Perguntas do paciente (90)

  • Colorir desenhos, apenas colorir desenhos já prontos traz benefícios para a mente? É recomendável pa

    Colorir desenhos, apenas colorir desenhos já prontos traz benefícios para a mente? É recomendável para pessoas ansiosas e depressivas? Tem comprovação científica dos possíveis benefícios?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    Colorir desenhos prontos pode trazer benefícios reais para a mente, especialmente para pessoas com ansiedade ou sintomas depressivos. Estudos em Psicologia e Neurociência mostram que essa atividade simples pode ajudar a:

    Reduzir o estresse e a ansiedade, promovendo um estado de relaxamento semelhante à meditação;

    Melhorar o foco e a atenção plena (mindfulness), pois a pessoa se concentra no aqui e agora;

    Estimular a criatividade e a expressão emocional, mesmo sem precisar desenhar do zero;

    Diminuir pensamentos negativos repetitivos, comuns na depressão e na ansiedade.

    Embora colorir não substitua tratamento psicológico ou medicamentoso quando necessário, é uma prática complementar segura e acessível, com efeitos positivos comprovados por pesquisas recentes, especialmente quando associada a técnicas terapêuticas como a arteterapia.

    Portanto, sim — colorir pode ser terapêutico e é recomendável como um recurso auxiliar para a saúde mental.


  • Como é o desenvolvimento de uma criança que nasceu prematura?

    Como é o desenvolvimento de uma criança que nasceu prematura?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    O desenvolvimento de crianças prematuras — aquelas que nascem antes das 37 semanas de gestação — pode apresentar algumas particularidades, especialmente nos primeiros anos. Como muitos órgãos ainda estão em maturação ao nascer, podem ocorrer atrasos no crescimento físico, desenvolvimento motor, linguagem, cognição e comportamento. Essas crianças também podem ter mais suscetibilidade a infecções e problemas respiratórios.

    É fundamental avaliar o desenvolvimento com base na idade corrigida (considerando a data prevista para o parto) e garantir um acompanhamento multiprofissional, com pediatra, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e psicólogo. Com estímulos adequados e intervenções precoces, a maioria das crianças prematuras pode alcançar um bom desenvolvimento ao longo do tempo.


  • Quais são as fases do Desenvolvimento Infantil ? .

    Quais são as fases do Desenvolvimento Infantil ? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    O desenvolvimento infantil é geralmente dividido em quatro fases principais, que ajudam a entender como a criança cresce e aprende ao longo do tempo:

    Fase neonatal (0 a 28 dias): o bebê começa a se adaptar ao mundo fora do útero, com destaque para reflexos básicos, como sugar e agarrar.

    Primeira infância (0 a 2 anos): grande desenvolvimento motor (rolar, engatinhar, andar), da linguagem e dos vínculos afetivos.

    Segunda infância (2 a 6 anos): fase de intensa aprendizagem, curiosidade, desenvolvimento da linguagem, imaginação e início do pensamento simbólico.

    Terceira infância (6 a 12 anos): avanços na atenção, memória, raciocínio lógico e nas relações sociais; a criança começa a lidar melhor com regras, deveres e convivência em grupo.

    Essas fases podem variar um pouco de criança para criança, mas servem como guia para acompanhar o crescimento e apoiar o desenvolvimento saudável.


  • Quais os aspectos físicos, cognitivos e emocionais de apoio ao processo de ensino e aprendizagem no

    Quais os aspectos físicos, cognitivos e emocionais de apoio ao processo de ensino e aprendizagem no desenvolvimento infantil?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    No desenvolvimento infantil, alguns aspectos físicos, cognitivos e emocionais são fundamentais para apoiar o processo de ensino e aprendizagem:

    Físicos: o bom funcionamento do corpo (visão, audição, coordenação motora e saúde geral) influencia diretamente na capacidade de explorar o ambiente, escrever, brincar e se comunicar.

    Cognitivos: envolvem atenção, memória, linguagem, raciocínio e percepção, que são essenciais para compreender, pensar, resolver problemas e aprender novos conteúdos.

    Emocionais: crianças que se sentem seguras, acolhidas e confiantes têm mais facilidade em se concentrar, participar e enfrentar desafios escolares. O vínculo com os educadores também é um fator-chave.

    Esses três aspectos se conectam e precisam ser estimulados juntos para favorecer um desenvolvimento integral e uma aprendizagem mais eficaz.


  • Quais são as características das crianças com transtorno de desenvolvimento intelectual?

    Quais são as características das crianças com transtorno de desenvolvimento intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    Crianças com transtorno do desenvolvimento intelectual apresentam limitações importantes em duas áreas principais:

    Funcionamento intelectual – dificuldade para aprender, resolver problemas, pensar de forma abstrata ou tomar decisões de forma adequada para a idade.

    Comportamento adaptativo – limitações nas habilidades do dia a dia, como se comunicar, cuidar de si mesmas, interagir socialmente, adaptar-se a novas situações ou cumprir tarefas rotineiras.

    Essas características costumam aparecer antes dos 18 anos e variam de leve a profunda, dependendo do grau do transtorno. Muitas vezes, a criança pode demorar mais para falar, andar, aprender conteúdos escolares ou se relacionar com outras pessoas.

    Com diagnóstico precoce, apoio especializado (como psicopedagogia, fonoaudiologia e psicoterapia) e inclusão escolar, essas crianças podem desenvolver seu potencial e melhorar sua qualidade de vida.


  • Qual a melhor forma de entender e respeitar as pessoas com deficiência intelectual?

    Qual a melhor forma de entender e respeitar as pessoas com deficiência intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    Entender e respeitar as pessoas com deficiência intelectual começa pelo reconhecimento de que elas possuem limitações no funcionamento intelectual e nas habilidades adaptativas (como comunicação, cuidado pessoal, autonomia e interação social), geralmente identificadas antes dos 18 anos. No entanto, isso não define quem elas são por completo.

    A melhor forma de respeitá-las é olhar para suas potencialidades e não apenas para as dificuldades. Isso envolve:

    Escutar com atenção, sem infantilizar ou subestimar sua capacidade de compreensão.

    Promover a inclusão, garantindo acesso à educação, trabalho e convivência social em igualdade de condições.

    Adaptar a comunicação quando necessário, utilizando linguagem clara e apoio visual ou prático.

    Valorizar sua autonomia, incentivando a participação nas decisões que dizem respeito à sua vida.

    Respeito, nesse contexto, também significa combater o preconceito, reconhecer os direitos dessas pessoas e contribuir para uma sociedade mais acessível e acolhedora para todos.


  • Como a deficiência intelectual pode afetar o desenvolvimento social e emocional de uma pessoa?

    Como a deficiência intelectual pode afetar o desenvolvimento social e emocional de uma pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    A deficiência intelectual pode afetar o desenvolvimento social e emocional porque envolve dificuldades cognitivas que impactam o modo como a pessoa compreende o mundo, expressa sentimentos, se comunica e se relaciona com os outros.

    Pessoas com deficiência intelectual podem ter mais dificuldade para:

    Entender normas sociais e comportamentos esperados em diferentes contextos;

    Reconhecer e expressar emoções de forma adequada;

    Resolver conflitos ou lidar com frustrações;

    Criar e manter amizades, o que pode levar ao isolamento.

    Esses desafios podem gerar sentimentos como insegurança, baixa autoestima e ansiedade, especialmente quando há falta de apoio ou experiências negativas, como rejeição ou bullying.

    No entanto, com ambientes acolhedores, apoio emocional adequado, intervenções educativas e psicossociais e estímulo às habilidades sociais, essas pessoas podem desenvolver vínculos afetivos saudáveis, participar ativamente da vida em comunidade e ter uma boa qualidade de vida emocional e social.


  • Qual a relação da Síndrome de Down com a deficiência intelectual?

    Qual a relação da Síndrome de Down com a deficiência intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    A Síndrome de Down é uma condição genética causada por uma cópia extra do cromossomo 21, que impacta o desenvolvimento físico e cognitivo da pessoa. Uma característica comum é a presença de deficiência intelectual, geralmente de grau leve a moderado.

    Essa deficiência está relacionada a alterações no desenvolvimento cerebral, afetando habilidades como memória, linguagem, atenção e resolução de problemas. Isso pode levar a atrasos no desenvolvimento da fala, motor e na aprendizagem escolar.

    Apesar dessas limitações, o desenvolvimento é possível e significativo, especialmente com estímulos precoces e apoio multiprofissional. Intervenções como fonoaudiologia, psicopedagogia, fisioterapia e suporte familiar favorecem a autonomia e a qualidade de vida da pessoa com Síndrome de Down.

    A deficiência intelectual, portanto, é parte da condição, mas não define o potencial da pessoa. Com inclusão, respeito e suporte, é possível promover avanços importantes em suas capacidades e bem-estar.


  • Como diferenciar deficiência intelectual de atraso cognitivo?

    Como diferenciar deficiência intelectual de atraso cognitivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    Deficiência intelectual = dificuldade mais duradoura e global.

    Atraso cognitivo = dificuldade mais pontual e potencialmente superável.
    A principal diferença entre deficiência intelectual e atraso cognitivo está na persistência e gravidade das dificuldades cognitivas ao longo do tempo.

    A deficiência intelectual é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por limitações significativas no funcionamento intelectual (como raciocínio, aprendizado e resolução de problemas) e no comportamento adaptativo (habilidades do dia a dia, como comunicação, autocuidado e socialização). Essas limitações são duradouras, surgem antes dos 18 anos e tendem a permanecer ao longo da vida, embora possam ser amenizadas com apoio adequado.

    Já o atraso cognitivo é um retardo temporário no desenvolvimento das habilidades mentais esperado para a idade. Ele pode ocorrer, por exemplo, em crianças que nasceram prematuras ou cresceram em ambientes com pouca estimulação, e muitas vezes é reversível com estimulação, apoio pedagógico e intervenções precoces.


  • Quais são as diferenças entre atraso no desenvolvimento infantil e deficiência intelectual?

    Quais são as diferenças entre atraso no desenvolvimento infantil e deficiência intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    O atraso no desenvolvimento infantil acontece quando a criança não atinge marcos esperados — como falar, andar ou interagir — no tempo comum para sua idade, mas ainda pode alcançar essas habilidades mais tarde com estímulo e acompanhamento adequado. Muitas vezes, é algo temporário.

    Já a deficiência intelectual é uma condição mais permanente. Ela envolve limitações significativas tanto no funcionamento intelectual (como aprender, resolver problemas e tomar decisões) quanto no comportamento adaptativo, que inclui habilidades do dia a dia, como comunicação, autocuidado e socialização. Essas dificuldades aparecem antes dos 18 anos e persistem ao longo da vida.

    A principal diferença está na gravidade e duração: o atraso pode ser superado; a deficiência intelectual é duradoura e exige apoio contínuo. Avaliações profissionais são essenciais para diferenciar os dois quadros e garantir a melhor intervenção.


  • Quem tem deficiência intelectual pode ter altas habilidades/superdotação ?

    Quem tem deficiência intelectual pode ter altas habilidades/superdotação ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    Embora seja raro, é possível que uma pessoa com deficiência intelectual apresente altas habilidades ou superdotação em áreas específicas, como música, artes, cálculo ou memória. Isso é conhecido como dupla excepcionalidade.

    Nesses casos, a pessoa pode ter dificuldades significativas em algumas funções cognitivas, mas demonstrar um talento excepcional em outra. Por isso, é importante olhar para o potencial de cada indivíduo de forma ampla, sem limitar sua identidade à deficiência.

    Com o suporte certo, esses talentos podem ser desenvolvidos, promovendo inclusão, autoestima e qualidade de vida. A ciência atual reforça que o desenvolvimento humano é diverso e não pode ser reduzido a rótulos únicos.


  • Quais são as habilidades associadas à deficiência intelectual?

    Quais são as habilidades associadas à deficiência intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    Pessoas com deficiência intelectual costumam apresentar dificuldades em habilidades adaptativas, que são aquelas necessárias para lidar com as demandas do dia a dia. As principais áreas afetadas são:

    Habilidades conceituais: como linguagem, leitura, escrita, raciocínio, memória e compreensão de números.

    Habilidades sociais: como fazer amizades, compreender regras sociais, expressar sentimentos e se comunicar de forma adequada.

    Habilidades práticas: como cuidar de si mesmas, manter a higiene, lidar com dinheiro, cumprir rotinas e se locomover com autonomia.

    Essas habilidades variam de pessoa para pessoa. Com apoio adequado, como acompanhamento psicológico, educacional e social, muitas podem se desenvolver e alcançar maior independência e qualidade de vida. Essa compreensão segue as diretrizes do DSM-5 e da Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF).


  • Quais as funções cognitivas mais afetadas na deficiência intelectual?

    Quais as funções cognitivas mais afetadas na deficiência intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    Na deficiência intelectual, as funções cognitivas mais afetadas costumam ser:

    Atenção: dificuldade em manter o foco e se concentrar por longos períodos.

    Memória: especialmente a memória de trabalho (guardar e manipular informações por pouco tempo).

    Raciocínio: dificuldade em resolver problemas, compreender relações e pensar de forma abstrata.

    Linguagem: limitações na compreensão e expressão verbal.

    Funções executivas: como planejamento, organização e controle de impulsos.

    Essas alterações variam de pessoa para pessoa e podem ser mais leves ou mais intensas, dependendo do grau da deficiência. É importante lembrar que, com apoio adequado, essas habilidades podem ser desenvolvidas ao máximo do potencial individual.


  • Atraso no desenvolvimento infantil pode ser deficiência intelectual?

    Atraso no desenvolvimento infantil pode ser deficiência intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    Sim, o atraso no desenvolvimento infantil pode ser um sinal de deficiência intelectual, mas nem todo atraso significa que a criança tem esse diagnóstico.

    Muitas crianças podem apresentar atrasos temporários por fatores como prematuridade, pouca estimulação ou dificuldades emocionais, e com apoio adequado conseguem recuperar o ritmo esperado para a idade.

    Já na deficiência intelectual, o atraso é mais significativo, persistente e afeta várias áreas do desenvolvimento, como linguagem, aprendizagem e habilidades do dia a dia.

    Por isso, é fundamental realizar uma avaliação multidisciplinar, considerando o histórico da criança, o contexto em que vive e seu desenvolvimento ao longo do tempo, conforme orientações do DSM-5 e da OMS.


  • Sempre que eu preciso sair para ir a algum lugar público e que eu tenha que socializar, eu começo a

    Sempre que eu preciso sair para ir a algum lugar público e que eu tenha que socializar, eu começo a me sentir mal, muitas vezes desisto de sair por isso, pedi demissão de todos os empregos que consegui, desisti da faculdade. Quando tenho que sair de casa começo a sentir ânsia de vomito, palpitações, enjoos, calafrios, não consigo comer nada antes de sair, pois fico com muita ânsia de vomito (algumas vezes chego a vomitar) e quando consigo sair de casa, fico com tremores e suando se perceber que tem alguém me olhando ou se eu precisar falar com alguém que não seja da minha família. Isso vem me afetando desde a infância, mas parece ter se intensificado na fase adulta. O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    É como se seu corpo e sua mente acendessem um “alerta de perigo” sempre que você precisa sair de casa ou estar em contato com outras pessoas. Esses sinais — como ânsia de vômito, tremores, suor, palpitação — mostram o quanto essa situação está sendo vivida por você como algo ameaçador, mesmo sem uma ameaça real. Na Gestalt-terapia, olhamos para isso tentando entender o que está acontecendo com você no aqui e agora, acolhendo suas emoções sem julgamentos e buscando dar sentido a essas reações.

    Por exemplo, se toda vez que você pensa em sair, sente um aperto no peito e vontade de desistir, a Gestalt-terapia vai te ajudar a olhar para esse “aperto” com curiosidade, não como inimigo. Talvez ele esteja dizendo algo importante sobre medos antigos, experiências vividas lá atrás, que hoje se repetem de formas diferentes. E quanto mais você evita essas situações, mais seu corpo aprende a “fugir” — como um ciclo que se reforça.

    A boa notícia é que esse ciclo pode ser transformado. Com o apoio certo, você pode desenvolver formas mais suaves de se relacionar com o mundo e com você mesma. A psicoterapia é um espaço seguro onde você pode falar sobre tudo isso no seu tempo, entender suas reações, reconhecer suas forças e construir novas formas de lidar com esses desafios.

    Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, e sim de coragem. Você não precisa passar por isso sozinha.


  • Desde o mês passado eu venho sofrendo com pensamentos ruins na minha cabeça que tanto atrapalham os

    Desde o mês passado eu venho sofrendo com pensamentos ruins na minha cabeça que tanto atrapalham os meus dias, eu tento esquece-los mas é dificil. não acho que sejam intrusivos porque eles não surgem na minha cabeça e não vêm do nada. Eu meio que apenas penso neles. Eu não quero pensar neles, estou exausto

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    Parece que esses pensamentos têm tomado um espaço grande na sua cabeça, né? Mesmo que eles não apareçam “do nada”, como pensamentos intrusivos, eles estão ali, insistentes, drenando sua energia e atrapalhando seu dia a dia. Na Gestalt-terapia, a gente entende que tentar ignorar ou “empurrar pra longe” o que sentimos ou pensamos muitas vezes só aumenta o peso daquilo.

    É como tentar não olhar para uma mancha numa parede: quanto mais você tenta desviar o olhar, mais ela chama atenção. Esses pensamentos, mesmo que você não queira tê-los, podem estar dizendo algo sobre você, sobre o que está acontecendo dentro de você agora.

    Ao invés de brigar com eles, a Gestalt convida a olhar com curiosidade: "O que será que isso está querendo me mostrar?" — não como forma de se julgar, mas de se conhecer. Você não é seus pensamentos, mas pode aprender a se relacionar melhor com eles.

    Buscar a psicoterapia é um passo muito importante nesse processo. É um espaço onde você pode falar sobre tudo isso com liberdade, entender de onde vêm esses pensamentos, o que eles estão tentando expressar, e descobrir novas formas de lidar com o que te aflige. Você não precisa carregar isso sozinho.


  • Eu queria tirar uma dúvida sobre um comportamento que venho observando. É sobre medos aparentemente

    Eu queria tirar uma dúvida sobre um comportamento que venho observando. É sobre medos aparentemente sem explicação, especialmente medo de bonecos e quadros com rostos. Isso pode acontecer em pessoas com deficiência intelectual ou com autismo? Se sim em qual grau da deficiência intelectual isso se manifesta? E do autismo? Isso é mais comum no autismo? Pois eu tinha isso e gostaria de saber.
    Eu percebi que alguns desses medos surgem de forma muito intensa, como se a pessoa realmente sentisse que o boneco ou o quadro representa algum tipo de ameaça. Em alguns casos, ela até se recusa a entrar em certos ambientes ou reage com choro.
    Queria entender se isso é comum em pessoas com deficiência intelectual em diferentes graus, e também se acontece com pessoas dentro do espectro autista. Pode ter a ver com hipersensibilidade sensorial ou dificuldade em diferenciar o que é real e o que é só uma imagem? E o que pode ser feito nesses casos?
    Agradeço se puder me ajudar a entender melhor esse tipo de reação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    É muito comum que algumas pessoas — inclusive com deficiência intelectual ou dentro do espectro autista — sintam medo intenso diante de imagens, bonecos ou quadros com rostos. Na Gestalt-terapia, entendemos que toda reação tem um sentido dentro da experiência da pessoa, mesmo quando, de fora, parece "sem explicação".

    Esse tipo de medo pode estar ligado a como a pessoa percebe o mundo ao redor, especialmente quando há hipersensibilidade sensorial (muito comum no autismo). Um rosto parado, sem expressão, pode parecer confuso ou até ameaçador. A pessoa pode não conseguir distinguir o que é “de verdade” e o que é apenas uma imagem, e isso ativa um sentimento real de ameaça.

    Em pessoas com deficiência intelectual, o grau também influencia — quanto maior a dificuldade de compreensão e abstração, mais difícil pode ser entender que aquilo é só um objeto inofensivo. Já no autismo, isso pode acontecer mesmo com pessoas com grau leve, especialmente se houver sensibilidade sensorial ou experiências anteriores marcantes.

    Imagine uma criança (ou adulto) que vê um boneco com olhos fixos e sorriso parado: para quem tem dificuldade de leitura social ou sensorial, isso pode ser interpretado como algo estranho, imprevisível — e, portanto, assustador.

    Na Gestalt, o que importa não é rotular o medo, mas acolher a experiência daquela pessoa no momento em que ela está vivendo aquilo. Se ela está com medo, o medo é real — mesmo que não haja perigo. A partir daí, o trabalho terapêutico ajuda a construir, aos poucos, formas mais seguras de lidar com essas situações, respeitando o tempo e os limites de cada um.

    Por isso, a psicoterapia é tão importante: ela oferece um espaço de acolhimento e escuta, onde a pessoa pode se sentir segura para entender o que sente, trabalhar suas percepções e encontrar formas mais tranquilas de viver o cotidiano. Mas deixo aqui a advertência de que os relatos são insuficientes para um diagnóstico preciso, sendo necessária a escuta do paciente e uma investigação mais ampla.


  • Tenho algum problema de hipersexualidade, tem dias que transo mais de 3x no dia e ainda tenho vontad

    Tenho algum problema de hipersexualidade, tem dias que transo mais de 3x no dia e ainda tenho vontade, não consumo pornografia e o grande problema é que a esposa reclamou que isso a incomoda, infelizmente eu sou fiel e não consigo trair ela, mas já pensei. Acredito que isso está atrapalhando nosso relacionamento, trabalho em home office e ela também. No mínimo por dia tenho vontade várias vezes. Tenho 35 anos e ela 31, casados a 17 anos e 1 filho. Gostaria de saber se existe alguma medicação que diminua a líbido. Quando não tenho relações com ela me sinto frustado e ansioso. E isso também impacta na minha vida pois enquanto estou com essa " necessidade" minha vida vida parece lenta desmotivada e sem graça!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    Você descreve uma intensidade frequente do desejo sexual, associada à frustração, ansiedade e uma sensação de esvaziamento existencial quando não há satisfação imediata. Em Gestalt-terapia, esse tipo de vivência é compreendido como um ciclo de necessidade interrompido — ou seja, uma necessidade emerge (desejo sexual), mas sua resolução não ocorre de forma plena ou integrada, gerando tensão, sofrimento e repetição.

    É importante destacar que a queixa central não é apenas sobre o desejo em si, mas sobre como ele afeta a relação conjugal e sua sensação de bem-estar pessoal. O desejo sexual se torna, neste caso, uma tentativa de preencher vazios emocionais ou estados de insatisfação mais amplos. A Gestalt convida a olhar para o “campo” da experiência — isto é, o conjunto de fatores internos (emoções, crenças, histórias pessoais) e externos (dinâmica com a parceira, rotina de home office, pressões familiares) que estão sustentando essa vivência.

    A repetição constante da busca por sexo, mesmo após múltiplas relações no mesmo dia, pode indicar uma desconexão emocional com outras áreas do self, como o lazer, a criatividade, a expressão afetiva e a autorrealização. Em vez de se julgar ou rotular, a proposta da Gestalt é entrar em contato com o que esse desejo está tentando comunicar:

    Que carência está por trás desse impulso?

    Quais aspectos do seu ser estão sendo deixados de lado?

    Que outras formas de contato e expressão poderiam estar sendo negligenciadas?

    Você também menciona a frustração de sua esposa. Na Gestalt, a relação com o outro é um espelho importante. É fundamental olhar para como está se dando o “ajuste criativo” entre você e ela: será que a sexualidade tem ocupado o lugar de outras formas de intimidade no relacionamento? Como vocês têm se conectado fora do sexo — no afeto, na escuta, nos interesses mútuos? Medicamentos podem ser indicados em alguns casos, mas só devem ser usados com acompanhamento médico, pois não resolvem a origem do problema.

    A psicoterapia é fundamental para ajudar você a compreender melhor esses impulsos, integrar suas emoções e melhorar sua relação, buscando equilíbrio e bem-estar tanto pessoal quanto conjugal.


  • Eu tive um pensamento intrusivo e minha mente está fazendo eu acreditar que eu aceitei ele, mesmo na

    Eu tive um pensamento intrusivo e minha mente está fazendo eu acreditar que eu aceitei ele, mesmo nao concordando, estou preoucupado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    Ter um pensamento intrusivo significa que uma ideia ou imagem aparece na sua mente sem querer, e isso pode te deixar desconfortável ou preocupado. É normal que esses pensamentos apareçam de vez em quando, e o fato de você não concordar com eles mostra que eles não fazem parte do que você realmente pensa ou sente.
    Às vezes, a nossa mente pode “confundir” a gente, fazendo parecer que aceitamos esses pensamentos, mesmo que a gente saiba que não é verdade. Isso acontece porque nosso cérebro tenta entender e organizar tudo que acontece com a gente, até as coisas que nos assustam ou incomodam.
    Um jeito de lidar com isso é prestar atenção no pensamento, sem brigar com ele nem tentar expulsar. Imagine que esse pensamento é como uma nuvem passando no céu: você vê, sabe que está ali, mas não precisa pegar essa nuvem e carregar para dentro de você. Você pode pensar: “Esse pensamento apareceu, mas eu não preciso aceitar ele, porque ele não representa quem eu sou.”
    Se você fica preocupado demais com esses pensamentos, isso mostra que você está consciente do que realmente importa para você, e isso é algo muito positivo.
    Fazer psicoterapia, especialmente uma que ajude você a entender e aceitar seus pensamentos e sentimentos, pode ser muito útil. O terapeuta te ajuda a perceber esses pensamentos intrusivos de um jeito diferente, menos assustador, e a desenvolver mais confiança para lidar com eles sozinho.
    Assim, a terapia ajuda você a se sentir mais tranquilo, a entender melhor o que está acontecendo na sua mente e a encontrar formas de agir que fazem sentido para você, sem depender tanto desses pensamentos que aparecem sem aviso.


  • Eu só consigo fazer as coisas quando alguém me motiva ou dá o exemplo, tipo arrumar a casa se alguém

    Eu só consigo fazer as coisas quando alguém me motiva ou dá o exemplo, tipo arrumar a casa se alguém estiver arrumando, ou estudar se alguém estiver estudando junto. Se não tiver esse estímulo externo, eu não sinto motivação para fazer nem as coisas básicas e fico parado esperando alguma coisa acontecer. Isso é normal? Como eu faço para conseguir agir mesmo sem esse impulso externo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Josiane Renata Mendes Barbosa

    O que você descreve é uma experiência bastante comum e compreensível do ponto de vista da gestalt-terapia, que valoriza a consciência do “aqui e agora” e a percepção dos próprios sentimentos, pensamentos e comportamentos como partes integradas do indivíduo. Na gestalt, entende-se que o comportamento humano surge de um processo dinâmico de contato entre a pessoa e o meio, onde a motivação para agir está relacionada à satisfação das necessidades e à capacidade de reconhecer e atender essas demandas internas.

    Quando você só consegue agir diante da motivação externa, isso pode indicar uma dificuldade em reconhecer ou acessar suas próprias necessidades e impulsos internos que geram vontade e energia para a ação. A dependência do estímulo externo para iniciar algo pode estar associada a um padrão aprendido, talvez relacionado a inseguranças, autocríticas, medos ou baixa autoestima, que dificultam a autogestão da motivação. Isso ocorre porque o contato consigo mesmo está parcial ou pouco desenvolvido, impedindo que você perceba e responda aos seus próprios sinais internos de forma espontânea.

    Para agir sem o impulso externo, é necessário desenvolver a autoconsciência — isto é, aumentar a capacidade de perceber seus próprios sentimentos, desejos e limitações no momento presente. Isso envolve:

    Aprender a identificar o que você sente e pensa antes de agir.

    Experimentar pequenas ações intencionais para se conectar com suas necessidades internas.

    Reconhecer os bloqueios internos, como o medo do fracasso ou a procrastinação, sem julgamento.

    Criar um diálogo interno que incentive a autonomia e o engajamento pessoal.

    Esse processo é gradual e exige prática, pois implica sair do padrão da dependência do estímulo externo e fortalecer a relação consigo mesmo.

    Importância da Psicoterapia:

    A psicoterapia, especialmente uma abordagem como a gestalt-terapia, pode ser fundamental para apoiar esses ajustes comportamentais. Ela oferece um espaço seguro para você explorar esses sentimentos e padrões de forma consciente, identificar as causas subjacentes dessa dependência da motivação externa e experimentar novas formas de agir. Com o acompanhamento terapêutico, é possível desenvolver a autonomia emocional, a autoestima e a autoconfiança, que são bases essenciais para que você consiga se motivar por conta própria e realizar suas tarefas cotidianas, mesmo na ausência de estímulos externos.

    Portanto, buscar psicoterapia é um passo valioso para promover mudanças duradouras no comportamento e no modo de se relacionar consigo mesmo e com o mundo.


Perguntas frequentes

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