curiosa. Isso daria uma aula inteira de explicação. Mas o importante não é saber o que é o que, porque diagnóstico não define ninguém. Se se sente incomodado com algo nesse sentido e precisa de ajuda, procure por um profissional Psicólogo/ Psicanalista, esse profissional pode te ajudar.
Dra. Diana Rugeles
Psicólogo
Niterói
Olá, tudo bem? Neurose, psicose e perversão são estruturas psíquicas distintas que refletem diferentes formas de lidar com o inconsciente e a realidade. A neurose é caracterizada por um conflito interno entre desejos inconscientes e normas sociais, resultando em sintomas como ansiedade, obsessões ou fobias, mas sem perda de contato com a realidade. Já a psicose envolve uma ruptura com a realidade, onde o indivíduo pode apresentar delírios, alucinações e pensamento desorganizado, pois sua estrutura psíquica não consegue simbolizar certos conflitos, levando à construção de uma nova realidade. A perversão, por sua vez, não se define por um conflito interno intenso como na neurose ou por uma ruptura com a realidade como na psicose, mas sim por uma negação da falta e uma busca por satisfação baseada na transgressão, desconsiderando normas sociais e o desejo do outro. Enquanto o neurótico sofre com seus conflitos, o psicótico reorganiza sua realidade para lidar com eles, e o perverso nega a castração simbólica e encontra prazer na transgressão. Beijos, Diana
Dr. Lucas Felippe Figueiredo
Psicólogo
Niterói
Pode-se dizer que são formas diferentes de se estar no mundo. Cada indivíduo terá formas distintas de existir e de se relacionar com o outro. O importante é compreendermos que categorias/estruturas diferentes não são sinônimo de "doenças"; pessoas podem se enquadrar em qualquer uma dessas três estruturas e nunca necessitarem de apoio psicológico.
 Vanessa Oliveira Martins
Psicólogo, Psicanalista
Londrina
Neurose, psicose e perversão são conceitos que descrevem diferentes formas de funcionamento psíquico, cada um com suas particularidades. A neurose está ligada a conflitos internos, onde a pessoa mantém contato com a realidade, mas sofre com ansiedades, obsessões ou medos, muitas vezes resultantes de mecanismos de defesa como a repressão. Já a psicose envolve uma ruptura com a realidade, podendo incluir delírios, alucinações e uma dificuldade em distinguir o real do imaginário, como ocorre na esquizofrenia ou em surtos psicóticos. A perversão, por outro lado, refere-se a um desvio na estruturação psíquica, onde há uma busca por prazer ou satisfação de forma distorcida, muitas vezes sem considerar normas sociais ou o sofrimento alheio, como em alguns transtornos de personalidade. Enquanto a neurose e a psicose estão mais ligadas a questões de angústia e realidade, a perversão está associada a uma transgressão moral ou social, sem necessariamente envolver perda de contato com a realidade.
Vou simplificar para você:
Neurose → Sofrimento psíquico com contato com a realidade.
Psicose → Perda da realidade, delírios e alucinações.
Perversão → Negação da norma, buscando prazer na transgressão.
 Aurilene Recco Silva
Psicólogo
Dourados
Esses três conceitos vêm da psicanálise, mas também podem ser compreendidos dentro da Gestalt Terapia com um olhar voltado para a experiência e o funcionamento da pessoa no contato com o mundo.

Neurose: A neurose está relacionada a conflitos internos que geram angústia, mas a pessoa ainda mantém contato com a realidade. São comuns sintomas como ansiedade, fobias e compulsões. Na Gestalt, podemos entender a neurose como um padrão rígido de ajustamento que limita a espontaneidade e a criatividade no contato com o ambiente.

Psicose: Já na psicose, há uma perda do contato com a realidade, podendo ocorrer alucinações e delírios. A pessoa pode ter dificuldades em perceber e dar significado ao que acontece ao seu redor. Na Gestalt, buscamos fortalecer a presença e a consciência do paciente para ajudá-lo a se reconectar com a realidade de forma mais funcional.

Perversão: A perversão é caracterizada por um funcionamento psíquico no qual a pessoa nega ou desvia a realidade e as normas sociais para obter satisfação, muitas vezes manipulando ou instrumentalizando o outro. Diferente da psicose, a pessoa reconhece a realidade, mas opta por ignorá-la ou distorcê-la conforme sua conveniência.


Cada pessoa tem uma vivência única, e qualquer sofrimento psíquico precisa ser compreendido no contexto de sua história e de suas relações. O ideal é buscar ajuda profissional para um acompanhamento adequado e personalizado.

Dra. Elenir Paro
Psicólogo, Psicanalista
Fortaleza
De forma resumida a diferença entre neurose, psicose e perversão está na forma como o sujeito lida com o inconsciente, o desejo e a realidade. Essas categorias foram amplamente estudadas por Freud e Lacan na psicanálise.

Neurose
• Ocorre quando há um conflito psíquico entre os desejos inconscientes e as normas sociais ou morais.
• O sujeito reconhece a realidade, mas sofre com sintomas como ansiedade, fobias, obsessões ou histeria.
• Exemplos: Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), fobias, histeria.

Psicose
• Há uma ruptura com a realidade devido a um distúrbio profundo no funcionamento psíquico.
• Ocorre a foraclusão (rejeição) de um elemento fundamental do inconsciente, o que pode levar a delírios e alucinações.
• Exemplos: Esquizofrenia, paranoia.

Perversão
• O sujeito não se submete às regras simbólicas da sociedade e da moral, mas também não rompe com a realidade como na psicose.
• O desejo é vivido de maneira transgressora e desafiadora em relação às normas.
• Exemplos: Algumas manifestações de fetichismo, sadismo e voyeurismo quando envolvem violação de normas e consentimento.

Cada uma dessas estruturas psíquicas tem um funcionamento próprio e não são “doenças” que podem ser curadas, mas sim formas específicas de organização do psiquismo.
Neurose: Conflito entre desejo e repressão → sintomas.

Psicose: Falha na estruturação do simbólico → ruptura com a realidade.

Perversão: Negação da falta → busca de prazer sem mediação social.

Essas estruturas não são "doenças" no sentido médico, mas modos distintos de funcionamento psíquico.

Espero ter ajudado!

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