Perguntas do paciente (173)

  • Olá nos noite! Minha dúvida é? Esse medicamento foi prescrito para minha mãe: uma CX assim que receb

    Olá nos noite! Minha dúvida é? Esse medicamento foi prescrito para minha mãe: uma CX assim que recebeu alta,
    Pois bem ela já tomou a quantidade prescrita, quero saber se deveria continuar já que teve duas crises convulsivas? E foi por isso e por ter apresentado AVC que descobrimos o tumor, desde já obrigada !

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá, boa noite! Sua dúvida é muito importante, e entendo totalmente sua preocupação — principalmente após um quadro de AVC e crises convulsivas associadas a um tumor cerebral.

    A Fenitoína é um anticonvulsivante utilizado para prevenir e controlar crises epilépticas, inclusive em situações neurológicas complexas como a da sua mãe. No entanto, a continuidade ou suspensão do uso da medicação deve ser sempre definida pelo médico neurologista ou pela equipe que acompanhou o caso no hospital, pois depende de vários fatores clínicos, como:

    Tipo e frequência das convulsões apresentadas;

    Localização e natureza do tumor cerebral;

    Resultados dos exames de imagem (como tomografia ou ressonância);

    Uso concomitante de outras medicações (por exemplo, corticoides ou quimioterápicos).

    Em muitos casos, o anticonvulsivante precisa ser mantido por um período prolongado, mesmo após o término da receita inicial, para evitar novas crises. Interromper a Fenitoína sem orientação médica pode aumentar o risco de recorrência de convulsões, o que pode ser perigoso, principalmente em pacientes com histórico de AVC e lesão cerebral.

    Por isso, não é indicado suspender ou modificar a medicação por conta própria. O ideal é que sua mãe seja reavaliada o quanto antes por um neurologista, levando o resumo de alta, os exames e a bula ou embalagem do medicamento utilizado, para que o profissional defina se a Fenitoína deve ser continuada, ajustada ou substituída por outro anticonvulsivante mais adequado.

    Reforço que esta resposta tem caráter apenas informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento presencial é essencial para garantir a segurança e estabilidade neurológica da sua mãe neste momento delicado.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia e reabilitação pós-AVC e tumores cerebrais, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • Posso tomar carbamazepina no lugar de fenitoína já que estou sem o medicamento? E só vou passar no n

    Posso tomar carbamazepina no lugar de fenitoína já que estou sem o medicamento? E só vou passar no neurologista segunda

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Essa é uma dúvida muito importante — e a resposta é: não é seguro substituir a fenitoína pela carbamazepina por conta própria, mesmo que ambas sejam anticonvulsivantes.

    Embora os dois medicamentos atuem no controle de crises epilépticas e sintomas neurológicos, eles agem de formas diferentes no cérebro, têm doses e perfis de efeitos colaterais distintos e não são equivalentes em potência nem em metabolismo.

    1⃣ Por que não é indicado trocar sem orientação médica

    A carbamazepina e a fenitoína têm mecanismos de ação semelhantes (bloqueiam canais de sódio nos neurônios), mas a farmacocinética e o tempo de ação são completamente diferentes.

    O uso incorreto pode desestabilizar o controle das crises, levando a convulsões de rebote ou efeitos adversos.

    Além disso, a carbamazepina interage com vários outros medicamentos e precisa ser iniciada com ajuste gradual da dose — o que não deve ser feito sem supervisão médica.

    Uma troca abrupta pode causar efeitos de abstinência da fenitoína ou toxicidade da carbamazepina.

    2⃣ O que fazer até a consulta

    1⃣ Não inicie a carbamazepina sem autorização do neurologista.
    2⃣ Se estiver sem a fenitoína, o mais seguro é manter contato com seu posto de saúde, farmácia de alto custo ou pronto atendimento para tentar reposição temporária do mesmo medicamento, mesmo que seja de outro fabricante.
    3⃣ Caso ocorra crise convulsiva ou sintomas de alerta (tremores, confusão, visão dupla, fala arrastada), procure atendimento médico imediatamente.
    4⃣ Evite dirigir, nadar sozinho ou manipular objetos perigosos até estabilizar novamente o tratamento.

    3⃣ Quando o neurologista deve avaliar

    Na sua próxima consulta, o médico poderá:

    Avaliar se há indicação para substituir a fenitoína;

    Calcular a dose equivalente e o intervalo de transição seguro;

    Solicitar exames de sangue para monitorar níveis do medicamento e função hepática.

    Em resumo:
    Não substitua a fenitoína pela carbamazepina por conta própria.
    A troca precisa ser planejada e ajustada pelo neurologista para evitar crises, efeitos colaterais e riscos desnecessários.
    Se estiver sem o remédio, procure atendimento de urgência ou farmácia hospitalar para reposição temporária até a consulta.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica presencial.
    Procure atendimento imediato se houver sintomas de abstinência, convulsão ou piora clínica.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica e epilepsia, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Tem deferência da lamotregina do governo para a comprada?

    Tem deferência da lamotregina do governo para a comprada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e sim, há diferença entre a lamotrigina distribuída pelo governo (SUS) e a lamotrigina comprada em farmácia, mas essa diferença não está na substância ativa, e sim na marca, fabricante e nos excipientes usados na formulação.

    Vamos entender melhor:

    1⃣ A substância é a mesma

    Tanto a lamotrigina fornecida pelo SUS, quanto as vendidas em farmácias particulares, contêm o mesmo princípio ativo: lamotrigina, um anticonvulsivante usado para tratar epilepsia, transtorno bipolar e algumas síndromes neurológicas.

    A diferença é que o governo distribui geralmente a versão genérica, adquirida por licitação pública.
    Ou seja, o efeito terapêutico esperado é o mesmo, desde que o medicamento tenha registro na Anvisa e bioequivalência comprovada.

    2⃣ O que pode mudar

    Embora o princípio ativo seja igual, alguns fatores podem fazer o paciente perceber diferenças na resposta clínica:

    Excipientes diferentes (substâncias usadas para dar forma e estabilidade ao comprimido);

    Velocidade de absorção ligeiramente diferente entre fabricantes;

    Paladar, cor e formato do comprimido;

    E, em alguns casos, sensibilidade individual a conservantes ou adoçantes usados nas versões genéricas.

    Essas variações podem causar diferenças sutis nos níveis sanguíneos da lamotrigina — e em alguns pacientes sensíveis, isso pode influenciar discretamente o controle das crises ou causar efeitos adversos leves (como tontura, sonolência ou cefaleia transitória) após a troca.

    3⃣ O que fazer se houver troca

    Se você sempre usava a lamotrigina de marca (como Lamictal®) e passou a usar a do SUS (ou vice-versa), o ideal é:

    1⃣ Não interromper o tratamento;
    2⃣ Avisar o neurologista sobre a troca, principalmente se notar mudança no controle das crises, humor, sono ou efeitos colaterais;
    3⃣ Se houver necessidade, o médico pode solicitar ajuste de dose ou padronizar o uso de uma mesma marca (especificando na receita “não substituir o fabricante”).

    4⃣ A lamotrigina do SUS é segura?

    Sim.
    Todos os medicamentos distribuídos pelo Sistema Único de Saúde passam por controle rigoroso da Anvisa, incluindo testes de qualidade, eficácia e bioequivalência.
    O que muda é o fabricante e o custo — mas a eficácia clínica e a segurança são equivalentes à da versão comercial.

    Em resumo:

    A lamotrigina do governo e a comprada na farmácia têm o mesmo princípio ativo;

    Podem haver diferenças nos excipientes e absorção, o que explica pequenas variações na resposta;

    A lamotrigina fornecida pelo SUS é segura e eficaz, mas qualquer troca deve ser acompanhada pelo neurologista para garantir estabilidade do tratamento.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual.
    Em caso de sintomas diferentes após a troca, procure seu neurologista para avaliar ajuste de dose ou recomendação de manter um mesmo fabricante.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica e epilepsia, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Quebrei o coccis faz13 dias estou em tratamento porém a dor não passa .agora estou sentindo muita do

    Quebrei o coccis faz13 dias estou em tratamento porém a dor não passa .agora estou sentindo muita dor ao evacuar. Estou tomando arcocia. O que devo fazer? nao aguento a dor

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e compreensível a sua preocupação, pois a fratura ou contusão do cóccix (coccidínia) é uma condição extremamente dolorosa e, em alguns casos, a melhora pode ser lenta, especialmente nas primeiras semanas. O fato de você ainda sentir dor intensa após 13 dias é algo relativamente comum, mas que merece atenção médica para garantir que o processo de recuperação esteja ocorrendo adequadamente.

    O cóccix é o pequeno osso localizado na extremidade inferior da coluna vertebral, que sofre muito com a pressão ao sentar, levantar, evacuar ou mesmo tossir. Após uma queda ou trauma, ele pode apresentar fratura, deslocamento parcial ou inflamação intensa dos ligamentos e tecidos ao redor, o que explica o desconforto prolongado.

    Mesmo com o uso do Arcoxia (etoricoxibe), que é um anti-inflamatório potente, a dor pode persistir por várias semanas porque o cóccix recebe pouca irrigação sanguínea e a sua cicatrização é lenta. Além disso, a dor ao evacuar é um sintoma comum nesse tipo de lesão, pois o esforço abdominal e o movimento do assoalho pélvico pressionam a região lesionada.

    Algumas medidas que podem ajudar durante essa fase:

    Evite sentar diretamente sobre o cóccix. Use uma almofada em formato de “rosquinha” ou em “U”, para reduzir a pressão sobre a área;

    Prefira evacuar com o mínimo de esforço. O uso de laxantes suaves, fibras, água em abundância e dieta rica em vegetais e frutas ajuda a amolecer as fezes e evitar dor ou fissuras associadas;

    Aplique compressas mornas na região por 15 a 20 minutos, de 2 a 3 vezes ao dia, para aliviar a inflamação;

    Evite ficar sentada por longos períodos e levante-se com cuidado, apoiando o peso nos braços e nas coxas, e não diretamente sobre o quadril;

    Procure o ortopedista novamente, pois, se a dor persistir mesmo com medicação, pode haver deslocamento do cóccix, formação de hematoma interno ou até compressão nervosa local. Em alguns casos, o médico pode indicar exame de imagem de controle (radiografia ou ressonância) e associar fisioterapia analgésica ou infiltração local com anestésico e corticoide, quando indicado.

    É importante não permanecer em dor intensa, pois isso prejudica o sono, a mobilidade e pode gerar tensão muscular adicional. Se a dor ao evacuar for muito forte, pode haver também espasmo do esfíncter anal ou fissura anal secundária à constipação, e o proctologista pode auxiliar no alívio dessa parte específica.

    Em resumo, a dor após 13 dias ainda pode ser esperada, mas deve estar gradualmente diminuindo. Como você relata dor intensa e desconforto acentuado ao evacuar, o ideal é reavaliar com o ortopedista e, se necessário, associar acompanhamento proctológico ou fisioterápico, para um manejo mais completo e eficaz da dor.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Procure reavaliação o quanto antes, especialmente se a dor estiver piorando, para garantir uma recuperação segura e sem complicações.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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  • Herpes Zoster é grave ? É contagiosa? Iniciei o tratamento após 15 dias do início, e farei tratame

    Herpes Zoster é grave ?
    É contagiosa? Iniciei o tratamento após 15 dias do início, e farei tratamento de 7 dias com Aciclovir 4 comprimidos de 4/4 hs. Demora a agir? Dps desse tratamento, estarei curada ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — o herpes zoster é uma condição comum, mas que merece atenção médica adequada, especialmente quando o tratamento é iniciado alguns dias após o início dos sintomas.

    Vamos por partes

    1⃣ O que é o herpes zoster

    O herpes zoster é causado pela reativação do vírus varicela-zoster, o mesmo da catapora.
    Depois que uma pessoa tem catapora, o vírus permanece adormecido nos nervos e pode se reativar anos depois, geralmente quando há queda da imunidade, estresse intenso ou envelhecimento.

    Essa reativação causa dor localizada, formigamento, ardência e erupções em forma de faixas na pele — o chamado “cobreiro”.

    2⃣ É grave?

    Na maioria dos casos, o herpes zoster não é grave, mas pode ser bastante doloroso e, se não tratado adequadamente, causar complicações, como:

    Neuralgia pós-herpética, uma dor que persiste mesmo após a melhora das lesões;

    Infecção secundária da pele (se houver feridas abertas);

    E, em casos mais raros, comprometimento ocular ou auditivo, se o vírus atingir nervos dessas regiões.

    O risco de complicações é maior em pessoas com imunidade reduzida (idosos, diabéticos, pessoas em uso de corticoides ou imunossupressores).

    ‍ 3⃣ É contagiosa?

    O herpes zoster em si não é contagioso — você não transmite o zoster para outras pessoas.
    Porém, o vírus varicela-zoster pode ser transmitido a quem nunca teve catapora nem foi vacinado, e essa pessoa desenvolverá catapora, não herpes zoster.

    A transmissão só ocorre pelo contato direto com as lesões abertas, e deixa de existir quando as feridas formam crostas.
    Por isso, é importante manter as lesões cobertas e higienizadas até a completa cicatrização.

    4⃣ Tratamento e tempo de resposta

    O aciclovir é o medicamento correto para tratar o herpes zoster.
    Idealmente, ele deve ser iniciado até 72 horas após o surgimento das lesões, mas mesmo após esse período pode ajudar a controlar a replicação viral e reduzir a dor.

    O tempo de melhora varia — geralmente:

    A dor e o ardor começam a melhorar após 5 a 10 dias de uso;

    As lesões cutâneas cicatrizam entre 2 e 4 semanas;

    Em algumas pessoas, o desconforto pode persistir por mais tempo, mesmo após o término do tratamento antiviral.

    O fato de o tratamento ter começado com 15 dias de evolução pode reduzir parcialmente a eficácia antiviral, mas ainda é útil para evitar agravamento e novas lesões.

    Após o tratamento, é essencial acompanhar com o médico, que poderá avaliar a necessidade de:

    Medicamentos para controle da dor neuropática (como pregabalina, gabapentina ou amitriptilina);

    Suplementação de vitaminas B para regeneração nervosa;

    E vacinação preventiva contra o herpes zoster, no futuro, para reduzir risco de recidiva.

    Em resumo:

    O herpes zoster não é geralmente grave, mas requer acompanhamento médico para evitar complicações;

    Não é contagioso como o herpes simples, mas pode transmitir catapora a quem nunca teve a doença;

    O aciclovir age para reduzir a carga viral e acelerar a recuperação, mesmo iniciado tardiamente, embora a resposta possa ser mais lenta;

    Após o tratamento, o vírus entra novamente em estado latente — o objetivo é controlar a infecção, aliviar os sintomas e prevenir sequelas, não garantir eliminação definitiva do vírus.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual.
    Mantenha acompanhamento com seu médico, especialmente se a dor persistir após o término do antiviral.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, dor neuropática e complicações pós-herpes zoster, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • Olá tomo Amitriptilina a uns 3 meses para tratar minha enxaqueca gostaria de saber se posso tomar o

    Olá tomo Amitriptilina a uns 3 meses para tratar minha enxaqueca gostaria de saber se posso tomar o remédio após 2 ou 3 horas depois de ter ingerido uma cerveja pode causar algo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Essa é uma dúvida muito comum — e é muito importante você ter perguntado antes de combinar a amitriptilina com álcool, pois mesmo pequenas quantidades de bebida alcoólica podem potencializar os efeitos do medicamento e causar reações indesejadas.

    Vamos entender o que acontece

    1⃣ Amitriptilina e álcool: o que acontece no organismo

    A amitriptilina é um antidepressivo tricíclico, frequentemente usado em doses baixas para prevenção de enxaqueca.
    Ela atua no sistema nervoso central, modulando neurotransmissores como serotonina e noradrenalina.

    O álcool também age sobre o sistema nervoso, mas de forma depressora, reduzindo a atividade cerebral.
    Quando os dois são ingeridos com intervalo curto (mesmo de 2–3 horas), os efeitos podem se somar e causar:

    Sonolência excessiva;

    Tontura e desequilíbrio;

    Queda de pressão arterial;

    Risco aumentado de desmaio, lentidão e reflexos reduzidos;

    Em casos mais raros, confusão mental e alterações no ritmo cardíaco.

    Além disso, tanto o álcool quanto a amitriptilina são metabolizados no fígado, o que pode aumentar a sobrecarga hepática e favorecer efeitos colaterais, principalmente com uso contínuo.

    2⃣ Mesmo uma cerveja pode causar reação?

    Sim — embora uma dose leve (como uma lata de cerveja) geralmente não cause complicações graves, em pessoas sensíveis ou que usam o medicamento de forma regular, o efeito pode ser potencializado, especialmente:

    Nas primeiras semanas de uso do remédio;

    Se a pessoa tiver baixo peso, metabolismo lento ou problemas hepáticos;

    Ou se houver associação com outros medicamentos sedativos (como clonazepam, rivotril, pregabalina, etc.).

    Portanto, mesmo pequenas quantidades podem interferir na ação terapêutica e aumentar o risco de sonolência, quedas e ressaca prolongada.

    3⃣ O que é mais seguro fazer

    Evite ingerir álcool e amitriptilina no mesmo dia, especialmente se estiver em uso contínuo;

    Se eventualmente consumir uma bebida, espere pelo menos 12 horas antes da próxima dose;

    Nunca associe com direção, trabalho em altura ou atividades que exijam atenção;

    Se a amitriptilina for tomada à noite, não consuma álcool no fim da tarde;

    Caso perceba tontura, batimentos acelerados ou confusão, procure atendimento médico.

    Em resumo:
    Mesmo uma cerveja, se ingerida poucas horas antes da amitriptilina, pode potencializar os efeitos sedativos e causar sonolência, tontura e lentidão, além de interferir no tratamento da enxaqueca.
    O ideal é evitar o consumo de álcool durante o uso do medicamento — e, se eventualmente beber, aguardar pelo menos 12 horas antes de tomar a próxima dose.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual.
    Converse com seu neurologista, que poderá ajustar a dose, o horário da medicação ou orientar melhor sobre o consumo eventual de álcool no seu caso específico.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, cefaleias e medicina do sono, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • Tenho terriveis dores de cabeça quando tenho relaçoes sexuais? ha alguma soluçao para isto?

    Tenho terriveis dores de cabeça quando tenho relaçoes sexuais? ha alguma soluçao para isto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Essa é uma pergunta muito importante — e saiba que você não está só: a cefaleia associada à atividade sexual, também chamada de cefaleia sexual ou cefaleia pós-coito, é uma condição conhecida e, embora cause preocupação, na maioria dos casos não representa algo grave.

    Esse tipo de dor costuma ocorrer durante a excitação sexual ou no momento do orgasmo, e pode ser:

    Súbita e explosiva, parecendo uma “forte pressão na cabeça”;

    Ou progressiva, aumentando conforme o ritmo cardíaco e a tensão muscular se elevam.

    As principais causas são divididas em dois grupos:

    1⃣ Cefaleia primária associada à atividade sexual — é benigna e resulta da dilatação súbita dos vasos cerebrais e do aumento da pressão arterial no momento do orgasmo. A dor pode durar de minutos a horas e, embora intensa, não indica lesão cerebral.

    2⃣ Cefaleia secundária — ocorre quando há outra condição subjacente, como aneurisma, malformação vascular, dissecção arterial ou aumento da pressão intracraniana. Nesses casos, a dor é muito súbita, intensa e acompanhada de sintomas neurológicos, como enjoo, rigidez no pescoço, visão turva ou fraqueza — e exige investigação imediata.

    O que fazer:

    O primeiro passo é procurar um neurologista para descartar causas graves. Os exames geralmente incluem:

    Ressonância magnética cerebral com angio-RM, para avaliar vasos e descartar aneurismas ou dissecções;

    Exames laboratoriais básicos, para controle de fatores de risco (pressão, colesterol, glicemia).

    Se a dor for confirmada como cefaleia sexual primária, existem tratamentos preventivos eficazes, como:

    Uso de medicação preventiva (ex: betabloqueadores como propranolol);

    Em alguns casos, o uso pontual de analgésicos ou anti-inflamatórios antes da atividade sexual (sob prescrição médica);

    Controle do estresse, sono, pressão arterial e hidratação, que reduzem a frequência das crises.

    Em muitos pacientes, esse tipo de cefaleia melhora espontaneamente com o tempo, especialmente com acompanhamento médico adequado.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. É essencial fazer uma avaliação neurológica completa antes de iniciar qualquer tratamento, especialmente por se tratar de dor de início súbito e intensa.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, cefaleias e tratamento da dor crônica, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

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  • Por que cefaliv é contra indicado a pacientes com rinite e urticária??? Eu tenho rinite e urticária

    Por que cefaliv é contra indicado a pacientes com rinite e urticária??? Eu tenho rinite e urticária e a médica me receitou cefaliv. Só dps de tomar a medicação li que era contra indicado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito pertinente, pois compreender as contraindicações de um medicamento é essencial para evitar reações adversas e garantir segurança no tratamento. O Cefaliv é uma medicação indicada para o tratamento de crises de cefaleia e enxaqueca, cuja fórmula combina paracetamol, cafeína e orfenadrina. A contraindicação em pacientes com rinite alérgica e urticária se relaciona principalmente ao risco de hipersensibilidade a um ou mais componentes da fórmula, e não necessariamente à presença dessas doenças em si.

    Pessoas com histórico de alergias respiratórias ou cutâneas (como rinite, asma ou urticária) costumam ter o sistema imunológico mais reativo, o que as torna potencialmente mais suscetíveis a reações alérgicas medicamentosas. Isso não significa que todas desenvolverão alergia ao Cefaliv, mas que há maior probabilidade de sensibilidade.

    Entre os componentes, a orfenadrina (um relaxante muscular com leve ação analgésica) e alguns excipientes presentes na formulação podem desencadear reações de hipersensibilidade, como coceira, vermelhidão, inchaço ou dificuldade respiratória, especialmente em pessoas com histórico de alergias. Em casos mais raros, pode ocorrer urticária medicamentosa ou broncoespasmo, o que justifica a advertência da bula.

    Outro ponto a considerar é que o Cefaliv contém cafeína, substância que pode causar vasoconstrição e aumento da liberação de histamina em indivíduos predispostos, o que também pode agravar sintomas alérgicos em situações específicas. Por isso, a bula orienta cautela em pacientes com histórico de reatividade alérgica, embora o medicamento possa ser prescrito com segurança quando o benefício supera o risco.

    Se você tomou o Cefaliv e não apresentou reação alérgica após as doses, é provável que não tenha hipersensibilidade significativa ao medicamento. Mesmo assim, é importante informar sua médica sobre seu histórico de rinite e urticária, para que ela possa registrar essa condição e considerar alternativas em tratamentos futuros. Caso note sintomas como coceira intensa, vermelhidão, inchaço nos lábios ou olhos, falta de ar ou aperto na garganta, suspenda o uso e procure atendimento médico imediatamente.

    Em resumo, o Cefaliv é contraindicado apenas em pacientes com hipersensibilidade comprovada a seus componentes. O fato de você ter rinite ou urticária não significa que o uso seja automaticamente proibido, mas sim que requer cautela e acompanhamento médico individualizado.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Recomendo relatar o episódio à sua médica para que ela avalie se há necessidade de ajustar o tratamento da cefaleia ou optar por uma formulação mais segura para o seu perfil alérgico.

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  • Meu irmão foi diagnosticado aos 40 anos com leucodistrofia. Gostaria de saber se existe algum tratam

    Meu irmão foi diagnosticado aos 40 anos com leucodistrofia. Gostaria de saber se existe algum tratamento? E se a fisioterapia ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Sua pergunta é muito importante — e compreendo o quanto um diagnóstico como Leucodistrofia Metacromática (LDM) pode gerar dúvidas e preocupações para toda a família.

    A Leucodistrofia Metacromática é uma doença genética rara que afeta a bainha de mielina, estrutura responsável por revestir e proteger os nervos no cérebro e no sistema nervoso periférico. Essa mielina é essencial para a transmissão rápida e eficiente dos impulsos nervosos. Quando ocorre deficiência da enzima arilsulfatase A, há acúmulo de substâncias chamadas sulfatídeos, que acabam danificando a mielina e levando a sintomas neurológicos progressivos.

    Infelizmente, ainda não existe um tratamento curativo definitivo para a maioria dos casos, mas há avanços importantes na pesquisa, especialmente em terapia gênica e transplante de células-tronco hematopoéticas, que podem retardar a progressão da doença quando realizados em estágios iniciais e em centros especializados. Esses tratamentos, no entanto, precisam ser avaliados com muito cuidado por uma equipe médica experiente em doenças metabólicas e neurogenéticas.

    Mesmo sem cura, o tratamento sintomático e de suporte é fundamental para manter a qualidade de vida. Nesse contexto, a fisioterapia tem papel essencial:

    Ajuda a preservar força muscular e mobilidade;

    Reduz espasticidade e rigidez;

    Melhora o equilíbrio e a postura;

    Previne contraturas e complicações respiratórias;

    E contribui significativamente para o conforto e bem-estar do paciente.

    Além da fisioterapia, também podem ser indicados fonoaudiologia, terapia ocupacional, suporte nutricional e acompanhamento psicológico, compondo uma abordagem multidisciplinar voltada para os sintomas e para o suporte familiar.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individual. O acompanhamento com um neurologista especializado em doenças neurometabólicas é essencial para definir o melhor plano terapêutico e avaliar possíveis terapias em andamento.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, doenças neurogenéticas e reabilitação neurológica, sempre com abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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  • Comecei a tomar Propranolol a 5 dias por conta de algumas crises de dor de cabeça, tomo 1 cp por dia

    Comecei a tomar Propranolol a 5 dias por conta de algumas crises de dor de cabeça, tomo 1 cp por dia, e agora sinto muita dor todos os dias. A médica me passou ibuprofeno para tomar caso tivesse dor, mas não resolve nada. O que pode ser? Devo parar de tomar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Sua dúvida é muito importante — e é compreensível a preocupação, já que o Propranolol é comumente utilizado para prevenção de dores de cabeça do tipo enxaqueca e, nos primeiros dias, algumas pessoas podem ter reações inesperadas antes que o organismo se adapte.

    O Propranolol é um betabloqueador que atua regulando o fluxo sanguíneo cerebral e estabilizando o sistema nervoso autônomo. No entanto, durante os primeiros 7 a 10 dias de uso, é possível que ocorra um aumento transitório da frequência ou da intensidade das dores, até que o corpo se acostume à nova medicação. Em outras situações, a dor de cabeça pode ter outras causas associadas, como tensão muscular, efeito rebote de analgésicos, alteração de sono ou até resposta individual ao próprio medicamento.

    É importante também considerar que o Propranolol não é indicado para alívio imediato da dor, mas sim para prevenir crises futuras — o efeito protetor costuma aparecer após 3 a 4 semanas de uso regular. Por isso, a piora inicial não necessariamente significa que o remédio esteja “fazendo mal”, mas indica que o tratamento ainda está em fase de adaptação.

    O mais importante é não suspender o medicamento por conta própria, pois a interrupção abrupta pode causar efeitos de rebote, como taquicardia, aumento da pressão e até agravamento das dores de cabeça. O ideal é retornar à médica que prescreveu, relatar a persistência da dor e a falha do ibuprofeno, para que ela possa reavaliar a dose, o tipo de betabloqueador ou a necessidade de associar outro tratamento preventivo.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. O acompanhamento contínuo é essencial para ajustar o tratamento e identificar a causa exata das dores persistentes.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com segurança e acolhimento, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, cefaleias e tratamento da dor crônica, sempre com abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • Serenus

    Por acaso esse medicamento Serenus diminue a fome e tira a vontade de fazer sexo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e muito importante, pois compreender os efeitos colaterais de medicamentos que atuam no sistema nervoso central é essencial para garantir o uso seguro e consciente. O Serenus é uma medicação fitoterápica utilizada para o tratamento de sintomas leves de ansiedade, insônia e irritabilidade, geralmente à base de extratos vegetais calmantes, como Passiflora incarnata (maracujá), Crataegus oxyacantha (espinheiro-alvar) e Salix alba (salgueiro-branco). Por não conter antidepressivos ou ansiolíticos sintéticos em sua formulação, ele tende a apresentar menos efeitos colaterais metabólicos e sexuais do que medicamentos de ação central tradicional.

    No entanto, é importante entender que cada organismo reage de maneira diferente, e, ainda que o Serenus seja natural, seus componentes podem exercer leve ação sedativa e ansiolítica, o que, em algumas pessoas, pode gerar redução do apetite, cansaço, sonolência ou discreta diminuição do desejo sexual. Esses efeitos, quando ocorrem, geralmente são transitórios e leves, melhorando com o tempo de uso ou ajuste da dose.

    De modo geral, o Serenus não é conhecido por causar perda de apetite significativa nem por inibir a libido de forma direta. Se o paciente perceber essas alterações, é mais provável que estejam relacionadas à própria ansiedade, ao estresse emocional ou a outros medicamentos utilizados simultaneamente, e não especificamente ao Serenus.

    Vale destacar que, por conter compostos naturais com efeito calmante, o medicamento pode diminuir discretamente a excitação e o nível de alerta, o que, em pessoas mais sensíveis, pode ser percebido como uma “redução de energia” ou “menor interesse sexual”. Por outro lado, em pacientes com ansiedade elevada, a melhora do equilíbrio emocional tende a restaurar o apetite e a libido, justamente por reduzir o impacto da tensão e do estresse sobre o corpo.

    Em resumo, o Serenus raramente causa diminuição da fome ou da vontade sexual, e, quando esses sintomas aparecem, geralmente são leves e reversíveis. Caso essas alterações persistam ou causem desconforto, é importante comunicar o médico prescritor, que poderá avaliar a dose, a duração do uso e possíveis interações com outras substâncias.

    Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Recomendo que converse com seu médico sobre os sintomas observados, para garantir que o tratamento seja seguro, eficaz e compatível com o seu bem-estar geral.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


  • Pode enrolar o cano da bolsa pela cintura ou nao, pois meu pai fez cistotomia usando uma bolsa e enr

    Pode enrolar o cano da bolsa pela cintura ou nao, pois meu pai fez cistotomia usando uma bolsa e enrola o cano da bolsa pela cintura e isso me preocupa não sei se é o certo . Qual é o método correto de se usar e andar com esta bolsa coletora?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Olá! Sua preocupação é totalmente compreensível — cuidar corretamente da bolsa coletora após uma cistostomia é essencial para garantir conforto, segurança e prevenir infecções urinárias ou complicações locais.

    A cistostomia é um procedimento em que é colocado um cateter (sonda) diretamente na bexiga por meio de uma pequena abertura no abdômen, e a urina é drenada para uma bolsa coletora externa. O tubo (cano) de drenagem é flexível e projetado para permitir que a urina flua livremente, sem dobras ou compressões.

    Por isso, não é recomendado enrolar o cano da bolsa ao redor da cintura, pois isso pode:

    Dobrar ou obstruir o fluxo da urina, gerando refluxo e risco de infecção;

    Puxar a sonda ou irritar o ponto de inserção na pele;

    Aumentar o risco de vazamentos e desconforto.

    Maneira correta de posicionar a bolsa coletora:

    Durante o dia, prefira bolsas de perna (tipo perneira), que podem ser presas com fitas elásticas discretas na coxa ou panturrilha, permitindo mobilidade com segurança;

    O tubo deve ficar sem dobras e voltado para baixo, para que a urina escoe naturalmente por gravidade;

    À noite, pode-se usar uma bolsa de drenagem maior, conectada ao sistema principal, para evitar necessidade de esvaziar com frequência;

    Mantenha sempre boa higiene local, lavando as mãos antes e depois de manusear o sistema, e esvazie a bolsa antes que fique muito cheia.

    Caso o tubo esteja longo demais, um profissional de enfermagem pode ajustar o comprimento ou ensinar a prender corretamente com presilhas, sem risco de dobrar.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui a avaliação presencial de um profissional de saúde. Recomendo que o enfermeiro responsável pelo curativo ou o urologista que acompanha o caso oriente presencialmente sobre o manuseio da bolsa e a rotina de trocas.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, reabilitação e cuidados integrativos em pacientes com limitações físicas ou dispositivos médicos, sempre com abordagem técnica e humanizada.

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  • Estou com dificuldades de memória e para gravar acontecimentos. Por exemplo, assisto um filme ou ser

    Estou com dificuldades de memória e para gravar acontecimentos. Por exemplo, assisto um filme ou seriado e quando acaba já não lembro nome de personagens ou exatamente o que aconteceu. Leio um livro e depois já não lembro o que li. Existe um remédio para potencializar a memória? será que é problema de concentração?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mariana Santana

    Excelente pergunta — e a forma como você descreve os sintomas é muito clara e frequente em consultório neurológico. Essa dificuldade para fixar informações recentes, como nomes, diálogos ou detalhes de filmes e livros, nem sempre está ligada a uma perda de memória verdadeira, mas sim a falhas no processo de atenção e consolidação das informações.

    Em outras palavras: muitas vezes o problema não está em “lembrar”, e sim em registrar corretamente o que foi percebido. Esse fenômeno é muito comum em pessoas com sobrecarga mental, estresse, ansiedade, fadiga, insônia, uso excessivo de telas ou múltiplas tarefas simultâneas. Nesses casos, o cérebro não consegue concentrar-se o suficiente para armazenar o conteúdo na memória de longo prazo.

    As causas mais comuns incluem:
    1⃣ Déficit de atenção em adultos — mesmo sem hiperatividade, pode causar distração, esquecimento e dificuldade para reter informações.
    2⃣ Transtornos do sono — o sono é essencial para consolidar memórias; quando ele é fragmentado ou insuficiente, a retenção cognitiva cai.
    3⃣ Ansiedade e estresse crônico — elevam o cortisol, que inibe a formação de novas conexões neurais.
    4⃣ Fadiga mental e multitarefa constante — o excesso de estímulos reduz a capacidade de foco e memorização.
    5⃣ Carências nutricionais e metabólicas, como falta de vitamina B12, vitamina D, hipotireoidismo, alterações hormonais ou glicêmicas.

    O que fazer:

    Antes de pensar em “remédios para memória”, é fundamental investigar e corrigir as causas subjacentes. O neurologista pode solicitar:

    Exames laboratoriais (B12, TSH, vitamina D, glicemia, função hepática e renal);

    Avaliação cognitiva e neuropsicológica, que identifica se o déficit é de atenção, memória ou ambos;

    Avaliação do sono, se houver cansaço, sonolência diurna ou insônia.

    Os medicamentos chamados “potencializadores cognitivos” (como donepezila, rivastigmina, memantina ou modafinil) não são indicados rotineiramente em pessoas sem demência diagnosticada, pois não melhoram a atenção normal e podem causar efeitos indesejáveis. Em vez disso, o tratamento costuma incluir:

    Reeducação do sono e redução de estímulos excessivos;

    Técnicas de foco atencional e treino de memória;

    Atividade física regular, que aumenta a oxigenação cerebral;

    Alimentação rica em ômega-3, magnésio e vitaminas do complexo B;

    E, quando há déficit de atenção significativo, tratamento específico com medicamentos neuromoduladores, sob orientação médica.

    Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O ideal é procurar um neurologista para investigar a causa exata e traçar um plano terapêutico personalizado, priorizando o funcionamento global do cérebro, e não apenas a memória isoladamente.

    Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, saúde cognitiva e reabilitação da atenção e memória, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

    Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
    CRM: 5732-MT | RQE nº 5835


Autor

Neurologista, Especialista em Dor

Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.