Perguntas do paciente (251)
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Amigos, tenho filhos com TDAH e vi aqui mesmo no Doctoralia que a partir de julho de 2023 o TDAH é c
Amigos, tenho filhos com TDAH e vi aqui mesmo no Doctoralia que a partir de julho de 2023 o TDAH é classificado como deficiencia pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), alguém poderia por favor me indicar o dispositivo legal que classifica o TDAH como deficiencia explicitamente?
Muito obrigado!!!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida muito pertinente. Até o momento, **não existe um dispositivo na Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão)** que classifique o **TDAH** de forma explícita como deficiência. A lei traz uma definição geral de pessoa com deficiência, baseada nos impedimentos de longo prazo e no impacto funcional que eles causam, mas não lista diagnósticos específicos.
A confusão surgiu porque, em julho de 2023, houve mudanças relacionadas à avaliação da deficiência e também à Lei nº 14.624/2023, que trata das chamadas deficiências ocultas e institui o cordão de girassol. No entanto, essa lei **também não reconhece expressamente o TDAH como deficiência**.
Na prática, o reconhecimento da pessoa com TDAH como pessoa com deficiência pode ocorrer em situações específicas, quando há uma avaliação individual que demonstre impedimentos de longo prazo e barreiras que limitem sua participação plena na sociedade. Isso é diferente de dizer que todo diagnóstico de TDAH é, automaticamente, considerado uma deficiência pela legislação. Inclusive, ainda existem projetos de lei em tramitação propondo esse reconhecimento de forma expressa, o que demonstra que essa previsão ainda não faz parte da legislação federal vigente.
Além do aspecto legal, é importante lembrar que o TDAH pode gerar desafios significativos na atenção, organização e sobrecarga no dia a dia. Quando esses sintomas causam prejuízos na qualidade de vida, a avaliação com profissionais especializados e o tratamento, incluindo a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), podem fazer bastante diferença. Se você tiver dúvidas sobre o impacto do TDAH ou quiser entender melhor como a terapia pode ajudar, fico à disposição para conversar.
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Frequentemente sinto uma sensação de gelo no peito é como se eu levasse um susto, logo após sinto um
Frequentemente sinto uma sensação de gelo no peito é como se eu levasse um susto, logo após sinto uma dor leve no peito e tenho muita vontade de chorar e começo a pensar que vou morrer de ataque cardíaco. É um gelo muito forte como se faltasse ar. Seria ansiedade ou problema cardíaco?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode acontecer em uma crise de ansiedade ou de pânico. Essa sensação repentina de gelo no peito, como se tivesse levado um susto, seguida de falta de ar, dor leve, vontade de chorar e o pensamento “vou morrer” pode acontecer quando o corpo entra em estado de alerta.
E aí pode surgir um ciclo: você sente algo no peito → pensa que pode ser um problema no coração → sente medo → o corpo libera ainda mais adrenalina → as sensações aumentam.
Mas não é possível diferenciar ansiedade de um problema cardíaco apenas pela descrição dos sintomas. Como existe sensação no peito e falta de ar, é importante fazer uma avaliação médica, principalmente se isso for algo novo para você ou estiver acontecendo com frequência.
Se estiver acontecendo agora e a dor ou falta de ar forem fortes, persistentes ou estiverem piorando, ou se vierem acompanhadas de desmaio, suor frio, náusea ou dor que se espalha para o braço, costas ou mandíbula, procure atendimento de urgência.
Se a avaliação médica descartar um problema físico, aí sim vale investigar a ansiedade. O medo de morrer durante uma crise pode ser muito real, mas o medo não é uma prova de que você está tendo um ataque cardíaco.
Na terapia, trabalhamos justamente esse ciclo entre sensação física, pensamento e medo, para que você não precise viver assustada com o próprio corpo.
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O transtorno de pânico tem cura ou controle sem remédio?
O transtorno de pânico tem cura ou controle sem remédio?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O transtorno de pânico pode ser tratado e, em muitos casos, a pessoa consegue voltar a viver sem ficar com medo da próxima crise.
E isso não significa necessariamente usar remédio.
A psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental, é uma das formas de tratamento mais estudadas para o transtorno de pânico. O trabalho não é simplesmente ensinar a pessoa a “controlar” a crise. É entender o que acontece antes, durante e depois dela, inclusive o medo de ter uma nova crise.
Porque muitas vezes o problema começa a crescer quando a pessoa passa a pensar: “E se acontecer de novo?”, “E se eu estiver sozinha?”, “E se eu não conseguir sair daqui?”
Aos poucos, ela pode começar a evitar lugares, viagens, exercícios, sair sozinha e até situações que antes faziam parte da sua vida.
Na terapia, trabalhamos para que ela entenda o que está acontecendo no corpo e na mente e consiga enfrentar essas situações novamente, com mais segurança.
Por isso, eu não gosto de resumir o tratamento a “aprender a controlar a ansiedade”. O objetivo é muito maior: voltar a viver sem organizar a vida inteira em torno do medo de ter uma crise.
Algumas pessoas se beneficiam de psicoterapia, outras precisam também de medicação, e essa decisão deve ser avaliada individualmente com um profissional habilitado.
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Fiz MAPA, Ecocardiograma, Eletrocardiograma e Teste Ergométrico, e todos deram normal, e o teste erg
Fiz MAPA, Ecocardiograma, Eletrocardiograma e Teste Ergométrico, e todos deram normal, e o teste ergométrico deu extrassístoles ventriculares isoladas, mas dentro do normal. Mas recentemente tenho sentido palpitações que começam do nada, e duram um certo período e fico com sensação de que algo ruim pode acontecer. Isso pode ser causado pela ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo a sua preocupação. Principalmente porque as palpitações começam de repente e, junto com elas, vem aquela sensação de que algo ruim pode acontecer.
O fato de você já ter realizado vários exames cardiológicos e eles não terem mostrado alterações importantes é uma informação tranquilizadora. Mas, mesmo assim, é importante continuar conversando com o médico que acompanha você sobre esses sintomas.
A ansiedade pode causar palpitações e também pode aumentar a atenção que damos aos sinais do corpo.
Imagina que você está em casa e escuta um barulho.
No começo, você apenas percebe o som.
Mas, se começa a pensar que pode ser algo perigoso, passa a prestar ainda mais atenção.
Quanto mais atenção você dá, mais qualquer pequeno barulho parece importante.
Com o corpo pode acontecer algo parecido.
Você sente uma palpitação.
Depois pensa: “E se algo ruim acontecer?”
Esse pensamento aumenta o medo.
O corpo entra em alerta.
E você começa a perceber ainda mais os batimentos.
Isso não significa que toda palpitação seja causada pela ansiedade. Mas, depois de uma avaliação médica adequada, pode ser importante observar se existe um ciclo entre **sentir algo no corpo, se assustar e entrar ainda mais em estado de alerta**.
Na terapia, eu não trabalharia apenas tentando fazer a palpitação desaparecer.
Também olharíamos para o que acontece depois que ela surge.
O que você pensa?
Do que tem medo?
O que começa a fazer para tentar se sentir segura?
Porque, às vezes, o sintoma dura alguns momentos, mas o medo de que ele volte faz a pessoa passar o resto do dia vigiando o próprio corpo.
E viver esperando o próximo sintoma também pode ser muito cansativo.
Por isso, acredito que o melhor caminho é continuar o acompanhamento médico para avaliar essas palpitações e, se a ansiedade estiver participando desse ciclo, a psicoterapia pode ajudar você a entender por que esses sinais passaram a parecer tão ameaçadores e a construir uma relação menos assustadora com as sensações do seu corpo.
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Tome um antiinflamatório é, fiquei com dor no braço! O ortopedista, disse que eu tive um mini infart
Sofro de ansiedade, desde o dia que o ortopedista, disse que eu tive um mini infarto, agora toda hora, penso que vou ter um ataque cardíaco. Preciso tomar remedio ou so ajuda do psicologo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo a sua preocupação. Depois de ouvir que você teve um problema no coração, é compreensível que qualquer sensação diferente no corpo possa fazer você pensar:
“Será que vai acontecer de novo?”
E talvez seja isso que esteja deixando você em estado de alerta o tempo todo.
Você sente alguma coisa no corpo.
Pensa em um ataque cardíaco.
Fica com medo.
Começa a prestar ainda mais atenção no coração.
E qualquer sensação pode parecer um sinal de perigo.
Mas é importante não concluir sozinho que tudo isso é apenas ansiedade.
Como você recebeu a informação de que teve um “mini infarto”, acredito que seja importante ter um acompanhamento médico, de preferência com um cardiologista, para entender exatamente o que aconteceu e quais cuidados são necessários no seu caso.
Sobre tomar remédio ou fazer apenas terapia, não existe uma resposta única.
O psicólogo pode ajudar você a trabalhar esse medo constante, entender o ciclo entre as sensações do corpo e o pensamento de que algo ruim vai acontecer e recuperar a sensação de segurança na sua vida.
Já a necessidade de medicação deve ser avaliada por um médico, como um psiquiatra, considerando o que você está sentindo e a sua história.
Às vezes, a pessoa pensa que precisa escolher:
“Ou eu tomo remédio ou faço terapia.”
Mas nem sempre precisa ser uma escolha entre um ou outro.
O mais importante, neste momento, é entender duas coisas: **como está a sua saúde física e o quanto o medo de passar por isso novamente está interferindo na sua vida.**
Porque, depois de uma experiência assustadora, o problema pode não ser apenas o coração.
Às vezes, mesmo quando o perigo não está acontecendo naquele momento, a pessoa continua vivendo como se precisasse estar pronta para ele o tempo todo.
E isso também merece cuidado.
Se você estiver sentindo neste momento dor ou pressão no peito, falta de ar importante, desmaio ou outros sintomas intensos, procure atendimento médico de urgência.
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Minha filha vivenciou uma cena de violência no bairro onde moro a 1 ano atrás, ela tem 11 anos, depo
Minha filha vivenciou uma cena de violência no bairro onde moro a 1 ano atrás, ela tem 11 anos, depois disso ela tem muito medo de ir na esquina sozinha, qual especialista devo consultar, porque ela chega a passar mal quando eu mando ela ir, fica pálida e chora muito.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo a sua preocupação. Pelo que você conta, parece que, depois dessa situação de violência, algo mudou na forma como sua filha se sente quando precisa sair sozinha.
E talvez seja importante entender que não parece ser apenas uma “falta de coragem”.
Ela chora.
Fica pálida.
Passa mal.
O corpo dela parece entrar em estado de alerta diante de uma situação que, para ela, pode estar associada ao medo de que algo ruim aconteça novamente.
Imagina que o corpo dela aprendeu:
“Na rua, algo perigoso pode acontecer.”
Mesmo que racionalmente ela saiba que aquela situação aconteceu há um ano, o medo não funciona apenas olhando para o calendário.
Por isso, eu acredito que seria importante procurar um **psicólogo que atenda crianças e adolescentes** para avaliar melhor o que está acontecendo e ajudá-la a trabalhar essa experiência e o medo que ficou depois dela.
Não significa que você precise esperar que ela “supere sozinha” ou obrigá-la a enfrentar esse medo de uma vez.
Às vezes, quando tentamos apenas dizer “não aconteceu nada, pode ir”, a criança até entende as palavras, mas o corpo continua reagindo como se estivesse em perigo.
Na terapia, seria possível entender melhor como ela viveu essa situação, o que ela pensa que pode acontecer quando precisa sair sozinha e trabalhar esse medo de forma adequada para a idade dela.
Também pode ser importante conversar com o profissional sobre como você pode ajudá-la em casa sem, ao mesmo tempo, precisar assumir para sempre tudo aquilo que hoje ela tem medo de fazer.
O objetivo não seria simplesmente fazer sua filha ir sozinha até a esquina.
Seria ajudá-la a recuperar, aos poucos, a sensação de que pode viver a vida sem precisar sentir que está em perigo o tempo todo.
E você não precisa descobrir sozinha qual é a melhor forma de fazer isso. Buscar ajuda agora pode ser um passo importante para cuidar do medo antes que ele comece a ocupar cada vez mais espaço na vida dela.
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Olá, eu não consigo dormir porque meus pensamentos não param de chegar e quando não são eles me ator
Olá, eu não consigo dormir porque meus pensamentos não param de chegar e quando não são eles me atormentando eu me imagino em um joguinho de celular qualquer comandando e minha mente não para, meus pensamentos não param de chegar, o que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo como isso pode ser cansativo. Você deita porque quer dormir, mas parece que sua cabeça decide continuar trabalhando.
Quando não é um pensamento, vem outro.
Quando não são preocupações, sua mente começa a criar cenas, imagens ou até imaginar coisas que nem estão acontecendo, como esse jogo que você descreveu.
E talvez uma coisa importante seja entender: **o problema nem sempre é simplesmente ter pensamentos.**
Todos nós pensamos.
A questão é o que acontece quando você percebe que não consegue parar.
Imagina que você está tentando dormir e pensa:
“Preciso parar de pensar.”
Mas logo depois vem outro pensamento.
Então você percebe que ele chegou e tenta expulsá-lo.
Quanto mais tenta controlar, mais atenção dá para ele.
E agora, além de estar pensando, você também começa a ficar preocupada porque *não consegue parar de pensar*.
O sono vira uma espécie de luta.
“Agora eu preciso dormir.”
“Minha mente precisa parar.”
“Por que estou pensando nisso?”
“E se eu não conseguir dormir?”
E talvez seja justamente essa luta que esteja deixando sua mente ainda mais em alerta.
Na terapia, eu não começaria apenas tentando ensinar você a “esvaziar a mente”.
Primeiro, seria importante entender o que está acontecendo antes de você dormir.
Esses pensamentos aparecem mais quando você está preocupada?
Você passa o dia inteiro ocupada e só consegue perceber o que sente quando finalmente para?
Ou existe uma preocupação constante com o fato de não conseguir dormir?
Às vezes, durante o dia, a pessoa está ocupada demais para perceber tudo o que está acontecendo dentro dela. Quando deita e o mundo fica mais quieto, a mente parece dizer: “Agora você vai ter que olhar para tudo isso.”
E, em outros momentos, a própria tentativa de controlar os pensamentos acaba criando um ciclo difícil de sair.
A terapia pode ajudar você a entender **o que está mantendo esse estado de alerta**, em vez de apenas tentar encontrar uma forma de fazer sua mente obedecer.
Porque talvez o caminho não seja vencer uma briga contra os seus pensamentos.
Talvez seja entender por que você sente que precisa estar em guerra com eles para conseguir descansar.
E, se essa dificuldade para dormir está acontecendo com frequência e prejudicando sua rotina, vale procurar um profissional para avaliar melhor o que está acontecendo e encontrar o cuidado mais adequado para você.
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Bom dia! Estou muito ansiosa, não consigo dormir minha rua e muito barulhenta a noite toda, já não s
Bom dia! Estou muito ansiosa, não consigo dormir minha rua e muito barulhenta a noite toda, já não sei mais o que fazer, já tive depressão na época tomei ansiolítico, mas consegui largar hoje só tomo antidepressivo Citalopran, mas parece não ser suficiente, terapia pode me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia! Pelo que você conta, parece que você está vivendo uma situação realmente cansativa.
Você está ansiosa, não consegue dormir e ainda precisa lidar com o barulho da rua durante a noite.
Então talvez seja importante não pensar apenas:
“Eu tenho ansiedade e preciso dar um jeito de me acalmar.”
Porque existe algo externo que também está atrapalhando o seu descanso.
Imagina que você está tentando encher uma banheira enquanto alguém deixou o ralo aberto.
Talvez não adianta apenas tentar colocar mais água.
Também precisamos olhar para o que está fazendo a água continuar saindo.
A terapia pode, sim, ajudar.
Podemos trabalhar a ansiedade, entender o que acontece quando você deita e não consegue dormir e também olhar para o ciclo que pode começar a se formar:
Você sabe que precisa dormir.
O barulho começa.
Você fica irritada ou preocupada porque acha que não vai conseguir descansar.
Quanto mais pensa que *precisa dormir*, mais seu corpo pode ficar em alerta.
E, depois de algumas noites ruins, pode surgir até o medo da hora de dormir.
Mas também é importante conversar com o médico que prescreveu o Citalopram e contar que você continua com ansiedade e dificuldade para dormir. Não é recomendado aumentar, diminuir ou parar o medicamento por conta própria. O profissional que acompanha você poderá avaliar se o tratamento precisa ser revisto.
Então talvez você não precise escolher entre terapia **ou** acompanhamento médico.
A terapia pode ajudar você a compreender e trabalhar esse sofrimento, enquanto o médico avalia a parte medicamentosa.
E uma coisa que eu consideraria importante olhar com você é: **o problema é apenas o barulho ou, depois de tantas noites ruins, a sua mente começou a entrar em alerta só de pensar que está chegando a hora de dormir?**
Porque, às vezes, o problema começa de um jeito, mas depois um novo ciclo começa a manter o sofrimento.
Você não precisa continuar tentando resolver tudo sozinha. Buscar ajuda para entender esse ciclo pode ser um caminho para voltar a construir noites mais tranquilas.
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Estou anciosa nervosa tenho tonturas sensação de cabeça cansada minha pressão fica 14 por 10 sempre
Estou ansiosa nervosa tenho tonturas sensação de cabeça cansada minha pressão fica 14 por 10 sempre que verifico é a médica passou venlafaxina. Ela pode aumentar a pressao? Ou vale a pena fazer terapia para ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo a sua preocupação. Quando você está ansiosa, sente tontura, a cabeça cansada e ainda percebe a pressão alterada, é natural querer entender se uma coisa tem relação com a outra.
A ansiedade pode causar sintomas físicos e também pode fazer a pressão subir em alguns momentos. Mas uma pressão de **14 por 10**, principalmente se você percebe esse valor com frequência, merece acompanhamento médico.
Sobre a venlafaxina: alguns medicamentos podem afetar a pressão arterial em determinadas pessoas. Por isso, como você já percebe alterações na pressão, é importante conversar com a médica que prescreveu o medicamento e informar exatamente o que está acontecendo.
Não altere a dose ou pare de tomar por conta própria.
E sobre a terapia: sim, ela pode ser uma parte importante do seu cuidado.
Mas talvez não seja uma questão de escolher entre:
“Ou eu cuido da pressão.”
“Ou eu faço terapia para ansiedade.”
As duas coisas podem precisar de atenção.
Na terapia, seria possível entender como essa ansiedade aparece na sua vida.
O que acontece antes de você ficar nervosa?
O que você pensa quando sente tontura?
Você mede a pressão porque está preocupada e, ao ver um número alto, fica ainda mais ansiosa?
Porque, às vezes, pode surgir um ciclo:
Você sente algo no corpo.
Fica preocupada.
Mede a pressão.
O resultado assusta.
A ansiedade aumenta.
E o corpo entra ainda mais em alerta.
Mas é importante investigar sem assumir que tudo é ansiedade.
O ideal é continuar acompanhando sua pressão com a médica, conversar sobre o uso da venlafaxina e, ao mesmo tempo, cuidar da ansiedade.
Você não precisa esperar descobrir se o problema é “só físico” ou “só emocional” para começar a se cuidar. Às vezes, olhar para os dois lados é justamente o que ajuda a entender melhor o que está acontecendo.
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Masturbacao e fantasias sexuas adoence a mente: Quem é mais fechado,esquiva,timido e nao tem esperi
Masturbacao e fantasias sexuas adoence a mente:
Quem é mais fechado,esquiva,timido e nao tem esperiencia afetiva nem sexual e por isso vive se masturbano só piora os transtornos nao e saldavel se masturbar...doficil vencer isso e ser uma pessoa saldavel?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo a sua preocupação. Mas talvez seja importante separar algumas coisas que, na sua pergunta, parecem estar todas misturadas.
Ser tímido, mais fechado, ter pouca experiência afetiva ou sexual e se masturbar não significa, por si só, que uma pessoa esteja “adoecendo a mente”.
A masturbação, por si só, não significa que você seja uma pessoa menos saudável.
Mas talvez exista uma pergunta mais importante aqui:
**O que está acontecendo na sua vida que faz a masturbação ocupar tanto espaço?**
Imagina uma pessoa que passa muito tempo sozinha.
Ela gostaria de se aproximar das pessoas, mas sente vergonha.
Tem medo de ser rejeitada.
Não sabe como começar uma conversa.
Então, aos poucos, vai evitando situações e ficando cada vez mais isolada.
Nesse caso, talvez a masturbação não seja o problema principal.
Talvez ela seja uma das formas que essa pessoa encontrou para lidar com a solidão, o desejo ou outros sentimentos.
Por isso, antes de perguntar apenas:
“Como faço para parar de me masturbar?”
Talvez valha a pena perguntar:
**“Por que isso se tornou tão importante na minha vida?”**
Você gostaria de se relacionar com alguém, mas sente medo de se aproximar?
Evita situações por vergonha ou medo de rejeição?
Você se masturba porque quer ou sente que perdeu a liberdade de escolher?
Existe uma diferença entre fazer algo porque você gosta e fazer algo repetidamente como uma tentativa de fugir de um sentimento que não sabe como lidar.
Na terapia, eu não começaria dizendo que você precisa “vencer” a masturbação para se tornar uma pessoa saudável.
Eu procuraria entender o que existe por trás desse comportamento.
Porque talvez você esteja tentando resolver uma coisa, quando o sofrimento está em outro lugar.
Pode existir solidão.
Medo.
Insegurança.
Dificuldade de se aproximar das pessoas.
Ou uma relação difícil com a própria sexualidade.
E tudo isso pode ser trabalhado.
Você não precisa se transformar em outra pessoa para conseguir construir relações e viver experiências que deseja.
Talvez o primeiro passo seja parar de perguntar apenas:
**“Como eu paro?”**
E começar a entender:
**“O que estou tentando encontrar ou evitar quando faço isso?”**
Se esse comportamento está trazendo sofrimento, sensação de perda de controle ou está prejudicando sua rotina e suas relações, procurar um psicólogo pode ajudar você a entender esse ciclo sem julgamento.
Porque, às vezes, o problema não é apenas aquilo que você faz.
É o que está fazendo você acreditar que essa é a única forma de lidar com o que sente.
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Olá, Toda vez que tenho que ir ao banheiro (defecar) sinto um entalo na garganta e o meu coração f
Olá,
Toda vez que tenho que ir ao banheiro (defecar) sinto um entalo na garganta e o meu coração fica um pouco acelerado. Será este um problema de ansiedade ou algo mais sério?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo a sua preocupação. Quando uma sensação aparece sempre em um momento específico, é natural começar a se perguntar:
“Será que isso é ansiedade ou existe algo mais sério?”
A sensação de entalo na garganta e o coração um pouco acelerado podem ter diferentes causas. Por isso, não é possível afirmar, apenas pela sua descrição, que isso acontece por causa da ansiedade.
Mas vale observar uma coisa.
Às vezes, a pessoa começa a perceber uma sensação diferente no corpo.
Então pensa:
“Por que isso está acontecendo?”
Começa a ficar preocupada.
O coração acelera.
A atenção vai toda para o corpo.
E aquela situação, que antes acontecia naturalmente, passa a ser vivida como um momento de alerta.
Imagina que você percebeu uma vez essa sensação ao ir ao banheiro.
Depois disso, pode começar a prestar mais atenção:
“Será que vai acontecer de novo?”
E, quando chega o momento, seu corpo já está sendo observado.
Mas isso não significa que seja apenas ansiedade.
Também é importante conversar com um médico para investigar os sintomas e entender se existe alguma causa física que precise de atenção.
Se, após uma avaliação adequada, a ansiedade estiver participando desse ciclo, a terapia pode ajudar a entender o que acontece antes, durante e depois dessas sensações.
Por exemplo:
Você já vai ao banheiro preocupado?
Fica esperando o coração acelerar?
Começa a observar a garganta?
O medo aparece depois do sintoma ou antes mesmo dele acontecer?
Porque, às vezes, não é apenas a sensação física que causa sofrimento.
É também o medo do que ela pode significar.
E quanto mais a pessoa tenta vigiar cada sinal do próprio corpo, mais difícil pode ficar se sentir tranquila.
Por isso, o mais importante é não tentar descobrir sozinho se é “ansiedade ou algo grave”.
Uma avaliação médica pode ajudar a investigar a parte física e, se o medo e a ansiedade estiverem mantendo esse estado constante de alerta, a psicoterapia também pode ser um espaço para entender e trabalhar esse ciclo.
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Sinto aperto na cabeça sensação de desmaio enjôo tontura tremores diarréia coração acelerado sensaçã
Sinto aperto na cabeça sensação de desmaio enjôo tontura tremores diarréia coração acelerado sensação que vou ,já tem 2 anos isso pode ser ansiedade generalizada?
Eu penso as vezes que pode ser um tumor cerebral pelo fato desse aperto na cabeçaRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo a sua preocupação. Conviver há dois anos com sintomas como aperto na cabeça, sensação de desmaio, enjoo, tontura, tremores, diarreia e coração acelerado pode ser muito assustador.
E, quando sentimos algo no corpo que não conseguimos explicar, é comum a mente tentar encontrar uma resposta.
No seu caso, ela encontrou uma possibilidade que assusta:
“E se eu tiver um tumor cerebral?”
Mas sentir aperto na cabeça não significa, por si só, que você tenha um tumor.
Da mesma forma, não é possível afirmar apenas pela sua descrição que todos esses sintomas são causados por ansiedade generalizada.
A ansiedade pode causar sintomas físicos muito reais.
Imagina que o corpo tem um sistema de alarme.
Quando ele entende que existe algum perigo, pode acelerar o coração, causar tremores, tontura, alterações no estômago e várias outras sensações.
O problema é que, às vezes, você sente uma dessas sensações e pensa:
“Isso pode ser algo grave.”
Então fica ainda mais assustada.
O medo aumenta.
Seu corpo entra ainda mais em alerta.
E os sintomas podem ficar mais intensos.
Depois, você sente o sintoma mais forte e pensa:
“Está vendo? Deve ter alguma coisa muito errada.”
E o ciclo continua.
Mas antes de concluir que é ansiedade, é importante que esses sintomas sejam avaliados por um profissional de saúde, principalmente se você ainda não fez uma investigação médica.
E mesmo que a ansiedade faça parte do que está acontecendo, isso não significa que seja “coisa da sua cabeça”.
O sofrimento é real.
Na terapia, eu procuraria entender não apenas os sintomas, mas também **o que acontece depois que eles aparecem**.
O que você pensa?
Você começa a procurar sintomas na internet?
Fica observando o próprio corpo?
Evita situações por medo de passar mal?
Porque, às vezes, o sintoma aparece por alguns minutos, mas o medo de que ele signifique algo grave faz a pessoa passar o dia inteiro em estado de alerta.
Então, talvez a pergunta não seja apenas:
**“Tenho ansiedade ou tenho alguma doença grave?”**
Também pode ser importante perguntar:
**“O que acontece comigo depois que sinto algo diferente no meu corpo?”**
Uma avaliação médica pode ajudar a investigar os sintomas e, se a ansiedade estiver participando desse ciclo, a psicoterapia pode ajudar você a entender e diminuir esse estado constante de medo e alerta.
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Se eu saio de casa e esqueço a carteira... ai volto pra pegar.. As vezes pode acontecer. Mas quantas
Se eu saio de casa e esqueço a carteira... ai volto pra pegar.. As vezes pode acontecer. Mas quantas x teria que acontecer de esquecer as coisas pra se encaixar em TDAH ? Também por ex.. se ao invés de colocar um objeto na primeira gaveta sendo que o correto seria na segunda gaveta. Quantas vezes teria que cometer o Erro pra ser considerado TDAH ?
Pode se existir ansiedade sem TDAH ? Pois vi que ansiedade também atrapalha em tudo, até na concentração.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida muito comum. Mas talvez a resposta não esteja em descobrir **quantas vezes você precisa esquecer alguma coisa para ser considerado TDAH**.
Esquecer a carteira uma vez.
Duas vezes.
Colocar um objeto na gaveta errada algumas vezes.
Nada disso, sozinho, é suficiente para dizer que uma pessoa tem TDAH.
Porque o diagnóstico não funciona como uma contagem.
Não existe uma regra como:
“Se você esquecer a carteira 10 vezes, então tem TDAH.”
O mais importante é entender o conjunto.
Imagina duas pessoas que esquecem a carteira.
Uma esquece de vez em quando, principalmente quando está atrasada ou preocupada com alguma coisa.
A outra percebe que, desde criança, tem dificuldade frequente para lembrar de compromissos, terminar tarefas, manter a atenção, se organizar e isso acontece em diferentes áreas da vida.
Por fora, as duas esqueceram a carteira.
Mas será que o que está acontecendo é o mesmo?
Por isso, em uma avaliação, não olhamos apenas para:
“Quantas vezes você esqueceu?”
Também é importante entender:
Isso acontece desde quando?
Acontece apenas em uma situação ou em várias áreas da sua vida?
Está trazendo prejuízos?
Você tem outras dificuldades relacionadas à atenção, organização ou impulsividade?
E sim, **uma pessoa pode ter ansiedade sem ter TDAH**.
A ansiedade também pode atrapalhar muito a concentração.
Imagina que você está tentando prestar atenção em uma conversa, mas uma parte da sua mente está pensando:
“E se algo der errado?”
“Preciso resolver aquilo.”
“Não posso esquecer aquilo outro.”
Seu corpo pode até estar presente, mas sua atenção está sendo puxada pelas preocupações.
Por isso, às vezes, a pessoa percebe que está distraída e já conclui:
“Então eu tenho TDAH.”
Mas talvez valha a pena perguntar:
**“O que está fazendo a minha atenção ir embora?”**
É algo que acontece desde sempre?
Acontece principalmente quando estou ansioso?
Estou dormindo bem?
Estou preocupado com muitas coisas?
Ou existe um padrão maior de dificuldades que aparece em diferentes momentos da minha vida?
Na terapia ou em uma avaliação adequada, o objetivo não é contar quantas vezes você colocou algo na gaveta errada.
É entender **como a sua atenção funciona e o que pode estar dificultando a sua vida**.
Porque duas pessoas podem apresentar o mesmo comportamento.
Mas o que está por trás dele pode ser completamente diferente.
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Tenho 13 anos e meu coração tem palpitado um pouco mais forte já faz um tempinho, quando eu estou de
Tenho 13 anos e meu coração tem palpitado um pouco mais forte já faz um tempinho, quando eu estou deitada ou relaxando ele do nada dá uma palpitada e depois volta ao normal, ela as vezes vem com uma dor no peito, dor de cabeça, tontura, sono, e as vezes (bem raro) ele acelera e isso me deixa muito nervosa, eu já fui ao médico e fiz um eletro, mas ele não detectou nada de anormal, e disse que podia ser por conta de ansiedade. Me pergunto se isso é realmente ansiedade ou outra coisa.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo por que isso deixa você nervosa. Quando o coração dá uma palpitação de repente, é fácil pensar que alguma coisa ruim pode estar acontecendo.
E talvez exista uma coisa importante aqui: o fato de o seu eletro não ter mostrado alterações é uma informação tranquilizadora, mas não é possível, por uma pergunta na internet, afirmar que tudo o que você sente é causado apenas pela ansiedade.
A ansiedade pode causar sintomas físicos.
Algumas pessoas sentem o coração acelerar ou palpitar, tontura, dor no peito e outros sintomas que podem ser bastante assustadores.
Mas também é importante continuar conversando com o médico que acompanha você, principalmente porque você relata outros sintomas junto com as palpitações.
Como você tem 13 anos, converse também com seus pais ou responsáveis sobre o que está acontecendo e peça ajuda para explicar ao médico exatamente quando esses episódios acontecem.
Por exemplo:
Eles acontecem quando você está preocupada ou também quando está tranquila?
Quanto tempo duram?
Acontecem durante atividades físicas?
Você percebe algum outro sintoma junto?
Essas informações podem ajudar o médico a entender melhor o que está acontecendo.
E uma coisa também pode acontecer: você sente uma palpitação, fica assustada e pensa:
“E se for algo no meu coração?”
O medo aumenta.
Você começa a prestar ainda mais atenção no corpo.
E qualquer mudança nos batimentos pode parecer ainda mais assustadora.
Isso pode criar um ciclo entre a sensação física e o medo.
Mas, antes de concluir sozinha que é ansiedade, continue o acompanhamento médico e conte que os sintomas continuam acontecendo.
E, se a ansiedade e o medo de que algo ruim aconteça estão ocupando muito espaço na sua vida, a terapia também pode ajudar.
Porque talvez o problema não seja apenas a palpitação.
Às vezes, depois que começamos a ter medo do nosso próprio corpo, passamos a viver esperando que alguma coisa aconteça.
E você não precisa lidar com esse medo sozinha.
Se a dor no peito for forte ou diferente do habitual, se houver desmaio, dificuldade importante para respirar ou se você se sentir muito mal, avise imediatamente um adulto responsável e procure atendimento médico.
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Qual a melhor medicação para ansiedade?e quanto tempo começa a fazer o efeito?
Qual a melhor medicação para ansiedade?e quanto tempo começa a fazer o efeito? A psicoterapia entra como uma opção?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo a sua dúvida. Quando a ansiedade está causando sofrimento, é comum querer saber:
“Qual é o melhor remédio para mim?”
Mas talvez exista uma coisa importante: **não existe uma única medicação que seja a melhor para todas as pessoas com ansiedade.**
O tratamento depende do que cada pessoa está sentindo, da frequência dos sintomas, da intensidade e de outros fatores que precisam ser avaliados por um médico, geralmente um psiquiatra.
Por isso, não é indicado escolher ou começar uma medicação por conta própria.
E sobre o tempo para fazer efeito, também pode variar dependendo do medicamento utilizado. Alguns medicamentos usados no tratamento da ansiedade podem levar algumas semanas para apresentar um efeito mais consistente, enquanto outros têm características diferentes. Essa orientação precisa ser dada pelo médico que prescreveu o tratamento.
Mas existe outro ponto importante: **a psicoterapia também pode fazer parte do tratamento.**
Você não precisa pensar necessariamente:
“Ou eu tomo remédio.”
“Ou faço terapia.”
Em alguns casos, a psicoterapia pode ser o principal tratamento. Em outros, o médico pode avaliar que a medicação também é necessária. E, para algumas pessoas, os dois acompanhamentos podem caminhar juntos.
Imagina que a ansiedade é como um alarme que dispara muitas vezes.
A medicação, quando indicada, pode ajudar a diminuir a intensidade desse alarme.
Mas também pode ser importante entender:
**Por que esse alarme está disparando?**
O que acontece quando você sente ansiedade?
Quais pensamentos aparecem?
O que você começa a evitar?
O que faz para tentar se sentir seguro?
Na terapia, não trabalhamos apenas para fazer o sintoma desaparecer.
Também buscamos entender **o que pode estar mantendo esse ciclo** e construir novas formas de lidar com aquilo que hoje faz você sofrer.
Porque, às vezes, a pessoa quer apenas descobrir qual remédio vai fazer a ansiedade desaparecer.
Mas também vale perguntar:
**“Mesmo que eu me sinta melhor, o que preciso entender ou mudar para não continuar vivendo da mesma forma?”**
O ideal é conversar com um psiquiatra ou médico para avaliar a necessidade de medicação e, se a ansiedade está interferindo na sua vida, considerar também a psicoterapia como parte do cuidado.
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Ola, crise de ansiedade pode causar dor no peito (não uma dor forte) uma sensação de aperto , sensaç
Ola, crise de ansiedade pode causar dor no peito (não uma dor forte) uma sensação de aperto , sensação de algo na garganta( não chega a ser dor em engolir) e sensação de testa quente ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a ansiedade pode causar sensações físicas como aperto no peito, sensação de algo preso na garganta e calor ou sensação de testa quente.
Isso acontece porque, durante uma crise de ansiedade, o corpo entra em estado de alerta. A respiração pode mudar, os músculos ficam mais tensos e o organismo libera substâncias que podem produzir várias sensações físicas.
O problema é que, quando a pessoa sente algo diferente no corpo, pode pensar: “Tem alguma coisa errada comigo”. Esse pensamento aumenta o medo, o corpo fica ainda mais em alerta e as sensações podem ficar mais fortes.
É como se o corpo e o medo entrassem em um ciclo.
Na terapia, não trabalhamos apenas para fazer essas sensações desaparecerem. O objetivo é entender esse ciclo e ajudar a pessoa a não viver com medo do próprio corpo.
Mas existe um cuidado importante: dor ou aperto no peito não deve ser automaticamente atribuído à ansiedade. Principalmente se for algo novo, intenso, persistente ou acompanhado de falta de ar importante, desmaio, suor frio, náusea ou dor que se espalha para braço, costas ou mandíbula, é importante procurar avaliação médica.
Quando a causa é ansiedade, existe tratamento e a pessoa pode voltar a sentir segurança no próprio corpo e viver sem ficar o tempo todo pensando: “E se acontecer de novo?”
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Boa noite, tenho 27 anos e sofro de ansiedade e pânico já em tratamento corro e já fiz todos os exam
Boa noite, tenho 27 anos e sofro de ansiedade e pânico já em tratamento corro e já fiz todos os exames possíveis do coração, cardio diz que está tudo ok, agora retorno anualmente, corro de 4 a 5x por semana mas mesmo assim as vezes tenho taquicardia como hoje sentado do nada meu coração disparou a 140 bpm 30m pós almoço, tive que sair do trabalho e vir para casa descansar e tomar concardio “todo todos os dias 2.5mg” que era para controlar isso.
Deveria olhar mais alguma coisa fazer mais algum exame?
Muito obrigado isso me incomoda muito pois além da taquicardia o pânico e o medo tomam conta juntos.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite! Entendo como isso pode ser angustiante.
Você está sentado, aparentemente tranquilo, e de repente percebe que o coração acelerou.
Depois vem o pensamento:
“Por que isso aconteceu?”
“Será que tem alguma coisa errada?”
“E se acontecer algo comigo?”
E, junto com a taquicardia, o pânico e o medo tomam conta.
O fato de você já ter feito acompanhamento cardiológico e exames que não mostraram alterações importantes é uma informação tranquilizadora. Mas, como você continua tendo episódios de taquicardia, acredito que seja importante conversar novamente com o cardiologista que acompanha você e explicar exatamente o que aconteceu.
Principalmente porque não é possível, por uma pergunta na internet, dizer se todo episódio de coração acelerado é causado pela ansiedade.
Também não é indicado fazer novos exames ou mudar a medicação por conta própria. O médico que conhece a sua história poderá avaliar se é necessário investigar mais alguma coisa ou apenas acompanhar o quadro.
Mas existe outro ponto importante no que você contou.
Você disse que, além da taquicardia, **o pânico e o medo tomam conta juntos**.
E talvez seja aí que exista um ciclo.
Imagina que seu coração acelera.
Você percebe.
Então pensa:
“Isso não deveria estar acontecendo.”
O medo aumenta.
Seu corpo entra ainda mais em alerta.
A atenção vai toda para o coração.
E agora, além de sentir a taquicardia, você também está tentando descobrir se ela significa que algo grave vai acontecer.
Às vezes, o sintoma físico pode ser real e, ao mesmo tempo, o medo que surge depois pode fazer toda a experiência ficar ainda mais intensa.
Na terapia, eu não trabalharia apenas com a ideia de “fazer o coração parar de acelerar”.
Eu também procuraria entender:
**O que acontece dentro de você no momento em que percebe a taquicardia?**
Qual é o primeiro pensamento?
Do que você tem medo?
O que você faz para tentar se sentir seguro?
Porque talvez o coração acelere por alguns minutos, mas o medo de que aquilo aconteça novamente faça você passar o restante do dia em estado de alerta.
Você já está fazendo algo importante, que é manter o acompanhamento médico. Mas, se os exames estão sendo acompanhados e o medo continua ocupando tanto espaço, a terapia também pode ajudar a trabalhar a relação que você passou a ter com essas sensações do seu corpo.
O objetivo não seria convencer você de que “não vai acontecer nada”.
Seria ajudar você a entender o que está acontecendo, aprender a lidar com o medo e não deixar que cada palpitação ou aceleração passe a controlar o seu dia.
Se os episódios mudarem de padrão, vierem acompanhados de desmaio, dor intensa no peito, falta de ar importante ou mal-estar intenso, procure atendimento médico imediatamente.
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Ansiedade
Quem tem ansiedade pode se isolar, se afastar das pessoas e evitar sair de casa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. A ansiedade pode fazer uma pessoa se afastar das pessoas, evitar sair de casa e até deixar de fazer coisas que antes gostava.
Isso acontece porque, quando a ansiedade está muito alta, situações comuns podem começar a parecer difíceis ou ameaçadoras.
Às vezes a pessoa pensa:
“Não quero encontrar ninguém hoje.”
“E se eu passar mal fora de casa?”
“Não tenho energia para conversar.”
“É melhor ficar em casa, aqui eu me sinto mais segura.”
O problema é que ficar em casa pode trazer um alívio naquele momento. Só que, quando a pessoa começa a evitar cada vez mais, o medo pode crescer e a vida vai ficando menor.
Por isso, isolamento não deve ser visto apenas como falta de vontade ou preguiça. Pode ser uma forma que a pessoa encontrou de tentar se proteger da ansiedade.
Na terapia, podemos entender o que está fazendo você querer se afastar e trabalhar para que você volte, aos poucos, a fazer as coisas que são importantes para você sem deixar que o medo decida por você.
Se você percebe que está deixando de sair, encontrar pessoas, trabalhar, estudar ou fazer coisas que antes faziam parte da sua vida, vale buscar ajuda. Você não precisa esperar a ansiedade tomar conta de toda a sua rotina para começar a cuidar dela.
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Como faço para me acalmar quando tenho crises de ansiedade?
Como faço para me acalmar quando tenho crises de ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando uma crise de ansiedade começa, é comum querer fazer qualquer coisa para que ela pare.
Você sente o coração acelerar.
A respiração muda.
Vem a tontura.
O medo aparece.
E então pensa:
“Eu preciso me acalmar.”
“Isso precisa parar agora.”
Mas, às vezes, quanto mais você tenta obrigar o seu corpo a se acalmar, mais começa a observar cada sensação.
Imagina que seu corpo é como um alarme.
Ele disparou.
E você começa a correr pela casa tentando descobrir:
“Por que está tocando?”
“Quando vai parar?”
“E se não parar?”
“E se acontecer alguma coisa?”
Essa correria pode fazer você se sentir ainda mais em alerta.
Por isso, uma estratégia que pode ajudar é, primeiro, tentar reconhecer:
**“Estou sentindo ansiedade. Isso é desconfortável, mas neste momento eu posso observar o que está acontecendo sem precisar resolver tudo agora.”**
Você pode diminuir os estímulos ao seu redor, sentar em um lugar seguro e tentar trazer sua atenção para algo concreto.
Por exemplo:
Observe algumas coisas que estão ao seu redor.
Sinta os pés apoiados no chão.
Perceba o contato do seu corpo com a cadeira.
Nomeie objetos que você consegue ver.
O objetivo não é fingir que a ansiedade não existe.
É ajudar sua atenção a sair um pouco daquela vigilância constante sobre o seu corpo.
Também pode ser útil observar a respiração sem tentar forçá-la.
Porque, às vezes, na tentativa de “respirar certo”, a pessoa começa a controlar cada movimento e fica ainda mais preocupada.
Mas existe uma pergunta que considero importante:
**O que acontece antes de você entrar em crise?**
Às vezes, a crise parece surgir do nada.
Mas, quando começamos a observar, percebemos que existiam preocupações, medo, cansaço ou situações que já estavam deixando aquela pessoa em estado de alerta.
Na terapia, eu não trabalharia apenas com uma estratégia para usar no momento da crise.
Também procuraria entender **o que está fazendo esse alarme disparar tantas vezes**.
Porque aprender a se acalmar é importante.
Mas entender o ciclo que está por trás da sua ansiedade pode ajudar você a não viver sempre esperando pela próxima crise.
Se as crises são frequentes, estão piorando ou estão interferindo na sua vida, procurar um psicólogo ou um médico pode ajudar a avaliar o cuidado mais adequado para você.
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Como pode surgir o ódio de si mesmo? Ele pode estar por trás da falta de iniciativa em tomar decis
Como pode surgir o ódio de si mesmo?
Ele pode estar por trás da falta de iniciativa em tomar decisões para o futuro? E também por algumas lesões físicas ou estéticas, como quebrar fios de cabelo e começou unhas?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ódio de si mesmo pode aparecer de muitas formas.
E nem sempre ele surge como uma pessoa olhando no espelho e dizendo:
“Eu me odeio.”
Às vezes, ele aparece de um jeito mais silencioso.
Na forma como a pessoa se trata.
Na forma como acredita que não merece coisas boas.
Na dificuldade de acreditar que consegue construir um futuro diferente.
Ou até na forma como cuida — ou deixa de cuidar — de si mesma.
Mas não é possível dizer, apenas por uma pergunta, que o ódio de si mesmo é a causa da falta de iniciativa ou de comportamentos como quebrar fios de cabelo ou roer as unhas.
Esses comportamentos podem ter diferentes significados.
E é justamente aí que acredito que vale a pena olhar com mais profundidade.
Imagina que duas pessoas não conseguem tomar decisões sobre o futuro.
Por fora, as duas parecem estar vivendo a mesma coisa.
Mas uma pensa:
“E se eu escolher errado?”
A outra pensa:
“Não adianta tentar, porque eu nunca consigo fazer nada direito.”
A primeira pode estar paralisada pelo medo de errar.
A segunda pode estar sendo sustentada por uma visão muito negativa sobre si mesma.
O comportamento é parecido.
Mas o que está por trás pode ser completamente diferente.
Comportamentos como roer as unhas ou mexer e quebrar fios de cabelo também podem acontecer em momentos de ansiedade, tensão, tédio ou até de forma automática, sem que a pessoa perceba.
Por isso, talvez a pergunta não seja apenas:
**“Como faço para parar de fazer isso?”**
Mas também:
**“O que acontece comigo antes disso?”**
Em que momentos você sente vontade de fazer?
O que está pensando?
O que está sentindo?
Você percebe que faz mais quando está ansioso, frustrado ou preocupado?
E sobre o futuro, talvez também valha perguntar:
**“Eu realmente não sei o que quero ou existe uma parte de mim que tem medo de descobrir e tentar?”**
Porque, às vezes, a falta de iniciativa não é preguiça.
Também pode existir medo.
Medo de errar.
Medo de fracassar.
Medo de descobrir que não é tão capaz quanto gostaria.
Ou até uma crença construída ao longo da vida de que, não importa o que faça, nunca será suficiente.
Na terapia, eu não olharia apenas para o comportamento que você quer mudar.
Eu procuraria entender a história que está por trás dele.
Porque talvez você esteja tentando resolver:
“Como paro de roer as unhas?”
“Como tomo uma decisão?”
Quando existe uma pergunta ainda mais importante:
**“O que eu aprendi sobre mim que está fazendo tudo isso parecer tão difícil?”**
E, às vezes, é justamente quando começamos a entender essa história que percebemos que não precisamos continuar nos tratando como se fôssemos o nosso próprio inimigo.
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