Quem tem transtorno de personalidade borderline é neurodivergente?

22 respostas
Quem tem transtorno de personalidade borderline é neurodivergente?
Dra. Laís Linazzi
Psicólogo, Psicanalista
Araucária
Sim, o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser considerado uma forma de neurodivergência, embora não haja consenso total na comunidade científica. O conceito de neurodivergência abrange variações no desenvolvimento neurológico, incluindo condições de saúde mental como o TPB, que se manifesta através de instabilidade emocional, medo de abandono e impulsividade.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Essa é uma pergunta que vem ganhando espaço nas conversas sobre saúde mental, e é muito valioso quando alguém busca compreender mais profundamente os termos e as nuances envolvidas. A palavra neurodivergente originalmente surgiu dentro da comunidade do autismo para descrever pessoas cujos cérebros funcionam de maneira diferente do que se considera como “neurotípico”. Com o tempo, esse conceito foi sendo ampliado para incluir outras condições, como TDAH e dislexia — e mais recentemente, começou a ser usado, de forma mais ampla e até um pouco controversa, para se referir a alguns transtornos de saúde mental, incluindo o transtorno de personalidade borderline.

Do ponto de vista da neurociência, pessoas com transtorno de personalidade borderline apresentam diferenças reais em regiões cerebrais ligadas à regulação emocional, como a amígdala, o hipocampo e o córtex pré-frontal. Essas áreas podem ser mais reativas, menos eficientes no “freio emocional” e mais vulneráveis a experiências intensas de dor psíquica e oscilação de humor. Ou seja, há sim um funcionamento cerebral que pode ser considerado atípico — mas diferente, por exemplo, de condições como autismo e TDAH, o borderline envolve um padrão de funcionamento emocional e relacional profundamente influenciado por vivências afetivas, traumas e estilos de apego.

Então talvez a melhor resposta seja: depende da perspectiva. Usar o termo “neurodivergente” para descrever o borderline pode ajudar algumas pessoas a se sentirem menos culpadas por suas dificuldades e mais acolhidas em suas singularidades. Por outro lado, pode ser importante refletir: você sente que esse rótulo te ajuda a se compreender melhor ou, ao contrário, pode estar te afastando da possibilidade de mudança?

Outra pergunta que pode ajudar: você sente que a forma como sua mente reage às emoções é algo fixo ou existe em você uma parte que, aos poucos, gostaria de aprender a lidar com isso de um jeito diferente? O quanto sua história emocional foi moldando esse “jeito de sentir” — e será que esse jeito ainda faz sentido para a vida que você deseja construir?

A beleza da psicoterapia é que ela respeita a singularidade de cada cérebro, cada emoção e cada história. E é nesse ponto que a ciência e a sensibilidade humana se encontram. Caso precise, estou à disposição.
Boa tarde, essa discussão ainda é um tema em debate. As principais organizações de saúde mental ainda classificam o TPB como uma condição de saúde mental. O TPB é um transtorno de personalidade caracterizado por instabilidade emocional, dificuldades nos relacionamentos e autoimagem, enquanto neurodivergência refere-se a diferenças neurológicas, como autismo ou TDAH. Embora algumas pessoas com TPB possam também ser neurodivergentes, eles não são a mesma coisa. O termo neurotípico descreve o funcionamento cerebral considerado padrão pela sociedade.
Olá! Como você está?
Não há um consenso sobre isso na medicina, mas as pessoas com transtorno de personalidade borderline (TPB) são frequentemente consideradas neurodivergentes, já que o transtorno envolve uma forma diferente de funcionamento emocional, cognitivo e relacional em relação ao que é considerado “neurotípico”. No geral, a neurodivergência é um termo guarda-chuva que abrange diversas condições (como TDAH, autismo, dislexia, etc) onde se compreendem quadros afetam profundamente a forma como a pessoa percebe, sente, reage e se relaciona com o mundo. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, é possível trabalhar o reconhecimento dos padrões emocionais, a regulação afetiva e o fortalecimento das habilidades sociais. E se sentir que precisa de apoio nesse processo, minha agenda está aberta para te acolher! :)
Uma pessoa qualquer pode desenvolver o transtorno de personalidade borderline através de uma infância em um ambiente disfuncional, com muita instabilidade, insegurança, abusos, etc.
Olá, tudo bem? o transtorno de personalidade borderline (TPB) não é oficialmente classificado como uma neurodivergência nos termos tradicionais, como o autismo e o TDAH, que têm bases neurológicas reconhecidas desde a infância. No entanto, algumas pessoas usam o termo ‘neurodivergente’ de maneira mais ampla, para incluir qualquer condição que envolva uma forma atípica de funcionamento mental ou emocional — o que pode incluir o borderline, dependendo da perspectiva.
Transtorno de Personalidade Borderline é um transtorno de personalidade. Ser neurodivergente é uma condição diferente. O transtorno de personalidade tem a ver com a formação da estrutura psíquica e o borderline não chega a ser um paciente psicótico, mas também não chega a ser um paciente neurótico. É um conteúdo muito difuso e limítrofe entre as estruturas psíquicas. Cada pessoa com o transtorno tem uma característica diferente e é, talvez, o transtorno mais difícil de ser diagnosticado na clínica, bem como de ser trabalhado. A pessoa provavelmente vai precisar tomar medicação até o fim da vida. A questão de ser neurodivergente é outro aspecto da constituição neurológica do indivíduo. Como um funcionamento diferente do cérebro orgânico. É possível que uma pessoa seja neuroatípica e tenha transtorno borderline, mas um não é consequência do outro, muito embora, haja linhagens familiares em que a genética atrela membros diferentes da mesma família com TDAH, TEA, transornos de humor e transtornos psicóticos. Não é regra, mas é bem comum. Espero ter ajudado.
Oi! Na verdade o termo neurodivergente é usado para descrever pessoas cujo funcionamento neurológico é diferente do que se considera "neurotípico". Ele surgiu principalmente em contextos como o autismo, TDAH e outras condições do neurodesenvolvimento, certo?

Embora o Transtorno de personalidade borderline não seja, tecnicamente, classificado como uma condição do neurodesenvolvimento, muitas pessoas e profissionais vêm ampliando o uso do termo neurodivergência para incluir experiências mentais e emocionais intensas e não convencionais, tais como as que ocorrem no TPB

Portanto, depende do contexto e da abordagem adotada. Do ponto de vista clínico tradicional, o Borderline não é incluído na categoria de neurodivergência. Mas, do ponto de vista da neurodiversidade - que valoriza a pluralidade das formas de sentir, pensar e se relacionar com o mundo - algumas pessoas com TPB podem sim se identificar como neurodivergentes.

Eu diria que essa é uma conversa em expansão, e o mais importante é acolher cada pessoa em sua vivência única, sem reduzir sua experiência a rótulos fixos.

Se quiser conversar mais sobre isso ou entender como a psicoterapia pode ajudar nesse processo, estou à disposição. Você pode conhecer um pouco mais do meu trabalho em @kauanebg.psi.
A palavra neurodivergente é usada para descrever pessoas cujo funcionamento neurológico é diferente do padrão considerado “típico”, incluindo condições como autismo, TDAH e algumas outras.

O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não é tradicionalmente classificado como neurodivergência, mas sim como um transtorno de personalidade, que envolve padrões emocionais e comportamentais intensos e instáveis.

Porém, algumas pessoas com TPB podem se identificar como neurodivergentes, pois também enfrentam diferenças na forma de pensar, sentir e se relacionar. Ainda não existe um consenso científico claro sobre incluir ou não o TPB dentro do conceito de neurodivergência.

O mais importante é lembrar que, independentemente do termo, o transtorno tem tratamento e as pessoas podem melhorar com psicoterapia adequada e, em alguns casos, medicação.
Estou à disposição.
 Cárita Laranjeira
Psicanalista, Psicólogo
Goiânia
Se é neurodivergente eu não sei, mas é divergente dos prazeres da vida.
 Vanessa Oliveira Martins
Psicólogo, Psicanalista
Londrina
Sim, o TPB é uma neurodivergência. O termo “neurodivergente” é usado para descrever pessoas cujo funcionamento neurológico se desvia do padrão considerado típico.
Embora o termo “neurodivergente” não seja usado de forma oficial nos manuais diagnósticos (como o DSM-5 ou a CID-11) para o TPB, ele pode ser útil para promover uma compreensão mais empática e menos estigmatizante do transtorno. Isso ajuda a deslocar a ideia de “falha de caráter” para o reconhecimento de um funcionamento psíquico e neurológico diferente.
O termo "neurodivergente" é usado para descrever pessoas cujo funcionamento neurológico é diferente do que é considerado típico — como no autismo, TDAH e dislexia. Embora o transtorno de personalidade borderline envolva formas diferentes de lidar com emoções e relacionamentos, ele não é oficialmente classificado como neurodivergência. No entanto, cada pessoa é única, e entender suas necessidades com empatia é o mais importante. O acompanhamento psicológico é essencial para promover mais equilíbrio e qualidade de vida.
Dra. Patricia De Lucia Nadruz
Psicólogo, Terapeuta complementar
São Paulo
Sim e não, vai depender de como o termo está sendo utilizado. Neurodivergência é um termo que se refere a funcionamentos neurológicos que diferem do padrão considerado típico (neurotípico). Não é um termo cientifico e teve sua origem nos movimentos de defesa dos direitos das pessoas neurodivergentes. Normalmente o termo vem associado aos transtornos do neurodesenvolvimento (TEA, TDAH, Transtornos de Aprendizagem e da Linguagem). O TPB não é um transtorno do neurodesenvolvimento, mas existem diferenças na forma como o cerebro de uma pessoa com TPB processa os relacionamentos, regula o humor, a identidade, a autoimagem e o controle de impulsos. Estudos de neuroimagem apontam para alterações funcionais na amigdala cerebral, no cortex pre-frontal e na conectividade cerebral, ou seja, existem bases neurobiológicas distintas em pessoas com TPB. Alguns profissionais incluem o TPB dentro da neurodivergencia em um sentido amplo devido a diversidade do funcionamento cerebral, mas nem todos adotam o termo neurodivergente para se referir ao TPB, sendo mais comum em discussões sociais, terapêuticas ou neuroinclusivas.
O termo 'neurodivergente' costuma ser usado para descrever variações neurológicas consideradas atípicas, como o autismo e o TDAH. O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), na psicanálise, é compreendido mais como uma estrutura psíquica marcada por conflitos internos e dificuldades na regulação emocional e nos vínculos, do que por uma diferença neurológica intrínseca. Embora haja pesquisas que apontem para aspectos neurobiológicos no TPB, a abordagem psicanalítica foca sobretudo nas dinâmicas inconscientes e nas relações afetivas que moldam o funcionamento do sujeito
 Ana Paula Ribeiro
Psicólogo
Poços de Caldas
Olá , Boa tarde . A pessoa que tem transtorno de personalidade borderline pode sim ser considerada neurodivergente, porque o funcionamento emocional e comportamental dela é diferente do que é considerado “padrão” pela sociedade.
Neurodivergente é um termo usado para falar de pessoas que têm formas diferentes de pensar, sentir ou se comportar — como no autismo, TDAH, e também em alguns transtornos de personalidade, como o borderline.
Então, sim, quem tem borderline entra nesse grupo de pessoas que pensam e sentem de um jeito único. E isso não significa algo ruim — só que é importante ter acolhimento, autoconhecimento e, quando possível, acompanhamento psicológico para lidar com os desafios do dia a dia.
 Cristiane  Tempski Leite
Psicólogo
Blumenau
A TAB pode ser considerada uma forma de neurodivergente, ou seja, existem diferenças estruturais e funcionais no cérebro que afetam a forma como processam informações e emoções. Isto não significa que TAB é imutável, pode apresentar melhores resultados com a psicoterapia, quando identifica os seus gatinhos e aprende a lidar com os seus padrões e impulsos. Vamos agendar uma sessão?
Dra. Isis Oliveira da Silva
Psicólogo
Rio de Janeiro
O termo neurodivergente costuma ser usado para descrever pessoas cujos padrões neurológicos e de funcionamento mental diferem da média da população. Ele é mais associado a condições como autismo, TDAH, dislexia, entre outras.

Embora o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) envolva diferenças importantes na forma de sentir, pensar e se relacionar, ainda existe debate sobre se ele se encaixa ou não dentro da ideia de neurodivergência. Do ponto de vista da psicologia baseada em evidências, o TPB é considerado um transtorno de personalidade, ou seja, um padrão duradouro e inflexível de comportamento e experiência interna que causa sofrimento ou prejuízo funcional.

Algumas pessoas que se identificam com o termo neurodivergente optam por usá-lo para descrever o TPB, por sentirem que suas experiências são diferentes da norma e não necessariamente "patológicas". Outras preferem manter uma distinção entre transtornos de personalidade e neurodivergência.

Ou seja: não há uma resposta oficial. O mais importante é que qualquer termo usado sirva para promover compreensão, acolhimento e cuidado, e não rótulos que gerem estigma. Um abraço!

O transtorno de personalidade borderline (TPB) pode ser considerado uma forma de neurodivergência, pois envolve padrões atípicos de funcionamento emocional, cognitivo e interpessoal, diferenciando-se do que é socialmente considerado "neurotípico". Embora o termo "neurodivergente" seja mais comumente associado a condições como autismo e TDAH, cada vez mais profissionais reconhecem que transtornos de personalidade, incluindo o TPB, também integram esse espectro. O mais importante é compreender que a neurodivergência não define limitações, mas sim modos singulares de experienciar, sentir e se relacionar com o mundo, merecendo respeito e acolhimento.

Lembre-se: “pode ser considerado” não significa que é em 100% das vezes.

Se estiver em sofrimento, dúvida, tiver mais questões sobre psicoterapia ou precisar demais informações sobre processos de avaliação, estratégias de intervenção, psicoterapia, direitos ou recursos disponíveis, estou à disposição para ajudar. O diálogo aberto contribui para construir caminhos mais inclusivos e humanos.
Abraços
Olá, tudo bem?
O termo neurodivergente surgiu para descrever pessoas cujo funcionamento neurológico diverge do que é considerado “típico” — como no caso do autismo, TDAH, dislexia e outros transtornos do neurodesenvolvimento.

O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), por outro lado, é um transtorno de personalidade e não faz parte oficialmente do grupo de condições neurodivergentes, segundo os manuais diagnósticos como o DSM-5. No entanto, algumas pessoas com TPB também podem ter condições do neurodesenvolvimento associadas, como TDAH ou TEA, o que pode levá-las a se identificar como neurodivergentes.

Portanto, quem tem TPB não é, necessariamente, neurodivergente — a não ser que haja um diagnóstico associado que justifique esse uso do termo.
Espero que a minha resposta te ajude!
ola bom dia, Sim, o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser considerado uma forma de neurodivergência, embora não haja um consenso total na comunidade científica sobre isso. O termo "neurodivergente" refere-se a indivíduos cujos cérebros funcionam de maneira diferente do padrão "neurotípico", e o TPB compartilha algumas similaridades com condições como o autismo e o TDAH, que são amplamente reconhecidas como neurodivergências.
Sim, pessoas com transtornos de personalidade bordeline podem ser consideradas neurodivergentes, dependendo da abordagem.
Dra. Andrea Monlevade
Psicólogo
Barueri
Sim, pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) geralmente podem ser consideradas neurodivergentes, dependendo da definição de neurodivergência que se está utilizando.

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