Fui diagnosticada com bipolaridade, ainda não entendo muito bem o que é. A verdade é que me sinto mu
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Fui diagnosticada com bipolaridade, ainda não entendo muito bem o que é. A verdade é que me sinto muito sozinha, até no meu relacionamento. Não acho ninguém interessante para conviver. Eu queria muito ter algum amigo, mas depois que você cresce é difícil. Geralmente, as pessoas que conheço da minha idade são infantis demais, e eu não quero contato.
Me sinto presa, sinto que deveria estar vivendo mais, mas tenho medo das pessoas na rua. Me sinto desprotegida e vulnerável. Queria correr livre, fazer as coisas que gosto, mas tenho medo de andar sozinha… e se aparecer alguém ruim no caminho, como vou me proteger?
Me sinto presa, sinto que deveria estar vivendo mais, mas tenho medo das pessoas na rua. Me sinto desprotegida e vulnerável. Queria correr livre, fazer as coisas que gosto, mas tenho medo de andar sozinha… e se aparecer alguém ruim no caminho, como vou me proteger?
Olá tudo bem? Sobre o diagnóstico, é possível com tratamento psicológico e psiquiátrico ter controlar os sintomas e ter qualidade de vida, se ainda não realiza acompanhamento psicológico, recomendo. Sobre relacionamento amoroso, nem sempre expressamos nossas necessidades de forma clara, ou então, as vezes o outro não consegue supri-las, mas se não está sendo algo positivo, pode-se analisar se é algo do relacionamento, ou seu. Por vezes queremos algumas coisas, mas colocamos obstáculos para alcançar essas coisas, é importante analisar se há um comportamento de sabotagem ou mesmo comodidade na situação (mesmo não sendo confortável, é conhecido). Fico a disposição para conversarmos mais sobre! Psicóloga Marisa Perini!
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Entendo sua dor e sua solidão. O diagnóstico não te define, ele apenas ajuda a entender o que acontece com você. É natural sentir medo e dificuldade de confiar, mas saiba que, com apoio e cuidado, é possível construir vínculos e retomar sua liberdade aos poucos. Você não está sozinha nesse caminho — existe espaço para novas formas de viver e se sentir protegida.
A bipolaridade não é de fácil diagnóstico, envolve muitas informações e observações ao longo do tempo e precisa ser feita por profissional que realmente entenda do assunto, se não foi esse o seu caso é importante confirmar isso, pois esse diagnóstico tem que ter acompanhamento de psiquiatra para ajuste de medicação. A sua descrição de sentir desprotegida, vulnerável, sozinha pode estar relacionada com muitas coisas, dai é indispensável um conhecimento mais profundo sobre o que está acontecendo com você para uma ajuda. Um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, pode te ajudar.
Obrigada por compartilhar seus sentimentos. É compreensível sentir-se sozinha, insegura e limitada, especialmente convivendo com bipolaridade, que pode tornar as experiências emocionais mais intensas. O desejo de liberdade e de conexão com pessoas significativas revela sua força interior.
Na psicanálise, buscamos compreender esses sentimentos e medos, suas origens e impactos, para que você possa viver com mais segurança e prazer, mesmo diante das dificuldades. Um espaço terapêutico pode ajudá-la a explorar esses desafios e a se reconectar consigo mesma e com os outros.
Na psicanálise, buscamos compreender esses sentimentos e medos, suas origens e impactos, para que você possa viver com mais segurança e prazer, mesmo diante das dificuldades. Um espaço terapêutico pode ajudá-la a explorar esses desafios e a se reconectar consigo mesma e com os outros.
Esses pensamentos parecem mais ansiosos do que de bipolaridade. A psicoterapia ajuda no autoconhecimento, no enfrentamento dos medos e a lidar melhos com os pensamentos.
há estudos que refletem o transtorno bipolar como um espectro. Ou seja, seria uma séria de possibilidades, por isso é difícil entender bem o que é. Essa "apatia" ou desejo de outras vivências é bastante relacionado ao transtorno, mas, para não expô-la em um ambiente público, seria recomendado buscar um profissional para aprofundar suas inseguranças ao seu conflito de expandir e se proteger ao mesmo tempo.
Olá! O diagnóstico de transtorno bipolar pode trazer muitas dúvidas no início, especialmente porque ele não se resume apenas à mudanças de humor, mas envolve também uma nova forma de compreender suas emoções, seus limites e seu modo de se relacionar com o mundo!
A sensação de isolamento, o receio de se aproximar das pessoas e o medo de se expor pode estar relacionado a uma fase mais sensível do seu quadro emocional, mas também reflete uma experiência humana muito comum: a dificuldade de confiar e de se sentir segura fora do próprio espaço.
É importante saber que isso pode ser trabalhado na terapia. O acompanhamento psicológico ajuda a compreender melhor o que o diagnóstico significa para você, a reconhecer seus gatilhos e a desenvolver estratégias para recuperar a segurança, a autonomia e o prazer de se conectar com outras pessoas. Além disso, o tratamento psiquiátrico é fundamental para manter a estabilidade do humor, sendo realizado de maneira concomitante ao tratamento psicológico.
A solidão que você sente também merece acolhimento. Formar vínculos na vida adulta realmente pode ser mais difícil, mas é possível encontrar espaços de convivência que façam sentido para você. O essencial é não se cobrar por estar “presa” nesse momento: o desejo de viver mais e com liberdade já mostra que há uma parte sua pronta para recomeçar.
Buscar ajuda profissional e falar sobre o que está sentindo é um passo importante e corajoso. Aos poucos, com cuidado e acompanhamento, é possível reconstruir a sensação de segurança e retomar a confiança para viver de maneira que faça mais sentido e traga mais satisfação!
A sensação de isolamento, o receio de se aproximar das pessoas e o medo de se expor pode estar relacionado a uma fase mais sensível do seu quadro emocional, mas também reflete uma experiência humana muito comum: a dificuldade de confiar e de se sentir segura fora do próprio espaço.
É importante saber que isso pode ser trabalhado na terapia. O acompanhamento psicológico ajuda a compreender melhor o que o diagnóstico significa para você, a reconhecer seus gatilhos e a desenvolver estratégias para recuperar a segurança, a autonomia e o prazer de se conectar com outras pessoas. Além disso, o tratamento psiquiátrico é fundamental para manter a estabilidade do humor, sendo realizado de maneira concomitante ao tratamento psicológico.
A solidão que você sente também merece acolhimento. Formar vínculos na vida adulta realmente pode ser mais difícil, mas é possível encontrar espaços de convivência que façam sentido para você. O essencial é não se cobrar por estar “presa” nesse momento: o desejo de viver mais e com liberdade já mostra que há uma parte sua pronta para recomeçar.
Buscar ajuda profissional e falar sobre o que está sentindo é um passo importante e corajoso. Aos poucos, com cuidado e acompanhamento, é possível reconstruir a sensação de segurança e retomar a confiança para viver de maneira que faça mais sentido e traga mais satisfação!
Um grande paradoxo de receber um diagnóstico é que nos sentimos mais vulneráveis. Temos mais perguntas, mais dúvidas e muitas vezes pouquíssima orientação. Um grande tema que percebi no seu relato é de exposição, vulnerabilidade e deslocamento. Seria ótimo conseguir um bom direcionamento para desenvolver sua autonomia e viver uma vida com qualidade!
Primeiro, sobre a bipolaridade: ela se caracteriza por oscilações do humor que não são simples “mudanças emocionais”, mas variações do nível de energia psíquica, do ritmo interno, da sensibilidade e da forma de se relacionar consigo e com o mundo; em alguns momentos há mais retraimento, insegurança e sensação de vulnerabilidade, em outros pode haver mais expansão, impulso e intensidade — compreender esse funcionamento ajuda a não interpretar tudo como falha pessoal ou fraqueza de caráter.
Sobre a solidão e os vínculos, é importante tirar um peso de você: a dificuldade de criar laços profundos hoje fala muito mais da sociedade contemporânea, marcada por relações rápidas, superficiais e pouco comprometidas, do que de algo “errado” em você; além disso, muitas pessoas ficam presas a critérios idealizados (“só me relaciono com quem tem X características”), o que empobrece as possibilidades de encontro; abrir-se a uma diversidade de pessoas, inclusive fora do gosto inicial, frequentemente amplia o autoconhecimento — às vezes não gostamos de algo simplesmente porque nunca tivemos a chance de viver a experiência de verdade.
No que você descreve, aparece também um componente de fobia social: medo de circular sozinha, sensação de desproteção, expectativa de ameaça (“e se aparecer alguém ruim?”), que leva à evitação e reforça o isolamento; esse medo não é irracional no sentido moral, mas pode estar ampliado pela ansiedade, fazendo o mundo parecer mais perigoso do que de fato é.
Quanto às possibilidades de mudança, elas passam pela assunção gradual de responsabilidade pela própria vida: investir no tratamento adequado da bipolaridade; trabalhar o medo social de forma progressiva; permitir-se experiências mesmo com desconforto inicial; buscar amizades, atividades e até trabalhos que não sejam “perfeitos”, mas que abram espaço para contato humano real; essa abertura à experiência é um componente central de crescimento psicológico e não acontece sem algum risco emocional — mas é assim que a sensação de prisão começa a diminuir.
Por fim, algo importante: proteger-se não significa se fechar do mundo, mas aprender a confiar em si, nos próprios limites e recursos; isso se constrói com acompanhamento profissional, autoconhecimento e pequenas experiências bem-sucedidas no cotidiano.
Buscar um profissional capacitado é o ideal. Fico à sua disposição.
Alan Santos — Psicólogo Clínico.
Sobre a solidão e os vínculos, é importante tirar um peso de você: a dificuldade de criar laços profundos hoje fala muito mais da sociedade contemporânea, marcada por relações rápidas, superficiais e pouco comprometidas, do que de algo “errado” em você; além disso, muitas pessoas ficam presas a critérios idealizados (“só me relaciono com quem tem X características”), o que empobrece as possibilidades de encontro; abrir-se a uma diversidade de pessoas, inclusive fora do gosto inicial, frequentemente amplia o autoconhecimento — às vezes não gostamos de algo simplesmente porque nunca tivemos a chance de viver a experiência de verdade.
No que você descreve, aparece também um componente de fobia social: medo de circular sozinha, sensação de desproteção, expectativa de ameaça (“e se aparecer alguém ruim?”), que leva à evitação e reforça o isolamento; esse medo não é irracional no sentido moral, mas pode estar ampliado pela ansiedade, fazendo o mundo parecer mais perigoso do que de fato é.
Quanto às possibilidades de mudança, elas passam pela assunção gradual de responsabilidade pela própria vida: investir no tratamento adequado da bipolaridade; trabalhar o medo social de forma progressiva; permitir-se experiências mesmo com desconforto inicial; buscar amizades, atividades e até trabalhos que não sejam “perfeitos”, mas que abram espaço para contato humano real; essa abertura à experiência é um componente central de crescimento psicológico e não acontece sem algum risco emocional — mas é assim que a sensação de prisão começa a diminuir.
Por fim, algo importante: proteger-se não significa se fechar do mundo, mas aprender a confiar em si, nos próprios limites e recursos; isso se constrói com acompanhamento profissional, autoconhecimento e pequenas experiências bem-sucedidas no cotidiano.
Buscar um profissional capacitado é o ideal. Fico à sua disposição.
Alan Santos — Psicólogo Clínico.
Entendo o quanto isso é doloroso e solitário. O que você descreve faz sentido dentro da bipolaridade e não define quem você é nem o que sua vida pode ser.
O transtorno bipolar não é só “mudar de humor”. Ele afeta energia, sensibilidade emocional, motivação e a forma de perceber o mundo. Em algumas fases, é comum sentir-se mais fechada, desconectada e sem interesse, o que impacta vínculos e a sensação de pertencimento.
Sobre a solidão: muitas pessoas com bipolaridade relatam desconexão mesmo em relacionamentos, dificuldade com conversas superficiais e cansaço emocional ao tentar se aproximar. Isso costuma ser proteção, não frieza.
O medo de sair e andar sozinha vem de uma hipersensibilidade ao risco. O corpo entra em modo de alerta, superestimando ameaças e fazendo você se sentir vulnerável, mesmo sem perigo imediato.
A sensação de “vida presa” nasce do conflito entre querer viver e precisar se sentir segura. Nenhuma dessas partes está errada.
O que ajuda:
Tratamento contínuo com psiquiatra (medicação bem ajustada).
Psicoterapia para trabalhar solidão, medo e vínculos.
Exposição gradual e segura para recuperar autonomia.
Buscar ambientes com afinidade real, não socialização forçada.
Você não está condenada à solidão. Com cuidado e apoio, é possível construir uma vida mais segura, autônoma e próxima do comum. Procurar acompanhamento profissional é essencial — você não precisa passar por isso sozinha.
O transtorno bipolar não é só “mudar de humor”. Ele afeta energia, sensibilidade emocional, motivação e a forma de perceber o mundo. Em algumas fases, é comum sentir-se mais fechada, desconectada e sem interesse, o que impacta vínculos e a sensação de pertencimento.
Sobre a solidão: muitas pessoas com bipolaridade relatam desconexão mesmo em relacionamentos, dificuldade com conversas superficiais e cansaço emocional ao tentar se aproximar. Isso costuma ser proteção, não frieza.
O medo de sair e andar sozinha vem de uma hipersensibilidade ao risco. O corpo entra em modo de alerta, superestimando ameaças e fazendo você se sentir vulnerável, mesmo sem perigo imediato.
A sensação de “vida presa” nasce do conflito entre querer viver e precisar se sentir segura. Nenhuma dessas partes está errada.
O que ajuda:
Tratamento contínuo com psiquiatra (medicação bem ajustada).
Psicoterapia para trabalhar solidão, medo e vínculos.
Exposição gradual e segura para recuperar autonomia.
Buscar ambientes com afinidade real, não socialização forçada.
Você não está condenada à solidão. Com cuidado e apoio, é possível construir uma vida mais segura, autônoma e próxima do comum. Procurar acompanhamento profissional é essencial — você não precisa passar por isso sozinha.
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