Tenho percebido um ciclo dos meus relacionamentos e percebi que ao entrar em relações complicadas ou

14 respostas
Tenho percebido um ciclo dos meus relacionamentos e percebi que ao entrar em relações complicadas ou que sinta desafios eu costumo sofrer, mas permaneço, porém em relações de afeto e tranquilas, em algum momento me encontro com ansiedade e pensamentos de medo excessivo de um dia estragar a relação por não amar de verdade a pessoa ou magoá-la, algo que não sinto em relações desafiadoras, estou ficando com uma pessoa uns meses após sair de uma relação que me era desafiadora e finalmente saí quando senti que deveria ter alguém que me amasse, porém ao me sentir desejada e vista por alguém, comecei a ter ansiedade e aperto no peito novamente, tenho medo de nunca conseguir quebrar esse ciclo e medo de talvez ser uma pessoa incapaz de amar de verdade, queria muito não sentir esses medos e permitir conhecer as pessoas e me relacionar com elas antes de sentir esses sentimentos e acabar com tudo
Parece que você acaba assumindo que a responsabilidade pelo relacionamento dar certo recai totalmente sobre você, e isso naturalmente aumenta a ansiedade. Gostaria de saber se essa percepção faz sentido para você. Caso sim, pode ser útil observar como você tende a assumir o controle da relação e, gradualmente, permitir que essa responsabilidade seja compartilhada com o parceiro. Esse movimento pode ajudar você a diminuir a tensão interna e experimentar com mais tranquilidade os aspectos positivos do vínculo.
O acompanhamento profissional pode ser importante para compreender melhor esse padrão e desenvolver formas mais seguras e equilibradas de se relacionar.

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Olá, tudo bem? Veja só, essa é uma realidade comum a todos nós. Aquilo que valorizamos sempre é mais assustador do que algo medíocre. E isso infelizmente motiva muitos processos de auto sabotagem em nós. Deixamos de viver para proteger uma autoimagem. Contudo, tudo isso pode mudar. É possível buscar algo valoroso mesmo com medo. Para tal, é necessário entender que você não é seus próprios pensamentos, e dar um passo por dia em direção aos desejos. Esse processo pode ser difícil de caminhar sozinho, portanto acredito que você pode se beneficiar muito de um processo terapêutico. Caso você opte por tentar, posso te acompanhar.
Dra. Marcela Felício
Psicólogo, Psicanalista
São José dos Campos
Olá! É importante aprofundamento no sentido que se é dado as coisas. Em exemplo, o que se chama de desafio, o que caracterizaria uma relação como complicada, relações tranquilas e de afeto possuem a ausência de que? Como é ser vista? O primeiro ponto para a construção sobre um saber que seja legítimo a experiência de quem vive, parte da construção de interrogações que possibilitam a investigação de suas construções e relações de sentidos. Tão importante como o que se repete é como se repete. Caso deseje, indico a busca por profissional do campo da psicanálise lacaniana com quem sentir interesse de falar mais sobre isto, para início. Abraço.
Há muitas pessoas que sofrem com o medo de serem abandonadas por pessoas próximas. Em casos como esse, é comum algumas pessoas abandonarem os relacionamentos íntimos devido ao medo de serem abandonadas. Se você tem sentimentos parecidos com esses, vale a pena buscar um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, para trabalhar essas questões e conseguir ter melhores relacionamentos.
Olá!
Indico psicoterapia para trabalhar autoconhecimento, cura de traumas e feridas do passado. Acredito que conseguirá romper o ciclo quando se conhecer, se amar, saber o que quer e o que permite, trabalhar as ansiedades e ser livre para se relacionar.
Olá! Obrigada por compartilhar isso com tanta clareza. O que você descreve mostra um padrão relacional, não incapacidade de amar. Muitas pessoas aprendem, ao longo da vida, a associar amor à intensidade, desafio ou instabilidade. Quando entram em relações mais tranquilas e afetuosas, o sistema emocional estranha essa segurança e ativa ansiedade, dúvidas e medo — não porque o amor seja falso, mas porque o padrão é novo. Na TCC, entendemos que esses medos costumam vir de pensamentos automáticos, como “se não sofro, é porque não amo” ou “vou acabar machucando a pessoa”, que geram ansiedade e sensação física intensa. Esses pensamentos não são fatos, são interpretações aprendidas. O fato de você desejar se vincular de forma mais saudável mostra que há capacidade de amar, mas também um medo grande de errar, decepcionar ou perder. Esse ciclo pode, sim, ser trabalhado em terapia, ajudando você a diferenciar ansiedade de falta de amor, construir mais tolerância à segurança emocional e permitir que os vínculos se desenvolvam com mais tempo e menos julgamento interno. Você não está condenada a repetir esse padrão — ele pode ser compreendido e transformado. Procure um psicólogo para ajudar a realizar as mudanças e ser feliz!
Olá, boa tarde.

Percebi uma coisa e queria que você pensasse sobre isso. Posso estar errado, claro, mas creio que valha a reflexão.

Me parece que você valoriza muito suas relações tranquilas e não valoriza tanto as relações desafiadoras. Isso é muito bom! Afinal, relacionamentos precisam ser gostosos e fáceis, principalmente no começo. Essa valorização se dá através do sentimento de ansiedade e de pensamentos de que irá estragar a relação, já que não gosta o suficiente.
Me pareceu que na tentativa de tentar manter a pessoa junto de ti a todo custo, acaba contribuindo para que vocês se afastem.
Não sei se está fazendo um acompanhamento com um psicólogo, mas recomendo que vejam essa questão. Acredito que possa te ajudar ver essa questão sob outra ótica e lidar com esse pensamento que te gera medo.

Espero ter ajudado, grande abraço.
 Lucas Teixeira
Psicólogo
Belo Horizonte
O que você descreve não é incomum. Muitas pessoas aprendem, desde cedo, a associar amor à intensidade, tensão e desafio. Nas primeiras experiências afetivas, paixão e ansiedade costumam caminhar juntas, e o corpo passa a reconhecer esse estado como “amor”. Quando surge uma relação mais tranquila, segura e acolhedora, isso pode gerar estranhamento, ansiedade e medo: não porque falte sentimento, mas porque falta o caos conhecido. A mente então começa a duvidar: “será que amo de verdade?”, “será que vou estragar tudo?”. Talvez a questão não seja incapacidade de amar, mas aprender a sustentar vínculos mais calmos?
Mas para isso é importante refletir também se todos os términos foram apenas sobre você. Acho que será muito importante empreender uma reflexão mais profunda sobre os motivos desses últimos términos de relacionamento, pois a ansiedade pode criar ciclos de pensamento muito autocentrados, onde você passa a buscar apenas defeitos em si, sem considerar os limites, desejos e posições da outra pessoa na relação. Ao mesmo tempo que há a possibilidade de trabalhar a sua aceitação de um 'amor tranquilo', também é possível que você esteja alimentando um ciclo de pensamento no qual você precisa 'encontrar qual a sua culpa' dentro dessas relações e desconsiderando outros fatores decisivos para o término.
Relações não se sustentam sozinhas: lembre que você não é a única pessoal responsável pelo caminho que elas tomaram.
Dra. Sueli Venâncio
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
O que você descreve pode ser um padrão repetido de relações em que o conflito traz uma sensação de “segurança emocional”. Quando a relação é tranquila, surge ansiedade e medo de não amar ou de “estragar” tudo. Isso não significa que você não é capaz de amar ; muitas vezes é um mecanismo de proteção e uma resposta ao medo de se entregar.

Na terapia, podemos trabalhar esse ciclo através da escuta profunda, da compreensão das origens emocionais e da reorganização de seus recursos internos, para que você consiga se relacionar com mais presença, segurança e leveza, sem se sabotar.
Você ja buscou ajuda profissional para investir estes padrōes e crenças ? Já colocou algo em pratica fora o que já vivenciou, criou outra opinião em tratamento psicologico, sendo acompanhado/a com carinho e respeito ?
 Gisele Rodrigues
Psicólogo
Florianópolis
Olá. O que você descreve não é incomum e não significa que você seja incapaz de amar. Muitas vezes, relações mais desafiadoras ativam padrões já conhecidos, enquanto vínculos mais tranquilos podem despertar ansiedade justamente por exigirem contato com vulnerabilidade, escolha e permanência.

Esses medos costumam estar mais relacionados à forma como você aprendeu a se vincular, à história dos seus relacionamentos e às experiências afetivas anteriores, do que a uma “falta de amor”.

A psicoterapia pode ser um espaço importante para compreender esse ciclo com mais profundidade, identificar o que é ativado quando o afeto aparece e construir outras formas de se relacionar, sem precisar interromper tudo quando a ansiedade surge.

Um abraço.
 Juliana Tavares Soares
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, boa tarde! Começar a tomar consciência dos nossos padrões disfuncionais é o primeiro passo para mudar. Esse ciclo que você percebeu é só a ponta do iceberg e para uma mudança efetiva, você precisa olhar o que está "embaixo da água". Mas, talvez, sozinha você não vai conseguir acessar todo o conteúdo inconsciente que está te levando a agir e sentir assim. Seu próximo passo é buscar a terapia. Pelo o seu relato, você pode estar presa a uma identidade que vê o desafio e o sofrimento como algo familiar e "normal", talvez tenha crescido vendo modelos de relacionamento complicadas e criou a crença de que relações são complicadas e desafiadoras. Então, quando você está em uma relaçao tranquila, com afeto, isso te assuta e te causa estranhamento. Quebrar esse ciclo é possível, mas envolve um processo de ressignificação profundo das suas experiências e modelos de vínculo.
Olá, como vai?
A partir do seu relato sincero, que demonstra uma sensibilidade nas relações, o mais indicado é você buscar psicoterapia para elaborar esses sentimentos que você nos trouxe; além disso, você também pode tentar transformá-los em algo artístico, do seu gosto, feito para você e associar essa atividade à terapia, isso pode ser transformador para você! Durante o processo terapêutico é possível assimilar novas formas de lidar com os desafios emocionais.
Espero ter ajudado, fico à disposição!
 Daniel Kummerow
Psicólogo
São José dos Campos
Olá! Sinto muito que esteja enfrentando essa dificuldade nas relações... Deve estar sendo sofrido ver a situação se repetir sem encontrar um motivo ou uma forma de resolver claras. Seria necessário investigar mais a fundo sua historia de relações de apego, tanto amorosas, quanto familiares, para poder ter uma noção de como essa dificuldade surgiu.
Costumamos encontrar a raiz de nossos padrões de afeto lá na primeira infância, quando sentimos pela primeira vez como nossos cuidadores se relacionam conosco. Demonstrações de cuidado e acolhimento inconsistentes, ausentes ou abusivas podem levar a uma grande dificuldade de se posicionar com segurança nas relações adultas. Ao invés disso, pode haver uma repetição dos padrões vistos lá na infância.
A psicoterapia pode ser muito importante para encarar essas lembranças do passado, elaborá-las, se entender e praticar estratégias que favoreçam a construção de relações mais firmes, leves, seguras e acolhedoras.
Te desejo força nessa jornada, que apesar de árdua, pode trazer uma nova perspectiva de vida e felicidade nas relações!

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