Perguntas do paciente (119)
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Como a terapia pode ajudar um adulto que tem comportamentos muito imaturos, pode haver mudanças?
Como a terapia pode ajudar um adulto que tem comportamentos muito imaturos, pode haver mudanças?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A terapia pode ajudar o adulto a compreender de onde vêm esses comportamentos, muitas vezes ligados a padrões aprendidos ao longo da vida, dificuldades emocionais ou formas antigas de lidar com frustrações.
No processo terapêutico, a pessoa desenvolve mais consciência, regulação emocional e responsabilidade pelas próprias atitudes, aprendendo formas mais maduras de se posicionar e se relacionar.
Sim, mudanças são possíveis, mas acontecem de forma gradual, com prática e comprometimento. A terapia não “muda a pessoa”, mas oferece ferramentas para que ela construa novas formas de agir e lidar com a própria vida.
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A terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode ser útil no tratamento Transtorno de Personalidade Bor
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode ser útil no tratamento Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ser útil no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Ela ajuda a identificar padrões de pensamento, emoções intensas e comportamentos impulsivos, desenvolvendo estratégias para maior regulação emocional.
Além disso, abordagens derivadas da TCC, como a Terapia Dialética Comportamental (DBT), são amplamente utilizadas no TPB, com foco em habilidades como tolerância ao estresse, controle de impulsos e melhora nos relacionamentos.
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Como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ajuda na regulação emocional?
Como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ajuda na regulação emocional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ajuda na regulação emocional ao trabalhar a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos. Ela ensina a identificar pensamentos automáticos que intensificam emoções, questioná-los e desenvolver formas mais equilibradas de interpretar as situações. Além disso, inclui estratégias práticas, como técnicas de respiração, exposição gradual e resolução de problemas. Com isso, a pessoa aprende a responder às emoções com mais consciência e menos impulsividade, aumentando o controle emocional no dia a dia.
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Como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar a lidar com a reatividade emocional no Tra
Como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar a lidar com a reatividade emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ajuda a lidar com a reatividade emocional no TPB ao trabalhar a identificação de gatilhos, pensamentos automáticos e padrões de comportamento que intensificam as emoções.
A pessoa aprende a reconhecer sinais de ativação emocional, questionar interpretações impulsivas e desenvolver respostas mais reguladas. Também são utilizadas estratégias práticas, como técnicas de pausa, respiração, tolerância ao desconforto e treino de habilidades emocionais. Com o tempo, isso permite reduzir a intensidade das reações, aumentar o controle sobre os impulsos e melhorar os relacionamentos.
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Homem, 28 anos e nunca namorei, o que posso fazer?
Homem, 28 anos e nunca namorei, o que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não existe um “tempo certo” para começar a namorar. Cada pessoa tem seu ritmo, e nunca ter tido um relacionamento aos 28 anos não significa que há algo errado. Pode ser importante olhar para alguns pontos: como estão suas habilidades sociais, sua autoestima, seus ambientes de convivência e possíveis medos ou inseguranças em relação à aproximação afetiva. Muitas vezes, a dificuldade não é falta de oportunidade, mas barreiras internas ou pouca exposição a contextos sociais.
Investir em ampliar círculos sociais, desenvolver comunicação e, se necessário, buscar terapia pode ajudar a entender melhor esses aspectos e aumentar a segurança nas relações. Relacionamentos se constroem com prática, tentativa e aprendizado ao longo do caminho.
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Olá, tenho 31 anos e venho sofrendo a minha vida inteira com relacionamentos sociais ou profissionai
Olá, tenho 31 anos e venho sofrendo a minha vida inteira com relacionamentos sociais ou profissionais, sou visto como uma pessoa fria, principalmente em atividades que fogem do currículo do trabalho, como reuniões ou bate papos casuais, prefiro evitar tais encontros porque não contribuo nelas e, sinceramente não vejo o ponto de socializar com meus colegas de trabalho que não tenho amizade. Minhas amizades também aos poucos parecem me evitar, ou eu não tenho interesse suficiente para manter elas... Sempre me questionei se eu simplesmente não sinto falta de pessoas ao meu redor, se não consigo sentir saudades e acabo esquecendo amigos e família. Não é que eu não reconheça a emoção que eu deveria estar sentindo, eu simplesmente não sinto e acabo sozinho ou não consigo networkings necessários para conseguir oportunidades na minha profissão...
Vistos esses comportamentos e entre outros (Sempre fui calado, desde criança; Algumas sensibilidades que não vejo em outras pessoas e que me irritam muito; Ansiedade que por vezes me causam problemas intestinais e inflamações na pele; Poucas memórias do meu passado; Pessoas as vezes dizem que eu tenho um tom agressivo, mesmo sem eu ter a intenção ou me sentir irritado; Já tomei medicamentos para TOC para pensamentos obsessivos, por não conseguir dormir ao não controlar meus pensamentos), me pergunto se eu possa ter um diagnóstico de TEA... Gostaria de saber opiniões e como eu conseguiria conversar com um profissional capaz de afirmar ou negar minhas dúvidas. Isso tem afetado demais minha vida e não consigo lidar comigo mesmo. Obrigado!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode, sim, estar relacionado ao TEA, especialmente pelas dificuldades sociais, sensoriais e padrões desde a infância. No entanto, esses sinais também podem aparecer em outros quadros, então não é possível confirmar apenas pelo relato. O mais indicado é buscar uma avaliação com psicólogo ou neuropsicólogo, preferencialmente com experiência em TEA em adultos. Você pode dizer diretamente que tem essa dúvida e quer investigar. Independentemente do diagnóstico, essas dificuldades podem ser compreendidas e trabalhadas em terapia. Você não precisa lidar com isso sozinho.
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Olá. Gostaria de tirar uma dúvida e compartilhar uma situação que tem me consumido muito ultimamente
Olá. Gostaria de tirar uma dúvida e compartilhar uma situação que tem me consumido muito ultimamente.
Estou lutando contra a pornografia e, por enquanto, está relativamente controlável. Porém, me encontro em um estado de grande preocupação porque não estou me sentindo emocionalmente bem. Sinto-me sem motivação e com as emoções neutras — não me sinto feliz, nem triste. Isso tem afetado principalmente a parte romântica da minha vida.
Tenho ansiedade e, alguns anos atrás, tive uma crise muito forte. Desde então, sinto que nunca mais voltei a ser exatamente como antes. Ultimamente estou muito preocupado porque parece que apenas estou vivendo no automático. Não sinto prazer nas coisas, e isso está afetando todas as áreas da minha vida.
O que mais me preocupa é o meu relacionamento. Sei que a pornografia pode estar relacionada a isso, pois pode diminuir a sensibilidade do cérebro. Sinto como se estivesse vivendo uma batalha interna constante.
Mesmo assim, continuo me fazendo presente no meu relacionamento, com meus pais, na faculdade e nas minhas responsabilidades. Mas, por dentro, sinto como se estivesse vivendo como um robô, sem emoções.
Estou fazendo acompanhamento psicológico, mas ainda tenho dificuldade de falar sobre essa parte da minha vida. Muitas vezes, quando chega o dia da consulta, perco a vontade de ir, mas mesmo assim compareço.
O que me chama atenção é que comecei a perceber esses sentimentos com mais intensidade quando cortei completamente a pornografia. Já faz algum tempo que estou tentando vencer esse vício. Mesmo quando eu consumia com frequência, já sentia que o mundo tinha perdido um pouco da cor. Hoje percebo que esse vício parece ter roubado parte da minha identidade. Qual a melhor orientação nesse caso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve, sensação de estar no “automático”, emoções mais neutras, perda de prazer nas coisas e preocupação com o impacto da pornografia, é algo que muitas pessoas relatam quando estão tentando interromper um comportamento que era usado como forma de regulação emocional.
A pornografia, para algumas pessoas, pode funcionar como uma maneira rápida de aliviar tensão, ansiedade ou solidão. Quando ela é retirada, o cérebro precisa se reorganizar e reaprender outras formas de lidar com emoções e buscar recompensa. Durante esse período, algumas pessoas sentem exatamente o que você descreveu: apatia, sensação de vazio ou dificuldade de sentir prazer. Esse processo pode levar um tempo para se equilibrar novamente.
Além disso, você menciona que já passou por crises fortes de ansiedade no passado e que atualmente sente falta de motivação e prazer. Esses sinais também podem aparecer em quadros de esgotamento emocional, ansiedade persistente ou sintomas depressivos, o que merece atenção cuidadosa.
Um ponto importante do seu relato é que você já está em acompanhamento psicológico e continua indo às sessões, mesmo quando sente vontade de desistir. Isso mostra um esforço real de cuidado consigo mesmo. Justamente por isso, pode ser muito útil tentar falar com seu terapeuta sobre essa parte que ainda é difícil de trazer. Muitas vezes, quando evitamos um tema na terapia, é justamente ali que existe material importante para ser trabalhado.
Algumas direções que podem ajudar nesse momento:
continuar com o acompanhamento psicológico e tentar abordar abertamente essa dificuldade com pornografia e suas emoções;
manter rotinas que incluam atividade física, contato social e atividades significativas, mesmo quando a motivação está baixa;
compreender que recuperar sensibilidade emocional costuma ser um processo gradual, não imediato.
O fato de você continuar presente na faculdade, no relacionamento e nas responsabilidades mostra que você ainda está se movimentando na direção da sua vida, mesmo enfrentando essa batalha interna.
Se os sentimentos de vazio, apatia ou perda de prazer persistirem ou se intensificarem, pode ser importante conversar com seu terapeuta sobre uma avaliação mais ampla do seu estado emocional, para entender melhor o que está acontecendo e quais intervenções podem ajudar. Você não precisa atravessar esse processo sozinho.
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Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche? Gostaria de saber qual abordagem
Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche?
Gostaria de saber qual abordagem da psicologia é mais indicada para tratar um comportamento compulsivo visual focado em partes do corpo (podolatria). Sinto que essa busca por estímulo é automática e difícil de controlar, não consigo não erotizar os pés.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) costuma ser bastante utilizada nesses casos, pois ajuda a identificar gatilhos, pensamentos automáticos e padrões que mantêm o comportamento compulsivo, além de desenvolver estratégias de controle.
Vale lembrar que fetiches não são necessariamente um problema clínico. O tratamento é indicado quando o comportamento causa sofrimento ou interfere na vida e nos relacionamentos.
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Sou estudante de psicologia estou no 8° semestre, estou muito preocupada com essa nova abordagem poi
Sou estudante de psicologia estou no 8° semestre, estou muito preocupada com essa nova abordagem pois estudamos 5 anos aprendemos muitas abordagens, estudamos vários teóricos fazemos atendimentos supervonados com muito cuidado e ética e muita responsabilidade.Fui informada que para ser um terapeuta TRG o curso dura no máximo um um ano e meio e a pessoa está apto para atender e popodendo cobrar por sessão cerca de $ 150,00 minha reflexão, vale a pena os 5 anos estudando para enfim se deparar com essa situação??...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua inquietação é compreensível e, na verdade, muitos estudantes e profissionais de psicologia fazem essa mesma reflexão quando se deparam com formações rápidas que prometem habilitar pessoas a atuar como “terapeutas”.
A formação em Psicologia envolve cinco anos de estudo aprofundado, incluindo bases científicas do comportamento humano, psicopatologia, desenvolvimento, ética profissional, métodos de avaliação e prática supervisionada. Essa formação existe justamente porque trabalhar com sofrimento psíquico exige responsabilidade técnica, preparo teórico e supervisão clínica.
Cursos mais curtos podem oferecer técnicas específicas ou métodos complementares, mas não substituem a formação universitária que prepara o profissional para compreender a complexidade do funcionamento psicológico e para atuar dentro de parâmetros éticos e científicos. Além disso, no Brasil, o exercício profissional da psicoterapia dentro da psicologia é regulamentado e vinculado à formação em Psicologia e ao registro no Conselho Regional de Psicologia.
Por isso, a questão talvez não seja comparar tempos de formação, mas entender que a graduação em Psicologia oferece uma base ampla e sólida para avaliar, compreender e intervir de forma responsável na saúde mental. Esse preparo tende a fazer diferença na qualidade do cuidado oferecido às pessoas ao longo da carreira.
É natural que existam diferentes práticas e formações no campo do cuidado emocional, mas a psicologia se sustenta em formação científica, ética e compromisso com a saúde mental, algo que dificilmente se constrói em cursos muito breves.
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Tenho passado por problemas sérios devido à minha baixa autoestima. Recentemente, acabei traindo meu
Tenho passado por problemas sérios devido à minha baixa autoestima. Recentemente, acabei traindo meu namorado porque fui elogiada por outra pessoa; como isso nunca tinha acontecido antes, ouvir aquelas palavras foi maravilhoso para mim. Comecei a me relacionar com essa pessoa, mas logo percebi que tudo aconteceu porque busco incessantemente a aprovação alheia.
Meu namorado me elogia e sempre faz minhas vontades, mas parece que nada é suficiente para suprir o que carrego desde a infância. Sofri muito com críticas da família e de outras pessoas sobre o meu corpo. Agora, além desse trauma, enfrento outra crise: meu namorado descobriu a traição e me perdoou, mas sinto que o amor acabou e eu não consigo parar de pensar na outra pessoa.
Apesar disso, não consigo terminar por medo de ficar sozinha, já que sinto uma necessidade de 'atenção total'. Além disso, tenho medo de terminar meu curso e ficar ociosa, pois quando não estou ocupada, começo a ter pensamentos ruins. Para completar, sinto dificuldade em conseguir um emprego por ser excessivamente tímida. É um mix de emoções e não tenho ideia do que fazer para melhorar tudo isso..RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve mostra um sofrimento emocional complexo, ligado principalmente à forma como sua autoestima foi construída ao longo da vida. Quando alguém cresce recebendo muitas críticas ou rejeições, especialmente sobre aparência ou valor pessoal, é comum desenvolver uma forte necessidade de validação externa. Nesse contexto, elogios ou atenção podem gerar uma sensação muito intensa de reconhecimento e pertencimento.
Isso não significa que você seja “fraca” ou “inconstante”, mas que existe uma carência emocional importante que ainda não foi elaborada. Quando a autoestima depende muito da aprovação dos outros, a pessoa pode se sentir constantemente insegura, com medo da solidão e com dificuldade de sustentar decisões nos relacionamentos.
Outro ponto que aparece no seu relato é a dificuldade de lidar com momentos de vazio ou ociosidade, quando pensamentos negativos surgem com mais força. Isso costuma indicar que algumas emoções antigas ainda precisam ser compreendidas e trabalhadas.
Mais do que tentar resolver tudo sozinha ou tomar decisões impulsivas sobre o relacionamento, o caminho mais saudável seria buscar acompanhamento psicológico. A psicoterapia pode ajudar a compreender as origens dessa necessidade de validação, fortalecer sua autoestima e desenvolver formas mais seguras de se relacionar consigo mesma e com os outros.
Cuidar dessas questões internas tende a trazer mais clareza para suas escolhas, inclusive sobre seus relacionamentos, carreira e projetos de vida.
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Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza
Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A perda de uma mãe, especialmente de forma repentina, costuma gerar um luto profundo, e cada pessoa vive esse processo em um ritmo diferente. Tristeza, saudade, choro frequente e momentos de vazio são reações esperadas ao longo do luto.
No entanto, quando os sentimentos de culpa, falta de prazer nas atividades, cansaço constante e dificuldade para retomar a rotina se mantêm por muito tempo e passam a interferir significativamente no trabalho, nas relações e no dia a dia, pode ser um sinal de que o luto está se tornando mais complicado ou associado a um quadro depressivo.
A diferença nem sempre é simples de identificar sozinho. Em geral, no luto a pessoa ainda consegue ter momentos de conexão com lembranças e afetos, mesmo em meio à tristeza. Já na depressão, costuma haver uma sensação mais persistente de vazio, desesperança e perda de interesse pela vida como um todo.
Diante do que você descreve, buscar acompanhamento psicológico pode ser muito importante. A psicoterapia pode ajudar a elaborar a perda, trabalhar a culpa e reconstruir gradualmente um sentido para a vida após essa ausência. Pedir ajuda nesse momento não significa que você não esteja lidando com o luto, mas que está cuidando da sua saúde emocional enquanto atravessa esse processo.
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Como lidar com a sensação de fracasso profissional quando toda a minha identidade está ligada ao tra
Como lidar com a sensação de fracasso profissional quando toda a minha identidade está ligada ao trabalho?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando toda a identidade fica muito ligada ao trabalho, qualquer dificuldade profissional pode ser sentida como um fracasso pessoal, e não apenas como um desafio de carreira. Isso acontece porque o trabalho passa a ser a principal fonte de valor, reconhecimento e sentido.
Um passo importante é diferenciar desempenho de identidade. Problemas profissionais não definem quem você é como pessoa. A carreira é uma parte da vida, mas não precisa ser a única base de autoestima ou pertencimento.
Também pode ajudar ampliar as fontes de significado como relações, interesses pessoais, aprendizado e outros papéis na vida. Isso não diminui a importância do trabalho, mas evita que ele carregue sozinho todo o peso da identidade.
O acompanhamento psicológico pode auxiliar nesse processo, ajudando a compreender como essa associação se formou e a construir uma relação mais equilibrada entre identidade pessoal e vida profissional.
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Amo meus filhos, mas me sinto exausta e às vezes arrependida da rotina da maternidade. É normal sent
Amo meus filhos, mas me sinto exausta e às vezes arrependida da rotina da maternidade. É normal sentir isso ou preciso de tratamento urgente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir exaustão, ambivalência ou até arrependimento momentâneo diante da rotina da maternidade é mais comum do que muitas pessoas imaginam. A maternidade envolve mudanças profundas na rotina, nas responsabilidades e na identidade, e é natural que, em alguns momentos, apareçam sentimentos de cansaço, frustração ou sobrecarga.
Ter esses pensamentos não significa falta de amor pelos filhos. Muitas mães amam profundamente seus filhos e, ao mesmo tempo, sentem o peso das demandas diárias, da privação de descanso e da perda de tempo para si.
No entanto, quando o cansaço, a culpa ou a tristeza se tornam muito frequentes, intensos ou começam a afetar o bem-estar, pode ser importante buscar apoio psicológico. A psicoterapia pode ajudar a organizar esses sentimentos, reduzir a sobrecarga emocional e encontrar formas mais saudáveis de lidar com as demandas da maternidade.
Cuidar da própria saúde mental também faz parte do cuidado com os filhos.
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Minha neta , perdeu a mãe e o padrasto em pouco dias , COVID, tinha 12 anos e meio, agora com dezess
Minha neta , perdeu a mãe e o padrasto em pouco dias , COVID, tinha 12 anos e meio, agora com dezessete anos teve uma mudança de comportamento radical , começou a mudar de comportamento depois dos quinze anos para cá , agora ao dezessete anos a mudança de comportamento ficou muito visível, até nas veste mudou , até então era tudo bem discreta , agora gosta de blusa curta , o relacionamento está muito ruim as vezes é legal , conversar gostoso com a gente ,outra hora é um tanto grossa, gostaria de saber como lidar ? Ou vai precisar de um acompanhamento de um profissional ? Talvez um psicólogo? O que vocês me aconselha ? Obrigada
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A perda da mãe e do padrasto em um intervalo curto, ainda na infância, é uma experiência muito impactante emocionalmente. Mesmo quando o sofrimento não aparece imediatamente, ele pode surgir ou se transformar anos depois, especialmente na adolescência, que já é uma fase de muitas mudanças internas e busca de identidade.
Algumas mudanças de comportamento nessa idade são esperadas como alterações no jeito de se vestir, maior necessidade de autonomia e oscilações de humor. No entanto, quando existe uma história de perdas importantes, essas transformações podem vir acompanhadas de sentimentos de tristeza, raiva, confusão ou dificuldade para expressar o que sente.
O mais importante nesse momento é tentar manter diálogo, escuta e acolhimento, sem críticas imediatas ou confrontos constantes. Muitas vezes, comportamentos mais bruscos ou mudanças externas podem ser uma forma de lidar com emoções difíceis que ela ainda não consegue nomear.
Buscar acompanhamento psicológico pode ser muito benéfico, não porque necessariamente exista algo “errado”, mas porque a terapia pode oferecer um espaço seguro para ela elaborar o luto, compreender suas emoções e atravessar essa fase com mais apoio.
Portanto, manter o vínculo afetivo em casa e, se possível, considerar a ajuda de um psicólogo especializado em adolescentes pode ser um caminho importante para cuidar da saúde emocional dela.
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Olá! Tenho diagnóstico de TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente) dado por um otoneurologista
Olá! Tenho diagnóstico de TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente) dado por um otoneurologista. Ele disse que sofro de hipervigilância e que devo tratar isso com psicoterapia. Não entendi ainda o que é essa hipervigilância e como a psicoterapia pode me auxiliar nisso. Poderiam me ajudar, por favor? Agradecido.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A hipervigilância é um estado em que o cérebro permanece em alerta constante, monitorando excessivamente sensações do corpo e do ambiente em busca de sinais de ameaça. No caso da TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente), essa vigilância costuma se voltar principalmente para sensações de equilíbrio, movimento e posição do corpo.
Quando isso acontece, o cérebro passa a interpretar pequenos estímulos normais como movimento visual, mudança de postura ou sensação corporal como se fossem sinais de perigo. Isso aumenta a ansiedade e faz com que a pessoa fique ainda mais atenta às sensações de tontura, criando um ciclo de atenção excessiva, desconforto e preocupação.
A psicoterapia pode ajudar justamente a reduzir esse estado de alerta constante. No tratamento, trabalham-se estratégias para diminuir a atenção excessiva às sensações corporais, lidar melhor com a ansiedade associada e reeducar a forma como o cérebro interpreta esses sinais. Com o tempo, isso pode ajudar o sistema nervoso a voltar a um padrão mais equilibrado de percepção e resposta.
Em muitos casos, o tratamento psicológico é parte importante do manejo da TPPP, pois auxilia a quebrar o ciclo entre ansiedade, hipervigilância e sintomas de tontura.
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O que devo falar na primeira sessão de terapia? Quero começar, mas fico preocupada se vou conseguir
O que devo falar na primeira sessão de terapia? Quero começar, mas fico preocupada se vou conseguir falar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na primeira sessão de terapia não existe uma forma “certa” de falar ou um roteiro que você precise seguir. Muitas pessoas chegam com essa mesma preocupação, e é totalmente compreensível. O início do processo costuma ser justamente um momento de acolhimento e entendimento da sua história.
Você pode começar contando o que te fez procurar terapia agora, quais situações têm causado incômodo ou quais sentimentos têm aparecido com mais frequência. Mesmo que pareça confuso ou difícil de explicar, isso já ajuda o profissional a compreender o que está acontecendo.
Também é comum falar um pouco sobre sua rotina, relações, momentos importantes da sua vida e expectativas em relação à terapia. E se você sentir dificuldade para falar, pode simplesmente dizer isso. O próprio terapeuta conduz a conversa com perguntas e apoio.
A terapia não exige que você chegue pronta ou com tudo organizado. O processo começa justamente a partir do que você consegue trazer naquele momento.
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Bom dia, tenho 44 anos, sou casado a 16 anos e minha esposa tem 35, temos duas filhas de 15 e 7 anos
Bom dia, tenho 44 anos, sou casado a 16 anos e minha esposa tem 35, temos duas filhas de 15 e 7 anos. Nosso casamento sempre foi bem sólido, nunc ativemos crises ou dioscussões sérias. Mas desde agosto/25 ela começou a se distanciar da vida conjugal, mais tempo sozinha, mais tempo se cuidando, novos hobbies (academia, dança, roupas,etc) aos poucos eu fui sendo deixado de lado nas decisões, nas escolhas, minha opinião nao era mais necessária. Ao mesmo tempo a irritação comigo aumentava na mesma medida que o celular dela tambem se tornava mais restrito. Em outubro quando houve um questionamento ela pediu um tempo, estava confusa e nao sentia mais amor por mim. Foi um choque posi eu me considerava um bom marido, presente nas atividades da casa , sempre trabalhei e mantive as contas em dia (no limite, ma em dia) pai presente, e quand perguntava ela sempre dizia que estava bem.
Depois do primeiro pedido de tempo nunca mais fomos os mesmos, ela se mantinha cada vez mais isolada de mim, a familia dela ficou sabendo e ela acabou reatando comigo em fuinção da pressão familiar dela. Houve ainda outro afastamento e outro retorno tambem em função da pressão da familia dela. Porem ela dizia que nao me amava e nao sentia mais desejo nem atração por mim. Que eu estava me humilhando por ela e que eu nao merecia passar por isso.
Devido a rotina, as filhas e as circunstancias financeiras entendemos que poderiamos continuar morando na mesma casa, porem eu a amo ainda e tento uma reconciliação. Ela por outro lado nao demonstra nenhum tipo de mudança de postura, ela ja viveu o luto, para ela ja esta tudo resolvido enrte nós, e ate está saindo com outra pessoa. Quando soube desse fato e a questionei ela disse nao ter ocorrido traição pois para ela ja nao exixtia mais nada entre nós. Alem disso toda a familai dela nao entende o motivo dela estar fazendo isso, e que me apoiariam até para eu ficar com a guarda das minhas filhas, a mais velha ja disse que quer ficar comigo.
Eu sei que os sinais estão todos ai e que o divorcio é inevitavel, MAS eu ainda a amo e aceitaria até tê-la de volta mas ela nao se arrepende, inclusive disse nas duas tentativas anterioes que só voltou por insistencia minha.
Minha familia é tudo o que tenho e nao queria perdê-la , o que faço? Será que vou ter que vê-la quebrando a cara e se arrepender para ver o erro que está cometendo ao destruir o nosso casamento?
obrigado pela ajudaRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo é muito doloroso, e é compreensível que exista confusão, esperança e medo ao mesmo tempo. Quando um relacionamento longo muda de forma tão brusca, a sensação pode ser de perda de chão, principalmente quando ainda existe amor de um lado.
Pelo que você descreve, sua esposa parece ter passado por um processo interno de distanciamento que começou antes de você perceber, e hoje ela já se encontra em um ponto diferente do seu no processo de luto da relação. Enquanto você ainda está tentando compreender e salvar o casamento, ela parece já ter tomado uma decisão emocional sobre o vínculo. Isso não significa que o que vocês viveram não teve valor, mas mostra que, neste momento, vocês estão em lugares emocionais muito diferentes.
Quando apenas uma pessoa tenta sustentar a reconciliação, isso costuma gerar ainda mais sofrimento. Insistir continuamente pode acabar colocando você em uma posição de humilhação emocional, como ela mesma chegou a mencionar, e isso tende a desgastar ainda mais sua autoestima.
Amar alguém e, ao mesmo tempo, perceber que a relação pode não continuar é uma das experiências mais difíceis que existem. Nesse momento, talvez seja importante começar a deslocar o foco da pergunta “como fazer ela voltar?” para “como cuidar de mim e das minhas filhas diante dessa realidade?”. Independente do que aconteça entre vocês como casal, você continua sendo pai, e seu vínculo com suas filhas permanece.
Também é importante lembrar que você não tem controle sobre as escolhas dela. Esperar que ela “quebre a cara” ou se arrependa pode prender você em um lugar de espera que prolonga o sofrimento. Às vezes, o processo mais saudável é aceitar que o outro tomou um caminho diferente, mesmo que isso doa profundamente.
Buscar apoio psicológico pode ajudar muito neste momento. Um espaço de escuta pode te ajudar a atravessar o luto do relacionamento, reorganizar a vida familiar e tomar decisões com mais clareza e dignidade.
Você não está perdendo tudo. Seu casamento pode estar mudando, mas sua história, seu valor como pai e sua capacidade de reconstruir a vida continuam existindo. E esse processo não precisa ser enfrentado sozinho.
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Mantras como AUM tem poder de fazer relaxar profundamente o corpo mesmo sem sono e entrar em ondas c
Mantras como AUM tem poder de fazer relaxar profundamente o corpo mesmo sem sono e entrar em ondas cerebrais mais lentas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Mantras como “AUM” podem, sim, favorecer um estado de relaxamento profundo, mesmo sem induzir sono. A repetição rítmica de sons, aliada à respiração lenta e focada, tende a reduzir a ativação do sistema nervoso simpático (relacionado ao estresse) e estimular o sistema parassimpático, responsável pela sensação de calma.
Estudos indicam que práticas meditativas com repetição sonora podem estar associadas à diminuição da frequência cardíaca, redução da ansiedade e aumento de ondas cerebrais mais lentas, ligadas a estados de relaxamento e atenção focada. No entanto, a experiência varia de pessoa para pessoa.
Embora possa ser uma estratégia complementar útil para manejo de estresse e ansiedade, não substitui tratamento psicológico ou médico quando há sofrimento emocional significativo.
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A meditação apenas usar só a imobilidade sem focar na respiração também induz ondas lentas? A imobil
A meditação apenas usar só a imobilidade sem focar na respiração também induz ondas lentas? A imobilidade sozinha sem pressão de sono e também se estiver sem sono a imobilidade sozinha faz descer as ondas cerebrais??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A simples imobilidade corporal pode reduzir estímulos externos e favorecer relaxamento, mas não garante, por si só, a indução consistente de ondas cerebrais mais lentas. A diminuição da atividade mental costuma estar mais relacionada à combinação de fatores como foco atencional (por exemplo, na respiração), repetição de mantras ou estados meditativos estruturados.
Estar imóvel pode ajudar o corpo a diminuir a ativação fisiológica, especialmente se houver redução de estímulos sensoriais. No entanto, se a mente permanecer ativa ou ansiosa, as ondas cerebrais podem continuar em padrões associados à vigília alerta.
Em geral, práticas meditativas que envolvem atenção direcionada e regulação da respiração tendem a produzir efeitos mais consistentes na desaceleração do ritmo cerebral do que a imobilidade isolada.
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Dia 11/03 de 2025 terminei um relacionamento de cerca de 4 anos, relacionamento conturbado, problema
Dia 11/03 de 2025 terminei um relacionamento de cerca de 4 anos, relacionamento conturbado, problemas que eu mesmo criei. Após isso, cerca de 2 meses depois, conheci uma pessoa, com quem comecei a ficar, e entramos num relacionamento, poucos dias atrás, terminamos, de forma idêntica ao relacionamento anterior, eu achei que não iria me sentir tao mal, mas agora, estou tão mal quanto da primeira vez, sensação de morte, fico pensando que provavelmente foi por que entrei em um outro relacionamento de cara, e não devia ter feito isso, mas dói muito, é como se eu estivesse revivendo aquilo tudo de novo... Medo de entrar em um quadro depressivo, tendo em vista que em menos de 1 ano, passei por 2 términos extremamente dolororos e praticamente igual, tudo igual... parece um filme que se repetiu. Esse quadro está me fazendo passar por sintomas psicológicos horríveis, me sinto mal, sozinho, a solidão é a pior coisa, perda da rotina, e etc...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo é compatível com um luto relacional intenso. Mesmo que o segundo relacionamento tenha sido mais curto, ele pode ter reativado emoções que ainda não estavam totalmente elaboradas do término anterior. Quando entramos rapidamente em outra relação após uma ruptura dolorosa, às vezes buscamos aliviar a dor, mas isso não significa que o sentimento anterior tenha sido processado.
A sensação de “reviver tudo de novo” costuma ocorrer quando padrões emocionais se repetem e feridas ainda estão abertas. O medo de desenvolver um quadro depressivo é compreensível, especialmente diante de dois términos semelhantes em pouco tempo. No entanto, sofrimento intenso não é automaticamente depressão, é um sinal de que algo importante precisa ser compreendido.
Esse momento pode ser uma oportunidade de olhar para os padrões que se repetiram, para suas escolhas e para o que essas relações representaram para você. A solidão, a quebra de rotina e a sensação de vazio tendem a aumentar o impacto emocional, por isso é importante buscar apoio, seja de pessoas próximas ou acompanhamento psicológico.
Você não está “fraco” por estar sofrendo dessa forma. Mas enfrentar isso sozinho pode tornar o processo mais pesado. Cuidar desse momento agora pode evitar que ele se transforme em algo mais profundo no futuro.
Perguntas frequentes
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Tenho falta de ar/sensação de respiração incompleta praticamente todos os dias, há vários anos. É co
A ansiedade pode causar sensação de falta de ar persistente, inclusive em…