quero ajudar uma amiga com esse problema, mas não sei escolher bem as palavras, vcs podem me ajudar?
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quero ajudar uma amiga com esse problema, mas não sei escolher bem as palavras, vcs podem me ajudar? ela tbm sofre de anorexia e automutilação.
Olá, em primeiro lugar é fundamental ter um diagnóstico adequado. O transtorno bipolar é um diagnóstico difícil de ser fechado, pois ele faz parte dos transtornos de humor e mutas vezes pode se confundir com outros transtornos similares. Para isso é necessário passar uma avaliação bem detalhada. Com relação à anorexia e automutilação é necessário verificar se é uma comorbidade (transtornos que acontecem simultaneamente a um transtorno primário) ou faz parte da sintomatologia apresentada, assim como ter certeza qual é o diagnóstico principal.
Você pergunta sobre como a ajudar, é fundamental que a vida, com suas regras, alegria, limitações e consequências se mantenha constante. Sua amiga precisa perceber que as pessoas ao redor dela, não cedem às pressões emocionais que podem surgir nos momentos de crises, e que também não a abandonam e nem a vêem como uma doente. Quando em mania, procure deixar claro os limites e cuidado para que ela não faça nada que ponha em risco a vida de ninguém.
Você pergunta sobre como a ajudar, é fundamental que a vida, com suas regras, alegria, limitações e consequências se mantenha constante. Sua amiga precisa perceber que as pessoas ao redor dela, não cedem às pressões emocionais que podem surgir nos momentos de crises, e que também não a abandonam e nem a vêem como uma doente. Quando em mania, procure deixar claro os limites e cuidado para que ela não faça nada que ponha em risco a vida de ninguém.
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Há duas maneiras de ajudar sua amiga, a primeira delas é apenas acolhendo o que ela sente e tentando nunca julgar o que ela faz, pois pelo que você disse ela está em um momento complicado, onde deve estar se sentindo bastante fragilizada, mesmo que nem sempre admita isto. Tente ao máximo entender o que ela faz, sem jamais reprimi-la e sim dando somente seu apoio - físico ou emocional. A segunda forma de ajudá-la é conversando com ela para que procure um profissional, se possível acompanhe-na até a porta da consulta (com psicólogo, psiquiatra ou médico clínico, que fará os devidos encaminhamentos), pois ela parece precisar muito de ajuda, seu apoio vai ser muito importante nessa hora, mas um profissional aí, presente com vocês, poderá ajudar na busca do melhor caminho; inclusive, se ela permitir que converse com o profissional, penso que poderá ser ainda mais benéfico no futuro tratamento dela.
Com certeza, sua amiga necessita de avaliação feita por um Psicologo, um Psiquiatra e por um clinico ou endocrino. Com certeza, o afeto é muito importante para uma tentativa de convencimrnto ao tratamento. SE voce estiver convencida dessa necessidade não faltarão palavras firmes que a ajudarão a te ouvir, e assim voce tera mais chance de convence-la ``a tratar-se.
O mais importante é acolher com empatia, sem julgamentos, e incentivar sua amiga a buscar ajuda com psiquiatra e psicólogo. Com tratamento, é possível estabilizar o humor e se recuperar.
Você pode começar validando o que ela sente e mostrando disponibilidade. Frases que costumam ajudar são: “Eu me importo com você e quero entender como posso estar ao seu lado”; “Você não precisa passar por isso sozinha”; “Se você quiser, posso só te ouvir, sem dar conselhos agora”. Em geral, funciona melhor falar de forma concreta, com calma, e perguntar o que ela prefere naquele momento: “Você quer desabafar, distrair ou pensar em um próximo passo?”.
Também é útil evitar algumas armadilhas comuns. Tente não minimizar (“isso é drama”, “é só pensar positivo”), não dar ultimatos (“se você fizer isso eu vou embora”) e não transformar em cobrança (“por que você não para?”). Em transtorno bipolar, oscilações de humor podem envolver momentos de muita energia e impulsividade ou períodos de desânimo importante; nessas horas, discutir para “convencer” raramente funciona. O que ajuda mais é reforçar segurança, rotina e busca de cuidado: “Posso te acompanhar para conversar com um profissional?”; “Posso te ajudar a marcar uma consulta ou ir com você?”.
Como você mencionou automutilação e anorexia, vale ter um cuidado extra com linguagem. Em vez de pedir promessas (“promete que não vai fazer nada”), que às vezes aumenta culpa, prefira perguntas abertas e sem julgamento: “Você está com vontade de se machucar agora?”; “Você está se sentindo segura hoje?”; “O que costuma te ajudar a atravessar esses momentos?”. Se ela disser que está com vontade de se machucar ou que não se sente segura, o mais responsável é não deixar isso só entre vocês: procurar um adulto de confiança (família, responsável, escola) e principalmente apoio profissional.
Se houver risco imediato (ela estiver se machucando, disser que vai se ferir, estiver muito desorientada, ou você perceber perigo concreto), priorize ajuda urgente. No Brasil, você pode acionar o SAMU (192) ou ir a uma UPA ou pronto-socorro. Para apoio emocional 24 horas, o CVV atende pelo 188. Mesmo que sua intenção seja proteger a privacidade dela, segurança vem primeiro.
Se você quiser, aqui vai um modelo de mensagem curta, que costuma soar acolhedora e respeitosa:
“Eu me importo muito com você. Não preciso entender tudo para estar do seu lado. Se você quiser, pode me contar como está hoje. Se estiver pesado demais, a gente pode pensar juntas em chamar um profissional da saúde, porque você merece apoio de verdade. Você está segura agora?”
Por fim, cuide de você também. Apoiar alguém nessas condições pode ser emocionalmente exigente; ter um adulto ou profissional para te orientar (mesmo para você, como amiga) ajuda a manter limites saudáveis.
Também é útil evitar algumas armadilhas comuns. Tente não minimizar (“isso é drama”, “é só pensar positivo”), não dar ultimatos (“se você fizer isso eu vou embora”) e não transformar em cobrança (“por que você não para?”). Em transtorno bipolar, oscilações de humor podem envolver momentos de muita energia e impulsividade ou períodos de desânimo importante; nessas horas, discutir para “convencer” raramente funciona. O que ajuda mais é reforçar segurança, rotina e busca de cuidado: “Posso te acompanhar para conversar com um profissional?”; “Posso te ajudar a marcar uma consulta ou ir com você?”.
Como você mencionou automutilação e anorexia, vale ter um cuidado extra com linguagem. Em vez de pedir promessas (“promete que não vai fazer nada”), que às vezes aumenta culpa, prefira perguntas abertas e sem julgamento: “Você está com vontade de se machucar agora?”; “Você está se sentindo segura hoje?”; “O que costuma te ajudar a atravessar esses momentos?”. Se ela disser que está com vontade de se machucar ou que não se sente segura, o mais responsável é não deixar isso só entre vocês: procurar um adulto de confiança (família, responsável, escola) e principalmente apoio profissional.
Se houver risco imediato (ela estiver se machucando, disser que vai se ferir, estiver muito desorientada, ou você perceber perigo concreto), priorize ajuda urgente. No Brasil, você pode acionar o SAMU (192) ou ir a uma UPA ou pronto-socorro. Para apoio emocional 24 horas, o CVV atende pelo 188. Mesmo que sua intenção seja proteger a privacidade dela, segurança vem primeiro.
Se você quiser, aqui vai um modelo de mensagem curta, que costuma soar acolhedora e respeitosa:
“Eu me importo muito com você. Não preciso entender tudo para estar do seu lado. Se você quiser, pode me contar como está hoje. Se estiver pesado demais, a gente pode pensar juntas em chamar um profissional da saúde, porque você merece apoio de verdade. Você está segura agora?”
Por fim, cuide de você também. Apoiar alguém nessas condições pode ser emocionalmente exigente; ter um adulto ou profissional para te orientar (mesmo para você, como amiga) ajuda a manter limites saudáveis.
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