Perguntas do paciente (128)
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Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont
Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.
Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.
Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.
Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.
Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.
Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.
Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O seu relato demonstra um sofrimento importante, e a psicanálise não partiria da pergunta "devo me separar ou permanecer?", mas sim de uma questão anterior: o que mantém esse vínculo, apesar do sofrimento que ele produz?
Sob a perspectiva psicanalítica, os relacionamentos são atravessados por experiências emocionais construídas ao longo da vida. Muitas vezes, escolhemos parceiros e repetimos formas de nos relacionar influenciados por modelos inconscientes de amor, confiança, abandono, reconhecimento e desamparo. Isso não significa que exista um "destino", mas que padrões emocionais podem se repetir até que sejam compreendidos.
No seu relato, alguns aspectos merecem atenção: a perda da confiança antes mesmo do casamento, o acúmulo de ressentimentos, a dificuldade de ambos em restabelecer o respeito, a sensação de impotência diante dos conflitos e o medo intenso da separação, especialmente por causa dos filhos. Todos esses elementos podem sustentar um ciclo em que as discussões deixam de ser sobre o problema do momento e passam a expressar dores antigas que nunca foram verdadeiramente elaboradas.
Quando o respeito é substituído por ofensas constantes e o ambiente de conflito se torna frequente, principalmente na presença dos filhos, a relação merece uma reflexão profunda. A psicanálise entende que um vínculo amoroso saudável não depende da ausência de conflitos, mas da capacidade do casal de reparar as rupturas, reconhecer responsabilidades e preservar o respeito pelo outro. Quando isso deixa de acontecer de forma persistente, o sofrimento tende a se tornar crônico.
Um processo terapêutico pode ajudá-lo a compreender por que determinadas situações o afetam tão profundamente, quais necessidades emocionais estão sendo mantidas nesse relacionamento, como o medo da solidão influencia suas decisões e quais limites são necessários para preservar sua saúde emocional. O objetivo não é conduzi-lo à separação ou à permanência, mas favorecer escolhas mais conscientes, livres da culpa, do medo e da repetição inconsciente.
Independentemente da decisão sobre o futuro da relação, cuidar da sua saúde emocional também é uma forma de cuidar dos seus filhos. Eles não precisam de pais perfeitos, mas de adultos capazes de oferecer um ambiente emocionalmente mais seguro, seja juntos ou separados.
Fico à disposição
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Como a psicanálise explica a instabilidade dos relacionamentos no Transtorno de Personalidade Border
Como a psicanálise explica a instabilidade dos relacionamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, compreendemos que a instabilidade nos relacionamentos do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) está ligada a conflitos emocionais profundos e ao intenso medo de abandono. Muitas vezes, a pessoa alterna entre idealizar e desvalorizar quem ama, não por falta de sentimentos, mas pela dificuldade em lidar com a insegurança, a frustração e a possibilidade de perda.
Pequenos acontecimentos podem ser vividos como rejeições intensas, gerando reações impulsivas, afastamentos, cobranças ou tentativas desesperadas de manter o vínculo.
A psicoterapia psicanalítica oferece um espaço seguro para compreender a origem desses padrões, elaborar os sofrimentos que os sustentam e desenvolver formas mais estáveis e saudáveis de se relacionar. É um processo que exige tempo, mas pode promover mudanças profundas e duradouras.
Fico à disposição.
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Tenho sonhos com situações em que na vida real eu não quero que aconteça, os sonhos sempre são meio
Tenho sonhos com situações em que na vida real eu não quero que aconteça, os sonhos sempre são meio confusos é uma mistura entre gostar e não gostar do sonho.
As vezes quando acordo sinto uma sensação boa e culpa por isso, aí eu penso racionalmente se realmente quero que tal coisa aconteça e sempre chego a conclusão que não quero.
Por que isso acontece? Tenho TOC sexual, muitos pensamentos durante o dia, medo, culpa e agora tenho sonhado com essas coisas. É angustiante.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer, e costuma ser muito angustiante para quem convive com TOC sexual.
Pela perspectiva da psicanálise, os sonhos não devem ser interpretados de forma literal, como se representassem um desejo consciente ou uma intenção de agir. Eles são formações do inconsciente, compostas por lembranças, medos, conflitos, fantasias e emoções que se misturam de maneira simbólica e, muitas vezes, confusa.
No TOC sexual, existe ainda um fator importante: quanto mais uma pessoa teme determinado pensamento e tenta afastá-lo, maior tende a ser a atenção dada a esse conteúdo. Isso pode fazer com que ele também apareça nos sonhos, sem que isso signifique vontade, concordância ou desejo.
A sensação de "gostar e não gostar" ao mesmo tempo, seguida de culpa ao acordar, também é frequente. Emoções e sensações durante um sonho não são provas de quem você é ou do que realmente deseja. Elas refletem o funcionamento psíquico durante o sono, e não uma decisão consciente.
Se esses sonhos e pensamentos estão causando sofrimento, culpa ou interferindo na sua qualidade de vida, é importante buscar acompanhamento psicológico. O tratamento pode ajudar a compreender esses conteúdos, reduzir a ansiedade e diminuir o impacto que eles exercem sobre a sua vida.
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Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com gra
Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com grande vínculo, que no caso foi a minha gatinha de 13 anos...a dor é tão dilacerante, que simplesmente não consigo suportar. Sinto muitas culpas, pelas decisões tomadas sobre os tratamentos, pelo tempo que não curti ela porque estava envolta em problemas do cotidiano, embora cuidei, amei, fiquei muito com ela, sinto que ainda sim, foi pouco, que eu era muito mas muito feliz com ela, eu tinha tudo, e agora ela se foi, a nova realidade me assola de tristeza, nunca mais terei a felicidade com ela. Não sei como lidar com tudo isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo, receba meu acolhimento. A dor pela perda de um animal de estimação pode ser tão intensa quanto a perda de um familiar, porque o vínculo construído ao longo dos anos é real, profundo e faz parte da história emocional de quem ama.
Sob a perspectiva da psicanálise, o luto é um processo de reorganização da vida diante da ausência de alguém que ocupava um lugar importante no nosso mundo interno. Por isso, é comum que surjam culpa, saudade, questionamentos e a sensação de que "eu poderia ter feito mais". A culpa, muitas vezes, é uma tentativa da mente de encontrar uma explicação para algo que, na realidade, é extremamente doloroso e foge ao nosso controle.
O fato de hoje você lembrar dos momentos em que gostaria de ter estado mais presente não significa que ela tenha sido pouco amada. Pelo contrário. Quem perde alguém costuma olhar para trás enxergando apenas o que faltou, enquanto o amor vivido durante anos acaba ficando em segundo plano. Se ela viveu 13 anos recebendo cuidados, carinho e proteção, essa foi a história da vida dela — não apenas os últimos dias.
Também é compreensível sentir que "nunca mais serei feliz como era com ela". No início do luto, a ausência ocupa todo o espaço emocional e parece impossível imaginar uma vida que volte a ter sentido. Entretanto, a psicanálise nos mostra que o objetivo do luto não é esquecer quem partiu, mas transformar a relação. Aos poucos, a presença física dá lugar a uma presença interna, feita de lembranças, afeto e significado. A saudade permanece, mas deixa de ser apenas sofrimento e passa a coexistir com a gratidão pela história compartilhada.
Permita-se sofrer sem se condenar. Chorar, sentir falta e até experimentar momentos de revolta fazem parte desse processo. O amor que existiu não terminou com a morte; ele apenas deixou de poder ser vivido da mesma forma. E, embora hoje isso pareça impossível, a dor intensa tende a se transformar com o tempo.
Se perceber que o sofrimento continua insuportável ou impede sua vida de seguir, buscar acompanhamento psicológico pode ser um gesto de cuidado consigo. O luto não precisa ser enfrentado em solidão, e elaborar essa perda pode ajudá-la a preservar o amor vivido sem permanecer aprisionada apenas à culpa.
Fico à disposição
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Um narcisista pode melhorar se não beber álcool e se for acompanhado psicologicamente os surtos de c
Um narcisista pode melhorar se não beber álcool e se for acompanhado psicologicamente os surtos de ciúmes e agressividade serão minimizados
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depende da intensidade dos traços narcísicos, do grau de comprometimento da personalidade e, principalmente, da disposição da própria pessoa para reconhecer suas dificuldades e se envolver no tratamento.
O álcool pode aumentar impulsividade, irritabilidade e diminuir o autocontrole. Em pessoas que já apresentam ciúmes intensos, explosões de raiva ou comportamentos agressivos, deixar de beber pode, sim, reduzir a frequência e a intensidade desses episódios. No entanto, isso não modifica, por si só, os padrões psicológicos que sustentam esses comportamentos.
Do ponto de vista da psicanálise, o narcisismo patológico está relacionado a formas profundas de funcionamento da personalidade, envolvendo fragilidade emocional, necessidade excessiva de validação, dificuldade em tolerar frustrações e grande sensibilidade a sentimentos de rejeição ou humilhação. Esses aspectos podem se manifestar por meio de ciúmes, controle, desvalorização do parceiro e reações agressivas.
Um processo psicoterapêutico consistente pode ajudar a pessoa a desenvolver maior consciência sobre seus padrões de funcionamento, melhorar a regulação emocional e construir formas mais saudáveis de se relacionar. Entretanto, isso costuma exigir tempo, comprometimento e desejo genuíno de mudança. O tratamento tende a ser mais eficaz quando a pessoa procura ajuda porque reconhece seu sofrimento e o impacto de seus comportamentos, e não apenas para atender ao pedido de outra pessoa.
Se os episódios de agressividade envolvem ameaças, violência física ou psicológica, é importante lembrar que esses comportamentos não devem ser considerados consequência apenas do narcisismo ou do álcool. Nesses casos, a prioridade deve ser a segurança de quem está sendo afetado, independentemente de a pessoa estar ou não em tratamento.
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É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigaç
É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigações com meus filhos e não quero mais nada.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode acontecer. Nem sempre a pessoa está triste ou feliz; às vezes ela se sente "anestesiada", vivendo no piloto automático. Quando isso dura por um tempo e a vida passa a se resumir apenas a cumprir obrigações, vale a pena investigar o que está por trás desse estado.
A preocupação não é exatamente a neutralidade, mas a perda de interesse, de prazer e de desejo pelas coisas que antes davam sentido à vida. Isso pode estar relacionado a um período de esgotamento emocional, estresse intenso, luto, ou até mesmo a um quadro depressivo, mesmo sem a tristeza intensa que muitas pessoas imaginam.
Se isso tem persistido por semanas ou meses, conversar com um psicanalista ou psicólogo pode ajudar a compreender o significado desse vazio e recuperar o contato com seus próprios desejos.
Fico à disposição
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Eu venho procurando uma resposta pra isso ao longo de minha vida eu sempre procurava algo que me fiz
Eu venho procurando uma resposta pra isso ao longo de minha vida eu sempre procurava algo que me fizesse realizado e com propósito e encontrei o mercado financeiro, ser um negociador de ações isso me deu um foco e um objetivo, isso pode levar anos para me ter resultados.
E nisso eu tenho problemas que afeta algumas áreas em minha vida que gostaria de ser resolvido, não consigo me adaptar em nenhum emprego e peço demissão muito rápido não consigo suportar e isso me prejudica nos relacionamentos não consigo me envolver com outras pessoas sinto que minha vida está uma bagunça, eu conseguisse resolver isso me sentiria livre desse pesoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, parece que existe um desejo muito forte de encontrar um propósito de vida, e o mercado financeiro acabou representando esse ideal para você. Ter um objetivo é importante, mas quando toda a expectativa de realização fica concentrada em uma única área, qualquer dificuldade pode gerar uma sensação ainda maior de frustração.
O que mais me chamou a atenção foi o fato de você dizer que não consegue permanecer nos empregos, pede demissão rapidamente, sente dificuldade em criar vínculos e percebe sua vida como uma bagunça. Esses padrões costumam ter causas mais profundas e não significam falta de capacidade ou de força de vontade.
Na Psicanálise, buscamos compreender justamente o que está por trás desses comportamentos repetitivos: por que determinados ambientes se tornam insuportáveis, por que os relacionamentos são difíceis e o que faz com que você sinta esse peso constante. Muitas vezes, quando entendemos a origem desses padrões, eles deixam de controlar nossa vida.
Você não precisa abandonar seus sonhos no mercado financeiro. Pelo contrário, eles podem continuar fazendo parte do seu projeto de vida. Mas talvez seja importante cuidar também das questões emocionais que hoje parecem dificultar sua estabilidade e seus relacionamentos.
Buscar esse autoconhecimento pode ajudá-lo não apenas a alcançar seus objetivos profissionais, mas também a viver com mais tranquilidade, liberdade e equilíbrio.
Você pode procurar um psicanalista para aprofundar essas questões e compreender melhor o que está acontecendo. A mudança começa quando entendemos que o sofrimento tem uma história e que ela pode ser ressignificada.
Fico à disposição.
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Boa tarde! Ultimamente meu marido tem muito fetiche por brinquedos eróticos, sempre usou em mim. Por
Boa tarde! Ultimamente meu marido tem muito fetiche por brinquedos eróticos, sempre usou em mim. Porém ultimamente eu percebo que ele tá usando nele tbm , e isso antes nunca tinha acontecido com 8 anos juntos. Na hora da relação ele pega sem que eu veja um pênis de borracha e usa nele. E percebo que ele fica muito excitado. Isso é normal ou devo me preocupar? Será que ele tá tendo vontade de ter relação com homens?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo sua preocupação. Pelo que você descreve, o fato de seu marido sentir prazer com um brinquedo erótico usado na região anal não significa, por si só, que ele tenha desejo de se relacionar com homens.
A próstata é uma região muito sensível e sua estimulação pode proporcionar prazer independentemente da orientação sexual. A orientação sexual é definida pelo padrão de atração afetiva e sexual da pessoa, e não por uma prática sexual específica.
O que chama atenção é que essa prática surgiu após vários anos de relacionamento e parece ter despertado dúvidas em você. Em vez de tirar conclusões, o mais importante é que vocês possam conversar sobre isso de forma aberta, respeitosa e sem julgamentos. Perguntar como ele percebe essa prática e o que ela representa para ele costuma trazer respostas mais confiáveis do que fazer suposições.
Caso essa situação esteja gerando insegurança ou afetando o relacionamento, vale a pena aprofundar essa questão em terapia. Muitas vezes, o sofrimento não está na prática em si, mas nos significados que cada um atribui a ela e na dificuldade de comunicação entre o casal.
Fico À disposição
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Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranqu
Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranquila, me sinto segura ao lado dele. Mas sonho direto com ele me terminando o relacionamento e há alguns dis sonhos com mãos frequência. O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, seu relacionamento parece ser saudável e lhe transmite segurança. Isso já é um dado muito importante.
Os sonhos nem sempre representam um desejo ou uma previsão do que vai acontecer. Muitas vezes, eles expressam medos, conflitos ou inseguranças que existem dentro de nós. Sonhar repetidamente com o término pode estar mais relacionado ao receio de perder algo que lhe faz bem do que a um sinal de que seu namorado queira terminar.
Na Psicanálise, entendemos que os sonhos são uma forma de o inconsciente se manifestar. Por isso, mais importante do que perguntar "esse sonho vai acontecer?" é refletir: "o que esse sonho desperta em mim?" Ele pode revelar um medo do abandono, experiências anteriores de rejeição, inseguranças ou até a necessidade de compreender melhor seus sentimentos.
Meu conselho é não tomar decisões com base nesses sonhos. Em vez disso, procure observar como você se sente durante o dia e, se essas imagens estiverem causando sofrimento ou se repetindo com frequência, vale a pena explorá-las em um processo terapêutico. Muitas vezes, compreender a origem desse medo faz com que os sonhos percam sua força.
Você pode procurar um psicanalista e conversar mais sobre esses sonhos e buscar compreender o que eles podem estar simbolizando na sua história de vida.
Fico à disposição
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Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consi
Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consigo. Sendo parte da minha personalidade será que é possível mudar ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim.
Mas não se muda arrancando partes da personalidade como quem troca peças de uma máquina.
O que muda é a forma como o sujeito se relaciona com suas dores, fantasmas, medos e desejos.
O ciúme excessivo e a insegurança raramente nascem “do nada”. Muitas vezes vêm de histórias antigas: abandono, rejeição, comparação, traições, falta de validação afetiva, medo de não ser suficiente. O parceiro atual acaba ocupando o palco onde feridas antigas continuam se apresentando.
Ter consciência já é um passo importante.
Muita gente sequer percebe o próprio funcionamento e transforma o ciúme em controle, agressividade ou vitimização. Você percebe. Isso mostra que existe uma parte sua querendo sair desse sofrimento.
Agora, existe um ponto importante:
“Eu sou assim” pode virar uma prisão psíquica.
Personalidade não é sentença perpétua. Existem traços mais rígidos, sim, mas comportamento emocional pode ser elaborado, compreendido e transformado.
A mudança não costuma acontecer pela força da vontade apenas.
Porque o ciúme não é lógico. Ele é afetivo, inconsciente e corporal. Às vezes a pessoa sabe racionalmente que está exagerando, mas emocionalmente sente perigo real. Como se fosse perder amor, valor ou lugar.
Na clínica, normalmente investigamos perguntas como:
O que exatamente você teme perder?
O que o ciúme tenta proteger?
Quando esse medo começou?
O quanto sua autoestima depende da validação do outro?
Existe medo de abandono?
Existe sensação de insuficiência?
Você ama ou vive em estado de vigilância?
Muitas pessoas descobrem algo duro:
o ciúme excessivo nem sempre fala sobre amor. Às vezes fala sobre medo.
E medo tratado com silêncio cresce.
Medo compreendido perde força.
Então sim, é possível mudar.
Não para virar alguém “frio” ou indiferente, mas para construir relações onde exista confiança sem necessidade constante de controle, teste ou confirmação.
A psicanálise ajuda justamente nisso: transformar reações automáticas em consciência. E quando algo deixa de ser inconsciente, ele começa a perder o poder de comandar a vida sozinho.
Fico à disposição
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O que seria uma pessoa que tem tendências depressivas?
O que seria uma pessoa que tem tendências depressivas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma pessoa com tendências depressivas não é necessariamente alguém em depressão clínica o tempo todo.
É alguém cuja estrutura emocional tende a caminhar com mais facilidade para estados de tristeza profunda, desânimo, culpa, vazio ou perda de sentido diante das experiências da vida.
Como se o psiquismo tivesse uma inclinação melancólica.
Essas pessoas muitas vezes:
absorvem muito emocionalmente;
se culpam excessivamente;
têm autocrítica intensa;
sentem dificuldade em sustentar prazer por muito tempo;
carregam sensação de insuficiência;
criam expectativas altas sobre si;
sentem o peso da vida de maneira mais profunda;
têm tendência ao isolamento quando sofrem.
Às vezes aparentam funcionar normalmente:
trabalham, conversam, sorriem, produzem.
Mas internamente vivem um cansaço silencioso. Uma espécie de “gravidade emocional”.
Importante:
isso não significa fraqueza.
Muitas pessoas extremamente inteligentes, sensíveis, criativas e empáticas possuem funcionamento depressivo ou tendências melancólicas. Porque percebem excessivamente o mundo, os vínculos, as perdas, as contradições humanas.
Na psicanálise, existe diferença entre:
tristeza natural;
depressão clínica;
melancolia;
funcionamento depressivo.
O funcionamento depressivo pode aparecer como um modo de existir. A pessoa aprende desde cedo a:
reprimir desejos;
não se sentir merecedora;
carregar responsabilidades emocionais;
cuidar mais dos outros do que de si;
sobreviver emocionalmente em vez de viver.
Muitos tiveram infâncias com:
validação afetiva insuficiente;
amor condicionado;
críticas constantes;
abandono emocional;
necessidade precoce de amadurecer.
Então o sujeito cresce acreditando que precisa “merecer existir”.
E existe algo muito importante:
ter tendências depressivas não condena alguém a viver infeliz.
Quando a pessoa compreende suas dores, fortalece autoestima, cria sentido, aprende a elaborar perdas e desenvolve vínculos saudáveis, ela pode transformar profundamente sua forma de viver.
A depressão costuma fechar janelas internas.
O trabalho terapêutico tenta reabri-las — pouco a pouco — para que a vida volte a circular dentro do sujeito, e não apenas o dever de sobreviver.
Fico à disposição
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Sinto um vazio no peito e parece que fiz algo de errado sem ter feito e é como se alguma coisa vai a
Sinto um vazio no peito e parece que fiz algo de errado sem ter feito e é como se alguma coisa vai acontecer de mal a qualquer momento. Medo de perder alguém da minha família me deixa muito nervosa aí choro muito já passo com psicóloga e psiquiatra. O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é realmente muito angustiante. Essa sensação de vazio no peito, de que fez algo errado sem saber o quê e de que algo ruim pode acontecer a qualquer momento é comum em pessoas que sofrem com ansiedade. O medo intenso de perder alguém que ama também pode fazer parte desse quadro.
É muito importante que você já esteja em acompanhamento com uma psicóloga e um psiquiatra. Continue o tratamento e seja sincera com ambos sobre a intensidade desses sentimentos, principalmente se eles estiverem aumentando ou interferindo na sua rotina.
Na Psicanálise, procuramos compreender de onde vêm esses medos, essa culpa sem motivo aparente e essa sensação constante de ameaça. Muitas vezes, esses sentimentos têm raízes em experiências passadas e em conflitos inconscientes que merecem ser elaborados, e não apenas combatidos.
Enquanto isso, procure não enfrentar tudo sozinha. Converse com sua psicóloga sobre esse medo específico de perder alguém da família e sobre o vazio que sente. Esses detalhes são importantes para o tratamento.
Você também pode procurar um psicanalista para aprofundar a compreensão desses sentimentos e encontrar novos significados para esse sofrimento.
Fico à disposição.
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Ler um texto o mesmo texto repetidamente por 1 horas dará efeitos de relaxamento?
Ler um texto o mesmo texto repetidamente por 1 horas dará efeitos de relaxamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depende do estado mental da pessoa, do tipo de texto e da forma como ela lê.
A repetição prolongada tende a produzir um efeito parecido com estados meditativos ou hipnóticos leves. O cérebro começa a reduzir estímulos externos e entra em um ritmo mais automático. Isso pode gerar:
relaxamento;
diminuição da ansiedade momentânea;
sensação de “desligamento” mental;
redução de pensamentos dispersos;
efeito quase ritualístico.
É por isso que mantras, orações repetidas, salmos, poemas e até músicas repetitivas produzem calma em muitas pessoas. A repetição cria previsibilidade. E previsibilidade transmite sensação de segurança ao sistema nervoso.
Mas existe o outro lado.
Se a pessoa estiver ansiosa, obsessiva ou emocionalmente sobrecarregada, repetir um texto por 1 hora também pode virar:
ruminação;
fuga da realidade;
hiperfoco exaustivo;
estado dissociativo leve;
cansaço mental.
Tudo depende da intenção psíquica por trás da repetição.
Exemplo:
Ler lentamente um texto calmo, respirando fundo → tende ao relaxamento.
Ler compulsivamente tentando “calar a mente” → pode aumentar tensão inconsciente.
Outro ponto importante:
Depois de certo tempo, o cérebro deixa de processar profundamente o significado e entra mais no ritmo, sonoridade e cadência. O efeito passa a ser menos intelectual e mais sensorial.
Em termos psicanalíticos, a repetição tem algo de fascinante para o inconsciente. Freud já observava como o psiquismo busca repetir experiências para dominar angústias, encontrar estabilidade ou tentar elaborar conflitos internos.
Então sim:
A repetição pode relaxar.
Mas também pode anestesiar.
A diferença está em:
“Estou encontrando paz?”
ou
“Estou tentando fugir de algo?”
Fico à disposição
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O que é um vínculo e como influencia a forma como nos relacionamos com outras pessoas?
O que é um vínculo e como influencia a forma como nos relacionamos com outras pessoas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Vínculo é o laço emocional que se forma entre pessoas ao longo das experiências vividas — cuidado, ausência, afeto, rejeição, presença.
Não é só relação.
É a marca interna que o outro deixa em você.
Desde cedo, esse laço molda um padrão invisível:
como você confia, como se entrega, como se protege, como ama — ou evita amar.
Na psicanálise, autores como John Bowlby mostram que os primeiros vínculos (principalmente com figuras parentais) funcionam como um “mapa emocional”.
Se houve segurança, o sujeito tende a confiar.
Se houve instabilidade, abandono ou dor, ele pode desenvolver medo, dependência ou afastamento.
Na prática, isso aparece assim:
quem teve vínculo seguro → se relaciona com mais estabilidade
quem viveu rejeição → pode temer abandono ou se fechar
quem viveu amor instável → oscila entre apego intenso e afastamento
Ou seja:
você não se relaciona apenas com o outro.
Você se relaciona com a memória emocional dos seus vínculos anteriores.
Por isso, muitos conflitos atuais não começam no presente, eles são ecos de relações passadas pedindo elaboração.
Em síntese o vínculo é o que nos conecta, e também o que, muitas vezes, nos prende a padrões que precisam ser compreendidos para que novas formas de relação possam surgir.
Fico à disposição
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Em minha vida inteira, nunca consegui manter amizades, amizades da adolescencia eu simplesmente excl
Em minha vida inteira, nunca consegui manter amizades, amizades da adolescencia eu simplesmente exclui da minha vida sem mais nem menos (nao houve nada), mas por vezes me veem esses impulsos e acabo que nao consigo manter relaçoes com pessoas, acabo me afastando, ignorando e muitas vezes sumindo real, trocando de numero, para não ter mais que falar com tais pessoas, e desde sempre foi assim, não tenho amigos, nenhum com 26 anos apenas, tenho uns 3 virtuais, e depois de alguns meses, sumi, inclusive estão preocupados, me mandando email e tudo, mas nao sinto esgotamento nem nada, só vontade de ficar isolada mesmo, e quando esse sentimento acaba, acabo sentindo falta dessas pessoas, mas com vergonha de procura las novamente, e mais algumas questoes que me fazem crer que eu tenha algo, algum transtorno...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você não tem dificuldade de criar vínculo — você tem dificuldade de sustentar o que ele desperta.
Esse movimento de sumir não é aleatório. É uma forma de se proteger de algo interno que aparece quando a relação começa a existir de verdade. E depois vem a falta, porque o desejo de estar com o outro continua ali.
Não é falta de interesse nas pessoas. É um conflito entre querer proximidade e, ao mesmo tempo, precisar se afastar para se sentir segura.
A gente precisa entender o que você sente antes de se afastar. É aí que está a chave. Sem isso, você só repete o ciclo.
E não, você não está “quebrada”. Mas esse padrão, se não for trabalhado, tende a se repetir em todas as relações.
Fico à disposição
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Tenho diagnostico de ansiedade a quase 20 anos e um diagnostico recente de Transtorno misto depressi
Tenho diagnostico de ansiedade a quase 20 anos e um diagnostico recente de Transtorno misto depressivo-ansioso, já medicada e em tratamento (cloridrato de desvenlafaxina) e faço TCC.
Percebi que tenho ansiedade todos os dias no mesmo horário (entre 14:30 e 15hs) sem que eu me lembre de algum gatilho especifico nesse horário,não consegui evoluir em terapia ainda essa questão.Pensando em procurar por psicanalise, faz sentido mudar a abordagem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Primeiramente, é importante reconhecer que você já está fazendo um tratamento consistente, com acompanhamento psiquiátrico, uso da medicação e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Isso é muito positivo e deve ser mantido, salvo orientação dos profissionais que a acompanham.
Sobre a ansiedade surgir praticamente todos os dias no mesmo horário, mesmo sem um gatilho consciente, isso pode acontecer. Nem sempre os gatilhos são evidentes. Em alguns casos, podem estar relacionados a fatores biológicos, hábitos, memórias, associações inconscientes ou experiências que a própria pessoa não consegue identificar de imediato.
Nesse sentido, a Psicanálise pode, sim, ser uma abordagem complementar. Enquanto a TCC costuma trabalhar mais diretamente os pensamentos, emoções e comportamentos atuais, a Psicanálise busca compreender os significados inconscientes dos sintomas, a história de vida e os conflitos emocionais que podem estar sustentando esse padrão.
Não significa que uma abordagem seja melhor que a outra. Muitas pessoas, inclusive, se beneficiam da combinação entre o acompanhamento psiquiátrico e diferentes abordagens psicoterapêuticas, desde que haja um tratamento bem conduzido.
Se você sente que essa questão específica não evoluiu como gostaria, faz sentido conversar com sua terapeuta sobre essa percepção e, se houver interesse, buscar uma avaliação com um psicanalista. Isso não significa abandonar a TCC, mas conhecer outra forma de compreender o seu sofrimento e avaliar se ela faz sentido para você.
O mais importante é que você encontre uma abordagem na qual se sinta compreendida e que favoreça seu processo de autoconhecimento e melhora.
Fico à disposição.
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Eu descobri uma traição recentemente e percebo que isso está ocupando todo o meu pensamento. Gostari
Eu descobri uma traição recentemente e percebo que isso está ocupando todo o meu pensamento. Gostaria de entender o que essa dor está revelando sobre a minha estrutura emocional agora.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito que você esteja passando por esse momento.
Uma traição costuma provocar um impacto emocional muito profundo. Além da dor pela quebra da confiança, ela pode despertar sentimentos de rejeição, insegurança, raiva, culpa e até colocar em dúvida a própria identidade e o valor pessoal. Por isso, é natural que seus pensamentos estejam voltados para essa experiência neste momento.
Na Psicanálise, não buscamos responder apenas "por que isso aconteceu?", mas também "o que essa experiência despertou em você?". Cada pessoa vivencia uma traição de maneira única, pois ela também mobiliza aspectos da sua história, das relações construídas ao longo da vida e da forma como lida com perdas, frustrações e vínculos afetivos.
O sofrimento que você sente não deve ser apressado nem minimizado. Ele pode ser uma oportunidade para compreender melhor seus sentimentos, seus limites, suas expectativas nas relações e o significado que esse acontecimento assumiu na sua vida.
Um processo de Psicanálise pode oferecer um espaço de escuta para que essa dor seja elaborada, permitindo que você encontre suas próprias respostas, sem julgamentos e respeitando o seu tempo.
Fico à disposição.
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Descobri uma traição do meu parceiro e terminei, como posso trabalhar o medo de que essa situação se
Descobri uma traição do meu parceiro e terminei, como posso trabalhar o medo de que essa situação se repita em outros vínculos?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A traição não fere apenas a relação — ela abala a sua sensação de segurança. E, quando isso não é elaborado, o medo não fica no passado: ele passa a contaminar os próximos vínculos.
O primeiro passo é compreender que esse medo não é uma previsão do futuro, mas um eco emocional da experiência vivida. A mente tenta proteger você, criando a ideia de que “vai acontecer de novo”. Nem sempre isso corresponde à realidade — muitas vezes, é apenas a dor ainda ativa.
Também é essencial recolocar a responsabilidade no lugar certo. A traição foi uma escolha do outro. Quando você transforma isso em falha pessoal, corre o risco de entrar em novas relações tentando compensar algo que nunca foi seu — seja controlando demais, desconfiando de tudo ou se anulando para evitar perder.
Mais importante do que confiar cegamente em alguém é reconstruir a confiança em si mesmo. Saber que, se algo acontecer, você será capaz de perceber, se posicionar e agir. Isso devolve autonomia emocional.
Nos novos vínculos, o equilíbrio é fundamental. Nem desconfiança constante, nem ingenuidade. Observar sinais reais, sem se deixar dominar por suposições. E, acima de tudo, respeitar o tempo: confiança não nasce de promessas, mas de consistência ao longo das experiências.
Por fim, vale olhar além do evento. Muitas vezes, a dor da traição ativa feridas mais profundas — medo de abandono, sensação de não ser suficiente, necessidade de controle. Quando essas questões são trabalhadas, o padrão deixa de se repetir, mesmo que o cenário mude.
Superar esse medo não significa garantir que nunca mais será ferido.
Significa desenvolver força emocional suficiente para não se perder, caso isso aconteça novamente.
Se você sente que essa experiência ainda está presente nas suas relações, buscar acompanhamento pode ser um passo importante para ressignificar essa vivência e construir vínculos mais seguros.
Fico à disposição
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Estou casado há 22 anos, há alguns meses me envolvi com outra mulher, não consigo deixá-la, mas tamb
Estou casado há 22 anos, há alguns meses me envolvi com outra mulher, não consigo deixá-la, mas também não consigo abandonar meu casamento que é harmonioso e tenho um filho com a minha mulher. Não consigo sair dessa situação, porém não me sinto bem nela, está me consumindo. O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, o sofrimento parece não estar apenas entre duas pessoas, mas no conflito que existe dentro de você. De um lado, há um casamento de muitos anos, uma história construída, um filho e uma relação que você considera harmoniosa. Do outro, existe um vínculo afetivo que você também não consegue romper. Permanecer entre essas duas relações acaba gerando culpa, angústia e um grande desgaste emocional.
Na Psicanálise, mais do que buscar uma resposta sobre "com quem ficar", procuramos compreender o que faz com que essa escolha seja tão difícil. Muitas vezes, o conflito não está apenas nas pessoas envolvidas, mas nos significados que cada relação ocupa na vida do sujeito, em seus desejos, faltas, expectativas e na própria história de vida.
O sofrimento que você relata merece ser escutado, não julgado. Antes de qualquer decisão, pode ser importante compreender o que esse impasse está revelando sobre você. Quando os conflitos inconscientes começam a fazer sentido, as decisões tendem a surgir de forma mais consciente e menos movidas pela culpa, pela impulsividade ou pelo medo.
Um processo de Psicanálise pode oferecer um espaço seguro para que você compreenda esse momento da sua vida e encontre sua própria resposta, respeitando sua história, seus valores e seus desejos.
Fico à disposição.
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Fazer uma pergunta para o cérebro antes de adormecer Escrever uma pergunta para o Subconsciente depo
Fazer uma pergunta para o cérebro antes de adormecer Escrever uma pergunta para o Subconsciente depois fechar olhos deitar e dormir pra técnica ficar melhor tenho que repetir falar a frase mentalmente da pergunta até apagar? Ou o Subconsciente terá memória da escrita??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O cérebro não funciona exatamente como muitos discursos sobre “subconsciente” prometem na internet.
Não é como enviar uma ordem mágica para uma entidade oculta dentro da mente.
Mas existe algo real nisso:
o estado entre vigília e sono é extremamente fértil psicologicamente.
Antes de dormir, o cérebro entra em redução gradual da vigilância racional e aumento de associações internas, memória emocional, imaginação e processamento inconsciente. Por isso ideias, insights, sonhos e respostas simbólicas podem surgir depois.
Escrever a pergunta já tem efeito.
Porque a escrita organiza a intenção psíquica. Você literalmente sinaliza ao cérebro:
“Isso importa.”
E sim, o cérebro “registra” isso sem precisar repetir obsessivamente.
Na verdade, repetir até apagar pode ter dois efeitos diferentes:
relaxamento e foco suave;
ou ansiedade de desempenho (“preciso conseguir resposta”).
O ideal costuma ser:
escrever a pergunta de forma clara;
ler uma ou duas vezes calmamente;
fechar os olhos;
deixar a mente relaxar sem forçar resposta.
Exemplo:
“O que estou evitando enxergar?”
“Qual decisão realmente me faria bem?”
“O que minha ansiedade está tentando proteger?”
Perguntas abertas funcionam melhor do que comandos rígidos.
Porque o inconsciente trabalha mais por símbolos, emoções, memórias e associações do que por linguagem lógica direta.
E algo importante:
a resposta raramente vem como “voz mística”.
Ela costuma aparecer como:
sonho;
sensação;
lembrança;
insight espontâneo;
mudança de percepção nos dias seguintes;
conexão inesperada entre ideias.
O excesso de esforço atrapalha.
O inconsciente funciona mais como água subterrânea do que como máquina de busca.
Você planta a pergunta.
Depois precisa permitir silêncio suficiente para algo emergir.
Fico à disposição
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Perguntas frequentes
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