Perguntas do paciente (8)

  • É normal algumas pessoas idosas terem explosões de Raiva sem ter motivo algum???

    É normal algumas pessoas idosas terem explosões de Raiva sem ter motivo algum???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriane Leardini Picolo

    Do ponto de vista psicanalítico não existe "sem motivo", há sempre um motivo, ainda que a pessoa não saiba (origem inconsciente). Essa raiva pode ser entendida como sintoma de um conflito psíquico não resolvido, e se apresenta disfarçada da real origem na tentativa de expressar sua angústia. É interessante investigar o contexto em que essa raiva se apresenta, ele pode dar indícios sobre o que está relacionado a essa experiência. A análise psicanalítica é muito produtiva para tratar esse caso.


  • Como a neuroplasticidade está relacionada ao luto?

    Como a neuroplasticidade está relacionada ao luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriane Leardini Picolo

    A neuroplasticidade ocorre quando o cérebro cria novas configurações, que te permitem pensar e agir de modo novo, para se organizar e se adaptar diante de uma experiência. Do ponto de vista psicanalítico, isso ocorre com a ressignificação de experiências, como o luto. Ao criar uma nova narrativa sobre à experiência, é possível dar um novo sentido, pensar de forma diferente sobre ele. Porém, cada pessoa passa pelo luto de uma maneira. É preciso analisar o caso em particular para conduzir esse processo de neuroplasticidade ou ressignificação.


  • Quais as características psicológicas mais importantes das pessoas com neurose de angústia?

    Quais as características psicológicas mais importantes das pessoas com neurose de angústia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriane Leardini Picolo

    Do ponto de vista psicanalítico, a angústia é frequentemente entendida como a manifestação da falta, ou seja, a experiência da ausência de algo essencial e fundamental para o sujeito, um objeto que, ao mesmo tempo, é inatingível e constitutivo do desejo. Essa falta é a raiz da angústia e da busca incessante por algo que nunca pode ser plenamente alcançado. Contudo, cada pessoa pode senti-la de uma forma singular, considerando sua própria personalidade, história de vida, contexto, etc. Para lidar com essa angústia, é preciso passar pelo processo de análise individual.


  • Eu gostaria de perguntar se criar cenários falsos é algo incomum? E isso acontece todo dia, muitas ve

    Eu gostaria de perguntar se criar cenários falsos é algo incomum? E isso acontece todo dia,muitas vezes. As vezes a ponto de atrapalhar quando estou estudando. Eu sou diagnosticada com TDA. Mas eu costumo me acalmar quando penso,só que ao mesmo tempo quando penso demais,começo a distorcer algumas coisas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriane Leardini Picolo

    Imaginar situações hipotéticas é comum em pessoas com sinais de TDA e também ansiedade, pois se distraem com facilidade da realidade imediata, apresentando uma certa desconexão com o momento presente. Isso se deve a diferentes fatores, cada indivíduo experiencia de uma maneira. Sendo assim, é importante investigar a origem desse sintoma e compreender sua função na estrutura psíquica, para reduzi-lo ou eliminá-lo. Os pensamentos excessivos também precisam ser analisados e organizados, para expressar de maneira assertiva o que você sente. A psicoterapia pode te ajudar nesse processo, especialmente a psicanálise, que se aprofunda no sintoma.


  • Como faço para diminuir a Desrealização? faço tratamento para o transtorno de ansiedade.

    Como faço para diminuir a Desrealização? faço tratamento para o transtorno de ansiedade.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriane Leardini Picolo

    Sua percepção da realidade pode estar sendo afetada pela própria ansiedade, uma vez que indivíduos ansiosos tendem a estar desconectados com o espaço/tempo, imersos em seus pensamentos hipotéticos sobre eventos que ocorreram ou podem ocorrer, buscando remediar consequências do que ocorreu ou evitar ameaças futuras. Dessa forma, há uma desconexão com o que ocorre em sua volta. Essa é uma visão generalista, para te ajudar, é preciso explorar como você vivencia essa desrealização, através da psicoterapia.


  • Preciso de terapia. Mas eu não sei quais são os nomes delas. Detesto ir no psicólogo e sair com tare

    Preciso de terapia. Mas eu não sei quais são os nomes delas. Detesto ir no psicólogo e sair com tarefinhas pra fazer em casa já no primeiro dia de consulta. O cara nem me escutou direito, nem entendeu meus problemas e já vai passando tarefinha - mais uma coisa pra fazer no meu dia cheio de tarefas. Eu quero desabafar primeiro esvaziar o caos da minha mente e depois de ter intimidade e sentir que já desabafei iniciar um tratamento. Quem eu devo procurar? Hoje em dia é difícil achar alguém que te escute. Acho que é a terapia cognitivo comportamental, parece papo de coat de internet e pastor legal, que depois de você ouvir vc sai mais frustrado com sua vida e existência. Você vai no psicólogo e tem que achar outro para desabafar pq o cara não quer te ouvir mais. Socorro

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriane Leardini Picolo

    A psicanálise pode atender a sua necessidade. A principal técnica que uma psicanalista utiliza é a associação livre, ou seja, ouvir o paciente relatando livremente tudo que lhe vem na mente, sem censura, sem ponderação e sem pensar muito antes de falar. Pois é assim que o inconsciente se manifesta e revela a origem das suas queixas. A partir disso, é possível elaborar a queixa. Recomendo experimentar a psicoterapia psicanalítica.


  • Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse

    Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse término? Nós namoramos por 10 meses, ele é mais novo do que eu. Eu sempre orei a Deus pedindo um homem de tal aparência, de tal jeito, de tal pensamento, e foi quando ele apareceu. Do jeito que eu sempre pedi. Na verdade, era o que eu achava. Começamos a namorar rápido demais, ele não me pediu em namoro de forma formal, em menos de um mês conversando ele já queria namorar e pediu pra eu escolher uma data. Estranhei, mas escolhi. Infelizmente, escolhi a data do meu aniversário. Traumático. Ele sempre foi muito carinhoso, cuidadoso, cuidava de mim nos mínimos detalhes, se preocupava comigo, se esforçava pra me deixar na parada todos os dias e buscar, mesmo tão tarde da noite. Me dava flores e presentes quase todos os dias. Sonhávamos em nos casar formar uma família, crescer juntos. Eu amo muito ele, foi meu primeiro namorado. Acho que eu tenho uma visão distorcida de relacionamento porque eu sinto que as coisas que ele fazia, por mais que sejam raras, é o mínimo. Eu mais chorei nesse relacionamento do que fiquei feliz, mas nesse pós término eu estou muito apegada aos momentos bons, esquecendo os momentos ruins, porque: Ele não deixava eu usar biquíni; Ele não deixava eu usar calça skinny, saias coladas (mesmo que sejam saias longas), short, e eu só podia usar blusa de gola alta; Ele me proibiu de escutar certas músicas; Ele não deixava eu ir para eventos cristãos porque tinha muita gente; Ele não deixava eu levantar a perna porque, de acordo com ele, era antiético; Ele não deixava eu tomar refrigerante; Ele não deixava eu ficar de costas para ninguém; Ele não deixava eu andar em pé no ônibus, mesmo o próximo demorando muito, ele ainda queria que eu esperasse, sabendo que eu moro longe e que estava ficando tarde; Ele não deixava quase ninguém chegar perto de mim: Ele não ligava para minha família e para os meus amigos, me fez me afastar de todos eles; Ele não deixava eu correr ou fazer academia; Ele nunca me compreendeu, sabendo das minhas limitações emocionais e mesmo assim me forçava a fazer coisas que não me resumia como pessoa; Eu implorava pra ele parar e ele nunca parou, me forçando a mandar fotos e coisas que eu nunca quis. Eu fazia por ele, com medo dele terminar comigo; Ele sempre manipulou as situações pra eu sempre pedir desculpas e ceder, sempre foi assim. Eu sempre cedi. Meu relacionamento foi baseado mais nisso, em ceder, com medo dele ficar triste. Teve momentos que eu me exaltava e falava coisas horríveis, mas é porque ele me colocava naquela situação, naquela humilhação, eu chorando e implorando, eu recorria a defensiva. E ele terminou comigo do nada, dizendo que não me amava mais, que tínhamos divergências familiares (sou de família humilde e ele de família rica). Ele disse que os pais queriam que ele ficasse ao lado de alguém de boa família, porque meus pais nao tem profissão. Além disso, disse que ele obedece os pais e se os pais pedissem pra ele terminar comigo, ele terminaria sem pensar duas vezes. Foi quando eu percebi que ele nunca me colocou na posição de prioridade, de escolha. Nunca lutou por mim, nunca teve consideração. Ele não me escolheu. E eu larguei meu eu, minha família, meus amigos, meus hábitos, cedi em tudo, obedeci ele em tudo, pra no final ele me largar como se eu fosse nada. Acho que ele nunca me amou. Isso não é amor. E é tão difícil essa situação porque eu quero superar ele mas sinto que nunca vou achar alguém como ele. Mesmo que ele tenha errado com essas exigências, ele também tinha qualidades que eu sempre busquei em alguém. E eu sinto que nunca mais vou achar. Faz um mês que ele terminou e eu choro todos os dias. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriane Leardini Picolo

    O que me chamou atenção em seu relato foram as limitações emocionais que você disse que tem e que ele nunca compreendeu. Acredito ser importante trabalhar essas limitações primeiramente, para você mesma compreendê-las antes de esperar que o outro compreenda. De fato, gera um grande sofrimento criar expectativas em um relacionamento ou em uma pessoa, e depois se decepcionar. O término de um relacionamento costuma ser acompanhado por um sentimento de luto, pois você perdeu algo que gostava (ou achava que gostava) e quer recuperar. Me parece também que você perdeu quem você era antes de namorar com ele, e pode ser esse "eu perdido" que você realmente deseja recuperar - e não o namorado. Recomendo consultar um (a) profissional para explorar mais essas questões.


  • Eu n aceito MT coisa de mim sabe Não aceito Me revolto demais

    Eu n aceito MT coisa de mim sabe
    Não aceito
    Me revolto demais

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriane Leardini Picolo

    Olá! Primeiramente, sinto muito que você se sinta assim, pois entendo que esses sentimentos devem lhe causar sofrimento. Saiba que é comum não gostar de determinados aspectos da sua personalidade. Porém, você não precisa necessariamente aceitar, mas sim reconhecê-los e compreendê-los para ser possível mudar o que não gosta. Por isso, é importante explorar quais são essas “coisas” que você não aceita e essa revolta que sente, e também descobrir qual a origem desses sentimentos para poder amenizar seus impactos.


Autor

Psicólogo, Psicanalista

Perguntas frequentes

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