Perguntas do paciente (251)

  • Tenho uma dificuldade enorme de respirar fundo e bocejar, isso pode está ligado a ataques de ansieda

    Tenho uma dificuldade enorme de respirar fundo e bocejar, isso pode está ligado a ataques de ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Pode estar relacionado à ansiedade, sim. Em momentos de ansiedade, a respiração pode ficar mais rápida ou superficial e a pessoa pode começar a prestar muita atenção nela.

    Aí pode acontecer uma coisa curiosa: você tenta respirar bem fundo ou bocejar para sentir que o ar entrou completamente, mas não consegue. Isso pode gerar ainda mais preocupação e fazer você tentar de novo, criando um ciclo.

    Mas eu não colocaria esse sintoma automaticamente na conta da ansiedade. Dificuldade para respirar também pode ter outras causas, então é importante uma avaliação médica, principalmente se isso for novo, frequente ou estiver piorando.

    Na terapia, podemos olhar justamente para esse ciclo: sensação no corpo → preocupação → tentativa de controlar a respiração → mais atenção ao corpo → mais ansiedade.

    Quando a pessoa entende o que está acontecendo e aprende a responder de outra forma, ela pode deixar de viver presa à necessidade de conferir o tempo todo se está conseguindo respirar "do jeito certo".

    O objetivo não é simplesmente fazer você respirar fundo. É entender por que seu corpo entrou nesse estado de alerta e ajudá-lo a sair desse ciclo.

    E se houver falta de ar intensa ou súbita, dor no peito, desmaio, lábios arroxeados ou outro sintoma importante, procure atendimento médico imediatamente.


  • Trabalho em uma função muito estressante em uma escola, coordenação financeira; de uns tempos pra cá

    Trabalho em uma função muito estressante em uma escola, coordenação financeira; de uns tempos pra cá ando cansado, com insônia; fadiga, me irrito muito facilmente; às vezes sinto até tonturas, estou com pressão alta; às vezes também me esqueço de algumas coisas, tem dia que sinto desanimo e vontade de ficar quieto em casa. Será estou com síndrome de Bournout?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Os sinais que você descreve merecem atenção: cansaço, insônia, irritabilidade, fadiga, dificuldade de memória, desânimo e vontade de se isolar podem aparecer quando uma pessoa está vivendo uma sobrecarga muito grande.

    Mas não dá para afirmar que seja burnout apenas por esses sintomas.

    Burnout está relacionado ao estresse crônico do trabalho e costuma envolver um conjunto de mudanças, como esgotamento, maior distanciamento ou irritação em relação ao trabalho e sensação de que não está conseguindo dar conta como antes.

    No seu caso, eu também não deixaria de olhar para a parte física. Você relata tontura e pressão alta, então é importante fazer uma avaliação médica para investigar isso adequadamente.

    Na avaliação psicológica, eu procuraria entender também como você está vivendo essa rotina: se consegue descansar quando chega em casa, se continua pensando no trabalho fora do horário, se sente que tudo depende de você, há quanto tempo isso acontece e o quanto sua vida pessoal já está sendo afetada.

    E essa investigação pode fazer muita diferença, porque às vezes a pessoa chega pensando: “Será que eu estou com burnout?”, quando o que precisa ser compreendido é um conjunto muito maior de coisas que foram acontecendo aos poucos.

    O objetivo não é apenas descobrir qual nome dar ao que você está sentindo. É entender o que está acontecendo e ajudar você a recuperar energia, sono, concentração e qualidade de vida.

    Você não precisa esperar chegar ao seu limite para cuidar disso.


  • Há 5 anos tive minha primeira crise de ansiedade, já tentei tratamento medicamentoso, mas continuo c

    Há 5 anos tive minha primeira crise de ansiedade, já tentei tratamento medicamentoso, mas continuo com muito mal estar diário, tonturas, e também tenho quadro depressivo que não melhora, o que poderia fazer para melhorar desse grande mal estar e tontura?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Entendo a sua preocupação. Conviver todos os dias com mal-estar e tonturas pode ser muito cansativo, principalmente quando você já tentou se tratar e sente que ainda não está melhorando.

    Uma coisa importante é não assumir automaticamente que tudo isso é apenas ansiedade.

    A ansiedade pode causar sintomas físicos e, em algumas pessoas, a tontura pode aparecer junto com outros sintomas. Mas existem outras possíveis causas que também precisam ser investigadas.

    Por isso, acredito que o primeiro passo seja conversar com o médico que acompanha você e explicar que, mesmo depois do tratamento, continua sentindo esse mal-estar diariamente.

    Também pode ser importante olhar para o seu tratamento como um todo.

    Às vezes, a pessoa passa anos tentando apenas fazer um sintoma ir embora. Mas vale a pena perguntar: o que está acontecendo na minha vida e comigo que pode estar mantendo esse sofrimento?

    Na terapia, eu não olharia apenas para a tontura e diria que ela é causada pela ansiedade. Primeiro, seria importante entender como esse mal-estar aparece, em quais momentos piora, o que acontece nos seus pensamentos e sentimentos e como tudo isso está afetando a sua rotina.

    Ao mesmo tempo, a depressão que você relata também merece atenção, principalmente porque você sente que não está melhorando. O tratamento pode precisar ser revisto junto aos profissionais que acompanham você.

    Você não precisa simplesmente aprender a conviver com esse mal-estar.

    Buscar uma nova avaliação e ter um espaço para compreender o que está acontecendo pode ser um passo importante para sair desse ciclo de tentar melhorar sozinha sem entender exatamente o que está precisando de cuidado.


  • Dúvidas, insegurança, medos na terceira idade a quem recorrer?

    Dúvidas, insegurança, medos na terceira idade a quem recorrer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Dúvidas, inseguranças e medos não têm idade para aparecer.

    Às vezes, porém, chegamos a uma fase da vida em que muita coisa começa a mudar ao mesmo tempo.

    Os filhos cresceram.

    A rotina mudou.

    A aposentadoria pode estar chegando ou já aconteceu.

    O corpo já não responde da mesma forma.

    Pessoas importantes podem ter ficado pelo caminho.

    E talvez surja uma pergunta que antes não tinha tanto espaço:

    “E agora, o que eu faço com a minha vida?”

    Nem sempre o sofrimento na terceira idade está apenas relacionado à idade.

    Às vezes, existem perdas, mudanças, medos e até planos que foram adiados por tanto tempo que a pessoa já não sabe mais o que deseja para si.

    Nesses casos, procurar um psicólogo pode ser um bom começo.

    Você não precisa saber exatamente se o que sente é ansiedade, depressão ou qualquer outra coisa antes de marcar uma consulta.

    Pode simplesmente começar dizendo:

    “Tenho sentido muitos medos e inseguranças e gostaria de entender melhor o que está acontecendo comigo.”

    Na terapia, podemos olhar para essas mudanças, para a sua história e para o que está fazendo esse momento da vida parecer tão difícil.

    Porque envelhecer não significa que você precisa apenas se acostumar com o medo ou aceitar que agora “é tarde demais” para olhar para si.

    Às vezes, depois de uma vida inteira cuidando de tantas coisas e tantas pessoas, chega um momento em que vale a pena perguntar:

    **E eu? Como quero viver essa parte da minha vida?**

    A terapia pode ser um espaço para começar a construir essa resposta.


  • Minha filha tem 6 anos e perde todos os materiais escolar dela não sei mas o q fazer sou mãe de prim

    Minha filha tem 6 anos e perde todos os materiais escolar dela não sei mas o q fazer sou mãe de primeira viagem

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Entendo a sua preocupação. E, antes de tudo, queria dizer uma coisa: ser mãe de primeira viagem não significa que você precisa saber exatamente o que fazer em todas as situações.

    Perder materiais pode acontecer bastante nessa idade. Uma criança de 6 anos ainda está aprendendo a se organizar, lembrar do que precisa levar e cuidar das próprias coisas.

    Mas talvez, antes de tentar criar mais uma regra ou assumir que ela é simplesmente “desorganizada”, valha a pena observar como isso acontece.

    Ela perde apenas os materiais da escola?

    Ou costuma perder brinquedos e outras coisas também?

    Ela esquece onde colocou ou entrega para alguém e depois não lembra?

    Acontece todos os dias ou apenas em alguns momentos?

    Imagina que você tente resolver isso apenas dizendo: “Presta mais atenção para não perder”.

    Mas e se ela ainda não souber exatamente como fazer isso?

    Talvez ela precise aprender, aos poucos, um caminho mais simples.

    Por exemplo: antes de sair da escola, conferir junto com ela se o estojo, os cadernos e a garrafa estão na mochila. Com o tempo, essa conferência pode ir deixando de ser feita por você e passar a ser responsabilidade dela.

    O objetivo não é fazer tudo pela criança, mas também não esperar que ela saiba fazer sozinha algo que ainda está aprendendo.

    E, se você perceber que essa dificuldade acontece em muitas partes da vida dela e está trazendo prejuízos importantes, conversar com o pediatra ou outro profissional que possa avaliá-la pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo.

    Às vezes, o problema não é falta de atenção ou de vontade.

    Às vezes, a criança ainda está aprendendo uma habilidade que nós, adultos, já fazemos sem perceber.

    E talvez o primeiro passo seja ajudá-la a aprender, em vez de apenas pedir para que ela “pare de perder as coisas”.


  • Tive um ataque de pânico e vivo chorando sem motivos alem da angustia que sinto. Tambem não tenho vo

    Tive um ataque de pânico e vivo chorando sem motivos alem da angustia que sinto. Tambem não tenho vontade de socializar. Qual o especialista indicado para meu caso? Quem devo procurar? Psicólogo,psiquiatra ou psicanalista? estou receosa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Entendo a sua receosa. Quando a gente já está angustiada, ainda ter que decidir quem procurar pode parecer mais uma coisa para resolver.

    Pelo que você conta, você teve um ataque de pânico, está chorando com frequência, sente angústia e perdeu a vontade de socializar. Tudo isso merece atenção e cuidado.

    Você não precisa escolher sozinha entre “o profissional certo” e ter certeza de que fez a escolha perfeita.

    O psicólogo pode ajudar você a entender o que está acontecendo, olhar para esses sentimentos e para o que pode estar mantendo esse sofrimento. A terapia também pode ajudar você a construir formas diferentes de lidar com os momentos de angústia.

    O psiquiatra é o médico especializado em saúde mental e pode avaliar se existe necessidade de tratamento medicamentoso, além de investigar o seu quadro de forma mais ampla.

    Em alguns casos, psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico podem caminhar juntos. Em outros, a avaliação mostra um caminho diferente.

    Então talvez a primeira pergunta não seja: “Qual deles vai resolver tudo?”

    Mas: “Com quem eu posso começar a falar sobre o que está acontecendo?”

    Você não precisa esperar ter certeza de que está “mal o suficiente” para procurar ajuda.

    E também não precisa conseguir explicar tudo perfeitamente na primeira consulta.

    Você pode simplesmente começar dizendo:

    “Eu tive um ataque de pânico e, desde então, não estou me sentindo bem. Estou chorando, angustiada e me afastando das pessoas.”

    A partir daí, o profissional poderá ajudar você a entender os próximos passos.

    Se essa angústia estiver ficando muito intensa, se surgirem pensamentos de se machucar, de morrer ou se você sentir que não consegue se manter em segurança, procure atendimento de urgência e não fique sozinha.

    Pedir ajuda não significa que você precisa saber exatamente o que tem. Às vezes, o primeiro passo é justamente ter um espaço para entender o que está acontecendo com você.


  • não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou n

    não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou no mundo da lua e sempre falo algo que não tem nada a ver com oque que ele falou ou mudo de assunto ou fico desligado do mundo. que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Pelo que você conta, talvez o problema não seja apenas não ter assunto para conversar com a sua mulher.

    Você diz que, quando ela está falando, às vezes parece que está no “mundo da lua”. Depois responde algo que não tem relação com o que ela disse, muda de assunto ou simplesmente se desliga.

    Então, antes de tentar procurar assuntos novos para conversar, talvez valha a pena entender: **o que está acontecendo com a sua atenção nesse momento?**

    Imagina que sua mulher está falando com você, mas é como se você estivesse tentando ouvir enquanto várias outras coisas acontecem dentro da sua cabeça.

    Você até está ali.

    Mas uma parte de você não está.

    Às vezes, isso pode acontecer porque a pessoa está preocupada, cansada, pensando em outras coisas ou tem dificuldade para manter a atenção. Mas não dá para saber apenas por uma pergunta na internet.

    Também vale observar se isso acontece somente com a sua mulher ou em outros momentos da sua vida.

    Você costuma se desligar quando outras pessoas estão falando?

    Tem dificuldade para acompanhar reuniões, filmes ou conversas?

    Isso acontece mais quando está cansado ou preocupado?

    Porque talvez a falta de assunto seja apenas a parte que você está conseguindo perceber.

    Na terapia, eu não começaria ensinando frases prontas para você conversar melhor com ela. Primeiro, seria importante entender o que faz você se desligar e o que acontece antes de você mudar de assunto.

    A partir daí, podemos trabalhar formas de você estar mais presente na conversa e compreender se existe algo maior por trás dessa dificuldade.

    E talvez uma mudança importante comece de forma simples: em vez de se preocupar em pensar no que vai responder, tente primeiro entender o que ela está querendo dizer.

    Nem sempre uma conversa precisa de um assunto incrível. Às vezes, o que faz falta é sentir que a outra pessoa realmente está ali.


  • Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse

    Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Boa tarde! Entendo a sua dúvida. Quando a pessoa está vivendo um período difícil, é comum tentar descobrir: “Será que é ansiedade ou será que estou apenas muito estressada?”

    Mas nem sempre é tão simples separar uma coisa da outra.

    Imagina alguém que está carregando uma mochila pesada todos os dias.

    No começo, ela consegue seguir normalmente. Depois de um tempo, começa a sentir o peso.

    Pode ficar cansada, irritada, ter dificuldade para dormir e sentir que não consegue relaxar.

    A pergunta não é apenas “o que estou sentindo?”.

    Também vale olhar:

    **O que está acontecendo na minha vida?**

    Há quanto tempo você se sente assim?

    Em quais momentos essa ansiedade aparece?

    O que acontece no seu corpo?

    Quais pensamentos costumam surgir?

    Existe alguma situação que está fazendo você se sentir sobrecarregada?

    E o quanto tudo isso está interferindo no seu sono, trabalho, relações e na sua vida?

    Uma avaliação psicológica ou uma primeira consulta com um psicólogo pode ser um bom começo. Você não precisa chegar sabendo se tem ansiedade, estresse ou qualquer outro diagnóstico.

    Pode simplesmente dizer:

    “Tenho sentido uma ansiedade muito forte e não sei exatamente o que está acontecendo comigo.”

    A partir daí, o profissional poderá conhecer melhor a sua história e entender como esses sintomas aparecem na sua vida.

    No meu trabalho, eu não procuro apenas colocar um nome no que a pessoa sente. Também buscamos entender **o que está acontecendo por trás desse sofrimento e o que pode estar mantendo esse ciclo**.

    Porque, às vezes, a pessoa passa muito tempo tentando descobrir se é ansiedade ou estresse, quando a pergunta que pode ajudar mais é:

    **“O que está acontecendo comigo e por que está tão difícil continuar vivendo dessa forma?”**

    Você não precisa ter essa resposta antes de procurar ajuda. A terapia também pode ser o lugar para começar a encontrá-la.


  • Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consul

    Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consultei mas gostaria de saber se tenho ansiedade ou depressão e etc.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Entendo a sua dúvida. Quando começamos a procurar um psicólogo, parece que primeiro precisamos descobrir o que temos para só depois escolher o profissional certo.

    Mas não precisa ser assim.

    Você não precisa saber se tem ansiedade, depressão ou qualquer outro diagnóstico antes de procurar ajuda.

    Imagina que você está sentindo algo que não entende muito bem. Você sabe que não está se sentindo como gostaria, mas ainda não consegue explicar exatamente o que está acontecendo.

    A terapia também pode começar daí.

    Você pode procurar um psicólogo e dizer simplesmente:

    “Não sei exatamente o que tenho, mas não estou me sentindo bem e gostaria de entender o que está acontecendo.”

    A partir das primeiras conversas, o profissional vai conhecer a sua história, entender melhor o que você está sentindo e avaliar se aquele acompanhamento faz sentido para o seu caso.

    Mais do que procurar apenas pela “especialidade certa”, eu acredito que vale a pena conhecer como aquele profissional trabalha.

    No meu caso, trabalho com a Terapia Cognitivo-Comportamental. Na terapia, buscamos entender como pensamentos, sentimentos e comportamentos se relacionam e, principalmente, o que pode estar mantendo o sofrimento que você está vivendo.

    Porque, às vezes, a pessoa chega dizendo: “Acho que tenho ansiedade.”

    Mas, quando começa a olhar para a própria história, percebe que existem muitas outras coisas acontecendo.

    E talvez a pergunta mais importante não seja apenas:

    “Qual diagnóstico eu tenho?”

    Mas:

    **“O que está acontecendo comigo e como isso está afetando a minha vida?”**

    Você não precisa chegar com todas as respostas. A terapia também pode ser o lugar para começar a encontrar algumas delas.


  • A causa da timidez é excesso de ansiedade? É a ansiedade que causa a timidez?

    A causa da timidez é excesso de ansiedade? É a ansiedade que causa a timidez?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    A ansiedade pode fazer uma pessoa tímida sofrer mais em situações sociais, mas talvez não seja tão simples dizer que a ansiedade é a causa da timidez.

    Imagina duas pessoas que não gostam muito de chamar atenção.

    Uma consegue entrar em uma reunião, falar quando necessário e depois seguir o dia normalmente.

    A outra passa dias pensando no que pode acontecer, imagina que vai falar algo errado, sente medo de ser julgada e, para não passar por isso, começa a evitar situações.

    Por fora, as duas podem parecer tímidas.

    Mas será que estão vivendo a mesma coisa?

    A timidez pode fazer parte da forma como uma pessoa se relaciona com os outros. Já a ansiedade pode aparecer quando essas situações começam a ser vistas como ameaçadoras.

    Por isso, talvez a pergunta não seja apenas: “Minha timidez é causada pela ansiedade?”

    Mas:

    **O que acontece dentro de mim quando preciso me expor?**

    Você apenas prefere ficar mais quieta?

    Ou gostaria de falar, conhecer pessoas e participar, mas sente tanto medo que acaba se calando ou evitando?

    Essa diferença é importante.

    Porque nem toda pessoa tímida precisa deixar de ser tímida. O problema pode começar quando o medo passa a decidir por ela onde vai, com quem fala e a vida que consegue viver.

    Na terapia, podemos olhar para o que acontece antes, durante e depois dessas situações. Às vezes, a pessoa tenta apenas “deixar de ser tímida”, quando o mais importante é entender o que faz determinadas situações parecerem tão difíceis.

    E talvez, depois de entender isso, ela descubra que não precisa se transformar em outra pessoa para conseguir viver com mais liberdade.


  • Tenho medo de perder e por mais que vigio,cuido e confiro Vivo perdendo as coisas e sofrendo com is

    Tenho medo de perder e por mais que vigio,cuido e confiro
    Vivo perdendo as coisas e sofrendo com isso
    O que posso fazer para melhorar e diminuir esta angústia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Entendo como isso pode ser angustiante. Principalmente porque você não está simplesmente “esquecendo e pronto”.

    Você vigia.

    Cuida.

    Confere.

    E, mesmo assim, perde.

    Então imagino que, cada vez que isso acontece, a sensação seja ainda pior. Afinal, você pensa: “Mas eu conferi. Como isso aconteceu de novo?”

    E talvez exista uma coisa importante para olhar aqui.

    Quanto mais medo você sente de perder alguma coisa, mais tenta conferir.

    Quanto mais confere, mais parece que precisa ter certeza.

    E, mesmo depois de conferir, a dúvida pode voltar.

    “Será que está mesmo aqui?”

    “Será que eu guardei no lugar certo?”

    “Melhor olhar de novo.”

    Imagina alguém segurando um objeto com medo de deixá-lo cair.

    Quanto maior o medo de perder, mais força essa pessoa faz para segurar.

    Mas chega um momento em que o problema deixa de ser apenas o objeto.

    O medo de perder começa a ocupar espaço demais.

    Na terapia, eu não começaria apenas ensinando você a conferir menos ou a se organizar melhor.

    Acho que também seria importante entender: **o que perder alguma coisa significa para você?**

    É apenas o objeto que incomoda?

    Ou existe também o medo de cometer um erro, esquecer algo importante ou sentir que não conseguiu evitar uma coisa que estava tentando controlar?

    Às vezes, passamos tanto tempo tentando garantir que nada dê errado que não percebemos o quanto essa tentativa está nos deixando cansados.

    A terapia pode ajudar você a entender esse ciclo e encontrar formas de lidar com essa angústia sem precisar viver o tempo todo tentando ter certeza de que está tudo sob controle.

    Porque talvez o objetivo não seja conseguir conferir tudo perfeitamente.

    Talvez seja conseguir viver sem precisar vigiar tudo o tempo inteiro.


  • Como saber se tenho síndrome de ansiedade ou síndrome do pânico?

    Como saber se tenho síndrome de ansiedade ou síndrome do pânico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Entendo a sua dúvida. Quando começamos a sentir sintomas como coração acelerado, falta de ar, tontura ou medo, é comum procurar na internet e pensar: “Será que eu tenho ansiedade? Será que é síndrome do pânico?”

    Mas existe uma diferença importante: sentir ansiedade não significa, automaticamente, ter transtorno de ansiedade. E ter tido uma crise de pânico também não significa, por si só, ter transtorno do pânico.

    Imagina duas pessoas que sentem o coração acelerar.

    Uma está prestes a fazer uma apresentação importante e sente medo naquele momento.

    A outra tem episódios intensos e repentinos de medo, às vezes acompanhados de sintomas físicos, e depois passa a viver preocupada com a possibilidade de aquilo acontecer novamente.

    Por fora, alguns sintomas podem parecer parecidos.

    Mas o que está acontecendo na vida de cada pessoa pode ser diferente.

    Por isso, mais do que tentar descobrir sozinha o nome do que está sentindo, vale a pena observar:

    Quando esses sintomas aparecem?

    Eles surgem de repente ou acontecem principalmente em determinadas situações?

    O que você sente no corpo?

    O que passa pela sua cabeça nesses momentos?

    Você começou a evitar lugares ou situações por medo de passar mal novamente?

    Essas respostas ajudam um profissional a entender melhor o quadro.

    Na terapia, não se trata apenas de colocar um nome no que você sente. Também olhamos para como esse medo começou, o que pode estar mantendo esse ciclo e como ele está afetando a sua vida.

    Porque, às vezes, a pessoa está tão preocupada em descobrir “o que eu tenho?” que deixa de olhar para uma pergunta igualmente importante:

    **“O quanto isso está interferindo na vida que eu consigo viver?”**

    Se esses sintomas estão acontecendo com frequência, causando muito sofrimento ou fazendo você evitar situações importantes, procurar um psicólogo ou psiquiatra pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo e qual cuidado faz mais sentido para você.

    Você não precisa descobrir o diagnóstico sozinha antes de pedir ajuda. Às vezes, procurar ajuda é justamente o caminho para começar a entender.


  • fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que sep

    fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que separamos e voltamos por varias vezes, quando estou com ele quero estar longe se estou longe quero ele. agora decidimos voltar e recomeçar do zero, tenho medo de dar errado novamente. Não consigo me entender. Que me aconselham?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Pelo que você conta, parece que existe uma coisa que se repete há bastante tempo: quando vocês estão juntos, você sente vontade de se afastar. Mas, quando se separam, sente vontade de voltar.

    E talvez, antes de tentar descobrir se dessa vez vai dar certo, valha a pena olhar para uma pergunta:

    O que acontece dentro de você quando ele está perto?

    Porque dizer “eu não consigo me entender” já mostra que existe algo aí que merece ser olhado com mais calma.

    Quando você quer ficar longe, é porque algo nessa relação faz você sofrer?

    Ou porque a proximidade desperta sentimentos que você não sabe muito bem como lidar?

    E quando vocês se separam, você sente falta dele ou sente medo de ficar sozinha?

    Não estou dizendo que essas são as respostas. São perguntas que podem ajudar você a entender melhor esse movimento de ir e voltar.

    Imagina alguém que está em uma sala e não sabe se quer ficar ou sair.

    Se fica, começa a olhar para a porta.

    Quando sai, sente vontade de voltar.

    Talvez o problema não seja apenas escolher entre ficar ou ir embora. Talvez seja entender o que faz nenhum dos dois lugares parecer tranquilo.

    Voltar e “começar do zero” pode ser uma oportunidade, mas acredito que também seja importante olhar para o que aconteceu nas outras vezes.

    Porque, se nada for compreendido, existe o risco de vocês voltarem para o mesmo relacionamento, apenas com uma nova promessa de que agora será diferente.

    Na terapia, esse poderia ser um espaço para você entender melhor os seus sentimentos, o que faz você se aproximar, o que faz você se afastar e quais padrões podem estar se repetindo nas suas relações.

    Mais do que decidir rapidamente se deve ficar ou ir embora, talvez seja importante entender: **o que você está procurando quando volta e do que está tentando fugir quando quer ir embora?**

    Essas respostas podem ajudar você a fazer uma escolha que não venha apenas do medo de perder ou da vontade de fugir, mas de uma compreensão maior sobre o que realmente faz sentido para você.


  • A ansiedade pode causar a sensação constante de bolo na garganta? Pois sinto um bolo na garganta, at

    A ansiedade pode causar a sensação constante de bolo na garganta? Pois sinto um bolo na garganta, ataca mais na hora de dormir, e as vezes até sai uma baba branca, bem grossa mesmo, sinto como se fosse sufocar e fico tonta e parece que vou desmaiar, minha respiração fica forçada, tambem não consigo respirar bem pelo nariz, me ajude por favor! Obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Entendo a sua preocupação. Sentir um “bolo na garganta” já é desconfortável. Mas sentir que pode sufocar, ficar tonta e ter a sensação de que vai desmaiar pode ser realmente assustador.

    A ansiedade pode, sim, causar sintomas físicos e algumas pessoas sentem aperto na garganta, dificuldade para respirar, tontura ou a sensação de que algo está preso.

    Mas, pelo que você descreve, não é possível afirmar pela internet que tudo isso esteja acontecendo apenas por causa da ansiedade.

    Imagina que você está tentando descobrir de onde vem um barulho dentro de casa. Ouvir que “provavelmente é o vento” pode até fazer sentido. Mas, antes de fechar a janela, é importante ter certeza de que não existe outra coisa acontecendo.

    Com o corpo é parecido.

    A ansiedade pode ser uma possibilidade, mas seus sintomas também precisam ser avaliados por um profissional de saúde, principalmente porque você relata dificuldade para respirar, sensação de sufocamento e quase desmaio.

    Depois de investigar possíveis causas físicas, se a ansiedade estiver fazendo parte desse quadro, a terapia pode ajudar a entender o que acontece nesses momentos.

    Porque, muitas vezes, começa um ciclo: você sente uma sensação no corpo, fica assustada com ela, começa a pensar que algo grave pode acontecer e o medo deixa seu corpo ainda mais tenso.

    Mas, antes de concluir que é “só ansiedade”, vale cuidar de uma coisa importante: investigar o que está acontecendo.

    Se você estiver com falta de ar importante neste momento, sensação de sufocamento que está piorando, desmaio ou outros sintomas intensos, procure atendimento médico de urgência.

    Você não precisa escolher entre “é ansiedade” ou “é algo físico” sozinha. O primeiro passo é buscar uma avaliação para entender o que seu corpo está tentando mostrar.


  • Olá tenho 28 anos , desde a infância na escola as vezes ficava meio distraída na aula por questões d

    Olá tenho 28 anos , desde a infância na escola as vezes ficava meio distraída na aula por questões de segundos. As vezes as pessoas me chamavam e era como se tivesse no mundo da lua. E isso ocorre até hoje , dura alguns segundos e passa. Isso pode ser uma crise de ausência? Acabei aprendendo sobrevoa doença porque minha bebe foi diagnosticada com epilepsia recentemente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Entendo a sua preocupação, principalmente porque, depois do diagnóstico da sua bebê, é natural começar a olhar para algumas coisas da sua própria história e se perguntar se elas podem estar relacionadas.

    Mas apenas pelo que você descreve não é possível saber se esses momentos são crises de ausência.

    “Ficar no mundo da lua” por alguns segundos pode acontecer por diferentes motivos. Algumas pessoas podem simplesmente se distrair ou se perder nos próprios pensamentos. Em outros casos, pode ser importante investigar outras possibilidades.

    Uma diferença importante é entender melhor o que acontece nesses momentos.

    Por exemplo: quando alguém chama você, você consegue responder?

    Você percebe que ficou alguns segundos “fora” ou são as outras pessoas que percebem?

    Você consegue lembrar do que estava acontecendo?

    Esses episódios acontecem em alguma situação específica ou surgem de repente?

    Como isso acontece desde a infância e continua até hoje, acredito que valha a pena conversar com um médico, de preferência um neurologista, para investigar com mais cuidado.

    Nem tudo o que parece uma crise é uma crise, mas também não precisamos ignorar algo que vem acontecendo há tantos anos.

    E talvez seja importante lembrar de uma coisa: tentar encontrar respostas na internet pode ajudar você a levantar perguntas, mas não consegue substituir uma avaliação que olhe para a sua história e para o que realmente acontece nesses momentos.

    Buscar uma avaliação pode ajudar você a sair do “será que é isso?” e entender melhor o que está acontecendo.


  • Olá pessoal. Uma pergunta.. Vi no site do TDAH.Org. A seguinte frase.. O tipo desatento do TDAH

    Olá pessoal. Uma pergunta..
    Vi no site do TDAH.Org. A seguinte frase..

    O tipo desatento do TDAH é também conhecido como sonhador (daydreamer).

    Mas fica a dúvida. Que tipo de sonhos se incluem no conhecido como " Sonhador " ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Quando falamos que uma pessoa com TDAH do tipo desatento pode ser mais “sonhadora”, isso não significa, necessariamente, que ela tenha sonhos especiais ou passe o dia imaginando coisas boas.

    Nesse caso, “sonhador” costuma ser uma forma de descrever alguém que parece estar com a atenção voltada para os próprios pensamentos em vez do que está acontecendo ao redor.

    Imagina alguém assistindo a uma aula.

    A pessoa está olhando para o professor, mas, de repente, percebe que não ouviu os últimos minutos.

    Talvez ela tenha começado a pensar no que vai fazer mais tarde.

    Depois lembrou de uma conversa.

    Essa conversa trouxe outra lembrança.

    E, quando percebeu, a aula continuou, mas ela estava longe nos próprios pensamentos.

    Esses pensamentos podem ser sobre qualquer coisa: situações que aconteceram, preocupações, fantasias, planos, conversas imaginárias ou até pensamentos que simplesmente vão mudando de assunto.

    Mas vale lembrar que se distrair ou “viajar” nos pensamentos, por si só, não significa que alguém tenha TDAH.

    Para entender se existe TDAH, é preciso olhar para um conjunto maior de sinais, para a história da pessoa e para o impacto que essas dificuldades têm na sua vida.

    Se isso acontece com frequência e você percebe que tem dificuldade para acompanhar conversas, terminar tarefas ou manter a atenção mesmo quando gostaria de se concentrar, uma avaliação profissional pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo.

    O mais importante é não tentar se encaixar em uma palavra, mas compreender como a sua atenção funciona e o que pode estar dificultando o seu dia a dia.


  • Meu marido se isola principalmente quando algo não sai como ele quer .Ele só se responsabiliza pelo

    Meu marido se isola principalmente quando algo não sai como ele quer .Ele só se responsabiliza pelo trabalho a parte financeira a casa e os filhos fica por minha conta e brigo se algo da errado quanto a mim ele não se importa nem um pouco. Que aconselham?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Pelo que você conta, parece que você não está apenas cansada das responsabilidades da casa e dos filhos.

    Você também parece estar cansada de sentir que precisa segurar tudo sozinha.

    Seu marido se responsabiliza pelo trabalho e pela parte financeira. Mas, quando o assunto é casa, filhos e tudo o que acontece dentro dessa rotina, parece que a responsabilidade fica nas suas mãos.

    E, se algo dá errado, você ainda é cobrada.

    Talvez valha a pena olhar para uma coisa: quando ele se isola porque algo não saiu como queria, o que acontece com você?

    Você fica tentando resolver a situação?

    Tenta falar com ele?

    Acaba assumindo ainda mais coisas para evitar outra briga?

    Porque, às vezes, uma pessoa vai se afastando das responsabilidades e a outra, para que tudo continue funcionando, começa a pegar cada vez mais coisas para si.

    Imagina uma gangorra. Se uma pessoa sai do lugar, a outra precisa fazer mais força para tentar manter tudo em pé.

    E, depois de um tempo, quem está fazendo mais força pode até começar a acreditar que é sua obrigação continuar segurando tudo.

    Isso não significa que a responsabilidade por essa situação seja sua.

    Mas pode ser importante entender qual é o padrão que está se repetindo entre vocês.

    Uma conversa pode ser um começo, mas talvez não apenas para dizer: “Você precisa me ajudar mais.”

    Pode ser importante falar de forma clara sobre o que está acontecendo:

    “Eu não quero continuar sendo a única responsável pela casa e pelos filhos. Isso precisa ser dividido.”

    E também observar como ele reage quando você tenta colocar limites ou dividir responsabilidades.

    No seu lugar, eu não tentaria apenas descobrir como fazer ele mudar.

    Também perguntaria:

    **Quanto tempo mais eu consigo viver dessa forma?**

    Porque uma relação não deveria funcionar bem apenas porque uma pessoa está fazendo o trabalho de duas.

    A terapia pode ajudar você a entender melhor esse padrão, fortalecer seus limites e perceber o que você precisa para que essa relação também tenha espaço para você, e não apenas para tudo o que você precisa sustentar.


  • eu tenho ansiedade e recentemente estou sentido um incomodo no pescoço, não é dor e nem nada só um i

    eu tenho ansiedade e recentemente estou sentido um incomodo no pescoço, não é dor e nem nada só um incomodo será se isso é ocasionado da minha ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Entendo a sua dúvida. Quando a gente já tem ansiedade e começa a sentir alguma coisa diferente no corpo, é comum pensar: “Será que é a ansiedade de novo?”

    A ansiedade pode causar sintomas físicos e, em alguns momentos, pode deixar o corpo mais tenso. Algumas pessoas percebem essa tensão nos ombros, na mandíbula, no pescoço ou em outras partes do corpo.

    Mas não é possível saber, apenas por uma mensagem, se esse incômodo no seu pescoço é causado pela ansiedade.

    Talvez valha a pena observar uma coisa: esse incômodo aparece mais em momentos em que você está preocupada ou tensa? Você percebe que fica com os ombros contraídos? Ele melhora quando consegue relaxar?

    Essas informações podem ajudar a entender melhor o que está acontecendo.

    Ao mesmo tempo, é importante não colocar automaticamente tudo na conta da ansiedade. Se esse incômodo continuar, piorar ou vier acompanhado de outros sintomas, procure um médico para investigar.

    Na terapia, também podemos olhar para como a ansiedade aparece no seu corpo.

    Porque, às vezes, passamos tanto tempo tentando controlar os pensamentos que não percebemos que estamos vivendo o dia inteiro com o corpo em estado de alerta.

    É como passar horas segurando uma sacola pesada sem perceber a força que está fazendo.

    Uma hora, o corpo começa a mostrar que está cansado.

    O importante é investigar com cuidado, sem ignorar o sintoma, mas também sem concluir sozinha que ele significa algo grave.


  • Olá sou uma pessoa indecisa, principalmente no que diz respeito a area profissional. As vezes tenho

    Olá sou uma pessoa indecisa, principalmente no que diz respeito a area profissional.
    As vezes tenho vontade de fazer uma faculdade mas alguns dias depois quero ser empreendedor, ja desejei
    ser palestrante, mas nunca consigo tomar uma decisão. O eu que faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Pelo que você conta, talvez o problema não seja falta de opções.

    Você consegue imaginar várias vidas possíveis para você.

    Em alguns momentos, pensa em fazer uma faculdade. Em outros, quer empreender. Depois imagina ser palestrante.

    O difícil parece ser escolher uma delas e continuar mesmo depois que a dúvida aparece.

    E talvez valha a pena olhar para uma pergunta antes de decidir:

    O que faz ser tão difícil escolher?

    Porque, às vezes, a pessoa acredita que precisa encontrar a escolha perfeita.

    Aquela decisão que vai garantir que ela não se arrependa depois.

    Mas imagina que você está em uma estrada com várias saídas e acredita que só pode escolher uma se tiver certeza absoluta de que é a melhor.

    Você provavelmente ficaria parado por muito tempo.

    Não porque não existem caminhos.

    Mas porque está tentando ter uma certeza que talvez só apareça depois de começar a caminhar.

    Na terapia, eu não começaria dizendo qual profissão você deveria escolher.

    Primeiro, seria importante entender o que acontece quando você pensa em escolher.

    Você tem medo de se arrepender?

    De descobrir que não era tão bom quanto imaginava?

    De investir tempo e dinheiro e depois querer outra coisa?

    Ou sente que, enquanto não escolhe, ainda pode imaginar todas as possibilidades?

    Às vezes, a dificuldade não está em descobrir “qual carreira é a certa”, mas em entender o que torna tão difícil abrir mão das outras possibilidades e se permitir experimentar um caminho.

    Você não precisa decidir a sua vida inteira agora.

    Talvez o primeiro passo seja entender o que você realmente quer experimentar neste momento e o que está fazendo você sentir que precisa ter certeza de tudo antes de começar.

    A terapia pode ajudar justamente nesse processo: não escolher por você, mas entender o que está por trás dessa indecisão, organizar tantas possibilidades e ajudar você a construir escolhas que façam sentido para a sua vida.


  • Tenho depressão e síndrome do pânico parei de tomar o citalopram por conta própria depois de quase

    Tenho depressão e síndrome do pânico parei de tomar o citalopram por conta própria depois de quase 3 anos de tratamento.tomo rivotril.e estou piorando.js fui internada.a hipnoterapia seria uma solução?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Entendo a sua dúvida, principalmente porque você está percebendo uma piora e já passou por momentos difíceis antes.

    Mas, pelo que você conta, eu teria cuidado em procurar apenas uma nova técnica como se ela, sozinha, fosse resolver tudo.

    Você interrompeu o citalopram por conta própria, continua usando Rivotril e percebe que está piorando. Além disso, você conta que já precisou ser internada.

    Nesse momento, acredito que o mais importante é não tentar carregar essa situação sozinha.

    A hipnoterapia pode ser utilizada por alguns profissionais como parte de um processo de cuidado, mas não é possível afirmar, pela internet, se ela seria a melhor escolha para o seu caso ou se poderia substituir o acompanhamento que você já fazia.

    Também é importante não fazer novas mudanças nos medicamentos por conta própria. Como você está piorando, procure o quanto antes o psiquiatra que acompanha você ou outro serviço de saúde para avaliar o que está acontecendo e orientar os próximos passos.

    A psicoterapia também pode ser um espaço importante para entender não apenas os sintomas, mas o que você está vivendo e como construir formas de lidar com isso.

    Você não precisa encontrar uma única solução que resolva tudo de uma vez. Às vezes, o cuidado envolve olhar para a situação por mais de um lado e construir, junto aos profissionais que acompanham você, o caminho mais adequado neste momento.

    E, se essa piora vier acompanhada de pensamentos de se machucar, de não querer continuar vivendo ou se você sentir que não consegue se manter em segurança, procure atendimento de urgência imediatamente e busque alguém de confiança para não ficar sozinha.


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Perguntas frequentes

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