Perguntas do paciente (151)

  • Como a psicoterapia pode ajudar os paciente com doenças crônicas mentais ?

    Como a psicoterapia pode ajudar os paciente com doenças crônicas mentais ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    A psicoterapia pode ajudar pacientes com transtornos mentais crônicos ao oferecer um espaço seguro para compreensão dos sintomas e desenvolvimento de estratégias de enfrentamento.

    O acompanhamento psicológico auxilia na regulação emocional, na redução de crises e na melhora da adesão ao tratamento, além de fortalecer a autonomia e o senso de controle sobre a própria vida.

    Também contribui para melhorar relacionamentos, autoestima e qualidade de vida, ajudando o paciente a conviver de forma mais funcional com o transtorno ao longo do tempo.


  • As doenças crônicas mentais afetam o cérebro e também todo o corpo de um paciente ?

    As doenças crônicas mentais afetam o cérebro e também todo o corpo de um paciente ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Sim, os transtornos mentais crônicos afetam não apenas o cérebro, mas todo o organismo.

    Essas condições envolvem alterações em sistemas neuroquímicos e hormonais, que podem impactar sono, apetite, energia e imunidade. Além disso, o estresse prolongado pode aumentar o risco de problemas físicos, como doenças cardiovasculares e dores crônicas.

    Por isso, o cuidado precisa ser integral, considerando tanto a saúde mental quanto a física, favorecendo mais qualidade de vida ao paciente.


  • Como posso lidar com o estigma associado às doenças crônicas mentais?

    Como posso lidar com o estigma associado às doenças crônicas mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Lidar com o estigma associado aos transtornos mentais crônicos envolve, прежде de tudo, informação e autocompreensão. Entender o próprio quadro ajuda a reduzir a autocrítica e a diferenciar a identidade da pessoa do transtorno.

    Também é importante desenvolver uma rede de apoio segura, escolhendo com quem compartilhar suas experiências, evitando ambientes ou relações que reforcem preconceitos.

    A psicoterapia pode auxiliar no fortalecimento da autoestima, no manejo do impacto emocional do estigma e no desenvolvimento de formas mais assertivas de se posicionar diante de julgamentos.

    Além disso, buscar informações de qualidade e, quando possível, contribuir para a conscientização ajuda a reduzir o preconceito — tanto interno quanto social — promovendo mais aceitação e qualidade de vida.


  • Como as doenças crônicas mentais são tratadas? .

    Como as doenças crônicas mentais são tratadas? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    O tratamento dos transtornos mentais crônicos é feito de forma contínua e individualizada, considerando as necessidades de cada paciente.

    Geralmente envolve a combinação de acompanhamento psiquiátrico, com uso de medicação quando indicado, e psicoterapia, que ajuda no manejo dos sintomas, na regulação emocional e no desenvolvimento de estratégias de enfrentamento.

    Além disso, fatores como rotina estruturada, apoio familiar, hábitos saudáveis (sono, alimentação e atividade física) e acompanhamento regular são fundamentais para a estabilidade do quadro.

    O objetivo não é apenas reduzir sintomas, mas promover qualidade de vida, autonomia e melhor funcionamento no dia a dia.


  • Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, s

    Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, só choro, perdi até a vontade de terminar a minha faculdade, me sinto rejeitada e descartada, e o que me deixa mais triste é que meu ex terminou e está seguindo muitas mulheres, isso está me deixando mais triste ainda, parece que a vida perdeu o sentido. Devo procurar ajuda de um profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Passar por um término inesperado pode ser extremamente doloroso, principalmente quando ainda existe sentimento envolvido e a sensação é de ter sido “descartada”. O luto emocional de um relacionamento muitas vezes afeta o sono, o apetite, a motivação e até a vontade de continuar a rotina, então o que você está sentindo merece acolhimento e cuidado.

    Ver seu ex seguindo outras mulheres também pode intensificar muito os sentimentos de rejeição, comparação e insegurança. Nessas horas, acompanhar as redes sociais costuma machucar ainda mais, porque a mente fica buscando respostas e alimentando a dor o tempo todo.

    Mas é importante perceber um ponto: quando a tristeza começa a tirar sua vontade de comer, estudar, cuidar de si e faz a vida parecer sem sentido, isso já é um sinal importante de sofrimento emocional e vale sim buscar ajuda profissional. O acompanhamento psicológico pode ajudar você a atravessar esse momento com mais apoio, entender suas emoções e reconstruir sua autoestima aos poucos.

    E se sentir que a dor está ficando intensa demais, persistente ou difícil de suportar sozinha, procurar um psiquiatra também pode ser importante. Você não precisa esperar “piorar muito” para pedir ajuda

    Seu valor não diminui porque alguém escolheu sair da sua vida. Hoje pode parecer impossível enxergar isso, mas essa dor tende a diminuir com o tempo e com o cuidado adequado.


  • É possível desenvolver transtorno de estresse pós-traumático em decorrência de bullying e ambientes

    É possível desenvolver transtorno de estresse pós-traumático em decorrência de bullying e ambientes inóspitos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Sim, é possível.

    O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) pode surgir após experiências de violência psicológica repetida, como bullying intenso, especialmente quando isso acontece por muito tempo e em um ambiente do qual a pessoa não consegue escapar.

    Ambientes muito hostis ou ameaçadores também podem gerar sintomas parecidos, como hipervigilância, ansiedade constante, lembranças intrusivas, evitação de situações relacionadas ao trauma e sensação de insegurança persistente.

    Nem toda pessoa que passa por isso desenvolve TEPT, mas quando os impactos emocionais continuam mesmo após o fim da situação, é importante buscar avaliação profissional. O tratamento pode ajudar bastante na redução dos sintomas e na recuperação da segurança emocional.


  • Bom dia! Gostaria de perguntar devido a uma questão da minha ansiedade, não consigo frequentar a fa

    Bom dia!
    Gostaria de perguntar devido a uma questão da minha ansiedade, não consigo frequentar a faculdade me dá muita agonia, não converso e me sinto inferior, tenho medo de apresentações... Isso acontece somente na faculdade, eu trabalho fora e não sinto isso.Comecei a faculdade de psicologia e acho que não condiz mais com o que eu quero.
    Devo ir em um psicólogo ou psiquiatra ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Bom dia
    O que você descreve parece estar gerando bastante sofrimento, e é importante olhar para isso com cuidado. Nem sempre a ansiedade aparece em todos os ambientes da mesma forma. Às vezes ela surge em contextos específicos, como faculdade, apresentações, interação social ou situações em que sentimos cobrança, comparação e medo de julgamento.

    Esse sentimento de inferioridade, a dificuldade de socializar e o medo das apresentações podem estar relacionados à ansiedade social, inseguranças emocionais ou até ao fato de você não se identificar mais com o curso, o que aumenta ainda mais a angústia de estar naquele ambiente.

    O ideal seria começar por um acompanhamento psicológico, porque o psicólogo vai te ajudar a entender melhor o que está acontecendo emocionalmente, trabalhar a ansiedade e também refletir sobre suas escolhas e desejos profissionais sem pressão.

    O psiquiatra pode ser importante também, principalmente se os sintomas estiverem muito intensos, causando sofrimento frequente, crises, insônia, falta de vontade ou prejuízo grande na sua rotina. Em muitos casos, psicólogo e psiquiatra trabalham juntos.

    E tente não se cobrar tanto por “dar conta” da faculdade igual outras pessoas. Cada pessoa vive processos diferentes, e parar para entender o que você realmente quer não significa fracasso


  • Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?

    Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Sim, faz bastante sentido.

    O luto é uma resposta natural a uma perda, mas isso não significa que precise ser vivido sozinho ou “aguentado no automático”. Em alguns momentos, ele pode vir com muita intensidade, trazer dificuldade para retomar a rotina, sensação de vazio, culpa ou até travamento emocional.

    A ajuda de um profissional de saúde mental pode oferecer um espaço seguro para falar sobre a perda, organizar sentimentos e encontrar formas mais saudáveis de lidar com essa fase, sem pressa e sem julgamento. Não é sobre “apagar” a dor, mas sobre conseguir atravessá-la de um jeito mais suportável e integrado.

    Se o luto estiver muito pesado ou prolongado, buscar esse apoio pode fazer uma diferença importante no processo de recuperação emocional.


  • Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no ass

    Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no assunto sem chorar é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Sim… perder um filho é uma dor muito profunda, e não existe um “prazo certo” para deixar de sentir

    Mesmo depois de muitos anos, é comum que a saudade, a emoção e o choro apareçam quando o assunto vem à tona. Isso não significa necessariamente que você esteja “presa” no luto ou que tenha algo errado com você. O amor, o vínculo e a ausência continuam existindo de alguma forma dentro da pessoa.

    Com o tempo, muitas pessoas aprendem a conviver melhor com a dor, mas isso não quer dizer esquecer ou deixar de sentir. Algumas perdas realmente marcam a vida para sempre.

    O importante é perceber como isso tem afetado sua vida hoje. Se além do choro existir sofrimento muito intenso, culpa, isolamento ou dificuldade de seguir a rotina mesmo após tantos anos, conversar com um psicólogo pode ajudar bastante a acolher essa dor e elaborar esse luto com mais cuidado.

    E chorar quando fala dele também pode ser uma forma de amor, saudade e conexão com essa história


  • Eu n aceito MT coisa de mim sabe Não aceito Me revolto demais

    Eu n aceito MT coisa de mim sabe
    Não aceito
    Me revolto demais

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Entendo… isso cansa muito por dentro, né? Ficar em conflito consigo mesmo, se revoltando com partes de quem você é, pode gerar muita angústia.

    Esse tipo de sentimento costuma vir de autocrítica muito forte, comparações ou expectativas altas demais sobre si. A gente começa a se cobrar tanto que qualquer coisa parece “errada” ou insuficiente.

    Mas tentar se forçar a aceitar tudo de uma vez geralmente não funciona. O caminho costuma ser mais aos poucos: primeiro entender de onde vem essa revolta, o que exatamente você não aceita em você e por quê.

    Um psicólogo pode te ajudar bastante nisso, a olhar pra essas partes com mais clareza e menos julgamento, e ir construindo uma relação mais leve com você mesmo.

    Enquanto isso, tenta começar com algo pequeno: em vez de “eu preciso me aceitar totalmente”, pense em “posso tentar me tratar com um pouco mais de respeito hoje”.

    Pode parecer simples, mas já é um começo importante


  • Qual é a importância do autocuidado emocional na preservação da autoestima em situações de estresse?

    Qual é a importância do autocuidado emocional na preservação da autoestima em situações de estresse?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    O autocuidado emocional é importante porque ajuda a gente a não se abandonar em momentos difíceis.

    Quando estamos sob estresse, é comum ficar mais crítico consigo mesmo, mais irritado e com a autoestima abalada. O autocuidado emocional entra justamente aí: ele ajuda a reconhecer o que você está sentindo, respeitar seus limites e não se cobrar além do que já está difícil.

    Isso pode incluir coisas simples, como fazer pausas, descansar, falar consigo mesmo de forma mais gentil, pedir apoio e evitar se sobrecarregar.

    Com esse cuidado, a autoestima sofre menos impacto, porque você começa a se tratar com mais compreensão em vez de autocrítica.

    Não é sobre “estar bem o tempo todo”, mas sobre se apoiar mesmo quando não está bem.


  • É normal se sentir desconfortável no meio de muitas pessoas?

    É normal se sentir desconfortável no meio de muitas pessoas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Sim, é normal sim.

    Muita gente se sente desconfortável em lugares cheios, com muitas pessoas, barulho ou estímulos ao mesmo tempo. Isso pode acontecer por timidez, cansaço, sobrecarga ou até por um perfil mais reservado.

    O ponto de atenção é quando esse desconforto vira algo muito intenso, frequente ou faz você evitar situações importantes, como encontros, trabalho ou atividades do dia a dia.

    Se for algo mais leve, dá pra ir se respeitando e se expondo aos poucos, no seu ritmo. Mas se estiver te limitando, pode estar ligado à ansiedade social — e aí vale procurar um psicólogo pra te ajudar a lidar melhor com isso.

    Você não é estranho por sentir isso — é mais comum do que parece.


  • Desejaria de saber qual é a diferença do psicólogo e do psiquiatra?

    Desejaria de saber qual é a diferença do psicólogo e do psiquiatra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Essa é uma dúvida bem comum

    O psicólogo é o profissional que trabalha com a escuta e o cuidado emocional por meio da terapia. Ele te ajuda a entender o que você está sentindo, lidar com pensamentos, emoções e situações do dia a dia.

    Já o psiquiatra é um médico, especializado em saúde mental. Ele pode fazer diagnósticos e, quando necessário, prescrever medicações para ajudar nos sintomas.

    De forma simples: o psicólogo trabalha mais com a parte emocional e comportamental, e o psiquiatra com a parte médica.

    Muitas vezes, os dois juntos trazem um resultado melhor — um complementa o trabalho do outro.


  • É possível controlar a ansiedade patológica sem medicação?

    É possível controlar a ansiedade patológica sem medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Sim, em alguns casos isso é possível

    Existem pessoas que conseguem ter uma melhora significativa da ansiedade com psicoterapia, mudanças na rotina, atividade física, melhora do sono, técnicas de respiração, manejo do estresse e aprendendo formas mais saudáveis de lidar com os pensamentos ansiosos.

    Mas isso depende muito da intensidade da ansiedade, da frequência dos sintomas e do quanto ela está afetando a vida da pessoa. Quando a ansiedade está muito intensa, causando crises frequentes, sofrimento grande ou prejuízo na rotina, a medicação pode ser uma ferramenta importante no tratamento.

    Então não existe uma resposta única. Algumas pessoas conseguem controlar sem remédio, outras precisam da medicação por um período ou por mais tempo. O mais importante é avaliar cada caso com um profissional, sem culpa ou preconceito em relação ao tratamento


  • Eu me sinto suficiente para mim, mas eu SEI que eu não sou o suficiente para outras pessoas próximas

    Eu me sinto suficiente para mim, mas eu SEI que eu não sou o suficiente para outras pessoas próximas (pais e namorado). Como lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Entender isso já mostra que você vem pensando bastante sobre o que sente. Mas talvez exista uma diferença importante entre “eu sei” e “eu sinto”.

    Porque quando a gente acredita que não é suficiente para pessoas importantes, normalmente existe um medo muito grande de decepcionar, ser deixada de lado ou não corresponder às expectativas. E com o tempo isso pesa demais.

    Só que o seu valor não deveria depender do quanto você consegue agradar, atender ou ser perfeita para os outros o tempo inteiro. Nenhuma relação saudável deveria fazer você sentir que precisa provar valor o tempo todo para merecer amor, carinho ou permanência.

    Talvez valha a pena começar a observar de onde vem essa sensação. Ela nasce de falas e cobranças reais dessas pessoas ou da forma como você aprendeu a se enxergar dentro das relações?

    Porque muitas vezes a pessoa parece segura por fora, mas emocionalmente vive tentando alcançar um “suficiente” que nunca chega


  • Olá. Fui diagnosticado com depressão. Faço tratamento com medicamento, porém não consigo sair de cas

    Olá. Fui diagnosticado com depressão. Faço tratamento com medicamento, porém não consigo sair de casa. Minha dúvida é se a depressão faz a pessoa ficar confinada em casa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Olá! Sim, a depressão pode levar a esse tipo de situação.

    Muitas pessoas passam a ter muita dificuldade de sair de casa, seja por falta de energia, desânimo, ansiedade ou até uma sensação de “peso” para fazer coisas simples. O isolamento acaba acontecendo aos poucos, e sair pode parecer algo muito difícil mesmo.

    Mas isso não significa que você vai ficar assim para sempre. É um sintoma da depressão, e com o tratamento certo, isso tende a melhorar.

    Mesmo já usando medicação, é muito importante ter acompanhamento com um psicólogo também, porque ele pode te ajudar a lidar com esse bloqueio e retomar a rotina aos poucos, no seu tempo.

    Se estiver muito difícil, comece com passos pequenos — como sair por alguns minutos ou ficar em um lugar próximo. E, se puder, converse com seu médico sobre isso também, para ajustar o tratamento se necessário.

    Você não está sozinho nisso, e dá pra ir melhorando aos poucos.


  • Descobri que tenho dependência emocional, e para reverter isso, estou buscando meios de acabar com essa dependência.

    Descobri que tenho dependência emocional, e para reverter isso, estou buscando meios de acabar com essa dependência. Eu coloco lógica, por um momento passa, mas depois volta, só que com uma espécie de dor inconsciente. Para não desgastar meu relacionamento, como lido com essa dor involuntária? E melhor, acabo com essa dependência de uma forma saudável?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    O fato de você perceber isso já mostra que está tentando cuidar de si

    Essa dor costuma voltar porque dependência emocional não é só “falta de lógica”. Mesmo entendendo racionalmente as coisas, emocionalmente ainda ficam medos, inseguranças e a necessidade de sentir confirmação o tempo todo.

    E isso não significa fraqueza. Normalmente vem de carências emocionais, medo de perder a pessoa ou de acabar se sentindo sozinho(a).

    O mais importante é não lutar contra o sentimento com raiva de si mesmo(a). Tente começar aos poucos a voltar sua atenção pra você também: fazer coisas que gosta, ter seu espaço, sua rotina, conversar com outras pessoas e lembrar que sua vida não pode girar só em torno do relacionamento.

    A terapia ajuda muito nesse processo, porque essa dor geralmente tem raízes emocionais mais profundas. E sim, dá pra superar isso de forma saudável sem deixar de amar alguém


  • É normal ficar nervoso e ficar com vontade de chorar quando alguém briga ou reclama com você? Ou tam

    É normal ficar nervoso e ficar com vontade de chorar quando alguém briga ou reclama com você? Ou também quando vê uma briga?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Sim isso pode acontecer, principalmente em pessoas mais sensíveis emocionalmente, ansiosas ou que têm dificuldade com conflitos.

    Quando alguém briga, reclama ou levanta o tom de voz, o corpo pode interpretar aquilo como uma situação de ameaça ou pressão emocional. Aí surgem reações como nervosismo, vontade de chorar, tremor, aperto no peito ou sensação de ficar “travado(a)”.

    Em algumas pessoas isso também pode estar ligado a experiências passadas, medo de rejeição, críticas, conflitos familiares ou necessidade muito grande de agradar os outros.

    Chorar nessas situações não significa fraqueza. Muitas vezes é apenas a forma que o corpo encontra de liberar a tensão emocional daquele momento


  • Há sintomas físicos de ansiedade que podem permanecer durante meses?

    Há sintomas físicos de ansiedade que podem permanecer durante meses?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Sim, podem sim.

    Quando a ansiedade é frequente ou fica por muito tempo, o corpo pode permanecer em estado de alerta, e isso faz com que alguns sintomas físicos continuem por semanas ou até meses.

    Entre os mais comuns estão: tensão muscular, dor no corpo, sensação de aperto no peito, falta de ar, tontura, problemas gastrointestinais, coração acelerado e aquela sensação constante de cansaço.

    Isso acontece porque o organismo fica como se estivesse “ligado o tempo todo”, sem conseguir relaxar completamente.

    Mas é importante dizer: apesar de persistirem, esses sintomas têm relação com a ansiedade e tendem a melhorar com o tratamento adequado.

    Se isso estiver acontecendo com você, vale investigar com um médico para descartar outras causas e, ao mesmo tempo, cuidar da ansiedade com um psicólogo e, se necessário, um psiquiatra.

    Você não precisa conviver com isso para sempre — dá pra melhorar com o cuidado certo.


  • posso ter ansiedade sem ter a crise de ansiedade? ou só sei que tenho se tiver a crise?

    posso ter ansiedade sem ter a crise de ansiedade? ou só sei que tenho se tiver a crise?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Sim você pode ter ansiedade sem necessariamente ter crises de ansiedade.

    Muita gente acha que só “tem ansiedade” quando acontece uma crise forte, com falta de ar, coração acelerado ou sensação de desespero, mas a ansiedade também pode aparecer de formas mais constantes e silenciosas no dia a dia.

    Por exemplo:
    • preocupação excessiva;
    • pensamentos acelerados;
    • dificuldade de relaxar;
    • medo constante de algo dar errado;
    • irritabilidade;
    • tensão no corpo;
    • insônia;
    • necessidade de controle;
    • cansaço mental frequente.

    As crises são apenas uma das formas que a ansiedade pode se manifestar, e nem toda pessoa ansiosa vai ter crises intensas.

    O mais importante é perceber se isso está causando sofrimento ou atrapalhando sua qualidade de vida. Quando a ansiedade começa a afetar rotina, relacionamentos, sono ou bem-estar, vale buscar ajuda psicológica


Perguntas frequentes

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