Perguntas do paciente (90)
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Não é a primeira vez que eu tenho pensamentos que me invadem, o primeiro foi sobre eu não sentir mai
Não é a primeira vez que eu tenho pensamentos que me invadem, o primeiro foi sobre eu não sentir mais nada pelo meu namorado (isso num dia do nada), me deu crise de pânico e, sendo que eu o queria por perto, depois fiquei hipervigilante sobre o que eu sentia e pensava, depois fui ver um filme com a minha amiga e pensei "e se eu gostasse dela", esse foi o último pensamento que me invadiu, sendo que eu nunca me vi atraida por mulheres, uma vez uma menina se sentiu atraida por mim e eu não me senti atraida também, então não lembro de evidências sobre isso. Hoje eu fui no instagram dessa minha amiga e vi uma foto dela de biquini e me deu uma ansiedade enorme, tenho medo de ter sido algo. Qual especialista devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito comum que a mente às vezes nos surpreenda com pensamentos que parecem “invadir” nossa cabeça, especialmente em momentos de ansiedade ou insegurança. Na gestalt-terapia, entendemos que os pensamentos fazem parte do fluxo natural da nossa experiência — eles aparecem e desaparecem como ondas, mas nem sempre refletem quem somos de verdade ou o que realmente queremos.
Quando você teve aquele pensamento de não sentir mais nada pelo seu namorado, mesmo querendo ele perto, e depois o pensamento sobre sua amiga, isso mostrou que sua mente estava tentando processar sentimentos e inseguranças. A gestalt ajuda a gente a perceber esses pensamentos sem se prender a eles, como se fossem “nuvens passageiras” — você pode observar o pensamento, mas não precisa acreditar que ele define você.
A ansiedade que você sentiu ao ver a foto da sua amiga é uma reação natural ao conflito interno que esses pensamentos provocam. O medo de que algo “possa estar acontecendo” surge porque seu organismo está tentando fazer sentido dessas sensações e dúvidas.
Importante lembrar que esses pensamentos não são provas de que você mudou ou que precisa agir sobre eles. Muitas vezes, eles são apenas parte de um processo interno de busca por sentido e equilíbrio.
Qual especialista procurar?
O ideal é buscar um psicólogo, preferencialmente alguém com formação em abordagens humanistas, como a gestalt-terapia, que vai ajudar você a entender melhor esses pensamentos e sentimentos, aprender a observá-los sem medo e a se reconectar com o que realmente faz sentido para você.
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Olá, irei tentar escrever tudo que sinto, no momento provavelmente estou passando por depressão, cre
Olá, irei tentar escrever tudo que sinto, no momento provavelmente estou passando por depressão, creio que a raiz dela é desde minha infância, tenho extrema dificuldade de interagir e conversar, manter conversas e etc, até ai ok eu vivi minha vida, resultado: solitude e bloqueio emocional, tenho apenas 1 amigo que está desde minha infância comigo, ainda tenho extrema dificuldade de interagir e conversar, isso pode parecer bobo mas já arruinou, amizades, trabalho em grupo, questões amorosas, basicamente tudo em minha vida, como posso lidar com isso? Creio que não sou tímido, mas a falta de conhecimento nesse tipo de interação me gera insegurança, consequentemente levando a timidez de qualquer forma, também gostaria de saber lidar com o fato de que amadureci demais, me sinto sem graça e estóico, rejeito pessoas e amizades para evitar frustrações, a propósito tenho toc diagnósticado.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo é real e importante. Você não está “sendo bobo” — o que você descreve mostra um caminho longo de tentativas de se adaptar, de viver com bloqueios emocionais, inseguranças e dores que vêm lá de trás. Na Gestalt-terapia, entendemos que cada forma de agir é uma resposta a algo vivido — ou seja, se você se fechou, se evita se aproximar das pessoas, isso provavelmente foi uma maneira que você encontrou para se proteger da dor, da rejeição, do desconforto.
Você diz que não é tímido, mas que sente insegurança por falta de vivência em certas interações. Isso faz muito sentido. Imagine alguém que nunca aprendeu a nadar sendo jogado numa piscina cheia: o medo e a rigidez não são fraqueza, são reações de quem não teve a chance de se sentir seguro para aprender.
A sua “solitude”, seu comportamento mais estóico e o hábito de rejeitar vínculos para evitar frustrações mostram uma forma de sobreviver, de evitar mais machucados. Mas, ao mesmo tempo, isso vem te afastando daquilo que também pode te trazer vida: a troca, o afeto, a leveza.
Na Gestalt, o foco não está em “consertar você”, mas em te ajudar a se reencontrar com suas emoções e com aquilo que foi bloqueado — entender por que hoje é tão difícil se abrir, confiar, se expressar… e, com cuidado, ir ampliando sua capacidade de contato com o outro e consigo mesmo.
O TOC diagnosticado também pode influenciar essas dificuldades, trazendo mais rigidez ou controle no modo de se relacionar com o mundo. Mas isso não define quem você é — é apenas uma parte da sua experiência.
A psicoterapia é um espaço onde você pode, com segurança e respeito, reconstruir essa relação com você mesmo e com os outros. Você não precisa enfrentar tudo isso sozinho. Há caminhos possíveis, e você já deu um passo importante só por colocar isso em palavras.
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Gostaria de saber se o que estou sentindo são sintomas de ansiedade ou algum outro transtorno: tenho
Gostaria de saber se o que estou sentindo são sintomas de ansiedade ou algum outro transtorno: tenho sentindo muita insônia, tenho sono mas na hora de dormir não consigo. Meus olhos "secam". Os finais de semana são horríveis não estou conseguindo relaxar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo parece ser muito difícil — sentir cansaço, mas não conseguir dormir, e ainda passar os finais de semana sem conseguir relaxar, como se o descanso tivesse deixado de existir. Na Gestalt-terapia, a gente olha para esses sinais como uma forma do seu corpo e da sua mente dizerem: "Tem algo aqui que precisa de atenção."
Às vezes, o problema não é “só dormir”. Pode ser o quanto você tem acumulado de tensão, de preocupações, de pressões... e quando finalmente para, seu corpo não sabe mais como desligar. É como se o botão de “descanso” estivesse travado. Os olhos secos, a insônia, a dificuldade de relaxar — tudo isso pode sim estar relacionado à ansiedade, mas o mais importante é entender o que você está sentindo agora, no seu tempo e contexto.
Na Gestalt, buscamos te ajudar a ouvir esses sinais sem se culpar, e a descobrir o que está por trás deles. Não é sobre “consertar” você, mas te apoiar para que se reconecte consigo, com seu ritmo e com suas necessidades reais. É imprudente antecipar um diagnóstico, faz-se necessário um aprofundamento maior nos sintomas e tudo mais que envolve a sua rotina.
E é por isso que a psicoterapia é tão importante. Nela, você tem um espaço seguro para se escutar, entender suas emoções e encontrar caminhos possíveis para lidar com tudo isso. Você merece cuidar de si com atenção e afeto.
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É comum adolescentes com deficiência intelectual leve se morderem, ou esse tipo de comportamento é m
É comum adolescentes com deficiência intelectual leve se morderem, ou esse tipo de comportamento é mais associado ao autismo ou TDAH? Ou inteligência limítrofe?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Morder-se pode acontecer por vários motivos e em diferentes condições, não é algo exclusivo de um diagnóstico só.
Em adolescentes com deficiência intelectual leve, às vezes esse comportamento pode aparecer como uma forma de lidar com ansiedade, frustração ou desconforto. Por exemplo, quando a pessoa está nervosa ou não sabe expressar bem o que sente, morder-se pode ser uma maneira de liberar essa tensão.
Esse comportamento também é mais comum em algumas pessoas com autismo, onde pode funcionar como um jeito de se autorregular quando o ambiente está muito intenso ou difícil de entender.
No TDAH, embora morder-se não seja o comportamento mais típico, a impulsividade e a dificuldade de controlar a atenção e os impulsos podem levar a algumas ações como essa, mas é menos comum.
Já na inteligência limítrofe, que fica entre o desenvolvimento intelectual típico e a deficiência leve, o comportamento pode variar muito e depender do contexto emocional e social da pessoa.
Então, morder-se não é exclusivo de um diagnóstico específico, mas sim um sinal de que a pessoa está precisando de apoio para lidar com o que está sentindo.
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Ah 2 anos perdi meu marido e até hj eu vivo esse luto e sinto que meu filho de 3 anos tbm vive , pq
Ah 2 anos perdi meu marido e até hj eu vivo esse luto e sinto que meu filho de 3 anos tbm vive , pq ele diariamente tem febre emocional, gostaria de uma solução pra isso ..
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela sua perda. Perder alguém tão importante, como o marido e pai do seu filho, é algo muito profundo. Na gestalt-terapia, a gente entende que o luto não tem tempo certo para passar. Ele precisa ser vivido com espaço e cuidado, porque é uma forma de reorganizar a vida depois que algo tão significativo mudou.
Você disse que ainda sente esse luto e percebe que seu filho também sente. Isso faz muito sentido. Mesmo sendo pequeno, ele sente a ausência do pai — mesmo que ainda não entenda tudo racionalmente. O corpo da criança, às vezes, fala por ela: a febre emocional pode ser a forma que ele encontrou de mostrar que algo dentro dele ainda está confuso, triste, assustado.
Na gestalt, a gente olha para o que está acontecendo agora, com respeito ao que foi perdido, mas sem forçar um “esquecer”. Em vez disso, buscamos formas de acolher a dor e integrá-la à vida.
O que pode ajudar (de forma prática):
Valide os sentimentos dele com palavras simples
Mesmo que ele seja pequeno, você pode dizer:
“Você sente falta do papai, né? A mamãe também sente.”
“Às vezes, a gente fica com dodói no corpo porque sente falta, e tudo bem sentir isso.”
Isso mostra que ele não está sozinho no que sente. Isso é fundamental para que ele se sinta seguro.
Crie rituais de lembrança amorosa
Uma ideia é montar um cantinho com uma foto do pai e alguns objetos simbólicos. Vocês podem acender uma vela juntos e dizer:
“Esse é o nosso momento de lembrar do papai com amor.”
Esses pequenos gestos ajudam a dar lugar ao sentimento, em vez de guardá-lo no corpo.
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Olá! Existe alguma base científica para a ideia de que o jeito como adormecemos influencia o jeit
Olá!
Existe alguma base científica para a ideia de que o jeito como adormecemos influencia o jeito como acordamos?
Por exemplo: se eu costumo adormecer imóvel e calmo, o cérebro pode repetir esse padrão ao acordar — fazendo com que eu desperte também imóvel, sem me mexer logo?
Isso valeria tanto para atitudes físicas quanto para o último pensamento ou intenção que tive antes de dormir?
Estou interessado nisso principalmente por questões de consciência no despertar e práticas de sono lúcido.
Agradeço desde já!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A gente entende que tudo o que vivemos, pensamos e sentimos está conectado — o corpo, a mente e o ambiente formam um todo que se manifesta no “aqui e agora”. O jeito como você adormece, tranquilo e imóvel, é uma forma de contato com seu corpo e seu momento presente. Esse contato pode sim influenciar a forma como você acorda, porque o organismo tende a seguir padrões de experiência para manter o equilíbrio.
Por exemplo, se você adormece calmo, seu corpo e mente podem estar em um estado de relaxamento que se prolonga ao despertar, fazendo com que você acorde devagar, imóvel, ainda nessa sensação de calma. Isso acontece porque o cérebro e o corpo “guardam” essa memória sensorial do momento do sono, e ela pode influenciar seu despertar.
Quanto ao último pensamento ou intenção antes de dormir, a gestalt reconhece que o que fica “pendente” em nossa consciência pode reaparecer ao acordar, influenciando o humor, a motivação e até mesmo os movimentos que fazemos ao despertar. É como se você levasse junto um “resto” da experiência do momento antes do sono.
Quando for deitar, observe como seu corpo se sente: se está tenso ou relaxado, quente ou frio, pesado ou leve. Perceba também seus pensamentos, sem tentar mudá-los, apenas observando. Isso ajuda a criar um contato mais consciente com o seu corpo e sua mente.
Antes de fechar os olhos, diga para si mesmo algo simples como: “Quero dormir tranquilo e acordar revigorado.” Isso funciona como um “último pensamento” que pode influenciar positivamente o despertar.
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O que exatamente caracteriza o funcionamento intelectual limítrofe (QI limítrofe)? Essa condição é c
O que exatamente caracteriza o funcionamento intelectual limítrofe (QI limítrofe)? Essa condição é comum em quais transtornos do neurodesenvolvimento ou mentais? É possível que o QI limítrofe ocorra em pessoas com TDAH, autismo ou transtorno bipolar? Também pode estar presente em casos onde há comorbidade entre TDAH e TEA? Além disso, pessoas com inteligência limítrofe podem apresentar dificuldades comportamentais semelhantes às da deficiência intelectual, como infantilidade, imaturidade emocional, problemas sociais, dificuldades com autonomia e memória? Em que medida essas dificuldades interferem no desenvolvimento, aprendizagem e na adaptação social da pessoa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O funcionamento intelectual limítrofe, ou QI limítrofe, significa que a pessoa tem um quociente de inteligência (QI) um pouco abaixo do esperado para a média, mas sem chegar a um nível que configure uma deficiência intelectual. É como estar “na fronteira” entre a inteligência considerada típica e a deficiência.
Isso pode acontecer em diferentes situações, e não é um diagnóstico único, mas uma característica que pode aparecer junto com outros transtornos do neurodesenvolvimento, como o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) e o autismo (TEA). Também pode ocorrer em pessoas com transtornos mentais, como o transtorno bipolar, especialmente quando há impacto na cognição.
Quando uma pessoa tem mais de um diagnóstico, por exemplo TDAH e autismo juntos, a chance de ter um funcionamento intelectual limítrofe pode aumentar, mas não é uma regra.
Pessoas com inteligência limítrofe podem ter dificuldades que parecem um pouco com as da deficiência intelectual, como:
Dificuldade para entender e resolver problemas complexos
Comportamentos mais infantis ou imaturos para a idade
Problemas para se relacionar socialmente
Dificuldade para cuidar de si mesmas sozinhas
Memória um pouco mais fraca para coisas que exigem atenção e aprendizado
Essas dificuldades podem atrapalhar o desenvolvimento da pessoa, o aprendizado na escola e também sua adaptação em grupos sociais. Por isso, é importante que ela tenha um acompanhamento que ajude a fortalecer suas habilidades e a lidar melhor com esses desafios.
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Gostaria de saber se algum psicólogo usa a Terapia de Reprocessamento Generativo TRG como ferramenta
Gostaria de saber se algum psicólogo usa a Terapia de Reprocessamento Generativo TRG como ferramenta?
Quais suas vantagens e desvantagens?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG) não está contemplada oficialmente no escopo da Psicologia enquanto abordagem reconhecida e regulamentada pelos conselhos profissionais da área. A Psicologia utiliza diversas técnicas e abordagens validadas cientificamente, com fundamentação teórica própria, para o tratamento psicológico, como a Terapia Cognitivo-Comportamental, Gestalt-terapia, Psicanálise, entre outras.
Portanto, psicólogos atuam com técnicas e ferramentas específicas da Psicologia, que são amparadas por estudos científicos e reguladas pelos órgãos competentes. A TRG, sendo uma metodologia que não faz parte desse conjunto oficial, geralmente não é utilizada por psicólogos em sua prática clínica.
Assim, para um tratamento psicológico seguro e eficaz, é recomendável buscar profissionais que trabalhem com abordagens reconhecidas e regulamentadas pela Psicologia. A formação de um psicólogo é de no mínimo 5 anos. A TRG forma um profissional de 2 a 3 meses. Daí vc pode tirar suas próprias conclusões.
Além da formação de 5 anos, estamos regularmente buscando nos atualizar a capacitar, sobretudo possuímos um conselho federativo que regula e fiscaliza a conduta dos Profissionais que prestam esse serviço tão delicado que é atendimento psicológico e recebe as pessoas no seus momentos de maior fragilidade.
Esperto ter contribuído com a sua dúvida.
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Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?
Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A timidez e a insegurança, quando causam sofrimento ou limitam sua vida social, profissional ou emocional, merecem ser acolhidas com cuidado. Na Gestalt-terapia, entendemos esses sentimentos como formas de adaptação que você construiu ao longo da vida , muitas vezes como proteção diante de experiências desafiadoras.
Sou psicóloga na linha fenomenológica, trabalho com abordagem Gestalt-terapia, que entendo poder te ajudar a se reconectar com sua autoconfiança, a perceber como você se relaciona com o mundo e a desenvolver formas mais espontâneas e seguras de se expressar, sem forçar mudanças, mas respeitando o seu ritmo.
Se quiser conversar melhor sobre isso, estou à disposição para te ouvir e te acompanhar nesse processo com presença, empatia e compromisso.
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Bom dia, sou um rapaz, 20 anos e fui diagnosticado com depressão e TAG em 2013 depois de uma mudança
Bom dia, sou um rapaz, 20 anos e fui diagnosticado com depressão e TAG em 2013 depois de uma mudança bem traumática de cidade e desde 2015, tomei praticamente todos os ISRS e ISRSN disponíveis no mercado brasileiro, com pouca ou nenhuma melhora. Os principais sintomas sempre foram: tristeza, falta de vontade em realizar atividades, irritação, crises de choro, insônia, pânico, ansiedade extrema (premeditar 1 milhão de possibilidades para o futuro e ficar relembrando detalhes do passado), baixa concentração (não conseguia ler e fazer cálculos direito), pensamentos acelerados e obsessivos (sempre pensando em uma coisa atrás da outra ou em coisas que já aconteceram). Do meio pro final do ano passado, fiquei completamente apático. Não consigo chorar, não tenho libido, não sinto empolgação, não consigo assistir um filme ou qualquer atividade de lazer e nenhum acontecimento bom faz diferença pro meu cérebro. É como se eu tivesse parado de sentir emoções. Se no começo da depressão (em 2013) eu sentia principalmente tristeza, chorava etc, agora não consigo sentir tristeza, só restou um vazio que, pelo que eu pesquisei, é chamado de anedonia. Minha psiquiatra continua querendo empurrar ISRS e ISRSN e eles só pioram a minha anedonia. Alguma abordagem que eu poderia sugerir para um outro psiquiatra? Já pensei em: antipsicóticos, antiparkinsonianos ou outra substância que tenha relação com os receptores de dopamina, pois parece que o centro de recompensa do meu cérebro "se desligou", fora os outros sintomas antigos da depressão. Preciso urgentemente de ajuda, pois apesar de não ter pensamentos suicidas intensos, não consigo ver sentido em viver desse jeito, praticamente no piloto automático.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Agradeço por compartilhar sua história com tanta clareza, isso mostra o quanto você está buscando se cuidar, mesmo em meio a tanta dor.
Na Gestalt-terapia, que é abordagem que trabalho, olhamos para os sintomas como formas de adaptação diante de experiências difíceis, e não apenas como "doenças a serem medicadas". O vazio, a apatia e a anedonia que você descreve são sinais de um desligamento emocional que merece acolhimento e escuta, não só medicação.
A psicoterapia pode te ajudar a retomar o contato com suas emoções, redescobrir sentidos e reconstruir vínculos com você mesmo e com o mundo, no seu ritmo. Esse processo não substitui o acompanhamento psiquiátrico, mas pode ser complementar, especialmente quando a medicação sozinha não tem trazido alívio.
Você não precisa enfrentar tudo isso sozinho. Se quiser conversar melhor sobre isso, estou à disposição para te acompanhar nesse processo.
Perguntas frequentes
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Tomo Adera Cal.O medico neurologista me prescreveu Magnesio L Treonato. Esqueci de perguntar se pod
Olá! Tudo bem? Entendo a sua dúvida, principalmente porque é importante verificar…