Perguntas do paciente (173)

  • Após retirada de meningioma benigno tive 6 ou 7 convulsões, tomo anticonvulsionantes há 7 anos, algu

    Após retirada de meningioma benigno tive 6 ou 7 convulsões, tomo anticonvulsionantes há 7 anos, algum dia estarei livre das convulsões?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito pertinente, especialmente em casos de crises epilépticas secundárias a cirurgias cerebrais, como a retirada de meningioma. A resposta depende de alguns fatores clínicos e do comportamento das crises ao longo do tempo, mas é possível, sim, que muitos pacientes alcancem controle total e até suspensão do uso de anticonvulsivantes, desde que com acompanhamento médico rigoroso.

    Após a cirurgia de um meningioma benigno, a ocorrência de convulsões é relativamente comum. Isso acontece porque, mesmo após a retirada completa do tumor, podem permanecer alterações elétricas ou cicatriciais no tecido cerebral ao redor da área operada — o que chamamos de foco epileptogênico. Em geral, essas crises tendem a diminuir ou desaparecer com o tempo, conforme o cérebro se recupera e estabiliza a atividade elétrica.

    Alguns pontos determinam a possibilidade de ficar livre das convulsões e suspender o tratamento:

    1⃣ Causa bem definida e controlada:
    Quando a epilepsia é secundária a uma lesão estrutural única e tratada (como um meningioma removido com sucesso), o prognóstico costuma ser melhor do que em epilepsias generalizadas primárias.

    2⃣ Ausência de novas crises:
    Se você está sem convulsões há pelo menos dois anos, com exames de imagem e eletroencefalograma (EEG) normais ou estáveis, seu neurologista pode considerar reduzir gradualmente a medicação.

    3⃣ Tipo de crise e resposta ao tratamento:
    Pacientes que tiveram crises parciais simples ou complexas (sem generalização) e boa resposta aos anticonvulsivantes têm maior chance de remissão completa.

    4⃣ Tempo de uso da medicação e tolerância:
    Após anos de estabilidade, é possível realizar um desmame supervisionado da medicação, feito de forma lenta e progressiva, geralmente ao longo de meses, para evitar recaídas.

    5⃣ Cicatriz cerebral residual:
    Se a área operada apresenta uma cicatriz extensa ou áreas de gliose (alteração estrutural permanente), o risco de recorrência das crises é um pouco maior, exigindo acompanhamento prolongado.

    É fundamental nunca suspender o anticonvulsivante por conta própria, pois isso pode provocar crises de rebote ou desestabilizar o controle obtido ao longo dos anos. A decisão deve sempre ser tomada em conjunto com o neurologista, com base em critérios clínicos e em exames atualizados.

    Além do controle medicamentoso, manter sono regular, evitar álcool, reduzir estresse e cuidar da alimentação são fatores que ajudam a manter o cérebro em equilíbrio e reduzir o risco de novas crises.

    Em resumo: após a retirada de um meningioma benigno, é possível, sim, que o paciente fique livre das convulsões e eventualmente suspenda os anticonvulsivantes, desde que o cérebro tenha se recuperado bem e não haja focos residuais. Essa decisão deve ser feita com base em avaliação neurológica detalhada, EEG e imagem de controle.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Converse com seu neurologista sobre a possibilidade de reavaliar o uso da medicação — ele poderá solicitar exames complementares e definir, com segurança, se há condições de iniciar a retirada progressiva.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • Caso haja neurossífilis, pode ser ministrado antibióticos como penicilina cristalina diretamente no

    Caso haja neurossífilis, pode ser ministrado antibióticos como penicilina cristalina diretamente no Liquido Cefalorraquidiano? É eficiente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito pertinente em contextos neurológicos.

    A neurossífilis é uma forma de sífilis tardia em que o agente infeccioso (Treponema pallidum) atinge o sistema nervoso central (SNC) — cérebro, meninges e medula espinhal. O tratamento precisa atingir altas concentrações do antibiótico no líquor (líquido cefalorraquidiano) para erradicar completamente a bactéria.

    1⃣ A penicilina cristalina é o tratamento de escolha, mas ela não é injetada diretamente no líquor.
    O medicamento é administrado por via intravenosa (na veia), em doses altas e contínuas, justamente porque, em concentrações adequadas no sangue, ela consegue atravessar a barreira hematoencefálica e atingir níveis eficazes no líquor.

    O esquema recomendado (segundo o Ministério da Saúde e os protocolos internacionais — CDC e OMS) é:
    Penicilina G cristalina 18 a 24 milhões de UI/dia, administrada por via intravenosa (EV), dividida em doses a cada 4 horas (3 a 4 milhões de UI por vez), durante 10 a 14 dias.

    Após o tratamento, pode ser feito um reforço com penicilina benzatina intramuscular (2,4 milhões de UI/semana por até 3 semanas), para evitar recidivas.

    2⃣ Por que não se aplica penicilina diretamente no líquor?
    Aplicações diretas no líquor (via intratecal) seriam altamente arriscadas e não são indicadas.
    Essa via pode causar irritação meníngea severa, crises convulsivas e complicações neurológicas graves, além de não trazer benefícios adicionais em relação à infusão intravenosa correta.

    O que garante a eficácia do tratamento é:

    Usar a dose adequada,

    Manter intervalos regulares para manter o nível alto da droga no sangue,

    E monitorar a resposta com exames de líquor de controle (geralmente 6 e 12 meses após o tratamento).

    3⃣ O tratamento é eficiente?
    Sim — quando iniciado precocemente e com o esquema correto, a penicilina cristalina é altamente eficaz e pode reverter sintomas e impedir progressão da doença.
    No entanto, se a infecção estiver em fase avançada, algumas sequelas neurológicas podem permanecer (como déficits motores, visuais ou cognitivos).

    Por isso, é essencial:

    Seguir o esquema completo;

    Fazer acompanhamento neurológico e sorológico periódico (VDRL e FTA-ABS);

    Repetir exame de líquor após o tratamento, para garantir que o número de células e proteínas tenha normalizado.

    Em resumo:

    A penicilina cristalina é o tratamento mais eficaz para neurossífilis,

    Mas deve ser administrada por via intravenosa, nunca diretamente no líquor,

    O tratamento correto, supervisionado por neurologista e infectologista, tem altas taxas de cura e controle da infecção.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O tratamento de neurossífilis deve ser realizado em ambiente hospitalar, com monitoramento clínico e laboratorial contínuo.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, infecções do sistema nervoso e doenças inflamatórias, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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  • Meu marido com Paralisia Supranuclear Progressiva tem dificuldade para olhar para baixo e para cima

    Meu marido com Paralisia Supranuclear Progressiva tem dificuldade para olhar para baixo e para cima.
    Existe algo a ser feito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Sua pergunta é muito importante e demonstra cuidado e atenção com o quadro do seu marido. A Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP) é uma doença neurodegenerativa rara que afeta áreas profundas do cérebro responsáveis pelo controle dos movimentos oculares, equilíbrio, fala e marcha.

    A dificuldade para olhar para cima e para baixo é uma das características marcantes dessa condição e ocorre devido ao comprometimento dos núcleos do tronco cerebral que coordenam os movimentos oculares verticais. Infelizmente, até o momento não existe um tratamento capaz de reverter completamente essa limitação, mas há medidas que podem melhorar o conforto, a adaptação funcional e a segurança no dia a dia.

    Entre as principais estratégias estão:

    Terapia com fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, com foco em equilíbrio, mobilidade e prevenção de quedas;

    Ajustes ambientais (boa iluminação, piso antiderrapante, apoio nas paredes e barras de segurança);

    Uso de óculos com prismas especiais, que podem auxiliar parcialmente no campo visual;

    Acompanhamento com fonoaudiólogo, para auxiliar nas alterações de fala e deglutição;

    Apoio psicológico e intervenções farmacológicas sintomáticas, que ajudam no controle de rigidez, lentidão motora e alterações de humor.

    O acompanhamento com neurologista especializado em distúrbios do movimento é fundamental para ajustar o tratamento de acordo com a evolução dos sintomas. Embora a PSP seja uma condição progressiva, uma abordagem multidisciplinar pode oferecer melhor qualidade de vida, conforto e segurança ao paciente e à família.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e empatia, tanto em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo quanto em atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, distúrbios do movimento e reabilitação neurológica, sempre com abordagem técnica e humanizada.

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  • Minha filha toma Depakene a muitos anos,antes estava tendo muita ânsia de vômito,o médico dividiu a

    Minha filha toma Depakene a muitos anos,antes estava tendo muita ânsia de vômito,o médico dividiu a dosagem em 3 vezes ,toma de 8/8 HS juntamente com urbanil,mas voltou novamente a ter as ânsia de vômito,o que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Entendo sua preocupação — e ela é totalmente válida, pois náusea e ânsia de vômito são sintomas que podem ocorrer com o uso prolongado do Depakene (ácido valpróico/valproato de sódio), especialmente se o medicamento estiver sendo usado há muitos anos.

    O Depakene é um fármaco eficaz no controle de crises epilépticas, alterações de humor e enxaqueca, mas seu uso contínuo pode causar efeitos gastrintestinais e hepáticos, que merecem atenção médica.

    1⃣ Possíveis causas das ânsias de vômito

    Esses sintomas podem surgir por diversos motivos, entre eles:

    Irritação gástrica provocada pelo próprio Depakene, especialmente se tomado em jejum;

    Elevação das enzimas hepáticas (toxicidade no fígado), que é um efeito colateral conhecido;

    Altos níveis do medicamento no sangue, mesmo que a dose pareça pequena;

    Interação com outros medicamentos, como o Urbanil (clobazam), que também atua no sistema nervoso central e pode aumentar a sonolência e lentidão do trato digestivo;

    Sensibilidade individual à formulação oral do Depakene.

    2⃣ O que fazer agora

    1⃣ Não suspenda o medicamento por conta própria, pois isso pode causar retorno das crises ou sintomas neurológicos.
    2⃣ Procure o médico que prescreve o tratamento (neurologista) o quanto antes. Ele poderá:

    Solicitar exames de sangue (função hepática, amilase, lipase e dosagem sérica do valproato);

    Avaliar se há toxicidade medicamentosa ou necessidade de ajustar a dose;

    Considerar a troca para outra formulação (como Depakote ER, de liberação prolongada), que costuma ser melhor tolerada pelo estômago;

    Ou, se necessário, substituir o Depakene por outro anticonvulsivante com menos efeitos gastrintestinais.

    3⃣ Enquanto aguarda a consulta, algumas medidas podem ajudar a aliviar o desconforto:

    Dar o medicamento logo após as refeições (nunca em jejum);

    Evitar alimentos gordurosos e ácidos, que aumentam a irritação gástrica;

    Garantir boa hidratação e observar se há perda de apetite, fraqueza ou dor abdominal — sinais de possível sobrecarga hepática.

    3⃣ Quando procurar atendimento urgente

    Procure um pronto atendimento se ela apresentar:

    Vômitos persistentes ou com sangue;

    Sonolência excessiva, fraqueza intensa ou confusão mental;

    Icterícia (pele ou olhos amarelados);

    Dor abdominal forte ou inchaço.
    Esses podem ser sinais de efeitos adversos graves, que exigem avaliação imediata.

    Em resumo:
    As ânsias de vômito podem ser causadas pelo Depakene, especialmente com uso prolongado. O ideal é não suspender por conta própria, mas retornar ao neurologista para reavaliar a dose, a função hepática e, se necessário, ajustar ou substituir o medicamento.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui a consulta médica individual.
    O acompanhamento com o neurologista é fundamental para garantir eficácia e segurança no tratamento.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia e manejo seguro de anticonvulsivantes, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Estou tomando venlafaxina de menor dosagem, ha 3 meses para enxaqueca. Nos 2 primeiros estava tudo b

    Estou tomando venlafaxina de menor dosagem, ha 3 meses para enxaqueca. Nos 2 primeiros estava tudo bem agora comecei a sentir tontura e dor de cabeça o dia todo. Será que devería aumentar a dose?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Essa é uma dúvida muito comum e bastante importante — especialmente porque a venlafaxina é um medicamento que pode tanto tratar quanto, em alguns casos, causar sintomas como dor de cabeça e tontura, dependendo da dose e da adaptação do organismo.

    A venlafaxina é um antidepressivo da classe dos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRSN). Além de atuar na ansiedade e no humor, ela é usada em baixas doses como preventivo para enxaqueca crônica e cefaleia tensional.

    Sobre os sintomas que você descreve:

    Tontura e dor de cabeça contínua podem ocorrer quando há flutuação na concentração da medicação no sangue, o que pode acontecer:

    se a dose for muito baixa e o organismo já tiver se acostumado (perdendo o efeito terapêutico);

    se houver atrasos ou irregularidade nos horários da tomada;

    ou se estiver ocorrendo interação com outros medicamentos, café em excesso, desidratação ou sono irregular.

    Também é possível que o quadro atual de dor de cabeça não seja efeito da venlafaxina, mas sim uma nova crise de enxaqueca, desencadeada por fatores hormonais, alimentares, emocionais ou mudanças de rotina.

    Sobre aumentar a dose:
    O ajuste de dose deve ser feito exclusivamente pelo seu neurologista, pois a venlafaxina tem doses terapêuticas bem específicas — e aumentos sem supervisão podem causar:

    Aceleração dos batimentos cardíacos,

    Aumento da pressão arterial,

    Mais tontura ou ansiedade,

    E, em algumas pessoas, cefaleia paradoxal (dor provocada por excesso de serotonina).

    Geralmente, o médico avalia:

    Se os sintomas são efeito colateral, abstinência leve entre as doses ou retorno da enxaqueca;

    E decide se é melhor ajustar a dose, mudar o horário de uso ou associar outro preventivo.

    O que você pode fazer até ser reavaliada:
    1⃣ Tome o medicamento sempre no mesmo horário, sem pular doses.
    2⃣ Mantenha boa hidratação, alimentação regular e sono suficiente, pois pequenas alterações pioram o controle da enxaqueca.
    3⃣ Evite café, bebidas energéticas e álcool, que podem potencializar a tontura.
    4⃣ Anote a frequência e a intensidade das dores — isso ajuda o neurologista a avaliar se o padrão da enxaqueca mudou.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual.
    O ideal é que você retorne ao seu neurologista antes de ajustar a dose, para definir se a tontura é um efeito do remédio ou um sinal de que ele precisa ser trocado ou ajustado.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica e tratamento preventivo da enxaqueca, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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  • Oi, a abstinência do Rivotril da falta de ar, cansaço e dores nas pernas?

    Oi, a abstinência do Rivotril da falta de ar, cansaço e dores nas pernas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Sim — os sintomas que você descreve (falta de ar, cansaço e dores nas pernas) podem estar relacionados à abstinência do Rivotril (clonazepam), especialmente se a medicação foi reduzida ou suspensa de forma rápida.

    O Rivotril pertence à classe dos benzodiazepínicos, usados para tratar ansiedade, insônia e crises convulsivas. Ele atua diminuindo a atividade elétrica do cérebro e, com o uso contínuo, o corpo se adapta à presença da substância.
    Por isso, quando o medicamento é interrompido abruptamente, o sistema nervoso entra em um estado de hiperexcitabilidade, gerando sintomas físicos e emocionais.

    Principais sintomas de abstinência do Rivotril:

    Ansiedade intensa, sensação de aperto no peito ou falta de ar;

    Cansaço e fraqueza muscular;

    Tremores, formigamentos ou dores nas pernas e nos braços;

    Insônia e irritabilidade;

    Taquicardia, sudorese, tontura e sensação de “vazio no estômago”;

    Em casos mais graves, crises de pânico, espasmos musculares ou até convulsões.

    Esses sintomas geralmente aparecem de 1 a 5 dias após a interrupção (dependendo da dose e do tempo de uso) e podem durar semanas ou até meses se a retirada for muito rápida.

    O que fazer:
    1⃣ Não retome o uso por conta própria, mas procure o médico que prescreveu o Rivotril (neurologista ou psiquiatra).
    2⃣ O tratamento deve incluir redução gradual (desmame lento), às vezes substituindo temporariamente por outro benzodiazepínico de ação mais longa antes da retirada completa.
    3⃣ Se houver falta de ar intensa, dor no peito, tontura ou desmaios, procure atendimento médico imediato, para descartar causas cardiológicas e garantir que não seja uma crise de abstinência severa.
    4⃣ Técnicas complementares, como respiração diafragmática, atividade física leve, hidratação adequada e boa higiene do sono, ajudam a reduzir a ansiedade e o desconforto físico durante o desmame.

    Em resumo: sim, é possível que a abstinência do Rivotril cause falta de ar, cansaço e dores nas pernas, pois o corpo reage à ausência repentina do medicamento.
    O tratamento seguro exige redução gradual supervisionada, nunca suspensão abrupta.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O ideal é buscar acompanhamento com um neurologista ou psiquiatra, que poderá ajustar o desmame e indicar medidas para aliviar os sintomas com segurança.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, saúde mental e manejo seguro de medicamentos neurológicos, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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  • Eu tomo o Depakene á 1 ano dois comprimidos à noite durante 3 anos o medico me falou. Eu gosto de to

    Eu tomo o Depakene á 1 ano dois comprimidos à noite durante 3 anos o medico me falou. Eu gosto de tomar as vezes um vinho e uma cerveja. Porem não estou tomando. Gostaria de saber se eu tomar socialmente durante o dia, irá atrapalhar o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito relevante, pois a associação entre o Depakene (ácido valpróico) e bebidas alcoólicas exige bastante cautela, mesmo em situações ocasionais. O Depakene é um estabilizador do sistema nervoso central usado no tratamento de epilepsia, enxaqueca e transtornos do humor, e o álcool atua exatamente no mesmo sistema, podendo interferir na eficácia do medicamento e aumentar o risco de efeitos colaterais.

    Vamos entender o que acontece quando ambos são consumidos juntos:

    1⃣ Interferência no sistema nervoso central:
    O Depakene tem efeito estabilizador neuronal, reduzindo a excitabilidade do cérebro. O álcool, por sua vez, causa depressão do sistema nervoso central, alterando a coordenação, o julgamento e o controle motor. Quando combinados, esses efeitos se somam, podendo resultar em tontura, sonolência intensa, lentidão cognitiva e risco aumentado de quedas ou acidentes.

    2⃣ Risco de convulsões e rebote neurológico:
    Embora o álcool cause um efeito relaxante imediato, ele pode gerar efeito rebote quando seu nível no sangue cai — ou seja, o cérebro fica mais excitável e pode desencadear crises convulsivas, especialmente em pessoas que fazem uso de anticonvulsivantes. Mesmo pequenas quantidades “sociais” podem reduzir o limiar convulsivo, anulando parcialmente o efeito protetor do Depakene.

    3⃣ Efeito sobre o fígado:
    Tanto o álcool quanto o ácido valpróico são metabolizados no fígado, e o uso concomitante aumenta a sobrecarga hepática, elevando o risco de hepatotoxicidade (alteração das enzimas do fígado). Esse risco é maior em pessoas com uso contínuo da medicação ou histórico familiar de doenças hepáticas.

    4⃣ Interferência no sono e na ação do medicamento:
    O álcool pode fragmentar o sono e reduzir a absorção do medicamento quando ingerido próximo ao horário da dose. Isso prejudica o efeito estabilizador do Depakene e pode causar oscilações nos níveis plasmáticos, aumentando as chances de irritabilidade, dor de cabeça e instabilidade emocional.

    5⃣ E quanto ao consumo social?
    Em situações específicas e sob acompanhamento médico, alguns pacientes podem ingerir pequenas quantidades de álcool ocasionalmente, desde que:

    A função hepática esteja normal nos exames de sangue;

    O uso seja muito esporádico, em quantidade pequena (por exemplo, uma taça de vinho ou uma lata de cerveja, não no mesmo dia da medicação);

    Não haja histórico de crises epilépticas recentes ou efeitos adversos com o medicamento.

    Mesmo assim, o ideal é discutir diretamente com seu neurologista antes de consumir qualquer bebida alcoólica, pois cada organismo responde de forma diferente, e o médico pode orientar intervalos seguros e monitorar as enzimas hepáticas periodicamente.

    Em resumo: o álcool pode interferir no efeito e na segurança do Depakene, aumentando o risco de sonolência, alterações hepáticas e crises convulsivas. O consumo social deve ser avaliado caso a caso, com orientação médica e moderação absoluta.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. O ideal é conversar com seu neurologista, que poderá avaliar seu histórico clínico e definir se o consumo eventual é seguro no seu caso. Coloco-me à disposição para orientar sobre o uso correto do medicamento e estratégias seguras para preservar o bem-estar e a estabilidade do tratamento.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
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  • Por quanto tempo “vale” uma ressonância magnética de crânio? O quadro pode mudar de um dia para o ou

    Por quanto tempo “vale” uma ressonância magnética de crânio? O quadro pode mudar de um dia para o outro (aparecimento de aneurismas, coágulos, AVC ou tumores)? Ou levam semanas, meses para esses processos se desenvolverem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e extremamente pertinente, pois a validade temporal de uma ressonância magnética de crânio depende muito do motivo clínico que levou à sua realização. Em outras palavras, o exame representa uma “fotografia” detalhada do cérebro naquele momento, e a necessidade de repeti-lo vai variar conforme a velocidade de progressão da doença suspeita e o surgimento de novos sintomas neurológicos.

    Vamos analisar ponto a ponto:

    1⃣ A ressonância não “vence”, mas tem validade clínica relativa.
    A ressonância magnética mostra o estado atual das estruturas cerebrais — vasos, parênquima e ventriculos. Se o paciente não apresenta novos sintomas e tem controle adequado das doenças de base, o exame pode permanecer válido por muitos meses ou até anos, servindo como referência para comparações futuras.
    Por outro lado, se surgirem novas queixas, como dor de cabeça diferente, perda de força, fala arrastada, confusão ou alterações visuais, o exame precisa ser refeito, pois o quadro neurológico pode ter se modificado.

    2⃣ Aneurismas cerebrais:
    Os aneurismas geralmente são processos lentos e progressivos, formados ao longo de meses ou anos pela fraqueza na parede arterial. É muito improvável que um aneurisma surja “de um dia para o outro”, a menos que já existisse uma pequena dilatação prévia não visível em exames anteriores.
    No entanto, o rompimento de um aneurisma (causando hemorragia subaracnóidea) pode acontecer de forma abrupta, e nesse caso a pessoa apresenta dor de cabeça súbita e intensa, muitas vezes descrita como “a pior dor da vida”.

    3⃣ Coágulos (tromboses venosas ou AVCs isquêmicos):
    Esses sim podem se desenvolver de maneira aguda, em horas ou dias, especialmente em pessoas com hipertensão, arritmia, diabetes, tabagismo ou trombofilias. Uma ressonância feita há uma ou duas semanas pode estar normal, e ainda assim um AVC pode ocorrer depois, pois ele depende de eventos súbitos no fluxo sanguíneo cerebral.
    Por isso, se surgirem sintomas como fraqueza, dormência, perda de visão, fala enrolada ou desequilíbrio, a avaliação deve ser imediata, mesmo que o exame anterior tenha sido recente.

    4⃣ Tumores cerebrais:
    Os tumores tendem a crescer lentamente, ao longo de meses ou anos. É raro que um tumor significativo apareça em poucos dias. Assim, uma ressonância magnética recente (de até 6–12 meses) costuma ser suficiente para descartar doenças expansivas em pessoas sem novos sintomas.
    Entretanto, se o paciente começa a apresentar cefaleias progressivas, vômitos matinais, visão turva, confusão mental ou crises convulsivas novas, o exame deve ser repetido, mesmo que o anterior seja recente.

    5⃣ Processos inflamatórios ou infecciosos:
    Esses podem se desenvolver em dias a semanas, como meningites, encefalites ou lesões desmielinizantes da esclerose múltipla. Nesses casos, a repetição precoce da ressonância pode ser necessária para acompanhar a resposta ao tratamento ou surgimento de novas lesões.

    De forma geral:

    Sem novos sintomas: uma ressonância pode ser considerada válida por até 6 a 12 meses, dependendo do diagnóstico;

    Com novos sintomas neurológicos: deve ser repetida imediatamente, independentemente da data;

    Em doenças crônicas monitoradas (como esclerose múltipla ou aneurismas conhecidos): o intervalo de repetição costuma ser de 6 a 12 meses, conforme orientação médica.

    Em resumo: a ressonância magnética mostra um retrato fiel do cérebro naquele momento, mas o cérebro é um órgão dinâmico, e eventos agudos como AVCs ou tromboses podem ocorrer mesmo após um exame normal. Já aneurismas e tumores geralmente evoluem de forma lenta. Por isso, a validade prática do exame depende da estabilidade clínica do paciente — se surgirem sintomas novos, o exame precisa ser refeito, independentemente da data anterior.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Recomendo conversar com seu neurologista, que poderá definir a necessidade de repetição do exame com base em seus sintomas, fatores de risco e histórico de saúde. Coloco-me à disposição para orientar sobre a interpretação e acompanhamento de exames de imagem cerebral com foco em neurologia clínica e prevenção vascular.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
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  • Estou fazendo uso de Trileptal, estou tendo dor de garganta será efeito colateral do remédio? Obriga

    Estou fazendo uso de Trileptal, estou tendo dor de garganta será efeito colateral do remédio? Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Sua dúvida é muito importante — e é ótimo que você esteja atenta a esse tipo de sintoma durante o uso do Trileptal (oxcarbazepina).

    O Trileptal é um anticonvulsivante e estabilizador do humor usado para epilepsia, neuralgia e transtornos afetivos. Em geral, é bem tolerado, mas como qualquer medicamento que atua no sistema nervoso e no sangue, pode causar efeitos adversos menos comuns — entre eles, alguns que se manifestam como dor de garganta, febre ou mal-estar.

    1⃣ Dor de garganta: pode ter relação com o Trileptal?

    Na maioria dos casos, dor de garganta isolada está relacionada a infecções virais ou bacterianas comuns, e não ao remédio.
    No entanto, em casos mais raros, a oxcarbazepina pode causar uma reação hematológica (no sangue), reduzindo a produção de células de defesa (glóbulos brancos). Quando isso ocorre, o organismo fica mais vulnerável a infecções, e a dor de garganta pode ser um dos primeiros sinais de alerta.

    Por isso, o ponto mais importante é avaliar se há outros sintomas associados, como:

    Febre persistente;

    Cansaço extremo, fraqueza ou palidez;

    Feridas na boca ou sangramentos incomuns;

    Manchas vermelhas na pele ou aumento de gânglios no pescoço.

    Se houver qualquer um desses sinais, é fundamental procurar o médico o quanto antes, pois pode haver uma alteração hematológica (como leucopenia ou agranulocitose), que exige suspensão imediata do medicamento e exames laboratoriais urgentes (hemograma completo).

    2⃣ O que fazer agora

    1⃣ Não interrompa o Trileptal por conta própria, a menos que o médico oriente.
    2⃣ Se a dor de garganta for leve e sem febre, observe por 24 a 48 horas — pode ser apenas uma infecção viral comum.
    3⃣ Caso persista por mais de 2 dias, venha acompanhada de febre, mal-estar ou ínguas, procure seu médico ou um pronto atendimento para fazer exame físico e hemograma.
    4⃣ Informe sempre que está em uso de Trileptal — isso ajuda o médico a diferenciar se os sintomas podem ter relação medicamentosa.

    Em resumo:

    O Trileptal raramente causa dor de garganta diretamente, mas pode, em alguns casos, diminuir a imunidade e predispor a infecções.

    Se houver febre, fraqueza, manchas ou sintomas persistentes, procure avaliação médica imediata.

    Nunca interrompa ou ajuste a dose sem orientação, pois a suspensão abrupta pode causar crises ou desequilíbrio neurológico.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual.
    O ideal é entrar em contato com seu médico para relatar os sintomas e, se necessário, realizar um hemograma de controle para garantir segurança no uso da medicação.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia e monitoramento de efeitos medicamentosos, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • Gostaria de saber quanto tempo a Pregabalina demora para fazer efeito? Uso para dor nos nervos, já f

    Gostaria de saber quanto tempo a Pregabalina demora para fazer efeito? Uso para dor nos nervos, já faz 1 mês e 14 dias e ainda não percebi nenhum efeito

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito relevante, pois a pregabalina é um medicamento amplamente usado no tratamento de dores neuropáticas, como neuropatia diabética, dor pós-herpética, fibromialgia ou dor após lesões nervosas, e seu efeito pode variar bastante de pessoa para pessoa.

    De forma geral, a pregabalina começa a agir nos primeiros dias de uso, mas o efeito pleno costuma aparecer entre 4 e 8 semanas — e em alguns casos, o alívio significativo da dor pode levar até 12 semanas, especialmente quando a dose ainda está em fase de ajuste.

    Isso acontece porque a pregabalina atua de forma moduladora nos canais de cálcio do sistema nervoso, reduzindo a liberação de neurotransmissores que transmitem o sinal de dor (como o glutamato e a substância P). Esse mecanismo é gradual, e o cérebro precisa de tempo para se adaptar à nova modulação dos circuitos de dor.

    Alguns fatores que podem influenciar a resposta incluem:

    1⃣ Dose utilizada:
    As doses iniciais costumam ser baixas (75 mg/dia), aumentando progressivamente até 150, 300 ou 450 mg/dia, conforme a tolerância. Se você está usando uma dose mais baixa, pode ser que ainda não tenha alcançado o nível terapêutico ideal.

    2⃣ Tipo e gravidade da dor neuropática:
    A resposta costuma ser mais rápida em dores de origem periférica (como neuropatia diabética ou compressão de nervos) e mais lenta em dores centrais ou associadas a distúrbios do sono e ansiedade.

    3⃣ Uso contínuo e horário das doses:
    O medicamento deve ser tomado todos os dias, sem interrupções, e de preferência no mesmo horário. A adesão irregular pode atrasar o efeito cumulativo no sistema nervoso.

    4⃣ Associação com outros medicamentos:
    Em alguns casos, o neurologista associa a pregabalina a antidepressivos tricíclicos (como amitriptilina ou nortriptilina) ou inibidores de recaptação de serotonina/noradrenalina (como duloxetina), o que potencializa o efeito analgésico.

    5⃣ Fatores individuais:
    Metabolismo, peso corporal, idade e doenças associadas (como insuficiência renal ou hepática) podem alterar a velocidade de resposta.

    Se após 1 mês e meio de uso regular não houve melhora perceptível da dor, é importante reavaliar com o médico. Em muitos casos, o problema não está na falta de eficácia da pregabalina, mas na necessidade de ajuste de dose ou de associação terapêutica.

    Não é recomendado aumentar a dose por conta própria, pois o uso inadequado pode causar tontura, sonolência, edema ou ganho de peso, principalmente em doses elevadas.

    Em resumo: a pregabalina geralmente leva de 4 a 8 semanas para atingir efeito máximo, mas se após 6 semanas não há melhora da dor, é o momento ideal para conversar com o neurologista, avaliar a dose, possíveis interações e, se necessário, adaptar o tratamento.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Converse com seu médico sobre o tempo de uso, dose atual e intensidade da dor — ele poderá ajustar o esquema para alcançar o melhor resultado possível com segurança.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
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  • Bom dia meu irmão tem demência alzheimer toma Risperidona 100mg os pés e rosto inchados todo tempo é

    Bom dia meu irmão tem demência alzheimer toma Risperidona 100mg os pés e rosto inchados todo tempo é normal? mim responda

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Bom dia. A sua preocupação é totalmente válida — e é importante dizer com clareza que inchaço (edema) nos pés, tornozelos ou rosto não é um efeito normal e precisa ser avaliado o quanto antes pelo médico que acompanha o seu irmão.

    A risperidona é um antipsicótico atípico usado em alguns pacientes com demência tipo Alzheimer para controlar agitação, agressividade, insônia ou alucinações. Embora seja eficaz nesses sintomas, ela pode causar retenção de líquidos e inchaço, especialmente em idosos ou em quem já tem problemas circulatórios.

    Possíveis causas do inchaço com risperidona:

    Efeito colateral direto da medicação, que altera o equilíbrio vascular e renal;

    Aumento da prolactina (hormônio que pode afetar o metabolismo de líquidos);

    Interação com outros medicamentos, como antidepressivos, diuréticos ou anti-hipertensivos;

    Ou problemas associados, como insuficiência cardíaca, renal ou hepática, que podem piorar o edema.

    O mais importante: esse efeito não deve ser ignorado.
    Mesmo que ele não tenha dor, falta de ar ou cansaço, o inchaço indica que o organismo está retendo líquido, o que pode sobrecarregar o coração e os rins.

    O que fazer agora:
    1⃣ Não suspenda o remédio por conta própria, mas entre em contato com o médico (neurologista ou psiquiatra) que prescreveu a risperidona o quanto antes.
    2⃣ O médico pode avaliar a dose, ajustar ou trocar o medicamento por outro com menor risco de retenção (como quetiapina ou olanzapina, conforme o caso).
    3⃣ Observe se o inchaço piora à tarde ou se há falta de ar, ganho de peso rápido, sonolência excessiva ou confusão, pois esses sinais exigem avaliação médica imediata.
    4⃣ Se possível, meça a pressão arterial e o peso diariamente até a consulta.

    Em resumo:
    O inchaço no rosto e nos pés não é normal e pode estar relacionado ao uso da risperidona, especialmente em idosos com Alzheimer.
    Esse efeito precisa ser avaliado rapidamente para evitar complicações e, se necessário, ajustar o tratamento.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual.
    Procure o médico o quanto antes para uma reavaliação segura.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, demências e segurança medicamentosa em idosos, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Pode existir a herpes zoster, sem erupção da pele, sem febre, somente com fortes dores, alteração de

    Pode existir a herpes zoster, sem erupção da pele, sem febre, somente com fortes dores, alteração de cor da pele, somente ocasionais, voltando ao normal em segundos, respetivamente, nos membros inferiores?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Excelente pergunta — e, sim, o quadro que você descreve pode estar relacionado a uma forma menos comum do herpes zoster, conhecida como zoster sine herpete.

    Nesse tipo de manifestação, o vírus da varicela-zoster (o mesmo da catapora) reativa-se nos nervos periféricos, mas sem causar as lesões cutâneas típicas (as bolhas ou erupções). O principal sintoma costuma ser dor intensa, em pontadas, queimação, sensibilidade ou formigamento localizado, geralmente de um só lado do corpo. Em alguns casos, pode haver alterações transitórias na coloração da pele, como vermelhidão ou palidez momentânea, devido à inflamação e à resposta vascular local.

    Essa dor ocorre porque o vírus provoca inflamação e irritação das raízes nervosas, mesmo sem se manifestar na pele. É uma forma de neuralgia pós-herpética e, por não apresentar erupção, pode ser confundida com problemas musculares, ortopédicos ou vasculares.

    A confirmação diagnóstica depende da avaliação clínica e, em alguns casos, de exames laboratoriais ou sorológicos específicos para o vírus varicela-zoster. O tratamento costuma envolver antivirais (quando diagnosticado precocemente) e medicações para dor neuropática, sob acompanhamento médico.

    É importante procurar um neurologista ou infectologista para avaliação, principalmente se a dor for intensa, localizada e persistente, mesmo sem febre ou lesões visíveis. Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, menor o risco de cronificação da dor.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. Caso deseje compreender melhor seus sintomas e receber orientação segura, coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com atendimento presencial em Cuiabá e São Paulo e consultas online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tratamento da dor e reabilitação neurológica.

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  • Preciso saber se Depakote 250 é indicado para tratar picos de ansiedade alta?pq estou com crises de

    Preciso saber se Depakote 250 é indicado para tratar picos de ansiedade alta?pq estou com crises de ansiedade quando fico preocupado ou nervoso demais meu corpo treme fico sem voz, com movimentos involuntários e musculos rigidos também...... Comecei a tomar esse medicamento e estou com dúvidas pq a bula diz q é p convulsão....

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito pertinente, especialmente porque o Depakote (valproato de sódio) é uma medicação com ação neurológica ampla e frequentemente utilizada em diferentes contextos clínicos, o que gera dúvidas sobre sua real indicação.

    O Depakote 250 mg é um estabilizador do humor e anticonvulsivante, indicado principalmente para o tratamento de epilepsia, transtorno bipolar e prevenção de enxaquecas. Sua ação se baseia na modulação dos neurotransmissores cerebrais, especialmente o GABA (ácido gama-aminobutírico), que atua reduzindo a excitabilidade neuronal e promovendo maior estabilidade do sistema nervoso.

    Embora não seja um ansiolítico clássico, o Depakote pode, em alguns casos, auxiliar no controle de picos de ansiedade e agitação, sobretudo quando esses sintomas estão associados a transtornos do humor, irritabilidade intensa ou episódios mistos. Entretanto, ele não é o tratamento de primeira escolha para crises de ansiedade isoladas, especialmente aquelas relacionadas a transtorno de ansiedade generalizada, fobia social ou ataques de pânico.

    Os sintomas que você descreve — tremores, rigidez muscular, sensação de perda da voz e movimentos involuntários em situações de estresse — podem ter origem em reações ansiosas intensas, mas também se relacionar a respostas neuromusculares desencadeadas por tensão excessiva, alterações do sistema autonômico ou até efeitos secundários de medicamentos. Por isso, é fundamental confirmar com um neurologista ou psiquiatra se o uso do Depakote é realmente o mais adequado para o seu caso, ou se outra classe de medicamento, como antidepressivos ansiolíticos (ex.: sertralina, escitalopram) ou ansiolíticos de uso controlado (ex.: buspirona, pregabalina), seria mais eficaz e segura.

    Além disso, o Depakote requer monitoramento laboratorial periódico, pois pode causar alterações hepáticas e nos níveis de amônia no sangue, especialmente quando usado por períodos prolongados. O acompanhamento médico é indispensável para definir a dose correta, avaliar tolerância e prevenir efeitos adversos.

    Em resumo, o Depakote não é um ansiolítico direto, mas pode ajudar em situações específicas, quando a ansiedade está associada a quadros de instabilidade do humor ou disfunção neurológica. A decisão de usá-lo deve ser cuidadosamente individualizada, baseada na avaliação clínica e no histórico do paciente.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Recomendo que procure o seu neurologista ou psiquiatra para discutir os sintomas, avaliar o diagnóstico e confirmar se o Depakote é realmente o tratamento mais indicado para você.

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  • Faço uso do Hidantal 100mg a 6anos , fiz um exame para ver a dosagem e deu 23,8 ug/ml , é normal ? P

    Faço uso do Hidantal 100mg a 6anos , fiz um exame para ver a dosagem e deu 23,8 ug/ml , é normal ?
    Porque analisando á dosagem nivel terapêutico é 10,0 a 20,0 ug/ml .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito pertinente, pois acompanhar o nível sérico da fenitoína (Hidantal) é fundamental para garantir eficácia terapêutica e segurança no uso prolongado desse anticonvulsivante.

    De acordo com a faixa de referência, o nível terapêutico ideal da fenitoína varia entre 10 e 20 µg/mL. Valores dentro dessa faixa geralmente indicam concentração eficaz para prevenir crises epilépticas, com baixo risco de toxicidade. No seu caso, o exame apresentou 23,8 µg/mL, o que está ligeiramente acima do limite superior.

    Isso não necessariamente significa intoxicação, mas merece atenção e reavaliação médica, pois a margem terapêutica da fenitoína é estreita — pequenas variações na dose ou no metabolismo podem causar elevação significativa nos níveis sanguíneos.

    Alguns fatores que podem explicar essa elevação incluem:

    1⃣ Tempo de uso prolongado: com o passar dos anos, o metabolismo hepático pode se tornar menos eficiente, reduzindo a eliminação do medicamento e aumentando sua concentração no sangue.
    2⃣ Interações medicamentosas: o uso simultâneo de outros fármacos (como antibióticos, antidepressivos, omeprazol, anticoncepcionais ou antifúngicos) pode inibir o metabolismo da fenitoína, elevando seus níveis.
    3⃣ Função hepática alterada: o fígado é o principal responsável pela metabolização da fenitoína. Qualquer disfunção hepática pode levar ao acúmulo do medicamento.
    4⃣ Dose ajustada individualmente: há pessoas que precisam de níveis um pouco acima da média para manter o controle das crises, mas isso só deve ser decidido pelo neurologista com base nos sintomas e efeitos adversos.

    É importante observar se você tem apresentado sinais de excesso de fenitoína, como:

    Tontura, instabilidade ao andar ou desequilíbrio;

    Tremores, fala arrastada ou visão dupla;

    Náuseas, sonolência intensa ou confusão mental;

    Gengivas aumentadas ou tremores nas mãos.

    Caso algum desses sintomas esteja presente, é essencial procurar seu neurologista imediatamente. O médico poderá ajustar a dose, espaçar o horário das tomadas ou repetir o exame de sangue para confirmar se a elevação persiste.

    Além disso, recomenda-se realizar avaliações regulares da função hepática (TGO, TGP e Gama-GT) e verificar níveis de albumina, já que a fenitoína se liga a proteínas plasmáticas e alterações nesses parâmetros podem influenciar o resultado.

    Em resumo: o resultado de 23,8 µg/mL indica nível discretamente acima do ideal, o que pode ser aceitável em alguns casos, mas requer avaliação médica individualizada para garantir segurança e evitar possíveis efeitos tóxicos.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Converse com seu neurologista antes de ajustar a dose — ele poderá repetir o exame, revisar interações medicamentosas e orientar a conduta mais segura.

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  • tenho miastenia. tomo 2 comprimidos e meio de miastenon e me foi receitado também cortisona. eu não

    tenho miastenia. tomo 2 comprimidos e meio de miastenon e me foi receitado também cortisona. eu não me adapto a cortisona Se eu tomar somente o miastenon já estou fazendo o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito relevante, especialmente para quem convive com o diagnóstico de miastenia gravis, uma doença autoimune que afeta a comunicação entre nervos e músculos, levando a fraqueza muscular variável.

    O Mestinon (piridostigmina) é uma parte essencial do tratamento, mas não atua sobre a causa autoimune da doença — ele apenas melhora a transmissão neuromuscular, aliviando temporariamente os sintomas de fraqueza. Ou seja, o medicamento melhora a força muscular, mas não controla a resposta imunológica que provoca a miastenia.

    Por outro lado, os corticosteroides (como a prednisona ou metilprednisolona) são os fármacos responsáveis por reduzir a produção dos anticorpos que atacam os receptores musculares, atuando diretamente sobre a causa imunológica da doença. Por isso, eles costumam ser fundamentais para o controle a longo prazo e para evitar crises miastênicas graves.

    Quando o paciente não tolera bem a cortisona, existem outras opções de tratamento imunomodulador, que o neurologista pode ajustar conforme a gravidade do quadro e as comorbidades. Entre as alternativas possíveis estão:

    Azatioprina

    Micofenolato mofetil

    Ciclosporina

    Rituximabe (em casos mais refratários)

    Esses medicamentos têm efeito mais lento, mas permitem reduzir ou até suspender o corticoide com o tempo, mantendo o controle da doença de forma mais segura e duradoura.

    Se você tomar apenas o Mestinon, o tratamento se torna sintomático, não impedindo que a doença progrida ou que ocorram recaídas, principalmente em situações de infecção, estresse ou privação de sono. Além disso, o uso isolado do Mestinon pode ser insuficiente para estabilizar o quadro em longo prazo.

    Por isso, é fundamental:

    Não suspender o corticoide ou qualquer outro imunossupressor sem orientação médica;

    Conversar com seu neurologista especializado em doenças neuromusculares, explicando os efeitos colaterais que você teve com a cortisona — existem ajustes de dose, trocas de formulação ou esquemas alternativos que podem minimizar esses efeitos;

    Avaliar a necessidade de associar imunomoduladores para manter o controle da doença com menor uso de corticoide;

    Manter acompanhamento regular, inclusive com exames de função respiratória e força muscular, para prevenir crises miastênicas.

    Em resumo: o Mestinon sozinho alivia sintomas, mas não trata a causa autoimune da miastenia gravis. O uso de corticoide ou outra medicação imunomoduladora é essencial para controlar a doença de forma eficaz e evitar complicações.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Converse com seu neurologista antes de alterar qualquer parte do tratamento — ele poderá ajustar o esquema para melhorar sua tolerância e manter o controle seguro da doença.

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  • O que quer dizer hipodensidade frontal a esquerda?

    O que quer dizer hipodensidade frontal a esquerda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito importante, pois o termo “hipodensidade frontal à esquerda” é uma descrição radiológica comumente encontrada em exames de tomografia computadorizada (TC) de crânio, e seu significado depende do contexto clínico e das características da imagem.

    De forma simples, “hipodensidade” significa que uma região do cérebro apresentou densidade menor do que o esperado, ou seja, ficou mais “escura” na imagem da tomografia. Essa diferença indica que a composição daquele tecido está alterada, podendo representar edema (inchaço), isquemia, cicatriz antiga, inflamação ou até um processo degenerativo, dependendo da causa.

    Vamos entender com mais detalhe:

    1⃣ Localização:
    O achado está no lobo frontal esquerdo, área responsável por funções como planejamento, comportamento, atenção, raciocínio e controle emocional. Assim, eventuais alterações nessa região podem, em alguns casos, associar-se a mudanças cognitivas, lentidão de pensamento, impulsividade ou alterações de humor — mas isso só ocorre em situações de lesões significativas, o que nem sempre é o caso.

    2⃣ Possíveis causas da hipodensidade:

    Isquemia (AVC antigo ou recente): uma das causas mais comuns. Quando o fluxo de sangue é reduzido em determinada região, o tecido cerebral perde densidade e aparece como hipodenso.

    Lesão cicatricial antiga: em quem teve um AVC leve, trauma de cabeça ou infecção cerebral no passado, pode permanecer uma área de hipodensidade residual, sem repercussão clínica.

    Edema cerebral: processos inflamatórios ou infecciosos podem causar hipodensidade temporária por acúmulo de líquido no tecido.

    Envelhecimento ou microangiopatia: em pessoas mais velhas, podem aparecer pequenas hipodensidades difusas, relacionadas a alterações dos vasos sanguíneos, comuns em hipertensão ou diabetes.

    Outras causas raras: tumores de baixo grau, lesões desmielinizantes (como na esclerose múltipla) ou processos metabólicos, que devem ser avaliados pelo neurologista conforme o quadro clínico.

    3⃣ Avaliação complementar:
    A tomografia é um exame muito útil, mas pode não identificar detalhes finos da estrutura cerebral. Quando o achado de hipodensidade não é claramente explicado, o próximo passo costuma ser uma ressonância magnética de crânio, que oferece maior resolução e ajuda a distinguir se o achado é antigo, inflamatório, vascular ou degenerativo.

    4⃣ Importância do contexto clínico:
    O termo “hipodensidade frontal à esquerda” não é um diagnóstico, mas um achado de imagem. É o conjunto de informações — sintomas, idade, histórico médico e resultado de outros exames — que define a real importância clínica.

    Em resumo:
    A hipodensidade frontal à esquerda indica uma alteração na densidade do tecido cerebral nessa região, que pode ter várias causas, desde um AVC antigo até alterações leves e inespecíficas. O significado exato depende da história clínica do paciente e do resultado de exames complementares, especialmente a ressonância magnética.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Recomendo que leve o laudo ao seu neurologista, que poderá interpretar o achado à luz dos sintomas e decidir se há necessidade de investigação adicional ou apenas acompanhamento periódico.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
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  • Posso tomar sibutramina se faço, uso de Amato e escitalopram? Grata

    Posso tomar sibutramina se faço, uso de Amato e escitalopram?
    Grata

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Essa é uma dúvida muito importante — e é fundamental ter cuidado antes de iniciar qualquer novo medicamento, especialmente quando já se faz uso de Amato (topiramato) e escitalopram.

    A sibutramina é um medicamento para controle de peso, que atua aumentando os níveis de serotonina, noradrenalina e dopamina no cérebro — os mesmos neurotransmissores afetados pelo escitalopram, que é um antidepressivo da classe dos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina).

    Por que essa combinação pode ser perigosa:
    O uso conjunto de sibutramina e escitalopram não é recomendado sem avaliação médica rigorosa, pois aumenta o risco de síndrome serotoninérgica, uma condição potencialmente grave causada pelo excesso de serotonina no sistema nervoso.
    Os sintomas podem incluir:

    Agitação, insônia, ansiedade intensa;

    Aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca;

    Tremores, sudorese e rigidez muscular;

    Náuseas, febre e confusão mental.

    Além disso, a sibutramina pode elevar a pressão arterial e o risco cardiovascular, o que exige monitoramento contínuo, principalmente se o paciente tiver histórico de enxaqueca, ansiedade ou depressão — condições já tratadas com Amato e escitalopram.

    O topiramato (Amato), por sua vez, é uma medicação usada para enxaqueca e controle de peso em alguns casos, mas quando combinado com outras substâncias que afetam o apetite e o sistema nervoso central, pode potencializar efeitos colaterais como tontura, confusão, alteração de humor e fadiga.

    Em resumo:
    Não é seguro iniciar sibutramina por conta própria se você já faz uso de escitalopram e Amato.
    Essa combinação requer avaliação médica cuidadosa e acompanhamento periódico, com controle de pressão arterial, frequência cardíaca e monitoramento de efeitos neurológicos.
    A automedicação é arriscada, principalmente com substâncias que atuam sobre o sistema nervoso central e cardiovascular.

    O ideal é que você procure o médico que prescreveu seus medicamentos atuais (neurologista ou psiquiatra) antes de considerar o uso da sibutramina. O profissional poderá avaliar suas condições de saúde, risco cardiovascular e histórico emocional, e, se for o caso, indicar alternativas seguras para o controle de peso, como ajuste nutricional, atividade física e terapias com melhor perfil de segurança.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial.
    Antes de tomar qualquer novo medicamento, especialmente em uso combinado, a avaliação médica é indispensável.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tratamento da dor e segurança no uso de medicamentos neurológicos e psiquiátricos, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Tenho inchaço na barriga quando me alimento, pode ser do Depakene? Tomo um por dia de 250 MG

    Tenho inchaço na barriga quando me alimento, pode ser do Depakene? Tomo um por dia de 250 MG

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e bastante pertinente, pois o Depakene (ácido valpróico) é uma medicação amplamente usada para epilepsia, enxaqueca e transtornos do humor, e realmente pode causar efeitos gastrointestinais, incluindo sensação de inchaço abdominal.

    O inchaço após as refeições pode estar relacionado a diferentes mecanismos:

    1⃣ Alterações no metabolismo e digestão:
    O ácido valpróico pode retardar o esvaziamento gástrico e interferir levemente na função intestinal, o que provoca sensação de estufamento e plenitude abdominal, especialmente logo após comer.

    2⃣ Retenção de líquidos:
    Em alguns pacientes, o Depakene causa leve retenção hídrica, perceptível principalmente na região abdominal e facial. Esse efeito pode se acentuar com o tempo, contribuindo para o aspecto de “barriga inchada”.

    3⃣ Aumento do apetite e gases intestinais:
    O medicamento pode estimular o apetite e alterar a microbiota intestinal, favorecendo formação de gases e distensão abdominal, principalmente se houver consumo elevado de carboidratos simples ou bebidas gaseificadas.

    4⃣ Irritação gástrica leve:
    O uso contínuo pode causar desconforto no estômago ou aumento da acidez, o que também dá a sensação de inchaço e pressão abdominal após as refeições.

    Embora o sintoma possa ter relação com o Depakene, é importante considerar outras causas digestivas, como intolerância alimentar (à lactose, glúten, por exemplo), síndrome do intestino irritável, disbiose intestinal ou alterações hormonais, que são frequentes e podem coexistir.

    Para aliviar o desconforto e monitorar a origem do sintoma, algumas medidas ajudam:

    Evite refeições muito volumosas e prefira alimentação fracionada;

    Reduza alimentos fermentáveis (feijão, repolho, refrigerantes, pães brancos, doces);

    Aumente a ingestão de água e evite longos períodos de jejum;

    Registre em um diário quando o inchaço ocorre e o que foi consumido;

    Peça ao seu médico uma avaliação hepática e abdominal periódica, pois o Depakene pode, em raros casos, causar alterações no fígado que geram desconforto abdominal persistente.

    Em resumo: o inchaço abdominal pode estar associado ao uso do Depakene, sobretudo se for leve e ocorrer após as refeições, mas também pode ter causas digestivas não relacionadas. O ideal é conversar com seu neurologista e um gastroenterologista para avaliar o padrão do sintoma, revisar a dose e garantir que não haja outro fator contribuindo.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure seu médico caso o inchaço persista, aumente ou venha acompanhado de dor, náuseas, alteração nas fezes ou perda de apetite.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
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  • O uso de Depakene pode baixar a pressão arterial?Tomo 2 pela manhã e 2 a noite.

    O uso de Depakene pode baixar a pressão arterial?Tomo 2 pela manhã e 2 a noite.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Essa é uma ótima pergunta — e é importante esclarecer que o Depakene (ácido valpróico ou valproato de sódio) não costuma causar queda de pressão arterial como efeito colateral direto.

    Ele é um anticonvulsivante e estabilizador de humor, usado no tratamento de epilepsia, transtorno bipolar e prevenção de enxaqueca. Seu principal efeito é sobre a atividade elétrica cerebral, e não sobre o sistema cardiovascular.

    No entanto, em alguns casos, pode ocorrer sensação de fraqueza ou tontura, que pode ser confundida com queda de pressão, especialmente quando:

    Há interação com outros medicamentos sedativos ou anti-hipertensivos;

    O paciente está desidratado, comendo pouco ou dormindo mal;

    Ou quando a dose do Depakene está alta (como 2 comprimidos pela manhã e 2 à noite, dependendo da concentração), levando a efeitos de sonolência, lentidão, fadiga e leve desequilíbrio.

    Outros efeitos que merecem atenção:

    Tontura e sonolência podem causar desequilíbrio postural;

    Tremores leves e sensação de fraqueza muscular;

    Alterações no fígado ou nos eletrólitos, se o uso for prolongado sem monitoramento.

    O que fazer:
    1⃣ Verifique a pressão arterial em momentos diferentes do dia, para confirmar se está realmente baixa;
    2⃣ Mantenha boa hidratação e alimentação regular, pois quedas glicêmicas também dão sensação de “pressão baixa”;
    3⃣ Se a tontura, cansaço ou fraqueza forem intensos, procure o médico para reavaliar a dose e solicitar exames laboratoriais de função hepática e níveis séricos do valproato, que ajudam a garantir que o medicamento está na faixa segura e eficaz;
    4⃣ Evite tomar o remédio em jejum e, se possível, divida as doses após as refeições para melhorar a tolerância.

    Em resumo:
    O Depakene não costuma baixar a pressão arterial diretamente, mas pode causar fadiga e sonolência que se parecem com hipotensão.
    Se a sensação de fraqueza for frequente, é importante avaliar a dose e descartar outras causas, como desidratação, alimentação irregular ou interação medicamentosa.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O ideal é levar suas medições de pressão e relatar os sintomas ao seu neurologista, para ajuste seguro da dose.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia e manejo seguro de medicamentos neurológicos, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • Olá! eu tomo depakote Er de 500 mg a 10 meses e parei de usar a 5 dias sem consultar um médico ! iss

    Olá! eu tomo depakote Er de 500 mg a 10 meses e parei de usar a 5 dias sem consultar um médico ! isso pode ser prejudicial para a minha saúde?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Sim, interromper o uso do Depakote ER (valproato de sódio) de forma abrupta pode ser prejudicial e potencialmente perigoso, especialmente se o medicamento estiver sendo utilizado para o controle de crises epilépticas, enxaqueca crônica ou transtornos de humor. Esse tipo de medicação atua estabilizando a atividade elétrica cerebral, e sua retirada repentina pode causar efeitos de abstinência e descompensação neurológica ou emocional.

    Quando o valproato é suspenso de forma súbita, o cérebro, que estava adaptado à presença do medicamento, passa por um rebote de excitabilidade neuronal, o que pode levar a crises convulsivas mesmo em pessoas que estavam há meses ou anos sem episódios. Além disso, podem surgir sintomas como ansiedade, irritabilidade, insônia, tremores, náusea, dor de cabeça, confusão mental e até recaída de sintomas psiquiátricos, caso o tratamento tenha sido indicado para transtorno bipolar ou depressão.

    Por essa razão, o Depakote nunca deve ser interrompido sem orientação médica. A suspensão, quando necessária, deve ser feita de forma gradual e supervisionada, com redução progressiva da dose para que o cérebro se readapte à nova condição sem riscos. Em alguns casos, o neurologista pode recomendar a substituição por outro estabilizador do humor ou anticonvulsivante, dependendo do motivo do uso.

    Neste momento, o ideal é retomar contato com o seu médico o quanto antes, informando sobre a interrupção e os motivos que levaram a essa decisão. O profissional poderá avaliar se é necessário retomar o medicamento, ajustar a dose ou realizar exames de acompanhamento para garantir que não houve alterações clínicas. Caso apareçam sintomas como formigamentos, abalos musculares, tonturas ou perda momentânea de consciência, procure atendimento médico imediato.

    Em resumo, interromper o Depakote de forma repentina pode causar riscos neurológicos e instabilidade clínica, e a conduta mais segura é procurar seu neurologista para orientação e reintrodução gradual do tratamento, se necessário.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


Autor

Neurologista, Especialista em Dor

Perguntas frequentes

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