Perguntas do paciente (151)
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Tenho tido insônia nas últimas semanas, principalmente associada à ansiedade. O problema começou apó
Tenho tido insônia nas últimas semanas, principalmente associada à ansiedade. O problema começou após uma noite em claro, quando fui dormir muito tarde depois de estudar no tablet e não consegui dormir, o que me deixou bastante ansioso. Isso veio após semanas já ruins de sono por conta de uma alergia.
Depois disso, entrei em um ciclo em que a preocupação com o sono passou a atrapalhar. Consultei um psiquiatra e comecei Donaren 50 mg, tendo cerca de uma semana de melhora. Porém, um episódio em que um barulho atrapalhou meu sono (dormi só cerca de 2 horas) reativou a ansiedade. Desde então, ao deitar, fico ansioso com a possibilidade de não dormir.
Sempre tive um intervalo normal de 30 a 60 minutos para pegar no sono, mas agora esse tempo virou gatilho de ansiedade.
Minha higiene do sono está bem estruturada: desligo o celular às 20h, uso luz baixa e amarela, tomo banho antes de dormir, mantenho o quarto fresco e uso melatonina sublingual.
Durante o dia, a ansiedade é bem menor (às vezes nem penso nisso), mas à noite surge uma antecipação do problema.
O que eu poderia fazer?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é um ciclo comum: uma noite ruim gera ansiedade, e a ansiedade passa a atrrapalhar o sono nas noites seguintes. O problema deixa de ser o sono em si e vira o medo de não dormir. Quanto mais você se observa e se cobra (“já devia estar dormindo”), mais o corpo se mantém em alerta.
Sua higiene do sono já está muito boa. Talvez o ponto agora seja reduzir o controle: se não dormir em 20–30 minutos, levantar, fazer algo leve e voltar depois pode ajudar a quebrar a associação cama = ansiedade. Trabalhar essa antecipação em terapia também é muito útil. O sono volta quando a pressão diminui, não quando aumentamos a exigência.
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Bom dia, eu sou uma pessoa que tem ansiedade generalizada e ontem senti a crise de ansiedade mais fo
Bom dia, eu sou uma pessoa que tem ansiedade generalizada e ontem senti a crise de ansiedade mais forte da minha vida. Eu estou com febre, aperto no peito, dor de cabeça e calafrios que passam um pouco quando me acalmo e quando eu choro passa muito. Só que já voltou denovo, eu nunca senti algo tão forte assim na minha vida
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia. O que você descreve é compatível sim com uma crise de ansiedade intensa. Nesses momentos, o corpo entra em estado de alerta máximo, como se estivesse diante de um perigo real. O sistema nervoso libera adrenalina, acelera o coração, contrai músculos, altera a respiração — e isso pode gerar aperto no peito, calafrios, dor de cabeça, sensação de febre. Quando você chora ou se acalma, o corpo começa a sair desse estado, por isso os sintomas aliviam.
Ainda assim, é importante descartar causas clínicas, especialmente se os sintomas físicos são novos ou muito intensos. O tratamento costuma envolver psicoterapia (para compreender gatilhos e aprender regulação emocional) e, quando necessário, medicação prescrita por psiquiatra. Técnicas de respiração lenta, alongamento e contato com alguém de confiança ajudam no momento agudo. Se piorar ou houver dúvida, procure atendimento médico.
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Todo ser humano tem direito a um amor-próprio básico? Não me refiro ao egoísmo ou à exaltação do eu
Todo ser humano tem direito a um amor-próprio básico?
Não me refiro ao egoísmo ou à exaltação do eu, mas à autopreservação da vida, à dignidade humana mínima que impede a autodestruição total.
Nesse sentido, mesmo pessoas egoístas ou moralmente erradas não estariam erradas em possuir esse amor-próprio mínimo e saudável, sendo o problema aquilo que está deturpado no caráter, nas escolhas e nas ações, e não o simples instinto de preservar a própria existência.
Essa noção também se aplicaria, em termos gerais, até a pessoas más ou cruéis? (considerando que em alguns casos há patologias envolvidas). A distinção estaria entre o valor intrínseco da vida humana e a responsabilidade moral pelos atos cometidos?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na teoria freudiana, existe algo próximo a esse “amor-próprio básico”: o narcisismo primário. Trata-se do investimento libidinal do eu sobre si mesmo, fundamento da autopreservação e da continuidade psíquica. Sem um mínimo desse investimento, o sujeito tende à autodestruição ou ao esvaziamento do desejo.
Isso é diferente do egoísmo exacerbado, que pode envolver defesas rígidas, idealizações ou distorções do caráter. Mesmo alguém moralmente condenável mantém, em geral, esse núcleo narcísico que sustenta a própria vida. A psicanálise distingue, portanto, o valor estrutural do eu — necessário para existir — das escolhas e atos pelos quais o sujeito deve responder. O problema ético não é amar-se minimamente, mas como esse amor se articula com os outros.
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Assunto: Dificuldades com ansiedade e comportamento nas redes sociais Queria falar sobre algo que
Assunto: Dificuldades com ansiedade e comportamento nas redes sociais
Queria falar sobre algo que tem me causado bastante angústia. Já convivo com ansiedade há um tempo, faço uso de antidepressivo e ansiolítico, mas mesmo assim ainda tenho alguns comportamentos que não consigo entender bem.
Um deles é que, com frequência, eu paro de seguir pessoas nas redes sociais e depois volto a seguir de novo. Isso acontece muitas vezes, quase como um impulso, e eu realmente não sinto que faço isso porque quero. Parece algo automático, difícil de controlar. Depois que faço, me sinto muito culpada e com vergonha.
Uma vez, uma pessoa chegou a me mandar mensagem perguntando por que eu fazia isso o tempo todo. Aquilo me deixou tão envergonhada que, naquele momento, eu excluí meu Instagram. Hoje não uso mais, mas esse comportamento e o que eu sinto em relação a ele ainda me incomodam muito.
Eu fico com a sensação de que as pessoas me odeiam ou têm uma visão muito negativa de mim, e isso me corrói por dentro. Não sei se esse comportamento pode ser uma forma de lidar com a ansiedade ou com pensamentos que eu tenho, mas me sinto confusa e mal por não entender por que ajo assim.
Queria ajuda para compreender melhor o que pode estar por trás disso e como posso lidar de uma forma mais saudável?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esse tipo de comportamento não é raro em contextos de ansiedade. Muitas vezes, ele não nasce de uma “vontade”, mas de uma tentativa automática de aliviar uma tensão interna difícil de nomear. As redes sociais intensificam isso, porque misturam exposição, comparação e medo de rejeição num ritmo muito rápido. O gesto impulsivo pode funcionar como uma descarga momentânea — e a culpa vem depois, quando o alívio passa.
O sofrimento maior parece não ser o ato em si, mas a interpretação: a sensação de ser malvista, rejeitada, “errada”. Vale olhar menos para o que você faz e mais para o que estava sentindo antes. Com ajuda profissional, dá para transformar esse ciclo em algo mais compreensível e menos punitivo.
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Olá! Tudo bem? Desde o começo do ano venho tendo sentimento de apatia, medo, ansiedade e
Olá! Tudo bem? Desde o começo do ano venho tendo sentimento de apatia, medo, ansiedade e mesmo achando q isso ia passar sinto que não consigo sair disso. Acredito que possa ser devido ao trabalho e preocupações relacionado ao futuro. Tenho 23 anos, tenho muita vontade de crescer na minha área, mas me sinto estagnada, trabalho em home office há cinco anos e na empresa que estou não consigo crescer e mesmo buscando formas de sair parece q não consigo dar um passo a frente. Acho q tem algo de errado comigo. Será q alguém consegue me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Dá pra sentir o quanto isso tem pesado. Quando apatia, medo e ansiedade se estendem, muitas vezes não falam de “algo errado” com você, mas de um contexto que foi se tornando sufocante. Estagnação profissional, trabalho remoto prolongado e incertezas sobre o futuro podem minar o desejo e a confiança aos poucos, sem que a gente perceba. Aos 23 anos, é comum viver esse impasse entre querer avançar e se sentir paralisada. Essa sensação de “não sair do lugar” costuma gerar culpa, quando na verdade é um sinal de esgotamento e conflito interno. Talvez o primeiro passo não seja se cobrar movimento, mas criar um espaço para entender o que te prende, o que te falta e o que você realmente deseja. Ajuda existe — e pedir apoio já é um começo importante.
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Queria entender porque uma mãe gosta mais de um filho do que de outros. Somos em 3 irmãos e 2 irmãs,
Queria entender porque uma mãe gosta mais de um filho do que de outros. Somos em 3 irmãos e 2 irmãs, minha mãe tem preferência apenas por 1. Dá de tudo pra esse irmão e pros outros nada. Tenho 31 anos não fui criada por ela e sim por minha tia paterna. Fico chateada com essa preferência. Como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, a preferência de uma mãe por um filho não costuma falar do “valor” dos outros, mas dos lugares inconscientes que cada um ocupa para ela. Um filho pode encarnar um ideal, reparar frustrações, sustentar fantasias ou funcionar como apoio narcísico. Isso não é justo, mas é humano — e profundamente doloroso para quem fica de fora.
Quando você não foi criada por ela, essa ferida tende a tocar abandono e desamparo. Lidar com isso passa menos por tentar ser escolhida e mais por elaborar o luto pela mãe que não pôde oferecer cuidado de forma igual. Em análise, é possível separar a falta dela do seu valor como filha.
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Como seguir e fechar as feridas depois que alguem que amamos nos humilha profundamente e nao se desc
Como seguir e fechar as feridas depois que alguem que amamos nos humilha profundamente e nao se desculpa ?
Terminei meu relacionamento em 2022 após atitudes dela que considerei desrespeitosas. Em seguida, foquei nos estudos para concurso, mas senti muita falta dela. Ao ver, pelas redes sociais, que ela já estava com outra pessoa, sofri muito, pois escolhi ficar sozinho por respeito ao que tivemos. Mesmo assim, procurei-a para pedir desculpas, porém fui tratado de forma humilhante. Ela disse que eu fui insuficiente, que o outro lhe dava tudo o que merecia e que já conversava com ele durante nosso namoro e que já não via expectativas mais em mim. Essas palavras me machucam até hoje. Além disso, ela expunha o relacionamento nas redes sociais, o que senti como uma tentativa de me atingir.
No final de 2023, ela me procurou pedindo amizade. Aceitei conversar pessoalmente, pois precisava entender por que fui tratado daquela forma. Durante o encontro, ela não soube responder e ainda fez comentários elogiando meus amigos dizendo " eu sempre achei o fulano um gatinho ", o que me deixou profundamente magoado e desrespeitado.
Em 2025, iniciei terapia, reconheci meus erros e mudei muito. Ainda assim, tinha esperança de que pudéssemos conversar e resolver as coisas. Quando soube que ela iniciou outro relacionamento, sofri novamente, principalmente ao ver que ela passou a agir de forma diferente, fazendo com o outro o que eu sempre pedi. Isso me causou muita dor e sensação de injustiça.
Fiquei três anos sem me envolver com ninguém, por ainda ter sentimentos e por não estar bem emocionalmente. Hoje, penso nisso todos os dias, sinto que perdi minha identidade, meu valor e minha dignidade. O que mais me machuca é ela nunca ter pedido desculpas e seguir a vida como se nada tivesse acontecido. Tudo o que eu queria era um pedido de desculpas sincero. Estamos em 2026 e não consigo encerrar, superar e seguir.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando não há pedido de desculpas, a ferida costuma doer mais porque fica aberta no lugar do reconhecimento. Mas fechar não depende do outro, e sim de retirar dela o poder de definir seu valor. Humilhações repetidas, comparações e exposições públicas corroem a identidade, e o luto não é só pelo relacionamento, é pela imagem de si que se perdeu ali.
Seguir não significa concordar com o que foi feito, nem “perdoar” à força. Às vezes, o encerramento possível é aceitar que essa pessoa não pode oferecer reparação. O trabalho terapêutico pode ajudar a separar o que foi erro seu do que foi violência emocional. A dignidade não se recupera ouvindo desculpas, mas reconstruindo um senso interno de valor que não dependa mais dela.
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Olá. Eu moro na Itália fazem 8 anos, viajei para o Brasil algumas vezes e tenho a minha família lá.
Olá. Eu moro na Itália fazem 8 anos, viajei para o Brasil algumas vezes e tenho a minha família lá. Meus pais decidiram vir para a Itália me visitar... Eu sou praticamente casada, não oficialmente, mas moramos juntos. O fato é: temos um apartamento de um quarto e já tinha sido decidido que esse período que meus pais estivessem aqui eles ocupariam o quarto, afinal seria somente um mês. Eu e meu namorado ficamos hospedados na casa da minha tia. Enfim, foi tudo maravilhoso, um momento único pra mim, sinceramente uma das melhores coisas que aconteceu desde que mudei de país, menos o fato que meu namorado foi extremamente inconveniente e arrogante durante toda a estadia dos meus pais. Me tratando mal e sendo desrespeitoso inclusive na frente deles, motivo: “fiquei estressado pelo fato de sair da rotina”. Eu expus tudo, como tinha me magoado, como eu queria que nesse momento tão importante para mim ele tivesse tido a empatia e paciência que eu tenho quando, por exemplo, os pais dele vem me visitar. O que recebi foi “você é exagerada”. Eu entendo o lado dele, mas não consigo passar por cima do fato que num momento tão importante para mim era melhor não ter ele por perto do que ter. Estou em um dilema entre perdoar ou ir adiante.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve não é pequeno, nem exagero. Situações simbólicas — como a visita dos pais depois de tantos anos fora — costumam tocar pontos muito profundos de pertencimento, cuidado e reconhecimento. Quando, nesse momento, a pessoa ao nosso lado reage com hostilidade ou desqualifica a nossa dor, a ferida não é só pelo episódio, mas pelo lugar que ocupamos na relação. Entender o estresse dele não obriga você a silenciar o impacto que isso teve em você. O dilema entre perdoar ou seguir adiante, muitas vezes, passa menos por “errar ou acertar” e mais por perguntar: há espaço real para empatia, responsabilização e mudança? Ou você está sendo convidada a se adaptar sozinha?
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sobre diagnósticos de transtornos, como se encontrar diante da vastidão de profissionais que muitas
sobre diagnósticos de transtornos, como se encontrar diante da vastidão de profissionais que muitas das vezes são especialistas em apenas um transtorno? sinto que talvez eu tenha borderline e transtorno sexual compulsivo, ai preciso ser consultado por dois especialistas então? o problema é que nem todo mundo pode arcar com os custos disso, e dessa forma acabar não tratando de seus problemas, é complicado
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa angústia é muito compreensível. As especializações ajudam a orientar escolhas, mas nenhum bom profissional escuta apenas “um transtorno”. Diagnósticos são mapas, não a pessoa inteira. Você não é a soma de rótulos, nem precisa se fragmentar entre especialistas para existir em consulta. Um psicólogo ou psiquiatra com escuta clínica sólida consegue acompanhar diferentes sofrimentos, articulá-los e, se necessário, indicar encaminhamentos pontuais — sem te abandonar. O mais importante é encontrar alguém que sustente uma escuta contínua, que compreenda sua história, seus vínculos e seus impasses, e não apenas enquadre sintomas.
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Psicólogos tem pacientes favoritos ? Ou todos são iguais para ele ?
Psicólogos tem pacientes favoritos ? Ou todos são iguais para ele ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Psicólogos não se relacionam com pacientes como “todos iguais”, mas isso não significa ter favoritos no sentido comum da palavra.
Tem um texto muito interessante de um psicanalista chamado Donald Winnicott, de nome O ódio na contratransferência, em que ele vai descrever sentimentos por pacientes que seriam considerados "inconfessáveis": afeto, irritação, cansaço, ternura, resistência. E a conclusão que ele chega é que isso faz parte do trabalho clínico: alguns pacientes despertam mais facilidade, outros tocam pontos difíceis. A diferença é que, na clínica, esses sentimentos não servem para privilegiar ou desvalorizar alguém, mas para orientar o cuidado.
O compromisso ético é com a escuta e o tratamento de cada pessoa, justamente porque cada vínculo é singular. Quando o profissional reconhece seus afetos, em vez de negá-los, ele consegue sustentar melhor o espaço terapêutico. Não é sobre gostar mais ou menos, mas sobre conseguir cuidar, mesmo quando é difícil.
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Por que alguém com boa inteligência pode ir mal em uma prova cronometrada?
Por que alguém com boa inteligência pode ir mal em uma prova cronometrada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ir mal em uma prova cronometrada não costuma ter relação direta com falta de inteligência. Muitas pessoas pensam bem, fazem conexões profundas e elaboram respostas com cuidado, mas precisam de mais tempo para organizar o raciocínio. O limite de tempo pode ativar ansiedade, autocrítica excessiva ou medo de errar, o que “trava” o acesso ao que a pessoa sabe. Além disso, provas cronometradas medem rapidez sob pressão — não necessariamente compreensão, criatividade ou profundidade. Há também diferenças naturais no ritmo cognitivo: algumas mentes são mais analíticas, outras mais intuitivas, algumas precisam reler, confirmar, revisar. Quando o relógio vira protagonista, o desempenho pode cair, mesmo com alto repertório intelectual. Isso diz mais sobre o formato da avaliação do que sobre a capacidade real da pessoa.
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Meu primo de 30 anos tem esquizofrenia e toma o mesmo remédio desde os 14 anos, e nunca teve um acom
Meu primo de 30 anos tem esquizofrenia e toma o mesmo remédio desde os 14 anos, e nunca teve um acompanhamento tão bom, então não sabemos se é só isso. Ele é uma pessoa bem apática, no entanto, nos últimos tempos ele tem mostrado uma elevada compulsão sexual (consigo mesmo), bem fora do normal. Isso pode ser sintoma da Esquizo? Ou ineficiência medicamentosa? Uma outra patologia ?e nos somos bem educados com isso, sexualidade não é um taboo, se estivesse normal, a gente não se preocuparia. Porém, a gente vê que ele parece está em uma Mania, sei lá. O que devemos fazer ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Mudanças comportamentais importantes, sobretudo quando fogem muito do padrão habitual da pessoa, merecem atenção cuidadosa. Em quadros psicóticos, o comportamento sexual pode variar bastante ao longo da vida, mas isso não significa que toda mudança seja “da esquizofrenia” em si. Também é possível que o acompanhamento esteja desatualizado para as necessidades atuais dele, já que o tratamento precisa ser constantemente reavaliado ao longo dos anos. O mais importante aqui não é tentar fechar uma hipótese, mas perceber que algo mudou e está causando preocupação. O caminho mais seguro é incentivar, com cuidado e respeito, que ele tenha um acompanhamento psiquiátrico e psicológico mais estável, onde possa falar abertamente sobre essas questões e onde a medicação possa ser revista se necessário. Isso não é julgamento, nem punição: é cuidado. Um olhar profissional contínuo ajuda a diferenciar fases, ajustar intervenções e reduzir sofrimento — dele e da família.
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Ontem eu fiz uma maquiagem drag artística e tinha postado um vídeo, uma pessoa tinha comentado: "voc
Ontem eu fiz uma maquiagem drag artística e tinha postado um vídeo, uma pessoa tinha comentado: "você é drag ou normal?", mas eu não tinha entendido a intenção da pessoa, no caso, não entendi se a pessoa estava sendo maldosa ou não, por conta do uso da palavra "normal". Isso me torna burra? Pq eu fui falar com uma amiga que eu não tinha entendido, e ela respondeu, tipo: "você não entende isso que é básico?". Então, eu comecei a me sentir muito burra, pq eu sou ótima em interpretação textual. Eu passei de primeira na Federal com uma nota alta, meus professores sempre me elogiam, já ganhei prêmios na escola por ficar entre as 3 melhores notas de todo o colégio, já ganhei prêmios de soletração e artísticos, nunca fiz recuperação, nunca tirei notas baixas, quando eu era criança queriam me adiantar do 2° ano para o 6° ano e eu leio mais livros do que a maioria das pessoas que eu conheço, só nesse mês de janeiro eu li 7 livros, mas eu tô me sentindo burra porque não consegui entender a intenção da pessoa, e isso acontece com muita frequência, e quem convive comigo sempre acaba falando coisas que me fazem ter essa consolidação de que sou burra, tipo o que essa minha amiga falou, como se eles fossem superiores e eu inferior. Eu me sinto inferior, me sinto como uma criança que não sabe de nada. O que tem de errado comigo afinal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não há nada de “errado” com você. Não compreender de imediato a intenção de alguém em uma interação social é algo humano e comum, especialmente quando a linguagem é ambígua ou carregada de possíveis sentidos, como no uso da palavra “normal”. Comunicação não é um cálculo exato; sempre existe ruído, contexto e subjetividade. O problema não está em você, mas na pressão que você se impõe para entender tudo perfeitamente, como se isso fosse uma obrigação intelectual ou moral. Sua trajetória acadêmica e criativa mostra capacidade, sensibilidade e inteligência. Confundir-se diante de mensagens ambíguas não invalida isso. O que merece atenção é como comentários externos acabam sendo incorporados como verdades sobre quem você é, alimentando uma sensação de inferioridade que não corresponde à realidade.
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Antes de ser casada, eu e meu marido terminamos e voltamos muitas vezes e eu sofri muito nessas idas
Antes de ser casada, eu e meu marido terminamos e voltamos muitas vezes e eu sofri muito nessas idas e vindas. Hoje mesmo casados e muito felizes, eu sonho TODAS as noites ( sem excessão) que ele terminou comigo, que eu mando mensagem e ele não responde… muita angústia. Em outro contexto sonho muito também com uma amiga da infância e adolescência. É estranho pois não penso nela s sonho
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os sonhos costumam ser uma via pela qual o psiquismo tenta elaborar experiências que foram muito marcantes emocionalmente. As idas e vindas antes do casamento deixaram registros de angústia, abandono e insegurança que, embora hoje não estejam mais presentes na relação real, ainda buscam simbolização. Sonhar repetidamente com términos não significa desejo ou risco atual, mas a repetição de um afeto antigo que não teve espaço para ser vivido e elaborado à época. O mesmo vale para a amiga da infância: mesmo sem pensar conscientemente nela, certos vínculos guardam marcas afetivas profundas que reaparecem nos sonhos. O importante é perceber que os sonhos falam mais da sua história emocional do que do presente. Um trabalho terapêutico pode ajudar a dar lugar a essas experiências passadas, permitindo que o presente seja vivido com mais tranquilidade e menos invasão da angústia.
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Tenho 20 anos, atualmente me encontro em uma fase complicada da vida e, por diversos motivos, durant
Tenho 20 anos, atualmente me encontro em uma fase complicada da vida e, por diversos motivos, durante os ultimos anos minha válvula de escape tem sido a pornografia. Gostaria de saber como proceder, como atenuar esse problema e quais medidas tomar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O uso da pornografia, muitas vezes, não é “o problema em si”, mas a forma que a pessoa encontrou para aliviar algo que já estava difícil: ansiedade, solidão, vazio, estresse, tédio ou dor emocional. Por isso, mais importante do que apenas tentar cortar o comportamento é olhar para o que dispara a vontade. Em que momentos ela aparece? O que você está sentindo antes de recorrer a isso?
Atuar nessas situações (criando outras formas de regulação emocional, prazer e descanso) costuma ser mais eficaz do que a luta direta contra o impulso. Rotina, atividades físicas, vínculos reais, hobbies e limites claros ajudam, mas também é fundamental ter espaço para falar sobre isso sem culpa. Um acompanhamento psicológico pode ajudar muito a entender a função que a pornografia cumpre hoje e construir alternativas mais saudáveis, no seu ritmo, sem moralização ou autoataque.
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Ultimamente tenho me sentido muito cansada mentalmente, mesmo sem estar fazendo muitas coisas. É com
Ultimamente tenho me sentido muito cansada mentalmente, mesmo sem estar fazendo muitas coisas. É como se eu carregasse um peso constante durante todo o dia. Tenho episódios em que interrompo o uso do antidepressivo, e não sei exatamente por que isso acontece. Sempre surgem pensamentos de que vou ficar assim para sempre e que nunca vou melhorar.
Tenho ansiedade generalizada e percebo que penso de forma muito negativa na maior parte do tempo. Diariamente me sinto triste, angustiada e ansiosa por qualquer coisa, sem motivação e sem esperança. Esses sentimentos se intensificam principalmente em relação ao tratamento medicamentoso. Apesar de o remédio me ajudar bastante quando estou usando corretamente, acabo abandonando o tratamento em alguns momentos, sem entender exatamente o motivo.
Acredito que esses episódios possam estar relacionados a sintomas depressivos associados à ansiedade, pois tenho pensamentos frequentes de que nada vai dar certo, que nada muda e que vou permanecer assim para sempre. Nessas fases, sinto uma grande falta de motivação e esperança, além de vontade constante de dormir e dificuldade de reagir às coisas do dia a dia, o porque que isso acontece?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é muito comum quando a ansiedade se associa a sintomas depressivos. O cansaço mental constante, o peso ao longo do dia e os pensamentos de que “vai ser assim para sempre” são os efeitos do próprio adoecimento emocional. Nesses períodos, a falta de esperança e de energia pode levar, paradoxalmente, ao abandono do tratamento: não porque você não queira melhorar, mas porque a depressão afeta justamente a motivação e o cuidado consigo. A ansiedade reforça pensamentos negativos e catastróficos, criando a sensação de aprisionamento. O fato de o medicamento ajudar quando usado corretamente é um dado importante. Para compreender melhor esses ciclos e ajustar o tratamento, é fundamental um acompanhamento contínuo com psicoterapia e com quem prescreve a medicação. Isso pode ajudar você a atravessar essas fases com mais sustentação e menos culpa.
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Tenho percebido um ciclo dos meus relacionamentos e percebi que ao entrar em relações complicadas ou
Tenho percebido um ciclo dos meus relacionamentos e percebi que ao entrar em relações complicadas ou que sinta desafios eu costumo sofrer, mas permaneço, porém em relações de afeto e tranquilas, em algum momento me encontro com ansiedade e pensamentos de medo excessivo de um dia estragar a relação por não amar de verdade a pessoa ou magoá-la, algo que não sinto em relações desafiadoras, estou ficando com uma pessoa uns meses após sair de uma relação que me era desafiadora e finalmente saí quando senti que deveria ter alguém que me amasse, porém ao me sentir desejada e vista por alguém, comecei a ter ansiedade e aperto no peito novamente, tenho medo de nunca conseguir quebrar esse ciclo e medo de talvez ser uma pessoa incapaz de amar de verdade, queria muito não sentir esses medos e permitir conhecer as pessoas e me relacionar com elas antes de sentir esses sentimentos e acabar com tudo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve não é incomum. Muitas pessoas aprendem, desde cedo, a associar amor à intensidade, tensão e desafio. Nas primeiras experiências afetivas, paixão e ansiedade costumam caminhar juntas, e o corpo passa a reconhecer esse estado como “amor”. Quando surge uma relação mais tranquila, segura e acolhedora, isso pode gerar estranhamento, ansiedade e medo: não porque falte sentimento, mas porque falta o caos conhecido. A mente então começa a duvidar: “será que amo de verdade?”, “será que vou estragar tudo?”. Talvez a questão não seja incapacidade de amar, mas aprender a sustentar vínculos mais calmos?
Mas para isso é importante refletir também se todos os términos foram apenas sobre você. Acho que será muito importante empreender uma reflexão mais profunda sobre os motivos desses últimos términos de relacionamento, pois a ansiedade pode criar ciclos de pensamento muito autocentrados, onde você passa a buscar apenas defeitos em si, sem considerar os limites, desejos e posições da outra pessoa na relação. Ao mesmo tempo que há a possibilidade de trabalhar a sua aceitação de um 'amor tranquilo', também é possível que você esteja alimentando um ciclo de pensamento no qual você precisa 'encontrar qual a sua culpa' dentro dessas relações e desconsiderando outros fatores decisivos para o término.
Relações não se sustentam sozinhas: lembre que você não é a única pessoal responsável pelo caminho que elas tomaram.
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Eu preciso ter um problema grave para procurar terapia?
Eu preciso ter um problema grave para procurar terapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não. Historicamente, a terapia foi associada apenas a quadros considerados “graves”, quando o sofrimento já estava intenso ou incapacitante. Isso mudou. Hoje entendemos a saúde mental de forma preventiva e contínua, assim como cuidamos do corpo antes de uma doença se agravar. Procurar terapia não é sinal de fraqueza nem exagero, mas de atenção a si. Muitas pessoas buscam acompanhamento para se conhecer melhor, lidar com conflitos, transições de vida, relações, escolhas ou desconfortos que ainda não viraram crises. Sofrimento não precisa atingir um limite extremo para merecer cuidado. Cuidar da saúde mental é uma necessidade humana comum, não um privilégio reservado a quem “já não aguenta mais”.
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Boa tarde, minha mente tá me deixando louca, fiz uma coisa que sempre faço na rotina, mais minha men
Boa tarde, minha mente tá me deixando louca, fiz uma coisa que sempre faço na rotina, mais minha mente me deixa na certa dúvida tipo " será que fiz mesmo" isso tá acabado comigo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve costuma acontecer quando a mente entra em um estado de hipervigilância e dúvida constante. Não significa que você esteja “ficando louca”, mas que algo está fazendo seu pensamento perder a sensação de confiança no que você viveu. Quando a ansiedade aumenta, a mente passa a questionar até ações rotineiras, buscando uma certeza absoluta que nunca vem: e isso acaba sendo muito desgastante. Quanto mais você tenta se provar que fez ou não fez algo, mais a dúvida tende a voltar. É importante olhar para isso como um sinal de sofrimento emocional, não como um defeito seu. Um acompanhamento psicológico pode ajudar a entender o que está alimentando essas dúvidas, como você reage a elas e como recuperar, pouco a pouco, a confiança em si mesma e na própria experiência.
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Como saber se a terapia está funcionando se eu não sinto uma melhora imediata?
Como saber se a terapia está funcionando se eu não sinto uma melhora imediata?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nem sempre a terapia traz alívio imediato. Isso não significa que ela não esteja funcionando. Dependendo do que está em jogo, a melhora pode ser mais sutil e acontecer no médio ou longo prazo. Em alguns processos, antes de se sentir melhor, a pessoa passa a sentir com mais intensidade os sintomas que a levaram à terapia, porque começa a olhar para aquilo que antes estava evitado ou silenciado. Também importa o tipo de terapia: há abordagens mais focadas em questões atuais e pontuais, com objetivos de curto prazo (como algumas abordagens da TCC), e outras que não têm duração definida, voltadas para conflitos mais antigos, muitas vezes ligados à infância e às relações primárias (como a psicanálise, por exemplo). Nesses casos, o avanço aparece como maior consciência, novas perguntas, mudanças na forma de se relacionar e de se escutar. Nem toda melhora é imediata — algumas são profundas e levam tempo.
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Perguntas frequentes
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Estou tomando sertralina tem 28 dias, estou sentindo minha cabeça dormente e formigando e as vezes q
Formigamentos e alterações de sensibilidade podem ocorrer durante a adaptação…