Perguntas do paciente (119)

  • Sinto que procrastino demais, até para coisas que gosto de fazsr, mesmo que eu não queira. Isso tá

    Sinto que procrastino demais, até para coisas que gosto de fazsr, mesmo que eu não queira.
    Isso tá me atrapalhando bastante, principalmente porque deixo de fazer as coisas que preciso fazer e “deixo para depois”. Mesmo que eu quero parar eu não consigo. Faço tudo na ultima hora ou nem faço. Qual a melhor orientação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    A procrastinação nem sempre está ligada à preguiça ou falta de vontade. Muitas vezes, ela é um sinal de sobrecarga emocional, ansiedade, autocrítica excessiva ou medo de falhar. Quando a mente associa tarefas a cobrança, pressão ou expectativa elevada, o corpo tende a evitar, mesmo atividades que antes eram prazerosas.

    O fato de você querer fazer e ainda assim não conseguir indica que há um bloqueio emocional, não falta de interesse. Deixar tudo para a última hora costuma funcionar como uma forma de aliviar temporariamente a ansiedade, mas mantém o ciclo de estresse e frustração.

    A melhor orientação é buscar compreender o que está por trás dessa evitação: medo de não dar conta, perfeccionismo, cansaço acumulado ou dificuldade de organizar prioridades. O acompanhamento psicológico ajuda a identificar esses padrões e a construir estratégias mais saudáveis de ação, sem depender da pressão extrema para funcionar.


  • Qual diferença entre terapia do esquema e TCC para tratamento de ansiedade social?

    Qual diferença entre terapia do esquema e TCC para tratamento de ansiedade social?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Tanto a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) quanto a Terapia do Esquema podem ser eficazes no tratamento da ansiedade social, mas atuam em níveis diferentes do problema.

    A TCC foca principalmente nos sintomas atuais. Trabalha a identificação e modificação de pensamentos automáticos (como medo de julgamento ou rejeição), a redução de comportamentos de evitação e o treino gradual de exposição a situações sociais. É uma abordagem mais estruturada e orientada para o presente.

    Já a Terapia do Esquema aprofunda a compreensão das origens emocionais da ansiedade social. Ela investiga padrões emocionais antigos, crenças formadas na infância ou adolescência (como esquemas de inadequação ou rejeição) e a forma como esses esquemas continuam sendo ativados nas relações atuais.

    De forma resumida: a TCC ajuda a lidar com como a ansiedade social funciona hoje; a Terapia do Esquema ajuda a entender por que esse padrão se formou e se repete. A escolha depende da história emocional da pessoa, da intensidade dos sintomas e dos objetivos do tratamento.


  • A relação entre transtornos alimentares e Transtorno Obsessivo Compulsivo (Toc) faz parte do Transto

    A relação entre transtornos alimentares e Transtorno Obsessivo Compulsivo (Toc) faz parte do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    A presença de transtornos alimentares e TOC não indica automaticamente que a pessoa faça parte do Transtorno do Espectro Autista (TEA). São condições diferentes, com critérios e origens distintas.

    Embora possam coexistir em alguns casos, a relação entre elas deve ser avaliada considerando a função dos comportamentos, a história do desenvolvimento e o contexto emocional. Uma avaliação clínica cuidadosa é fundamental para um diagnóstico adequado.


  • Eu e minha esposa tivemos nosso filho há 10 meses, de uns 2 meses pra cá perdemos totalmente a conex

    Eu e minha esposa tivemos nosso filho há 10 meses, de uns 2 meses pra cá perdemos totalmente a conexão um com o outro. Conversas, olhares e outras coisas nem se fala.
    Somos dois estranhos morando na mesma casa, eu vivendo para o trabalho e ela para nosso filho.
    Já falamos algumas vezes sobre separação mas nunca conseguimos chegar a um senso comum.
    Não há mais demonstrações de carinho, afeto, atenção e gratidão entre nós.
    Pensar em separação se torna complexo pois temos um filho juntos. Em nossa relação estamos tristes como casal, eu realmente não estou feliz com essa situação e acredito que ela também não.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    A chegada de um filho costuma provocar mudanças profundas na dinâmica do casal, especialmente no primeiro ano de vida do bebê. É comum que a relação conjugal fique em segundo plano enquanto as demandas do cuidado, do trabalho e do cansaço ocupam quase todo o espaço emocional. Quando isso acontece por um período prolongado, muitos casais passam a se sentir exatamente como você descreveu: distantes, desconectados e vivendo mais como parceiros de função do que como casal.

    O ponto central aqui não é apenas a possibilidade de separação, mas o fato de que ambos estão tristes e insatisfeitos com a forma como a relação está hoje. A ausência de diálogo, carinho e reconhecimento costuma gerar um afastamento silencioso, que se intensifica quando não há espaço para olhar para o vínculo com cuidado.

    Antes de qualquer decisão definitiva, pode ser importante criar um espaço para compreender o que se perdeu nessa relação, quais necessidades ficaram sem voz após a chegada do filho e se ainda existe abertura para reconstrução, seja por meio de conversas mais profundas ou com o apoio de acompanhamento psicológico individual ou de casal. A presença de um filho torna tudo mais complexo, mas também reforça a importância de decisões feitas com clareza emocional, e não apenas no cansaço ou na dor do momento.

    Buscar ajuda não significa que a separação é inevitável, nem que o casal “falhou”, mas sim que existe sofrimento que precisa ser escutado e compreendido. Isso vale tanto para o casal quanto para cada um individualmente.


  • Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?

    Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    As relações interpessoais têm papel fundamental na saúde mental porque somos seres relacionais: vínculos seguros oferecem apoio emocional, sensação de pertencimento e proteção contra estresse e sofrimento psicológico.

    Relações saudáveis favorecem regulação emocional, autoestima e capacidade de enfrentar dificuldades. Já relações marcadas por conflito, rejeição ou isolamento podem aumentar o risco de ansiedade, depressão e sobrecarga emocional.

    Mais do que quantidade de contatos, o que protege a saúde mental é a qualidade dos vínculos, relações com respeito, escuta e reciprocidade. Quando há dificuldade em construir ou manter relações, o acompanhamento psicológico pode ajudar a desenvolver habilidades emocionais e relacionais.


  • Minha namorada se sente inferior, como se ela não fosse "boa o suficiente" pra estar comigo. Ela diz

    Minha namorada se sente inferior, como se ela não fosse "boa o suficiente" pra estar comigo. Ela diz que se sente me privando de um relacionamento bom, e que estou acorrentado a ela, que é "doente"
    Já tentei dizer pra ela começar acompanhamento psicológico mas ela diz que isso não vai resolver e que esse pensamento não vai mudar.
    O que eu posso fazer pra resolver essa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Quando uma pessoa se sente constantemente “inferior” ou “não boa o suficiente”, geralmente estamos diante de baixa autoestima e sofrimento emocional real, não de falta de argumento lógico. Por isso, tentar convencer apenas com explicações costuma não ser suficiente para mudar o sentimento dela.

    O que você pode fazer é manter uma postura de apoio sem assumir o papel de terapeuta: validar que ela está sofrendo, mostrar como isso impacta a relação e reforçar que buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de cuidado. Evite discutir para provar que ela está errada, foque em expressar como você percebe o valor dela e como a dor dela merece atenção profissional.

    Você não consegue “resolver” isso sozinho nem mudar a crença dela à força. Mas pode incentivar, com respeito, a busca de acompanhamento psicológico e, se necessário, também buscar orientação para você sobre como sustentar a relação sem se sobrecarregar. Relações saudáveis não se constroem com culpa, e sim com cuidado compartilhado.


  • Olá Quase sempre tenho a sensação de que no meu trabalho estão sempre falando de mim, ou quando a

    Olá

    Quase sempre tenho a sensação de que no meu trabalho estão sempre falando de mim, ou quando acontece algo, meu nome vai estar envolvido.
    As vezes tenho sonhos que fui demitido e voltei a trabalhar no meu antigo emprego, ou que fui demitido.
    Como lidar com isso?
    Essa sensação de que sempre é sobre mim ou eu fiz algo de errado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    A sensação constante de que estão falando de você, de que algo errado sempre estará ligado ao seu nome, assim como sonhos recorrentes de demissão, costumam estar relacionadas à ansiedade associada à autocrítica, medo de avaliação e hipervigilância. Nesses casos, a mente permanece em estado de alerta, interpretando situações neutras como ameaças pessoais.

    Quando isso acontece, é comum que o pensamento funcione em torno de ideias como “algo vai dar errado”, “vou ser responsabilizado” ou “estão me observando”, mesmo sem evidências concretas. Esses padrões tendem a se reforçar com o estresse do trabalho, cobranças internas elevadas e dificuldade de descanso mental, o que explica inclusive a repetição desses temas nos sonhos.

    Lidar com esse tipo de ansiedade envolve aprender a diferenciar fatos de interpretações, reconhecer padrões de pensamento que antecipam problemas e compreender de onde vem essa necessidade constante de vigilância e controle. Ignorar ou tentar “pensar positivo” costuma não funcionar a longo prazo.

    Buscar acompanhamento psicológico pode ajudar a identificar esses gatilhos, reduzir a autocrítica e construir uma relação mais segura com o trabalho e com a própria performance. Quando a ansiedade começa a ocupar esse espaço mental constante, é um sinal importante de que algo precisa ser cuidado.


  • Boa tarde, depois que me tornei mãe me sinto incapaz de trabalhar fora, é como se eu não fosse conse

    Boa tarde, depois que me tornei mãe me sinto incapaz de trabalhar fora, é como se eu não fosse conseguir exercer nenhuma atividade, como se eu não fosse saber fazer nada. Isso me causa uma sensação de nervoso e aceleramento. Possuo duas filhas a 1a eu trabalhava e voltei ao trabalho de forma normal a segunda eu saí do meu emprego e não me sinto capaz de voltar. Incapacidade, medo, nervoso tudo eu sinto. Fiz varias entrevistas mas acho que meu estado de nervos me atrapalharam. E minha cabeça só diz que eu não consigo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Após a maternidade, é comum que a ansiedade aumente e que a confiança profissional fique abalada. Os pensamentos de incapacidade e o nervosismo que você descreve costumam estar ligados a um bloqueio emocional, não à falta real de competência, especialmente considerando que você já trabalhou antes.

    A ansiedade faz a mente entrar em estado de alerta e reforça ideias como “não consigo”, o que acaba atrapalhando entrevistas e decisões. O acompanhamento psicológico pode ajudar a reorganizar esses pensamentos, fortalecer a autoconfiança e diferenciar medo de incapacidade. Você não perdeu sua capacidade, ela apenas está encoberta pelo medo.


  • O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?

    O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    O objetivo do psicólogo não é simplesmente “mudar a forma de pensar” do paciente, especialmente na depressão. O foco do tratamento psicológico é compreender como pensamentos, emoções e comportamentos se organizam, como eles se influenciam e de que forma estão contribuindo para o sofrimento.

    Na depressão, é comum que a pessoa desenvolva pensamentos mais negativos, rígidos ou autocríticos, mas esses pensamentos não surgem isoladamente. Eles estão ligados à história de vida, às emoções, às experiências de perda, frustração ou esgotamento. O trabalho terapêutico busca ampliar consciência, questionar padrões que mantêm o sofrimento e construir formas mais funcionais de lidar com a realidade sempre respeitando o ritmo e o momento do paciente.

    Mais do que “pensar positivo”, a psicoterapia ajuda a pensar com mais clareza, reduzir a autocrítica, recuperar sentido e fortalecer recursos emocionais. Em muitos casos, o acompanhamento psicológico pode ser associado ao tratamento psiquiátrico, quando necessário.

    Cada processo é único, e o cuidado deve ser sempre individualizado.


  • Desde criança sempre tive um medo absurdo de fazer as coisas de forma errada e acabar sendo avaliada

    Desde criança sempre tive um medo absurdo de fazer as coisas de forma errada e acabar sendo avaliada negativamente. Isso me afeta em qualquer situação, seja do cotidiano, da faculdade, relacionamentos, interações... Sempre deixo de fazer as coisas porque não me sinto capaz, fico insegura. Meu relacionamento deu errado porque eu deixava de fazer coisas simples, tinha medo de fazer algo errado na frente dele. Não conseguia beija-lo direito porque tinha muito medo de beijar errado e sempre acabava sendo horrível. Fazem 3 anos que não beijo ninguém por medo, nunca tive 1 experiência boa. Deixo de fazer atividades de lazer, como uma brincadeira, porque acho que estou fazendo errado, fico com vergonha. Não consigo me apresentar trabalhos direto, deixo de ir em locais. Uma vez me perdi e fiquei horas sentada em um lugar desconhecido porque não tive coragem de perguntar a alguém como voltar. São nas situações mais simples possíveis. Já me pediram para abrir uma embalagem e eu não tive coragem por medo de abrir errado. Fico muito nervosa e tudo acaba virando um desastre. Não aguento mais viver assim, me sinto paralisada.

    Gostaria de saber se isso é normal. Sei que todos possuem inseguras, mas acho tudo isso muito extremo. O que posso fazer para mudar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    O que você relata vai além de uma insegurança comum do dia a dia. Quando o medo de errar e de ser avaliada negativamente passa a paralisar ações simples, evitar vínculos, comprometer estudos, lazer e autonomia, estamos diante de um padrão de funcionamento que gera sofrimento significativo e isso não é fraqueza nem “exagero”.

    Esse tipo de insegurança costuma estar ligado a um medo intenso de julgamento, autocrítica rígida e experiências precoces em que errar não era permitido ou era associado a vergonha, rejeição ou punição. Com o tempo, o corpo aprende a reagir com ansiedade extrema diante de qualquer situação de exposição, mesmo as mais simples. A evitação surge como tentativa de proteção, mas acaba ampliando a sensação de incapacidade e aprisionamento.

    É importante destacar: isso não define quem você é, nem significa que você seja incapaz de se relacionar, se expressar ou viver com mais liberdade. Significa que você desenvolveu estratégias de sobrevivência emocional que hoje já não estão te ajudando.

    O acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender a origem desse medo, trabalhar a autocrítica, fortalecer sua segurança interna e, gradualmente, reconstruir a confiança em si mesma. Mudanças reais não acontecem pela força de vontade, mas com cuidado, compreensão e apoio adequado.

    O fato de você reconhecer que não aguenta mais viver assim já é um sinal importante de que algo pode, e merece, ser cuidado. Você não precisa enfrentar isso sozinha.


  • Eu sinto um sentimento de raiva da felicidade das pessoas, para min quando algum tipo de situação es

    Eu sinto um sentimento de raiva da felicidade das pessoas, para min quando algum tipo de situação está ocorrendo e eu não gosto, simplesmente vejo aquilo como uma grande idiotice, não consigo manter a amizade com as pessoas pois quando pego intimidade, eu acabo sempre passando dos limites ou acaba estourando de raiva com alguma situação e desfaço meus laços com ela isso se dá ao fato de que eu não tenho nem um pouco de autoestima, assim eu acabo criando coisas na minha cabeça que provavelmente estão erradas, vivo constantemente sonhando com coisas fora do meu alcance isso não me incomoda mas também não me deixa feliz só me deixa satisfeito de momento, eu me considero inteligente mas as vezes não encontro motivação para fazer coisas simples, as vezes eu me considero o maior de todos e as vezes penso como um ser insignificante e repugnante como eu teve que nascer, as vezes eu tenho tanta raiva de min mesmo que puxo meus cabelos de raiva, eu vejo que meu futuro pode ser ótimo mas o único obstáculo que existe sou eu mesmo, já fiz coisas tão repugnantes e já sofri coisas tão repugnantes, as vezes eu uso meus traumas como desculpa e as vezes eu culpo a min mesmo por eu ser assim, os elogios que recebo na minha cabeça não passam de grandes mentiras, eu vejo as pessoas falando mal de min mesmo nem ouvindo a conversa deles, o que eu sou.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    O que você descreve não define quem você é, mas indica um sofrimento emocional intenso, com oscilações de autoestima, autocrítica severa, raiva dirigida a si e aos outros e interpretações negativas frequentes sobre o olhar das pessoas. Esses padrões costumam surgir quando há experiências emocionais difíceis e traumas não elaborados.

    A dificuldade em manter vínculos, desacreditar elogios e oscilar entre se sentir “acima” ou “abaixo” dos outros não é defeito de caráter, mas sinal de que algo precisa ser cuidado. O acompanhamento psicológico pode ajudar a organizar esses pensamentos, trabalhar a raiva e construir uma relação mais estável consigo mesmo.

    Você não é o problema, enfrentar isso sozinho é que torna tudo mais pesado.


  • Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa me

    Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa mesmo? Pelo o que ela pode ser causada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    A ansiedade não é um defeito da pessoa nem aparece apenas quando existem motivos claros. Ela pode surgir como um estado interno de alerta aprendido ao longo da vida, influenciado por experiências passadas, padrões de cobrança, estresse prolongado e fatores biológicos.

    Mesmo quando tudo parece bem, a mente e o corpo podem continuar reagindo como se houvesse perigo. O acompanhamento psicológico ajuda a compreender essas origens e a desenvolver formas mais seguras de lidar com a ansiedade.


  • Boa noite, sofro de ansiedade e bulimia. Sai do tratamento há alguns meses, estava indo bem. Moro so

    Boa noite, sofro de ansiedade e bulimia. Sai do tratamento há alguns meses, estava indo bem. Moro sozinha há 4 anos e tenho costume de ficar em locais calmos e silenciosos. Cerca de 1 mês comecei a namorar e minha rotina tem mudado bruscamente. Sempre estou na casa do meu namorado e com várias pessoas dentro de casa, tenho ficado muito nervosa e ansiosa. Como posso fazer para melhorar a sensação de desconforto e ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Mudanças bruscas de rotina costumam ser um gatilho importante para ansiedade, especialmente quando a pessoa já tem um histórico de ansiedade e transtornos alimentares. O aumento de estímulos, a perda de silêncio, de previsibilidade e de tempo a sós podem gerar um estado de sobrecarga emocional, mesmo quando a relação é desejada e positiva.

    O desconforto que você descreve não significa que há algo errado com você ou com o relacionamento, mas sim que seu corpo e sua mente estão reagindo a uma adaptação rápida demais. Em situações assim, é importante respeitar seus limites, manter momentos de recolhimento, silêncio e rotina própria, e conversar com o parceiro sobre suas necessidades emocionais.

    Além disso, como você já passou por tratamento, o retorno dos sintomas de ansiedade é um sinal de atenção. Buscar novamente acompanhamento psicológico pode ajudar a reorganizar esses limites, prevenir recaídas e atravessar essa fase com mais segurança. Cuidar de si e do seu ritmo é parte fundamental da sua saúde emocional.


  • A depressão pode afetar o raciocínio (a capacidade de pensar com clareza nas coisas)?

    A depressão pode afetar o raciocínio (a capacidade de pensar com clareza nas coisas)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Sim. A depressão pode afetar o raciocínio e a clareza mental.

    É comum que pessoas com depressão apresentem lentificação do pensamento, dificuldade de concentração, memória prejudicada, indecisão e sensação de “mente embotada”. Isso não significa falta de inteligência, mas sim um efeito do estado emocional sobre o funcionamento cognitivo.

    Essas alterações tendem a melhorar com o tratamento adequado, seja por meio da psicoterapia e, em alguns casos, com acompanhamento psiquiátrico. Uma avaliação profissional ajuda a diferenciar se essas dificuldades estão relacionadas à depressão ou a outros fatores, como ansiedade ou esgotamento.


  • Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?

    Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    A baixa autoestima não significa, necessariamente, depressão, mas pode estar presente em quadros depressivos. Muitas pessoas têm autoestima baixa sem estarem deprimidas, especialmente quando convivem com autocrítica excessiva, insegurança, histórico de críticas, rejeições ou experiências emocionais difíceis.

    Na depressão, a baixa autoestima costuma vir acompanhada de outros sintomas, como tristeza persistente, perda de interesse, cansaço intenso, alterações no sono e no apetite, além de sentimentos de culpa ou desvalorização profunda. Por isso, a diferença está no conjunto dos sintomas e no impacto na vida diária.

    Para fortalecer a autoestima, é importante trabalhar:

    - a autocrítica e os padrões de pensamento negativos,
    - a forma como a pessoa se avalia e se compara,
    - a construção de limites mais saudáveis e de uma relação mais compassiva consigo mesma.

    O acompanhamento psicológico ajuda a compreender a origem da baixa autoestima e a desenvolver uma percepção mais realista e segura de si. Melhorar a autoestima não é “se convencer” de qualidades, mas reconstruir a relação consigo de forma mais saudável.


  • Desânimo, dormir e quando acordar se sentir mais cansado de quando se deitou, irritabilidade, vontad

    Desânimo, dormir e quando acordar se sentir mais cansado de quando se deitou, irritabilidade, vontade de se isolar das pessoas e só dormir, sentir muito medo, isso pode ser diagnosticado como depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Sim, esses sintomas podem aparecer na depressão, mas não confirmam um diagnóstico sozinhos. Eles também são comuns em quadros de ansiedade, estresse intenso ou esgotamento emocional.

    O diagnóstico depende da duração, intensidade e impacto desses sinais na rotina. Uma avaliação psicológica é o melhor caminho para entender o que está acontecendo e definir o cuidado adequado.


  • Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consul

    Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consultei mas gostaria de saber se tenho ansiedade ou depressão e etc.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Você não precisa escolher uma especialidade diagnóstica logo no início. O mais indicado é procurar um psicólogo clínico que atenda demandas emocionais gerais, como ansiedade, humor, estresse, insegurança ou dificuldades do dia a dia. A avaliação inicial faz parte do próprio processo terapêutico.

    Na primeira fase do acompanhamento, o psicólogo vai:
    - escutar sua história,
    - compreender seus sintomas,
    - avaliar se o que você vive se aproxima de ansiedade, depressão ou outro quadro,
    - e, a partir disso, definir o melhor direcionamento terapêutico.

    Não é necessário chegar com um diagnóstico pronto. Muitas pessoas iniciam a terapia justamente para entender o que estão sentindo. Caso seja necessário, o próprio profissional pode indicar encaminhamentos ou abordagens mais específicas ao longo do processo.

    Dar o primeiro passo já é suficiente, o caminho vai sendo construído com cuidado e clareza.


  • A causa da timidez é excesso de ansiedade? É a ansiedade que causa a timidez?

    A causa da timidez é excesso de ansiedade? É a ansiedade que causa a timidez?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    A timidez não é causada apenas por excesso de ansiedade. Ela é um traço de temperamento, influenciado por fatores de personalidade, experiências de vida e aprendizado social. Algumas pessoas já têm uma tendência natural a serem mais reservadas.

    A ansiedade pode intensificar a timidez, especialmente em situações de exposição e avaliação, mas não é sua única causa. Quando o medo social é muito intenso e limitante, pode indicar um quadro de ansiedade social o que é diferente de timidez comum.

    A avaliação profissional ajuda a diferenciar traço de personalidade de sofrimento clínico.


  • Meu marido se isola principalmente quando algo não sai como ele quer .Ele só se responsabiliza pelo

    Meu marido se isola principalmente quando algo não sai como ele quer .Ele só se responsabiliza pelo trabalho a parte financeira a casa e os filhos fica por minha conta e brigo se algo da errado quanto a mim ele não se importa nem um pouco. Que aconselham?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Quando um parceiro se isola diante de frustrações e não compartilha responsabilidades da vida familiar, isso costuma gerar sobrecarga emocional e desgaste na relação. A concentração das tarefas da casa e dos filhos em uma única pessoa, somada à falta de interesse pelo impacto disso em você, tende a aumentar sentimentos de cansaço, invisibilidade e conflito.

    Mais do que tentar “corrigir” o comportamento do outro, é importante refletir sobre como esse padrão se repete, como afeta sua saúde emocional e se existe espaço real para diálogo e mudança. Relações saudáveis pressupõem corresponsabilidade, comunicação e reconhecimento mútuo.

    Buscar apoio psicológico pode ajudar a organizar esses sentimentos, fortalecer seus limites e avaliar quais ajustes são possíveis dentro da relação.


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