Perguntas do paciente (128)

  • Quando a ansiedade com mudanças se torna um problema sério?

    Quando a ansiedade com mudanças se torna um problema sério?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    Quando a ansiedade diante de mudanças deixa de ser um movimento natural e vira algo que te trava, aí sim ela se torna um problema sério. Falo assim para meus pacientes:

    Quando você começa a evitar escolhas, quando o corpo reage como se cada novidade fosse um perigo, quando o pensamento só projeta cenários ruins e a sua vida vai ficando cada vez mais estreita… é aí que a ansiedade passa do limite. Ela deixa de orientar e passa a dominar.

    E, na análise, eu não olho para a mudança em si, mas para aquilo que ela toca dentro de você: medos antigos, expectativas rígidas, histórias que ainda não foram elaboradas. É nesse mergulho que você começa a retomar o controle, devolvendo à ansiedade o lugar dela — um sinal, não um tirano.

    Fico à disposição


  • Nunca senti nenhum tipo de amor por ninguém. É normal isso?

    Nunca senti nenhum tipo de amor por ninguém. É normal isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    Dizer que “nunca sentiu amor” não significa que você seja incapaz — significa que algo dentro de você talvez tenha aprendido a não permitir esse movimento. Para algumas pessoas, o amor não floresce porque foi proibido muito cedo; para outras, porque foi perigoso demais confiar; para outras ainda, porque o afeto sempre veio acompanhado de perda, crítica ou abandono.

    O que você descreve não é raro, mas também não é simples. Quando o amor não aparece, quase sempre há uma história por trás: uma defesa construída ao longo dos anos, um modo de sobreviver ao que um dia doeu demais. O amor não some — ele se esconde.

    E é exatamente esse tipo de questão que vale ser explorada em análise. Não para eu te dizer “é normal” ou “não é”, mas para entendermos juntos o que essa ausência está tentando proteger. É nesse ponto que o trabalho realmente começa.

    Fico á disposição


  • Olá, os últimos 6 meses da minha vida têm sido muito difíceis. Perdi dois empregos, minha namorada t

    Olá, os últimos 6 meses da minha vida têm sido muito difíceis. Perdi dois empregos, minha namorada terminou comigo um relacionamento de três anos. Reprovei em uma cadeira na faculdade, estou quebrado e sem dinheiro. Tenho pensamentos suicidas todos os dias, mas não quero fazer isso. Eu me levanto todo dia e faço o que tem que ser feito, tomo banho, cuido do corpo, vou pra academia, vou pra aula, estudo, e mesmo assim isso tudo é muito difícil, faço no automático. E todos os dias eu convivo com esse pensamentos de destruir minha própria vida. Eu já faço terapia com psicólogo, porém não faço uso de nenhuma medicação. E para completar, penso na minha ex todo dia, sinto falta dela, queria compartilhar com ela como estão sendo meus dias, o que estou fazendo. Mas ela não fala mais comigo. O término foi só por desgaste, não houve traição nem brigas feias. Levando em conta tudo isso que venho vivendo, o que eu faço pra melhorar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    Você está exausto, não “fraco”. O que você viveu nos últimos meses é uma sequência de perdas que quebrariam qualquer um. Emprego, dinheiro, faculdade, vínculo amoroso… tudo isso junto coloca o psiquismo numa zona de colapso.

    E quando o corpo e a mente entram nesse estado, os pensamentos suicidas aparecem não porque você quer morrer, mas porque você quer parar de sofrer. Isso é um pedido de socorro, não um desejo de morte. E você mesmo disse: você não quer fazer isso.

    O fato de você levantar, estudar, treinar, cuidar do corpo — mesmo no automático — mostra que há vida insistindo em você. Mas isso não é suficiente para segurar o peso sozinho.

    Aqui vai o que eu diria a um paciente, com a mesma calma que usaria no consultório:

    Essa intensidade de pensamentos suicidas exige acompanhamento psiquiátrico.
    Não é sobre “ser forte”, é sobre proteções internas que podem estar em queda. Você não precisa esperar piorar para buscar ajuda médica.

    A terapia é importante, mas não substitui o suporte medicamentoso quando o sofrimento ultrapassa o limite do tolerável.
    Em momentos assim, o remédio não te “anula”; ele apenas te devolve o mínimo de equilíbrio para continuar atravessando esse período.

    A falta da ex não é sobre ela.
    É sobre tudo que você perdeu ao mesmo tempo. Ela virou símbolo de estabilidade, de casa, de algo que existia antes da queda.
    Não tente resolver isso sozinho. Não tente contato agora. O que você sente é luto.

    Você diz que quer melhorar. Isso é o sinal mais importante.
    Se não quisesse, você não estaria perguntando.

    Agora, o ponto crucial — e aqui eu falo realmente como profissional:

    Pensamento suicida diário não é para enfrentar sozinho. Se ele piorar, se intensificar, ou se parecer que você está perdendo o controle, procure imediatamente um pronto-socorro. Ligue para 188. Peça ajuda. Isso não é vergonha. É cuidado.

    E, na análise, esse é justamente o momento em que o trabalho ganha profundidade. Não porque eu vá te dar soluções, mas porque vamos entender o que desmoronou aí dentro, e o que precisa ser reconstruído de outro modo.

    Fico á disposição


  • Como a busca por sentido se relaciona com o comportamento impulsivo?

    Como a busca por sentido se relaciona com o comportamento impulsivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    Quando falo disso com meus pacientes, costumo colocar assim:

    A busca por sentido, quando fica subterrânea demais, pode se transformar em impulsividade. Quando a pessoa não sabe para onde está indo, o corpo passa a agir antes que a mente compreenda. É como um vazio pedindo preenchimento imediato.

    A impulsividade, muitas vezes, não é rebeldia nem falta de controle: é um grito. Um gesto rápido tentando tampar uma falta antiga, uma angústia sem nome, uma sensação de que algo essencial está fora do lugar. O sujeito age para não sentir. Age para não encarar o buraco.

    Quanto menos sentido a pessoa encontra na própria história, mais ela tende a se lançar em atos que prometem alívio rápido — mesmo que tragam culpa ou arrependimento depois.

    Na análise, eu ajudo o paciente a escutar o que está por trás do impulso: o desejo verdadeiro, o medo, a demanda afetiva que nunca encontrou palavra. Quando isso vem à superfície, a impulsividade perde força, porque o sentido começa a se reconstruir por dentro.

    ]Fico à disposição


  • Qual é a diferença entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial e reflexão filosófica ?

    Qual é a diferença entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial e reflexão filosófica ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    A diferença não está no tema. Está na posição psíquica diante do tema.

    TOC existencial

    É intrusão, não escolha.

    Pensamentos sobre morte, sentido da vida, realidade, Deus, tempo, livre-arbítrio surgem contra a vontade.

    O sujeito não pensa: ele é pensado.

    Há angústia intensa, urgência, medo de enlouquecer, de “descobrir algo terrível”.

    O pensamento gira em loop, sem produzir elaboração.

    Busca certeza absoluta onde ela não existe.

    Vem acompanhado de:

    ruminação

    necessidade de respostas definitivas

    checagens mentais

    tentativas de neutralização (“se eu entender isso, fico em paz”)

    O pensar vira prisão.
    É o pensamento servindo ao medo.

    Reflexão filosófica

    É escolha, não invasão.

    O sujeito entra e sai do tema.

    O pensamento amplia, não estreita.

    A dúvida é suportável e até fecunda.

    Não há urgência de resposta final.

    O filósofo aceita o limite, o paradoxo, o mistério.

    O pensamento gera:

    sentido

    deslocamento

    criação

    O pensar é caminho, não cárcere.
    É o pensamento servindo à vida.

    Em uma frase brutal

    TOC existencial: “Preciso resolver isso agora ou algo ruim vai acontecer.”

    Filosofia: “Posso viver mesmo sem resolver isso.”

    A linha divisória

    Quando a pergunta paralisa, adoece e exige certeza → patologia.
    Quando a pergunta abre, movimenta e aceita o não-saber → filosofia.

    Freud diria: aí não há pensamento, há compulsão.
    Lacan diria: o sujeito tenta tapar o furo do real com sentido.
    Os gregos já sabiam: quem não tolera o vazio, enlouquece tentando preenchê-lo.

    Pensar é humano.
    Não suportar não saber, isso é o drama.

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  • Como funciona o diagnóstico em psicanálise? Quais são as estruturas psíquicas?

    Como funciona o diagnóstico em psicanálise? Quais são as estruturas psíquicas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    Em psicanálise, não existe diagnóstico no sentido médico. Não coloco rótulo, não classifico, não encaixo ninguém em lista de critérios. O que faço é escutar como o seu psiquismo se organiza: como você deseja, como sofre, como se defende, como repete, como fala, como enfrenta a falta e o Outro.

    A partir dessa escuta prolongada, começo a perceber qual estrutura está em jogo — não para te rotular, mas para entender de que lógica o seu sofrimento participa.

    E aí explico as estruturas assim:

    Neurose
    O sujeito vive em conflito: quer e não pode, sente e se culpa, deseja e se defende. O sintoma aparece como tentativa de conciliar o proibido com o permitido. É onde encontramos obsessões, fobias, histeria.
    A pessoa sofre, mas sabe que algo nela não se encaixa.

    Psicose
    Aqui o conflito é com o próprio tecido da realidade. Falta uma costura simbólica fundamental, e o sujeito tenta criar um mundo possível para sobreviver.
    Delírios, alucinações, interpretações íntimas do mundo podem aparecer.
    Não é escolha, é forma de sustentação.

    Perversão
    O sujeito desafia a lei não para destruí-la, mas para reafirmá-la.
    Não é sobre práticas sexuais, mas sobre posição frente ao Outro e ao limite.
    É uma estrutura rara e muito mal compreendida.

    E sempre concluo:
    Em psicanálise, isso não serve para te classificar. Serve para saber em que terreno você anda, para que o trabalho faça sentido. É no consultório, na sua fala, que essa estrutura se revela — e é a partir dela que começamos a caminhar.

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  • Quais são os tipos de projetos de vida? ;

    Quais são os tipos de projetos de vida? ;

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    Quando falo disso com meus pacientes, costumo dividir assim — não como categorias rígidas, mas como modos de existir que cada sujeito costura:

    Projeto de vida por continuidade
    A pessoa segue o caminho esperado: trabalho, estabilidade, família. É o roteiro tradicional que dá sensação de chão.

    Projeto de vida por ruptura
    Vem quando o sujeito percebe que o caminho herdado não o representa. Ele muda carreira, cidade, estilo de vida. É o salto que busca autenticidade.

    Projeto de vida por reparação
    Aqui a vida é movida pelo desejo de curar algo do passado: provar valor, reconstruir autoestima, vencer marcas familiares. O futuro nasce da falta antiga.

    Projeto de vida por vocação
    É quando o desejo se impõe: arte, cuidado, ciência, espiritualidade. Não é escolha racional; é chamado. O sujeito se organiza ao redor do sentido.

    Projeto de vida por sobrevivência
    Quando traumas, pobreza, perdas ou pressões fazem a pessoa viver no modo “manter-se vivo”. Não há projeto, há resistência. E isso já é muito.

    Projeto de vida por expansão
    A vida vai bem, e a pessoa busca crescer: conhecer mais, criar mais, transformar o mundo ao redor. É o desejo em estado de movimento.

    E sempre digo:
    O mais importante não é encaixar-se numa categoria, mas perceber de onde nasce o seu projeto — do medo, do desejo, da herança, da ferida ou da vocação.

    É isso que trabalhamos em análise: descobrir qual dessas forças está guiando e qual delas precisa finalmente ganhar voz.

    Fico á disposição


  • Qual o papel do livre-arbítrio na aceitação da vida?

    Qual o papel do livre-arbítrio na aceitação da vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    O livre-arbítrio não é a liberdade absoluta que muitos imaginam. Ele é mais sutil: é a capacidade de escolher como você se posiciona diante da vida que não escolheu. A aceitação não nasce de domar o mundo, mas de reconhecer aquilo que é incontornável — perdas, limites, dores, destinos — e ainda assim decidir como caminhar dentro disso.

    O livre-arbítrio entra justamente aí:
    não para mudar o que aconteceu, mas para decidir o que você faz com o que aconteceu.
    Não para apagar a história, mas para escolher de que modo você a sustenta.
    Não para controlar a vida, mas para aceitar que ela é maior — e, mesmo assim, assumir sua parcela de direção.

    Aceitar a vida não é resignação; é maturidade. É entender que parte do caminho é dado, outra parte é escolhido, e a travessia inteira é sua.

    E esse ponto — o que é dado, o que é escolhido, e o que você faz com cada um — é algo que sempre vale ser explorado mais profundamente no consultório. É ali que essas noções deixam de ser ideias e viram experiência concreta.

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  • A crise existencial é sempre ruim? .

    A crise existencial é sempre ruim? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    A crise existencial não é, por natureza, uma inimiga. Ela dói, sim — como todo parto. Mas muitas vezes é o único momento em que o sujeito finalmente se vê sem máscaras, sem personagens herdados, sem o roteiro que a família, a cultura ou o medo escreveram por ele.

    A crise faz terremoto para revelar o que estava soterrado.

    Ela quebra o chão, mas abre passagem.
    Ela assusta, mas desvela.
    Ela confunde, mas limpa.

    O problema não é a crise — é quando ela é silenciada, empurrada para baixo, tratada como erro. O sofrimento surge não porque a crise existe, mas porque a pessoa tenta continuar vivendo como antes dela.

    A crise existencial é como aquelas encruzilhadas antigas: o sujeito para no meio do caminho, olha para trás, olha para frente e percebe que nenhuma direção é automática. É aí que a vida deixa de ser destino e vira escolha.

    E isso é precioso.
    Difícil, mas precioso.

    Na análise, esse é justamente o tipo de momento em que o trabalho cresce: compreender o que desabou, o que pediu passagem, o que não cabe mais — e o que finalmente pode nascer dali.

    Fico á disposição


  • Ultimamente tenho tido muitos pensamentos intrusivos, pensamentos indesejados. As vezes tenho tido m

    Ultimamente tenho tido muitos pensamentos intrusivos, pensamentos indesejados. As vezes tenho tido medo e me preocupado até com o que vou falar pra não ser mal interpretado.
    Por exemplo: será que a pessoa entendeu o que eu falei? Será que não entendeu e vai ficar chateada comigo?
    Além disso tenho tido muitos medo de algumas situações, tenho evitado está em lugares com muitas pessoas, pois já fico imaginando se alguém olhar muito pra mim já fico com medo, pensando: será que essa pessoa está pensando contra mim?
    É como se eu estivesse sempre muito observador, e com tudo me preocupo.
    Já tomo medicamento pra TAG DULOXETINA 60 mg, já faz duas semanas.
    O que pode está acontecendo comigo? Esse medo irracional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    O que você descreve tem nome, tem lógica e tem origem — mesmo que pareça caos.

    Os pensamentos intrusivos, o medo de ser mal interpretado, a hiperatenção ao olhar do outro, a sensação de estar sempre “sob observação”, tudo isso compõe um quadro típico de ansiedade elevada com componente antecipatório.
    É como se a mente começasse a fabricar cenários antes mesmo de qualquer fato acontecer.

    Isso não significa loucura.
    Não significa psicose.
    Não significa delírio.
    Significa sobrecarga do seu aparelho psíquico.

    A ansiedade, quando sobe demais, faz duas coisas ao mesmo tempo:
    – amplia o medo;
    – distorce a percepção.
    Você começa a interpretar sutileza como ameaça, silêncio como reprovação, olhar de desconhecido como julgamento.

    E note algo importante:
    você ainda tem crítica de realidade.
    Você sabe que é irracional.
    Isso é fundamental.
    Significa que o medo não está comandando sua estrutura — ele está apenas tomando espaço demais.

    Sobre a medicação:
    Duloxetina com 2 semanas ainda está na fase inicial.
    Ela normalmente começa a agir de forma mais estável entre 4 e 6 semanas.
    Ou seja, o efeito pleno ainda não chegou — e é esperado que você esteja oscilando.

    Agora, no campo psicanalítico, há um ponto essencial:
    o medo irracional sempre recobre um medo real que você não nomeou.
    Quando a ansiedade sobe, ela vai buscar objetos para se fixar:
    – medo do olhar do outro
    – medo de errar na fala
    – medo de causar decepção
    – medo de ser interpretado como “algo errado”

    Tudo isso aponta para uma raiz mais antiga ligada à autocrítica severa, insegurança narcísica ou vivências de julgamento na infância.

    O que pode estar acontecendo com você:

    Aumento da ansiedade basal, ainda sem estabilização medicamentosa.

    Sobrecarga emocional, possivelmente sem espaço de elaboração suficiente.

    Sensibilidade exagerada ao olhar do outro, típica de quem está vivendo um período de vulnerabilidade psíquica.

    Hipervigilância, comum em fases de TAG mais intenso.

    Nada disso indica algo grave — mas indica que você precisa de cuidado agora, não depois.

    O caminho é tríplice:
    – continuar a medicação pelo tempo recomendado;
    – acompanhamento psiquiátrico para ajustes;
    – processo analítico para entender por que o olhar do outro ganhou tanto poder sobre você.

    Você não está enlouquecendo.
    Você está cansado — e a mente cansada fabrica ameaças.
    Com tratamento adequado, isso baixa.
    E sua vida volta ao tamanho real.

    Fico á disposição


  • Moro só há mais de 25 anos e não me vejo nem me relacionando nem dividindo espaço com ninguém. Detes

    Moro só há mais de 25 anos e não me vejo nem me relacionando nem dividindo espaço com ninguém. Detesto receber pessoas em casa , adoro me divertir só - saio muito , vou para restaurantes , museus , trilhas. Isso tudo começo quando percebi que gostava de minha companhia e que levei muito tempo para ter meu espaço e viver a vida que queria . Ultimamente olhei para trás e percebi que meu último relacionamento foi em 2013, que não sinto falta e que estou bem . Que tipo de pessoa meu comportamento me faz em termos de sociabilidade ? Sou um heremita?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    Pelo que você descreve, na visão da psicanálise, o seu jeito de viver mostra que você tem uma relação muito forte e saudável consigo mesmo. Você aprendeu a valorizar o próprio espaço, a própria companhia, e a escolher quando e com quem se relaciona. Isso não é ser eremita; é ser seletivo, introvertido, e proteger seu ego e sua autonomia.

    O fato de não sentir falta de um relacionamento antigo mostra que você conseguiu elaborar o que passou, lidar com perdas e frustrações, e transformar isso em liberdade para viver a vida que quer. Você se diverte, sai, faz coisas que gosta, e mantém contato com o mundo – só no seu ritmo.

    Na psicanálise, a gente vê isso como o equilíbrio entre o eu social e o eu ideal: o eu social é como você se relaciona com o mundo, e o eu ideal é como você gostaria de ser, o padrão interno que guia suas escolhas. No seu caso, o eu ideal parece ser alguém independente, autônomo e protegido, e isso influencia a forma como você organiza suas relações e seu tempo.

    Se esse jeito de viver começar a te fazer sofrer – sentir solidão, dificuldade de se abrir ou isolamento que pesa emocionalmente – a psicanálise pode te ajudar a entender de onde vem isso, quais desejos ou medos estão por trás, e encontrar formas de equilibrar sua liberdade com a vida social, sem perder sua autonomia. Se você ainda tiver alguma dúvida ou quiser explorar mais profundamente esses pontos, a análise é o espaço seguro para isso.

    Fico á disposição


  • O que é orientação profissional e como ela pode me ajudar?

    O que é orientação profissional e como ela pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    Olá! Orientação profissional é um processo de acompanhamento que ajuda você a entender suas habilidades, interesses, valores e personalidade para tomar decisões mais conscientes sobre carreira e estudos.

    Ela pode ajudar a:

    Identificar áreas de interesse e talentos que você talvez não tenha percebido.

    Escolher cursos, profissões ou mudanças de carreira de forma alinhada com quem você é.

    Planejar objetivos e caminhos práticos para alcançar metas profissionais.

    Reduzir insegurança e indecisão sobre escolhas de carreira.

    Refletir sobre satisfação e propósito no trabalho, ajudando a evitar escolhas que causem frustração.

    Na psicanálise, esse processo também pode revelar motivações inconscientes ou medos que influenciam suas escolhas profissionais, permitindo decisões mais autênticas e alinhadas com o self.

    Fico á disposição


  • Por que a memória autobiográfica pode estar deficiente?

    Por que a memória autobiográfica pode estar deficiente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    A memória autobiográfica pode ficar deficiente por alguns motivos. Às vezes, é uma forma da nossa mente se proteger: lembranças dolorosas, traumas ou situações que nos causaram muito sofrimento podem ser bloqueadas sem que a gente perceba. Também pode acontecer quando estamos muito ansiosos, deprimidos ou emocionalmente sobrecarregados, porque nosso cérebro não consegue guardar ou lembrar tudo direito.

    Além disso, se você nunca parou para refletir ou contar sua própria história, isso dificulta lembrar dos acontecimentos com clareza. Na psicanálise, isso não é só um problema de memória, mas um mecanismo de defesa: certas lembranças ficam inacessíveis para proteger você do sofrimento que elas poderiam causar.

    Se quiser, pode explorar essas memórias com segurança, entender o que está por trás desses bloqueios e encontrar formas de integrá-las à sua história sem que isso pese emocionalmente.

    Fico á disposição.


  • Quero entender se existe uma duração comum de um processo psicanalítico.

    Quero entender se existe uma duração comum de um processo psicanalítico.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    A psicanálise não tem um prazo definido. O tempo vai depender da sua própria elaboração, daquilo que for surgindo e de como você vai se permitindo trabalhar com isso. Não se mede em meses, mas em processos de transformação.

    Fico á disposição!


  • Olá! Gostaria de saber como se desenrola uma sessão de psicanálise? O que esperar de uma primeira se

    Olá! Gostaria de saber como se desenrola uma sessão de psicanálise? O que esperar de uma primeira sessão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    Na primeira sessão, o mais importante é você poder falar livremente sobre o que está te trazendo aqui — suas angústias, dificuldades, ou até algo que você nem sabe direito como nomear. Não existe roteiro fixo, cada pessoa traz o que consegue. Eu vou te escutar atentamente, fazer algumas perguntas quando necessário e, juntos, vamos começar a entender o que está acontecendo.

    A psicanálise não é uma conversa comum, é um espaço seguro onde você pode dizer tudo, sem julgamentos. Aos poucos, as sessões vão ajudando a perceber o que está no inconsciente e que influencia sua vida. Então, o que esperar? Esperar poder falar de você, no seu tempo, e começar a se escutar de um jeito novo.

    Fico á disposição


  • É necessário usar o divã no processo psicanalítico?

    É necessário usar o divã no processo psicanalítico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    Não, o uso do divã não é obrigatório. Ele é um recurso que pode ser utilizado em determinado momento da análise, quando faz sentido para o processo. Muitas vezes o paciente começa conversando frente a frente com o analista, e só depois, se sentir confortável e quando for indicado, passa a usar o divã. O mais importante não é a posição física, mas a possibilidade de falar livremente e se escutar.

    Fico á disposição


  • Como a psicanálise compreende e trabalha com a ansiedade/angústia?

    Como a psicanálise compreende e trabalha com a ansiedade/angústia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    Para a psicanálise, a ansiedade ou angústia não são apenas sintomas a eliminar, mas sinais de que algo no inconsciente está pedindo atenção. Em vez de só tentar ‘controlar’ a ansiedade, a análise busca entender de onde ela vem, o que ela significa na história daquela pessoa. Assim, o paciente pode transformar essa angústia em compreensão de si mesmo e encontrar outras formas de lidar com o que a causa.

    Fico á disposição


  • Como posso identificar se o método da psicanálise é adequado para minha demanda?

    Como posso identificar se o método da psicanálise é adequado para minha demanda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    Na psicanálise, os métodos mais usados são a fala livre, a interpretação de sonhos, a associação livre (quando o paciente fala tudo que vem à mente) e a atenção à transferência, que é como os sentimentos do paciente sobre pessoas importantes da vida dele se manifestam na relação com o analista.

    Por exemplo, se alguém sempre se sente rejeitado, pode perceber na análise que repete padrões da infância; ou se tem pesadelos recorrentes, a interpretação dos sonhos ajuda a entender conflitos inconscientes. O objetivo é que, aos poucos, a pessoa compreenda melhor suas emoções, comportamentos e desejos.
    Para cada demanda pode ser utilizado um "método" que naquele momento pode ser o mais adequado.

    Fico á disposição


  • O que é a psicanálise e como ela pode ajudar as pessoas?

    O que é a psicanálise e como ela pode ajudar as pessoas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    A psicanálise é um caminho de autoconhecimento. Muitas vezes a gente repete situações sem entender o porquê — como sempre se envolver em relacionamentos que dão errado, sentir uma angústia que não sabe de onde vem ou ter sintomas físicos sem explicação médica. Na análise, a pessoa fala livremente, e isso permite acessar o que está no inconsciente. Assim, ela começa a entender essas repetições, ressignificar dores e encontrar formas mais saudáveis e livres de viver.

    Fico á disposição


  • Quais as características do perfil de quem tem transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    Quais as características do perfil de quem tem transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Jefferson Patrocínio

    Quem tem transtorno de personalidade borderline vive emoções muito intensas e mudanças de humor rápidas. Tem medo forte de ser abandonado, se envolve em relacionamentos instáveis e às vezes alterna entre idealizar e desvalorizar as pessoas.

    Impulsividade, comportamentos autodestrutivos e sensação de vazio são comuns, assim como uma imagem de si mesmo instável e momentos de confusão ou desconexão da realidade.

    Na psicanálise, isso está relacionado à dificuldade de integrar o self. O self é a forma como cada pessoa percebe e organiza suas emoções, identidade e relações. No borderline, partes do self não se conectam bem, gerando sentimentos de vazio, raiva intensa ou confusão sobre quem é. Relações próximas podem despertar medo de abandono porque ameaçam a integridade desse self fragmentado. A análise ajuda a entender essas partes, integrar experiências e construir uma identidade mais sólida e estável.

    Fico á disposição.


Perguntas frequentes

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