Perguntas do paciente (151)

  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Sim, a psicoterapia pode ajudar, mas talvez seja importante olhar para além da tentativa de controlar a impulsividade. Na perspectiva psicanalítica, interessa compreender o que está em jogo nesse movimento constante de buscar livros, cursos e novos conteúdos. Pode haver algo no próprio ato de procurar que produza satisfação, enquanto permanecer diante de uma tarefa pode despertar ansiedade, cobrança ou a sensação de que nunca está bom o suficiente.

    O perfeccionismo também merece atenção: às vezes, acumular conhecimento pode parecer uma preparação constante para finalmente estar pronto, sem que esse momento chegue. Nesse sentido, o trabalho não seria simplesmente eliminar as distrações, mas compreender a função que elas cumprem e a relação que você estabeleceu com o trabalho, o conhecimento e o próprio desejo. A partir daí, pode ser possível construir outra relação com aquilo que você faz.


  • Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s

    Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
    Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
    Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
    Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
    Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
    Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
    Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
    Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Primeiro, eu faria uma distinção importante: ter se deparado com um conteúdo perturbador não significa que você tenha desejado aquele conteúdo, muito menos que tenha um transtorno ou seja “viciada”. Pelo que você relata, você viu, percebeu que aquilo lhe causava desconforto e perdeu a vontade de continuar. Isso é bem diferente de procurar repetidamente esse tipo de material por desejo ou excitação. A culpa que veio depois parece ter ganhado uma proporção enorme, como se o simples contato com aquelas imagens dissesse alguma coisa terrível sobre quem você é. Não necessariamente diz.

    Também acho importante não tratar esse episódio como uma “recaída” só porque algo parecido aconteceu novamente depois de anos. Talvez o trabalho terapêutico seja justamente compreender por que esse encontro com o conteúdo desperta tanta angústia e culpa e como você passa a interpretar o que aconteceu.


  • Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Lembrar frequentemente de pessoas que morreram pode fazer parte do processo de elaboração de uma perda, mesmo quando não se trata de alguém muito próximo. A sensação de pena também pode aparecer diante da consciência da própria finitude e daquilo que não pôde ser vivido ou continuado. Por isso, não é necessariamente um sinal de que exista algo errado com você.

    Pode ser interessante observar o que essas lembranças despertam além da pena. Você sente saudade, medo, culpa, tristeza, ou fica pensando na própria morte? Para a psicanálise, a questão não seria simplesmente tentar parar de pensar nessas pessoas, mas compreender por que essas lembranças estão ocupando tanto espaço neste momento da sua vida. Se isso estiver causando sofrimento intenso ou interferindo na sua rotina, conversar com um psicólogo pode ajudar a elaborar o significado que essas perdas adquiriram para você.


  • Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n

    Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC, mas não dá para concluir isso apenas pelo relato. O que chama atenção é menos a culpa pela infidelidade — que pode ser uma reação compreensível ao que aconteceu — e mais a necessidade repetida de voltar ao assunto para conseguir certeza de que foi perdoada. Quando a pessoa sente que precisa revisar a história, lembrar detalhes ou pedir confirmação novamente para aliviar a culpa ou a dúvida, pode se formar um ciclo: vem a lembrança e a ansiedade, busca-se uma confirmação, há um alívio momentâneo e depois a dúvida retorna.

    Isso pode acontecer em alguns quadros de ansiedade e também aparecer no TOC como uma forma de compulsão, inclusive através de perguntas e busca de garantias. Mas é importante avaliar o funcionamento desse ciclo antes de colocar um diagnóstico. A terapia pode ajudar a trabalhar justamente essa necessidade de certeza e a relação com a culpa. E superar a culpa não significa convencer-se de que o que aconteceu “não foi nada”; pode significar conseguir reconhecer o que fez, assumir a responsabilidade por isso e, ainda assim, permitir-se seguir vivendo sem precisar se punir indefinidamente ou obter novas confirmações de que está perdoada.


  • Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon

    Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    É possível que uma história com pouco afeto tenha influenciado a forma como você reconhece e expressa seus sentimentos, mas isso não significa que exista uma incapacidade de amar. Às vezes, aquilo que não pôde ser reconhecido ou nomeado nas primeiras relações também pode se tornar mais difícil de identificar depois. O fato de você ter percebido o sentimento justamente diante da perda do contato pode indicar que a ausência tornou mais evidente algo que já estava presente.

    Pode ser interessante investigar não apenas “como saber se estou apaixonado”, mas como você costuma se relacionar com o próprio desejo. O que acontece quando você percebe que quer alguém? E quando esse desejo não é correspondido? O amor também pode se relacionar com a capacidade de investir em projetos e no próprio futuro, mas não precisa ser uma condição para ter motivação. É possível construir caminhos pessoais a partir dos próprios desejos, mesmo sem estar em uma relação amorosa.


  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Boa tarde! O uso de materiais entre as sessões é mais comum em abordagens estruturadas, como a TCC, que pode utilizar registros de pensamentos, exercícios, fichas de monitoramento e estratégias para serem praticadas durante a semana. A ideia é ampliar o trabalho para além da sessão, ajudando o paciente a observar padrões e experimentar novas formas de lidar com determinadas situações. Outras abordagens também podem utilizar recursos semelhantes, mas isso não é uma exigência da psicologia.

    Na perspectiva psicanalítica, o trabalho não costuma depender de cartões, exercícios ou tarefas para serem realizados entre as sessões. O intervalo também faz parte do processo: aquilo que foi dito pode continuar produzindo efeitos, pensamentos e associações fora do consultório. O objetivo não é necessariamente eliminar o sofrimento entre uma sessão e outra, mas poder construir outras formas de lidar com ele.


  • Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com

    Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    É compreensível que essa mudança desperte culpa e ansiedade, especialmente porque você sabe que sua mãe ficará sozinha. Mas sair de casa não significa necessariamente abandoná-la. É possível continuar construindo uma relação de cuidado e presença mesmo com uma nova configuração de vida. Talvez seja importante diferenciar a preocupação concreta com as necessidades dela da sensação de que você é responsável por não deixá-la sentir solidão.

    Também pode ser importante conversar com sua mãe sobre como ela está vivendo essa mudança e pensar juntos em formas de manter o vínculo: visitas, ligações, atividades e outras pessoas com quem ela possa contar.


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    A perda de um animal com quem construímos um vínculo pode produzir um luto muito intenso. Além da saudade, pode aparecer a culpa pelo que poderia ter sido feito diferente e a dificuldade de aceitar que um futuro imaginado, como envelhecer ao lado dela, não vai acontecer. Ver outros cachorros pode reabrir justamente essa ausência, lembrando você daquilo que esperava continuar vivendo.

    Talvez seja importante não exigir de si mesma que se “conforme” rapidamente. No luto, a questão não é esquecer ou deixar de sentir falta, mas elaborar aos poucos a realidade de uma ausência que não foi escolhida. A culpa também merece ser olhada com cuidado: depois de uma perda, é comum a mente procurar aquilo que poderia ter sido feito para encontrar algum sentido ou controle no que aconteceu. Na perspectiva psicanalítica, pode ser importante dar espaço para essa dor e para a relação que existiu, sem transformar o amor que você teve por ela em uma cobrança permanente.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Sim, um término pode ser vivido como uma experiência de luto. Não se perde apenas a presença da pessoa, mas também planos, expectativas, hábitos e uma ideia de futuro construída a dois. Por isso, é comum haver tristeza, saudade, raiva, dificuldade de aceitar o fim e até uma sensação de vazio. Não existe um tempo único para elaborar essa perda.

    Mais do que tentar “superar” rapidamente, pode ser necessário permitir que aquilo que a relação significou seja elaborado. Na psicoterapia, também pode ser importante compreender o que exatamente está sendo perdido com esse término e o lugar que essa relação ocupava na vida da pessoa. Aos poucos, a ausência pode deixar de ocupar o mesmo lugar, sem que isso signifique apagar a história vivida. O objetivo não é esquecer alguém, mas poder seguir construindo a própria vida depois dessa ruptura.


  • Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Esses objetos podem ter um valor que vai muito além do material. Eles podem guardar lembranças, vínculos, momentos importantes e até uma parte da própria história. Por isso, perdê-los sem ter escolhido isso pode provocar uma sensação de tristeza, impotência e até de violação, especialmente quando outras pessoas decidiram por você o que deveria ou não ser guardado.

    Talvez seja importante não se cobrar por achar que deveria “superar” algo que parece pequeno para os outros. O sofrimento não está necessariamente no objeto em si, mas naquilo que ele representava. Pode ser interessante reconstruir essas lembranças de outras formas, através de fotografias, histórias ou objetos que ainda existam, sem tentar substituir aquilo que foi perdido. Aoo mesmo tempo, elaborar essa perda também pode envolver reconhecer que parte da sua história permanece em você, mesmo quando seus objetos já não estão presentes .


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    O que você descreve vai além de uma simples timidez. O medo intenso, os sintomas físicos e o sofrimento antes, durante e depois das interações indicam que seria importante procurar avaliação profissional, especialmente porque isso já está interferindo no trabalho e na sua vida cotidiana. Um psicólogo pode investigar como esse medo se constituiu e como ele funciona hoje. Você não precisa ser carismática, extrovertida ou gostar de falar com todo mundo. A questão é o quanto esse medo tem restringido suas possibilidades. Na perspectiva psicanalítica, também pode ser importante compreender o que está em jogo para você quando se sente exposta ao olhar do outro, e por que uma interação comum pode ser vivida como uma situação tão ameaçadora.


  • Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico a

    Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico assinado? Existe tempo mínimo de acompanhamento psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Para pessoas trans maiores de 18 anos, atualmente não há exigência geral de laudo psicológico nem de um tempo mínimo de acompanhamento psicológico para iniciar a terapia hormonal. A Resolução CFM nº 2.427/2025 estabelece que a hormonioterapia cruzada pode ser realizada a partir dos 18 anos, mas não determina que a pessoa precise apresentar laudo psicológico ou cumprir determinado período de psicoterapia.

    O acompanhamento psicológico pode fazer parte do cuidado, caso a pessoa queira ou haja indicação clínica, mas não deve ser entendido como uma autorização para que alguém possa realizar a hormonização. Portanto, se um serviço exigir laudo ou determinado período de acompanhamento, é importante perguntar qual norma específica fundamenta essa exigência.


  • Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando

    Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Talvez seja importante perceber que o problema não está necessariamente em defender suas opiniões, mas no que acontece quando alguém discorda de você.Em algumas situações, admitir uma possibilidade diferente pode ser vivido como perder, estar errado ou precisar abrir mão de si mesmo. Por isso, a necessidade de se defender pode aparecer antes mesmo de você conseguir escutar o que o outro está dizendo .

    Uma forma de começar a mudar isso é tentar perceber o momento em que você sente que precisa “vencer” a discussão. Antes de responder, pergunte-se:; “Eu estou tentando compreender ou provar que estou certo?”. Também pode ser importante investigar de onde vem essa necessidade de ter razão e o que significa, para você, reconhecer um erro. Mudar de opinião não significa deixar de ter personalidade ou convicções. Em muitos casos, significa conseguir sustentar uma posição sem precisar transformar todas discordâncias em uma ameaça .


  • Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit

    Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Quando você imagina que só poderá se sentir realizado entre os 35 e 40 anos, o presente pode parecer apenas uma espera até a vida “começar”. Isso também pode fazer com que você deixe de reconhecer o que já está construindo.

    Vale investigar de onde vem essa exigência de estar em determinado lugar em determinada idade e o que significa, para você, “começar a viver”. A raiva de si mesmo pode estar relacionada à cobrança por corresponder a um percurso considerado ideal. Suas metas podem continuar importantes, mas talvez seja possível não transformar o futuro em um prêmio por ter suportado o presente. A vida não precisa começar quando você finalmente alcançar aquilo que espera.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Olá, tudo bem? É possível sim, mas não necessariamente pela tentativa de simplesmente voltar a “se respeitar'. Depois de anos de conflitos e ofensas, é importante compreender o que se estabeleceu entre os dois: quais posições cada um passou a ocupar, o que as brigas repetem e o que sustenta essa dinâmica. Muitas vezes, a relação vai ficando marcada por ressentimentos e formas de tratar o outro que passam a parecer inevitáveis. A partir dessa perspectiva, reconstruir o respeito envolve modificar a própria dinâmica da relação, e não apenas controlar as palavras durante as discussões. Isso pode exigir que cada um reconheça sua participação nos conflitos e consiga falar sobre aquilo que está em jogo sem transformar o outro em inimigo.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    A tristeza, o choro e a vontade de se isolar podem estar relacionados ao sofrimento de não se sentir compreendida ou validada. Sentir que precisa “pisar em ovos” para expressar seu ponto de vista pode fazer com que você vá acumulando aquilo que não consegue dizer. A terapia pode ser um espaço para elaborar esses sentimentos e entender melhor o que está acontecendo, sem precisar chegar previamente a uma explicação.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos

    Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.

    O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.

    Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.

    Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Olá, tudo bem? Pelo que você descreve, parece haver um nível importante de desgaste, e é compreensível que você esteja se sentindo exausto e confuso. Não é possível determinar apenas pelo relato se a relação deve continuar ou terminar. Um ponto importante é perceber se ainda existe alguma possibilidade de ambos reconhecerem sua participação nos conflitos e se há disposição real para interromper as ofensas, especialmente diante dos filhos. O reconhecimento dos próprios erros, que você já consegue fazer, pode ser um ponto de partida.


  • Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas

    Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas estou ficando receoso.

    Eu venho chorando e ficando bem triste por conta de provavelmente nunca poder ter a chance de conhecer um grupo de K-pop que eu construí um Relacionamento Parassocial, e eu não sei se esse sentimento vai se "acalmar", entendo que muito disso é idealização minha da possível interação que aconteceria entre mim e o grupo, mas eu simplesmente não consigo parar de pensar nisso, eu fico mal de verdade, eu me "identifiquei" e me "conectei" tanto com o grupo que eu acho que não consigo mais ignorar isso.

    Vale ressaltar também que a minha vida social no momento está bem parada, isso com certeza acaba intensificando bastante toda essa questão. Será que isso uma hora vai passar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Olá! Tudo bem? Uma relação parasocial pode mobilizar afetos muito reais, mesmo sem uma relação presencial ou recíproca. Talvez, por isso, a possibilidade de nunca conhecer o grupo seja vivida como uma perda. Pode ser interessante investigar o que esse grupo passou a representar para você e o que essa relação permite experimentar ou desejar.

    O fato de sua vida social estar mais parada também pode dar a essa ligação um lugar ainda mais importante. A idealização participa dessa construção, mas isso não significa que seus sentimentos sejam falsos. Na perspectiva psicanalítica, o interesse estaria justamente em compreender o que está sendo investido nessa relação e por que ela adquiriu tamanha importância neste momento. Talvez o trabalho não seja deixar de sentir, mas encontrar outros espaços onde esses desejos, identificações e formas de vínculo também possam existir.


  • Tenho 47 anos,negra e sou virgem.Nunca nem namorei.Sempre fui a "feia da turma",(que ninguém queria

    Tenho 47 anos,negra e sou virgem.Nunca nem namorei.Sempre fui a "feia da turma",(que ninguém queria por perto, e nem os garotos queriam se aproximar)pelas carcaterísticas físicas(nariz chato...) ,magra demais e minha timidez,que piorou com várias situações vexatórias que passei ao longo dos anos,tentando me tornar mais sociável.Hj além do vazio,tenho sentido uma tristeza pesada,vergonha de mim mesma,sensação de fracasso como mulher.
    Como superar esses sentimentos ruins que tomaram conta da minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Sinto muito pelo que você vem carregando. O que aparece no seu relato não é falta de valor, mas o efeito de anos sendo olhada — e tratada — a partir de padrões que machucam, especialmente atravessados por racismo, estética e rejeição. Isso vai sendo internalizado até virar uma voz dura dentro de você.

    Sua história não define quem você é hoje, nem determina seu futuro afetivo. A dor que você sente merece acolhimento, não julgamento. “Fracasso” não é um diagnóstico, é uma marca de sofrimento.

    O caminho não é se forçar a ser diferente, mas, aos poucos, reconstruir a forma como você se vê e se trata. Um processo terapêutico pode ajudar muito a trabalhar essa vergonha, resgatar sua dignidade e abrir espaço para vínculos possíveis — no seu tempo, sem comparação com os outros. Você não está atrasada, está ferida. E feridas podem ser cuidadas.


  • Estou tendo pensamentos de que a vida esta se repetindo do mesmo jeito eternamente. Sei que o pensam

    Estou tendo pensamentos de que a vida esta se repetindo do mesmo jeito eternamente. Sei que o pensamento nao faz sentido. Isso pode ser classificado como uma paranoia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Essa sensação de repetição pode aparecer em estados de ansiedade, estresse intenso, despersonalização/desrealização, ou até em quadros depressivos, onde a vida perde novidade e parece “travada”. Em alguns casos, pode vir acompanhada de medo de estar perdendo o controle, o que aumenta ainda mais a angústia.

    Mais do que o rótulo, importa entender quando isso surge, com que intensidade e o quanto te afeta. Se está te causando sofrimento, vale procurar um acompanhamento psicológico para investigar com mais profundidade


Perguntas frequentes

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