Tenho 20 anos, atualmente me encontro em uma fase complicada da vida e, por diversos motivos, durant

15 respostas
Tenho 20 anos, atualmente me encontro em uma fase complicada da vida e, por diversos motivos, durante os ultimos anos minha válvula de escape tem sido a pornografia. Gostaria de saber como proceder, como atenuar esse problema e quais medidas tomar
Dr. Arthur Figer
Psicanalista, Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá, as sessões de psicanálise podem atenuar isso. Podemos agendar uma entrevista inicial (presencial ou on-line) e te explico melhor como funciona. Abs, Arthur

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
 Sandra Helena O. Silva
Psicólogo, Sexólogo
Rio de Janeiro
Olá. Eu posso entender sua angústia. Usar algo fuga por muitos anos pode criar uma dependência para anestesiar uma ansiedade, uma solidão, uma depressão. Portanto descobrir o gatilho que te leva a esse comportamento é de extrema importância e depois aprender a fazer o manejo (caminho para retomar o controle). O filme adulto não é o maior problema mas sim o que antecede a essa busca. Tratar a si mesmo é muito difícil. Sugiro que ocupe seu tempo, tenha boa noite de sono, e busque ajuda de profissionais especializados. Grande abraço.
 Diego Santos Vigato
Psicólogo
São Bernardo do Campo
O uso da pornografia como válvula de escape costuma estar associado a fatores como ansiedade, estresse, solidão, frustrações emocionais, tédio ou dificuldade de lidar com sentimentos difíceis. Em muitos casos, o comportamento surge como uma forma de aliviar momentaneamente o desconforto, e não como um problema isolado.

Para lidar melhor com isso, o mais indicado é buscar um psicólogo clínico. Mesmo uma primeira sessão já pode ajudar a compreender o que está por trás desse uso, identificar os gatilhos e entender a função que a pornografia passou a ter na sua vida.

Algumas estratégias que costumam fazer parte do processo incluem:

trabalhar as causas emocionais que levam ao uso recorrente;

desenvolver outras formas de lidar com ansiedade e estresse;

incluir atividade física regular, que ajuda na regulação do humor e da ansiedade;

buscar outras fontes de prazer e satisfação, como hobbies, projetos pessoais, aprendizado, contato social ou atividades criativas;

organizar rotina, sono e tempo ocioso;

reduzir a culpa e a autocrítica, que geralmente mantêm o ciclo.

Esse é um tema comum e tratável, especialmente quando cuidado no início da vida adulta. Procurar ajuda é um passo importante para recuperar autonomia e atravessar essa fase com mais equilíbrio.
Olá, tudo bem? Veja só, a interrupção de um hábito sempre demanda a inserção de outro. Não é eficiente tentar apenas eliminar, é preciso substituir. Se a pornografia tem ocupado o lugar de escape, é preciso tanto enfrentar aquilo que você tem fugido quanto tentar desenvolver outras alternativas de alivio de estresse e ansiedade. Também é importante ter metas alcançáveis e factíveis. Por exemplo, não é necessário reduzir o consumo para zero. Pois seu consumo tem função dentro de uma vivência com pouca atividade sexual. Aconselho que você comece um processo terapêutico para que você possa ser acompanhado nesse processo, e para que você conheça mais sobre essas questões em mais detalhes.
Olá, como vai?
Procure por um psicólogo. O vício em pornografia pode ser um sintoma de algo mais complexo que você esteja passando, e a partir do contato com um profissional, você poderá elaborar de forma mais saudável suas questões.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Olá, boa tarde.

O vício em pornografia é algo que pode ser tratado, mas como terapeuta, acho importante citar de que pode ser mais importante você lidar com essa fase complicada da vida do que o vício. Se a pornografia é sua válvula de escape, retirar essa válvula pode deixar essa fase ainda mais complicada, entende?

Para todo tipo de vício trabalho no seguinte: primeiro ajudo na parte que complica a vida para depois ajudar a pessoa a ter mais do que uma forma para aliviar as angústias, os sentimentos ruins. A melhor dica que posso te dar é essa.

Uma segunda boa ideia acredito que seja você não se colocar imposições fortes. Não retire a pornografia de uma vez se você não conseguir bancar isso. Está tudo bem de progressivamente ir trocando essa válvula de escape por outras.

Para te ajudar melhor, precisaria de mais informações.

Espero ter ajudado e torço para que consiga se resolver nessa fase complicada. Grande abraço.
Dr. Pablo  Barreto
Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá, me chamo Pablo Barreto, sou psicólogo e vou tentar responder sua pergunta do melhor modo:
Não acredito que a psicoterapia seja a solução para todos os problemas do mundo, porém existem situações em que a psicoterapia é de fato muito assertiva e resolutiva, e vou te explicar o porquê.
Você já trás na pergunta um ponto crucial para a análise (ao menos na perspectiva que eu trabalho que é a esquizoanálise), que é o termo "válvula de escape". Ele indica uma função. Pelo olhar da esquizoanálise, perguntaríamos: qual a função que a pornografia está exercendo na sua vida atualmente?
- Poderia estar regulando afetos intoleráveis? (Ansiedade, raiva, solidão, vazio, tédio).
- Ou proporcionando um território de controle e previsibilidade em uma vida que pode parecer caótica ou opressiva?
- Ou ainda, oferecendo uma "anestesia" temporária para se livrar de pensamentos repetitivos ou de uma dor psíquica mais profunda?
- Ou quem sabe, preenchendo uma lacuna de conexão humana, ou desilusão em relações, mesmo que de forma simulada e não recíproca?

O ponto é que precisamos entender que as manifestações corporais transbordam a partir de um contexto, um território e não como algo biológico isolado. É possível que você aos 20 anos se perceba em um momento importante de construção de território existencial (identidade profissional, afetiva, social). Diante de forte pressão, a pornografia pode funcionar como uma máquina de afetos pré-fabricados, que oferece uma solução rápida, privada e potente para a gestão do caos interno. O problema não é necessariamente o ato em si, mas o fechamento do campo do desejo em torno dele. O desejo, que é produtivo e criativo, fica canalizado e reduzido a um único circuito repetitivo. Trocando em miúdos, para lidar com essa fuga para a pornografia, é importante analisar o que tem produzido essa necessidade de fuga, quais os campos de força que produzem essa pressão existencial e como construir estratégias possíveis para uma resposta mais ampla e com efeitos colaterais mais saudáveis e sustentáveis. E sim, a psicoterapia seria um caminho possível para chegar a esse objetivo.
Espero ter ajudado. Até breve.
Em momentos difíceis, é comum buscar algo que funcione como válvula de escape para aliviar tensão, angústia ou solidão, e a pornografia acabou ocupando esse lugar para você. Um primeiro passo pode ser tentar construir outras formas de prazer que não estejam concentradas apenas nisso, como atividades físicas, hobbies, contato social, escrita, música ou qualquer prática que ajude a expressar o que você sente. Também pode ser importante olhar para o que essa fase da vida tem despertado em você e o que a pornografia vem “substituindo” ou anestesiando. A terapia pode ser um espaço fundamental para compreender essa função que ela assumiu e pensar em alternativas mais saudáveis, respeitando seu ritmo e sem julgamento.
 Lucas Teixeira
Psicólogo
Belo Horizonte
O uso da pornografia, muitas vezes, não é “o problema em si”, mas a forma que a pessoa encontrou para aliviar algo que já estava difícil: ansiedade, solidão, vazio, estresse, tédio ou dor emocional. Por isso, mais importante do que apenas tentar cortar o comportamento é olhar para o que dispara a vontade. Em que momentos ela aparece? O que você está sentindo antes de recorrer a isso?

Atuar nessas situações (criando outras formas de regulação emocional, prazer e descanso) costuma ser mais eficaz do que a luta direta contra o impulso. Rotina, atividades físicas, vínculos reais, hobbies e limites claros ajudam, mas também é fundamental ter espaço para falar sobre isso sem culpa. Um acompanhamento psicológico pode ajudar muito a entender a função que a pornografia cumpre hoje e construir alternativas mais saudáveis, no seu ritmo, sem moralização ou autoataque.
Na maioria dos casos, a pornografia não é o problema principal, mas sim, uma válvula de escape emocional. Uma forma de aliviar: ansiedade, solidão, frustração, tédio, baixa autoestima, sensação de vazio, estagnação, ETC...
Ou seja: ela está “funcionando” para algo, mesmo que traga consequências ruins depois. Busque ajuda terapautica para pooder compreender qual é o seu motivo real, espero ter ajudado.
Meu caro o o vício da pornografia é um algo crescente, especialmente depois da pandemia. Quantas pessoas como o teu exemplo usa a pornografia como válvula de escape. Infelizmente não esta resolvendo o problemas. O primeiro passo a se fazer é exige da pessoa reconhecer a problemas se instalou um vício. E o tratamento de um vício é importante procurar identificar o lhe faz fazer esta busca e também os gatilhos, especialmente ( tédio, estresse, solidão). Quando a pessoa começa a buscar raiz ou identificar que lhe faz buscar a mastubação é importante substitui-los por hábitos saudáveis, como exercício físicos, hobbies, atividades socais e uma bom acompamento psicológico.
Também é importante tomar algumas medtidas práticas incluindo instalar bloqueadores de conteúdo adulto, limitar o tempo online e como já citei acima buscar ajuda profissional, como terapia cognitivo-comportamental ( TCC).
O vício em pornografia pode funcionar como diversos outros vícios, aliviando momentaneamente uma sensação ou sentimento ruim. É importante que tu identifique que "vazio" ele veio a tapar e quais outras formas para lidar com este vazio poderiam existir. É importante entender que o tratamento para adições é emocionalmente demandante, mas bem satisfatório. Quanto antes tu começares, maior a chance de melhora.
Faz com que a tua vida não te pese.
Olá, espero que essa mensagem te encontre bem. Primeiro gostaria de evidenciar a importância de você estar buscando ajuda.
Em muitos casos, o uso recorrente da pornografia aparece como uma estratégia possível para lidar com angústias, solidão, ansiedade e outros sintomas psicológicos, especialmente em fases da vida marcadas por transições e incertezas, como os 20 anos. Quando a pornografia passa a ocupar o lugar de válvula de escape, vale perguntar “o que ela está ajudando a suportar?”. Isso não significa normalizar o sofrimento, mas compreender que ele cumpre uma função psíquica: aliviar tensões, produzir excitação, anestesiar sentimentos difíceis quando faltam outros recursos.
Cabe investigar: Em que momentos o consumo aparece com mais força? Quais sentimentos estão relacionados a ele, como, por exemplo, o tédio, tristeza, solidão, frustração, ansiedade? Outro fator importante é saber sobre a vida sexual, se tem sido impactada, se tem se relacionado sexualmente como de costume, etc.

Atividades corporais podem ajudar a lidar com esse hábito, já que exercícios físicos tendem a reduzir tensões físicas e emocionais. Além disso, especialmente quando o sintoma se relaciona a perda de controle ou impacto nas relações, a psicoterapia é um espaço fundamental. Não para corrigir um comportamento, mas para construir outras formas de lidar com o que hoje está concentrado nessa prática. Em um espaço terapêutico, é possível falar sobre sexualidade, desejo, fantasia e limites sem julgamento, entendendo como tudo isso se articula com sua história e com o momento que você está vivendo.
O trabalho possível é justamente criar novos recursos, e isso não precisa ser feito sozinho.
Espero ter ajudado!
 Jonathan Batista Athaide
Psicólogo
São José dos Campos
Sinto muito que você esteja passando por um período difícil e que esteja se sentindo preso(a) a isso como forma de escape. Quando a pornografia passa a ocupar esse lugar de “válvula de alívio”, geralmente não é sobre falta de força de vontade, mas sobre uma estratégia que seu organismo encontrou para lidar com emoções e situações difíceis e aversivas, como ansiedade, solidão, frustração ou estresse.

Na perspectiva da Análise do Comportamento, entendemos que todo comportamento tem uma função. Se o uso de pornografia se manteve ao longo do tempo, é porque em algum nível ele tem ajudado você a diminuir desconfortos ou produzir algum tipo de alívio imediato. O problema é que, a longo prazo, ele pode gerar culpa, vergonha, isolamento ou dificultar outras áreas da vida.

O primeiro passo não é simplesmente “parar”, mas entender em quais situações isso acontece:
– O que você estava sentindo antes?
– Em que momentos do dia ocorre com mais frequência?
– O que muda nas horas seguintes?

Esse mapeamento ajuda a identificar as variáveis que estão mantendo o comportamento. A partir daí, o trabalho terapêutico envolve construir outras formas de lidar com essas emoções e situações, ampliando seu repertório: novas fontes de prazer, formas de regulação emocional, habilidades para enfrentar problemas e diminuir a dependência desse único recurso de alívio.

A psicoterapia pode ajudar muito nesse processo, de forma respeitosa e sem julgamentos, olhando para sua história, seu contexto atual e o que faz sentido para você construir daqui pra frente.

Buscar ajuda já é um passo importante. Você não precisa lidar com isso sozinho(a).
É importante reconhecer que em momentos de sofrimento, estresse ou solidão, algumas pessoas acabam recorrendo a comportamentos que funcionam como uma “válvula de escape”. A pornografia pode trazer alívio momentâneo, mas quando passa a ser usada de forma frequente para lidar com emoções difíceis pode gerar sensação de perda de controle, culpa e isolamento.

O primeiro passo é justamente o que você já está fazendo: reconhecer o problema e desejar mudar. Procure observar em quais momentos a vontade aparece muitas vezes ela está ligada à ansiedade, tédio, frustração ou sentimentos de vazio. Identificar esses gatilhos ajuda a construir novas formas de lidar com essas emoções.

Algumas medidas podem ajudar nesse processo: estabelecer limites no uso da internet, evitar ficar sozinho por longos períodos ociosos, investir em atividades que tragam bem-estar (como exercícios físicos, estudos, hobbies e convívio social) e criar uma rotina mais estruturada. Quando a mente está ocupada com atividades significativas a tendência de recorrer a esse comportamento costuma diminuir.

Também é importante trabalhar o autocontrole e a regulação emocional. Técnicas de respiração, organização da rotina e práticas que promovam equilíbrio emocional podem contribuir bastante.

No entanto, quando esse comportamento se torna repetitivo ou difícil de controlar sozinho, buscar acompanhamento psicológico é muito importante. A psicoterapia ajuda a compreender as causas emocionais por trás desse hábito, fortalecer o autoconhecimento e desenvolver estratégias saudáveis para lidar com os impulsos. Com apoio adequado e dedicação ao processo de mudança, é totalmente possível recuperar o equilíbrio e construir hábitos mais saudáveis.

Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica

Especialistas

Claudio Carlos de Souza

Claudio Carlos de Souza

Psicólogo

São Paulo

Karoline Nascimento Lopes

Karoline Nascimento Lopes

Psicólogo

Contagem

George Prado

George Prado

Psicólogo

Goiânia

João Gabriel Grabe Salvador Valeriano

João Gabriel Grabe Salvador Valeriano

Psicólogo

Divinópolis

Mateus Correa

Mateus Correa

Psicólogo

Belo Horizonte

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 7 perguntas sobre Vício em pornografia
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.