Se os antidepressivos da classe dos ISRS são todos medicamentos que atuam no mesmo neurotransmissor
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Se os antidepressivos da classe dos ISRS são todos medicamentos que atuam no mesmo neurotransmissor (serotonina), então por que as recomendações de uso diferem de um para outro?
Prezado(a),
Muito do que se sabe sobre os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina foi divulgado pelos próprios fabricantes. Ou seja, há muito de marketing envolvido. Por exemplo, a Fluoxetina (Prozac) foi lançada primeiro e logo se observaram alguns efeitos adversos. Em seguida os fabricantes lançaram novas medicações que resolveriam tais efeitos adversos. Fato é que são todos intercambiáveis e há muito marketing e sugestionabilidade envolvidos.
Recentemente, uma meta-analise publicada no Lancet evidenciou que a Amitriptilina (antidepressivo tricíclico antigo) teria maior eficácia que os ISRS.
Por fim, nada se compara a uma compreensão integral do que acomete quem procura ajuda, e na maioria das vezes isso só é alcançado com ajuda da psicoterapia.
Fique bem.
Abs
Muito do que se sabe sobre os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina foi divulgado pelos próprios fabricantes. Ou seja, há muito de marketing envolvido. Por exemplo, a Fluoxetina (Prozac) foi lançada primeiro e logo se observaram alguns efeitos adversos. Em seguida os fabricantes lançaram novas medicações que resolveriam tais efeitos adversos. Fato é que são todos intercambiáveis e há muito marketing e sugestionabilidade envolvidos.
Recentemente, uma meta-analise publicada no Lancet evidenciou que a Amitriptilina (antidepressivo tricíclico antigo) teria maior eficácia que os ISRS.
Por fim, nada se compara a uma compreensão integral do que acomete quem procura ajuda, e na maioria das vezes isso só é alcançado com ajuda da psicoterapia.
Fique bem.
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ISRS podem ser usados, em geral, de forma intercambiável. Todos funcionam em vários transtornos ansiosos e na depressão. Por falta de suficientes pesquisas comprobatórias, nos EUA, alguns não são oficialmente liberados para tratar de alguns transtornos.
Há diferenças quanto ao tempo que permanecem no organismo, se interagem ou não ou outras drogas que a pessoa precise tomar e algumas pequenas diferenças no sentido de, apesar de não serem duais (antidepressivos que atuam fortemente sobre dois neurotransmissores), poder ter uma pequena ação sobre algum outro neurotransmissor.
Se não tenho sucesso com dose alta de algum ISRS, usado por tempo suficiente, sempre prefiro potencializar com outra medicação ou trocá-lo por um dual. Mas, há autores que sugerem que se possa fazer a troca por outro ISRS.
Algumas pessoas têm menos efeitos colaterais com algum deles e outras, com outros, por possíveis diferenças farmacogenéticas. Testes em relação a este aspecto têm se tornado mais frequentes.
Há diferenças quanto ao tempo que permanecem no organismo, se interagem ou não ou outras drogas que a pessoa precise tomar e algumas pequenas diferenças no sentido de, apesar de não serem duais (antidepressivos que atuam fortemente sobre dois neurotransmissores), poder ter uma pequena ação sobre algum outro neurotransmissor.
Se não tenho sucesso com dose alta de algum ISRS, usado por tempo suficiente, sempre prefiro potencializar com outra medicação ou trocá-lo por um dual. Mas, há autores que sugerem que se possa fazer a troca por outro ISRS.
Algumas pessoas têm menos efeitos colaterais com algum deles e outras, com outros, por possíveis diferenças farmacogenéticas. Testes em relação a este aspecto têm se tornado mais frequentes.
Eles de fato são da mesma classe e tem um mecanismo de ação semelhante que é agir na serotonina. Porém, cada substância do grupo tem sua particulariedade. Algumas são serotoninérgicos mais potentes, outros menos potentes . Uns são metabolizados por uma enzima em que o outro não é metabolizado (interessante em interação medicamentosa). Uns são mais sedativos, outros menos. alguns dão ganho de peso, outros menos ganho ou até perda. Outros podem dar arritmia em dosagens altas. Estes são exemplos entre dezenas de diferenças deste grupo. A escolha do ISRS ideal requer experiência, conhecimento do perfl individual do paciente e do conhecimento da literatura médica.
Dentre os medicamentos ISRS encontram-se: Fluoxetina, Paroxetina, Citalopram, Escitalopram, Sertralina, Fluvoxamina. Cada um deles tem suas peculiaridades e tem estudos clínicos que comprovam a sua eficacia em quadros específicos, apesar de todos serem a primeira escolha para o Transtorno Ansioso e para a Depressão. Por exemplo: A Paroxetina apresenta maior potencial ansiolítico, A Fluvoxamina se usa com ótimos resultados no tratamento dos sintomas de TOC, A Sertralina e o Escitalopram são a escolha para o tratamento dessas doenças durante a gestação, sendo a Sertralina a escolha durante o aleitamento materno. O Citalopram devido as peculiaridades de seu metabolismo e uma boa escolha para pacientes geriátricos poli medicados,inclusive para pacientes oncológicos em uso de citostáticos, a Fluoxetina não se associa geralmente ao ganho de peso e tem bons resultados no tratamento da compulsão alimentar. A escolha depende de vários fatores e um exame clinico especializado e fundamental.
Olá, os medicamentos ISRS têm todos, basicamente, o mesmo potencial benéfico, o que geralmente os diferencia é o perfil de efeitos colaterais e o grau de interação com outras medicações. Em regra, os ISRS lançados mais recentemente têm menos efeitos colaterais e interferem menos ou nada com outras medicações, mas são também mais caros.
Boa tarde ,apesar de todos estarem incluídos na classe de inibidores seletivos da receptação de serotonina, cada um deles apresenta outros receptores que interagem , por exemplo alguns deles tem um efeito pequeno em receptor de noradrenalina em doses mais altas , outros em receptores colinérgicos e assim por diante , além disso cada um estimula o receptor de maneira variável dependendo da dose , portanto tem efeitos muito variáveis entre eles , alguns mais ansiolíticos , outros tem mais efeitos sexuais colaterais se assim por diante , com a experiência o psiquiatra consegue escolher a melhor medicação para o seu perfil de sintomas , se possível utilizando conceitos da neurociência para melhor escolher , pode ser um inibidor seletivo, um dual ou outro tipo de antidepressivos , grande abraço.
Apenas complementando as respostas que já foram bem informativas, a depressão e ansiedade se manifestam também de forma muito subjetivos em cada indivíduo, sendo assim, a prescrição da medicação deverá estar de acordo com a subjetividade do indivíduo, no modo como ele conversa com os sintomas e a doença, e seus efeitos colaterais. A psicoterapia também difere muito de caso para caso, e é imprescindível no tratamento de transtornos mentais, junto a medicação.
De certa forma, por conta dos diferentes efeitos que os remédios podem causar. Diversas questões podem estar relacionadas a isso e é muito válido seguir a prescrição do seu psiquiatra.
Vale salientar que o acompanhamento psicológico aliado a medicação são de fundamental importância.
Vale salientar que o acompanhamento psicológico aliado a medicação são de fundamental importância.
Bom dia os psiquiatras já deram resposta suficientes para entender o porque das diferenças o que desejo reforçar é que muito importante é frequentar uma psicoterapia que com certeza iria te ajudar muito a se reerguer da depressão e a encontrar novas respostas e sentidos para tua vida. Não confie tudo aos medicamentos seja sujeito do teu bem estar. procure um psicologo/a!
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