Perguntas do paciente (173)
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Pacientes com esclerose múltipla podem fazer procedimentos com ácido hialurônico?
Pacientes com esclerose múltipla podem fazer procedimentos com ácido hialurônico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e bastante importante, pois muitas pessoas com esclerose múltipla (EM) têm dúvidas sobre a segurança de realizar procedimentos estéticos, especialmente os que envolvem injeções de ácido hialurônico.
De modo geral, pacientes com esclerose múltipla podem sim realizar procedimentos com ácido hialurônico, desde que a doença esteja estável e não haja processo inflamatório ou surto em andamento. O ácido hialurônico é uma substância biocompatível, ou seja, produzida naturalmente pelo organismo, e quando utilizado em versões sintéticas para preenchimento facial ou corporal, não interfere no sistema nervoso central nem no sistema imunológico — portanto, não agrava a doença nem provoca surtos.
Contudo, há algumas precauções importantes:
1⃣ Estado clínico estável:
O ideal é que o procedimento seja feito em períodos de estabilidade da esclerose múltipla, com acompanhamento regular do neurologista e sem sintomas ativos. Durante surtos, o corpo está mais sensível e o risco de reações inflamatórias aumenta.
2⃣ Uso de imunomoduladores ou imunossupressores:
Pacientes em uso de medicamentos como fingolimode, natalizumabe, ocrelizumabe, azatioprina, entre outros, devem ter cuidado redobrado. Esses fármacos reduzem a imunidade, o que pode aumentar o risco de infecções locais após o procedimento. Nesses casos, é fundamental que o médico esteticista ou dermatologista esteja ciente do tratamento e mantenha o ambiente absolutamente estéril.
3⃣ Tipo de produto e técnica:
O ácido hialurônico deve ser de procedência reconhecida, aprovado pela Anvisa e aplicado por profissional habilitado (dermatologista ou cirurgião plástico). O uso de produtos de baixa qualidade ou a aplicação incorreta pode gerar inflamação local, o que, em pacientes com doenças autoimunes, tende a ser mais desconfortável e demorado para resolver.
4⃣ Evitar procedimentos em momentos de imunossupressão intensa:
Após o uso recente de corticoides em altas doses (como metilprednisolona para tratar surtos), é recomendável aguardar de 4 a 6 semanas antes de realizar qualquer intervenção estética injetável, pois o risco de infecção ou má cicatrização é maior.
5⃣ Monitorar reações locais:
Após o preenchimento, é comum um leve inchaço ou sensibilidade, mas se houver vermelhidão intensa, dor persistente ou febre, o paciente deve procurar o médico, pois pode indicar reação inflamatória ou infecção.
Em resumo:
O ácido hialurônico é seguro para pacientes com esclerose múltipla em fase estável;
O procedimento deve ser adiado durante surtos ou uso recente de corticoides;
Sempre informe o dermatologista ou cirurgião plástico sobre o diagnóstico e os medicamentos em uso;
Mantenha acompanhamento neurológico regular, garantindo que a imunidade esteja adequada antes do procedimento.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui a consulta com o neurologista e o dermatologista. Recomendo discutir o momento ideal para o procedimento com seu médico, garantindo que seja feito com segurança e sem impacto sobre o tratamento da esclerose múltipla.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
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Se eu faço uso de Zolpidem 10 mg a noite,posso tomar alguma bebida alcolica antes e tomar o Zolpidem
Se eu faço uso de Zolpidem 10 mg a noite,posso tomar alguma bebida alcolica antes e tomar o Zolpidem mais tarde antes de dormir,?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e extremamente relevante, pois o Zolpidem (10 mg) é um medicamento hipnótico que atua diretamente no sistema nervoso central, e seu uso nunca deve ser combinado com álcool, mesmo que as bebidas sejam ingeridas horas antes de dormir.
O Zolpidem age estimulando os receptores GABA-A no cérebro, promovendo sono e relaxamento. O álcool também atua nesses mesmos receptores, potencializando o efeito sedativo. Quando os dois são usados próximos um do outro — mesmo que em horários diferentes — ocorre soma dos efeitos depressivos sobre o sistema nervoso, o que pode gerar riscos sérios à saúde.
Veja o que pode acontecer com essa combinação:
1⃣ Sedação excessiva e perda de reflexos: o álcool intensifica o efeito hipnótico do Zolpidem, levando a sonolência profunda, dificuldade de acordar, confusão mental e risco de quedas ou acidentes.
2⃣ Amnésia e comportamentos automáticos: é comum que o paciente, sob o efeito conjunto das duas substâncias, fale, caminhe ou até dirija enquanto dorme, sem lembrar no dia seguinte.
3⃣ Depressão respiratória: em pessoas sensíveis, a combinação pode diminuir o ritmo respiratório, especialmente em quem ronca, tem apneia do sono ou usa outros medicamentos sedativos.
4⃣ Distúrbios do sono e pesadelos vívidos: embora pareça facilitar o adormecimento, o álcool fragmenta o sono, reduz a fase REM e pode piorar a insônia no longo prazo.
Mesmo que o consumo de álcool ocorra horas antes, o fígado leva tempo para metabolizar completamente a substância. Dependendo da dose, o álcool pode permanecer no organismo por até 8 a 12 horas, ainda interagindo com o Zolpidem tomado à noite.
Por isso, a recomendação médica é clara:
Evite o uso de Zolpidem em qualquer dia em que tenha consumido álcool, mesmo em pequenas quantidades;
Se for beber socialmente, interrompa o uso do Zolpidem naquela noite e só retome no dia seguinte, com o corpo livre do álcool;
Nunca tente compensar o efeito do álcool com o remédio para dormir, pois isso aumenta os riscos de confusão mental, sonambulismo e dependência.
Em resumo: o Zolpidem e o álcool não devem ser usados no mesmo dia, ainda que em horários diferentes, devido à soma dos efeitos sedativos e ao risco de reações perigosas.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui a orientação do seu médico. Converse com o profissional que prescreveu o medicamento — ele poderá ajustar a dose, discutir estratégias para o sono e orientar como manejar situações ocasionais em que haja consumo de bebida alcoólica.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
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Boa tarde! Posso associar Mionevrix e Fluoxetina? Faco uso da Fluoxetina para ansiedade e Mionevrix
Boa tarde! Posso associar Mionevrix e Fluoxetina?
Faco uso da Fluoxetina para ansiedade e Mionevrix para dores lombar.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Boa tarde, e obrigado por compartilhar sua dúvida — ela é muito importante, especialmente quando envolve o uso combinado de medicações que atuam no sistema nervoso.
A fluoxetina é um antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), amplamente utilizado no tratamento de ansiedade, depressão e transtornos emocionais. Já o Mionevrix é uma combinação de ciclobenzaprina (relaxante muscular) e vitaminas do complexo B, geralmente indicada para dores musculares e lombares.
Esses dois medicamentos podem, em alguns casos, ser prescritos juntos, mas somente sob orientação médica, pois há potencial de interação entre a fluoxetina e a ciclobenzaprina. Ambas agem sobre neurotransmissores do sistema nervoso central, e a associação pode, em situações raras, aumentar o risco de sonolência excessiva, tontura ou síndrome serotoninérgica, uma condição incomum, mas potencialmente grave.
Por isso, é fundamental que o médico que prescreveu a fluoxetina saiba do uso do Mionevrix, para avaliar se a combinação é realmente necessária, ajustar doses ou definir um intervalo seguro entre as tomadas. Nunca inicie ou associe medicações por conta própria.
Reforço que esta resposta tem caráter apenas informativo e não substitui uma avaliação médica individual. Cada caso deve ser analisado conforme o histórico clínico, outros medicamentos em uso e o motivo do tratamento.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, tanto em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo quanto em atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tratamento da dor e acompanhamento de saúde mental, sempre com uma abordagem humanizada e técnica.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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O que é hipodensidade arredondada localizada topografia do lobo temporal esquerdo de etiologia indef
O que é hipodensidade arredondada localizada topografia do lobo temporal esquerdo de etiologia indefinida, medindo aproximadamente 12 x 9mm?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e é fundamental compreender esse tipo de achado em exames de imagem, pois termos como “hipodensidade de etiologia indefinida” costumam gerar preocupação.
Vamos traduzir o significado de forma clara e segura
1⃣ O que significa “hipodensidade”
O termo hipodensidade aparece geralmente em laudos de tomografia computadorizada (TC) e indica uma área do cérebro que apresenta densidade menor do que o tecido normal ao redor.
Em outras palavras, é uma região que o exame mostra mais “escura”, e isso pode representar diferentes condições, dependendo do contexto clínico e de outros achados.
2⃣ “Arredondada, localizada no lobo temporal esquerdo, medindo 12 x 9 mm”
Essas informações indicam que a área:
Tem formato bem definido (arredondado);
Está localizada em uma região específica do cérebro — o lobo temporal esquerdo, que está relacionado à memória, linguagem e processamento auditivo;
Mede 12 milímetros por 9 milímetros, ou seja, é uma lesão pequena (pouco mais de 1 centímetro).
O termo “etiologia indefinida” significa que a imagem sozinha não permite saber a causa com certeza — é uma descrição radiológica, e não um diagnóstico.
3⃣ Principais causas possíveis de hipodensidade nessa região
Dependendo do histórico clínico, idade e sintomas, as causas podem incluir:
Lesão vascular antiga (pequeno AVC isquêmico prévio):
Uma das causas mais comuns;
A área hipodensa representa uma cicatriz de isquemia antiga;
Geralmente não causa sintomas novos, mas indica necessidade de investigar fatores de risco vasculares (pressão alta, diabetes, colesterol).
Alterações gliais benignas ou cistos (como cisto neuroglial ou aracnóide):
São formações benignas, de crescimento lento;
Podem aparecer em exames de rotina e não requerem intervenção, apenas acompanhamento.
Pequena área inflamatória ou infecciosa antiga:
Pode estar relacionada a infecção passada (encefalite, toxoplasmose, etc.);
O aspecto arredondado pode representar uma sequela residual.
Lesões expansivas (como tumor benigno ou de baixo grau):
Bem mais raras nesse tamanho e contexto;
O médico avaliará se há realce ao contraste, edema, compressão local ou efeito de massa — sinais que não aparecem em lesões antigas ou benignas.
4⃣ O que deve ser feito
1⃣ Compare com exames anteriores: se houver tomografias ou ressonâncias mais antigas, o radiologista pode verificar se a lesão já existia e está estável (o que sugere benignidade).
2⃣ Ressonância magnética do encéfalo — é o próximo passo recomendado, pois diferencia melhor o tipo de tecido, o conteúdo da lesão e se há atividade inflamatória, vascular ou tumoral.
3⃣ Consulta com neurologista — ele correlacionará o achado com seus sintomas, idade e histórico clínico (por exemplo, dor de cabeça, crises convulsivas, perda de memória, etc.).
4⃣ Caso a lesão seja estável e assintomática, o acompanhamento pode ser apenas clínico e radiológico, sem necessidade de tratamento.
Em resumo:
A hipodensidade arredondada no lobo temporal esquerdo de etiologia indefinida (12 x 9 mm) é uma área de alteração do tecido cerebral, pequena e localizada, que pode corresponder a uma sequela vascular antiga, um pequeno cisto benigno ou outro processo cicatricial.
Não indica necessariamente algo grave, mas deve ser investigada com ressonância magnética e avaliada por um neurologista, para esclarecer a causa e definir se necessita apenas de acompanhamento ou tratamento específico.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica presencial.
Procure um neurologista, que poderá revisar suas imagens e correlacionar com o seu quadro clínico.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, neuroimagem e doenças cerebrovasculares, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Meu filho, depois de tentar vários medicamentos, toma Socian há 4 anos. Ele toma 200mg de manhã e 20
Meu filho, depois de tentar vários medicamentos, toma Socian há 4 anos. Ele toma 200mg de manhã e 200mg à noite. Consegue manter o peso fazendo exercícios físicos e acompanhamento com nutricionista. Pode acontecer do Socian, com o tempo, não fazer mais efeito? E quanto aos níveis de prolactina? Preciso dosar sempre? Tgo tgp?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua pergunta é muito importante e mostra um cuidado exemplar com o acompanhamento do seu filho — especialmente em relação ao uso contínuo do Socian (amisulprida), um medicamento com ação sobre o sistema dopaminérgico, frequentemente utilizado no tratamento de transtornos do humor, sintomas psicóticos e alterações comportamentais.
De forma geral, quando o paciente mantém boa resposta clínica ao Socian — como estabilidade emocional, controle de sintomas e bom funcionamento global — o medicamento tende a manter sua eficácia por longos períodos. No entanto, o monitoramento periódico com o psiquiatra ou neurologista é essencial, pois alguns fatores, como mudanças metabólicas, uso de outros medicamentos ou ajustes hormonais, podem alterar a resposta ao longo do tempo.
Quanto à prolactina, a amisulprida pode, de fato, aumentar seus níveis, já que inibe parcialmente os receptores dopaminérgicos responsáveis por controlar a liberação desse hormônio. Por isso, recomenda-se dosar a prolactina periodicamente, especialmente se surgirem sinais como aumento das mamas, secreção láctea, irregularidades menstruais ou alterações de libido.
Os exames de TGO e TGP (enzimas hepáticas) também são importantes, principalmente quando há uso contínuo de medicamentos de ação central, para garantir que o fígado esteja metabolizando corretamente os fármacos. Normalmente, o médico solicita essas avaliações a cada 6 a 12 meses, dependendo da estabilidade clínica e dos resultados anteriores.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui o acompanhamento médico individual. O ideal é manter consultas regulares, mesmo em períodos de estabilidade, para que o tratamento siga seguro e eficaz a longo prazo.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com atendimento presencial em Cuiabá e São Paulo e consultas online em todo o Brasil, unindo conhecimento técnico e abordagem humanizada no cuidado com a saúde mental e neurológica.
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Há alguma relação entre dificuldade de aprendizagem com a síndrome de Dandy Walker?
Há alguma relação entre dificuldade de aprendizagem com a síndrome de Dandy Walker?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Excelente pergunta — e, sim, pode haver relação entre a Síndrome de Dandy-Walker e dificuldades de aprendizagem, dependendo da forma e da extensão do comprometimento neurológico.
A Síndrome de Dandy-Walker é uma malformação congênita que afeta a região posterior do cérebro, especialmente o cerebelo e as estruturas próximas ao quarto ventrículo. O cerebelo, além de coordenar os movimentos, também participa de funções cognitivas importantes, como atenção, planejamento, linguagem, processamento espacial e regulação emocional.
Por isso, em algumas pessoas, a síndrome pode estar associada a atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, dificuldades na aprendizagem escolar, déficits de coordenação motora fina, atenção reduzida e lentificação no processamento das informações. O grau de impacto varia muito: há casos leves, em que o indivíduo tem vida normal, e outros em que há necessidade de acompanhamento multidisciplinar contínuo.
É fundamental que o paciente com Dandy-Walker realize avaliação neuropsicológica, que permite identificar com precisão quais áreas cognitivas estão mais afetadas e orientar estratégias personalizadas de reabilitação. O acompanhamento com neurologista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicopedagogo costuma trazer bons resultados na adaptação escolar e no desenvolvimento global.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. Cada caso de Síndrome de Dandy-Walker tem características próprias, e o acompanhamento especializado é essencial para garantir o melhor prognóstico possível.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e empatia, tanto em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo quanto em atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, desenvolvimento cognitivo e reabilitação neurológica, sempre com abordagem humanizada e técnica.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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Minha mãe, atualmente com 83 anos, teve diagnóstico de polineuropatia dos membros inferiores e super
Minha mãe, atualmente com 83 anos, teve diagnóstico de polineuropatia dos membros inferiores e superiores e, após alguns tratamentos, obteve melhoras, apesar de ainda ter várias sequelas. Eu tenho um pouco de artrite nos dois indicadores e, mais recentemente, dores frequentes na base dos dois pés, com queimação que impede, em alguns momentos, de conseguir pisar, além de ausência de sensibilidade a temperaturas nas pernas. Minhas dúvidas: a polineuropatia pode ser genética, isto é, por minha mãe ter eu posso desenvolver também? E esses sintomas podem ser de polineuropatia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua pergunta é muito importante — e bastante pertinente, pois a polineuropatia tem várias causas possíveis, incluindo fatores genéticos, metabólicos e inflamatórios, e compreender a origem é fundamental para definir o tratamento correto e prevenir a progressão.
Vamos analisar com cuidado:
1⃣ O que é polineuropatia
A polineuropatia é uma condição em que ocorre comprometimento simultâneo de vários nervos periféricos, geralmente de forma simétrica e progressiva, afetando mãos e pés.
Os sintomas mais típicos são:
Queimação, formigamento ou dor em “agulhadas” nos pés e nas mãos;
Diminuição da sensibilidade a temperatura, dor ou tato;
Fraqueza muscular, especialmente nos pés (dificuldade de equilíbrio, tropeços frequentes);
Em alguns casos, atrofia muscular e alterações da marcha.
No seu caso, a queimação e a perda de sensibilidade térmica nas pernas e pés são altamente sugestivas de comprometimento neuropático.
2⃣ Pode ser hereditária?
Sim — existem polineuropatias hereditárias, embora nem todas sejam genéticas.
As principais formas genéticas são as neuropatias hereditárias sensitivo-motoras, como a Doença de Charcot-Marie-Tooth (CMT), que causam fraqueza, atrofia e perda sensorial progressiva, frequentemente iniciando na adolescência ou vida adulta jovem.
Contudo, na maioria dos casos em idosos, a polineuropatia é adquirida, ou seja, não é hereditária.
As causas mais comuns incluem:
Diabetes mellitus (mesmo em estágio inicial ou pré-diabetes);
Deficiência de vitaminas (B12, B1, B6, E);
Doenças autoimunes;
Doenças renais ou hepáticas;
Uso crônico de álcool ou certos medicamentos (quimioterápicos, antibióticos, anticonvulsivantes);
Hipotireoidismo;
Infecções virais antigas (Hepatite, HIV, Covid-19).
Assim, o fato de sua mãe ter polineuropatia não significa automaticamente que você herdará, mas pode indicar predisposição familiar a fatores metabólicos (como diabetes, disfunção de vitamina B12 ou autoimunidade) que também afetam os nervos.
3⃣ Seus sintomas podem ser polineuropatia?
Sim, os sintomas descritos são compatíveis com neuropatia periférica — especialmente a queimação nos pés e a perda de sensibilidade térmica nas pernas.
A dor na base dos pés também é frequente, pois os nervos sensitivos dessa região são longos e vulneráveis a lesões metabólicas ou compressivas.
Mas, para confirmar, é fundamental realizar:
Eletroneuromiografia (ENMG) — principal exame para detectar e caracterizar a neuropatia (se é sensitiva, motora, axonal ou desmielinizante);
Exames de sangue, incluindo glicemia, hemoglobina glicada, função renal e hepática, vitamina B12, TSH e autoanticorpos;
Em alguns casos, ressonância de plexos ou nervos periféricos.
4⃣ O que fazer a seguir
1⃣ Procure um neurologista, de preferência com experiência em neuropatias periféricas;
2⃣ Evite automedicação e álcool;
3⃣ Mantenha alimentação rica em vitaminas do complexo B (peixes, ovos, vegetais verdes, cereais integrais);
4⃣ Avalie o controle glicêmico, mesmo que não seja diabético diagnosticado;
5⃣ Pratique exercícios leves e regulares, para preservar força muscular e circulação;
6⃣ Se confirmada polineuropatia, o tratamento pode incluir medicações para dor neuropática (como pregabalina, gabapentina ou duloxetina) e suplementação de vitaminas neurotróficas.
Em resumo:
A polineuropatia pode ter origem genética, mas a forma hereditária é menos comum em idosos;
Seus sintomas são compatíveis com polineuropatia, mas exigem confirmação com eletroneuromiografia e exames metabólicos;
O tratamento depende da causa, e a evolução é muito melhor quando diagnosticada precocemente.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individual.
Procure um neurologista para investigação detalhada — quanto antes for identificada a origem, maiores as chances de controle e melhora dos sintomas.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, neuropatias periféricas e dor neuropática, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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O exame de ELETRONEUROMIOGRAFIA FACIAL BILATERAL que realizei por paralisia facial, teve a seguinte
O exame de ELETRONEUROMIOGRAFIA FACIAL BILATERAL que realizei por paralisia facial, teve a seguinte conclusão:
"Na avaliação eletroneuromiográfica da face, foi registrado, comprometimento dos ramos motores do nervo facial esquerdo para o músculo orbicular do lábio, de natureza axonal, intensidade discreta, com presença de sinais de reinervação."
Isso decorre de um tratamento de canal malsucedido. Estou tratando com fisioterapia e Etna há 4 meses e laser a uma semana. Há algum procedimento diferente para recuperação mais rápida, já que não noto melhora?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua pergunta é muito importante e demonstra um cuidado exemplar com seu processo de recuperação. A paralisia facial periférica com lesão axonal discreta e sinais de reinervação, como descrito no seu exame de eletroneuromiografia facial, indica que houve uma lesão parcial do nervo facial, mas o nervo está tentando se regenerar — o que é um bom sinal prognóstico, embora o processo seja lento.
Quando a causa é relacionada a um procedimento odontológico, como um tratamento de canal, o nervo pode ter sofrido compressão ou inflamação localizada, o que costuma evoluir com melhora gradual, mas que pode levar meses até a recuperação completa.
As abordagens que você já está realizando — fisioterapia motora facial, uso de Etna (vitamina B1 + B6 + B12) e laserterapia — são, de fato, as mais recomendadas para essa fase da recuperação. No entanto, alguns ajustes e complementos podem otimizar o processo:
Estimulação motora e proprioceptiva facial específica — feita por fisioterapeutas especializados em reabilitação neurológica facial, utilizando exercícios de coordenação fina, espelho e técnicas de biofeedback.
Eletroestimulação de baixa frequência, se indicada pelo fisioterapeuta, pode auxiliar a condução neural em áreas de menor resposta.
Terapias complementares, como acupuntura ou fotobiomodulação com laser infravermelho, têm evidências crescentes de benefício na regeneração do nervo facial.
Controle de fatores inflamatórios e metabólicos, como boa alimentação, sono regular e uso contínuo de vitaminas neuroprotetoras (sempre sob orientação médica).
Acompanhamento neurológico e reavaliação periódica da eletroneuromiografia, a cada 3 a 6 meses, para monitorar a evolução da reinervação e ajustar o tratamento.
A regeneração do nervo facial ocorre em média a 1 mm por dia, o que explica a lentidão do processo. A ausência de melhora visível em quatro meses não significa ausência de recuperação — muitas vezes, o nervo está se refazendo internamente e os resultados estéticos aparecem de forma mais perceptível entre o 6º e o 12º mês.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. Recomendo manter o acompanhamento com o neurologista e fisioterapeuta facial, que poderão avaliar se há indicação de complementar o tratamento com outras terapias de estimulação.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, tanto em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo quanto em atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, reabilitação facial e tratamento de sequelas neurológicas, sempre com abordagem técnica e humanizada.
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Todos os portadores de esclerose múltipla apresentam bandas oligoclonais presentes? Estou em dúvida
Todos os portadores de esclerose múltipla apresentam bandas oligoclonais presentes? Estou em dúvida do diagnóstico, pois no meu exame de liquor só deu alterado o índice IgG. Também tenho múltiplas lesões na substância branca em ambos hemisférios cerebrais. Tenho dormência e fraqueza no lado esquerdo, rosto, braço e perna. Está certo o diagnóstico de Esclerose Múltipla? Faço tratamento com Copaxone.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua dúvida é muito pertinente — e demonstra um ótimo entendimento sobre o processo diagnóstico da Esclerose Múltipla (EM), uma condição neurológica autoimune que exige análise criteriosa de sintomas clínicos, exames de imagem e líquor.
Vamos esclarecer ponto a ponto:
1⃣ Bandas oligoclonais nem sempre estão presentes
As bandas oligoclonais (BOCs) no líquor representam a produção local de anticorpos no sistema nervoso central, e sua presença é um marcador de inflamação crônica compatível com EM.
Porém, nem todos os pacientes com Esclerose Múltipla têm bandas positivas.
Estudos mostram que:
Cerca de 85 a 95% dos pacientes com EM clássica têm BOCs positivas;
Mas até 10-15% dos casos confirmados podem ter bandas ausentes, especialmente nas formas iniciais ou benignas da doença.
Ou seja, a ausência das bandas não exclui o diagnóstico — o que reforça a importância de avaliar o conjunto clínico e radiológico.
2⃣ O índice IgG aumentado
O índice de IgG no líquor reflete o grau de produção intratecal de imunoglobulina G, e quando está elevado, mesmo sem bandas, indica processo inflamatório ativo no sistema nervoso central.
Esse achado, aliado à presença de lesões típicas de EM na ressonância, fortalece a hipótese diagnóstica.
3⃣ Lesões na substância branca
Você menciona múltiplas lesões na substância branca bilateral, o que é compatível com EM — especialmente se forem:
Periventriculares (ao redor dos ventrículos cerebrais);
Juxtacorticais (próximas ao córtex cerebral);
Infratentoriais (tronco e cerebelo);
Ou na medula espinhal.
Essas áreas são as mais típicas do padrão de desmielinização da doença.
A presença de lesões em diferentes locais e momentos (chamadas de disseminação no espaço e no tempo) é um dos critérios diagnósticos principais, conforme os critérios de McDonald (2021).
4⃣ Sintomas clínicos
Os sintomas que você descreve — dormência e fraqueza no lado esquerdo do rosto, braço e perna — correspondem exatamente a surtos neurológicos típicos de EM, caracterizados por déficits motores e sensitivos focais que duram dias ou semanas e melhoram gradualmente.
5⃣ Diagnóstico e tratamento
Com base nos dados que você citou:
Lesões desmielinizantes múltiplas na ressonância,
Índice IgG elevado no líquor,
E quadro clínico compatível com surtos neurológicos focais,
É coerente que o seu neurologista tenha confirmado o diagnóstico e iniciado o tratamento com Copaxone (acetato de glatirâmer), que é uma terapia modificadora da doença usada justamente em formas remitentes-recorrentes de EM.
O mais importante é manter o seguimento regular com seu neurologista, que avaliará a resposta clínica e radiológica ao tratamento, ajustando a conduta se surgirem novas lesões ou surtos.
Resumo prático
Nem todos os pacientes com EM têm bandas oligoclonais positivas;
Um índice IgG elevado no líquor também indica atividade imunológica compatível com EM;
O diagnóstico depende da integração entre clínica, imagem e líquor;
Seu tratamento com Copaxone está dentro das recomendações atuais para controle da doença.
Reforço que esta resposta é informativa e não substitui a orientação do seu neurologista assistente, que tem acesso completo aos seus exames e histórico clínico.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica e doenças desmielinizantes como Esclerose Múltipla, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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Estou fazendo uso de topiramato minha urina está mais escura e com cheiro bem forte é normal isso ac
Estou fazendo uso de topiramato minha urina está mais escura e com cheiro bem forte é normal isso acontecer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito importante, pois o topiramato é uma medicação amplamente utilizada no tratamento de enxaqueca crônica, epilepsia e transtornos do humor, e pode realmente causar alterações urinárias em alguns pacientes, embora essas mudanças mereçam sempre atenção.
O escurecimento da urina e o cheiro mais forte não são efeitos colaterais esperados do topiramato de forma direta, mas podem ocorrer de maneira indireta por alguns motivos relacionados ao seu mecanismo de ação:
1⃣ Efeito diurético e desidratação leve:
O topiramato tem um leve efeito diurético, aumentando a eliminação de bicarbonato e eletrólitos pelos rins. Isso pode levar a redução do volume de urina e maior concentração de substâncias, tornando-a mais escura e com odor mais intenso, especialmente se houver baixa ingestão de água.
2⃣ Alteração no pH urinário:
O medicamento pode tornar a urina mais ácida, o que também modifica o cheiro e a coloração. Essa acidificação é um dos motivos pelos quais o topiramato aumenta o risco de formação de cálculos renais, especialmente quando o paciente não se hidrata adequadamente.
3⃣ Metabolização e eliminação renal:
Parte do topiramato é eliminada pelos rins, e essa excreção pode alterar o odor urinário. No entanto, urina muito escura (cor âmbar, alaranjada ou acastanhada) pode indicar baixa hidratação ou presença de pigmentos biliares, e deve ser avaliada se persistir.
O que não é normal é a presença de ardência, dor ao urinar, febre, sangue na urina ou dor lombar, pois esses sinais podem indicar infecção urinária ou cálculo renal, condições que exigem avaliação médica imediata.
Para prevenir complicações:
Beba bastante água ao longo do dia — o ideal é manter a urina sempre clara;
Evite jejum prolongado ou consumo excessivo de proteínas, que acidificam ainda mais a urina;
Realize exames de urina e função renal periodicamente, conforme orientação médica;
Avise o neurologista se notar urina persistentemente escura, odor forte, dor abdominal ou qualquer desconforto urinário.
Em resumo: o topiramato pode causar urina mais concentrada e com odor forte, principalmente se houver baixa ingestão de líquidos, mas isso não deve ser ignorado. A hidratação adequada e o acompanhamento regular com o neurologista ajudam a prevenir complicações renais e garantir segurança no tratamento.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Caso os sintomas persistam ou piorem, procure seu médico para investigar possíveis alterações renais ou urinárias associadas ao uso do medicamento.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
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Com quais médicos um PC deve passar assim que se ter o diagnóstico por onde comecar?
Com quais médicos um PC deve passar assim que se ter o diagnóstico por onde comecar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito relevante, pois o diagnóstico de paralisia cerebral (PC) marca o início de um cuidado contínuo e interdisciplinar que tem como objetivo estimular o desenvolvimento, prevenir complicações e promover autonomia e qualidade de vida. Saber por onde começar e quais especialistas procurar faz toda a diferença na evolução clínica e funcional da pessoa com PC.
O ideal é que o acompanhamento comece logo após o diagnóstico, com uma equipe multiprofissional coordenada por um médico neurologista infantil, que atuará como referência central. A seguir, explico os principais profissionais envolvidos e suas funções:
1⃣ Neurologista pediátrico (ou neurologista adulto, conforme a idade):
É o médico principal no acompanhamento da paralisia cerebral. Avalia o tipo e o grau do comprometimento motor, monitora o desenvolvimento cognitivo e o controle das crises epilépticas (se houver), além de ajustar medicações e encaminhar para outras especialidades conforme a necessidade.
2⃣ Fisiatra (médico de reabilitação):
Avalia o potencial funcional e motor do paciente e coordena o programa de reabilitação física. Atua junto à equipe de fisioterapia e terapia ocupacional, orientando o uso de órteses, cadeiras de rodas, equipamentos de suporte postural e planejamento de exercícios específicos.
3⃣ Ortopedista especializado em paralisia cerebral:
Monitora o crescimento ósseo e articular, avalia deformidades (como escoliose, contraturas e luxações de quadril) e indica cirurgias corretivas quando necessário. Acompanhamento ortopédico regular é essencial, especialmente em crianças em crescimento.
4⃣ Fisioterapeuta:
Trabalha no fortalecimento muscular, alongamento, equilíbrio e marcha, prevenindo retrações e melhorando o controle motor. É uma das terapias mais importantes no manejo da PC, devendo ser feita de forma contínua.
5⃣ Terapeuta ocupacional:
Auxilia no desenvolvimento da autonomia, ensinando o paciente a adaptar movimentos, usar talheres, vestir-se, escrever e realizar atividades da vida diária com maior independência.
6⃣ Fonoaudiólogo:
Avalia e trata dificuldades de fala, linguagem e deglutição, comuns em muitos casos de PC. Atua também na comunicação alternativa e aumentativa, utilizando recursos tecnológicos e visuais para facilitar a expressão.
7⃣ Psicólogo e/ou neuropsicólogo:
Oferece suporte emocional ao paciente e à família, além de trabalhar aspectos cognitivos, comportamentais e de adaptação social. É importante também para o acompanhamento escolar.
8⃣ Nutricionista:
Orienta sobre alimentação equilibrada, adaptações de textura e prevenção de desnutrição ou sobrepeso, problemas comuns em pacientes com dificuldades motoras e alimentares.
9⃣ Assistente social:
Auxilia no acesso a direitos sociais e benefícios, como reabilitação pelo SUS, transporte adaptado, órteses, próteses e inclusão escolar.
Outros especialistas conforme o quadro clínico:
Oftalmologista: se houver alterações visuais;
Otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo auditivo: para avaliação de audição;
Urologista: se houver disfunções urinárias;
Pneumologista ou fisioterapeuta respiratório: em casos de comprometimento muscular torácico.
Em resumo: o primeiro passo após o diagnóstico é procurar o neurologista infantil ou fisiatra, que coordenará os encaminhamentos para os demais profissionais. O ideal é que o cuidado seja contínuo, com revisões periódicas e plano terapêutico interdisciplinar, ajustado à idade, nível de independência e necessidades de cada fase da vida.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Recomendo buscar um centro de reabilitação neuromotora ou de paralisia cerebral, onde há equipes integradas que facilitam esse acompanhamento.
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Bom dia estou tomando Xarelto a 10 dias comecei cm dores simples de cabeça mas a intensidade dela ag
Bom dia estou tomando Xarelto a 10 dias comecei cm dores simples de cabeça mas a intensidade dela agora me preocupa estou tomando cloridrato de naratriptana mas as dores não passam pode levar a um AVC?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Xarelto (rivaroxabana) é um anticoagulante utilizado para prevenir e tratar a formação de coágulos no sangue, em situações como trombose venosa profunda, embolia pulmonar ou risco cardiovascular aumentado. Já o cloridrato de naratriptana é um medicamento específico para o tratamento das crises agudas de enxaqueca, e atua de forma diferente, promovendo constrição dos vasos sanguíneos cerebrais.
Quando o uso de anticoagulantes é iniciado, não é comum que ele provoque dor de cabeça intensa como efeito direto. Entretanto, qualquer dor de cabeça nova, mais forte ou diferente do padrão habitual, especialmente em pacientes em uso de rivaroxabana, deve ser avaliada com urgência. Isso ocorre porque, embora raro, existe um risco aumentado de sangramento intracraniano, que pode se manifestar como dor de cabeça persistente, náusea, tontura, fraqueza, visão turva ou alterações de consciência.
No seu caso, como a dor de cabeça está progressivamente mais intensa e não melhora com o uso da naratriptana, é fundamental procurar atendimento médico imediato ou um pronto-socorro neurológico para que seja realizada uma avaliação clínica e exames de imagem, como tomografia de crânio, a fim de excluir complicações hemorrágicas ou outras causas secundárias.
O uso de triptanos (como a naratriptana) em conjunto com anticoagulantes deve ser feito com cautela, pois ambos podem afetar a circulação cerebral. Além disso, os triptanos não devem ser usados de forma repetida em curto intervalo, pois podem causar cefaleia por uso excessivo de medicação ou vasoespasmo. Se a dor persiste mesmo com o tratamento, o ideal é reavaliar o diagnóstico e ajustar a conduta, já que nem toda dor de cabeça em quem tem histórico de enxaqueca é necessariamente uma nova crise.
Em resumo, o Xarelto não costuma causar dor de cabeça grave, mas, diante da intensificação da dor e da falta de resposta aos analgésicos usuais, é necessário investigar causas neurológicas mais sérias, inclusive descartar sangramento intracraniano. Não espere os sintomas passarem sozinhos — procure atendimento médico com urgência.
Esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma avaliação presencial. Após a exclusão de complicações, o neurologista poderá ajustar a profilaxia da enxaqueca e revisar a segurança do uso combinado das medicações.
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Tenho enxaqueca todos os dias sempre tomando naramig com neusaldina para aliviar. Já fiz vários trat
Tenho enxaqueca todos os dias sempre tomando naramig com neusaldina para aliviar.
Já fiz vários tratamentos.
Agora estou tomando 75mg de nortripitilina e vou começar também a tomar lamotrigina.
Este medicamento é para quem sofre de convulsão que não é meu caso. Posso tomar lamotrigina assim mesmo? Ele ajuda no controle da enxaqueca??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua dúvida é excelente — e muito comum entre pacientes com enxaqueca crônica resistente, especialmente quando já tentaram vários tratamentos sem resultado completo.
De fato, a lamotrigina (Neural, Lamitor) é um medicamento originalmente desenvolvido como anticonvulsivante, mas também tem importantes efeitos estabilizadores sobre a excitabilidade elétrica do cérebro, motivo pelo qual ela é usada em outras condições neurológicas, como enxaqueca, transtornos do humor e cefaleias refratárias.
No caso da enxaqueca, a lamotrigina não é o tratamento de primeira escolha para crises típicas (aquelas com dor intensa e latejante), mas pode ser muito útil em formas específicas, como:
Enxaqueca com aura visual ou sensorial frequente, em que há distúrbios visuais, formigamentos ou alterações na fala antes da dor;
Cefaleias diárias ou crônicas, que não responderam bem a outros preventivos;
Casos em que há intolerância ou contraindicação a outros medicamentos, como betabloqueadores, topiramato ou valproato.
O seu médico provavelmente prescreveu a lamotrigina como preventivo adjuvante, associada à nortriptilina, para reduzir a frequência e a intensidade das crises. Essa combinação é, sim, utilizada em neurologia para casos resistentes e pode oferecer boa resposta com o tempo.
É importante saber que o efeito preventivo não é imediato — a lamotrigina precisa ser introduzida lentamente (geralmente começando em 25 mg e aumentando progressivamente) e leva semanas a meses para atingir o benefício máximo. A introdução gradual é essencial para evitar efeitos adversos, como reações cutâneas.
Portanto, sim, ela pode ser usada mesmo em quem não tem epilepsia, desde que sob orientação médica, e pode ajudar a estabilizar o funcionamento cerebral envolvido nos mecanismos da enxaqueca.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O ideal é seguir o esquema prescrito pelo seu neurologista e manter acompanhamento para ajustar as doses conforme sua resposta e tolerância.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tratamento da enxaqueca e manejo de dores crônicas, sempre com abordagem técnica e humanizada.
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Boa tarde, meu marido foi diagnosticado com Paralisia Supranuclear Progressiva, há seis meses, mais
Boa tarde, meu marido foi diagnosticado com Paralisia Supranuclear Progressiva, há seis meses, mais está evoluindo muito rápido, ,ele faz uso de antidepressivo, mais ultimamente está com uma tristeza muito grande ,além de se recusar a falar . Tem fisioterapeuta 2 x por semana. Não sabemos como proceder.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Boa tarde. Entendo profundamente sua angústia — lidar com a Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP) é um grande desafio para o paciente e para toda a família. Essa é uma doença neurodegenerativa progressiva, que afeta não apenas a mobilidade e o equilíbrio, mas também áreas cerebrais relacionadas à fala, expressão emocional e comportamento.
A tristeza intensa e o isolamento que você descreve podem ter múltiplas causas. Parte disso pode estar relacionada à própria evolução neurológica da doença, que altera circuitos cerebrais responsáveis pela motivação, iniciativa e controle emocional. Além disso, é comum que a PSP venha acompanhada de sintomas depressivos reativos, pela consciência das limitações impostas pela doença.
O primeiro passo é comunicar o neurologista que acompanha o caso. É importante avaliar se a medicação antidepressiva em uso ainda é adequada ou se há necessidade de ajuste ou associação de outro tratamento, sempre sob prescrição médica. Em muitos casos, pequenas mudanças na dose ou no tipo de antidepressivo trazem melhora significativa do humor e da interação social.
Também é essencial que o tratamento continue sendo multidisciplinar. Além da fisioterapia (fundamental para mobilidade e prevenção de quedas), podem ser incluídos:
Fonoaudiologia, para auxiliar na fala e deglutição;
Psicoterapia de apoio, voltada tanto para o paciente quanto para os cuidadores;
Terapia ocupacional, que ajuda na adaptação do ambiente e manutenção da autonomia;
Acompanhamento neurológico regular, com foco em qualidade de vida e manejo dos sintomas.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O quadro que você descreve requer avaliação presencial e cuidadosa, pois cada fase da PSP demanda ajustes específicos no tratamento e suporte emocional.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, oferecendo cuidado especializado em neurologia clínica, distúrbios do movimento e suporte à família, sempre com abordagem técnica e humanizada.
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Uma pessoa com abalamento discal L4,L5 e S1 pode e
Uma pessoa com abalamento discal L4,L5 e S1 pode está capacitado ao trabalho?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito importante, pois o abaulamento discal nas vértebras L4, L5 e S1 é uma das causas mais frequentes de dor lombar e ciática, e sua repercussão na capacidade para o trabalho depende de vários fatores clínicos, não apenas do resultado do exame de imagem.
O abaulamento discal significa que o disco intervertebral — estrutura que funciona como um amortecedor entre as vértebras — está projetando-se discretamente para fora, comprimindo ou irritando estruturas vizinhas, como ligamentos ou raízes nervosas. Essa condição é diferente de uma hérnia de disco, pois no abaulamento não há ruptura completa do anel fibroso.
Em termos de capacidade laboral, o diagnóstico isolado não implica necessariamente incapacidade. Muitas pessoas com abaulamentos em L4-L5 e L5-S1 não apresentam sintomas importantes e continuam a trabalhar normalmente, especialmente quando mantêm hábitos de proteção da coluna e realizam tratamento fisioterápico adequado.
Por outro lado, se o abaulamento estiver associado a:
Dor lombar intensa e persistente, que limita movimentos básicos;
Irradiação da dor para as pernas (ciatalgia);
Formigamentos, fraqueza ou perda de reflexos;
Dificuldade para permanecer sentado, em pé ou carregar peso;
então é possível que haja redução temporária ou parcial da capacidade de trabalho, principalmente em funções que exigem esforço físico, longos períodos em pé, movimentação repetitiva ou vibração corporal (como motoristas, operários e profissionais da construção civil).
O manejo ideal inclui:
Tratamento clínico conservador — fisioterapia, fortalecimento da musculatura lombar e abdominal, reeducação postural e analgesia sob orientação médica;
Avaliação periódica do quadro neurológico, para verificar se há compressão nervosa progressiva;
Adequação ergonômica do trabalho, com pausas, ajustes de postura e uso de cadeiras e calçados adequados;
Encaminhamento para perícia médica, caso o quadro cause limitação funcional relevante.
Portanto, a presença de abaulamento discal L4-L5-S1 não significa automaticamente incapacidade, mas pode gerar restrições temporárias conforme o grau de dor e comprometimento funcional. A decisão sobre estar apto ou não ao trabalho deve ser feita de forma individualizada, com base em avaliação clínica, exames de imagem e descrição das atividades profissionais.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Recomendo que procure um neurologista ou ortopedista especializado em coluna para avaliação detalhada e emissão de laudo sobre a sua capacidade funcional, se necessário.
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Olá! Estou tomando Sertralina 50 mg ha 2 meses e sinto mãos e pés bastante dormentes e muito calor p
Olá! Estou tomando Sertralina 50 mg ha 2 meses e sinto mãos e pés bastante dormentes e muito calor pela manhã. Ja as crises de enxaqueca diminuíram. É aconselhável insistir no tratamento mesmo com esses efeitos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O cloridrato de sertralina é um antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), utilizado com frequência no tratamento da ansiedade, depressão e também como coadjuvante na prevenção de enxaquecas, especialmente quando há componente emocional associado. O fato de as crises de enxaqueca terem diminuído indica que o medicamento está exercendo efeito benéfico sobre o controle dos sintomas, porém os efeitos colaterais que você descreve, como formigamento nas mãos e nos pés e sensação de calor matinal, merecem atenção.
Esses sintomas podem ocorrer nas primeiras semanas de uso da sertralina e, em alguns casos, tendem a reduzir com o tempo, conforme o organismo se adapta. No entanto, se já se passaram dois meses de tratamento e os desconfortos persistem, é importante comunicar ao médico que prescreveu a medicação. Em algumas pessoas, a sertralina pode causar alterações na sensibilidade periférica, sensação de formigamento, sudorese excessiva, tremores ou aumento da temperatura corporal, geralmente relacionados ao metabolismo da serotonina. Embora sejam reações conhecidas, não devem ser ignoradas, principalmente se estiverem intensas ou interferindo na rotina diária.
A decisão de manter, ajustar a dose ou substituir o medicamento deve ser tomada pelo médico, levando em conta o equilíbrio entre os benefícios obtidos no controle das enxaquecas e os efeitos adversos relatados. Em muitos casos, pequenas reduções de dose, ajustes de horário de tomada ou associação com outras medidas não farmacológicas (como higiene do sono, alimentação regular, técnicas de relaxamento e acompanhamento psicoterápico) já são suficientes para manter os efeitos positivos e minimizar os desconfortos.
É fundamental não interromper a sertralina por conta própria, pois a suspensão abrupta pode provocar sintomas de abstinência, como tontura, irritabilidade, ansiedade e sensação de choques elétricos. Caso os sintomas sejam incômodos, o ideal é entrar em contato com o seu neurologista ou psiquiatra para uma reavaliação.
Em resumo, embora a melhora das crises de enxaqueca seja um sinal positivo, os sintomas de dormência e calor devem ser discutidos com o médico antes de decidir pela continuidade do tratamento. O ajuste individual é essencial para garantir segurança, conforto e eficácia a longo prazo.
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Milgamma tem o mesmo efeito e substitui o Lyrica no tratamento da Neuropatia ?
Milgamma tem o mesmo efeito e substitui o Lyrica no tratamento da Neuropatia ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua dúvida é muito importante — e é essencial compreender que, embora Milgamma e Lyrica (pregabalina) sejam usados em quadros de neuropatia periférica, eles não têm o mesmo efeito nem substituem um ao outro.
O Lyrica é um medicamento neuromodulador, que age diretamente no sistema nervoso central, modulando a liberação de neurotransmissores e reduzindo a dor neuropática — aquela dor em queimação, formigamento ou choque elétrico causada por lesões nos nervos. É uma medicação de uso controlado, com ação comprovada em condições como polineuropatias, neuralgia pós-herpética, neuropatia diabética e dor crônica de origem nervosa.
Já o Milgamma é um suplemento de vitaminas do complexo B (B1, B6 e B12), que atua nutrindo e protegendo os nervos, podendo auxiliar na regeneração das fibras nervosas e no suporte metabólico do sistema nervoso. Ele é um coadjuvante no tratamento das neuropatias, mas não possui efeito analgésico ou neuromodulador direto, como o Lyrica.
Em outras palavras: o Milgamma pode complementar o tratamento, ajudando na recuperação dos nervos, mas não substitui o Lyrica quando o objetivo é controlar a dor neuropática. A decisão sobre manter, substituir ou associar essas medicações deve ser feita pelo médico neurologista, considerando o tipo de neuropatia, a intensidade da dor e o perfil clínico do paciente.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O uso de qualquer medicação para neuropatia deve ser sempre orientado por um profissional especializado, para garantir segurança e eficácia.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tratamento da dor e acompanhamento de neuropatias periféricas, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Fui diagnosticada pela síndrome de guilan barré em abril de 2017 , fiquei tetraplégica em 24 horas ,
Fui diagnosticada pela síndrome de guilan barré em abril de 2017 , fiquei tetraplégica em 24 horas , uti, dois ciclos de imunoglobulina, 10 meses sem andar , hoje estou andando com muletas, faço fisioterapia, gostaria de saber em relação ao equilíbrio, poderá volta ao normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua pergunta é muito importante e inspira admiração pela sua trajetória de recuperação — enfrentar uma Síndrome de Guillain-Barré (SGB) e readquirir movimentos após um quadro tão grave é um enorme progresso.
A SGB é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca temporariamente os nervos periféricos, causando fraqueza, perda de reflexos e alterações de sensibilidade. Mesmo após o controle da fase aguda, a recuperação neurológica pode levar meses ou anos, e o ritmo varia muito entre os pacientes.
O equilíbrio, em especial, pode demorar mais a retornar ao normal, porque depende da integração de três sistemas: força muscular, coordenação cerebelar e função proprioceptiva (a capacidade do corpo perceber a posição dos membros no espaço). A SGB costuma afetar justamente essa via sensorial, por isso o corpo precisa reaprender a se estabilizar e reajustar os movimentos.
Em muitos casos, com o tempo e com fisioterapia neurológica intensiva, ocorre melhora significativa — inclusive do equilíbrio. Porém, a recuperação pode ser parcial ou total, dependendo do grau de regeneração das fibras nervosas. Mesmo quando há sequelas residuais, o cérebro tem grande capacidade de adaptação, e o trabalho fisioterapêutico, associado a exercícios de equilíbrio, fortalecimento e treino funcional, pode compensar eventuais limitações.
É essencial manter acompanhamento com neurologista e fisioterapeuta especializados em reabilitação neuromuscular, pois eles ajustam o ritmo dos exercícios e identificam precocemente ganhos e pontos que ainda podem melhorar.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. Cada caso de Guillain-Barré tem evolução própria e merece acompanhamento contínuo e personalizado.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, oferecendo atendimento presencial em Cuiabá e São Paulo e consultas online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, doenças neuromusculares e reabilitação neurológica, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Por que sinto tanta coceira e dor após o tratamento com o aciclovir comprimido e creme? Minha região
Por que sinto tanta coceira e dor após o tratamento com o aciclovir comprimido e creme?
Minha região onde desenvolveu a herpes zoster foi na testa, sobrancelha e pálpebra lado direito do rosto.
A coceira e a dor são bem fortes e insuportáveis.
Por quanto tempo sofrerei com os sintomas?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito importante, especialmente porque a herpes zoster facial (também chamada de “zóster oftálmico”, quando acomete a região dos olhos e testa) é uma forma mais dolorosa e sensível da infecção, frequentemente acompanhada de coceira intensa, queimação e dor residual, mesmo após o término do tratamento antiviral com aciclovir.
O que você está sentindo — coceira e dor persistentes após o fim das lesões — é bastante comum e tem explicação neurológica. Durante a infecção, o vírus varicela-zoster (o mesmo da catapora) se reativa dentro de um nervo sensitivo, causando inflamação e lesão das fibras nervosas que transmitem sensações de dor e toque. Mesmo depois que as lesões cicatrizam e o vírus é controlado pelo aciclovir, os nervos permanecem irritados e em recuperação, o que provoca coceira, dor em pontadas, ardência e hipersensibilidade ao toque — sintomas característicos da chamada neuralgia pós-herpética.
A coceira intensa pode ocorrer porque as fibras nervosas responsáveis pela sensibilidade cutânea enviam sinais “misturados” de dor e prurido durante o processo de regeneração. Já a dor persistente (que pode durar semanas ou meses) decorre de uma inflamação crônica do nervo, que mantém o estímulo doloroso mesmo após o fim da infecção ativa.
Quanto à duração:
Em muitos pacientes, os sintomas melhoram gradualmente em 4 a 8 semanas;
Em outros, especialmente quando o zóster ocorre na face ou acima dos 50 anos, pode haver neuralgia prolongada, durando 3 a 6 meses — e em alguns casos, até mais tempo.
Por isso, o ideal é que você retorne ao neurologista, pois existem tratamentos específicos para a dor e coceira neuropática, diferentes dos analgésicos comuns. Os medicamentos mais eficazes incluem:
Pregabalina ou gabapentina, que reduzem a excitabilidade dos nervos lesionados;
Amitriptilina ou nortriptilina, que ajudam a modular a dor crônica e o prurido;
Pomadas tópicas com lidocaína ou capsaicina, que aliviam a dor localizada;
Em casos mais resistentes, podem ser indicados bloqueios anestésicos locais ou fisioterapia com laser de baixa intensidade, para acelerar a recuperação neural.
Enquanto aguarda avaliação médica, algumas medidas ajudam a aliviar o desconforto:
Evite coçar ou friccionar a região afetada;
Aplique compressas frias ou toalhas úmidas por 10 a 15 minutos;
Prefira ambientes frescos e evite exposição solar intensa na área afetada;
Use sabonetes neutros e mantenha a pele bem hidratada, sem cremes irritantes.
Em resumo: a coceira e a dor após o tratamento da herpes zoster facial são manifestações da recuperação nervosa e da neuralgia pós-herpética. Elas não significam que o vírus ainda esteja ativo, mas que o nervo ainda está se regenerando. O controle completo pode levar semanas, mas há terapias eficazes que reduzem o sofrimento e aceleram a melhora.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Recomendo que procure um neurologista ou especialista em dor para avaliação e ajuste do tratamento, garantindo alívio e prevenção de sequelas sensoriais.
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Pontadas na parte frontal da cabeça, que duram em média 3 segundas, são indicativas de que? Que me a
Pontadas na parte frontal da cabeça, que duram em média 3 segundas, são indicativas de que? Que me aconselham?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A sua pergunta é muito pertinente — e esse tipo de dor que você descreve, com pontadas breves e intensas na região frontal da cabeça, costuma estar relacionada a um tipo específico de cefaleia chamado cefaleia primária em pontadas (ou cefaleia trovoada, em algumas variações), embora existam outras possibilidades que devem ser avaliadas com cuidado.
As pontadas curtas, que duram poucos segundos, geralmente não indicam algo grave quando:
São raras ou isoladas;
Não estão associadas a outros sintomas neurológicos (como visão turva, fraqueza, formigamento ou confusão);
E não há histórico recente de trauma, febre ou uso de novas medicações.
As causas mais comuns incluem:
Cefaleia primária em pontadas (ou “ice-pick headache”), que provoca dores súbitas e breves, muitas vezes na testa, têmporas ou região ocular;
Tensão muscular ou postura inadequada, que podem gerar espasmos nos músculos frontais e temporais;
Fatores de estresse, ansiedade ou privação de sono, que aumentam a sensibilidade dos nervos da cabeça;
E, em alguns casos, irritação dos nervos cranianos (como o trigêmeo), principalmente se houver dor em choques ou “fisgadas”.
No entanto, se essas pontadas se tornarem frequentes, intensas, acompanhadas de tontura, visão dupla, náuseas ou fraqueza, é importante procurar um neurologista para avaliação detalhada. O médico poderá solicitar exames de imagem (como ressonância magnética) e definir se a cefaleia é primária (benigna) ou se há alguma causa secundária que necessite tratamento específico.
Em muitos casos, o tratamento envolve medidas simples, como:
Melhorar o sono e o controle do estresse;
Manter hidratação adequada e alimentação regular;
Evitar excesso de cafeína e analgésicos, que podem piorar a sensibilidade cerebral;
E, se necessário, uso de medicação preventiva, sob prescrição médica.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento neurológico é fundamental para identificar o tipo exato de cefaleia e definir o tratamento mais eficaz.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, cefaleias e tratamento da dor crônica, sempre com abordagem técnica e humanizada.
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Pra quem tem ansiedade, existe diferença entre cloridrato de bupropiona 12h e Zetron XL? Estou fazen
Sim, existe diferença entre as formulações de bupropiona de liberação prolongada:…