Tive síndrome de Guillain-Barre em 2014 , hoje estou sentindo muitas dores musculares costas,pernas

2 respostas
Tive síndrome de Guillain-Barre em 2014 , hoje estou sentindo muitas dores musculares costas,pernas e braços ,tenho risco de ter novamente? Tem alguma vitamina que posso tomar?
Não há correlação de polineurite e benefício de vitaminas.Contratura musculares podem justificar algumas dores passado o auge da lesão neural.Cabe investigação a pesquisa de outras causas de dores difusas como foi descrito.

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Dra. Camila Cirino Pereira
Neurologista, Médico do sono, Psiquiatra
São Paulo
A síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma condição autoimune que afeta os nervos periféricos, geralmente após uma infecção viral ou bacteriana, causando fraqueza progressiva e, em alguns casos, paralisia. Após a recuperação, é comum que algumas pessoas apresentem sintomas residuais, como dores musculares, cansaço, dormência leve e sensações de queimação ou formigamento, especialmente em membros inferiores. O que você relata — dores nas costas, pernas e braços anos após o episódio — é compatível com o que chamamos de síndrome pós-Guillain-Barré. Esses sintomas decorrem de lesões axonais e desmielinização parcial dos nervos, que, mesmo após a recuperação funcional, podem deixar hipersensibilidade e desequilíbrio na condução nervosa, causando dor e fadiga muscular crônica. Em relação ao risco de recorrência, ele existe, mas é baixo: apenas cerca de 2% a 5% dos pacientes apresentam um novo episódio, geralmente anos após o primeiro, e quase sempre associado a um novo gatilho infeccioso (como gripe, diarreia, pneumonia ou vacina). A maioria dos pacientes não volta a ter a doença, mas pode manter sintomas neuromusculares residuais. O mais importante é diferenciar se a dor atual é neuromuscular residual ou sinal de nova inflamação nervosa. Sinais de alerta que exigem reavaliação imediata incluem: fraqueza muscular progressiva, formigamento ascendente, dificuldade para caminhar, perda de força nas mãos, engasgos, visão dupla ou falta de ar. Nesses casos, é fundamental procurar um neurologista com experiência em doenças neuromusculares para investigação. Já as dores e fadiga persistentes, mesmo sem perda de força, são tratáveis com uma combinação de fisioterapia neuromuscular, fortalecimento leve e uso de suplementos que favorecem a regeneração nervosa, como: vitaminas do complexo B (B1, B6, B12) — essenciais para a condução nervosa e recuperação das bainhas de mielina; ácido alfa-lipóico — antioxidante que melhora a sensibilidade e reduz dor neuropática; magnésio — atua no relaxamento muscular e diminui câimbras; coenzima Q10 e ômega-3, que ajudam na energia celular e controle da inflamação. Contudo, o uso de qualquer suplemento deve ser avaliado individualmente, com base em exames laboratoriais e função renal. É importante também manter atividade física regular e adaptada, como hidroginástica, pilates ou caminhada leve, para estimular os nervos periféricos e evitar rigidez muscular. Alguns pacientes se beneficiam de medicações neuromoduladoras (como pregabalina, gabapentina ou duloxetina) quando há dor neuropática persistente. Em resumo: o risco de nova síndrome é baixo, mas é importante manter acompanhamento neurológico anual, principalmente se houver novos sintomas sensitivos ou motores. As dores atuais podem estar relacionadas a sequelas nervosas e fadiga muscular, e costumam melhorar com suplementação adequada, fisioterapia e reeducação neuromotora. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, doenças neuromusculares e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira – Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728

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