Perguntas do paciente (251)
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Existe algum programa especifico de mindfulness para pessoas com TDHA?
Existe algum programa especifico de mindfulness para pessoas com TDHA?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Existem programas de mindfulness adaptados para pessoas com TDAH. Eles costumam trabalhar atenção, consciência dos pensamentos e das distrações e a capacidade de voltar ao que estava sendo feito.
Mas tem uma coisa importante: mindfulness não é um tratamento que “cura” o TDAH. Ele pode ser usado como parte do cuidado, ajudando a pessoa a perceber melhor quando se distrai, agir com mais consciência e lidar com a impulsividade.
Para alguém com TDAH, ficar 20 ou 30 minutos sentado tentando não pensar em nada pode ser bastante difícil. Por isso, as práticas podem ser adaptadas, começando com períodos menores e exercícios mais simples.
Também é importante olhar para o tratamento como um todo. Dependendo de cada caso, podem ser trabalhadas organização, planejamento, manejo da procrastinação, impulsividade e as dificuldades emocionais que costumam acompanhar o TDAH.
A ideia não é fazer a pessoa com TDAH se esforçar ainda mais para prestar atenção. É ajudá-la a entender como a própria atenção funciona e encontrar formas melhores de lidar com ela.
Se você suspeita que tem TDAH, o primeiro passo é fazer uma avaliação adequada antes de escolher uma prática ou programa específico.
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Meu filho tem 8 anos e vem apresentando quadros de ansiedade. Acelera o coração, ele fica gelado e c
Meu filho tem 8 anos e vem apresentando quadros de ansiedade. Acelera o coração, ele fica gelado e com tontura. E sempre a noite. Quanto o celular, nessa quarentena(sem escola e só dentro de casa) pode influenciar em desencadear a ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o excesso de celular pode influenciar a ansiedade de uma criança, principalmente quando ele ocupa grande parte do dia e acaba substituindo sono, brincadeiras, movimento, contato com outras pessoas e uma rotina mais previsível.
Mas eu não colocaria a culpa somente no celular. Uma criança de 8 anos que apresenta coração acelerado, fica gelada e sente tontura, principalmente à noite, precisa ser avaliada para entender o que está acontecendo.
A ansiedade pode causar sintomas físicos assim. O corpo entra em alerta e o coração acelera, a criança pode ficar pálida ou gelada, sentir tontura e ficar com medo. E, quando isso acontece à noite, o silêncio e a falta de distrações podem fazer as sensações parecerem ainda maiores.
A quarentena também pode ter pesado bastante. Ficar sem escola, longe dos amigos, dentro de casa e com uma rotina diferente pode ser difícil para uma criança, mesmo que ela não consiga explicar isso em palavras.
Eu começaria observando quando as crises aparecem, o que aconteceu antes delas, como está o sono, quanto tempo ele passa no celular e o que costuma assistir ou jogar. Também vale criar uma rotina com horários para dormir, brincar, se movimentar e ficar longe das telas, principalmente perto da hora de dormir.
E como há tontura e alteração no coração, é importante conversar também com o pediatra para descartar causas físicas.
Se estiver tudo bem fisicamente, um psicólogo infantil pode ajudar a entender o que seu filho está sentindo e ensinar formas de lidar com essa ansiedade.
Criança nem sempre consegue dizer “estou ansioso”. Às vezes, o corpo fala primeiro. E quanto antes a gente entende o que está acontecendo, mais fácil fica ajudá-la.
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Olá, Gostaria de perguntar sobre como funciona a Sindrome de Burnout, pesquisei e descobri que é psi
Olá, Gostaria de perguntar sobre como funciona a Sindrome de Burnout, pesquisei e descobri que é psicologico, no entanto, o que exatamente ocorre no cerébro para causar todos os sintomas ? Caso você entenda o que tem que fazer e o que tem que mudar (digo em relação aos habitos e rotinas), pórem não consegue visto que sofre de apatia e dessa forma não sente aquele sentimento (assim como todos os outros) de certeza e mudança, a melhor opção é procurar por um medicamento que trate os sintomas de apatia, sendo assim possibilitando a clareza e a transformação ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O burnout não acontece simplesmente porque a pessoa “não sabe lidar com o estresse”. Ele aparece quando existe uma exposição prolongada a situações de estresse, principalmente relacionadas ao trabalho, sem recuperação suficiente.
No cérebro e no corpo, isso envolve os sistemas que participam da resposta ao estresse. Quando ficamos em alerta por muito tempo, há alterações na forma como o organismo regula energia, sono, atenção, memória e emoções. É por isso que uma pessoa em burnout pode se sentir exausta, irritada, com dificuldade de concentração e até sem vontade de fazer coisas que antes gostava.
E existe uma parte da sua pergunta que considero muito importante: “Eu sei o que preciso mudar, mas não consigo.”
Isso acontece mais do que parece. Quando a pessoa está esgotada e apática, saber o que fazer não significa necessariamente ter energia para fazer.
É como saber que precisa sair de um lugar, mas estar cansada demais até para levantar da cadeira.
Por isso, eu não colocaria a solução simplesmente em “mudar os hábitos”. Primeiro precisamos entender o tamanho desse esgotamento, o que está mantendo esse estado e se existe também depressão ou outra condição acontecendo junto.
Sobre medicamentos: eles podem fazer parte do tratamento em algumas situações, mas não é recomendado procurar um remédio especificamente para a apatia sem uma avaliação médica. O tratamento depende do que está causando esses sintomas e, em alguns casos, pode envolver psicoterapia, mudanças nas condições de trabalho, descanso, acompanhamento médico e, quando indicado, medicação.
Na terapia, um dos trabalhos é justamente ajudar a pessoa a sair desse lugar em que ela pensa: “Eu sei o que preciso fazer, mas não consigo fazer.” A mudança não começa exigindo que ela volte a funcionar como antes. Começa entendendo por que ela chegou naquele limite e construindo, passo a passo, uma forma diferente de viver e trabalhar.
Você não precisa esperar voltar a ter vontade para começar a mudar. Às vezes, a vontade começa a aparecer depois que algumas mudanças já começaram.
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Cometi um erro e não consigo tirar da minha cabeça, não consigo me perdoar, entrei em depressão agor
Cometi um erro e não consigo tirar da minha cabeça, não consigo me perdoar, entrei em depressão agora não estou conseguindo sair dela. A pessoa envolvida diz já ter me perdoado mas eu não consigo me perdoar, tenho TOC nível hard será que isso pode estar relacionado a eu não conseguir me perdoar? Tem algum tipo de tratamento que possa me ajudar? Obrigada
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o TOC pode estar relacionado a essa dificuldade de deixar um erro para trás, principalmente quando a pessoa fica presa em pensamentos repetitivos, culpa e necessidade de ter certeza de que fez a coisa certa.
Às vezes, a pessoa pensa: “Eu errei, preciso entender exatamente por que fiz isso, preciso ter certeza de que nunca mais vou fazer igual e preciso sentir que me perdoei.” Só que ela continua pensando, revendo a situação e procurando uma resposta que faça a culpa desaparecer.
E aí acontece uma coisa cruel: quanto mais ela tenta resolver o pensamento, mais presa fica nele.
O fato de a outra pessoa ter perdoado você é importante, mas o seu cérebro pode continuar cobrando uma certeza que talvez nunca venha. O tratamento não precisa ser encontrar a forma perfeita de se perdoar. Ele pode ajudar você a aprender a conviver com a lembrança e com a culpa sem precisar passar horas tentando resolver isso dentro da cabeça.
Para o TOC, existe tratamento psicológico com boa evidência, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental com exposição e prevenção de respostas (EPR). Dependendo do caso, um médico psiquiatra também pode avaliar a necessidade de medicação.
E como você relata que entrou em depressão e está com dificuldade para sair dela, eu não deixaria isso para depois. Procure uma avaliação com psicólogo e, se possível, também com um psiquiatra, para entender o que está acontecendo e definir o tratamento mais adequado.
Você não precisa conseguir se perdoar primeiro para começar o tratamento. É justamente porque hoje você não consegue sair desse lugar que vale procurar ajuda.
Se estiver tendo pensamentos de se machucar ou de não querer mais viver, procure ajuda de emergência ou alguém de confiança imediatamente.
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Tem dias que acordo de madrugada assustada, coração acelerado, dor no peito , com medo de acontecer
Tem dias que acordo de madrugada assustada, coração acelerado, dor no peito , com medo de acontecer algo comigo. Oque poderá ser?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso pode acontecer em uma crise de pânico durante o sono. A pessoa pode acordar de repente com o coração acelerado, dor ou aperto no peito, sensação de medo intenso e a impressão de que alguma coisa ruim vai acontecer.
É muito assustador, principalmente porque você estava dormindo e não teve tempo de perceber a ansiedade chegando.
Mas é importante não concluir que seja ansiedade apenas pelos sintomas. Palpitação e dor no peito também podem ter outras causas, então vale fazer uma avaliação médica, principalmente se isso é novo, está acontecendo com frequência ou se a dor é forte.
Depois de descartar causas físicas, a psicoterapia pode ajudar a entender por que essas crises estão acontecendo e a quebrar o ciclo de medo que pode surgir depois delas. Muitas pessoas passam a ter medo de dormir justamente porque ficam pensando: “E se eu acordar assim de novo?”
Você não precisa viver com medo da próxima noite. Existe tratamento para as crises de pânico e para a ansiedade que pode estar por trás delas.
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Tenho crises de ansiedade e muito ruim palpitação no coração dores no peito e muito complicado lida
Tenho crises de ansiedade e muito ruim palpitação no coração dores no peito e muito complicado lida com a situação tive muitas perda a na família e esse quadro de ansiedade foi só agravando o que. Faco pra sai dessa rotina de transtorno?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pelas perdas que você passou. Quando a gente perde pessoas importantes, é comum que o corpo e a mente fiquem mais sensíveis, e a ansiedade pode realmente se intensificar.
Palpitação, tremores, aperto ou dor no peito podem aparecer durante crises de ansiedade. E existe um ciclo que pode ser muito assustador: você sente o coração acelerar → pensa que alguma coisa está errada → fica com medo → o corpo entra ainda mais em alerta → a palpitação aumenta.
Mas dor no peito e palpitações não devem ser atribuídas automaticamente à ansiedade. É importante passar por uma avaliação médica para descartar causas físicas, principalmente se esses sintomas são novos, muito fortes, estão acontecendo com frequência ou aparecem junto com falta de ar, desmaio, suor frio ou dor que se espalha para o braço, costas ou mandíbula.
Depois de avaliar essa parte, a psicoterapia pode ajudar bastante. E o tratamento não é simplesmente aprender a “parar de ter ansiedade”. É entender por que seu corpo está vivendo em alerta, trabalhar os medos que aparecem durante as crises e também cuidar das perdas que você viveu.
Você não precisa passar o resto da vida tentando controlar cada batimento do seu coração ou esperando a próxima crise. Existe tratamento e é possível voltar a se sentir segura no próprio corpo.
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Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa me
Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa mesmo? Pelo o que ela pode ser causada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não, ansiedade não é defeito de personalidade. E você não precisa ter um grande problema acontecendo na sua vida para sentir ansiedade.
A ansiedade é uma resposta do nosso corpo diante daquilo que ele entende como ameaça. O problema é que, em algumas pessoas, esse sistema de alerta fica ligado mesmo quando não existe um perigo acontecendo naquele momento.
É como um alarme de incêndio que ficou sensível demais: ele toca mesmo sem ter fogo.
Por isso, uma pessoa pode estar com a vida aparentemente tranquila e ainda sentir coração acelerado, aperto no peito, preocupação, tensão, medo ou aquela sensação de que alguma coisa ruim vai acontecer.
A ansiedade pode ser influenciada por várias coisas: características individuais, experiências que a pessoa viveu, períodos de muito estresse, padrões de pensamento, sono ruim e até fatores biológicos. Não existe uma única causa para todo mundo.
E tem uma coisa que costuma piorar o sofrimento: a pessoa começa a pensar que não deveria estar ansiosa porque “não tem motivo para isso”. Aí, além da ansiedade, vem a culpa por sentir ansiedade.
Na terapia, não precisamos encontrar necessariamente um grande motivo para justificar o que você sente. O mais importante é entender como essa ansiedade funciona no seu caso e por que ela continua aparecendo, para então aprender a lidar com ela de outra forma.
Sentir ansiedade sem conseguir apontar um motivo não significa que existe algo errado com você. Significa que existe algo que merece ser compreendido e cuidado.
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Sinto falta de ar que piora à noite, seguida de pressão no peito, tremedeira e sensação de sufoco. S
Sinto falta de ar que piora à noite, seguida de pressão no peito, tremedeira e sensação de sufoco. Sinto uma sensação de morte. Atualmente essa falta de ar se estende pela tarde. Um dia sim, outro não. O que pode ser?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esses sintomas podem acontecer em uma crise de ansiedade ou de pânico. Falta de ar, pressão no peito, tremores, sensação de sufoco e até uma sensação muito forte de que vai morrer são sintomas que podem aparecer durante uma crise.
Mas, no seu caso, eu não recomendaria concluir que é ansiedade apenas pelos sintomas. Você relata falta de ar que está acontecendo com frequência, começou à noite e agora também aparece durante a tarde. É importante investigar outras possíveis causas físicas antes.
Se a falta de ar ou a pressão no peito estiverem acontecendo neste momento, forem intensas, estiverem piorando ou vierem acompanhadas de desmaio, confusão, suor frio, lábios arroxeados ou dor forte no peito, procure atendimento de urgência.
Se não estiver acontecendo uma situação de emergência, procure uma avaliação médica para investigar esses sintomas. Depois de descartar causas físicas, um psicólogo ou psiquiatra pode avaliar se ansiedade ou pânico estão participando desse quadro.
E se for ansiedade, existe tratamento. A sensação de que você vai morrer durante uma crise pode ser assustadora, mas não significa que você esteja realmente morrendo. O tratamento busca quebrar esse ciclo de medo e sintomas físicos para que você volte a se sentir segura no próprio corpo.
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Ando com um sentimento estranho de achar que tudo a minha volta não é real ou não faz sentido; Const
Ando com um sentimento estranho de achar que tudo a minha volta não é real ou não faz sentido; Constantemente sinto isso, além de uma grande angústia e um vazio, vivo sempre sonhando acordada, pode está relacionada com a ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode estar relacionado à ansiedade, principalmente quando ela está muito intensa ou presente por bastante tempo. Mas não é possível afirmar que seja a única causa sem uma avaliação.
Essa sensação de que o mundo não é real ou de que as coisas ao redor estão estranhas pode acontecer na ansiedade e é conhecida como desrealização. Algumas pessoas descrevem exatamente assim: “parece que estou sonhando”, “nada parece real” ou “estou aqui, mas parece que não estou”.
O mais assustador costuma ser pensar: “Será que estou ficando louca?”. E esse medo pode aumentar ainda mais a ansiedade e fazer a sensação ficar mais forte.
O fato de você também estar sentindo angústia, vazio e passando muito tempo sonhando acordada merece ser olhado com atenção. Esses sintomas podem aparecer junto com ansiedade, mas também podem estar relacionados a outras questões emocionais.
Por isso, não recomendo tentar descobrir sozinha o que está acontecendo. Uma avaliação com psicólogo ou psiquiatra pode ajudar a entender de onde essas sensações estão vindo e qual tratamento faz sentido para você.
E uma coisa importante: sentir que o mundo está estranho não significa que ele deixou de ser real. Essa sensação pode ser muito desconfortável, mas existe tratamento para ela. O objetivo é que você volte a se sentir presente na sua própria vida, sem precisar passar o dia tentando entender se aquilo que sente é real ou não.
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É possível a pessoa ter TDAH não diagnosticado e mesmo assim conseguir tirar ótimas notas na escola
É possível a pessoa ter TDAH não diagnosticado e mesmo assim conseguir tirar ótimas notas na escola e faculdade? (ainda que sob muito stress ou ansiedade)
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. É possível ter TDAH e ainda assim tirar ótimas notas na escola e na faculdade.
Ter boas notas não descarta o TDAH. Algumas pessoas conseguem compensar as dificuldades de atenção com muito esforço, ansiedade, perfeccionismo, cobrança ou estudando por muitas horas.
É aquela pessoa que deixa tudo para a última hora, mas quando a prova está chegando consegue passar a noite estudando e tirar uma nota excelente.
Por fora, parece que está tudo bem.
Por dentro, pode existir muito sofrimento: dificuldade para começar tarefas, procrastinação, esquecer coisas, perder prazos, precisar de muita pressão para conseguir se concentrar ou gastar muito mais energia do que outras pessoas para fazer o mesmo trabalho.
Por isso, uma nota alta não é suficiente para confirmar ou descartar TDAH. Na avaliação, é importante olhar para o funcionamento da pessoa como um todo e entender se essas dificuldades existem há bastante tempo e aparecem em diferentes áreas da vida.
Se você percebe que precisa viver no limite do estresse para conseguir entregar o que precisa, vale investigar. Às vezes, a pergunta mais importante não é “eu consigo?”, mas “quanto está me custando conseguir?”
Uma avaliação com neuropsicólogo que tenha experiência com TDAH em adultos pode ajudar a entender isso com mais clareza.
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Olá,boa tarde! Gostaria de saber se é normal uma pessoa ser tímida, ao ponto de não conseguir fazer
Olá,boa tarde! Gostaria de saber se é normal uma pessoa ser tímida, ao ponto de não conseguir fazer amizades com ninguém? E ter dificuldade de conversar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde! Ser uma pessoa tímida é algo comum. Algumas pessoas precisam de mais tempo para se sentir à vontade, principalmente em situações novas.
Mas existe uma diferença importante entre ser tímido e sofrer por não conseguir se relacionar.
Pense em uma pessoa que chega em um lugar, gostaria de conversar, mas fica pensando:
“O que eu vou falar?”
“E se acharem estranho?”
“E se eu falar alguma coisa errada?”
Ela fica quieta, não porque não queira fazer amigos, mas porque sente medo, vergonha ou muita ansiedade.
Quando isso acontece com frequência e começa a impedir a pessoa de fazer amizades, conversar, estudar, trabalhar ou viver situações que gostaria de viver, vale investigar o que está acontecendo. Em alguns casos, pode estar relacionado à ansiedade social, mas é importante avaliar cada pessoa individualmente.
Você não precisa deixar de ser uma pessoa mais reservada para conseguir se relacionar. Na terapia, é possível entender o que acontece nesses momentos e desenvolver mais segurança para conversar, se aproximar das pessoas e construir vínculos.
O objetivo não é transformar uma pessoa tímida em alguém que fala com todo mundo. É ajudá-la a conseguir fazer aquilo que deseja sem que a timidez e o medo decidam por ela.
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Boa noite. Desrealização e despersonalização tem tratamento/cura?
Boa noite.
Desrealização e despersonalização tem tratamento/cura?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite! Sim, desrealização e despersonalização têm tratamento, e muitas pessoas conseguem melhorar bastante e voltar a se sentir presentes na própria vida.
A desrealização é aquela sensação de que o mundo está estranho, distante ou como se você estivesse vivendo um sonho. Já a despersonalização pode dar a sensação de estar desconectado de si mesmo, como se estivesse observando a própria vida de fora.
Essas sensações podem aparecer em momentos de muita ansiedade, estresse, crises de pânico ou depois de experiências muito difíceis. E uma coisa que costuma assustar bastante é pensar: “Será que vou ficar assim para sempre?”
Esse medo pode acabar aumentando a ansiedade e fazendo a sensação ficar ainda mais intensa.
Na terapia, trabalhamos para entender o que está mantendo esse ciclo e para que a pessoa consiga parar de viver com medo dessas sensações. O objetivo não é ficar o tempo todo tentando “voltar ao normal”, mas recuperar a segurança e voltar a viver sem ficar monitorando cada sensação do corpo e da mente.
O tratamento depende da causa e de cada caso. Por isso, uma avaliação com psicólogo ou psiquiatra é importante, principalmente quando essas sensações são frequentes, intensas ou estão atrapalhando sua rotina.
Você não precisa aprender a conviver para sempre com o medo de se sentir desconectado de si mesmo. Existe tratamento e existe caminho para melhorar.
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Olá. Tenho ansiedade diagnosticada mas não terminei o tratamento. Já faz algum tempo que me sinto es
Olá. Tenho ansiedade diagnosticada mas não terminei o tratamento. Já faz algum tempo que me sinto estranha, não tenho reação as coisas.
Se algo de ruim ou bom acontece não manifesto reação sobre isso. E agora tenho sentido uma estranheza das coisas e ambiente q me encontro.
Isso pode ser devido a ansiedade não tratada?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode ter relação com a ansiedade, principalmente quando ela está sem tratamento, mas não dá para afirmar que seja apenas isso.
Essa sensação de não ter reação às coisas, tanto boas quanto ruins, pode acontecer quando a pessoa está emocionalmente muito sobrecarregada. É como se ela estivesse funcionando no automático, sem conseguir sentir ou demonstrar o que está acontecendo.
Essa “estranheza” com os lugares e com o ambiente também pode acontecer em quadros de ansiedade. Algumas pessoas descrevem como se tudo estivesse diferente, distante ou como se estivessem vivendo uma situação estranha. Isso pode ser chamado de desrealização.
O mais importante é não tentar descobrir sozinha o que está acontecendo. Como você já teve um diagnóstico de ansiedade e interrompeu o tratamento, vale retomar uma avaliação com um psicólogo ou psiquiatra para entender esses sintomas e verificar se estão relacionados à ansiedade ou se existe outra questão acontecendo.
E existe tratamento para isso. O objetivo não é simplesmente fazer você voltar a “reagir” às coisas, mas entender por que você chegou a esse estado e ajudá-la a recuperar, aos poucos, a sensação de estar presente na própria vida.
Você não precisa se acostumar com a sensação de estar vivendo no automático. É possível entender o que está acontecendo e cuidar disso.
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Estou há 2 dias tendo crises intensas de choro, sinto muito frio ( como se fosse febre), falta de ap
Estou há 2 dias tendo crises intensas de choro, sinto muito frio ( como se fosse febre), falta de apetite e vontade de não fazer nada. Pode ser um sinal de crise de ansiedade/panico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode acontecer em uma crise de ansiedade ou pânico, sim. Durante uma crise, o corpo entra em estado de alerta e podem aparecer choro, tremores, sensação de frio, falta de apetite, fraqueza e uma sensação muito ruim de que algo está errado.
Mas dois dias de crises intensas de choro, falta de apetite e vontade de não fazer nada não devem ser automaticamente tratados como uma crise de pânico. Outras situações também podem causar esses sintomas, inclusive alterações físicas ou emocionais.
Uma crise de pânico costuma começar de forma mais intensa e pode vir acompanhada de medo muito forte, coração acelerado, falta de ar, tremores, suor, tontura ou sensação de perder o controle.
Como seus sintomas estão acontecendo há dois dias, vale procurar uma avaliação profissional para entender o que está acontecendo, principalmente se estiver difícil comer, beber água, dormir ou realizar suas atividades.
E se essa “vontade de não fazer nada” significar vontade de desaparecer, de morrer ou de se machucar, procure ajuda imediatamente e não fique sozinha nesse momento.
Você não precisa descobrir sozinha se é ansiedade, pânico ou outra coisa. Primeiro precisamos entender o que seu corpo e sua mente estão tentando dizer.
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Perdi Minha mãe a cerca de 15 dias, a qual vivia comigo, o contato e apego era muito grande. Depois
Perdi Minha mãe a cerca de 15 dias, a qual vivia comigo, o contato e apego era muito grande. Depois da perda comecei a ficar com a voz seca constantemente ter crises de choro, pressão repentinas no peito, Acredito estar com crise de ansiedade, que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela sua perda. Quinze dias é muito pouco tempo para elaborar a perda de alguém tão próximo, principalmente quando sua mãe vivia com você e fazia parte da sua rotina todos os dias.
Chorar muito, sentir o corpo diferente, ficar mais ansiosa e até perceber mudanças na voz podem acontecer durante o luto. O corpo também sente a falta.
A pressão ou aperto no peito, porém, merece atenção. Ansiedade pode causar sintomas físicos, mas não é seguro assumir que todo desconforto no peito seja ansiedade. Se essa pressão for forte, persistente, estiver piorando ou vier acompanhada de falta de ar, desmaio, suor frio, náusea ou dor que se espalha para o braço, costas ou mandíbula, procure atendimento médico imediatamente.
Fora essas situações, você não precisa passar por esse momento tentando “ser forte” ou resolver tudo sozinha. O luto precisa de espaço. É um momento para se permitir chorar, falar sobre sua mãe, manter o mínimo possível de alimentação, sono e rotina e aceitar ajuda de pessoas próximas.
A terapia também pode ser um lugar importante para atravessar essa fase. Não para apagar a dor da perda, mas para ajudar você a encontrar uma forma de continuar vivendo enquanto aprende a lidar com essa ausência.
E talvez essa seja uma das coisas mais importantes agora: você não precisa deixar de sentir saudade para começar a ficar melhor.
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Tenho 46 anos, estou grávida de 6 meses, primeira gestação e casada há 6 meses. Estou vivendo sob es
Tenho 46 anos, estou grávida de 6 meses, primeira gestação e casada há 6 meses. Estou vivendo sob estresse por causa dos incômodos da gravidez, da vida a dois e da pandemia. Devo procurar um psicólogo, psicanalista ou psiquiatra para me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você está passando por muitas mudanças ao mesmo tempo: uma primeira gestação, um casamento recente, as mudanças do próprio corpo e ainda o estresse causado pela pandemia. É compreensível que tudo isso esteja mexendo com você.
E procurar ajuda psicológica não significa que você esteja “mal o suficiente” para precisar de tratamento. Você não precisa esperar chegar ao limite.
Um psicólogo pode ser um bom primeiro passo para você ter um espaço para falar sobre o que está sentindo, entender melhor suas preocupações e encontrar formas de lidar com esse momento sem precisar carregar tudo sozinha.
O psiquiatra também pode ser importante se os sintomas estiverem muito intensos, se houver ansiedade ou depressão importantes, alterações fortes no sono ou no funcionamento do dia a dia. Como você está grávida, qualquer decisão sobre medicação deve ser feita com avaliação médica, levando em conta a gestação.
Já a psicanálise é outra abordagem de psicoterapia. Mais importante do que escolher apenas pelo nome da profissão é encontrar um profissional com quem você se sinta segura e que tenha experiência com questões relacionadas à gestação e à saúde emocional.
A gravidez não precisa ser vivida como uma prova de que você consegue dar conta de tudo. Você também pode precisar de cuidado nesse período.
Se esse estresse está ocupando muito espaço na sua vida, eu procuraria ajuda agora, antes que ele fique ainda maior.
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Quando tenho síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade, sinto muita falta de ar. Em tempos de pa
Quando tenho síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade, sinto muita falta de ar. Em tempos de pandemia sei que a atividade física é essencial. Como posso melhorar meu condicionamento se a ansiedade me tira o fôlego?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A falta de ar pode aparecer durante uma crise de ansiedade ou de pânico e pode ser muito assustadora. E acontece uma coisa que costuma prender a pessoa nesse ciclo: ela sente a respiração mudar, pensa que não vai conseguir respirar, fica com medo, presta ainda mais atenção no corpo e a sensação aumenta.
Por isso, muitas pessoas começam a evitar exercício. Pensam: “Se eu já fico sem ar parado, imagina fazendo atividade física.”
Só que o exercício naturalmente aumenta a respiração e os batimentos. Para quem já tem medo dessas sensações, isso pode parecer perigoso, mesmo quando é uma resposta normal do corpo ao esforço.
Mas antes de colocar tudo na conta da ansiedade, é importante ter uma avaliação médica quando existe falta de ar, principalmente se ela for nova, intensa ou acontecer também fora das crises.
Estando tudo bem do ponto de vista físico, a atividade pode ser retomada de forma gradual, respeitando seus limites e, se possível, com orientação de um profissional de educação física ou médico.
Na terapia, trabalhamos justamente o medo dessas sensações. A pessoa vai aprendendo, aos poucos, que sentir o coração acelerar ou respirar mais rápido durante um esforço não significa que algo ruim está acontecendo.
E essa mudança é muito importante: ela deixa de organizar a vida inteira para evitar qualquer sensação de falta de ar e começa a recuperar a confiança no próprio corpo.
O objetivo não é fazer você nunca mais sentir falta de ar. É fazer com que uma sensação de falta de ar não seja suficiente para fazer você parar de viver.
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Eu tenho medo de tudo, fico imaginando varias coisas negativas e por isso fico com boca seca e palpi
Eu tenho medo de tudo, fico imaginando varias coisas negativas e por isso fico com boca seca e palpitações e dores nas costas, chego a pensar que sempre estou doente, será que é ansiedade?
Tenho problemas no meu casamento também, tipo ele me xinga e me maltrataRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode ser ansiedade, sim. O medo constante, imaginar várias coisas ruins, ficar procurando sinais de que está doente e perceber sintomas como boca seca, palpitações e tensão no corpo podem acontecer quando o organismo fica muito tempo em estado de alerta.
Mas eu não colocaria tudo automaticamente na conta da ansiedade. Sintomas físicos novos ou persistentes também precisam ser avaliados por um médico.
E tem uma parte do que você contou que considero muito importante: seu marido te xinga e te maltrata.
Viver em um relacionamento assim pode deixar uma pessoa constantemente em alerta. Você começa a esperar a próxima briga, pensar no que pode dar errado, tentar prever o que o outro vai fazer... e o corpo pode acabar vivendo junto com esse medo.
Por isso, na terapia, eu não olharia apenas para “como controlar a ansiedade”. Eu procuraria entender o que está acontecendo na sua vida e o que está mantendo você nesse estado de medo.
Também é importante separar duas coisas: cuidar da sua ansiedade não significa aprender a suportar maus-tratos.
Você pode trabalhar sua ansiedade e, ao mesmo tempo, reconhecer que não merece ser xingada, humilhada ou maltratada dentro de um relacionamento.
Se você está vivendo violência ou sente que pode sofrer uma agressão, procure um lugar seguro e converse com alguém de confiança. No Brasil, o Ligue 180 oferece orientação e encaminhamento para mulheres em situação de violência. Em uma emergência, o 190 pode ser acionado.
O objetivo do acompanhamento psicológico não seria apenas fazer você parar de sentir palpitações ou medo. É ajudar você a entender o que está acontecendo, recuperar segurança e voltar a conseguir tomar decisões sobre a sua própria vida sem viver o tempo todo em estado de alerta.
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Como eu sei se tenho Déficit de atenção? Eu sou bem difícil gravar oq leio, seria isso...Qual profis
Como eu sei se tenho Déficit de atenção? Eu sou bem difícil gravar oq leio, seria isso...Qual profissional procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ter dificuldade para lembrar o que você acabou de ler não significa, por si só, que você tenha TDAH.
Isso pode acontecer por vários motivos: ansiedade, excesso de preocupações, cansaço, noites mal dormidas, estresse ou até pela forma como você está estudando ou lendo.
No TDAH, geralmente olhamos para um conjunto de sinais, como dificuldade frequente para manter a atenção, esquecer compromissos ou tarefas, perder coisas, procrastinar, se distrair com facilidade e ter dificuldade para terminar o que começou. Também é importante saber se essas dificuldades existem há bastante tempo e aparecem em diferentes áreas da vida, e não somente na leitura.
Para investigar, o primeiro passo pode ser procurar um psiquiatra ou psicólogo com experiência em avaliação de TDAH em adultos. A avaliação não é feita por um único teste: é preciso conversar sobre sua história, seus sintomas e o impacto deles no trabalho, nos estudos e na vida pessoal.
E uma coisa importante: você não precisa chegar ao profissional dizendo “acho que tenho TDAH”. Pode simplesmente dizer: “Estou com dificuldade de concentração e quero entender o que está acontecendo.”
A partir daí, vocês podem investigar se é TDAH ou se existe outra razão para essa dificuldade.
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O que fazer com a ansiedade nesse tempo de pandemia
O que fazer com a ansiedade nesse tempo de pandemia
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A pandemia trouxe uma sensação de incerteza muito grande. Muitas coisas que antes faziam parte da nossa rotina mudaram de uma hora para outra, e é natural que isso aumente a ansiedade.
Uma estratégia importante é tentar separar aquilo que está no seu controle daquilo que não está. Você pode cuidar da sua rotina, do seu sono, da alimentação, manter contato com pessoas importantes e buscar informações de fontes confiáveis. Mas não consegue controlar tudo o que pode acontecer.
Também é importante perceber quanto tempo do seu dia você está passando pensando ou procurando notícias sobre a pandemia. Quanto mais o cérebro fica procurando perigo, mais em alerta ele tende a permanecer.
Na terapia, trabalhamos justamente essa relação com a incerteza. O objetivo não é fazer você ter certeza de que nada ruim vai acontecer, porque ninguém consegue ter essa garantia. É aprender a viver sem precisar controlar o tempo todo o que pode acontecer.
Você não precisa esperar a ansiedade ficar insuportável para procurar ajuda. Se ela está atrapalhando seu sono, seu trabalho, seus relacionamentos ou sua rotina, conversar com um psicólogo pode ajudar a entender o que está acontecendo e construir formas mais saudáveis de lidar com esse momento.
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Estou fazendo uso de Antibiótico Cefalexina 6h/6h por 7 dias. No 3° dia de uso do Antibiótico inici
Olá bom dia! Não há interferência direta conhecida entre a vacina anti-rábica…