Perguntas do paciente (12)

  • O psiquiatra passou ritalina para meu filho na primeira semana tomar meia banda depois do café e 1/4

    O psiquiatra passou ritalina para meu filho na primeira semana tomar meia banda depois do café e 1/4 depois do almoço e na segunda semana passou pra ele tomar 1 comprimido depois do café e meia banda depois do almoço ele está com 4 dias sem tomar quando voltar a tomar devo da as doses iniciais ou mantenho 1 comprimido depois do café e meia banda depois do almoço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luciano Pontes

    Bom dia! Se foram só 4 dias sem a medicação, normalmente pode-se retomar a dose que ele já vinha usando (1 comprimido após o café e meia banda após o almoço). Mas observe bem como ele reage. Se notar algo diferente, como agitação ou perda de apetite exagerada, fale com o médico que acompanha o caso. E nunca ajuste a dose por conta própria, cada criança responde de uma forma diferente.


  • Bom dia! Tenho um menino de 1 ano e 1 mês que ainda não anda, começou a ficar em pé com apoio agora,

    Bom dia! Tenho um menino de 1 ano e 1 mês que ainda não anda, começou a ficar em pé com apoio agora, e ainda não fala a não ser a palavra mama ou papa. Desde os dois meses de vida balança a cabeça como se fosse o sinal "não", e de 3 meses pra cá tem batido as mãos na cabeça e bate a cabeça no chão. Seria sinais de autismo ou pode ser outra coisa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luciano Pontes

    Boa noite. Os sinais que você descreveu chamam atenção e justificam uma avaliação neurológica detalhada. Alguns comportamentos podem estar dentro da variação do desenvolvimento típico, mas outros como a repetição de movimentos e o atraso nos marcos motores e de linguagem podem estar relacionados a alterações no neurodesenvolvimento, inclusive autismo, entre outras possibilidades. É importante que ele seja avaliado por um neuropediatra para investigar de forma mais precisa e, se necessário, iniciar intervenções precoces.


  • Meu filho teve convulsão febril fiz um eeg onde deu alteração ,levei na neuro me indicou Depaken ,com três de uso repetir o eeg

    Meu filho teve convulsão febril fiz um eeg onde deu alteração ,levei na neuro me indicou Depaken ,com três de uso repetir o eeg e deu normal ,fico na dúvida será que o primeiro pode ter dado alterado devido a convulsão febril ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luciano Pontes

    Olá! Sim, é possível que o primeiro EEG tenha mostrado alterações transitórias relacionadas à convulsão febril recente — isso acontece em algumas crianças, especialmente logo após o episódio. O fato de o novo EEG ter normalizado após o início do Depakene é um bom sinal, mas não necessariamente significa que a medicação foi a única responsável pela melhora. Às vezes, o próprio cérebro se reorganiza após o evento agudo. O mais importante é seguir com o acompanhamento neurológico e avaliar o quadro como um todo: EEG, história clínica, tipo de convulsão e evolução da criança. Um abraço, estou à disposição!


  • Olá, meu filho tem 5 anos tem epilepsia já está em tratamento e começou a tomar uma bandinha da pílu

    Olá, meu filho tem 5 anos tem epilepsia já está em tratamento e começou a tomar uma bandinha da pílula urbanil a noite ao deitar, mas começou sentir muitas dores nas pernas depois q toma, pode ser efeito colateral desse remédio? sendo q ele sofria dessas dores, só qndo tinha convulsõe, só q agora tá constante.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luciano Pontes

    Olá! Obrigado por compartilhar sua dúvida. O Urbanil (clobazam) não costuma causar dores nas pernas como efeito colateral direto. Porém, em algumas crianças, pode haver alterações no tônus muscular ou sensação de fraqueza, que podem ser confundidas com dor. Como seu filho já apresentava esse sintoma após as convulsões, é importante avaliar se as dores podem estar relacionadas a atividade elétrica cerebral residual, efeitos da medicação ou até mesmo à tensão muscular pós-crise. Recomendo que isso seja discutido com o neurologista infantil que acompanha o caso, para avaliar se há necessidade de ajustar a medicação ou investigar outras causas. Um abraço e estou à disposição!


  • Gostaria de saber se toda vez que aparece atividade epiliptiforme no eeg quer dizer q tem epilepsia.

    Gostaria de saber se toda vez que aparece atividade epiliptiforme no eeg quer dizer q tem epilepsia. Meu filho deu que tem a atividade mas ausência de crise eletroclinica e eletrografica

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luciano Pontes

    Essa é uma dúvida muito comum! Nem sempre quando aparece “atividade epileptiforme” no EEG significa que a criança tem epilepsia. Alguns traços no exame podem aparecer mesmo em crianças que nunca tiveram convulsões. Isso pode acontecer em cérebros que ainda estão se desenvolvendo, especialmente durante o sono, e não quer dizer, por si só, que a criança está doente ou que precisa tomar remédio. O mais importante é olhar o todo: se a criança nunca teve crises, está se desenvolvendo bem e o único achado foi no exame, muitas vezes o melhor é apenas acompanhar com calma. Cada caso é único, e o ideal é conversar com o especialista que está acompanhando, para decidir juntos o melhor caminho.


  • Olá! Meu filho de 8 anos recebeu o diagnóstico de crise de ausência. Inicialmente o médico prescrev

    Olá!
    Meu filho de 8 anos recebeu o diagnóstico de crise de ausência. Inicialmente o médico prescreveu depakene 250 mg, 2 vezes ao dia. Depois de 30 dias ele aumentou a dose para 500 mg, tbm 2 x ao dia. Não tenho certeza do peso corporal dele, acredito q seja no máximo 40 kg. A pergunta é: A dose está correta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luciano Pontes

    Bom dia. Entendo sua dúvida, o tratamento das crises de ausência geralmente exige acompanhamento cuidadoso, e a dose do Depakene (ácido valproico) costuma ser ajustada de acordo com o peso da criança, a resposta clínica e possíveis efeitos colaterais. Em geral, a dose média terapêutica segura varia entre 15 a 60 mg por quilo de peso por dia, então, parece ser uma dose adequada para esse paciente com 40 kg. Mas é essencial que esse cálculo seja sempre feito pelo médico, com base em avaliações clínicas e laboratoriais. O mais importante é observar se a medicação está controlando as crises, se o comportamento e o rendimento escolar estão melhorando, e se não há efeitos adversos. Se ainda restam dúvidas, vale muito a pena conversar com o neuropediatra que acompanha seu filho.


  • Olá meu filho tem 6 anos e ele faz uso de respidona quase a 3 anos ele é diagnosticado com aspecto a

    Olá meu filho tem 6 anos e ele faz uso de respidona quase a 3 anos ele é diagnosticado com aspecto autista e TDAH.este medicamento ele é usando no tratamento desses CID,E quais são os causos de graus?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luciano Pontes

    Bom dia. A risperidona é um medicamento que pode, sim, ser usado em alguns casos no tratamento de crianças com diagnóstico de autismo (TEA) e TDAH, especialmente quando há comportamentos como agitação intensa, irritabilidade, agressividade ou crises de descontrole que impactam o dia a dia da criança e da família. Mas é sempre importante lembrar: o uso da medicação deve ser avaliado de forma individualizada e acompanhado de perto por um especialista. Ela não trata a “causa” do autismo ou do TDAH, mas pode ajudar a regular alguns sintomas que atrapalham o desenvolvimento ou a convivência. Sobre os “graus” do autismo, hoje falamos em níveis de suporte (nível 1, 2 ou 3), que indicam o quanto a criança precisa de ajuda nas suas atividades diárias.


  • Como diferenciar se a agitação e dificuldade de atenção é por ansiedade ou TDHA. Crianças muito ansi

    Como diferenciar se a agitação e dificuldade de atenção é por ansiedade ou TDHA. Crianças muito ansiosas pode ter diagnóstico confindido ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luciano Pontes

    Essa dúvida é muito comum. TDAH e ansiedade realmente podem se parecer. Ambos podem causar agitação e dificuldade de atenção, mas por motivos diferentes. No TDAH, esses sinais costumam ser constantes e aparecem em vários ambientes. Já na ansiedade, eles surgem mais em situações que causam medo ou insegurança. Crianças ansiosas podem, sim, parecer ter TDAH, por isso o diagnóstico exige uma avaliação cuidadosa, feita com escuta atenta e acompanhamento profissional.


  • Quando uma criança apresenta desatenção, se despedaça com facilidade e apresenta sempre mal humor e

    Quando uma criança apresenta desatenção, se despedaça com facilidade e apresenta sempre mal humor e agressividade na escola pode ser dtha?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luciano Pontes

    Esses comportamentos podem, sim, estar relacionados ao TDAH, mas também podem ter outras causas. Crianças com TDAH muitas vezes são desatentas, impulsivas, ficam frustradas com facilidade e podem reagir com irritação. Mas o mau humor e a agressividade também podem aparecer em casos de ansiedade, dificuldades emocionais ou até problemas no ambiente escolar.
    Por isso, o mais importante é olhar para o conjunto da história da criança, entender o que ela está sentindo e em que contextos esses comportamentos aparecem. Cada criança se expressa de um jeito, e por trás de atitudes difíceis, geralmente existe uma necessidade que ainda não foi compreendida.


  • Criança que apresentou convulsão aos 6 meses,medicada e no último vídeo EEG agora com 3 anos e 4 mes

    Criança que apresentou convulsão aos 6 meses,medicada e no último vídeo EEG agora com 3 anos e 4 meses apresentou rara atividade epileptiforme com projeção em regiões frontais bilaterais deve continuar com a medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luciano Pontes

    Essa é uma dúvida muito importante, e a resposta depende de vários fatores. A presença de uma atividade epileptiforme rara no EEG, mesmo sem crises aparentes, pode indicar uma predisposição do cérebro a convulsões. Mas a decisão de manter ou suspender a medicação precisa levar em conta toda a história da criança: como foi a crise aos 6 meses, se houve outras, como está o desenvolvimento, o comportamento e a rotina do sono. Nem sempre o EEG sozinho determina a conduta. Ele é uma peça do quebra-cabeça que deve ser interpretada junto com a clínica. Em muitos casos, é mais seguro manter a medicação por um tempo maior para evitar o risco de novas crises, especialmente em crianças pequenas. O ideal é conversar com o especialista que acompanha a criança, revisando os exames, os sinais atuais e os próximos passos com calma e clareza.


  • Minha filha esta com 6 meses e ela anda muito nervosa, chorando não dorme bem, não sei mas o que fazer.

    Minha filha esta com 6 meses e ela anda muito nervosa, chorando não dorme bem, não sei mas o que fazer. Minha irma sugeriu o Sonin mas não sei se é aconselhavel da ela por conta da idade alguem pode me ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luciano Pontes

    Entendo sua preocupação, os primeiros meses com um bebê podem ser muito desafiadores, especialmente quando o sono está desregulado e o choro parece constante. Mas é importante lembrar que, aos 6 meses, o sistema neurológico do bebê ainda está em pleno desenvolvimento, e mudanças no sono, irritabilidade e necessidade de acolhimento são comuns. Sobre o uso do Sonin ou qualquer outro medicamento: não é indicado oferecer por conta própria, especialmente nessa idade. Mesmo produtos “naturais” podem ter efeitos no organismo do bebê e só devem ser usados com orientação médica. O ideal é passar por uma avaliação cuidadosa para entender o que está por trás desse comportamento, pode ser uma fase, algum desconforto físico, questões do ambiente ou do próprio ritmo do bebê.


  • Gostaria de saber um pouco mais sobre tdah?

    Gostaria de saber um pouco mais sobre tdah?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luciano Pontes

    O TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) é uma condição do neurodesenvolvimento que geralmente aparece na infância e pode se manifestar de diferentes formas: dificuldade de manter a atenção, agitação, impulsividade ou uma combinação desses sinais.
    É importante saber que o TDAH não é preguiça, falta de educação ou desinteresse. É uma forma diferente de funcionamento do cérebro, que exige compreensão, estratégias adequadas e, em muitos casos, acompanhamento especializado.


Autor

Neurologista pediátrico, Pediatra

Perguntas frequentes

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