Perguntas do paciente (119)

  • Tenho percebido um ciclo dos meus relacionamentos e percebi que ao entrar em relações complicadas ou

    Tenho percebido um ciclo dos meus relacionamentos e percebi que ao entrar em relações complicadas ou que sinta desafios eu costumo sofrer, mas permaneço, porém em relações de afeto e tranquilas, em algum momento me encontro com ansiedade e pensamentos de medo excessivo de um dia estragar a relação por não amar de verdade a pessoa ou magoá-la, algo que não sinto em relações desafiadoras, estou ficando com uma pessoa uns meses após sair de uma relação que me era desafiadora e finalmente saí quando senti que deveria ter alguém que me amasse, porém ao me sentir desejada e vista por alguém, comecei a ter ansiedade e aperto no peito novamente, tenho medo de nunca conseguir quebrar esse ciclo e medo de talvez ser uma pessoa incapaz de amar de verdade, queria muito não sentir esses medos e permitir conhecer as pessoas e me relacionar com elas antes de sentir esses sentimentos e acabar com tudo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    O que você descreve não indica incapacidade de amar, mas sim um padrão relacional que merece ser compreendido. Muitas pessoas se sentem mais familiarizadas com relações desafiadoras, instáveis ou marcadas por sofrimento, porque esse tipo de vínculo ativa emoções conhecidas. Quando entram em relações mais tranquilas, onde há afeto, constância e reconhecimento, surge ansiedade, medo e dúvida, não porque algo esteja errado com a relação, mas porque o corpo e a mente não estão habituados à segurança emocional.

    Nesses casos, o desconforto costuma aparecer na forma de pensamentos como “e se eu não amar de verdade?”, “e se eu machucar o outro?” ou “e se isso não for real?”. Esses pensamentos não significam falta de amor, mas sim medo da intimidade, da vulnerabilidade e da perda, além de uma dificuldade em sustentar vínculos sem tensão.

    Quebrar esse ciclo não acontece pela força de vontade ou tentando eliminar os pensamentos, mas entendendo de onde eles vêm, quais experiências emocionais os sustentam e aprendendo a diferenciar ansiedade de falta de sentimento. O acompanhamento psicológico pode ajudar a reconhecer esses padrões, reduzir a autossabotagem e permitir que você se relacione com mais presença e menos medo.

    Sentir ansiedade em relações seguras não é sinal de falha, é um convite para olhar com mais cuidado para sua história emocional.


  • O que é a inibição no contexto das funções executivas?

    O que é a inibição no contexto das funções executivas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    A inibição é uma das funções executivas do cérebro funciona como um "freio" que nos permite parar antes de agir por impulso, ignorar distrações e controlar reações automáticas. Na prática, ela está presente em situações como resistir a uma distração durante uma tarefa, não reagir de forma impulsiva em um conflito ou evitar um comportamento habitual que não é adequado naquele momento. Dificuldades nessa função aparecem em quadros como TDAH, ansiedade e TOC. Se você percebe esse tipo de dificuldade no seu dia a dia, vale conversar com um psicólogo para uma avaliação mais cuidadosa.


  • tenho problemas com meu pai desde que me entendo por gente, e toda vez que tento falar com ele eu co

    tenho problemas com meu pai desde que me entendo por gente, e toda vez que tento falar com ele eu começo a chorar e simplesmente não consigo parar, por mais que eu queira. consigo falar sobre com qualquer pessoa menos com ele. sinto que cada vez mais isso vai ficando maior pois não consigo colocar pra fora na frente dele, tem algo que possa me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    O choro que surge sempre que você tenta falar com seu pai não é falta de controle, mas uma resposta emocional ligada à história e à carga afetiva dessa relação. Quando existem sentimentos antigos não elaborados, o corpo reage antes que as palavras consigam sair.

    Conseguir falar com outras pessoas mostra que você tem recursos emocionais. O desafio aparece justamente onde a ferida é mais profunda. O acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender esse choro, organizar esses sentimentos e encontrar formas mais seguras de se expressar, sem precisar se forçar ou se calar.


  • O que significa invisibilidade social do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    O que significa invisibilidade social do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    A invisibilidade social no TEA acontece quando o autismo não é reconhecido facilmente no convívio diário, seja porque os sinais são sutis, seja porque a pessoa aprendeu a mascarar dificuldades sociais e sensoriais. Nesses casos, o sofrimento existe, mas não é percebido pelo ambiente.

    Isso pode gerar falta de compreensão, cobranças inadequadas e demora na identificação das necessidades de apoio. A pessoa pode parecer apenas “tímida” ou “rígida”, quando na verdade enfrenta desafios reais de interação e processamento social. Dar visibilidade a esses quadros é essencial para garantir cuidado e inclusão.


  • Qual a diferença entre hiperfixação no Transtorno do Espectro Autista (TEA) e no Transtorno Obsessiv

    Qual a diferença entre hiperfixação no Transtorno do Espectro Autista (TEA) e no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    A chamada “hiperfixação” pode aparecer tanto no Transtorno do Espectro Autista (TEA) quanto no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), mas por motivos muito diferentes.

    No TEA, a hiperfixação costuma estar ligada a interesses intensos e específicos, vividos com prazer, curiosidade e sensação de organização interna. Esses interesses geralmente não causam sofrimento direto e podem até trazer conforto, foco e bem-estar.

    No TOC, o foco intenso está relacionado a obsessões, pensamentos intrusivos, indesejados e geradores de ansiedade. A atenção se fixa para tentar aliviar o desconforto, geralmente por meio de rituais ou comportamentos compulsivos. Aqui, o foco não é prazeroso, mas movido pelo medo e pela necessidade de neutralizar a ansiedade.

    Em resumo, no TEA o foco intenso tende a ser regulador e prazeroso; no TOC, ele é ansioso, repetitivo e gerador de sofrimento. A diferenciação correta exige avaliação clínica cuidadosa, considerando a função do comportamento e o impacto emocional envolvido.


  • Que estratégias podem ajudar a gerenciar o hiperfoco no dia a dia no Transtorno Obsessivo-Compulsivo

    Que estratégias podem ajudar a gerenciar o hiperfoco no dia a dia no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    No Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), o chamado “hiperfoco” geralmente está ligado a pensamentos obsessivos que capturam a atenção e geram ansiedade. O manejo no dia a dia envolve reduzir a força desse ciclo, e não tentar “controlar” os pensamentos à força.

    Algumas estratégias que costumam ajudar incluem:

    Reconhecer o pensamento como obsessivo, sem discutir com ele ou buscar certezas imediatas.

    Evitar rituais e comportamentos de neutralização, mesmo que o desconforto aumente no início.

    Redirecionar a atenção de forma gradual, aceitando a ansiedade sem tentar eliminá-la rapidamente.

    Estabelecer rotinas previsíveis, que ajudam a diminuir a sensação de desorganização interna.

    Trabalhar a tolerância ao desconforto, entendendo que a ansiedade diminui com o tempo, mesmo sem o ritual.

    Essas estratégias são mais eficazes quando aplicadas dentro de um acompanhamento psicológico estruturado, especialmente com abordagens específicas para o TOC. O objetivo não é eliminar pensamentos, mas reduzir o impacto deles na vida diária.


  • Como a "família" podem ajudar um "familiar" com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) em "casa"?

    Como a "família" podem ajudar um "familiar" com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) em "casa"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    A família pode ajudar um familiar com TOC oferecendo apoio emocional sem reforçar os rituais. Isso significa acolher o sofrimento, mas evitar participar ou facilitar compulsões, pois isso mantém o ciclo da ansiedade.

    É útil manter comunicação calma, combinar limites claros, incentivar a continuidade do tratamento e valorizar pequenos avanços. Criticar, ridicularizar ou pressionar costuma aumentar os sintomas.

    Quando possível, a orientação familiar com um profissional ajuda a alinhar estratégias e tornar o ambiente de casa mais favorável ao manejo do TOC.


  • : Como a empatia pode ser trabalhada em sala de aula para ajudar estudantes com Transtorno Obsessivo

    : Como a empatia pode ser trabalhada em sala de aula para ajudar estudantes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    A empatia em sala de aula pode ser trabalhada por meio de psicoeducação, diálogo e práticas de convivência, ajudando os alunos a compreender que o TOC é um transtorno de ansiedade, não “mania” ou escolha. Explicar, de forma adequada à idade, que existem pensamentos intrusivos e rituais que geram sofrimento reduz julgamentos e estigmas.

    Professores podem estimular empatia com atividades de perspectiva (“como você se sentiria nessa situação?”), acordos de respeito e manejo cuidadoso de brincadeiras e exposições públicas. Também é importante evitar punições ou constrangimentos ligados aos sintomas.

    Um ambiente previsível, respeitoso e informado favorece a inclusão e reduz gatilhos de ansiedade. Quando possível, o alinhamento entre escola, família e profissionais de saúde melhora muito o suporte ao estudante com TOC.


  • O que é o mindfulness e como ele se relaciona com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    O que é o mindfulness e como ele se relaciona com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Mindfulness é uma prática que envolve prestar atenção ao momento presente de forma consciente, sem julgamento. Em vez de tentar controlar ou eliminar pensamentos e emoções, a pessoa aprende a observá-los com mais distância e aceitação.

    No Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), o mindfulness pode ajudar a mudar a relação com os pensamentos obsessivos. Ele não elimina as obsessões, mas auxilia a não reagir automaticamente a elas, reduzindo a urgência de realizar compulsões. Ao observar o pensamento como um evento mental, e não como uma verdade ou ameaça, a ansiedade tende a perder força com o tempo.

    Como estratégia complementar, o mindfulness pode favorecer maior tolerância ao desconforto e mais consciência emocional, especialmente quando integrado a um tratamento psicológico estruturado para o TOC.


  • Como o bullying afeta o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    Como o bullying afeta o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    O bullying pode agravar ou contribuir para o desenvolvimento de sintomas de TOC, porque aumenta níveis de ansiedade, medo, vergonha e necessidade de controle. Situações repetidas de humilhação ou ameaça podem reforçar pensamentos intrusivos e comportamentos compulsivos como tentativa de reduzir a insegurança interna.

    Além disso, o estresse crônico e a autocrítica gerados pelo bullying tendem a intensificar a rigidez e os rituais. Nem todo caso de TOC é causado por bullying, mas experiências de violência psicológica são um fator de risco importante e devem ser consideradas na avaliação e no tratamento.


  • Quanto tempo dura o medo existencial? .

    Quanto tempo dura o medo existencial? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Não há um tempo fixo, o medo existencial, aquele ligado a questões como morte, propósito ou incerteza sobre o futuro, faz parte da experiência humana e pode aparecer em diferentes fases da vida. Em alguns momentos ele surge de forma pontual, ligado a uma situação específica, e passa naturalmente. Em outros, pode se tornar persistente e começar a interferir no dia a dia, no sono, nas relações, na capacidade de aproveitar o presente. Quando isso acontece, é sinal de que vale buscar apoio. A psicoterapia ajuda a desenvolver uma relação diferente com essas questões, não necessariamente respondendo a todas elas, mas reduzindo o sofrimento que causam.


  • Quais são as estratégias de enfrentamento para o medo existencial ?

    Quais são as estratégias de enfrentamento para o medo existencial ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Algumas estratégias que ajudam a lidar com o medo existencial no dia a dia:

    - Ancoragem no presente: o medo existencial costuma nos projetar para um futuro incerto. Práticas como mindfulness ajudam a trazer a atenção de volta para o que está acontecendo agora.
    - Nomear o medo: colocar em palavras o que se está sentindo reduz a intensidade da angústia. Escrever ou conversar sobre isso ajuda a organizar o pensamento.
    - Reconectar-se com sentido: identificar o que tem valor para você (relações, projetos, crenças) cria um contrapeso ao vazio que o medo existencial provoca.
    - Limitar a ruminação: reservar um momento específico do dia para refletir sobre essas questões evita que elas tomem conta de todo o resto.

    Quando o medo é intenso e persistente, a psicoterapia é o caminho mais indicado, é nela que essas estratégias ganham profundidade e são adaptadas à sua história.


  • Como o medo existencial se relaciona com a saúde mental?

    Como o medo existencial se relaciona com a saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    O medo existencial relacionado à morte, ao sentido da vida ou à incerteza, é uma experiência humana natural. O problema surge quando ele deixa de ser uma reflexão pontual e passa a ocupar a mente de forma intensa e constante.

    Nesse ponto, ele pode alimentar ou intensificar quadros como ansiedade, depressão e insônia. A pessoa começa a evitar situações, perde o prazer nas coisas do dia a dia e sente uma angústia difícil de nomear. A psicoterapia é um espaço importante para trabalhar essas questões, não com o objetivo de eliminar o medo, mas de construir uma relação mais saudável com ele, reduzindo o sofrimento que causa.


  • Qual é a relação entre desequilíbrio emocional e análise existencial ?

    Qual é a relação entre desequilíbrio emocional e análise existencial ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    A análise existencial é uma abordagem que entende o sofrimento emocional como algo muitas vezes ligado a questões mais profundas, falta de sentido, dificuldade de se relacionar consigo mesmo ou com o mundo, conflitos com a própria liberdade e responsabilidade.

    Sob essa perspectiva, o desequilíbrio emocional, como ansiedade, tristeza persistente ou sensação de vazio, pode ser um sinal de que algo nessas camadas mais internas está pedindo atenção. Não necessariamente um "problema a resolver", mas uma questão a ser compreendida.

    Essa relação é trabalhada em psicoterapia, onde é possível explorar o que está por trás do sofrimento e construir um caminho mais autêntico. Se você sente esse tipo de desequilíbrio, buscar um psicólogo é um bom ponto de partida.


  • . Qual o impacto do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) na identidade e autoimagem de um paciente ?

    . Qual o impacto do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) na identidade e autoimagem de um paciente ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Do ponto de vista psicológico, receber um diagnóstico de doença crônica como o LES pode impactar profundamente a forma como a pessoa se vê e se relaciona com o próprio corpo. Alguns dos efeitos mais comuns:

    Ruptura na identidade: a pessoa precisa reorganizar sua autoimagem a partir de uma nova realidade, muitas vezes marcada por limitações que antes não existiam.

    Relação com o corpo: sintomas visíveis e o imprevisível da doença podem gerar estranhamento em relação ao próprio corpo, afetando a autoestima.

    Luto: é comum um processo de luto pela vida que se tinha antes do diagnóstico, com sentimentos de tristeza, raiva e negação.

    Impacto nas relações: mudanças nos papéis sociais e a dependência de cuidados podem gerar conflitos internos sobre autonomia e autossuficiência.

    O acompanhamento psicológico é uma parte importante do cuidado integral nesses casos. Para questões clínicas sobre o LES, o reumatologista é o especialista indicado.


  • Como a liberdade e a responsabilidade se relacionam com a existência?

    Como a liberdade e a responsabilidade se relacionam com a existência?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Essa é uma das questões centrais da psicologia existencial. Liberdade e responsabilidade são dois lados da mesma moeda: ter liberdade para fazer escolhas significa, ao mesmo tempo, ser responsável por elas, e isso pode pesar. Esse peso aparece na clínica com frequência. Muitas pessoas evitam escolhas justamente para não assumir a responsabilidade pelo que vem depois. É mais fácil culpar as circunstâncias ou os outros do que reconhecer que temos um papel ativo na construção da nossa vida. Na psicoterapia, trabalhar essa relação ajuda a pessoa a sair de um lugar de passividade e desenvolver mais autonomia, escolhendo de forma mais consciente e lidando melhor com as consequências dessas escolhas.


  • Como posso encontrar propósito e sentido enquanto lido com meus pensamentos obsessivos e compulsões?

    Como posso encontrar propósito e sentido enquanto lido com meus pensamentos obsessivos e compulsões?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Lidar com pensamentos obsessivos e compulsões pode fazer com que a vida pareça girar apenas em torno do controle da ansiedade, o que dificulta a sensação de propósito e sentido. É importante lembrar que pensamentos obsessivos não definem quem você é, nem anulam seus valores, desejos ou potencial de viver uma vida significativa.

    Encontrar sentido nesse contexto envolve aprender a separar o que é sintoma do que é escolha. Mesmo com a presença de pensamentos intrusivos, é possível se aproximar de atividades, relações e valores que são importantes para você, sem esperar que a ansiedade desapareça completamente. O propósito não nasce da ausência de sofrimento, mas da possibilidade de agir apesar dele.

    O acompanhamento psicológico ajuda a reduzir o impacto das obsessões, fortalecer a autonomia emocional e ampliar a percepção de sentido para além do transtorno. Viver com mais propósito não é eliminar os sintomas à força, mas construir uma vida que não seja governada por eles.


  • Quais são os problemas de saúde mental que a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) pode

    Quais são os problemas de saúde mental que a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) pode tratar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    A Terapia de Exposição e Prevenção de Resposta (ERP) é uma técnica amplamente utilizada no tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Ela ajuda a pessoa a se expor gradualmente às situações que geram ansiedade, enquanto aprende a não realizar os rituais ou compulsões.

    Além do TOC, a ERP também pode ser utilizada no tratamento de transtornos de ansiedade, como fobias específicas, ansiedade social e transtorno do pânico, quando há comportamentos de evitação relacionados ao medo.

    O objetivo da técnica é reduzir a ansiedade ao longo do tempo e fortalecer a tolerância ao desconforto, quebrando o ciclo entre medo, evitação e alívio temporário.


  • É possível fazer a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) sozinha?

    É possível fazer a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) sozinha?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    A Exposição e Prevenção de Resposta (ERP) pode envolver exercícios práticos que a pessoa realiza no dia a dia, mas o ideal é que seja conduzida ou orientada por um profissional de saúde mental.

    A presença de um terapeuta ajuda a definir exposições seguras, graduais e adequadas, além de oferecer suporte para lidar com a ansiedade que pode surgir durante o processo. Fazer ERP completamente sozinho pode ser mais difícil e menos eficaz.


  • Quais são os padrões de comunicação que surgem em torno dos rituais e pensamentos obsessivos?

    Quais são os padrões de comunicação que surgem em torno dos rituais e pensamentos obsessivos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    No TOC, é comum surgirem padrões de comunicação marcados por busca repetida de confirmação, pedidos de garantia e necessidade de que outras pessoas validem que “está tudo certo”. A pessoa pode fazer as mesmas perguntas várias vezes ou precisar relatar o pensamento obsessivo para aliviar a ansiedade.

    Também podem aparecer explicações longas, tentativas de justificar rituais e dificuldade de encerrar o assunto, porque a dúvida retorna. Em alguns casos, há evitação de certos temas por medo de ativar obsessões.

    Esses padrões não são “manipulação”, mas tentativas de reduzir o desconforto interno. No tratamento, trabalha-se comunicação mais funcional e redução da dependência de garantias externas.


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