Perguntas do paciente (251)

  • Ola, venho sentindo dores pelo corpo, algumas em forma de pontada e outras musculares, principalment

    Ola, venho sentindo dores pelo corpo, algumas em forma de pontada e outras musculares, principalmente ao pé da barriga e sinto nausea e constipação, tenho ansiedade e estou em início de depressão, pode ser por conta da ansiedade ou depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Pode acontecer de a ansiedade e a depressão virem acompanhadas de sintomas físicos, como tensão muscular, dores pelo corpo, enjoo e alterações no intestino. O nosso corpo e as nossas emoções estão muito ligados.

    Mas eu não colocaria todos esses sintomas na conta da ansiedade ou da depressão sem antes investigar outras possibilidades. Dor no pé da barriga, náusea e constipação também podem ter causas físicas que precisam ser avaliadas.

    Uma coisa que vejo acontecer com frequência é a pessoa perceber uma dor, ficar preocupada com ela e começar a prestar ainda mais atenção ao corpo. Isso pode aumentar a tensão e fazer as sensações ficarem ainda mais presentes. A ansiedade pode entrar nesse ciclo, mas isso não significa que a dor seja “só psicológica”.

    Por isso, se esses sintomas são novos ou estão persistindo, vale conversar com um médico para investigar a causa. Se houver dor abdominal forte ou que piora, febre, vômitos persistentes, sangue nas fezes, barriga muito inchada ou dificuldade importante para evacuar, procure atendimento médico.

    E, ao mesmo tempo, se você está percebendo que a ansiedade e o início da depressão estão afetando seu corpo, seu sono, sua rotina ou sua vontade de fazer as coisas, a terapia pode ajudar a cuidar dessa parte também. Cuidar da mente não significa ignorar o corpo. Os dois precisam ser cuidados.


  • Olá! Há alguns dias eu tenho sentido muito medo de morrer e de doenças em geral, sinto que vou morre

    Olá! Há alguns dias eu tenho sentido muito medo de morrer e de doenças em geral, sinto que vou morrer e sinto diversas coisas estranhas.passo o dia todo me sentindo estranha e tenho muito medo à noite. Pode ser ataque de pânico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Pode ser uma crise de pânico, mas só por esses sintomas não dá para afirmar que seja.

    No ataque de pânico, o medo costuma aparecer de forma muito intensa e repentina. A pessoa pode sentir que vai morrer, que está passando mal ou que algo muito grave está acontecendo. Podem aparecer também falta de ar, coração acelerado, tontura, tremor, sensação de estranheza ou de não estar no próprio corpo.

    Mas você contou uma coisa importante: está passando o dia todo se sentindo estranha e com medo de doenças, além de sentir mais medo à noite. Isso pode acontecer em outros quadros de ansiedade também, principalmente quando a pessoa começa a observar o próprio corpo o tempo todo e interpretar cada sensação como sinal de alguma doença.

    E aí pode se formar um ciclo: você sente alguma coisa → pensa que pode ser uma doença → fica com medo → o corpo fica ainda mais em alerta → aparecem novas sensações → você fica ainda mais assustada.

    Na terapia, podemos entender esse ciclo e trabalhar tanto o medo das doenças quanto a forma como você está lidando com as sensações do seu corpo. O objetivo não é fazer você ignorar o que sente, mas conseguir perceber essas sensações sem viver o tempo todo esperando que algo ruim aconteça.

    Como esses sintomas começaram há poucos dias e você está sentindo diversas coisas diferentes, também é importante fazer uma avaliação médica para descartar causas físicas. Se houver sintomas intensos ou novos, como dor forte no peito, dificuldade importante para respirar, desmaio ou outros sinais preocupantes, procure atendimento médico.

    E se, depois de descartar uma causa física, o medo continuar ocupando grande parte do seu dia, a terapia pode ser um espaço importante para cuidar disso.


  • Bom dia! A ansiedade deixa a gente como se tivesse com uma bola na garganta?

    Bom dia!
    A ansiedade deixa a gente como se tivesse com uma bola na garganta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Sim, pode. A ansiedade pode dar essa sensação de ter uma bola ou um nó na garganta, mesmo sem existir algo realmente preso ali.

    Isso acontece porque, quando ficamos ansiosos, o corpo entra em estado de alerta e a musculatura pode ficar mais tensa. A garganta é uma região em que algumas pessoas percebem bastante essa tensão.

    E tem uma coisa que costuma piorar a sensação: o medo.

    A pessoa sente a “bola” na garganta e pensa: “Tem alguma coisa errada”. Começa a prestar atenção, tenta engolir várias vezes, fica preocupada... e a ansiedade aumenta.

    No consultório, vejo que entender esse ciclo faz muita diferença. A pessoa começa a perceber que não precisa lutar contra cada sensação do corpo ou interpretar tudo como sinal de perigo.

    O objetivo da terapia é justamente ajudar a entender o que está acontecendo, o que alimenta a ansiedade e como lidar com ela de uma forma diferente.

    Só não é importante assumir que toda sensação de bola na garganta é ansiedade. Se isso estiver acontecendo com frequência, for intenso ou vier acompanhado de dificuldade real para engolir ou respirar, vale procurar uma avaliação médica.


  • Boa noite é normal sentir como se estivesse com alguma coisa presa na garganta e sentir esquentar em

    Boa noite é normal sentir como se estivesse com alguma coisa presa na garganta e sentir esquentar em crise de ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Sim, isso pode acontecer durante uma crise de ansiedade.

    Algumas pessoas sentem como se houvesse alguma coisa presa na garganta, dificuldade para engolir ou um aperto nessa região. Também podem sentir o corpo esquentar, o coração acelerar, falta de ar, tremor ou suor.

    Isso acontece porque, durante a crise, o corpo entende que existe algum perigo e entra em estado de alerta. A musculatura fica mais tensa e várias sensações físicas aparecem ao mesmo tempo.

    O que costuma assustar é que a pessoa sente algo muito real e pensa: “Tem alguma coisa errada comigo”. E esse medo pode aumentar ainda mais a ansiedade, criando um ciclo.

    Na terapia, o trabalho não é simplesmente ensinar a pessoa a “se acalmar” quando a crise aparece. É entender o que está acontecendo, identificar o que dispara essas crises e trabalhar a forma como ela interpreta e lida com essas sensações.

    Assim, aos poucos, o objetivo é que ela consiga perceber uma sensação no corpo sem imediatamente pensar que algo ruim vai acontecer.

    Mas é importante não assumir que toda sensação na garganta ou calor no corpo seja ansiedade. Se isso for novo, intenso, persistente, estiver acontecendo fora das crises ou vier acompanhado de dificuldade importante para respirar ou engolir, dor no peito, desmaio ou outros sintomas preocupantes, é importante procurar avaliação médica.


  • Tenho ansiedade social e transtorno do pânico, faço tratamento com psicóloga e tomo medicação. Dev

    Tenho ansiedade social e transtorno do pânico, faço tratamento com psicóloga e tomo medicação.
    Devo contar isso a meu namorado, logo no início do relacionamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Você não é obrigada a contar logo no início do relacionamento.

    Ter ansiedade social e transtorno do pânico não é algo que você precise revelar como se estivesse contando um segredo ou pedindo autorização para ser amada.

    Ao mesmo tempo, conforme o relacionamento vai ficando mais próximo e existe confiança, pode ser muito saudável compartilhar aquilo que faz parte da sua vida. Inclusive porque seu namorado pode entender melhor algumas situações e saber como agir quando você não estiver bem.

    Você pode começar de uma forma simples:

    “Eu faço terapia e tomo medicação porque tenho ansiedade social e crises de pânico. Estou cuidando disso e hoje consigo lidar muito melhor, mas algumas situações ainda são difíceis para mim.”

    Não precisa contar tudo de uma vez. Você escolhe o momento, a quantidade de detalhes e a forma que faz sentido para você.

    E observe também como ele reage. Uma pessoa que está construindo uma relação saudável não precisa entender tudo de imediato, mas deve conseguir ouvir, respeitar e não usar aquilo contra você.

    Fazer tratamento não diminui você. Pelo contrário: mostra que você está cuidando de algo que interfere na sua vida.

    Na terapia, inclusive, podemos trabalhar esse medo de contar e pensar: “E se ele descobrir e deixar de gostar de mim?”. Muitas vezes, o sofrimento não está apenas na ansiedade, mas no medo de ser rejeitada quando o outro conhecer uma parte mais vulnerável sua.

    O objetivo não é encontrar o momento “perfeito” para contar. É conseguir construir um relacionamento em que você não precise passar o tempo todo com medo de ser descoberta.


  • Tenho ansiedade social e transtorno do pânico, faço tratamento com psicóloga e também tomo medicação

    Tenho ansiedade social e transtorno do pânico, faço tratamento com psicóloga e também tomo medicação.
    Devo contar isso a meu namorado no início do relacionamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Você não precisa contar isso no início do relacionamento.

    Ter ansiedade social e transtorno do pânico não é algo que você precisa revelar logo nos primeiros encontros para que a outra pessoa decida se quer ficar com você.

    Mas também não precisa esconder isso por medo de ser rejeitada.

    Conforme a relação for ficando mais próxima e você sentir que existe confiança, pode ser importante compartilhar. Você pode falar de um jeito simples:

    “Eu faço terapia e uso medicação porque tenho ansiedade social e transtorno do pânico. Estou cuidando disso e hoje sei lidar muito melhor, mas algumas situações ainda são difíceis para mim.”

    Você não precisa contar tudo de uma vez. Você escolhe o momento e o quanto quer dividir.

    E tem uma coisa que eu trabalharia bastante em terapia: o medo que pode estar por trás dessa pergunta.

    “E se ele souber e deixar de gostar de mim?”

    Porque, muitas vezes, a dificuldade não é decidir quando contar. É o medo de que, quando alguém conhecer uma parte mais vulnerável nossa, vá embora.

    No processo terapêutico, podemos trabalhar justamente essa necessidade de esconder aquilo que sentimos por medo de rejeição, além de construir mais segurança para se relacionar.

    Você não precisa parecer bem o tempo todo para ser amada.

    E uma relação saudável também é aquela em que você pode, aos poucos, mostrar quem você é de verdade e perceber como o outro recebe isso.

    Fazer tratamento não diminui você. É uma forma de cuidar de si.


  • Já não tenho mais amigos, nunca me relacionei com o sexo oposto e sempre que tive a oportunidade eu

    Já não tenho mais amigos, nunca me relacionei com o sexo oposto e sempre que tive a oportunidade eu fugi da situação, na escola e no trabalho eu quase não interagia com ninguém, vivo quase que exclusivamente dentro do meu quarto, tenho muito medo de ser ignorado, ridicularizado ou desdenhado pelas outras pessoas. Recentemente passei em medicina, mas um sentimento angustiante tomou conta de mim por ter que ir as aulas e abandonei a vaga. O que pode ser isso? Nunca consegui viver por conta desse problema e já tenho idealizações suicidas por conta disso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    O que você descreve vai muito além de ser uma pessoa tímida ou de não gostar de socializar.

    Você conta que evita situações sociais, não consegue construir relacionamentos, vive quase sempre isolado, sente muito medo de ser ignorado ou ridicularizado e chegou ao ponto de abrir mão de uma vaga em Medicina por causa da angústia de precisar conviver com outras pessoas.

    Esse conjunto de situações pode estar relacionado a um transtorno de ansiedade social, mas somente uma avaliação profissional pode dizer o que está acontecendo e se existe também alguma outra questão envolvida.

    E eu quero destacar uma parte da sua pergunta: você mencionou pensamentos suicidas.

    Isso precisa ser levado muito a sério. Você não precisa esperar a terapia começar a fazer efeito ou tentar resolver isso sozinho.

    Se existe risco de você se machucar agora, procure um pronto-socorro ou um serviço de emergência, fique perto de alguém de confiança e não permaneça sozinho. No Brasil, você também pode ligar para o CVV pelo 188, gratuitamente, 24 horas.

    Depois de garantir sua segurança, procure uma avaliação com um psicólogo ou psiquiatra. Em situações como essa, os dois profissionais podem fazer parte do tratamento. A terapia pode trabalhar, de forma gradual, o medo das situações sociais, os pensamentos de rejeição e os comportamentos de fuga que acabam mantendo o problema.

    E uma coisa que eu gostaria muito que você soubesse: ter abandonado a vaga em Medicina não significa que sua vida acabou. Você conseguiu chegar até ali. O problema é que o medo está ocupando um espaço tão grande na sua vida que está fazendo você abrir mão de coisas que são importantes para você.

    Isso pode ser tratado.

    O objetivo não é transformar você em uma pessoa extrovertida. É fazer com que você consiga estudar, trabalhar, criar vínculos e viver sua vida sem precisar fugir de tudo aquilo que hoje provoca medo.

    Você não precisa esperar o sofrimento ficar ainda maior para pedir ajuda.


  • Moro junto com meu namorado e já não acontece a primeira vez, de nós agredir! Mas nós amamos muito e

    Moro junto com meu namorado e já não acontece a primeira vez, de nós agredir! Mas nós amamos muito e tirando a agressão se damos muito bem! O problema é que eu cresci em um lar assim, e ele também! E eu não consigo parar de gritar e quero bater nele por ele já ter me batido. Mas queria muito que eu e ele se decemos bem.
    Tem alguma chance de mudança? E de dar certo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Sim, existe possibilidade de mudança. Mas preciso dizer uma coisa com bastante clareza: agressão não é uma parte normal de um relacionamento, mesmo quando existe amor e mesmo quando vocês se dão muito bem na maior parte do tempo.

    O fato de vocês dois terem crescido em casas onde isso acontecia pode ajudar a entender por que esse padrão se tornou conhecido para vocês. Mas entender de onde veio não significa que vocês precisam continuar repetindo.

    E tem uma parte importante no que você contou: você diz que não consegue parar de gritar e sente vontade de bater nele porque ele já bateu em você.

    Isso mostra que vocês entraram em um ciclo em que a raiva, o medo e a agressão vão alimentando um ao outro. E esse ciclo pode ficar cada vez mais perigoso se nada mudar.

    Eu não recomendaria que vocês tentassem resolver isso simplesmente prometendo “nunca mais vamos fazer”. É preciso interromper o ciclo e trabalhar individualmente o que cada um aprendeu sobre briga, raiva, limites e violência.

    E, enquanto ainda existe agressão, eu teria bastante cuidado com a ideia de fazer terapia de casal como primeiro passo. A prioridade é a segurança de vocês. Cada um precisa assumir responsabilidade pela própria violência e buscar ajuda individual.

    Também é importante combinar uma regra muito clara: quando uma discussão começar a ficar agressiva, vocês precisam se afastar fisicamente e interromper a conversa. Não é hora de resolver quem está certo.

    Se houver risco de uma nova agressão, procure ajuda e vá para um lugar seguro. No Brasil, em uma emergência, o 190 pode ser acionado. Se você for mulher e estiver sofrendo violência, o Ligue 180 também oferece orientação e encaminhamento.

    E quero reforçar uma coisa: você não precisa aceitar ser agredida porque também grita, e ter sido agredida não dá permissão para você agredir de volta. Cada um é responsável pelo próprio comportamento.

    É possível aprender outra forma de se relacionar. O objetivo da terapia não seria simplesmente fazer vocês brigarem menos, mas ajudar a construir um relacionamento em que vocês não precisem machucar um ao outro para serem ouvidos.

    O amor pode existir. Mas, para esse relacionamento dar certo, a violência precisa parar.


  • De que forma a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) pode auxiliar na solução de conflitos familiar

    De que forma a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) pode auxiliar na solução de conflitos familiares?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    A TCC pode ajudar muito nos conflitos familiares porque, muitas vezes, o problema não está apenas no que foi dito, mas na forma como cada pessoa interpreta o que aconteceu e reage a isso.

    Imagine uma mãe que pede algo ao filho e ele responde de forma curta.

    Ela pode pensar: “Ele não me respeita.”

    Fica com raiva e começa a cobrar.

    O filho pensa: “Minha mãe só sabe reclamar.”

    Se fecha ou responde pior.

    E a discussão começa.

    Na terapia, podemos olhar para esse ciclo e entender o que está acontecendo antes de tentar simplesmente “parar de brigar”.

    A TCC ajuda a identificar pensamentos, emoções e comportamentos que acabam mantendo os conflitos. Também trabalhamos formas mais claras de conversar, colocar limites, ouvir o outro e responder sem agir no impulso.

    Não significa aprender a concordar com tudo.

    Significa conseguir dizer “isso me incomodou” sem precisar gritar, conseguir colocar um limite sem atacar e conseguir ouvir uma opinião diferente sem entender aquilo como uma ameaça.

    No consultório, muitas vezes, a mudança começa quando a pessoa percebe: “Eu estava tentando resolver o problema, mas a forma como eu estava reagindo estava aumentando o problema.”

    E essa percepção pode mudar muito uma relação.

    O objetivo da terapia não é transformar uma família em uma família que nunca discorda. É ajudar as pessoas a conseguirem discordar sem se machucar e sem transformar toda diferença em uma guerra.

    É assim que a TCC pode contribuir para relações familiares mais leves e mais saudáveis.


  • Oi! Quais esportes indicados para quem tem ansiedade?

    Oi! Quais esportes indicados para quem tem ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Não existe um esporte único que seja o melhor para quem tem ansiedade.

    Caminhada, corrida, natação, bicicleta, dança, musculação, yoga, lutas... várias atividades podem ajudar.

    O mais importante é encontrar uma atividade que você consiga fazer com frequência e que não vire mais uma obrigação na sua vida.

    E tem uma coisa que muita gente com ansiedade não percebe: no começo do exercício, o coração acelera, a respiração muda, você sua e pode até sentir o corpo estranho. Essas sensações são normais durante o esforço, mas para quem tem ansiedade elas podem assustar.

    Por isso, se você já evita atividade física porque tem medo de sentir o coração acelerar ou ficar sem ar, vale olhar para isso também.

    Na terapia, podemos trabalhar justamente essa relação com as sensações do corpo, para que você não precise fugir delas.

    O objetivo não é encontrar o esporte perfeito para acabar com a ansiedade. É encontrar uma forma de movimentar o corpo que você consiga colocar na sua vida e que não seja mais uma coisa para você fazer sob pressão.

    Comece de forma gradual e, se você tiver alguma condição de saúde ou estiver há muito tempo sem praticar atividade física, vale conversar com um profissional de saúde antes de iniciar.


  • Um criança de 4 anos com suspeita de tdah deve procurar qual especialista. A escola ajuda ou atrapal

    Um criança de 4 anos com suspeita de tdah deve procurar qual especialista. A escola ajuda ou atrapalha antes de um diagnóstico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Aos 4 anos, é importante ter bastante cuidado antes de colocar o nome de TDAH em um comportamento.

    Nessa idade, algumas crianças ainda são muito agitadas, se distraem com facilidade, têm dificuldade para esperar e precisam de bastante ajuda dos adultos. Isso faz parte do desenvolvimento. O que precisamos entender é quando esse comportamento está além do esperado para a idade e está atrapalhando a vida da criança.

    O primeiro passo pode ser conversar com o pediatra, que pode avaliar a criança e, se necessário, encaminhar para profissionais especializados em desenvolvimento infantil. O psicólogo também pode participar dessa investigação, avaliando o comportamento, as habilidades da criança e o que está acontecendo em diferentes ambientes.

    E a escola não precisa esperar um diagnóstico para ajudar. Na verdade, a escola é uma parte muito importante da avaliação.

    É lá que podemos observar situações que talvez não apareçam em casa: como a criança consegue prestar atenção, seguir uma atividade, esperar sua vez, brincar com outras crianças e lidar com mudanças de uma tarefa para outra.

    Por isso, eu gosto de ouvir os professores e entender o que eles estão vendo. A escola não atrapalha o diagnóstico quando participa de forma cuidadosa. Ela ajuda a mostrar como aquela criança funciona fora de casa.

    E tem uma coisa que considero ainda mais importante: uma avaliação não deve servir apenas para descobrir se a criança tem TDAH ou não.

    Ela deve ajudar os adultos a entenderem o que aquela criança precisa para conseguir aprender, brincar, se relacionar e se desenvolver melhor.

    Às vezes, quando entendemos o que está acontecendo, a família deixa de passar o dia dizendo “para quieto”, “presta atenção” ou “você nunca escuta” e começa a encontrar formas que realmente ajudam a criança.

    É essa mudança de olhar que uma boa avaliação pode proporcionar.


  • Bom dia! Meu filho tem 11 anos e é super desorganizado. Constantemente tenho que lembrá-lo de ativid

    Bom dia! Meu filho tem 11 anos e é super desorganizado. Constantemente tenho que lembrá-lo de atividades que fazem parte de sua rotina (como arrumar a cama, arrumar o material, entre outros), não tem cuidado com os seus pertences, perde objetos, esquece de fatos que aconteceram recentemente, porém, tira notas boas e tem ótima memória para o que ele gosta, com localização e números. Na escola os professores reclamam da organização dos cadernos, que ele esquece de responder questões em prova (já deixou páginas em branco, disse q não viu), mas não tem problemas de disciplina. Se relaciona super bem com os colegas. Ele pode ter TDA? Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Pode ser TDAH, mas não é possível afirmar apenas por esses comportamentos.

    O que chama atenção no seu relato não é ele ser “desorganizado” apenas. São várias situações acontecendo juntas: precisa ser lembrado das tarefas, perde objetos, esquece coisas recentes, deixa páginas da prova em branco e os professores também percebem dificuldades de organização.

    E uma coisa importante: tirar boas notas não exclui TDAH.

    Existem crianças muito inteligentes que conseguem manter um bom desempenho escolar mesmo gastando muito esforço para compensar suas dificuldades. E também é comum que elas consigam ficar muito concentradas em assuntos que despertam seu interesse.

    Por isso, eu não avaliaria apenas as notas. Eu procuraria entender como ele funciona no dia a dia.

    Ele esquece porque não prestou atenção? Começa uma tarefa e se perde no meio? Precisa de muitos lembretes? Consegue organizar os próprios materiais sozinho? Essas dificuldades aparecem tanto em casa quanto na escola?

    É esse conjunto de informações que ajuda a diferenciar uma criança simplesmente desorganizada de uma criança que pode estar tendo dificuldades de atenção e funções executivas.

    Uma avaliação bem feita também é importante porque, quando entendemos o que está acontecendo, a família deixa de passar o dia dizendo “você precisa prestar mais atenção” ou “quantas vezes eu vou ter que lembrar?” e começa a descobrir qual é a melhor forma de ajudar aquela criança a ser mais independente.

    E esse, para mim, é um dos pontos mais importantes do processo: não é colocar um rótulo na criança. É entender por que ela está tendo dificuldade e ajudá-la a encontrar caminhos que funcionem para ela.

    Seu filho não precisa ser uma criança com notas ruins ou problemas de comportamento para merecer uma investigação. Às vezes, a dificuldade aparece justamente nas pequenas coisas que a família precisa lembrar todos os dias.


  • Como funciona a Terapia Cognitiva Comportamental ?

    Como funciona a Terapia Cognitiva Comportamental ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    A Terapia Cognitivo-Comportamental, a TCC, parte de uma ideia bem simples: a forma como pensamos sobre uma situação influencia o que sentimos e a forma como agimos.

    Imagine que você recebe uma mensagem do seu chefe:

    “Precisamos conversar amanhã.”

    Uma pessoa pode pensar: “Deve ser alguma coisa importante.”

    Outra pode pensar: “Fiz alguma coisa errada. Vou perder meu emprego.”

    A situação é a mesma. Mas o que cada uma pensa pode fazer com que se sinta de uma forma completamente diferente.

    Na terapia, nós olhamos para esses pensamentos, para as emoções e para os comportamentos que aparecem no dia a dia.

    Mas TCC não é simplesmente pensar positivo.

    É entender o que está acontecendo, perceber padrões que estão mantendo o sofrimento e aprender novas formas de lidar com essas situações.

    Por exemplo: uma pessoa que tem medo de errar pode começar a revisar tudo várias vezes. Na hora, ela sente um alívio. Só que, sem perceber, ensina para o próprio cérebro que precisa conferir tudo para estar segura. E o ciclo continua.

    Na terapia, vamos trabalhando esse ciclo aos poucos, para que ela consiga fazer as coisas sem precisar viver o tempo todo tentando ter certeza de que nada vai dar errado.

    É muito bonito quando a pessoa começa a perceber que não precisa mudar quem ela é para se sentir melhor. Ela precisa aprender novas formas de lidar com aquilo que hoje está fazendo sua vida ficar mais pesada.

    A TCC é uma terapia bastante prática e construída junto com o paciente. O objetivo não é apenas entender o que está acontecendo, mas ajudar a pessoa a levar para a vida o que está aprendendo dentro da terapia.


  • Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Ter dificuldade para conversar com mulheres não tem relação, por si só, com ser gay ou hétero.

    O mais importante é entender o que acontece com você nesses momentos.

    Você fica com vergonha? Tem medo de ser julgado? Não sabe o que falar? Fica pensando demais antes de responder? Tem medo de parecer ridículo ou de ser rejeitado?

    Às vezes, a pessoa até sabe conversar normalmente, mas quando está diante de alguém que considera atraente, começa a pensar em cada palavra que vai falar. Aí fica mais travada, fala menos e depois sai pensando: “Eu devia ter falado outra coisa.”

    Na terapia, podemos entender de onde vem essa dificuldade e trabalhar essas situações aos poucos, para que você consiga conversar sem precisar ficar tão preocupado em acertar tudo.

    O objetivo não é ensinar você a decorar frases para falar com mulheres. É fazer com que você consiga estar em uma conversa sem sentir que precisa provar alguma coisa.

    E isso pode melhorar não só os relacionamentos amorosos, mas também sua segurança para se relacionar com outras pessoas no dia a dia.

    Uma boa terapia começa justamente entendendo o que você sente nesses momentos, o que pensa e o que acaba fazendo por causa disso. A partir daí, é possível construir novas formas de agir.


  • Sinto coração acelerado do nada uma agonia dor no vão das costas e uma quentura no sangue porém esse

    Sinto coração acelerado do nada uma agonia dor no vão das costas e uma quentura no sangue porém esses sintomas são passageiros e geralmente quando minha menstruação vai embora fiz eletro e deu taquicardia sinusal o que é isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Taquicardia sinusal significa que o coração está batendo mais rápido do que o habitual, mas mantendo o ritmo normal de onde o coração deveria começar a bater.

    Isso pode acontecer por várias razões: exercício, estresse, ansiedade, febre, alterações hormonais, anemia, alguns medicamentos, entre outras. Então o resultado do eletro, sozinho, não diz que a causa é ansiedade.

    O fato de você perceber esses sintomas principalmente no período relacionado à menstruação também merece ser contado ao seu médico, porque as mudanças hormonais podem influenciar como o corpo e as emoções são percebidos.

    E tem uma coisa importante: quando o coração acelera, é muito comum a pessoa perceber a batida, se assustar e começar a prestar ainda mais atenção ao corpo. A preocupação pode aumentar a ativação do organismo e fazer a sensação ficar ainda mais intensa.

    Na terapia, podemos trabalhar justamente esse ciclo: uma sensação aparece → você interpreta aquilo como uma ameaça → fica em alerta → percebe ainda mais o corpo → a agonia aumenta.

    Mas, no seu caso, eu não ficaria apenas na hipótese de ansiedade. Como você relata palpitação e dor nas costas, vale conversar com o médico que acompanha você para avaliar esses sintomas e decidir se é necessário investigar outras causas.

    Quando entendemos o que está acontecendo no corpo e também aprendemos a lidar com o medo que aparece junto, a pessoa deixa de viver cada sensação como se fosse um sinal de que algo ruim está acontecendo.

    Se a dor for forte ou persistente, vier acompanhada de falta de ar importante, desmaio, dor no peito ou piora dos sintomas, procure atendimento médico imediatamente.


  • Medir a pressão várias vezes ao dia faz mal , porque sou muito ansiosa e por esse motivo eu verifico

    Medir a pressão várias vezes ao dia faz mal , porque sou muito ansiosa e por esse motivo eu verifico muitas vezes a pressão no meu aparelho digital , gostaria de saber se isso faz fica cada vez mais ansiosa ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Medir a pressão várias vezes não significa, por si só, que você está fazendo mal ao seu corpo. Mas, quando você percebe que está medindo muitas vezes porque está com medo de que a pressão esteja alta, isso pode acabar alimentando ainda mais a ansiedade.

    É como se a cabeça dissesse:

    “Vou medir só para ter certeza de que está tudo bem.”

    Você mede e sente um pequeno alívio.

    Alguns minutos depois vem a dúvida:

    “E se tiver mudado?”

    E você mede de novo.

    O problema é que cada nova medição pode ensinar seu cérebro que você precisa conferir para conseguir ficar tranquila. E assim a checagem vai aumentando.

    No consultório, esse é um ciclo que aparece bastante em pessoas ansiosas: a pessoa tenta controlar a sensação de medo conferindo o corpo, mas acaba ficando cada vez mais atenta a qualquer mudança.

    O objetivo da terapia não é simplesmente dizer para você “pare de medir a pressão”. É entender o que você está sentindo antes de pegar o aparelho, o que espera encontrar quando mede e o que acontece depois da medição.

    Quando esse ciclo começa a ser trabalhado, a pessoa vai aprendendo, aos poucos, que não precisa conferir o próprio corpo o tempo todo para se sentir segura.

    Você não precisa passar o dia tentando ter certeza de que está tudo bem. É possível aprender a lidar com a incerteza sem deixar que ela mande na sua rotina.

    Se você tem pressão alta diagnosticada ou recebeu uma orientação médica específica sobre quando medir, siga essa orientação. O ponto aqui é diferenciar o acompanhamento necessário da medição que virou uma tentativa de acalmar a ansiedade.


  • Sobre o TDAH como conseguir realizar um pré diagnóstico mais preciso nas crianças? Visto que os sint

    Sobre o TDAH como conseguir realizar um pré diagnóstico mais preciso nas crianças? Visto que os sintomas podem ser confundidos com malcriação ou preguiça? E a partir de qual idade em crianças é mais vísivel?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    O primeiro ponto é entender que TDAH não é sinônimo de criança agitada, preguiçosa ou malcriada.

    Uma criança pode não fazer uma tarefa porque está com preguiça. Mas também pode ter dificuldade de começar, manter a atenção, organizar os passos ou terminar aquilo que precisa fazer.

    Por isso, eu não olho apenas para um comportamento isolado. Procuro entender como essa criança funciona em diferentes situações: em casa, na escola, nas tarefas, nas brincadeiras e na relação com outras pessoas.

    Também é importante saber há quanto tempo esses comportamentos aparecem, com que frequência acontecem e o quanto eles atrapalham a vida da criança.

    E não existe uma idade em que o TDAH simplesmente "fica visível". Alguns sinais podem aparecer bem cedo, mas em muitas crianças eles ficam mais claros quando as exigências da escola aumentam e começam a exigir mais organização, atenção e autonomia.

    Por isso, uma avaliação cuidadosa é tão importante. Antes de chamar uma criança de preguiçosa ou malcriada, precisamos entender o que está por trás daquele comportamento.

    É justamente esse olhar mais amplo que permite diferenciar uma dificuldade pontual de algo que merece uma investigação mais aprofundada.


  • Estou com problemas de arrotos constantes, há um mês e meio, sem qualquer problema no estômago, inte

    Estou com problemas de arrotos constantes, há um mês e meio, sem qualquer problema no estômago, intestino, conforme exames já realizados (endoscopia).
    Tenho ansiedade e iniciei tratamento com psicoterapeuta cognitivo comportamental para auxílio, porém faz apenas uma semana. Desta forma, tenho emagrecido muito devido à sensação de plenitude constante.
    Os arrotos iniciam já de manhã, sem comer qualquer coisa, e seguem até à noite. A cada 10 minutos tenho necessidade de arrotar.

    Sugerem consulta com psiquiatra ou mantenho por um tempo com terapia? Uso de antidepressivo ou ansiolítico tendem a resolver a situação?

    Obrigada desde já pela atenção.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Entendo como isso pode ser angustiante, principalmente quando os sintomas estão acontecendo o dia inteiro e você ainda está emagrecendo.

    Uma coisa importante é que ansiedade pode, sim, aumentar ou manter sintomas físicos, mas eu não partiria do princípio de que esses arrotos são "apenas ansiedade". O fato de a endoscopia não ter mostrado alterações importantes é tranquilizador, mas não significa que toda a investigação esteja necessariamente encerrada.

    Como existe uma perda de peso importante e uma sensação de plenitude constante, eu manteria o acompanhamento médico para avaliar essa parte física. E, ao mesmo tempo, continuaria a psicoterapia.

    Uma semana de terapia ainda é muito pouco tempo para avaliar o efeito do tratamento. Na terapia cognitivo-comportamental, não trabalhamos apenas para "tirar a ansiedade", mas para entender o ciclo que pode estar acontecendo: sensação física → preocupação → atenção maior ao corpo → mais ansiedade → mais percepção dos sintomas.

    E é justamente aí que o tratamento pode começar a fazer diferença: ajudar você a entender esse ciclo e recuperar, aos poucos, a segurança para comer, descansar e voltar à sua rotina sem ficar o tempo todo esperando pelo próximo arroto.

    Sobre antidepressivo ou ansiolítico, não é possível dizer pela internet se você precisa deles ou se eles resolveriam o problema. Essa decisão deve ser feita em uma avaliação individual, principalmente porque é preciso entender primeiro o que está acontecendo com você.

    Eu não escolheria entre psiquiatra ou psicoterapia como se fossem caminhos opostos. Em alguns casos, os dois trabalhos podem se complementar muito bem.

    O mais importante agora é não reduzir tudo à ansiedade e também não ignorar o impacto que a ansiedade pode estar tendo no seu corpo. Quando conseguimos olhar para os dois lados, fica muito mais fácil construir um tratamento que realmente ajude a pessoa a recuperar a própria vida.


  • Olá, minha mãe vem enfrentando problemas de insônia e tremores nas mãos. Isso pode ser causado por a

    Olá, minha mãe vem enfrentando problemas de insônia e tremores nas mãos. Isso pode ser causado por ansiedade? Qual o profissional adequado para tratar esse tipo de problemas: Psiquiatra, psicólogo ou neurologista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Pode acontecer, sim, de a ansiedade causar ou piorar tremores e também atrapalhar bastante o sono. Mas eu teria cuidado para não colocar tudo na conta da ansiedade antes de investigar.

    Principalmente quando falamos de tremores nas mãos, é importante entender quando começaram, se acontecem em repouso ou durante alguma atividade, se estão piorando e se existem outros sintomas. Alguns medicamentos e outras condições de saúde também podem causar tremores.

    Por isso, eu começaria por uma avaliação médica. Dependendo de como esses tremores aparecem, o neurologista pode ser o profissional mais indicado para investigar essa parte.

    Ao mesmo tempo, se sua mãe estiver vivendo preocupação constante, medo, pensamentos acelerados ou tensão, o psicólogo pode ajudar a entender e tratar a parte emocional. E, quando há necessidade de avaliar medicação para ansiedade ou sono, o psiquiatra também pode fazer parte desse cuidado.

    Não precisa ser uma escolha entre um profissional ou outro. Muitas vezes, o melhor cuidado acontece quando cada profissional olha para uma parte do problema.

    E tem uma coisa que considero muito importante: quando uma pessoa começa a dormir mal e passa a ter sintomas físicos, ela pode ficar ainda mais preocupada com o próprio corpo. A preocupação aumenta, o sono piora e os sintomas podem ficar ainda mais presentes.

    É justamente esse ciclo que precisamos entender.

    Mais do que descobrir se é "ansiedade ou não", o objetivo é entender o que está acontecendo com sua mãe e ajudá-la a voltar a dormir e viver com mais tranquilidade.


  • Venho tendo crises de desespero quando recebo uma mudança de função no meu trabalho, apesar dessas m

    Venho tendo crises de desespero quando recebo uma mudança de função no meu trabalho, apesar dessas mudanças serem sempre constantes e eu dominar bem todas as funções. O que isso pode significar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    O fato de você dominar as funções e, mesmo assim, sentir desespero quando recebe uma mudança é algo que merece ser olhado com atenção.

    À primeira vista, pode parecer estranho: “Se eu sei fazer, por que fico tão desesperada?”

    Mas ansiedade nem sempre aparece porque não sabemos fazer alguma coisa. Muitas vezes, ela aparece porque não sabemos exatamente o que vai acontecer.

    Você pode receber uma nova função e começar a pensar:

    “E se eu não conseguir?”

    “E se eu fizer alguma coisa errada?”

    “E se esperarem mais de mim?”

    “E se eu perder o controle da situação?”

    Mesmo que, depois, você dê conta de tudo.

    Por isso, na avaliação psicológica, eu não olharia somente para a mudança de função. Eu procuraria entender o que passa na sua cabeça no momento em que recebe a notícia e o que você sente que aquela mudança significa sobre você.

    Às vezes, o sofrimento não está na mudança em si. Está na sensação de que você precisa ter certeza de que vai conseguir antes mesmo de começar.

    É algo que vejo no consultório em pessoas muito competentes: elas estão acostumadas a dar conta de muita coisa, mas justamente por isso sentem que não podem falhar, não podem demonstrar insegurança e precisam estar preparadas para tudo.

    O objetivo da terapia não é fazer você gostar de mudanças. É ajudá-la a perceber que você pode atravessar uma situação nova sem precisar ter todas as respostas antes de começar.

    E quando isso muda, a pessoa continua competente, continua responsável e continua fazendo um bom trabalho — mas deixa de viver cada mudança como se fosse uma ameaça.


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Perguntas frequentes

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