Qual a importância da clivagem na manutenção do comportamento autoagressivo no Transtorno de Persona

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Qual a importância da clivagem na manutenção do comportamento autoagressivo no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
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A clivagem é um mecanismo de defesa importante na manutenção do comportamento autoagressivo no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Ela envolve a divisão interna da personalidade, onde a pessoa idealiza e desvaloriza o outro, refletindo a fragilidade emocional e o medo do abandono. Essa dinâmica pode levar a comportamentos autoagressivos, pois a pessoa pode se sentir abandonada ou traída, especialmente em relacionamentos. Compreender a clivagem é essencial para a terapia, pois ajuda a integrar os aspectos positivos e negativos do outro, promovendo uma imagem mais realista e saudável da realidade.

Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? A clivagem tem um papel importante na compreensão do comportamento autoagressivo no Transtorno de Personalidade Borderline, porque ela envolve uma tendência a perceber a si mesmo, os outros e as situações em extremos, como “tudo bom” ou “tudo ruim”, “sou amado” ou “fui abandonado”, “tenho valor” ou “não presto”. Essa oscilação não é escolha consciente nem falta de maturidade; costuma ser uma forma de organização psíquica diante de emoções muito intensas e difíceis de integrar.

Quando a clivagem se ativa, a pessoa pode perder temporariamente a capacidade de manter uma visão mais ampla e estável de si e dos vínculos. Uma frustração, uma crítica ou uma sensação de rejeição pode rapidamente transformar a percepção interna: alguém antes visto como seguro pode ser sentido como ameaçador, e o próprio self pode ser vivido como inadequado, culpado ou indigno de cuidado. Nesses momentos, a autoagressão pode aparecer como uma tentativa de aliviar uma tensão extrema, punir um self percebido como “mau” ou tentar recuperar algum senso de controle diante de uma dor emocional que parece absoluta.

Uma pergunta terapêutica importante seria: quando a emoção cresce, a pessoa consegue lembrar que uma relação pode ter aspectos bons e difíceis ao mesmo tempo? Consegue reconhecer que sentir raiva de alguém não significa necessariamente deixar de amar ou ser abandonada? E quando se sente frustrada ou rejeitada, consegue preservar alguma percepção de valor próprio, ou tudo passa a ser vivido como confirmação de defeito, culpa ou desamparo?

Na prática clínica, o trabalho envolve ajudar a pessoa a desenvolver maior integração emocional e cognitiva. Isso significa ampliar a capacidade de sustentar ambivalências, nomear emoções antes que elas dominem o comportamento, perceber gatilhos relacionais e construir alternativas de regulação mais seguras. Recursos da TCC, Terapia do Esquema, DBT, ACT e Mindfulness podem ajudar a transformar percepções rígidas e extremas em leituras mais flexíveis, sem invalidar a intensidade real do sofrimento.

Quando existe autoagressão, é fundamental que esse comportamento seja acompanhado por um profissional de saúde mental, e em situações de risco, impulsividade elevada ou sofrimento intenso, uma avaliação psiquiátrica também pode ser necessária. A clivagem estreita o campo de visão emocional, mas o tratamento pode ajudar a pessoa a recuperar nuances, continuidade interna e formas mais cuidadosas de lidar com a própria dor. Caso precise, estou à disposição.

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