Perguntas do paciente (119)
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Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi
Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de qualquer coisa: o que você está sentindo não te torna uma má pessoa nem uma má mãe. Sentir ambivalência em relação à gravidez, inclusive raiva, medo ou sensação de perda é muito mais comum do que se fala, e não significa que você não vai amar seu filho.
O que você descreve, a sensação de que ele será amado e você não, de que a vida que você ainda não teve agora nunca será sua fala de algo que existia antes da gravidez: uma dificuldade em se sentir merecedora de amor e de uma vida própria. A gravidez não criou isso, ela trouxe à tona.
Esse pensamento de que "a vida será dele, não minha" é doloroso, mas não é verdade. Maternidade e identidade própria não são opostos e trabalhar isso agora, durante a gestação, faz toda a diferença para você e para o bebê.
Você está passando por muita coisa ao mesmo tempo gravidez, mudança, isolamento, questões com sua mãe. Acompanhamento psicológico nesse momento não é luxo, é cuidado essencial. Se puder, busque esse suporte o quanto antes.
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Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou
Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Medicamento sozinho raramente resolve a ansiedade social, sem psicoterapia, o padrão de evitação continua, porque o cérebro não aprende que as situações temidas são seguras só com remédio.
Quanto às experiências anteriores com TCC: a terapia para ansiedade social tem um componente essencial que é a exposição gradual, enfrentar as situações temidas de forma progressiva. Sem isso, o alívio é temporário. Se algo não funcionou antes, vale comunicar isso claramente a um novo terapeuta para que essa tentativa seja diferente.
O que você descreve tem tratamento. Três anos é tempo demais para continuar esperando.
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A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediá
A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais sozinho?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim e esse é justamente um dos grandes diferenciais da TCC. O objetivo não é criar dependência do terapeuta, mas ensinar o paciente a se tornar seu próprio terapeuta ao longo do tempo.
Na prática, o psicólogo ensina ferramentas concretas: como identificar pensamentos automáticos, questionar sua validade, rastrear as crenças intermediárias e centrais que os alimentam e construir respostas mais equilibradas. Com o tempo, o paciente passa a aplicar esse processo sozinho, fora das sessões.
Crenças centrais são mais profundas e levam mais tempo, dificilmente mudam só com leitura ou esforço individual sem suporte. Mas o processo terapêutico bem conduzido constrói essa autonomia progressivamente, de forma que o paciente termina a terapia com recursos reais para continuar o trabalho por conta própria.
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Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessid
Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessidade de agradar a todos, crenças como: "eu tenho que agradar todo mundo", "se eu não agradar todo mundo, ninguém vai gostar de mim". Esses medos e essas crenças estão me atrapalhando muito na minha vida pessoal e nos esportes também
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O medo do julgamento, da crítica e da rejeição, junto com a necessidade de agradar, geralmente têm uma raiz em comum: a crença de que seu valor depende da aprovação dos outros. A TCC trabalha isso em etapas:
- Identificar os pensamentos automáticos: em situações concretas, como numa partida ou numa interação social, o que passa pela sua cabeça? Esses pensamentos são mapeados e examinados.
- Questionar as crenças: "eu tenho que agradar todo mundo" é tratada como uma hipótese, não uma verdade. O que acontece de fato quando você não agrada alguém? A catástrofe que a mente prevê realmente ocorre?
- Exposição gradual: pequenas situações onde você age sem buscar aprovação, acumula experiências reais que contradizem a crença e reduz a ansiedade progressivamente.
- Construir tolerância à crítica e à rejeição: não para não se importar com nada, mas para que a opinião dos outros deixe de ter poder paralisante sobre você.
Nos esportes isso aparece com muita força — o medo de errar na frente dos outros é exatamente esse padrão em ação. A terapia ajuda a separar desempenho de valor pessoal, o que transforma não só a vida social, mas também a experiência no esporte.
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma das questões centrais da psicologia existencial. Liberdade e responsabilidade são dois lados da mesma moeda: ter liberdade para fazer escolhas significa, ao mesmo tempo, ser responsável por elas e isso pode pesar.
Esse peso aparece na clínica com frequência. Muitas pessoas evitam escolhas justamente para não assumir a responsabilidade pelo que vem depois. É mais fácil culpar as circunstâncias ou os outros do que reconhecer que temos um papel ativo na construção da nossa vida.
Na psicoterapia, trabalhar essa relação ajuda a pessoa a sair de um lugar de passividade e desenvolver mais autonomia, escolhendo de forma mais consciente e lidando melhor com as consequências dessas escolhas.
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como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?
como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O uso compulsivo de pornografia é um comportamento que pode se tornar difícil de controlar mesmo quando a pessoa percebe que está causando prejuízo nas relações, na autoestima ou no dia a dia. Reconhecer isso já é um passo importante.
Psicologicamente, esse padrão costuma estar ligado a gatilhos emocionais como ansiedade, tédio, solidão ou baixa autoestima e o conteúdo pornográfico funciona como uma forma de alívio rápido que, com o tempo, reforça o ciclo.
A psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental, é uma abordagem eficaz para esse tipo de comportamento compulsivo. Nela é possível identificar os gatilhos, desenvolver estratégias de enfrentamento e trabalhar o que está por trás do padrão. Se isso está te causando sofrimento, buscar um psicólogo é o caminho mais indicado.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo é muito mais comum do que parece e o fato de você querer entender seus sentimentos em vez de simplesmente agir por impulso já diz muito sobre o cuidado que tem com essa relação. A perda da animação inicial não significa necessariamente que o amor acabou. Relacionamentos passam por fases, e a intensidade do início tende a se transformar com o tempo isso é natural. A questão é entender o que está por trás dessa mudança: se é algo passageiro ligado a um momento de vida, ansiedade, distanciamento emocional ou algo mais estrutural.
A ansiedade em torno dessa dúvida pode inclusive dificultar o acesso aos próprios sentimentos quando a cabeça está muito acelerada tentando "resolver" o que sente, fica difícil simplesmente sentir.
A psicoterapia é um espaço muito indicado para esse tipo de questão. Não para te dizer o que fazer, mas para ajudar a organizar o que está sentindo e tomar decisões mais alinhadas com quem você é. Sim, é possível reconectar — mas isso começa pelo autoconhecimento.
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você evoluiu muito e isso fica claro na sua própria descrição. Seis meses atrás estava travada; hoje fala o que quer falar. Isso é progresso real, mesmo que comentários alheios façam você duvidar disso.
Esses comentários doem porque tocam numa ferida antiga a do bullying, do silêncio forçado, da sensação de não pertencer. O problema não é você ser quieta; é que aprendeu, ao longo da vida, que ser como é não era suficiente. Trabalhar isso é parte do processo.
Sobre sua pergunta o que é se curar? Não é virar uma pessoa extrovertida ou parar de ser quieta. É deixar de sofrer por ser quem você é. É falar quando quer falar, sem se sentir errada por não falar mais. Você parece estar caminhando exatamente nessa direção.
A sensação de não pertencimento e a dificuldade em confiar na própria evolução são pontos que valem ser trabalhados em psicoterapia, há muito a ganhar com esse acompanhamento.
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Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico
Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de qualquer coisa: o que você está vivendo é muito pesado, e reconhecer isso e pedir ajuda tem valor real.
O que aconteceu com você é um ciclo bem conhecido: a mente ansiosa busca informação para se sentir no controle, mas cada sintoma lido vira um novo gatilho e o que era para ajudar acaba alimentando o medo. Não foi fraqueza, foi o funcionamento da ansiedade.
O primeiro passo agora é parar as pesquisas. Não porque a informação seja errada, mas porque nesse momento ela está sendo processada por uma mente em sofrimento — e isso distorce tudo. Cada pesquisa reforça o ciclo.
Sobre não conseguir fazer terapia online: entendo que parece difícil agora, mas vale comunicar isso ao psiquiatra que te acompanha, ele pode ajustar o suporte enquanto você não consegue acessar a psicoterapia. Você não precisa resolver tudo sozinho.
Se o momento estiver muito difícil e você precisar de alguém para conversar agora, o CVV atende 24h pelo 188 ou em cvv.org.br — não só para crises, mas para qualquer momento de sofrimento intenso.
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pesquisar sintomas atrapalha e o que você descreveu ilustra isso muito bem. Quando lemos sobre sintomas de forma repetida, nosso cérebro começa a identificá-los com mais intensidade, como se a atenção direcionada para o medo o tornasse maior. É um ciclo: pesquisa → foco no sintoma → ansiedade → mais sintomas → mais pesquisa.
Esse padrão é muito comum em pessoas que já têm ansiedade ou depressão, e não é fraqueza é o funcionamento da mente ansiosa tentando se proteger do que teme.
Sobre o escitalopram: medicamentos para ansiedade e depressão costumam levar algumas semanas para mostrar efeito. Se ainda não sentiu diferença, é importante manter contato com o psiquiatra que prescreveu para acompanhar a evolução.
E sim, a terapia pode te ajudar muito. A TCC trabalha justamente esse ciclo de evitação e os pensamentos que alimentam o medo de sair de casa de forma gradual e segura, sem te jogar de frente com o que teme. Se você ainda não tem acompanhamento psicológico, esse é um bom momento para buscar.
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é muito comum após a pandemia e faz sentido. O excesso de telas, a quebra de rotina e o impacto emocional desse período afetaram a capacidade de concentração de muita gente. Não é falta de esforço ou disciplina.
O cérebro se acostuma com estímulos rápidos e constantes das redes sociais, e atividades que exigem atenção sustentada como a leitura passam a parecer mais difíceis e menos recompensadoras. É um efeito real, não uma fraqueza.
Algumas estratégias que ajudam:
-> Reduza o atrito com a leitura: comece com períodos curtos, 10 a 15 minutos, sem exigir que seja uma grande sessão. O prazer volta gradualmente.
-> Crie barreiras para o celular: deixá-lo em outro cômodo ou usar apps de bloqueio durante o estudo reduz a tentação sem depender só de força de vontade.
-> Estruture blocos de tempo: alternar períodos de foco com pausas programadas (técnica Pomodoro, por exemplo) é mais eficaz do que tentar se concentrar por horas seguidas.
Se mesmo com essas estratégias a dificuldade persistir e continuar impactando sua vida acadêmica, vale buscar um psicólogo
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Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in
Olá, tudo bem?
Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida legítima e mais comum do que parece. A transferência é um fenômeno bem conhecido na psicoterapia, acontece quando sentimentos que pertencem a outras relações importantes da nossa vida (figuras de cuidado, amor, admiração) são direcionados ao terapeuta. É natural, e faz parte do processo.
Na prática, a transferência costuma ter uma qualidade idealizada e dependente, você valoriza muito a presença dela, sente falta entre as sessões, quer aprovação, se sente especial ao ser atendido. Já um interesse genuíno tenderia a existir independentemente do papel que ela ocupa, e não estaria tão ligado à dinâmica de cuidado.
Mas mais importante do que tentar descobrir sozinho é levar essa dúvida para dentro da sessão. Falar sobre isso com sua psicóloga não é constrangedor é exatamente o tipo de material que a terapia sabe trabalhar, e pode gerar um entendimento muito rico sobre seus padrões afetivos.
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Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen
Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O desejo de conexão genuína não é fraqueza nem frescura é uma necessidade humana real. Sentir angústia por não tê-la é completamente compreensível.
Aos 25 anos você não está atrasado. Não existe um prazo para ter respondido essas questões, e a ideia de que "já deveria saber" é uma cobrança que só aumenta o sofrimento sem ajudar em nada.
Sobre esperar a vida estabilizar para buscar alguém: essa equação raramente funciona. Estabilidade e relacionamento não são etapas sequenciais, pessoas se encontram em todas as fases da vida. O que vale mais a pena é entender o que tem dificultado conexões mais profundas até agora, independente de carreira ou circunstâncias externas.
As perguntas que você traz, quando serei feliz, como me conectar de verdade, são exatamente o tipo de questão que a psicoterapia ajuda a trabalhar. Não com respostas prontas, mas construindo autoconhecimento suficiente para que você mesmo encontre as suas.
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Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de você estar fazendo essa pergunta já diz muito, quem realmente rejeita um filho raramente se questiona sobre isso com essa preocupação.
Não aceitar a ideia de ter um bebê, especialmente no início da gestação, é muito mais comum do que se fala. A gravidez traz mudanças enormes: no corpo, na identidade, nos planos, nas relações. Sentir medo, ambivalência ou até distância emocional do bebê nesse momento não significa rejeição, significa que você é humana diante de algo que transforma tudo.
O vínculo com o bebê não nasce automaticamente com a gravidez, ele se constrói, muitas vezes de forma gradual, ao longo da gestação e depois do nascimento. Não senti-lo agora não define o que você será como mãe.
Se esse pensamento está te causando sofrimento, é importante buscar acompanhamento psicológico durante a gestação. Esse cuidado é para você e indiretamente, também para o bebê.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quem já teve depressão desenvolve, com o tempo, redes de pensamento muito bem estabelecidas no cérebro, padrões de interpretação negativos que ficam "adormecidos", mas que eventos difíceis podem reativar com mais facilidade do que em quem nunca teve o transtorno. É um fenômeno real, não fraqueza.
Além disso, a depressão anterior muitas vezes deixa algumas vulnerabilidades ativas: crenças sobre si mesmo, formas de lidar com o estresse, tendência ao isolamento. Quando a vida bate, essas rotas conhecidas são as primeiras que o cérebro acessa.
A boa notícia é que isso não significa que a recaída é inevitável, significa que o cuidado precisa ser contínuo. A psicoterapia, mesmo nos períodos de bem-estar, ajuda a fortalecer recursos internos para que esses momentos difíceis não virem uma nova crise. Se você sente essa vulnerabilidade, vale considerar retomar ou manter o acompanhamento.
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Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo
Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a psicoterapia pode ajudar e o que você descreve merece atenção. O padrão de impulsividade, dificuldade de sustentar o foco no trabalho e perfeccionismo frequentemente andam juntos, e podem estar relacionados a ansiedade ou a características de TDAH, que muitas vezes passa despercebido na vida adulta.
O "vício" em livros e cursos também costuma ter uma função: pode ser uma forma de evitar a tarefa principal, especialmente quando o perfeccionismo está presente e entregar algo "imperfeito" gera desconforto. Consumir mais conteúdo dá a sensação de estar fazendo algo útil sem o risco de errar.
A TCC trabalha exatamente esses padrões, identificando os gatilhos da distração, as crenças por trás do perfeccionismo e desenvolvendo estratégias concretas para sustentar o foco. Além disso, vale uma avaliação para investigar se há TDAH, já que isso muda o direcionamento do tratamento.
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Dificuldade para tomar decisões, e medo de sair da zona de conforto, tem haver com timidez excessiva
Dificuldade para tomar decisões, e medo de sair da zona de conforto, tem haver com timidez excessiva?
Preciso de ajuda, pois estou cada vez mais pra baixo com essas situações. Tenho uma dificuldade mt grande em sair da zona de conforto, principalmente relacionado à algo social ( conversar com quem Nao conheço, abordar uma mulher na rua, na minha cabeça é impossível). O que posso fazer, qual especialista procurar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve vai além da timidez, pode ser ansiedade social, que é muito comum e tem tratamento eficaz. O especialista indicado é o psicólogo, e a abordagem com maior evidência para esse tipo de dificuldade é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Nela, trabalhamos exatamente esse ciclo de evitação e os pensamentos que alimentam o medo. Buscar ajuda é o primeiro passo e você já está dando ele ao reconhecer esse padrão.
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. O que é "comportamento de busca de atenção" e como lidar com isso?
. O que é "comportamento de busca de atenção" e como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O “comportamento de busca de atenção” acontece quando a pessoa tenta obter validação, cuidado ou reconhecimento de forma indireta ou intensificada seja por meio de exageros, impulsividade ou necessidade constante de aprovação.
Mais do que “querer aparecer”, geralmente isso está ligado a necessidades emocionais que não foram bem atendidas ao longo da vida. Ou seja, é uma forma aprendida de tentar ser visto e acolhido.
Para lidar com isso, o ideal é validar a emoção sem reforçar o comportamento, e ajudar a pessoa a desenvolver formas mais diretas e saudáveis de expressar o que sente e precisa algo que pode ser trabalhado em psicoterapia.
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Qual a importância de o terapeuta manter uma postura neutra?
Qual a importância de o terapeuta manter uma postura neutra?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A postura neutra é essencial porque cria um ambiente onde o paciente pode:
- se expressar com liberdade
- refletir com profundidade
- construir autonomia
- se desenvolver emocionalmente de forma genuína.
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. Como o vínculo terapêutico pode ajudar pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)
. Como o vínculo terapêutico pode ajudar pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O vínculo terapêutico tem um papel central no cuidado de pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline porque funciona como uma base emocional segura dentro do processo.
Pacientes com TPB, muitas vezes, viveram relações marcadas por instabilidade, medo de abandono ou invalidação emocional. Quando encontram, na terapia, uma relação consistente, previsível e sem julgamento, começam a experimentar algo diferente: a possibilidade de confiar, se expressar e ser acolhidos sem precisar se proteger o tempo todo.
Além disso, esse vínculo permite que padrões de relacionamento apareçam na própria relação com o terapeuta como idealização, medo de rejeição ou oscilações emocionais e possam ser compreendidos e trabalhados de forma segura. Com o tempo, isso contribui para maior regulação emocional e construção de relações mais estáveis fora da terapia também.
Ou seja, mais do que um “apoio”, o vínculo terapêutico é, muitas vezes, o próprio caminho de mudança.
Perguntas frequentes
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Tenho falta de ar/sensação de respiração incompleta praticamente todos os dias, há vários anos. É co
A ansiedade pode causar sensação de falta de ar persistente, inclusive em…