Perguntas do paciente (173)

  • Olá, tomo carbamazepina, posso fazer tratamento com uso do Celestrat? Obrigada

    Olá, tomo carbamazepina, posso fazer tratamento com uso do Celestrat? Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Sua pergunta é muito importante, pois envolve uma possível interação medicamentosa que merece atenção. A carbamazepina é um medicamento utilizado no tratamento de diversas condições neurológicas, como epilepsia, neuralgias e transtornos do humor, e ela atua modificando o metabolismo de várias outras substâncias no fígado.

    O Celestrat (que combina betametasona e dexclorfeniramina) é um medicamento com ação anti-inflamatória e antialérgica, e pode interagir com a carbamazepina. Isso ocorre porque a carbamazepina aumenta a metabolização de corticoides, como a betametasona, podendo reduzir sua eficácia. Em contrapartida, o uso prolongado de corticoides pode alterar o metabolismo da própria carbamazepina, interferindo em seus níveis sanguíneos e no controle da condição neurológica.

    Além disso, o Celestrat pode causar sonolência, tontura e alterações de humor, efeitos que podem se somar aos da carbamazepina, exigindo acompanhamento cuidadoso.

    Por isso, não é recomendado iniciar o Celestrat por conta própria. O ideal é conversar com o médico que prescreveu a carbamazepina — ou com um neurologista — para avaliar se o uso é realmente necessário, se há alternativas mais seguras e se será preciso ajustar doses ou monitorar exames laboratoriais.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não constitui prescrição ou orientação terapêutica individual. Cada caso precisa ser avaliado de forma específica, considerando o motivo do tratamento e seu histórico clínico.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, avaliando seu caso de forma personalizada, seja em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou em atendimento online em todo o Brasil.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • Quando meus olhos fecham sozinhos devido à sonolência, o corpo adormece imediatamente ou pode levar

    Quando meus olhos fecham sozinhos devido à sonolência, o corpo adormece imediatamente ou pode levar alguns minutos? É possível que a mente permaneça consciente nesse período inicial (hipnagogia), e que fatores determinam a velocidade do adormecimento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Sua pergunta é excelente — o momento em que os olhos se fecham naturalmente pela sonolência é uma das transições mais fascinantes do ponto de vista neurológico. Esse processo, conhecido como fase hipnagógica, representa o período entre a vigília e o sono, e envolve mudanças graduais e coordenadas entre o cérebro e o corpo.

    Quando os olhos se fecham espontaneamente, o corpo não adormece de forma imediata. O cérebro passa por uma sequência de estágios: primeiro há redução das ondas beta (associadas à atenção ativa) e aumento das ondas alfa e teta, que indicam relaxamento e sonolência leve. Durante essa fase, ainda é possível que a mente permaneça parcialmente consciente, percebendo imagens, sons internos, sensações de queda ou flashes visuais típicos do estado hipnagógico — algo que ocorre em pessoas com sono leve, estresse ou grande atividade mental noturna.

    A velocidade com que o corpo adormece varia de pessoa para pessoa e depende de múltiplos fatores:

    Nível de cansaço físico e mental;

    Qualidade do sono anterior;

    Nível de estresse e ansiedade;

    Ambiente (luz, temperatura e ruídos);

    Uso de estimulantes ou medicamentos.

    Em média, o processo completo até o início efetivo do sono (estágio N2) leva de 5 a 20 minutos, mas pode ser mais rápido em casos de privação de sono ou mais lento em pessoas com insônia.

    A consciência parcial durante a transição é um fenômeno natural e até saudável, mas, se houver dificuldade em “desligar a mente”, sensação de sono fragmentado ou despertares frequentes, pode ser útil uma avaliação neurológica do sono.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. Caso queira compreender melhor seus padrões de sono ou sintomas associados, coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com uma abordagem cuidadosa, integrando neurologia do sono, atenção à saúde mental e tratamento da dor crônica.

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  • Há 2 anos que sinto falta de ar. O médico de familia prescreveu espirometria e deu capacidade respir

    Há 2 anos que sinto falta de ar. O médico de familia prescreveu espirometria e deu capacidade respiratória reduzida Fiz também tac e surge hiperplasia timica.
    Eu tenho Esclerose Múltipla a hiperplasia timica pode ter haver com a doença?
    Que especialidade devo consultar sobre esta
    questão do timo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Sua pergunta é muito relevante — especialmente por envolver uma condição neurológica como a Esclerose Múltipla (EM) e um achado torácico como a hiperplasia tímica.

    O timo é uma glândula localizada no mediastino (região central do tórax), com papel fundamental no sistema imunológico, especialmente na maturação de linfócitos T. Em adultos, o timo costuma involuir (diminuir de tamanho), mas em algumas pessoas pode ocorrer hiperplasia tímica, ou seja, um aumento benigno do tecido, geralmente associado a alterações autoimunes.

    Embora a Esclerose Múltipla também seja uma doença autoimune, a hiperplasia tímica não é considerada uma manifestação típica dessa condição. No entanto, a presença de ambas pode indicar uma predisposição imunológica mais ampla, e por isso merece investigação cuidadosa.

    A avaliação desse achado deve ser feita, preferencialmente, por um pneumologista (para correlacionar a função respiratória e o resultado da tomografia) e por um imunologista clínico ou cirurgião torácico, dependendo das características da hiperplasia (difusa, nodular, com ou sem compressão). Em alguns casos, exames complementares como ressonância do mediastino ou painel imunológico podem ser solicitados para esclarecer o quadro.

    A falta de ar pode ter múltiplas causas — desde fatores neurológicos relacionados à EM (como comprometimento de músculos respiratórios) até condições pulmonares ou ansiosas —, por isso o acompanhamento conjunto entre neurologista e pneumologista é o caminho mais seguro e eficaz.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individual. Caso deseje compreender melhor a relação entre seus sintomas respiratórios, a esclerose múltipla e o achado tímico, coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e atenção integral.

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  • Mais de 1 mês tomando tansulosina e deflazacorte, última tomografia pedra de 4 mm impactado no terço

    Mais de 1 mês tomando tansulosina e deflazacorte, última tomografia pedra de 4 mm impactado no terço distal do ureter direito, agora não dói mais as cólicas e sim quando vai urinar e terminando de urinar, tem chances da pedra está na bexiga ou uretra? Já pra sair ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Sua pergunta é muito pertinente e demonstra atenção ao seu quadro clínico — algo essencial em casos de cálculo urinário (pedra nos rins ou ureter).

    A dor que ocorre ao final da micção (ao urinar), especialmente após um período em que as cólicas intensas diminuíram, pode realmente indicar que o cálculo já se deslocou do ureter para a bexiga ou está próximo da saída (uretra). Isso acontece porque, ao descer pelo trato urinário, a pedra pode irritar as paredes do ureter e, quando chega à bexiga, passa a causar ardência, desconforto baixo no abdômen e dor terminal ao urinar — sinais de que ela está próxima da eliminação natural.

    A tansulosina é frequentemente prescrita para facilitar a passagem do cálculo, pois relaxa a musculatura do trato urinário, e o deflazacorte ajuda a reduzir o edema e a inflamação local, tornando o processo menos doloroso. Ainda assim, mesmo com o desaparecimento das cólicas, é importante manter o acompanhamento com o urologista e, se possível, realizar nova ultrassonografia ou tomografia de controle, para confirmar se o cálculo foi realmente eliminado ou se permanece retido na bexiga ou na uretra.

    Enquanto isso, mantenha boa hidratação, evite segurar a urina e observe sinais de alerta, como febre, sangue na urina ou dor intensa, que exigem avaliação médica imediata.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não constitui orientação terapêutica individual. Cada caso precisa ser avaliado com base em exames recentes e histórico clínico.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, oferecendo acompanhamento neurológico e suporte em condições que envolvem dor crônica e sintomas associados.

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  • Minha mãe fez Embolização de um aneurisma cerebral esta com 20 dias, e desde então está com falta de

    Minha mãe fez Embolização de um aneurisma cerebral esta com 20 dias, e desde então está com falta de apetite. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Sua dúvida é muito importante, especialmente neste período de recuperação após um procedimento neurológico delicado como a embolização de um aneurisma cerebral.

    A falta de apetite após esse tipo de cirurgia é um sintoma relativamente comum nas primeiras semanas e pode estar relacionada a vários fatores. O corpo ainda está se recuperando do estresse metabólico e inflamatório do procedimento, o que pode alterar temporariamente o equilíbrio hormonal e o funcionamento digestivo. Além disso, é frequente que o paciente apresente fadiga, alterações do sono, uso de medicamentos (como anticonvulsivantes ou analgésicos) e até mudanças emocionais — todos esses aspectos podem contribuir para a redução do apetite e da disposição alimentar.

    Em geral, esse quadro tende a melhorar gradualmente conforme o organismo se estabiliza. No entanto, é importante observar alguns sinais de alerta: perda de peso acentuada, náuseas persistentes, sonolência excessiva, fraqueza intensa ou piora do estado geral. Caso algum desses sintomas esteja presente, o ideal é entrar em contato com o neurologista responsável pelo procedimento para uma avaliação presencial. Em alguns casos, pode ser necessário ajustar medicações ou investigar causas metabólicas associadas.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento contínuo após a embolização é fundamental para garantir uma recuperação segura e tranquila.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e atenção integral, tanto em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo quanto em atendimento online em todo o Brasil, oferecendo cuidado humanizado em neurologia clínica, tratamento da dor e reabilitação pós-procedimentos neurológicos.

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  • Como as Funções Executivas se manifestam no dia a dia?

    Como as Funções Executivas se manifestam no dia a dia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Excelente pergunta — compreender como as funções executivas se manifestam no dia a dia é essencial para entender vários aspectos do comportamento, da atenção e da organização mental.

    As funções executivas são um conjunto de habilidades cognitivas coordenadas pelo lobo frontal do cérebro, responsáveis por planejar, organizar, monitorar e adaptar comportamentos diante de diferentes situações. Elas atuam como uma espécie de “diretor executivo” da mente, ajudando a transformar pensamentos em ações coerentes e eficazes.

    No cotidiano, essas funções aparecem em atividades muito simples, como:

    Planejamento: decidir o que fazer primeiro ao acordar, organizar tarefas de trabalho ou estudos;

    Inibição: conter impulsos, como evitar interromper alguém ou resistir a uma distração;

    Flexibilidade cognitiva: adaptar-se quando algo não sai como o esperado, mudando estratégias;

    Memória de trabalho: manter informações ativas por alguns segundos para resolver um problema ou seguir instruções;

    Tomada de decisão e monitoramento: avaliar consequências, ajustar erros e manter o foco em objetivos.

    Quando há dificuldades nessas funções, é comum observar atrasos, esquecimentos, impulsividade, dificuldade em priorizar tarefas, desorganização e sensação de mente “confusa” ou sobrecarregada. Essas manifestações são frequentes em condições neurológicas e neuropsicológicas, como TDAH, lesões frontais, demências, depressão, ansiedade e TEA.

    Uma avaliação neuropsicológica detalhada permite identificar quais aspectos das funções executivas estão mais comprometidos e, a partir disso, orientar intervenções específicas, reabilitação cognitiva e estratégias práticas para o dia a dia.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica ou avaliação neuropsicológica individual. Caso queira compreender melhor como essas funções estão atuando no seu caso ou de um familiar, coloco-me à disposição para ajudar e orientar com uma abordagem integrativa entre neurologia, cognição e saúde mental.

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  • O portador de cavernoma assintomático pode ser reprovado em exames de admissão pra concursos policia

    O portador de cavernoma assintomático pode ser reprovado em exames de admissão pra concursos policiais?
    No edital consta essa observação "exame neurológico, específico de eletroencefalograma (EEG) digital com mapeamento, acompanhado
    de laudo e avaliação clínica neurológica realizada por especialista;". Neste caso, quem possui pode ser impedido de tomar posse no cargo?

    Grato

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Sua pergunta é muito pertinente — especialmente porque envolve um achado neurológico estrutural (cavernoma) e sua possível implicação em exames admissionais de concursos públicos, como os da área policial.

    O cavernoma cerebral é uma malformação vascular benigna, formada por pequenos agrupamentos de vasos sanguíneos dilatados. Quando o cavernoma é assintomático — ou seja, nunca causou crises convulsivas, sangramento ou déficits neurológicos — ele não costuma gerar restrições funcionais nem limitações para o desempenho físico ou cognitivo.

    Nos exames neurológicos admissionais, o objetivo é identificar condições que possam comprometer o desempenho operacional ou oferecer risco durante atividades de alta exigência física e mental. Assim:

    Se o exame clínico neurológico estiver normal,

    O EEG não mostrar alterações epileptiformes ou sinais de disfunção cerebral,

    E houver documentação médica atestando que o cavernoma é estável, assintomático e sem restrições,
    então, em geral, não há motivo técnico para reprovação.

    No entanto, o resultado final depende da junta médica oficial do concurso, que avalia caso a caso conforme as diretrizes do edital. Em situações como essa, é recomendável apresentar um laudo detalhado de um neurologista, incluindo:

    Descrição do achado (localização e tamanho do cavernoma);

    Confirmação de que não há sintomas ou crises;

    Resultados de exames de imagem e EEG normais;

    E uma conclusão explícita de “aptidão neurológica para o exercício de atividades policiais”.

    Esse tipo de laudo costuma ser suficiente para comprovar a ausência de limitação funcional.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individual ou pericial. O ideal é que você leve seus exames atuais a um neurologista de confiança, para elaborar o relatório técnico adequado e acompanhar o processo seletivo com segurança.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, oferecendo cuidado especializado em neurologia clínica, avaliação pericial e acompanhamento de condições neurológicas assintomáticas, sempre com abordagem técnica e humanizada.

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  • Boa tarde fiz um cirurgião de henia de disco e virou dor crônica qual especialista devo procurar e m

    Boa tarde fiz um cirurgião de henia de disco e virou dor crônica qual especialista devo procurar e muita dor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Boa tarde. Sinto muito por você estar passando por esse quadro de dor persistente — isso é mais comum do que parece após uma cirurgia de hérnia de disco, e realmente merece atenção especializada.

    Quando a dor permanece por mais de três meses após o procedimento cirúrgico, ela é considerada uma dor crônica pós-cirúrgica, e pode estar relacionada a alterações nos nervos, inflamação residual, fibrose local ou até sensibilização do sistema nervoso central, em que o corpo continua “registrando” a dor mesmo após a cicatrização do local.

    O profissional mais indicado para avaliar e tratar esse tipo de situação é o neurologista especializado em dor ou o médico especialista em medicina da dor (também conhecido como “algologista”). Esse especialista é treinado para compreender os diferentes mecanismos da dor — nervosa, muscular ou central — e indicar uma abordagem completa, que pode incluir:

    Ajuste de medicações neuromoduladoras (como pregabalina, duloxetina ou amitriptilina, quando indicadas);

    Bloqueios analgésicos ou infiltrações, realizados com segurança em ambiente clínico;

    Fisioterapia neuromuscular e reabilitação postural;

    Técnicas de dessensibilização neural, acupuntura e fotobiomodulação, que ajudam a reduzir a intensidade da dor;

    Acompanhamento psicológico ou terapias de dor crônica, voltadas para melhorar o sono, o humor e a tolerância à dor.

    Em alguns casos, quadros como esse podem se sobrepor à síndrome dolorosa miofascial ou até à fibromialgia, condições que exigem uma visão mais ampla e interdisciplinar do tratamento.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O ideal é buscar avaliação com um neurologista ou especialista em dor crônica, para definir a origem exata da dor e traçar um plano terapêutico seguro e eficaz.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, oferecendo cuidado especializado em neurologia clínica, tratamento da dor crônica e reabilitação pós-cirúrgica, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • Topiramato interfere no uso de anticonsepcional!?.

    Topiramato interfere no uso de anticonsepcional!?.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e ela é muito importante, especialmente para mulheres em idade fértil que fazem uso de topiramato (Topamax®) para tratar enxaqueca, epilepsia ou dor crônica.

    A resposta é sim: o topiramato pode interferir na eficácia dos anticoncepcionais hormonais, mas essa interferência depende da dose e do tipo de anticoncepcional utilizado.

    Vamos entender melhor

    1⃣ Como o Topiramato interfere

    O topiramato é metabolizado no fígado e pode aumentar a eliminação dos hormônios estrogênicos, especialmente o etinilestradiol, presente na maioria das pílulas anticoncepcionais combinadas.

    Com isso, ele reduz as concentrações sanguíneas do hormônio, o que pode diminuir a eficácia contraceptiva e aumentar o risco de gravidez não planejada.

    Mesmo em doses menores (25–100 mg/dia), usadas para prevenção de enxaqueca, há relatos de falha anticoncepcional — por isso, a recomendação é sempre de cautela e acompanhamento médico.

    3⃣ Tipos de anticoncepcional mais afetados

    Pílulas orais combinadas (etinilestradiol + progestagênio) — podem perder eficácia;

    Anticoncepcionais somente com progesterona (como minipílulas e implantes hormonais) — também podem ser menos eficazes;

    Adesivos e anéis vaginais hormonais — têm risco semelhante;

    Injetáveis trimestrais (como medroxiprogesterona) e DIU hormonal (Mirena® ou Kyleena®) — geralmente não são afetados.

    4⃣ O que fazer

    1⃣ Converse com seu ginecologista ou neurologista antes de iniciar o topiramato — é importante escolher um método contraceptivo não afetado pela medicação;
    2⃣ Métodos alternativos seguros:

    DIU de cobre ou DIU hormonal (levonorgestrel);

    Anticoncepcionais injetáveis trimestrais;

    Métodos de barreira (camisinha masculina ou feminina) como proteção adicional.
    3⃣ Evite suspender o anticoncepcional ou o topiramato por conta própria;
    4⃣ Se houver qualquer alteração menstrual (sangramento irregular, escape ou atraso), informe o médico imediatamente.

    Em resumo:

    O topiramato pode reduzir a eficácia de anticoncepcionais hormonais, especialmente em doses acima de 200 mg/dia;

    Mesmo em doses menores (25–100 mg/dia), há risco individual de interação;

    O ideal é usar métodos contraceptivos não hormonais ou de liberação local (como DIU) enquanto estiver em uso do medicamento;

    Sempre avise seu neurologista e ginecologista sobre o uso concomitante.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual.
    Procure seu neurologista e ginecologista para escolher o método contraceptivo mais seguro e compatível com o uso do topiramato.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, saúde da mulher e prevenção da enxaqueca, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Quais os cuidados que uma pessoa que teve um AVC criptogênico deve ter, para que não ocorra outro AV

    Quais os cuidados que uma pessoa que teve um AVC criptogênico deve ter, para que não ocorra outro AVC?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e fundamental, pois o AVC criptogênico é aquele em que, mesmo após ampla investigação, não se identifica uma causa específica, como trombose, arritmia cardíaca, aneurisma ou aterosclerose significativa. Apesar disso, existem estratégias muito eficazes para reduzir o risco de recorrência e proteger o cérebro a longo prazo.

    Os cuidados devem focar em três frentes principais: controle clínico, investigação contínua e hábitos de vida.

    1⃣ Controle clínico rigoroso:
    Mesmo quando o AVC é considerado criptogênico, é essencial manter acompanhamento regular com neurologista e cardiologista, pois causas ocultas, como fibrilação atrial paroxística (intermitente), podem ser detectadas tardiamente. Por isso, muitos pacientes precisam de monitoramento cardíaco prolongado (Holter 24-72h ou dispositivos implantáveis) para descartar arritmias silenciosas. Além disso, manter pressão arterial abaixo de 130/80 mmHg, glicemia controlada e colesterol LDL idealmente abaixo de 70 mg/dL é indispensável, mesmo na ausência de causa definida.

    2⃣ Prevenção medicamentosa:
    Em grande parte dos casos, o médico recomenda o uso contínuo de antiagregantes plaquetários (como AAS ou clopidogrel), salvo contraindicação, para evitar a formação de novos coágulos. Em situações específicas, se houver suspeita de origem cardíaca ou presença de forame oval patente, pode ser indicada anticoagulação oral ou fechamento do defeito cardíaco, sempre após avaliação individual.

    3⃣ Atenção ao estilo de vida:
    A prevenção secundária do AVC depende fortemente de mudanças no estilo de vida. É fundamental:

    Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool;

    Manter uma alimentação anti-inflamatória e pobre em gorduras saturadas e sal;

    Praticar atividade física regular (aeróbica e de força, pelo menos 150 minutos por semana, conforme liberação médica);

    Garantir sono reparador, evitando apneia do sono, que é um fator de risco oculto frequentemente subdiagnosticado;

    Controlar o estresse e cuidar da saúde emocional, pois alterações hormonais e inflamatórias ligadas à ansiedade e depressão também elevam o risco vascular.

    4⃣ Acompanhamento contínuo e reavaliação periódica:
    Mesmo após a recuperação clínica, o paciente deve realizar consultas de revisão a cada 3 a 6 meses, com exames laboratoriais, avaliação de pressão, peso e ritmo cardíaco. O acompanhamento deve ser permanente, pois a ausência de causa inicial não significa ausência de risco futuro.

    Em resumo, embora o AVC criptogênico não tenha uma origem identificada, é possível reduzir significativamente o risco de recorrência com controle dos fatores de risco, uso correto das medicações e estilo de vida saudável. A prevenção é contínua e deve ser conduzida por equipe multiprofissional, envolvendo neurologista, cardiologista e clínico geral.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Recomendo que o paciente mantenha acompanhamento regular e converse com o neurologista sobre os exames de seguimento e ajustes de prevenção mais adequados ao seu caso.

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  • Minha tia foi diagnosticada ser portadora de Miopatia Irritativa.Gostariabse saber o que é e qual a

    Minha tia foi diagnosticada ser portadora de Miopatia Irritativa.Gostariabse saber o que é e qual a gravidade? Como tratar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! A sua pergunta é muito importante — e compreender o diagnóstico ajuda bastante a acompanhar o tratamento com mais segurança e tranquilidade.

    O termo “miopatia irritativa” geralmente aparece em laudos de exames, como a eletroneuromiografia (ENMG), e indica que há sofrimento ou inflamação nas fibras musculares. Ele não é o nome de uma doença específica, mas sim um achado descritivo, que sugere a presença de alteração no músculo — algo que pode ocorrer por diversas causas.

    As principais origens de uma miopatia irritativa incluem:

    Doenças inflamatórias musculares, como polimiosite, dermatomiosite ou miosite por corpo de inclusão;

    Doenças autoimunes sistêmicas (como lúpus ou doenças do tecido conjuntivo);

    Infecções virais, reações a medicamentos ou miopatias tóxicas;

    Em casos mais raros, alterações genéticas ou metabólicas.

    A gravidade depende diretamente da causa subjacente e do grau de inflamação muscular. Em geral, o quadro se manifesta por fraqueza muscular progressiva, dores, cansaço e dificuldade para realizar atividades físicas. Se o diagnóstico for de uma miopatia inflamatória verdadeira, o tratamento costuma incluir o uso de corticosteroides (como Prednisona) e, em alguns casos, imunossupressores ou imunomoduladores, sempre sob orientação médica.

    A fisioterapia motora também tem papel fundamental na recuperação, ajudando a preservar a força e prevenir rigidez ou encurtamentos musculares.

    É essencial que a sua tia seja acompanhada por um neurologista especializado em doenças neuromusculares, que poderá definir o tipo exato de miopatia (por meio de exames de sangue, eletroneuromiografia, ressonância muscular ou biópsia) e indicar o tratamento mais adequado.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. Cada caso de miopatia deve ser avaliado de forma detalhada para identificar a causa e planejar o melhor cuidado.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, tanto em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo quanto em atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, doenças musculares e reabilitação neurológica, sempre com abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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  • Dolamin Flex é indicado contra dor no caso de artrose no joelho e para quem tem glaucoma?

    Dolamin Flex é indicado contra dor no caso de artrose no joelho e para quem tem glaucoma?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito relevante, pois o uso de analgésicos e relaxantes musculares em pessoas com artrose e condições oftalmológicas como o glaucoma requer cuidado redobrado. O Dolamin Flex é uma medicação que combina citrato de orfenadrina (relaxante muscular), dipirona sódica (analgésico e antipirético) e cafeína (estimulante leve). Ele é indicado para o tratamento de dores musculares, contraturas, torcicolos e lombalgias, mas não é um tratamento específico para artrose.

    No caso da artrose de joelho, que é uma doença degenerativa da cartilagem, o Dolamin Flex pode ajudar apenas no alívio momentâneo da dor muscular associada, especialmente quando há tensão ou espasmo nos músculos ao redor da articulação. No entanto, ele não age diretamente sobre a inflamação ou sobre a degeneração articular. O tratamento da artrose envolve outras medidas, como fisioterapia, controle de peso, fortalecimento muscular, uso de anti-inflamatórios ou condroprotetores e, em alguns casos, infiltrações ou procedimentos ortopédicos.

    O ponto mais delicado da sua pergunta está relacionado ao glaucoma. O Dolamin Flex contém orfenadrina, um composto com leve ação anticolinérgica, o que significa que ele pode causar dilatação da pupila e aumento da pressão intraocular. Por esse motivo, é contraindicado em pacientes com glaucoma de ângulo fechado (ou estreito), já que pode agravar a pressão ocular e desencadear crises agudas de dor e visão turva.

    Se o paciente tem glaucoma de ângulo aberto, o tipo mais comum e crônico, o uso pode ser considerado com cautela e sob supervisão médica, mas nunca sem orientação do oftalmologista. É fundamental confirmar com o médico que acompanha o caso qual é o tipo de glaucoma antes de usar o medicamento.

    Em resumo:

    O Dolamin Flex pode aliviar dor e rigidez muscular, mas não trata a causa da artrose do joelho;

    Deve ser evitado em quem tem glaucoma de ângulo fechado, pois pode piorar a pressão ocular;

    Em casos de glaucoma de ângulo aberto, o uso deve ser feito apenas com liberação do oftalmologista;

    Para dor por artrose, o ideal é buscar tratamentos direcionados à articulação, que atuem na inflamação e na preservação da cartilagem.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Recomendo que converse com o ortopedista sobre o controle da artrose e com o oftalmologista antes de utilizar qualquer medicamento que contenha orfenadrina, para garantir segurança ocular e eficácia no tratamento.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • O Depakote engorda porque aumenta o apetite ou tem algum outro fator?

    O Depakote engorda porque aumenta o apetite ou tem algum outro fator?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e é muito importante compreender o motivo fisiológico por trás dessa possível alteração de peso, já que o Depakote (valproato de sódio) é amplamente utilizado tanto em neurologia (para epilepsia e enxaqueca) quanto em psiquiatria (como estabilizador do humor).

    O ganho de peso associado ao Depakote não ocorre apenas por aumento do apetite, embora esse seja um dos fatores. Ele é resultado de uma combinação de mudanças metabólicas, hormonais e neuroquímicas que o medicamento pode provocar em algumas pessoas.

    Os principais mecanismos são:

    1⃣ Aumento do apetite e alteração da saciedade

    O valproato atua em neurotransmissores como o GABA e a serotonina, que também participam da regulação da fome.

    Em algumas pessoas, isso leva a maior desejo por alimentos calóricos, especialmente carboidratos.

    2⃣ Redução da taxa metabólica basal

    O metabolismo pode ficar mais lento, o que significa que o corpo gasta menos energia em repouso.

    Assim, mesmo mantendo o mesmo padrão alimentar, pode ocorrer ganho de peso gradual.

    3⃣ Alterações hormonais e resistência à insulina

    O uso prolongado pode interferir em hormônios reguladores do metabolismo, favorecendo leve resistência à insulina, o que facilita o acúmulo de gordura corporal.

    Esse efeito é mais observado em mulheres, especialmente quando há predisposição a alterações hormonais.

    4⃣ Retenção leve de líquidos e alterações hepáticas metabólicas

    Em alguns casos, há discreta retenção hídrica e modificação na metabolização de gorduras pelo fígado.

    O importante é que nem todos os pacientes apresentam ganho de peso, e quando ocorre, ele pode ser prevenido ou controlado com:

    Acompanhamento nutricional;

    Prática regular de atividade física;

    Avaliação laboratorial periódica (função hepática, glicemia, perfil lipídico);

    E eventual ajuste de dose ou troca de medicação, caso o ganho seja expressivo.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. É essencial discutir qualquer alteração de peso com o médico que prescreveu o tratamento, para definir a melhor estratégia sem comprometer o controle das crises.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, enxaqueca e acompanhamento medicamentoso seguro, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Topiramato causa a diminuição do desejo sexual ou seja perda do libido feminino?

    Topiramato causa a diminuição do desejo sexual ou seja perda do libido feminino?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e é importante abordar esse tema com clareza, pois alterações no desejo sexual (libido) podem ocorrer com alguns medicamentos que atuam no sistema nervoso central, incluindo o Topiramato (Topamax).

    O Topiramato é um neuromodulador usado com frequência no tratamento da enxaqueca crônica, epilepsia e, em alguns casos, como coadjuvante no controle do peso ou de sintomas de humor. Embora ele tenha um bom perfil de tolerabilidade, em algumas pessoas pode, sim, estar associado a redução da libido, principalmente nas mulheres.

    Os principais mecanismos envolvidos são:

    1⃣ Efeito no sistema nervoso central – o Topiramato atua modulando neurotransmissores como GABA e glutamato, que influenciam diretamente a regulação da ansiedade, do prazer e da motivação. Essa modulação pode causar redução do interesse sexual ou menor resposta ao estímulo.

    2⃣ Alterações hormonais secundárias – em alguns casos, o Topiramato pode interferir no metabolismo de hormônios sexuais ou na absorção de anticoncepcionais hormonais, o que pode contribuir para flutuações hormonais leves e consequente impacto sobre o desejo.

    3⃣ Efeitos indiretos – perda de peso rápida, sonolência, fadiga, boca seca ou alterações de humor também podem reduzir o bem-estar geral e a disposição sexual, mesmo que de forma transitória.

    É importante ressaltar que essa reação não é universal — muitas pessoas usam o Topiramato sem apresentar nenhuma mudança perceptível na libido. Quando ocorre, a intensidade costuma ser leve e reversível após ajuste de dose ou troca de medicação.

    Caso você perceba esse tipo de alteração, o ideal é conversar com o neurologista que prescreveu o tratamento. O médico pode avaliar se o sintoma está relacionado ao medicamento, verificar possíveis causas hormonais, e ajustar o tratamento, sempre preservando o controle da enxaqueca ou epilepsia.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e também em atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tratamento da enxaqueca e acompanhamento de efeitos colaterais de medicamentos neurológicos, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Boa noite. Minha filha de oito anos sente dores de cabeça com frequência na escola. De cada cinco di

    Boa noite.
    Minha filha de oito anos sente dores de cabeça com frequência na escola. De cada cinco dias,três é indo para o ambulatório do colégio. Fizemos exames neurológicos e não contatou nada. Também levei a um oftalmologista que examinou e disse que ela tinha a visão perfeita e disse também que essa história de óculos de descanso não existe. Podem me orientar o que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e extremamente importante, especialmente porque a cefaleia recorrente em crianças é uma queixa comum e pode ter diversas causas, nem sempre neurológicas ou oftalmológicas. O fato de os exames estarem normais é um bom sinal, mas ainda assim é essencial entender por que a dor persiste e o que pode estar desencadeando esses episódios.

    As dores de cabeça em crianças geralmente se dividem em dois grandes grupos: cefaleias primárias (como enxaqueca e cefaleia tensional) e cefaleias secundárias (causadas por outros fatores, como sinusite, má alimentação, sono irregular ou estresse).

    Vamos analisar as possibilidades mais comuns no caso da sua filha:

    1⃣ Cefaleia tensional ou por estresse:
    É a causa mais frequente na faixa escolar. Ocorre quando há tensão muscular no pescoço e no couro cabeludo, geralmente associada a ansiedade, sobrecarga de atividades, postura incorreta, ruídos ou iluminação forte na escola. A criança costuma relatar dor em “aperto” ou “peso” na cabeça, sem enjoo nem sensibilidade à luz.

    2⃣ Cefaleia tipo enxaqueca infantil:
    Mesmo crianças podem ter crises de enxaqueca, geralmente acompanhadas de mal-estar, palidez, náusea ou sensibilidade à luz e ao som. Fatores como jejum prolongado, pouca hidratação, sono irregular ou excesso de telas podem desencadear as crises. A dor tende a aparecer no fim do turno escolar e melhora com repouso em local tranquilo.

    3⃣ Hábitos e rotina:
    Crianças que não tomam café da manhã, se hidratam pouco, dormem menos de 9 horas por noite ou usam telas em excesso frequentemente desenvolvem cefaleia funcional, mesmo com exames normais.

    4⃣ Postura e ergonomia:
    Sentar-se por longos períodos, segurar lápis ou tablet de forma incorreta e manter a cabeça inclinada constantemente podem gerar tensão muscular cervical, levando à dor irradiada para a cabeça.

    5⃣ Fatores emocionais:
    Muitas crianças expressam o estresse, a ansiedade ou o cansaço emocional através de dores físicas, especialmente na cabeça ou na barriga. É importante observar se as crises acontecem em momentos de maior cobrança, conflitos escolares ou mudanças de rotina.

    Como conduzir daqui em diante:

    Mantenha um diário da dor: registre dias, horários, intensidade e situações em que a dor aparece (antes ou depois das aulas, após refeições, uso de telas, etc.). Isso ajuda o neurologista a identificar padrões.

    Garanta hidratação e alimentação regulares: pequenas refeições a cada 3 horas e boa ingestão de água reduzem muito o risco de cefaleias.

    Sono adequado: crianças precisam de 9 a 11 horas de sono por noite; dormir pouco é uma das principais causas de dor de cabeça persistente.

    Evite telas antes de dormir e reduza o tempo de exposição durante o dia.

    Incentive atividades físicas e momentos de relaxamento, que ajudam a equilibrar o sistema nervoso e reduzir tensão muscular.

    Acompanhamento psicológico pode ser útil se houver suspeita de ansiedade escolar ou emocional.

    Em alguns casos, o neurologista pode solicitar revisão dos exames após alguns meses ou propor um tratamento preventivo leve, mas somente após observar a evolução clínica e confirmar o padrão das crises.

    Em resumo: mesmo com exames normais, a dor de cabeça infantil merece atenção e observação do contexto diário, pois frequentemente está ligada a hábitos, postura, sono, alimentação ou fatores emocionais. Com ajustes de rotina e acompanhamento médico contínuo, a maioria dos casos evolui com melhora significativa.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Continue acompanhando com o neurologista pediátrico, levando anotações das crises, para que seja possível definir o tipo de cefaleia e o melhor plano de tratamento.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
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  • Tenho uma dor absurda na perna fui ao ortopedista e ele me indicou acupuntura e um médico que trata

    Tenho uma dor absurda na perna fui ao ortopedista e ele me indicou acupuntura e um médico que trata dores Eu gostaria de saber qual é o especialista que trata dores?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Sua pergunta é excelente — e é muito importante buscar o profissional certo quando a dor se torna persistente e afeta a qualidade de vida.

    O especialista que trata dores é o médico da dor, também conhecido como algologista. Trata-se de um profissional que normalmente tem formação em neurologia, anestesiologia ou fisiatria, e depois realiza especialização em medicina da dor.

    Esse médico é responsável por investigar a causa da dor (que pode ser muscular, articular, nervosa ou crônica) e propor um tratamento completo e personalizado, que vai muito além do uso de analgésicos. Ele atua com uma abordagem multidisciplinar, integrando:

    Avaliação neurológica e funcional detalhada, para identificar se há comprometimento de nervos ou músculos;

    Ajuste de medicações neuromoduladoras, usadas em dores neuropáticas (como queimação, choque, formigamento);

    Bloqueios analgésicos e infiltrações, realizados com segurança e precisão, quando indicados;

    Acupuntura médica, fisioterapia e reabilitação neuromuscular, para restaurar o movimento e reduzir inflamações;

    Orientações sobre sono, estresse e hábitos de vida, que influenciam diretamente o controle da dor.

    Muitos quadros de dor intensa em uma perna — especialmente se ela irradia, formiga ou queima — podem estar ligados a compressões nervosas (como a ciatalgia), síndromes miofasciais ou dores neuropáticas pós-lesão, condições frequentemente tratadas por neurologistas especializados em dor.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O ideal é procurar um neurologista ou médico da dor, que avaliará o tipo e a origem da dor, definindo um plano de tratamento seguro e eficaz.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, medicina da dor e reabilitação neuromuscular, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Carbamazepina pode causa impotência sexual em homens?

    Carbamazepina pode causa impotência sexual em homens?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito relevante, pois a carbamazepina é um medicamento amplamente utilizado no tratamento de epilepsia, neuralgia do trigêmeo e transtornos do humor, e seus efeitos sobre a função sexual masculina são um tema frequente nas consultas neurológicas.

    A carbamazepina pode, sim, causar redução da libido e, em alguns casos, disfunção erétil, embora esses efeitos não ocorram em todos os pacientes e costumem ser reversíveis. O mecanismo envolvido está relacionado principalmente à alteração hormonal e neuroquímica provocada pelo medicamento.

    Esse fármaco aumenta a atividade enzimática no fígado, acelerando o metabolismo de diversos hormônios, inclusive a testosterona, principal responsável pelo desejo sexual e pela função erétil. Com o uso prolongado, os níveis circulantes desse hormônio podem diminuir discretamente, levando a sintomas como queda do interesse sexual, dificuldade de ereção ou redução da frequência das relações. Além disso, a carbamazepina pode reduzir a contagem e a mobilidade dos espermatozoides, embora esse efeito também seja, na maioria das vezes, temporário e melhore após ajuste de dose ou troca de medicação.

    Outro fator importante é o próprio impacto do tratamento de longo prazo de doenças neurológicas sobre o corpo e o bem-estar emocional. Condições como epilepsia ou dor crônica afetam o equilíbrio neuroendócrino e psicológico, podendo contribuir para fadiga, ansiedade de desempenho e diminuição do desejo sexual, independentemente do medicamento.

    Esses efeitos adversos são dependentes da dose e da sensibilidade individual, e muitos pacientes usam carbamazepina por anos sem apresentar nenhuma alteração sexual. Quando ocorrem, o neurologista pode realizar uma avaliação laboratorial dos níveis hormonais (testosterona total e livre, prolactina, SHBG) e, se necessário, considerar ajustes de dose ou substituição por anticonvulsivantes com menor impacto hormonal, como a lamotrigina ou o levetiracetam, dependendo do caso clínico.

    Em resumo, a carbamazepina pode causar diminuição da libido e, ocasionalmente, disfunção erétil, mas esses efeitos costumam ser leves, reversíveis e manejáveis. O acompanhamento regular com o neurologista permite equilibrar o controle da doença e a qualidade de vida sexual do paciente.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Recomendo que converse com o seu neurologista, relatando as alterações percebidas, para que ele possa avaliar o quadro de forma completa e ajustar o tratamento, se necessário.

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  • Orap pode ser substituído por Quetiapina na Síndrome de Tourette?

    Orap pode ser substituído por Quetiapina na Síndrome de Tourette?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito relevante, especialmente no contexto do tratamento da Síndrome de Tourette, em que a escolha da medicação deve ser sempre individualizada e supervisionada por um neurologista ou psiquiatra.

    Vamos entender as diferenças entre os dois medicamentos e o que a ciência mostra

    1⃣ O que é o Orap (pimozida)

    O Orap (pimozida) é um neuroléptico (antipsicótico típico) da classe das butirofenonas, semelhante ao haloperidol, e há muitos anos é utilizado para o controle de tiques motores e vocais na Síndrome de Tourette.

    Efeitos positivos:

    Atua bloqueando a dopamina (neurotransmissor envolvido no controle motor);

    É eficaz na redução dos tiques, principalmente em pacientes com sintomas moderados a graves;

    Tem ação prolongada, o que permite menos doses diárias.

    Desvantagens:

    Pode causar efeitos extrapiramidais (rigidez, tremor, inquietação);

    Risco de prolongamento do intervalo QT no coração (necessita monitoramento com eletrocardiograma);

    Pode provocar sonolência, boca seca e ganho de peso.

    Por esses motivos, o Orap vem sendo cada vez menos utilizado e substituído por antipsicóticos mais modernos e toleráveis, como a quetiapina, risperidona ou aripiprazol.

    2⃣ E a Quetiapina?

    A quetiapina é um antipsicótico atípico, mais moderno, com menor risco de efeitos motores e melhor perfil de tolerabilidade, especialmente em crianças e adolescentes.
    Ela atua de forma mais equilibrada sobre dopamina e serotonina, o que reduz os tiques em alguns pacientes, mas sua eficácia na Síndrome de Tourette é geralmente menor do que a da risperidona ou aripiprazol.

    Vantagens da quetiapina:

    Menor risco de rigidez e tremores;

    Pode ajudar no sono e na ansiedade associada;

    Efeitos colaterais geralmente mais leves.

    Limitações:

    Pode causar sonolência excessiva e ganho de peso;

    O controle dos tiques nem sempre é tão forte quanto com pimozida ou risperidona;

    O ajuste da dose deve ser feito gradualmente.

    3⃣ Pode substituir?

    Tecnicamente, sim — em alguns casos o Orap pode ser substituído pela quetiapina,
    mas a troca deve ser feita com acompanhamento médico, porque:

    As doses equivalentes são diferentes;

    A resposta clínica é variável (nem todos respondem da mesma forma);

    É preciso ajustar gradualmente a retirada do Orap para evitar efeitos de abstinência dopaminérgica;

    O médico pode considerar outras opções com evidência mais robusta para Tourette, como risperidona, aripiprazol ou tetrabenazina, dependendo da intensidade dos tiques e efeitos adversos prévios.

    4⃣ O que é importante avaliar antes da troca

    Gravidade e frequência dos tiques;

    Comorbidades associadas (TDAH, TOC, ansiedade);

    Efeitos colaterais do medicamento atual;

    Histórico de resposta prévia a outras medicações;

    E condições cardíacas, no caso do uso prolongado de pimozida.

    A decisão final deve sempre ser feita entre médico e paciente (ou familiares), avaliando risco-benefício individual.

    Em resumo:

    O Orap (pimozida) é eficaz, mas tem mais efeitos colaterais e riscos cardíacos;

    A quetiapina pode ser usada como alternativa em casos leves ou quando há intolerância ao Orap, embora nem sempre controle os tiques com a mesma força;

    A substituição deve ser feita gradualmente e sob supervisão neurológica ou psiquiátrica;

    Outras opções mais modernas (como aripiprazol ou risperidona) costumam ter melhor eficácia e tolerância em Tourette.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individual.
    Não altere a medicação por conta própria — o ajuste deve ser feito com orientação do seu neurologista, para garantir segurança e eficácia.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, distúrbios do movimento e Síndrome de Tourette, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Oi estou com o herpes zoster e estou tomando Aciclovir a 10 dias mais ainda estou com as marcas na p

    Oi estou com o herpes zoster e estou tomando Aciclovir a 10 dias mais ainda estou com as marcas na pele, e ainda coça bastante
    O que faço pra cicatrizar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Entendo perfeitamente sua preocupação — o Herpes Zoster pode deixar a pele sensível e causar coceira, ardência ou dor mesmo após o término do tratamento antiviral, especialmente nas fases finais de cicatrização.

    O Aciclovir é o medicamento correto para combater o vírus e, em geral, deve ser usado pelo tempo prescrito pelo médico (normalmente de 7 a 10 dias). Depois desse período, o vírus já está inativo, mas a pele e os nervos ainda estão se recuperando, o que explica as marcas, manchas e coceira persistentes. Essa fase é normal e faz parte do processo de regeneração.

    Aqui vão algumas orientações gerais que costumam ajudar na cicatrização:

    Evite coçar ou friccionar a área, pois isso pode retardar a cicatrização e aumentar o risco de infecção secundária.

    Use roupas leves e de algodão, que não irritem a pele.

    Mantenha a região limpa e seca, lavando com sabonete neutro e secando suavemente.

    Se houver coceira intensa, o médico pode prescrever antialérgicos orais ou pomadas calmantes com loções à base de calamina, aloe vera ou hidratantes suaves.

    Em alguns casos, se a pele estiver muito sensível ou dolorida, o uso de pomadas com efeito anestésico leve ou corticoide tópico pode ser indicado, mas apenas sob orientação médica.

    É importante observar se ainda há bolhas novas ou secreção, pois isso pode indicar infecção secundária, exigindo nova avaliação médica. Também é comum que, após o herpes, ocorra dor residual (neuralgia pós-herpética), que deve ser tratada com medicamentos específicos, caso persista.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. Recomendo que você retorne ao médico para revisar a cicatrização e, se necessário, ajustar o tratamento para o alívio da coceira e recuperação total da pele.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tratamento da dor e reabilitação pós-herpes zoster, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • A interrupção do uso de gardenal pode ocasionar dores musculares e nos ossos?

    A interrupção do uso de gardenal pode ocasionar dores musculares e nos ossos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito importante, especialmente para quem faz uso prolongado de Gardenal (fenobarbital), medicamento frequentemente utilizado no controle de crises epilépticas ou em alguns casos de distúrbios do sono.
    A interrupção abrupta do Gardenal pode, sim, causar diversos sintomas de abstinência, e entre eles podem estar dores musculares e ósseas, embora esses sintomas geralmente não ocorram de forma isolada.
    Vamos entender o porquê:
    1⃣ Efeito no sistema nervoso central:
    O Gardenal atua como um depressor do sistema nervoso central, estimulando o neurotransmissor GABA, que inibe a atividade elétrica cerebral e promove relaxamento muscular. Quando o medicamento é interrompido de repente, o cérebro perde essa inibição de forma súbita, o que provoca hiperexcitabilidade neuronal. Essa mudança pode se manifestar como tremores, tensão muscular, dor difusa, ansiedade, insônia e até convulsões.
    2⃣ Alterações metabólicas e hormonais:
    O uso crônico de fenobarbital interfere no metabolismo da vitamina D e do cálcio, o que, a longo prazo, pode causar fraqueza muscular e dores ósseas (por osteopenia ou osteomalácia). Quando o medicamento é suspenso sem acompanhamento, o corpo demora a reequilibrar esses níveis, o que pode gerar dores musculoesqueléticas transitórias.
    3⃣ Sintomas de abstinência:
    Além da dor, podem ocorrer irritabilidade, inquietação, náusea, tontura, tremores e insônia — especialmente se a interrupção for feita sem redução gradual da dose. O sistema nervoso e o corpo precisam de tempo para se readaptar à ausência da medicação.
    4⃣ Retirada inadequada:
    A fenobarbital é uma substância de meia-vida longa e alto potencial de dependência fisiológica, o que significa que nunca deve ser interrompida de forma abrupta. A retirada deve ser gradual e supervisionada por um neurologista, com redução lenta da dose ao longo de semanas ou meses, dependendo da duração do tratamento e da dose utilizada.
    5⃣ Fatores agravantes:
    Dores mais intensas podem surgir em pessoas com deficiência de vitamina D, sedentarismo, distúrbios do sono ou ansiedade de rebote durante a retirada.
    Para aliviar o desconforto e reduzir riscos:


    Jamais suspenda o Gardenal sem orientação médica;


    Peça ao seu neurologista para elaborar um plano de desmame gradual;


    Realize exames de cálcio, fósforo, vitamina D e função hepática durante o processo;


    Mantenha boa hidratação e prática leve de exercícios físicos para reduzir rigidez muscular;


    Caso as dores persistam, o médico pode indicar suplementação ou medicação auxiliar temporária.


    Em resumo: sim, a interrupção do Gardenal pode causar dores musculares e ósseas, principalmente se o medicamento for suspenso abruptamente, por causa da abstinência do sistema nervoso central e alterações metabólicas associadas ao uso prolongado. A retirada segura deve sempre ser gradual e acompanhada pelo neurologista.
    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Converse com seu neurologista antes de interromper o medicamento — ele poderá ajustar a dose de forma segura e prevenir os efeitos de abstinência.
    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
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Autor

Neurologista, Especialista em Dor

Perguntas frequentes

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