Perguntas do paciente (128)
-
Estou com crise de choro, perdi a vontade de fazer coisas que amava fazer, e estou muito dependente
Estou com crise de choro, perdi a vontade de fazer coisas que amava fazer, e estou muito dependente emocionalmente, tomo venlafaxina e clonazepam há 7 dias para fobia social, obtive piora dos sintomas e ainda muita fraqueza, tremor... é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível que você esteja se sentindo preocupado com esses sintomas. Medicamentos como a venlafaxina e o clonazepam podem, de fato, causar efeitos colaterais nas primeiras semanas de uso. É importante lembrar que cada pessoa reage de maneira diferente aos medicamentos, e é comum experimentar alguns efeitos adversos antes de começar a sentir os benefícios.
Sobre os Sintomas a crise de choro e perda de interesse podem ser sinais de depressão, que muitas vezes está associada à fobia social. No início do tratamento, esses sintomas podem não melhorar imediatamente.
Já a fraqueza e tremor podem ser efeitos colaterais comuns, especialmente nas primeiras semanas de tratamento com venlafaxina e clonazepam.
É fundamental comunicar ao seu médico sobre esses sintomas, especialmente se eles estão piorando. Seu médico pode precisar ajustar a dosagem, trocar a medicação ou adicionar outros tratamentos para ajudar a aliviar esses efeitos colaterais.
Enquanto você aguarda a consulta com seu médico, aqui estão algumas dicas que podem ajudar:
1. Estabeleça uma rotina: Tente manter uma rotina diária estruturada, incluindo horários regulares para refeições, sono e atividades leves.
2. Pratique a auto-compaixão: Seja gentil consigo mesmo e reconheça que é normal ter dificuldades durante o início do tratamento.
3. Atividades prazerosas: Mesmo que você não sinta vontade, tente envolver-se em atividades que antes eram prazerosas, mesmo que por pouco tempo.
4. Apoio social: Converse com amigos ou familiares sobre o que está passando. O apoio emocional pode ser muito benéfico.
Mantenha um registro dos seus sintomas, incluindo a intensidade e a frequência. Isso pode ser útil para o seu médico entender melhor como você está respondendo ao tratamento.
Se os sintomas se tornarem insuportáveis ou se você tiver pensamentos de autoagressão ou suicídio, procure ajuda imediata. Ligue para uma emergência ou vá ao pronto-socorro mais próximo.
Lembre-se, ajustar ao medicamento pode levar algum tempo, mas o acompanhamento próximo do seu médico é essencial para encontrar o tratamento mais adequado para você.
-
Comecei o tratamento com escitalopram para ataques de ansiedade, porém a partir do segundo dia de us
Comecei o tratamento com escitalopram para ataques de ansiedade, porém a partir do segundo dia de uso comecei a sentir angústia, tristeza, procrastinação e falta de vontade para fazer as coisas que eu fazia. Hj faz 10 dias que uso o remédio, mas esses sintomas não desapareceram. Pode ser efeito colateral do remédio? Porque antes de usar o mesmo eu não tinha esses sintomas. O escitalopram pode causar depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O escitalopram é um antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), frequentemente prescrito para tratar ansiedade e depressão. Nos primeiros dias ou semanas de tratamento, é comum que os pacientes experimentem efeitos colaterais antes de começarem a sentir os benefícios do medicamento. Alguns dos efeitos colaterais iniciais podem incluir angústia, tristeza, apatia, aumento da ansiedade e outros sintomas similares aos que você descreveu.
Esses efeitos colaterais geralmente diminuem com o tempo à medida que o corpo se ajusta ao medicamento. No entanto, é importante monitorar esses sintomas e comunicá-los ao seu médico, especialmente se forem intensos ou persistirem além das primeiras semanas de tratamento. Em alguns casos, o médico pode ajustar a dose ou considerar uma alternativa terapêutica.
Embora seja raro, em alguns casos, medicamentos antidepressivos podem piorar os sintomas de depressão, especialmente no início do tratamento. Por isso, é crucial manter um acompanhamento próximo com o seu médico ou psiquiatra.
Se você está sentindo uma piora significativa nos sintomas, procure ajuda médica imediatamente.
-
Sinto falta de ar constante, ja fiz todo tipo de exame ( eletro, sangue, teste ergometrico, tireoide
Sinto falta de ar constante, ja fiz todo tipo de exame ( eletro, sangue, teste ergometrico, tireoide, testosterona) e tudo deu normal.....meus sintomas sao: pressão das mandibulas e falta de ar constante....quando faço algum esforço fisico...a sensação de desconforto aumenta.....estou tomando diazepan...que alivia os sintomas...isso pode ser Ataque de Pânico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode ser, sim, compatível com transtorno de pânico ou ansiedade de base, mas com um ponto importante:
quando todos os exames cardíacos, hormonais e laboratoriais estão normais e o diazepam alivia os sintomas, isso indica fortemente um mecanismo ansioso, não orgânico.
No pânico e na ansiedade:
a falta de ar é sensação, não falta real de oxigênio
há tensão muscular intensa, especialmente em mandíbula, pescoço e tórax
o esforço físico aumenta o desconforto porque ativa o sistema de alerta do corpo
o corpo entra em “modo sobrevivência” sem perigo real
O pânico não mata, não infarta, não sufoca, mas convence o corpo de que vai.
Importante:
isso não invalida o sofrimento — valida o caminho correto de tratamento.
O alívio pelo uso do medicamento confirma o eixo ansiedade–corpo, mas não trata a causa.
O próximo passo é, se necessário, avaliação psiquiátrica para manejo adequado — não apenas medicação de contenção, juntamente com um acompanhamento psicanalítico.
Fico a disposição
-
Tenho pensamentos como se eu fosse parar de respirar...então fico prestando atenção na respiração to
Tenho pensamentos como se eu fosse parar de respirar...então fico prestando atenção na respiração toda hora achando que vou parar ...fico puxando o ar de vez em quando e isso me dá pânico...devo fazer terapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode ser muito útil procurar terapia. Os sintomas que você descreve podem estar associados a transtornos de ansiedade, como transtorno do pânico ou transtorno de ansiedade generalizada. Um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psicanalista, pode ajudar a identificar a causa desses pensamentos e trabalhar com você para desenvolver estratégias de enfrentamento.
Terapias como a terapia cognitivo-comportamental (TCC) são eficazes para tratar ansiedade e pânico, ajudando a modificar padrões de pensamento e comportamento que contribuem para esses sintomas. Além disso, técnicas de mindfulness e relaxamento também podem ser úteis para gerenciar a ansiedade e reduzir os episódios de pânico.
-
Ver outras pessoas estudando, produzindo ou até mesmo fazendo coisas aparentemente divertidas (por M
Ver outras pessoas estudando, produzindo ou até mesmo fazendo coisas aparentemente divertidas (por Midas sociais ou pessoalmente) me deixam nervosa e me fazem querer me isolar. Sinto que não consigo estudar, me divertir, ter uma vida legal, ou amigos. O que será isso?
Às vezes, coisas me remetem ao meu passado e a impressão que tenho sobre ele é que ele foi triste, mas eu sei que tiveram coisas boas mas até as coisas boas parecem tristes. Me sinto sozinha muito frequentemente.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentimentos de inadequação ou de não conseguir acompanhar os outros podem ser bastante desafiadores. Esses sentimentos podem ser intensificados pelas redes sociais, onde frequentemente só vemos o lado positivo da vida dos outros. A sensação de que o passado foi triste, mesmo reconhecendo que houve momentos bons, pode indicar uma visão mais negativa da sua história, possivelmente influenciada por traumas ou experiências difíceis.
A sensação de solidão e o desejo de se isolar também podem estar associados a questões de autoestima, depressão, ou ansiedade. É importante abordar esses sentimentos e buscar formas de enfrentá-los. Alguns passos que podem ajudar incluem:
1. Reflexão Pessoal: Tente identificar momentos específicos que desencadeiam esses sentimentos. Manter um diário pode ajudar a reconhecer padrões e gatilhos.
2. Limitar o Uso das Redes Sociais: Considere reduzir o tempo nas redes sociais, pois a comparação constante com os outros pode agravar sentimentos de inadequação.
3. Terapia: Conversar com um psicanalista pode ser extremamente útil. Eles podem ajudar a explorar e entender melhor os sentimentos sobre seu passado e sua percepção atual de si mesma.
4. Atividades Prazerosas: Encontre atividades que você goste e que te façam sentir bem, mesmo que pequenas. Isso pode ajudar a criar momentos positivos no presente.
5. Rede de Apoio: Tente se conectar com amigos ou familiares com quem você se sinta confortável. Mesmo que o contato seja esporádico, essas conexões podem ajudar a reduzir a sensação de solidão.
Lidar com esses sentimentos é um processo e pode levar tempo, mas com apoio adequado e estratégias certas, é possível encontrar formas de se sentir melhor e mais conectada consigo mesma e com os outros.
Fico a disposição.
-
Terapia dialética pra transtorno bordeline é bom??
Terapia dialética pra transtorno bordeline é bom??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depende da cause, entretanto Terapia Comportamental Dialética (TCD) é considerada uma das abordagens mais eficazes para o tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Desenvolvida por Marsha Linehan, a TCD combina técnicas de terapia cognitivo-comportamental com conceitos de aceitação e mindfulness, ajudando os pacientes a desenvolver habilidades para lidar com emoções intensas, melhorar relacionamentos interpessoais e reduzir comportamentos impulsivos e autodestrutivos. Muitos estudos demonstram a eficácia da TCD na redução dos sintomas do TPB e na melhora da qualidade de vida dos pacientes.
-
É possível desenvolver autoestima após adulto (+40 anos)?
É possível desenvolver autoestima após adulto (+40 anos)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é totalmente possível desenvolver autoestima após os 40 anos. A autoestima é uma construção contínua ao longo da vida e pode ser trabalhada em qualquer idade. A psicanálise pode ajudar nesse processo de várias maneiras:
1. Exploração do Inconsciente: Através da análise dos sonhos, lapsos e associações livres, a psicanálise ajuda a revelar os conflitos inconscientes que podem estar afetando a autoestima.
2. Compreensão das Relações de Infância: Muitos problemas de autoestima têm raízes na infância. A psicanálise pode ajudar a entender como as experiências e as relações precoces influenciam a percepção de si mesmo.
3. Elaboração de Traumas: Eventos traumáticos, mesmo que não aparentes, podem impactar a autoestima. A psicanálise facilita a elaboração desses traumas, permitindo que o indivíduo ressignifique suas experiências.
4. Reconfiguração de Padrões de Pensamento: Identificar e modificar padrões de pensamento autodestrutivos ou negativos é fundamental para melhorar a autoestima. A psicanálise ajuda a trazer esses padrões à consciência e a transformá-los.
5. Desenvolvimento de uma Autoimagem Realista: A análise pode ajudar a construir uma autoimagem mais realista e positiva, desafiando as distorções e as expectativas irreais que muitas vezes comprometem a autoestima.
6. Fortalecimento do Ego: A psicanálise trabalha para fortalecer o ego, promovendo uma maior resiliência e capacidade de lidar com os desafios da vida, o que contribui diretamente para uma autoestima mais saudável.
Esses são apenas alguns dos caminhos que a psicanálise pode oferecer para o desenvolvimento da autoestima. O processo é personalizado e leva em consideração as particularidades e a história de vida de cada indivíduo.
-
Olá, tudo bem? Eu tenho crise de nervos. Estou quietinha de repente fico muito nervosa,choro,grito,d
Olá, tudo bem? Eu tenho crise de nervos. Estou quietinha de repente fico muito nervosa,choro,grito,dou murros nas coisas, dou murros em mim,puxo meus cabelos,e as vezes junta muita saliva na boca. Isso dura pouco tempo, depois passa e eu me sinto calma até demais. O que pode ser isso ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, lamento saber que você está passando por isso. O que você descreve pode ser um episódio de crise de ansiedade ou até mesmo de transtorno de pânico, mas é importante ressaltar que apenas um profissional de saúde mental pode fazer um diagnóstico preciso.
As crises de nervos podem ter diversas causas, como estresse acumulado, traumas, questões não resolvidas, entre outras. É fundamental procurar ajuda de um psicanalista, psicólogo ou psiquiatra para entender melhor a raiz dessas crises e encontrar estratégias eficazes de tratamento e manejo.
Enquanto você busca ajuda profissional, algumas práticas que podem ajudar a acalmar incluem técnicas de respiração profunda, meditação, ou atividades que você considere relaxantes. É essencial também evitar situações ou gatilhos que você já sabe que podem desencadear essas crises.
Se precisar de orientação adicional sobre como procurar ajuda ou mais informações sobre possíveis tratamentos, estou aqui para ajudar.
Autor
Perguntas frequentes
-
Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?
Em muitos casos a viagem aérea é possível quando a insuficiência cardíaca…