Perguntas do paciente (20)

  • eu tenho diagnóstico de TDAH e TEA nível 1. Além disso, percebo em mim características das cinco sob

    eu tenho diagnóstico de TDAH e TEA nível 1. Além disso, percebo em mim características das cinco sobre-excitabilidades (intelectual, emocional, imaginativa, sensorial e psicomotora) e vários sinais associados a altas habilidades/superdotação. Isso pode indicar uma dupla excepcionalidade (TDAH/TEA junto com altas habilidades)? Existe alguma avaliação que eu possa fazer para investigar isso?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    Pode, sim. A dupla excepcionalidade acontece quando a pessoa tem altas habilidades ou superdotação junto com TDAH, TEA ou outra condição. Só que perceber essas cinco sobre-excitabilidades não basta para concluir. Muitas dessas características também aparecem no próprio TDAH e no TEA, como inquietação, hiperfoco, sensibilidade a sons e texturas, imaginação muito ativa e emoções intensas. Então, assim, isso pode levantar a dúvida, mas não fecha a questão.

    Dá para investigar por meio de uma avaliação neuropsicológica direcionada para altas habilidades e dupla excepcionalidade. E não é só olhar o QI. É preciso conhecer sua história desde a infância, seu percurso na escola e no trabalho, seus interesses, facilidades, dificuldades, criatividade e funcionamento emocional. Vale procurar alguém que conheça bem esse tema, porque, nesses casos, uma característica pode acabar escondendo a outra.


  • Crianças com autismo devem fazer Avaliação Neuropsicológica?

    Crianças com autismo devem fazer Avaliação Neuropsicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    Sim, crianças com autismo podem se beneficiar muito de uma Avaliação Neuropsicológica. Ela é extremamente útil para entender, com mais precisão, como a criança pensa, aprende, se comunica e interage.

    Outro ponto essencial é que quanto mais cedo o autismo é identificado, mais a criança se beneficia das intervenções. A intervenção precoce aumenta muito as chances de avanços importantes no desenvolvimento, na linguagem, no comportamento e nas habilidades sociais.


  • Por que a multitarefa é um desafio para pessoas com Transtorno do espectro autista (TEA) ?

    Por que a multitarefa é um desafio para pessoas com Transtorno do espectro autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    A multitarefa costuma ser um desafio para muitas pessoas com TEA porque o cérebro autista tende a funcionar de maneira mais focada e sequencial. Em vez de “dividir” a atenção em várias coisas ao mesmo tempo, ele costuma trabalhar melhor quando faz uma tarefa por vez, com início, meio e fim bem definidos.

    Alguns motivos comuns para a dificuldade com multitarefa são:

    • Processamento mais detalhado: a pessoa com TEA costuma perceber muitos detalhes e se dedicar profundamente ao que está fazendo. Mudar de uma tarefa para outra quebra esse ritmo e gera desconforto.
    • Dificuldade nas transições: trocar de atividade pode exigir esforço extra, porque o cérebro está muito engajado no que já estava fazendo.
    • Sobrecarga sensorial e cognitiva: fazer várias coisas ao mesmo tempo aumenta estímulos, informações e demandas, o que pode gerar confusão, irritação ou ansiedade.
    • Funções executivas: planejamento, organização e flexibilidade cognitiva podem ser áreas mais sensíveis no TEA, tornando difícil gerenciar várias tarefas simultaneamente.

    Isso não significa incapacidade, mas sim que o cérebro funciona de um jeito diferente. Quando há estrutura, previsibilidade e tarefas organizadas em etapas, o desempenho costuma ser muito melhor.


  • A multitarefa é sempre algo negativo para autistas?

    A multitarefa é sempre algo negativo para autistas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    A multitarefa costuma ser um desafio para muitas pessoas com TEA porque o cérebro autista tende a funcionar de maneira mais focada e sequencial. Em vez de “dividir” a atenção em várias coisas ao mesmo tempo, ele costuma trabalhar melhor quando faz uma tarefa por vez, com início, meio e fim bem definidos.

    Alguns motivos comuns para a dificuldade com multitarefa são:

    • Processamento mais detalhado: a pessoa com TEA costuma perceber muitos detalhes e se dedicar profundamente ao que está fazendo. Mudar de uma tarefa para outra quebra esse ritmo e gera desconforto.
    • Dificuldade nas transições: trocar de atividade pode exigir esforço extra, porque o cérebro está muito engajado no que já estava fazendo.
    • Sobrecarga sensorial e cognitiva: fazer várias coisas ao mesmo tempo aumenta estímulos, informações e demandas, o que pode gerar confusão, irritação ou ansiedade.
    • Funções executivas: planejamento, organização e flexibilidade cognitiva podem ser áreas mais sensíveis no TEA, tornando difícil gerenciar várias tarefas simultaneamente.

    Isso não significa incapacidade, mas sim que o cérebro funciona de um jeito diferente. Quando há estrutura, previsibilidade e tarefas organizadas em etapas, o desempenho costuma ser muito melhor.


  • O mascaramento pode dificultar o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    O mascaramento pode dificultar o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    Sim, o mascaramento pode dificultar bastante o diagnóstico do TEA. Muitas pessoas no espectro aprendem, desde cedo, a “disfarçar” ou esconder sinais para se encaixar melhor socialmente. Isso pode acontecer, por exemplo, quando alguém observa e imita o jeito dos outros, ensaia falas antes de conversar ou tenta controlar gestos e movimentos naturais. Mas essas estratégias costumam gerar um grande desgaste emocional e acabam fazendo com que o autismo passe despercebido por muito tempo.


  • O que é função executiva e como impacta o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    O que é função executiva e como impacta o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    As funções executivas são como o “GPS do nosso cérebro”. São elas que nos ajudam a organizar o dia, manter o foco, controlar impulsos e pensar antes de agir. Quando essas habilidades estão em equilíbrio, conseguimos planejar melhor, lidar com imprevistos e seguir nossos objetivos com mais clareza.

    No caso do Transtorno do Espectro Autista (TEA), é comum que essas funções funcionem de um jeito diferente. A pessoa pode ter mais dificuldade para se organizar, mudar de planos quando algo sai do esperado ou até controlar a ansiedade diante de mudanças. Mas isso não significa falta de capacidade, é apenas uma forma diferente de processar o mundo.


  • O que é estereotipia no autismo e como pode ser tratada?

    O que é estereotipia no autismo e como pode ser tratada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    As estereotipias são movimentos repetitivos ou comportamentos que a pessoa com autismo realiza de forma frequente, como balançar as mãos, girar objetos, pular ou repetir sons e palavras. Esses comportamentos geralmente têm uma função: ajudam a pessoa a se acalmar, se concentrar ou lidar com situações que geram ansiedade e sobrecarga sensorial.

    Nem sempre é necessário “eliminar” a estereotipia. Em muitos casos, ela é uma forma de autorregulação e não causa prejuízos. O mais importante é compreender o contexto: quando esses comportamentos interferem no aprendizado, na socialização ou oferecem algum risco, o ideal é buscar orientação profissional.


  • O que é a hiperlexia e como ela se relaciona com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    O que é a hiperlexia e como ela se relaciona com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    A hiperlexia é quando uma criança aprende a ler muito cedo, às vezes antes mesmo de entrar na escola. Ela reconhece letras, números e palavras com facilidade, mas pode ter dificuldade para entender o que está lendo.

    Em algumas crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), isso acontece com frequência. Elas se encantam por letras e sons, têm uma memória incrível para palavras e podem ler frases inteiras, mas nem sempre compreendem o sentido delas ou conseguem conversar sobre o que leram.

    A hiperlexia, nesses casos, mostra um talento especial, mas também um desafio: é preciso ajudar a criança a transformar essa habilidade em compreensão e comunicação.


  • Podem pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ter dificuldade em fazer amigos?

    Podem pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ter dificuldade em fazer amigos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    Sim, pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem apresentar dificuldade em fazer amigos, mas isso não significa falta de interesse ou afeto. O que ocorre é que muitos autistas têm um modo diferente de compreender as interações sociais. Podem perceber menos intuitivamente expressões faciais, gestos e nuances da comunicação, elementos que, para a maioria das pessoas, passam despercebidos, mas orientam grande parte das relações humanas.

    Essas diferenças tornam o convívio social mais desafiador, especialmente em contextos novos ou imprevisíveis. No entanto, com apoio adequado, como intervenções que desenvolvem habilidades sociais, psicoeducação e ambientes que valorizem a autenticidade, é plenamente possível construir laços afetivos profundos e duradouros.


  • O hiperfoco é exclusivo de quem tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    O hiperfoco é exclusivo de quem tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    Não, o hiperfoco não é exclusivo de quem tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA), embora seja muito comum entre pessoas no espectro.

    O hiperfoco acontece quando alguém se envolve intensamente em um tema ou atividade que desperta grande interesse. A pessoa pode passar horas estudando, pesquisando ou fazendo algo que ama, com concentração total, esquecendo até do tempo.

    No TEA, isso costuma estar relacionado à forma como o cérebro processa informações e interesses específicos, tornando o foco muito intenso em determinados assuntos. Mas o hiperfoco também pode aparecer em outras condições, como no TDAH, e até em pessoas sem nenhum diagnóstico.


  • Quais as características do hiperfoco no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    Quais as características do hiperfoco no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    Olá! Tudo bem?

    O hiperfoco no TEA costuma aparecer como um mergulho muito profundo em um interesse específico. A pessoa fica tão concentrada naquilo que gosta ou que chama sua atenção, que pode perder a noção do tempo ou ter dificuldade para mudar de atividade. Algumas características comuns são:

    • Ficar muito tempo envolvido em um assunto, hobby ou tarefa sem se cansar.
    • Ter muita facilidade para aprender tudo sobre aquele tema.
    • Dificuldade para “desligar” ou fazer uma transição quando precisa mudar para outra atividade.
    • Sensação de bem-estar e calma quando está focado nesse interesse.
    • Em alguns casos, acabar deixando outras tarefas importantes de lado porque o foco fica muito direcionado para aquele tema.


  • ola me chamo monique e tenho 27 anos, minha pergunta é, qual profissional tenho que procurar para sa

    ola me chamo monique e tenho 27 anos, minha pergunta é, qual profissional tenho que procurar para saber se tenho TDAH, pois trenho dificuldade nas areas de todas digo todas as materias, nao consigo absorver nada .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    Monique, você pode começar procurando um neuropsicólogo ou um psiquiatra que tenha experiência com TDAH em adultos. A avaliação neuropsicológica ajuda a entender como estão sua atenção, memória, velocidade de raciocínio e organização, além de investigar se existe alguma dificuldade de aprendizagem ou interferência de ansiedade, sono, depressão ou sobrecarga.

    Essa sensação de não conseguir absorver nada pode acontecer no TDAH, mas, sozinha, não confirma o diagnóstico. É preciso entender se isso já acontecia na infância, se aparece também fora dos estudos e o quanto atrapalha sua rotina. Como você percebe dificuldade em todas as matérias, vale mesmo investigar com calma, porque pode haver mais de uma coisa por trás disso.


  • Os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem ser confundidos muito facilmente c

    Os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem ser confundidos muito facilmente com os de outras doenças mentais ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    Oi, ótima a sua pergunta. Sim, os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem, sim, ser confundidos com os de outros transtornos mentais. Isso acontece porque algumas características, como instabilidade emocional, impulsividade, dificuldades nos relacionamentos e sensação de vazio, também aparecem em quadros como depressão, transtorno bipolar, transtornos de ansiedade e até mesmo no TEA ou TDAH. Por isso, um diagnóstico bem feito exige uma avaliação cuidadosa, não é algo que se define em uma única conversa ou consulta. É preciso um olhar clínico detalhado e, quando necessário, uma avaliação neuropsicológica para compreender melhor como a pessoa funciona em diferentes áreas.


  • Uma coisa vem me questionando faz algum tempo. Como que faz para descobrir se uma criança tem superd

    Uma coisa vem me questionando faz algum tempo. Como que faz para descobrir se uma criança tem superdotação? Sei que é com alguém da área da psicologia, mas quais são as perguntas que eles fazem? Tanto para as crianças ou para os pais.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    Não existe uma única pergunta ou um “teste rápido” que mostra se a criança é superdotada. O processo é feito por meio de uma avaliação neuropsicológica, que envolve conversar com a família, com a criança e aplicar testes específicos que medem habilidades cognitivas, criatividade, aspectos emocionais e até sociais


  • Qual o quociente de inteligência (QI) de uma criança com altas habilidades?

    Qual o quociente de inteligência (QI) de uma criança com altas habilidades?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    Quando falamos em superdotação, é comum as pessoas pensarem logo no número do QI. De fato, esse é um dos critérios usados, e em geral considera-se que uma criança com QI acima de 130 já apresenta uma inteligência acima da média. Mas é importante entender que a superdotação vai muito além desse número. Uma criança superdotada costuma mostrar uma curiosidade intensa, aprender rápido, ter ideias criativas, fazer perguntas profundas e ter facilidade para conectar informações. Muitas vezes também é muito sensível, percebe coisas que os outros não notam ou se envolve de forma intensa com temas de interesse. E não é raro que os talentos apareçam em áreas específicas, como música, artes, esportes ou matemática, mesmo que o resultado no teste de QI não esteja exatamente acima de 130. Por isso, não é possível definir a superdotação apenas por um teste. O mais indicado é passar por uma avaliação neuropsicologica completa.


  • Quais as Características de uma criança superdotada?

    Quais as Características de uma criança superdotada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    Não existe uma listinha fechada que toda criança superdotada vai seguir. O que costuma chamar a atenção é aprender muito rápido, fazer perguntas inesperadas para a idade, ter uma curiosidade enorme ou mergulhar de cabeça em algum assunto. Algumas se destacam na fala, outras na memória, na criatividade, na matemática, na música…. Normalmente tomamos como base a Teoria dos Três Anéis de Renzulli.

    E tem um detalhe que confunde muita gente: ela não precisa tirar dez em tudo. Pode se entediar com tarefas repetitivas, ter um desempenho irregular e até apresentar dificuldades em algumas áreas. Esses comportamentos dão pistas, mas não confirmam superdotação. Para saber, é preciso juntar a história da criança, o que a família e a escola percebem e os resultados da avaliação.


  • Boa tarde, Meu irmão mais novo recebeu recentemente o diagnóstico de superdotação,é possível que e

    Boa tarde,
    Meu irmão mais novo recebeu recentemente o diagnóstico de superdotação,é possível que eu possa ter também?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    Boa tarde! Essa é uma dúvida muito comum entre irmãos. A superdotação pode, sim, ter influência genética, então é possível que mais de uma pessoa na mesma família apresente características de altas habilidades. Mas cada caso é único, ter um irmão superdotado não significa automaticamente que você também seja, assim como não exclui essa possibilidade. O que ajuda a esclarecer é observar alguns sinais: facilidade de aprendizagem, muita curiosidade, interesses intensos, criatividade acima da média, sensibilidade emocional, entre outros. Porém, só uma avaliação neuropsicológica consegue confirmar de forma confiável.


  • É possivel sintomas de autismo leve diminuir com a idade? Quando era mais novo eu os manifestava ma

    É possivel sintomas de autismo leve diminuir com a idade?
    Quando era mais novo eu os manifestava mais, mas quando fiquei mais velho não tenho mais nenhum desses sintomas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    O que costuma acontecer é que os sintomas do autismo não “somem” completamente, mas eles podem ficar menos evidentes com o tempo. Isso acontece porque, ao longo da vida, a pessoa aprende estratégias de adaptação, desenvolve habilidades sociais e encontra ambientes que se ajustam melhor ao seu jeito de ser.


  • Após mais de um ano de avaliação, meu filho de 7 anos foi diagnosticado com Transtorno Disruptivo da

    Após mais de um ano de avaliação, meu filho de 7 anos foi diagnosticado com Transtorno Disruptivo da Regulação do Humor (TDRH). Tem cura? Quais as implicações para a vida adulta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    O Transtorno Disruptivo da Regulação do Humor (TDRH) não tem uma “cura” no sentido de desaparecer por completo, mas isso não significa que seu filho vai sempre sofrer com esses sintomas. Com o acompanhamento certo, psicoterapia, apoio da família, acompanhamento médico, ele pode aprender a lidar melhor com as emoções e ter uma vida muito mais tranquila. Na infância, é comum vermos explosões de raiva, muita irritação e dificuldade de controlar sentimentos. Mas, com o tempo e com estratégias adequadas, essas crises podem diminuir bastante. O mais importante é que esse diagnóstico não define quem ele é nem o que vai ser.


  • Como posso melhorar a seletividade alimentar? Tenho tido problemas de saúde quanto a isso, já tenho

    Como posso melhorar a seletividade alimentar? Tenho tido problemas de saúde quanto a isso, já tenho nutricionista e ela me recomendou realizar um acompanamento com psicólogo .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Grace Siqueira da Silva

    A seletividade alimentar, em alguns casos, pode estar relacionada a fatores mais amplos do funcionamento emocional e cognitivo, como ansiedade, sensibilidade sensorial, dificuldades de regulação ou até características de transtornos do neurodesenvolvimento (como TEA). Por isso, a avaliação neuropsicologica pode ser um passo muito importante, pois conseguimos identificar se a seletividade alimentar está ligada apenas a hábitos e experiências, ou se faz parte de um funcionamento maior que merece atenção.


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