Perguntas do paciente (128)
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Quais os benefícios das consultas online para saúde mental?
Quais os benefícios das consultas online para saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Alguns benefícios:
Mais fácil de acessar: dá pra fazer de qualquer lugar, até do interior ou durante uma viagem.
Ex: não precisa se deslocar até o consultório, só ter internet.
Mais confortável: muita gente se sente mais à vontade falando de casa.
Ex: quem tem ansiedade social costuma se soltar mais assim.
Cabe melhor na rotina: você escolhe o horário que encaixa no seu dia.
Ex: dá pra marcar na hora do almoço ou no fim do dia, sem perder tempo no trânsito.
Não precisa parar o tratamento: mesmo mudando de cidade ou viajando, dá pra continuar com o mesmo terapeuta.
Simples assim: é terapia com menos obstáculos.
Fico à disposição!
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Tenho transtorno de personalidade borderline e ansiedade generalizada posso usar o colar de girassol
Tenho transtorno de personalidade borderline e ansiedade generalizada posso usar o colar de girassol (tendo laudo) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, você pode usar o colar de girassol se tiver um laudo médico ou psicológico que comprove suas condições, como o transtorno de personalidade borderline e a ansiedade generalizada. O colar de girassol é um símbolo de identificação para pessoas com deficiências ocultas (não visíveis), como transtornos mentais, neurológicos, entre outros.
Ele não é obrigatório nem exige um cadastro oficial, mas é importante que você o utilize de forma responsável, acompanhado do laudo ou relatório quando necessário, para evitar mal-entendidos.
O objetivo do colar é sensibilizar as pessoas ao seu redor, especialmente em ambientes públicos e de atendimento, como aeroportos, hospitais, escolas e órgãos públicos, para que ofereçam mais paciência, compreensão e, se preciso, algum tipo de assistência especial.
Espero ter ajudado.
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Boa noite, eu acho que devo iniciar terapia online, mais não sei se devo, talvez psicanalista, tenho
Boa noite, eu acho que devo iniciar terapia online, mais não sei se devo, talvez psicanalista, tenho timidez, já tive episódios de ansiedade e alguns problemas na área sentimental, estresse em relação ao trabalho, não sei como iniciar ou em que focar para tratar primeiro
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite!
Fico feliz que esteja considerando cuidar da sua saúde emocional. Esse já é um passo muito importante.
É totalmente normal ter dúvidas no início, inclusive sobre o que falar ou por onde começar. Na psicanálise, você não precisa chegar com tudo organizado ou saber exatamente qual é o foco — isso vai sendo construído juntos, no seu tempo. Basta trazer o que está te incomodando no momento, mesmo que pareça confuso. A sua timidez, a ansiedade, as questões afetivas e o estresse com o trabalho já são ótimos pontos de partida.
Se você optar pela terapia online, o processo será tão eficaz quanto o presencial, com a vantagem de poder fazer de onde se sentir mais à vontade.
Sugiro que inicie a terapia. Assim você pode entender melhor como funciona e sentir se é o momento certo para começar.
Fico à disposição.
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O prazer em ser visto nu e observar os outros nus em vestiários revela algum problema psicológico?
O prazer em ser visto nu e observar os outros nus em vestiários revela algum problema psicológico?
Adoro frequentar clube e academia por causa disso...RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A princípio, o prazer em se ver e ver o outro nu, especialmente em espaços como vestiários de clubes ou academias, não indica necessariamente um problema psicológico, desde que:
Não haja sofrimento psíquico associado (culpa, vergonha, obsessão, angústia).
Não ultrapasse os limites do socialmente aceito, como invadir a privacidade do outro ou agir de forma inapropriada.
Não afete sua vida funcional, como trabalho, relacionamentos ou atividades cotidianas.
Agora, do ponto de vista psicanalítico, essa situação pode ser um significante importante a ser investigado.
O fato de você gostar de ser visto nu e observar outros não é um problema em si. O importante é observar se isso traz sofrimento, compulsão ou impacto negativo em sua vida.
Lembre-se: o que nos atrai também nos revela.
Fico à disposição!
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Sou completamente apaixonado pela minha psi bem antes de iniciar a terapia com ela. Já trocamos olha
Sou completamente apaixonado pela minha psi bem antes de iniciar a terapia com ela. Já trocamos olhares e até ficamos desconcertados perto um do outro algumas vezes antes da terapia. Chamei ela pra ser minha psicóloga pra eu não deixar de ver ela e já estava a procura de uma mesmo e chamei ela. Já chorei várias vezes por não saber o que fazer. Já tem 2 anos e o sentimento não mudou e sofro por não saber o que fazer. Seria necessário eu falar com ela sobre isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entender que esse sentimento já existia antes da terapia não o torna menos relevante — pelo contrário, pode ter motivado inconscientemente sua escolha. Falar com ela sobre isso é essencial. A terapia é justamente o espaço seguro para elaborar sentimentos assim, sem julgamento. Guardar isso só prolonga o sofrimento.
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eu queria saber pq eu tenho baixa vontade e libido para questões sexuais com outro pessoa ou até mes
eu queria saber pq eu tenho baixa vontade e libido para questões sexuais com outro pessoa ou até mesmo não sinto vontade ou necessidade sexual, mas sinto tesão e vontade apenas me masturbando?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em termos gerais, essa diferença entre ter desejo sozinho (masturbação) e ter pouca ou nenhuma libido com outra pessoa pode ter causas múltiplas, que se misturam:
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Já amava meu psicólogo antes mesmo de iniciar a terapia com ele e ele tbm demonstrava q gostava de m
Já amava meu psicólogo antes mesmo de iniciar a terapia com ele e ele tbm demonstrava q gostava de mim. Penso em falar com ele na terapia sobre isso. Como os doutores sabem que não é fantasia, pq comigo não é fantasia, já gostava mto antes da terapia. Como vocês afirmam q realmente é amor e o q fazer após isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Claro, Dr. Jeff. Aqui está uma versão mais direta e sintetizada para você usar com seu paciente:
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Sentir que ama seu psicólogo antes mesmo da terapia é algo importante e precisa ser acolhido, mas também analisado com cuidado.
Mesmo que o sentimento seja verdadeiro, ele pode estar atravessado por idealizações, carências ou projeções — o que não invalida sua intensidade, mas pede compreensão.
Na Psicanálise, a questão não é julgar se o amor “existe” ou não, mas entender de onde ele vem, o que ele representa na sua história emocional, e para onde ele aponta.
Falar disso na terapia é essencial. Só assim será possível diferenciar o que é um desejo real e maduro, do que é uma repetição inconsciente.
Mesmo que seja amor, o psicólogo precisa manter o enquadre, porque o compromisso ético dele é com o seu cuidado, não com a reciprocidade afetiva.
Seu sentimento merece escuta, e não negação. Traga isso para a análise — é no dizer que tudo pode se transformar.
Fico à disposição
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Um psicólogo consegue se auto se cuidar sem precisar fazer terapia com outro psicólogo? Pq se ele co
Um psicólogo consegue se auto se cuidar sem precisar fazer terapia com outro psicólogo? Pq se ele consegue tratar outros, seria positivo ele conseguir se ouvir e se tratar não é
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um psicólogo pode até se cuidar sozinho até certo ponto, mas não consegue se analisar completamente sozinho como faz com seus pacientes. E há razões estruturais para isso.
1. Por que ele não se trata sozinho, se trata os outros?
Porque a escuta que ele oferece ao outro está baseada na posição de alteridade, ou seja, ele está fora da história do paciente, e pode ouvir as entrelinhas, as incongruências, as repedições.
Consigo mesmo, ele está dentro demais. Seu inconsciente age nele também, inclusive produz defesas que ele não vê.
2. Autoanálise existe?
Freud tentou a autoanálise, e conseguiu descobrir muitas coisas — mas ele próprio reconheceu os limites.
A autoescuta ajuda na reflexão, no autocuidado, mas ela não substitui a escuta de um outro analista, porque não existe neutralidade consigo mesmo.
3. Se ele não faz análise, o que acontece?
Ele pode até ser um bom profissional tecnicamente, mas:
Corre o risco de agir seus próprios conteúdos nos atendimentos;
Pode usar o paciente para suprir suas próprias faltas;
E pode não perceber transferências e contra-transferências importantes.
Por isso se diz que a análise do analista é uma questão ética.
4. Conclusão:
Um psicólogo pode se cuidar, mas não se tratar sozinho da mesma forma que trata outros.
A escuta do outro é essencial porque nosso inconsciente nos engana bem demais.
Fico à disposição
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Uma pessoa com fobia social, sem proposito pode ter ajuda só com psicologo, ou precisa de psiquiatra
Uma pessoa com fobia social, sem proposito pode ter ajuda só com psicologo, ou precisa de psiquiatra? Pq não gosto de remédio e quero me testar so com conversa. Quanto tempo em média pode durar o processo até a alta? Tem em média, não que seja regra
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível tratar fobia social e falta de propósito apenas com psicólogo.
Muitas pessoas conseguem grandes avanços só com o processo terapêutico — especialmente se a fobia não for incapacitante a ponto de impedir totalmente a vida social.
Se o paciente quer se testar só com conversa, isso já é um bom sinal: mostra desejo de mudança.
A psicoterapia pode ajudar a entender as causas da fobia, desenvolver habilidades sociais e reconstruir o sentido da vida sem depender, inicialmente, de medicação.
O psiquiatra só se torna necessário quando os sintomas estão muito intensos — como crises de pânico, isolamento total, sofrimento psíquico extremo ou risco à saúde. Mesmo assim, o psicólogo pode encaminhar caso veja necessidade.
E quanto tempo leva até a alta?
Não existe uma regra, mas em média:
Casos mais leves: entre 6 meses a 1 ano com sessões semanais.
Casos mais profundos: 2 a 3 anos, especialmente quando envolve ressignificar a própria identidade, infância ou traumas.
O importante é não focar na alta como um objetivo imediato, mas no processo: a melhora vem aos poucos, e cada pequeno avanço é um passo gigante.
Fico à disposição
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A Histeria seria uma luta entre o ID e o ego ou entre o ID e o Super Ego? Ou essa linha de pensamen
A Histeria seria uma luta entre o ID e o ego ou entre o ID e o Super Ego?
Ou essa linha de pensamento está equivocada?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A histeria pode ser compreendida de forma mais precisa se evitarmos pensar nela como uma luta direta entre duas instâncias psíquicas isoladamente (Id vs. Ego ou Id vs. Superego). Essa visão, embora interessante, simplifica uma estrutura que é mais complexa na metapsicologia freudiana.
Vamos refinar:
1. Histeria e conflito psíquico
A histeria, segundo Freud, surge de conflitos inconscientes, geralmente ligados a desejos recalcados (do Id) que são inaceitáveis para o Ego e/ou para o Superego. Então, o que temos é:
O Id quer expressar um desejo (geralmente sexual ou agressivo);
O Ego, submetido à realidade e à censura do Superego, recalca esse desejo;
Esse recalque não elimina o desejo — ele retorna, disfarçado em forma de sintoma histérico (como paralisias, cegueiras, dores, etc.).
2. Portanto, é uma tensão tripla:
O Id deseja;
O Superego censura;
O Ego tenta equilibrar, mas falha, e produz o sintoma como compromisso.
3. Conclusão:
A histeria não é uma luta simples entre duas instâncias, mas uma formação de compromisso que expressa um conflito inconsciente entre desejo (Id), censura (Superego) e defesa (Ego). Então, sua linha de pensamento não está equivocada, mas pode ser enriquecida se pensarmos nos três em relação.
Fico a disposição.
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Como identificar relacionamento abusivo ?
Como identificar relacionamento abusivo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A identificação de um relacionamento abusivo pode ser sutil, pois nem sempre envolve violência física. Muitas vezes, o abuso se manifesta de forma emocional, psicológica, financeira ou até sexual. Aqui estão alguns sinais que podem indicar um relacionamento abusivo:
1. Controle excessivo
O parceiro decide com quem você pode falar, onde pode ir e o que pode fazer.
Acesso limitado a dinheiro ou a recursos básicos.
Monitoramento constante, como checar celular, redes sociais e ligações.
2. Isolamento
O parceiro faz com que você se afaste da família e amigos.
Críticas constantes às suas relações pessoais, fazendo você se sentir culpado ao socializar.
3. Manipulação emocional e psicológica
Uso de chantagem emocional, como ameaçar se machucar ou se matar caso você saia do relacionamento.
Gaslighting: fazer você duvidar da própria memória ou percepção da realidade.
Alternância entre carinho e agressividade, criando confusão emocional.
4. Violência verbal e emocional
Ofensas, humilhações e críticas constantes.
Desvalorização das suas conquistas e menosprezo por seus sentimentos.
Ameaças, mesmo que veladas, de abandono ou retaliação.
5. Violência física ou sexual
Agressões físicas, empurrões, tapas ou ameaças de violência.
Pressão para ter relações sexuais ou praticar atos que você não quer.
6. Desigualdade no relacionamento
O parceiro sempre impõe sua vontade, sem considerar seus desejos ou opiniões.
Você sente medo de expressar o que pensa para evitar conflitos.
O ideal é buscar ajuda de um profissional e de uma rede de apoio para avaliar as possibilidades de saída desse ciclo.
Fico a disposição.
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Tenho um relacionamento não mono, uns 2 anos. Temos afinidade de visão de mundo, de atividades compa
Tenho um relacionamento não mono, uns 2 anos. Temos afinidade de visão de mundo, de atividades compartilhadas, como ler, praticar esportes, viajar. No ano passado, ele foi com outra a evento que eu teria gostado muito de estar com ele. Fui avisada às vésperas. Sofri muito e ainda não superei. Tive apenas justificativa de que não tínhamos acordo na época. Sinto que ele é evitativo, o que ativa minha ansiedade. Temos longas conversas, ele diz que estou sempre insatisfeita. Como fazer a reparação? Sendo que pedi pra me acompanhar noutro evento importante pra mim e ele negou, cada vez com uma justificativa diferente. Temos ótimos momentos, mas me sinto ansiosa, sinto falta dessa reparação e de empatia com minhas dores.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você relata, sua dor parece estar ligada a dois aspectos principais: (1) a quebra de uma expectativa de reciprocidade e (2) a dificuldade em sentir que suas emoções são validadas pelo seu parceiro. O fato de ele ter ido a um evento significativo com outra pessoa e, depois, ter recusado seu convite para algo importante para você, pode ter gerado um desequilíbrio na relação – algo que você percebe como falta de reparação.
O que me chama a atenção é o padrão que se repete: você expressa sua dor, e ele responde com justificativas ou diz que você está sempre insatisfeita, sem necessariamente acolher seu sentimento. Essa dinâmica pode estar contribuindo para sua ansiedade e para um possível distanciamento emocional.
Talvez seja interessante refletir sobre algumas questões:
1. Você sente que suas necessidades emocionais estão sendo reconhecidas na relação?
2. Esse padrão de comunicação e validação das suas emoções é algo que você consegue ver mudando nele ou é uma característica dele?
3. O que te mantém na relação, e o que pesa mais: os momentos bons ou a dor recorrente?
Sobre a reparação, talvez a questão principal não seja um "ato reparador" específico, mas sim um ajuste na forma como vocês lidam com conflitos e expectativas. Se ele tem um perfil evitativo, pode ser que tenha dificuldade em lidar com emoções intensas e prefira minimizar ou racionalizar o problema. Para que você se sinta acolhida, seria importante um diálogo em que ele realmente escute e demonstre compreender o impacto emocional do que aconteceu. Caso contrário, você pode continuar carregando essa frustração, que pode se transformar em ressentimento com o tempo.
Fico a disposição para explorarmos juntos formas de se comunicar de maneira mais assertiva e de perceber os limites da relação.
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Problemas dos outros ,pode sobrecarregar o psicológico de quem ouve ?
Problemas dos outros ,pode sobrecarregar o psicológico de quem ouve ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode. Isso é chamado de fadiga por compaixão ou carga emocional vicária. Quando alguém escuta constantemente os problemas dos outros, especialmente de forma intensa e sem equilíbrio, pode acabar absorvendo o sofrimento alheio, sentindo-se emocionalmente exausto, ansioso ou até mesmo desenvolvendo sintomas semelhantes aos da pessoa que está ajudando.
Por isso, profissionais que lidam com sofrimento humano, como psicanalistas, psicólogos e assistentes sociais, precisam de supervisão, análise pessoal e momentos de descanso para evitar essa sobrecarga. Para quem não é da área, impor limites saudáveis e equilibrar a escuta com o autocuidado é essencial.
Fico à disposição
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O que significa o esquecimento para a psicanálise?
O que significa o esquecimento para a psicanálise?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para a psicanálise, o esquecimento não é simplesmente um fenômeno biológico ou uma falha da memória, mas um mecanismo psíquico com significado profundo. Freud, em A Psicopatologia da Vida Cotidiana (1901), mostrou que esquecemos não apenas por acaso, mas porque há um conflito inconsciente por trás desse esquecimento.
Algumas interpretações do esquecimento na psicanálise:
1. Repressão – O esquecimento pode ser um ato de recalcamento, no qual a mente empurra para o inconsciente aquilo que é doloroso, vergonhoso ou proibido. É uma forma de defesa psíquica contra conteúdos que causariam angústia.
2. Retorno do reprimido – Paradoxalmente, o que foi esquecido pode voltar de maneira distorcida, como lapsos de memória, atos falhos ou sintomas neuróticos. Isso mostra que o inconsciente nunca esquece de verdade, apenas disfarça o conteúdo indesejado.
3. Esquecimento como resistência – Quando alguém esquece de um compromisso, um nome ou um conceito importante, pode haver um desejo inconsciente de evitar aquela situação ou informação.
4. Esquecimento e desejo – Freud notou que esquecemos seletivamente aquilo que, em algum nível, queremos esquecer, mesmo sem perceber conscientemente. Isso pode indicar um desejo reprimido ou um conflito interno.
Ou seja, para a psicanálise, o esquecimento não é apenas uma falha da memória, mas um sintoma que pode revelar desejos ocultos e conflitos psíquicos.
Fico a disposição
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Qual a diferença entre o psicólogo e o psicanalista?
Qual a diferença entre o psicólogo e o psicanalista?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A diferença entre o psicólogo e o psicanalista está na formação, na abordagem teórica e na prática clínica.
1. Formação
Psicólogo: É formado em Psicologia, um curso universitário de cinco anos que abrange diversas abordagens (cognitivo-comportamental, humanista, psicanalítica, entre outras). Pode atuar em diversas áreas, como clínica, organizacional, educacional, hospitalar e jurídica.
Psicanalista: Não há uma graduação específica. A formação ocorre em instituições psicanalíticas, seguindo três pilares freudianos: análise pessoal, estudo teórico e supervisão clínica. Em muitos países, profissionais de diversas áreas podem se tornar psicanalistas, desde que sigam essa formação rigorosa.
2. Abordagem Teórica
Psicólogo: Pode seguir diferentes abordagens terapêuticas (TCC, Gestalt, Psicologia Analítica, Psicanálise, etc.), dependendo da sua formação.
Psicanalista: Trabalha exclusivamente com a Psicanálise, baseada nas teorias de Freud, Lacan, Klein e outros, explorando o inconsciente, a interpretação dos sonhos, os lapsos e os processos de transferência e resistência.
3. Método de Trabalho
Psicólogo: O atendimento pode ser estruturado, com técnicas diretivas, questionários, testes psicológicos e intervenções focadas em sintomas e comportamentos.
Psicanalista: A escuta é fundamental, e o paciente fala livremente (associação livre). O analista interpreta significados ocultos nos discursos, revelando conflitos inconscientes.
4. Objetivo da Terapia
Psicólogo: Pode ter um foco mais direcionado na resolução de problemas específicos, adaptação e bem-estar psicológico.
Psicanalista: Busca uma transformação profunda, analisando os processos inconscientes que influenciam a vida do paciente.
Ambos podem atuar clinicamente, mas com enfoques diferentes. Muitos psicólogos estudam Psicanálise para complementar sua prática, tornando-se psicanalistas.
Fico a disposição
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Tenho 27 anos e nunca tive um orgasmos oq posso pra tá liberando o orgasmo?
Tenho 27 anos e nunca tive um orgasmos oq posso pra tá liberando o orgasmo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A anorgasmia pode ter causas físicas e psicológicas. Para liberar o orgasmo, é essencial:
1. Autoconhecimento – Explore seu corpo e descubra o que te excita.
2. Relaxamento – Estresse e ansiedade bloqueiam o prazer.
3. Excitação Mental – Fantasias e estímulos ajudam na resposta sexual.
4. Saúde Física – Hormônios e circulação podem influenciar; consulte um médico se necessário.
5. Psicoterapia/Psicanálise – Traumas e repressões podem impedir o orgasmo.
Diferença entre homens e mulheres:
Homens: Orgasmo costuma ser mais ligado à estimulação física direta e ocorre mais rapidamente.
Mulheres: O prazer depende mais da excitação mental e emocional, além da estimulação adequada do clitóris ou ponto G.
Procure sempre em especialista.
Fico à disposição.
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O que distingue a "antiga psicanálise" da psicanálise contemporânea? Seria a psicanálise lacaniana a
O que distingue a "antiga psicanálise" da psicanálise contemporânea? Seria a psicanálise lacaniana a mais adequada atualmente para tratar diversos transtornos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A distinção entre a "antiga psicanálise" e a psicanálise contemporânea se dá principalmente na forma como se compreendem o sujeito, o inconsciente e a prática clínica. A psicanálise freudiana clássica, por exemplo, enfatizava a escuta do inconsciente a partir da associação livre e da interpretação dos sonhos, com um modelo estrutural baseado no id, ego e superego. Já a psicanálise contemporânea incorpora novas leituras, como as contribuições de Lacan, Winnicott, Bion e outros, que ampliaram o entendimento sobre o sujeito e o tratamento.
A psicanálise lacaniana, por sua vez, reformula conceitos freudianos com uma abordagem mais estruturalista e linguística, enfatizando o inconsciente como estruturado como uma linguagem e introduzindo a noção dos registros Real, Simbólico e Imaginário. Lacan também reformula a técnica clínica, afastando-se da ideia de sessões de duração fixa e enfatizando a importância da interpretação e do corte da sessão para produzir efeitos no discurso do analisando.
Sobre a adequação da psicanálise lacaniana para tratar diversos transtornos, depende da concepção que se tem de "transtorno" e do que se espera de um tratamento psicanalítico. A abordagem lacaniana pode ser potente para estruturar subjetividades em sofrimento, especialmente em casos de angústia, psicose e neurose obsessiva. No entanto, para casos mais voltados ao campo da psiquiatria tradicional, como certos transtornos de personalidade ou quadros graves de psicose, outras abordagens psicanalíticas ou mesmo uma articulação com a psiquiatria e outras terapias podem ser mais indicadas.
Fico a disposição!
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Sou casada há 10 anos, desde os 18, hoje tenho 27. Temos hoje um casamento parceiro, transamos regul
Sou casada há 10 anos, desde os 18, hoje tenho 27. Temos hoje um casamento parceiro, transamos regularmente, porém tive casos extraconjugais no passado, que me assombram hoje no presente. Terminei meu último hoje visto que não entendo porque faço isso se tenho uma pessoa que amo e que faz de tudo por mim em casa. Sou diagnosticada com TOC e depressão, tomo antidepressivo, ansiolítico e remédio pra dormir, mas hoje em dia me sinto um lixo de pessoa por fazer o que fiz e viver nesse ciclo de trair, me arrepender, tentar novamente parar, e depois voltar a trair. A culpa nunca sai de mim, e olho para o meu esposo e me sinto a pior pessoa do mundo, e junto com o fardo da culpa nos ombros, apenas vivo tentando ser feliz...como parar de me culpar? Parar com o ciclos, visto que amo meu marido, ele é ótimo, não temos filhos, temos uma vida boa, somos parceiros um do outro. Já pensei em tirar minha vida, e hoje foi o dia com este pensamento mais intenso, por realmente me sentir uma péssima pessoa, sem entender porque faço o que faço. Tenho medo também da pessoa vir a me fazer algum mal, tentar destruir meu casamento, embora ele seja também uma pessoa casada que jurou que não prejudicaria, mas fui impulsiva e cortei a relação por Instagram e bloqueei sem nem ao menos esperar a resposta dele, e por isso tenho medo da possível revolta, o que espero que não tenha. Não quero viver com esse constante medo, e não posso viver enganando a pessoa com quem durmo, me ajudem por favor.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, obrigado por compartilhar algo tão íntimo e doloroso. Antes de tudo, quero dizer que você não está sozinha e que é possível sair desse ciclo com ajuda adequada.
O que você está sentindo agora, como culpa, medo e tristeza, é um reflexo do peso que essa situação colocou sobre você. É importante entender que suas ações podem estar relacionadas a questões emocionais profundas, como as que o TOC e a depressão podem trazer. Eles afetam como você lida com impulsos, sentimentos e arrependimentos.
Primeiro, quero reforçar a importância de você conversar sobre tudo isso com seu terapeuta. Se ainda não faz terapia regularmente, procure um profissional que possa ajudá-la a entender melhor esses comportamentos e a construir estratégias para mudar.
A culpa que você sente pode ser paralisante, mas transformá-la em um compromisso com mudanças reais pode ser libertador. Isso envolve encarar o que aconteceu, buscar o perdão de si mesma e tomar decisões conscientes para cuidar do seu bem-estar e do seu casamento.
Sobre o medo que sente em relação à outra pessoa, o bloqueio foi uma atitude necessária para proteger a si mesma e seu relacionamento. Se houver algum sinal de ameaça real, considere buscar apoio legal ou compartilhar suas preocupações com alguém de confiança.
Por último, você mencionou pensamentos de tirar sua própria vida. Essa é uma bandeira vermelha que não deve ser ignorada. Por favor, busque ajuda imediatamente. Ligue para alguém de confiança. Sua vida é valiosa, e há caminhos para você se sentir melhor.
Você está dando o primeiro passo ao reconhecer que precisa de ajuda. Continue se priorizando e buscando apoio. Você merece ser feliz.
Estou aqui caso precise de mais orientação ou apoio.
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Eu falo mas tenho dificuldade pra conversar que devo fazer?
Eu falo mas tenho dificuldade pra conversar que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo como isso pode ser frustrante. Aqui estão algumas sugestões que podem te ajudar:
1. Identifique o que está te travando: Você sente ansiedade ao falar? Medo de não ser compreendido ou de errar? Identificar a causa é o primeiro passo.
2. Pratique ouvir e reformular: Ouça atentamente o que a outra pessoa diz e, antes de responder, tente reformular mentalmente para organizar suas ideias.
3. Seja gentil consigo mesmo: Ninguém é perfeito em todas as conversas. Aceite que não precisa ter todas as respostas prontas ou falar sem pausas.
4. Treine suas habilidades: Conversar com amigos próximos, praticar em frente ao espelho ou até participar de grupos de conversação pode ajudar.
5. Considere terapia: Se a dificuldade estiver ligada à ansiedade social ou insegurança, a ajuda de um psicólogo pode ser essencial para trabalhar essas questões de forma mais profunda.
Lembre-se de que conversar é uma habilidade, e com prática e paciência, ela pode melhorar com o tempo. Você está no caminho certo ao buscar entender isso!
Fico à disposição!
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Qual a diferença entre relacionamento aberto e relacionamento não-monogâmico?
Qual a diferença entre relacionamento aberto e relacionamento não-monogâmico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva social, relacionamento aberto e relacionamento não-monogâmico são termos próximos, mas com diferenças específicas.
Relacionamento aberto geralmente refere-se a casais que mantêm um vínculo principal e exclusivo emocionalmente, mas permitem envolvimentos sexuais ou afetivos com outras pessoas, desde que previamente acordados. É uma subcategoria da não-monogamia, com foco em liberdade sexual sem necessariamente incluir um compromisso emocional com terceiros.
Relacionamento não-monogâmico, por outro lado, é um termo mais amplo que engloba diversas formas de relacionamentos onde o vínculo não está restrito à exclusividade. Isso pode incluir poliamor (múltiplos vínculos amorosos), anarquia relacional (rejeição de hierarquias nos relacionamentos) e o próprio relacionamento aberto. Esse conceito sugere que a não-exclusividade pode se manifestar de formas mais diversificadas, indo além do âmbito sexual.
Em resumo: todo relacionamento aberto é não-monogâmico, mas nem toda relação não-monogâmica é aberta.
Terapia de Casal Psicanalítica
Na abordagem psicanalítica, a diferença está menos nos rótulos e mais nas dinâmicas inconscientes que sustentam o acordo entre os parceiros.
Relacionamento aberto, sob o viés psicanalítico, pode ser entendido como um modelo onde o casal busca expandir a vivência sexual, lidando com desejos reprimidos ou tentando evitar fantasias de exclusão. O terapeuta investigaria como a abertura é negociada e se há conflitos latentes, como inseguranças, ciúmes ou culpa, que precisam ser elaborados.
Relacionamento não-monogâmico é analisado como um modelo mais estruturado e filosófico. O casal pode estar questionando as normas culturais e desafiando conceitos tradicionais de posse e exclusividade. A terapia se concentraria em como essas escolhas refletem as necessidades individuais e como o casal administra os conflitos entre liberdade e pertencimento.
Foco na terapia:
Relacionamento aberto: Explorar se os limites estão claros e se ambos os parceiros se sentem respeitados.
Não-monogâmico: Compreender a pluralidade dos vínculos e como eles afetam a identidade de cada parceiro e do casal como unidade.
Em ambas as formas, o objetivo psicanalítico seria aprofundar a comunicação, confrontar desejos inconscientes e ajudar o casal a lidar com as ansiedades que emergem dessas dinâmicas.
Fico a disposição
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Perguntas frequentes
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Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?
Em muitos casos a viagem aérea é possível quando a insuficiência cardíaca…