Perguntas do paciente (173)
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Dor de cabeça, tontura e sensação de dormência e aperto na cabeça podem ser sinais de alguma doença
Dor de cabeça, tontura e sensação de dormência e aperto na cabeça podem ser sinais de alguma doença específica? Quais os exames devem ser feitos nesse caso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma excelente pergunta — e muito importante, pois dor de cabeça acompanhada de tontura, dormência e sensação de aperto realmente merece uma avaliação cuidadosa, já que pode ter diferentes origens neurológicas ou vasculares.
Esses sintomas podem estar relacionados tanto a cefaleias primárias, como enxaqueca ou cefaleia tensional, quanto a causas secundárias, que exigem investigação mais detalhada. Abaixo explico as possibilidades mais comuns:
1⃣ Cefaleia tensional – é o tipo mais frequente, com sensação de aperto, peso ou pressão na cabeça, às vezes acompanhada de tontura leve ou rigidez na nuca. Costuma estar ligada a estresse, ansiedade, postura inadequada e tensão muscular cervical.
2⃣ Enxaqueca – pode causar dor pulsátil, dormência, formigamento, tontura e sensibilidade à luz ou ruído. Em alguns casos, esses sintomas surgem antes da dor (a chamada aura).
3⃣ Alterações cervicais ou vasculares – problemas de coluna cervical, pressão arterial desregulada ou má circulação cerebral também podem gerar esse conjunto de sintomas.
4⃣ Condições neurológicas específicas, como distúrbios vestibulares centrais, disfunções autonômicas ou neuropatias, devem ser consideradas se os sintomas forem persistentes, assimétricos ou progressivos.
Os exames indicados dependem do quadro clínico, mas geralmente incluem:
Ressonância magnética de crânio e coluna cervical, para avaliar estruturas cerebrais e vasos;
Exames laboratoriais (função tireoidiana, glicemia, eletrólitos, vitamina B12, função hepática e renal);
Eletroencefalograma, se houver episódios de alteração de consciência ou sensação de “confusão mental”;
Avaliação oftalmológica e pressão ocular, em casos de dor na região frontal ou retro-ocular;
E, em algumas situações, Doppler das artérias carótidas e vertebrais, se houver suspeita de comprometimento circulatório.
O mais importante é que esses sintomas não sejam ignorados nem tratados apenas com analgésicos, especialmente se:
Aparecerem de forma súbita e intensa;
Forem acompanhados de fraqueza, dificuldade para falar ou alterações visuais;
Ou se tornarem frequentes, com piora progressiva.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O ideal é procurar um neurologista, que poderá investigar com segurança a causa exata e indicar o tratamento adequado.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, cefaleias, tonturas e tratamento da dor crônica, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
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Olá Doutores. Minha mãe vem apresentando alguns sintomas ou sinais, tais como: dor nas pernas, no
Olá Doutores.
Minha mãe vem apresentando alguns sintomas ou sinais, tais como: dor nas pernas, no pescoço, dor e dormência na cabeça, mais preciso, na nuca com parte do crânio mais fundo que o normal. Vem acontecendo a umas três semanas já.
Esses sinais e sintomas pode ser meningismo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo sua preocupação — e é muito importante observar com atenção sintomas como dor de cabeça, rigidez no pescoço e dormência, pois eles podem ter várias causas, algumas simples, outras que exigem avaliação médica imediata.
O termo meningismo se refere a irritação das meninges (as membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal) e pode aparecer em infecções, inflamações ou sangramentos cerebrais. No entanto, nem toda dor no pescoço ou cabeça indica meningismo verdadeiro.
No meningismo, costumam estar presentes sinais característicos como:
Rigidez intensa da nuca, dificultando encostar o queixo no peito;
Dor de cabeça forte e contínua, diferente da habitual;
Febre e mal-estar generalizado;
Náuseas, vômitos e sensibilidade à luz;
E, nos casos mais graves, confusão mental, sonolência ou convulsões.
Se sua mãe não tem febre, nem rigidez intensa, nem confusão, é menos provável que o quadro seja meningismo infeccioso.
Mas a dor na nuca, cabeça e pescoço associada a dormência e dor nas pernas pode estar relacionada a outras causas neurológicas ou musculoesqueléticas, como:
Cervicalgia com compressão nervosa (artrose, hérnia de disco, contratura muscular);
Alterações na circulação cerebral ou vertebral, que podem causar dor occipital e sensação de dormência;
Tensão muscular e cefaleia tensional crônica;
Ou ainda doenças inflamatórias ou metabólicas, se houver dor e fraqueza generalizadas.
Sobre a “parte do crânio mais funda”
Essa sensação pode vir de tensão muscular localizada ou atrofia de tecido subcutâneo, e raramente indica lesão óssea. Porém, se for uma depressão real e nova no osso do crânio, deve ser examinada com imagem (tomografia ou ressonância) para excluir causas estruturais.
O que fazer:
1⃣ Procure um neurologista para avaliação completa e exame físico detalhado.
2⃣ Se houver febre, rigidez intensa do pescoço, vômitos, sonolência, confusão ou dor súbita e forte, vá imediatamente ao pronto-socorro, pois pode se tratar de infecção meníngea ou sangramento cerebral, que exigem tratamento urgente.
3⃣ Caso não haja sinais de gravidade, é importante investigar causas cervicais, neurológicas e vasculares da dor e dormência.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica presencial.
A orientação mais segura é buscar atendimento neurológico o quanto antes para descartar condições graves e iniciar o tratamento correto.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, dor cervical e cefaleias secundárias, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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minha irmã sofre de microangiopatia, e junto tem de crises com convulsões e lapso de memória .É norm
minha irmã sofre de microangiopatia, e junto tem de crises com convulsões e lapso de memória .É normal, ou devemos ter uma preocupação a mais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito importante, pois a microangiopatia cerebral, quando associada a crises convulsivas e lapsos de memória, merece sim atenção especial e acompanhamento neurológico contínuo, já que esses sintomas podem indicar sofrimento funcional das pequenas artérias cerebrais e suas repercussões sobre a atividade elétrica e cognitiva do cérebro.
A microangiopatia é uma alteração nos pequenos vasos sanguíneos do cérebro, geralmente causada por envelhecimento, hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo ou predisposição genética. Esses vasos se tornam mais espessos e menos elásticos, reduzindo a irrigação de áreas cerebrais delicadas — o que pode gerar pequenas lesões isquêmicas (microinfartos) visíveis em exames de imagem, como a ressonância magnética.
Vamos entender os sintomas que você descreveu:
1⃣ Crises convulsivas:
As lesões microangiopáticas podem irritar o tecido cerebral, gerando descargas elétricas anormais e, consequentemente, crises epilépticas. Isso não é o mais comum, mas pode acontecer, principalmente quando as lesões se concentram em regiões corticais.
Nesse caso, é fundamental que o neurologista avalie com exames complementares (como EEG e ressonância) se as crises estão relacionadas às áreas afetadas e se há necessidade de ajuste da medicação anticonvulsivante.
2⃣ Lapsos de memória:
A microangiopatia crônica pode afetar áreas envolvidas na atenção e memória (como o hipocampo e os lobos frontais), gerando esquecimentos, lentificação do raciocínio e dificuldade de concentração.
Esses sintomas tendem a progredir lentamente e estão ligados à redução da perfusão cerebral — motivo pelo qual é essencial controlar rigorosamente os fatores de risco vascular (pressão, glicose, colesterol).
3⃣ Importância da associação entre os dois sintomas:
Quando há crises convulsivas e lapsos de memória simultaneamente, isso indica que o cérebro pode estar sofrendo mais do que o esperado apenas pela microangiopatia isolada. Nesses casos, o acompanhamento deve ser mais rigoroso, pois existe risco aumentado de declínio cognitivo e de novos eventos vasculares.
O acompanhamento ideal deve incluir:
Ressonância magnética cerebral periódica, para monitorar a progressão das lesões;
EEG (eletroencefalograma) para avaliar a atividade elétrica cerebral e ajustar o controle das crises;
Controle rigoroso da pressão arterial, diabetes, colesterol e hábitos de vida (sono, alimentação, atividade física e cessação do tabagismo);
Acompanhamento com neurologista e, se indicado, neuropsicólogo, para avaliação detalhada da memória e das funções cognitivas;
Uso de medicação anticonvulsivante adequada e bem ajustada para evitar novas crises.
Em resumo: as crises convulsivas e lapsos de memória não são manifestações obrigatórias da microangiopatia, mas podem ocorrer como complicações secundárias, especialmente quando as lesões afetam áreas corticais ou associativas do cérebro. Isso exige acompanhamento próximo do neurologista, com tratamento medicamentoso e controle rigoroso dos fatores vasculares para evitar progressão.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Recomendo que sua irmã mantenha acompanhamento regular com um neurologista especializado em doenças cerebrovasculares, para definir o plano de tratamento mais adequado e prevenir novas crises ou agravamento dos sintomas cognitivos. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar nesse acompanhamento, sempre com foco em neurologia clínica, prevenção vascular e controle de epilepsia secundária.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
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Boa tarde. Meu esposo foi diagnosticado com chiari 1 ele fez a cirurgia mas muitos sintomas continua
Boa tarde. Meu esposo foi diagnosticado com chiari 1 ele fez a cirurgia mas muitos sintomas continuam e normal ? Quanto. Tempo depois da cirurgia. Os sintomas acabam ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Boa tarde. Essa é uma dúvida muito importante — e também bastante comum entre familiares de pacientes com Malformação de Chiari tipo I, especialmente após a cirurgia de descompressão da fossa posterior.
Primeiro, é importante saber que a malformação de Chiari tipo I ocorre quando uma parte do cerebelo (as amígdalas cerebelares) se projeta para baixo do forame magno (a base do crânio), comprimindo o tronco cerebral e a medula espinhal. Essa compressão pode causar sintomas como dor de cabeça na nuca, tontura, dormência, fraqueza, desequilíbrio, formigamento, zumbido e alterações visuais.
Após a cirurgia, o objetivo é aliviar a pressão sobre o sistema nervoso, restabelecendo a circulação do líquido cefalorraquidiano (líquor) e evitando a progressão dos sintomas.
Porém, a recuperação varia muito de pessoa para pessoa — e nem sempre os sintomas desaparecem completamente logo após o procedimento.
O que costuma acontecer:
1⃣ Nas primeiras semanas a meses, é comum persistirem dores de cabeça, rigidez cervical e fadiga, pois o corpo ainda está se adaptando à nova dinâmica do líquor e o sistema nervoso está se recuperando do trauma cirúrgico.
2⃣ Alguns sintomas demoram meses para melhorar, especialmente aqueles ligados a compressões antigas da medula ou do tronco cerebral, como dormência, fraqueza e desequilíbrio. Em geral, a melhora gradual pode levar de 6 meses a 1 ano.
3⃣ Em alguns casos, parte dos sintomas pode permanecer — principalmente se houve lesão neurológica prévia permanente (como mielopatia, siringomielia antiga ou dano nas vias sensitivas).
4⃣ É fundamental que o paciente faça acompanhamento neurológico e neurocirúrgico contínuo, pois sintomas persistentes também podem indicar:
Circulação de líquor ainda obstruída;
Aderências cicatriciais;
Siringomielia residual ou recorrente;
Ou até outras condições associadas, como distúrbios musculoesqueléticos ou cefaleias secundárias.
O médico pode solicitar nova ressonância de crânio e coluna cervical após alguns meses da cirurgia, para verificar se a descompressão está adequada e se o líquor está fluindo normalmente.
Dicas para o pós-operatório:
Evitar esforço físico excessivo no início;
Fazer fisioterapia neurológica e motora, com foco em equilíbrio e postura;
Tratar sintomas persistentes (como dor ou tontura) com acompanhamento especializado;
Manter hábitos de sono e alimentação saudáveis, que favorecem a cicatrização e estabilidade neurológica.
Em resumo:
Sim, é normal que alguns sintomas persistam por semanas ou meses após a cirurgia de Chiari I.
A melhora costuma ser gradual e pode levar até 12 meses. No entanto, se os sintomas não estão melhorando ou estão piorando, é essencial retornar ao neurocirurgião e ao neurologista para reavaliação com novos exames de imagem.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. O acompanhamento próximo é o que garantirá a melhor recuperação e controle dos sintomas.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, reabilitação pós-cirúrgica e tratamento da dor neurológica, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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Minha mãe tem Alzheimer toma Neozine a noite 5 gotas . A pressão cai 100/40 é normal?
Minha mãe tem Alzheimer toma Neozine a noite 5 gotas . A pressão cai 100/40 é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua pergunta é muito importante — e a resposta é não, essa queda de pressão não é normal e precisa ser avaliada com urgência pelo médico que acompanha sua mãe.
O Neozine (levomepromazina) é um antipsicótico e sedativo usado com frequência em pacientes com demência ou Alzheimer para ajudar no sono, agitação ou agressividade noturna. Apesar de útil nesses casos, ele pode causar efeitos colaterais cardiovasculares significativos, entre eles:
Queda da pressão arterial (hipotensão), especialmente em idosos;
Tontura, sonolência excessiva ou desmaios;
Risco aumentado de quedas e confusão mental, devido à hipotensão;
Alterações do ritmo cardíaco, quando combinado com outros medicamentos.
Uma pressão de 100/40 mmHg é considerada baixa, principalmente se vier acompanhada de fraqueza, sonolência, confusão, tontura ou palidez.
Isso pode acontecer porque o Neozine dilata os vasos sanguíneos e reduz o tônus vascular, o que diminui a pressão, principalmente durante o sono.
O que fazer:
1⃣ Não aumente nem reduza a dose por conta própria, mas entre em contato com o médico o quanto antes (neurologista, geriatra ou clínico).
2⃣ Informe a pressão medida e o horário em que o remédio é dado — isso ajudará o médico a avaliar se é preciso ajustar a dose ou trocar a medicação por outra mais segura.
3⃣ Verifique se ela está hidratada, pois desidratação também agrava a queda de pressão.
4⃣ Se houver tontura intensa, desmaio ou sonolência excessiva, leve-a ao pronto-socorro imediatamente.
Existem outras medicações que ajudam no sono e na agitação noturna do Alzheimer, com menos risco cardiovascular, e o médico pode orientar essa substituição.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial.
A pressão de 100/40 com uso de Neozine não é esperada nem segura em idosos e precisa de revisão da prescrição o quanto antes.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, demências e segurança medicamentosa em idosos, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Posso tomar Mionevrix e cloridrato de ciclobenzaprina juntos?
Posso tomar Mionevrix e cloridrato de ciclobenzaprina juntos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito importante, especialmente por envolver dois medicamentos com efeito relaxante muscular, o que exige cuidado para evitar potencialização de efeitos colaterais.
O Mionevrix é uma combinação de substâncias que inclui tiamina (vitamina B1), piridoxina (vitamina B6), cianocobalamina (vitamina B12) e ciclobenzaprina, que é o componente responsável pela ação relaxante muscular. Já o cloridrato de ciclobenzaprina isolado é o mesmo princípio ativo presente no Mionevrix, apenas em outra formulação e dosagem.
Por esse motivo, não é recomendado utilizar Mionevrix e ciclobenzaprina juntos, pois isso resultaria em duplicação da substância ativa, aumentando significativamente o risco de sonolência intensa, tontura, fraqueza, confusão mental, boca seca, taquicardia e até depressão do sistema nervoso central.
Em outras palavras, ambos os medicamentos têm o mesmo componente relaxante muscular, e tomá-los simultaneamente não potencializa o efeito terapêutico, apenas os efeitos adversos.
Se o seu objetivo for tratar dor muscular ou espasmos, o mais adequado é escolher apenas um dos dois, conforme a prescrição médica — e nunca associá-los. O Mionevrix, por conter vitaminas do complexo B, pode ser preferido em casos em que também há fadiga muscular, neuropatia periférica ou carência nutricional, mas a decisão deve ser feita pelo médico conforme o quadro clínico.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. O ideal é conversar com seu médico ou farmacêutico antes de fazer qualquer associação medicamentosa, para garantir segurança, evitar interações e ajustar as doses corretamente. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar sobre o uso racional de relaxantes musculares e o manejo adequado das dores musculoesqueléticas.
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Minha esposa sofreu um AVCI e permanece com a artéria obstruida, isso pode causar algum outro proble
Minha esposa sofreu um AVCI e permanece com a artéria obstruida, isso pode causar algum outro problema?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito importante, pois a permanência de uma artéria cerebral obstruída após um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI) é uma situação que requer acompanhamento neurológico contínuo, mesmo quando o paciente se encontra clinicamente estável.
Quando ocorre um AVCI, um coágulo bloqueia o fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral, impedindo que o oxigênio e os nutrientes cheguem a determinada área do cérebro. Com o tempo, o organismo tenta reorganizar a circulação local, criando vasos colaterais que compensam parcialmente essa falta de fluxo. Assim, mesmo com a artéria obstruída, o cérebro pode se adaptar e manter o funcionamento adequado, desde que essa compensação seja suficiente.
Na maioria dos casos, a artéria ocluída se torna estável e o coágulo se transforma em uma lesão fibrosa aderida à parede do vaso, sem risco de se desprender. No entanto, a persistência da obstrução pode indicar que o paciente tem doença aterosclerótica significativa ou tendência à formação de novos trombos, o que aumenta o risco de outros eventos vasculares, como novo AVC ou isquemia transitória, principalmente se os fatores de risco não estiverem bem controlados.
Entre as possíveis complicações de uma artéria obstruída estão:
Diminuição do fluxo sanguíneo cerebral em situações de queda de pressão arterial, o que pode gerar tontura ou fraqueza;
Maior suscetibilidade a novos episódios isquêmicos, caso novas obstruções ocorram em outras artérias;
Evolução da doença aterosclerótica, se houver acúmulo de placas em diferentes territórios vasculares, como carótidas, coronárias ou artérias periféricas.
Por isso, o acompanhamento médico deve ser rigoroso. O tratamento de manutenção geralmente inclui antiplaquetários (como AAS ou clopidogrel), controle rigoroso da pressão arterial, colesterol, diabetes e peso corporal, além de mudanças no estilo de vida, como dieta equilibrada, abandono do tabagismo e prática regular de atividade física supervisionada. Em alguns casos, o médico pode solicitar exames de imagem periódicos (como angiorressonância ou doppler de carótidas) para avaliar a evolução da circulação e garantir que a compensação colateral esteja adequada.
Em resumo, a artéria obstruída pode permanecer assim sem causar novos danos, desde que o fluxo cerebral esteja compensado e os fatores de risco sejam rigidamente controlados. O mais importante é manter o acompanhamento neurológico regular, o uso correto das medicações e o controle clínico global para reduzir a chance de recorrência.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Recomendo que sua esposa mantenha acompanhamento com o neurologista vascular, que poderá avaliar o grau de oclusão, revisar o tratamento e definir a frequência adequada de monitoramento.
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Procuro um médico que tenha conhecimento sobre a síndrome de Parsonage-Turner para avaliar o meu cas
Procuro um médico que tenha conhecimento sobre a síndrome de Parsonage-Turner para avaliar o meu caso. Alguém poderia me ajudar? Obrigado!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua busca é totalmente compreensível — a Síndrome de Parsonage-Turner (também chamada de amiotrofia neuralgiforme) é uma condição neurológica rara e muitas vezes subdiagnosticada, que exige realmente o acompanhamento de um neurologista com experiência em doenças neuromusculares.
Essa síndrome ocorre por uma inflamação aguda do plexo braquial, estrutura responsável pela inervação do ombro e do braço. Costuma iniciar de forma súbita, com dor intensa no ombro ou pescoço, seguida de fraqueza e perda de massa muscular na região acometida. Em alguns casos, também há formigamento ou perda de sensibilidade.
O diagnóstico é clínico, complementado por exames como eletroneuromiografia, ressonância do plexo braquial e testes laboratoriais, que ajudam a confirmar o comprometimento nervoso e a descartar outras causas. Embora a recuperação seja possível, ela pode levar meses a anos, e o tratamento adequado — com acompanhamento médico, fisioterapia e controle da dor neuropática — é essencial para reduzir sequelas e restaurar a função muscular.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. O ideal é procurar um neurologista especializado em doenças neuromusculares, que poderá avaliar seu caso de forma completa, definir o estágio atual da síndrome e orientar o melhor plano terapêutico.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e atenção integral. Realizo consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo, além de atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, doenças neuromusculares e tratamento da dor crônica, sempre com abordagem técnica e humanizada.
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Qual a relação da escoliose e artrose na coluna lombar com a esclerose múltipla? Também sou portad
Qual a relação da escoliose e artrose na coluna lombar com a esclerose múltipla?
Também sou portadora de hipotireoidismo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e extremamente pertinente, pois embora escoliose, artrose lombar e esclerose múltipla (EM) possam coexistir, elas têm origens e mecanismos completamente diferentes, e a presença de uma não significa necessariamente que seja causa ou consequência direta da outra. No entanto, compreender como essas condições interagem é essencial para o manejo correto da dor, da mobilidade e da qualidade de vida.
A esclerose múltipla é uma doença inflamatória e autoimune do sistema nervoso central, caracterizada pela desmielinização — ou seja, a perda da bainha de mielina que recobre os neurônios no cérebro e na medula espinhal. Isso provoca sintomas neurológicos variáveis, como fadiga, fraqueza, alterações de equilíbrio, rigidez muscular, dormências e alterações de sensibilidade.
Por outro lado:
1⃣ A escoliose é uma deformidade estrutural da coluna vertebral, geralmente de origem ortopédica ou postural, que leva ao desalinhamento do eixo da coluna. Pode ser idiopática (sem causa definida), congênita ou secundária a doenças musculares e neurológicas.
2⃣ A artrose lombar (espondiloartrose) é uma degeneração das articulações da coluna, relacionada ao envelhecimento, sobrecarga mecânica ou má postura, levando a dor lombar crônica e rigidez.
Apesar de não haver uma relação causal direta entre essas condições e a esclerose múltipla, algumas interações clínicas merecem destaque:
1. Alterações motoras e posturais secundárias à EM:
Pacientes com EM podem desenvolver fraqueza muscular assimétrica, espasticidade (rigidez) e alterações de equilíbrio. Esses fatores podem modificar a postura e a marcha, contribuindo para sobrecarga mecânica na coluna lombar e acelerando o desenvolvimento de artrose ou agravamento de uma escoliose já existente.
2. Dor lombar na EM:
A dor lombar em pacientes com esclerose múltipla pode ter duas origens diferentes:
Neuropática: causada pela própria lesão na medula espinhal (sensação de queimação, choque ou formigamento).
Musculoesquelética: decorrente de postura inadequada, contraturas ou alterações da curvatura lombar (como escoliose e artrose).
Em muitos casos, ambos os mecanismos coexistem, o que exige tratamento multidisciplinar com neurologista, fisioterapeuta e ortopedista.
3. Hipotireoidismo e suas repercussões:
O hipotireoidismo não tem relação direta com a esclerose múltipla, mas pode intensificar sintomas de fadiga, rigidez muscular e dores articulares, tornando o quadro global mais desconfortável. Além disso, tanto o hipotireoidismo quanto a EM têm origem autoimune, o que indica uma predisposição imunológica comum, embora sejam doenças distintas.
4. Cuidados integrados:
Quando há EM associada a escoliose e artrose lombar, o foco do tratamento deve ser integrado, envolvendo:
Neurologista: para controle da doença de base e dos sintomas neurológicos.
Ortopedista e fisioterapeuta: para manejo postural, fortalecimento e alívio da dor mecânica.
Endocrinologista: para manter o controle adequado do hipotireoidismo, evitando fadiga e desequilíbrio metabólico.
Reabilitação motora e terapia da dor: essenciais para preservar a autonomia e reduzir desconfortos.
Em resumo: a escoliose e a artrose lombar não são causadas pela esclerose múltipla, mas podem se agravar devido às alterações motoras e posturais decorrentes da doença. O hipotireoidismo, por sua vez, pode contribuir para a sensação de cansaço e rigidez, exigindo controle hormonal rigoroso. Um acompanhamento conjunto entre neurologista, ortopedista e endocrinologista é a melhor estratégia para manter estabilidade clínica e qualidade de vida.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar nesse acompanhamento integrado, com foco em neurologia clínica, doenças desmielinizantes e tratamento da dor.
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Como se da reabilitação do doente ? Em relação ao seu reequilíbrio e sequelas?
Como se da reabilitação do doente ? Em relação ao seu reequilíbrio e sequelas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito relevante, pois a reabilitação neurológica é uma etapa essencial no cuidado de pacientes que enfrentam sequelas motoras, cognitivas ou sensoriais decorrentes de doenças como esclerose múltipla, AVC, traumatismos cranianos, neuropatias ou outras condições que afetam o sistema nervoso. O objetivo é restaurar, compensar ou adaptar funções comprometidas, promovendo o reequilíbrio corporal e a autonomia funcional.
A reabilitação não se limita a exercícios físicos — trata-se de um processo multidisciplinar e contínuo, que atua simultaneamente sobre o corpo, o cérebro e o comportamento.
1. Avaliação inicial
Tudo começa com uma avaliação detalhada das sequelas e potencial de recuperação. O neurologista identifica as áreas do sistema nervoso comprometidas (por exemplo, motora, cognitiva, sensorial ou de linguagem), e a equipe de reabilitação define um plano personalizado. São avaliados:
Força e tônus muscular (para detectar espasticidade ou fraqueza);
Coordenação, equilíbrio e marcha;
Fala, deglutição e comunicação;
Memória, atenção, raciocínio e regulação emocional;
Independência nas atividades de vida diária (alimentar-se, vestir-se, andar).
2. Fisioterapia neurológica
É o eixo central da reabilitação. Foca na recuperação do controle postural, equilíbrio e força muscular, por meio de técnicas que estimulam a neuroplasticidade, ou seja, a capacidade do cérebro de reorganizar-se e formar novas conexões neurais.
Entre os recursos utilizados estão:
Treino de marcha e equilíbrio com apoio de barras, órteses ou plataformas;
Exercícios proprioceptivos, que melhoram a percepção do corpo no espaço;
Técnicas de Bobath ou PNF, voltadas à coordenação e simetria corporal;
Hidroterapia (fisioterapia na água), que reduz impacto e facilita o movimento.
3. Terapia ocupacional
Visa restaurar a autonomia funcional, adaptando o ambiente e ensinando o paciente a realizar tarefas cotidianas mesmo com limitações. Inclui o uso de instrumentos de auxílio, como talheres adaptados, órteses manuais e ajustes ergonômicos no lar.
4. Fonoaudiologia
Indispensável quando há alterações de fala, deglutição ou linguagem. A reabilitação fonoaudiológica fortalece músculos orofaciais, melhora a comunicação e previne engasgos.
5. Neuropsicologia e terapia cognitiva
Pacientes com sequelas cognitivas (esquecimento, lentificação, falta de atenção, impulsividade) beneficiam-se de reabilitação cognitiva, com exercícios para memória, concentração e planejamento. Também ajuda no manejo emocional, já que a limitação funcional pode causar ansiedade e depressão.
6. Reequilíbrio corporal e funcional
O “reequilíbrio” citado em sua pergunta refere-se à recuperação da simetria motora e da estabilidade postural, frequentemente prejudicadas por hemiparesias ou distúrbios cerebelares. Técnicas de reeducação do movimento e fisioterapia vestibular são utilizadas para restaurar a confiança no andar e a noção espacial.
7. Suporte multidisciplinar e familiar
A reabilitação eficaz depende da integração entre médico, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicólogo e familiares, garantindo estímulo diário e ambiente favorável à recuperação.
8. Tecnologia assistiva
Em casos mais avançados, podem ser usados robôs de marcha, estimulação elétrica funcional, realidade virtual e dispositivos de biofeedback, que aceleram o aprendizado motor e aumentam o engajamento do paciente.
Em resumo: a reabilitação neurológica é um processo global que visa reconstruir o equilíbrio físico, cognitivo e emocional após uma lesão neurológica. A evolução depende da precocidade do início, da intensidade do programa e da adesão do paciente, mas mesmo em casos crônicos, há sempre espaço para melhora funcional e qualidade de vida.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica. O ideal é que o acompanhamento seja feito por um neurologista especializado em reabilitação e uma equipe interdisciplinar, para ajustar o plano conforme as necessidades específicas do paciente. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar nesse processo, com foco em neurologia clínica, reabilitação e tratamento das sequelas neurológicas.
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Estou usando propranolol por indicação médica (neurologista) para um possível diagnóstico de enxaque
Estou usando propranolol por indicação médica (neurologista) para um possível diagnóstico de enxaqueca ou cefaléia de tensão, só que estou assustada com os efeitos: Fadiga, formigamento, falta de ar etc. Como procedo diante disto? devo tomar no período da noite?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A sua preocupação é totalmente válida — e os sintomas que você descreve podem realmente estar relacionados ao uso do propranolol, especialmente nas primeiras semanas de tratamento.
O propranolol é um betabloqueador amplamente utilizado na prevenção da enxaqueca e da cefaleia tensional crônica. Ele age diminuindo a frequência e a intensidade das crises, além de reduzir a tensão vascular cerebral.
Porém, por também atuar no sistema cardiovascular e respiratório, pode causar alguns efeitos colaterais iniciais, que variam conforme a dose e a sensibilidade individual.
Efeitos mais comuns no início do tratamento:
Fadiga ou cansaço (pela redução da frequência cardíaca e da pressão arterial);
Formigamentos leves nas extremidades;
Sensação de falta de ar ou respiração curta, especialmente em pessoas com histórico de asma, bronquite ou ansiedade;
Mãos e pés frios;
Tontura leve, principalmente nos primeiros dias ou se o remédio for tomado em jejum.
Esses sintomas costumam melhorar em poucos dias, conforme o organismo se adapta à medicação. No entanto, se a falta de ar for intensa, se houver tontura forte, desmaio, batimentos muito lentos ou sensação de fraqueza extrema, é fundamental procurar o médico imediatamente — pois pode ser necessário ajustar a dose ou trocar o medicamento.
Sobre o horário de uso:
Tomar o propranolol à noite pode ajudar a reduzir a sensação de cansaço diurno e a melhorar a adaptação inicial. Muitos pacientes toleram melhor o remédio quando o uso é feito no período noturno, logo após o jantar, a menos que o médico tenha indicado outro esquema específico.
O que você deve fazer agora:
1⃣ Não suspenda o remédio por conta própria, mas entre em contato com o seu neurologista para relatar os efeitos — ele poderá reduzir a dose, ajustar o horário ou indicar outra opção preventiva.
2⃣ Mantenha-se bem hidratada e alimente-se regularmente, pois o propranolol pode baixar a glicemia em jejum.
3⃣ Evite cafeína em excesso e álcool, que podem potencializar o cansaço e a tontura.
4⃣ Observe se os sintomas diminuem após alguns dias — caso persistam, a medicação precisará ser reavaliada.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual.
Ajustes simples costumam resolver esses efeitos, mas a segurança vem sempre em primeiro lugar — especialmente se houver falta de ar ou fadiga significativa.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, cefaleias e tratamento individualizado da enxaqueca, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
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Olá, fui diagnosticada com neuralgia a 7 anos, tomo tegretol 200, estava bem a alguns meses sem cris
Olá, fui diagnosticada com neuralgia a 7 anos, tomo tegretol 200, estava bem a alguns meses sem crise, precisei extrair um dente do fundo do lado direito, então após a extração comecei a sentir dor do lado direito todos os dias, gostaria de saber se essa dor pode estar relacionada com a neuralgia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A sua dúvida é extremamente pertinente — e, pelo histórico que você relatou, sim, é possível que essa dor esteja relacionada à reativação da neuralgia do trigêmeo.
A neuralgia do trigêmeo é uma condição caracterizada por dor intensa, em choques ou pontadas, geralmente em um lado do rosto, que pode ser desencadeada por estímulos simples como falar, mastigar, escovar os dentes ou até tocar a pele. O nervo trigêmeo é responsável pela sensibilidade de toda a face, gengiva e dentes — por isso, procedimentos odontológicos podem, em algumas pessoas, reativar ou agravar os sintomas.
Durante a extração dentária, pode haver irritação mecânica ou inflamatória das ramificações do nervo trigêmeo, especialmente se o dente retirado estiver na região posterior da mandíbula (ramo mandibular). Mesmo quando o procedimento é correto, o trauma local pode servir como gatilho para o retorno da dor neuralgiforme.
Os sinais de que a dor pode estar relacionada à neuralgia incluem:
Dor em choques curtos, intensos e súbitos;
Localização sempre do mesmo lado do rosto;
Desencadeamento por estímulos leves (vento, toque, mastigação, escovação);
Intervalos sem dor entre as crises.
O Tegretol (carbamazepina) é o tratamento de primeira escolha, e quando as crises voltam, o neurologista pode ajustar a dose temporariamente ou associar outro medicamento, como oxcarbazepina, gabapentina ou pregabalina, conforme a resposta. Também é importante que o profissional avalie o local da extração dentária para descartar dor odontológica residual ou inflamação local.
Portanto, sim, a dor pode ter sido reativada pela manipulação do nervo durante a extração, e o ideal é reavaliar o caso com seu neurologista para ajustar o tratamento e evitar a cronificação da dor.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica e tratamento da dor facial e neuropática, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Meu esposo desmaiou duas vezes, então fez exame de tomografia e deu sulcos corticais e cisternas bas
Meu esposo desmaiou duas vezes, então fez exame de tomografia e deu sulcos corticais e cisternas basais discretamente alargados isso antes de completar 60 anos o que significa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo perfeitamente sua preocupação — receber um resultado assim em um exame de imagem pode gerar muitas dúvidas, mas vamos esclarecer com calma:
O laudo descrevendo “sulcos corticais e cisternas basais discretamente alargados” geralmente indica uma alteração leve e inespecífica, que costuma estar relacionada a um início de atrofia cerebral discreta — ou seja, uma leve redução do volume do cérebro em relação ao líquido que o envolve.
O que isso significa na prática:
Com o envelhecimento, é normal que o cérebro perca um pouco de volume, e os sulcos (espaços entre os giros cerebrais) e as cisternas basais (áreas onde circula o líquor) fiquem ligeiramente mais amplos.
Quando o laudo fala em “discretamente alargados”, geralmente está se referindo a uma variação leve, que pode ser compatível com a idade ou com pequenas alterações vasculares, especialmente em quem tem pressão alta, diabetes, colesterol elevado, uso de álcool, tabagismo ou sedentarismo.
Em pessoas com menos de 60 anos, esse achado não deve ser ignorado, pois pode indicar:
Envelhecimento cerebral precoce, relacionado a fatores vasculares;
Pequenas isquemias cerebrais antigas (microangiopatia);
E, mais raramente, condições neurológicas iniciais que afetam a estrutura do cérebro (como atrofias específicas ou quadros degenerativos).
Mas o ponto principal é: esse achado, isoladamente, não explica os desmaios. Ele é apenas uma observação estrutural.
Os desmaios (síncopes) têm outras causas mais prováveis, como:
Queda transitória da pressão arterial ou da frequência cardíaca (causas cardíacas ou vasovagais);
Distúrbios do ritmo do coração (arritmias);
Alterações na irrigação cerebral momentânea;
Crises epilépticas (em casos mais raros);
Ou reações ao calor, desidratação ou estresse físico/emocional.
Por isso, o ideal é que o seu esposo seja avaliado tanto por um neurologista quanto por um cardiologista, para definir se o desmaio teve origem neurológica, cardíaca ou circulatória.
Exames que podem ser solicitados para investigar a causa:
Eletroencefalograma (EEG), para descartar crises epilépticas;
Eletrocardiograma, Holter e ecocardiograma, para avaliar o coração;
Ressonância magnética de crânio, se houver sintomas neurológicos associados (confusão, fraqueza, formigamento, perda de memória, etc.);
Avaliação laboratorial completa (função renal, glicemia, eletrólitos, tireoide).
Em resumo:
O achado da tomografia indica apenas uma leve diminuição do volume cerebral, que pode ser compatível com a idade ou com fatores vasculares, e não explica diretamente o desmaio.
O importante agora é investigar a causa da perda de consciência, para garantir que não há risco cardiovascular ou neurológico subjacente.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica presencial. O ideal é que ele seja reavaliado por um neurologista e cardiologista, levando a tomografia e relatando como ocorreram os episódios de desmaio.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, distúrbios de consciência e prevenção de doenças cerebrovasculares, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Tomei Vertizine D por 2 meses agora i médico mandou tomar so de 2 4 e 6 feira mesmo assim ele faz ef
Tomei Vertizine D por 2 meses agora i médico mandou tomar so de 2 4 e 6 feira mesmo assim ele faz efeito?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim — mesmo com o uso apenas em dias alternados (como 2ª, 4ª e 6ª feira), o Vertizine D (flunarizina + dicloridrato de flunarizina) ainda pode manter efeito terapêutico, dependendo da finalidade do tratamento e da resposta individual do organismo.
A flunarizina é uma medicação usada principalmente para prevenir crises de enxaqueca, tratar tonturas e vertigens labirínticas. Ela tem uma meia-vida longa, ou seja, permanece ativa no corpo por vários dias.
Por isso, após o uso contínuo por algumas semanas, o medicamento se acumula de forma controlada no organismo, permitindo esquemas de manutenção com menor frequência, sem perda significativa de efeito.
Por que o médico pode ter reduzido a dose:
Para evitar sonolência e cansaço excessivo, que são efeitos comuns;
Para reduzir o risco de ganho de peso ou sintomas depressivos, em tratamentos prolongados;
E porque, depois de estabilizado o quadro, muitas vezes o uso diário deixa de ser necessário.
Importante:
Continue tomando exatamente como o médico orientou;
Não interrompa por conta própria, pois a retirada abrupta pode fazer os sintomas retornarem;
Caso note volta da tontura ou aumento das dores de cabeça, informe ao neurologista — ele poderá ajustar novamente o esquema para o uso diário ou revisar o tratamento.
Em resumo: sim, o Vertizine D continua fazendo efeito mesmo com uso em dias alternados, pois seu tempo de ação no sistema nervoso é prolongado. Esse tipo de ajuste é comum na fase de manutenção e visa equilíbrio entre eficácia e tolerância.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui o acompanhamento médico individual. É essencial manter o contato com seu médico para avaliar periodicamente os sintomas e ajustar a dose de forma segura.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tonturas, labirintopatias e prevenção da enxaqueca, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Tenho 53 anos e tive um crisr hipertensiva com a pressão chegando a 24x15. Os sintomas foram derrame
Tenho 53 anos e tive um crisr hipertensiva com a pressão chegando a 24x15. Os sintomas foram derrame e dor no olhos e dor de cabeça. Tomo lozartana 50 mg 2 x ao dia mas minha dor nos olhos voltou. Qual profissional procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito importante, pois uma crise hipertensiva com valores tão elevados (24x15) e sintomas como dor nos olhos e dor de cabeça indica que houve sofrimento dos vasos sanguíneos cerebrais e oculares, o que exige uma avaliação médica cuidadosa e imediata. Esses sintomas podem ser sinais de complicações da hipertensão arterial severa, como retinopatia hipertensiva, edema de papila, isquemia ocular ou até sofrimento vascular cerebral transitório.
Mesmo que a pressão já tenha sido controlada com losartana 50 mg duas vezes ao dia, o retorno da dor ocular sugere que algo ainda precisa ser investigado e ajustado.
Veja os passos e especialistas indicados:
1⃣ Oftalmologista (urgente):
É o primeiro profissional a ser procurado neste momento. A dor ocular associada à hipertensão pode estar relacionada a alterações nos vasos da retina — quadro chamado de retinopatia hipertensiva. O oftalmologista fará um mapeamento de retina, avaliação do nervo óptico e medição da pressão intraocular para identificar se há edema, hemorragias ou aumento da pressão ocular. Essas alterações podem causar dor, visão turva e risco de lesões permanentes se não tratadas rapidamente.
2⃣ Cardiologista:
É o médico responsável por investigar as causas da crise hipertensiva e ajustar a medicação. Em muitos casos, apenas a losartana não é suficiente — pode ser necessário associar outro anti-hipertensivo, como um diurético, bloqueador de canal de cálcio ou betabloqueador. O cardiologista também avaliará a função cardíaca e renal, já que crises desse tipo podem causar sobrecarga nesses órgãos.
3⃣ Neurologista:
Como você relatou dor de cabeça intensa e sintomas oculares durante a crise, é importante descartar sofrimento neurológico associado, como microlesões vasculares, edema cerebral ou eventos isquêmicos transitórios (AIT). O neurologista poderá solicitar ressonância magnética ou tomografia cerebral, especialmente se houver tontura, fraqueza, perda visual parcial, fala arrastada ou lapsos de memória após a crise.
O que é fundamental neste momento:
Não adiar o atendimento: dores oculares e cefaleia após uma crise hipertensiva podem indicar novas alterações vasculares em curso.
Não ajustar a medicação por conta própria: a losartana isolada pode não oferecer proteção suficiente, e apenas o cardiologista deve fazer a associação correta.
Monitorar a pressão arterial duas a três vezes ao dia e registrar os valores para levar à consulta.
Evitar esforços físicos e o consumo de sal, álcool e cafeína até a reavaliação médica.
Em resumo: a dor ocular recorrente após uma crise hipertensiva deve ser avaliada com urgência pelo oftalmologista, e o acompanhamento conjunto com cardiologista e neurologista é essencial para evitar complicações. Mesmo com o uso regular de losartana, podem ser necessários ajustes na terapia e investigação de possíveis sequelas vasculares.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Recomendo que procure atendimento ainda hoje, especialmente se a dor ocular persistir ou vier acompanhada de alterações visuais. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar nesse acompanhamento, com foco em neurologia clínica, doenças cerebrovasculares e prevenção de complicações hipertensivas.
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Neuleptil pode causar mal a saude mais tarde se usar ele por um tempo o pediátrico?
Neuleptil pode causar mal a saude mais tarde se usar ele por um tempo o pediátrico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito pertinente, pois o Neuleptil (periciazina) é uma medicação frequentemente utilizada em doses baixas no tratamento de agitação, insônia, ansiedade, sintomas comportamentais do autismo ou distúrbios de conduta em crianças, e entender seus efeitos a curto e longo prazo é essencial para garantir segurança no uso pediátrico.
O Neuleptil pertence à classe dos antipsicóticos típicos (fenotiazínicos), que atuam bloqueando a ação da dopamina, um neurotransmissor envolvido na regulação do humor, comportamento e movimento. Apesar de eficaz em alguns quadros, o uso prolongado deve sempre ser acompanhado por um médico especialista, pois pode gerar efeitos adversos cumulativos em determinadas situações.
Veja os principais pontos sobre o uso e os possíveis riscos a longo prazo:
1⃣ Efeitos esperados e monitoramento:
Quando usado em doses baixas e sob prescrição adequada, o Neuleptil pode ajudar no controle de impulsividade, irritabilidade, agitação noturna e dificuldade de sono. No entanto, é essencial que o acompanhamento seja regular, com avaliações neurológicas e laboratoriais periódicas, para evitar acúmulo do medicamento e detectar precocemente qualquer efeito indesejado.
2⃣ Efeitos colaterais de curto prazo:
Nos primeiros meses, os efeitos mais comuns incluem sonolência, tontura, boca seca, prisão de ventre e leve rigidez muscular. Esses sintomas costumam melhorar com o ajuste da dose.
3⃣ Possíveis efeitos de longo prazo (em uso contínuo):
Sintomas extrapiramidais: tremores, rigidez ou movimentos involuntários (semelhantes aos do Parkinson), principalmente com uso prolongado em doses altas;
Discinesia tardia: movimentos repetitivos e involuntários, que podem surgir após meses ou anos de uso contínuo — esse risco é baixo em crianças e em doses pequenas, mas deve ser monitorado;
Alterações metabólicas: aumento de apetite e discreta elevação de prolactina (hormônio que pode causar aumento de mamas e alterações menstruais em adolescentes);
Sedação e lentificação cognitiva: especialmente se associado a outros medicamentos com efeito calmante.
4⃣ Uso pediátrico e acompanhamento:
O uso prolongado em crianças só é seguro quando há uma indicação clara e monitoramento constante. O médico deve reavaliar periodicamente a necessidade de manter o Neuleptil, ajustar a dose conforme o crescimento e, sempre que possível, planejar a retirada gradual quando o quadro clínico estiver estabilizado.
5⃣ Importância da supervisão médica:
Nunca deve ser suspenso de forma abrupta, pois pode ocorrer insônia de rebote, irritabilidade e agitação. A retirada deve ser lenta e acompanhada, substituindo por outras abordagens, como terapia comportamental, acompanhamento psicológico e intervenção multidisciplinar.
Em resumo: o Neuleptil pode ser seguro em uso pediátrico, desde que prescrito por especialista e acompanhado de perto. O uso prolongado não costuma causar prejuízos irreversíveis, mas exige monitoramento clínico e neurológico para evitar efeitos colaterais cumulativos e garantir que o tratamento esteja realmente trazendo benefícios ao desenvolvimento da criança.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individualizada. O ideal é discutir com o médico responsável o tempo de uso, os possíveis efeitos a longo prazo e, se necessário, considerar alternativas mais modernas e bem toleradas. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar nesse acompanhamento, com foco em neurologia clínica e neurodesenvolvimento infantil.
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Minha filha toma neuleptil 4% , 2gotas a noite , ela tem 20 anos, essa medicação faz efeito para ins
Minha filha toma neuleptil 4% , 2gotas a noite , ela tem 20 anos, essa medicação faz efeito para insônia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma dúvida muito importante — e é ótimo que você esteja atenta ao uso do Neuleptil (periciazina), pois embora ele possa induzir sono, não é um remédio indicado especificamente para insônia.
O Neuleptil é um antipsicótico da classe das fenotiazinas, usado principalmente para tratar agitação, impulsividade, irritabilidade e alguns transtornos de comportamento ou ansiedade intensa.
Ele tem um efeito sedativo secundário, o que faz com que algumas pessoas adormeçam mais facilmente nas primeiras horas após tomar — mas isso não significa que ele seja um tratamento apropriado para distúrbios de sono.
Por que ele pode causar sono:
A periciazina age reduzindo a atividade de dopamina e histamina no cérebro, o que gera sedação, relaxamento e redução da agitação mental.
Por isso, alguns médicos o prescrevem em baixas doses à noite, principalmente quando o paciente apresenta irritabilidade, agitação ou insônia associada a quadros de ansiedade, TDAH, TEA ou transtornos de humor.
Mas é importante ter cuidado, pois o Neuleptil também pode causar efeitos indesejáveis, especialmente com uso prolongado:
Sonolência excessiva ou cansaço durante o dia;
Boca seca, tontura, rigidez muscular ou tremores finos;
Queda de pressão (principalmente ao levantar);
Alterações hormonais, se usado continuamente e em doses altas.
Em resumo:
Sim, o Neuleptil pode ajudar indiretamente no sono, por ter ação sedativa leve;
No entanto, ele não é um remédio específico para insônia, e seu uso deve ser feito com acompanhamento médico regular, avaliando se o benefício realmente compensa os possíveis efeitos colaterais;
Se a dificuldade de dormir persistir, o ideal é conversar com o médico para avaliar a causa da insônia e, se necessário, usar tratamentos mais direcionados, como higiene do sono, melatonina ou medicações com perfil mais seguro para o sono.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O uso de Neuleptil deve sempre ser feito sob acompanhamento regular, especialmente em pacientes jovens, para garantir segurança e eficácia.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, sono e saúde mental, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Trileptal foi recomendado pelo medico para tratar o nervo trigemeo,apos uma cirurgia de retirada de
Trileptal foi recomendado pelo medico para tratar o nervo trigemeo,apos uma cirurgia de retirada de meningioma. Porem estou percebendo que estou ficando irritada,o medicamento pode esta causando essa irritaçao e insonia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito importante, pois o Trileptal (oxcarbazepina) é uma medicação amplamente utilizada para o tratamento da neuralgia do trigêmeo e também como estabilizador do humor em alguns quadros neurológicos. Embora seja eficaz no controle da dor neuropática após cirurgias como a de meningioma, ele pode sim provocar alterações emocionais e do sono em alguns pacientes, especialmente nas primeiras semanas de uso.
O Trileptal atua modulando os canais de sódio dos neurônios, reduzindo a excitabilidade elétrica e, consequentemente, as descargas anormais responsáveis pela dor e por crises convulsivas. No entanto, essa ação também pode interferir em neurotransmissores ligados ao humor e à regulação do sono, o que explica os sintomas que você descreve.
Veja as principais causas e o que fazer em cada caso:
1⃣ Irritabilidade e alterações de humor:
Algumas pessoas apresentam mudanças no humor, irritabilidade, agitação ou ansiedade leve nas primeiras semanas de tratamento com Trileptal. Isso ocorre porque o medicamento pode reduzir a concentração de sódio no sangue (hiponatremia) ou alterar a atividade do sistema nervoso central.
Esses efeitos costumam ser transitórios, mas devem ser relatados ao seu médico, pois podem indicar necessidade de ajuste da dose ou de avaliação laboratorial dos eletrólitos (sódio e potássio).
2⃣ Insônia e dificuldade para relaxar:
Embora menos frequente, o Trileptal pode causar sono fragmentado, sonhos vívidos ou sensação de alerta noturno em alguns pacientes. Isso tende a melhorar com o ajuste do horário da medicação — por exemplo, concentrando a dose maior pela manhã, sob orientação médica.
3⃣ Outros efeitos relacionados:
Além das alterações de humor, o medicamento pode causar tontura, fadiga, dor de cabeça, visão dupla ou sonolência diurna. Em geral, esses sintomas diminuem conforme o corpo se adapta ao uso.
4⃣ Por que o médico indicou o Trileptal:
No seu caso, o uso é para neuralgia do trigêmeo secundária à cirurgia de meningioma — uma condição em que o nervo trigêmeo (responsável pela sensibilidade do rosto) pode ter ficado irritado ou lesionado. O Trileptal é uma das opções mais eficazes para bloquear as descargas elétricas dolorosas do nervo, com boa resposta clínica na maioria dos pacientes.
5⃣ O que deve ser feito agora:
Não suspenda o medicamento por conta própria, pois isso pode reativar a dor intensa no nervo trigêmeo;
Relate ao seu neurologista os sintomas de irritabilidade e insônia — o profissional poderá ajustar a dose, alterar o horário de tomada ou avaliar a substituição por outro anticonvulsivante mais tolerado, como gabapentina ou pregabalina, conforme o caso;
Cuide do sono com medidas de higiene do sono, evitando cafeína e telas antes de dormir, pois esses fatores podem amplificar os efeitos do medicamento sobre o sono.
Em resumo: o Trileptal pode causar irritabilidade e insônia em alguns pacientes, especialmente no início do tratamento ou em doses mais altas. Esses efeitos geralmente são leves e reversíveis, mas merecem acompanhamento médico para garantir o equilíbrio entre o controle da dor e o bem-estar emocional.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Recomendo comunicar seu neurologista sobre os sintomas para ajustar o tratamento de forma segura e eficaz. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar no acompanhamento da neuralgia do trigêmeo e no manejo dos efeitos colaterais dos anticonvulsivantes.
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O Depakote e o Depakene é o mesmo? Porque a médica disse que não é a mesma coisa tem diferença ,eu t
O Depakote e o Depakene é o mesmo? Porque a médica disse que não é a mesma coisa tem diferença ,eu tenho o depakene em casa se for a mesma coisa não preciso comprar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito comum entre os pacientes, já que Depakene e Depakote são nomes parecidos e ambos pertencem à mesma classe de medicamentos. Contudo, eles não são exatamente iguais, e a diferença entre os dois é importante, pois está relacionada à forma química do princípio ativo e à forma de liberação no organismo, o que influencia o modo de ação, absorção e tolerância.
Vamos entender em detalhes:
1⃣ Depakene (ácido valpróico):
É a forma livre do ácido valpróico, ou seja, o medicamento é absorvido rapidamente após a ingestão, atingindo o pico de concentração no sangue em poucas horas.
Por ter liberação imediata, o Depakene costuma ser tomado duas ou três vezes ao dia, dependendo da dose e do objetivo terapêutico. Essa forma pode causar variações maiores nos níveis sanguíneos entre as doses e, por isso, em alguns pacientes, está associada a maior risco de efeitos colaterais gastrointestinais (como náusea, desconforto abdominal e sonolência nas primeiras semanas).
2⃣ Depakote (divalproato de sódio):
Já o Depakote contém uma combinação de duas formas químicas — o ácido valpróico e o valproato de sódio, unidas em uma formulação chamada divalproato de sódio.
Essa associação faz com que o medicamento seja liberado de forma mais lenta e estável no organismo, proporcionando níveis sanguíneos mais constantes ao longo do dia.
Por isso, o Depakote geralmente é administrado uma ou duas vezes ao dia e costuma ser melhor tolerado pelo estômago e por pacientes que necessitam de controle prolongado, como nos casos de epilepsia, enxaqueca crônica ou transtornos do humor.
Em resumo:
Ambos pertencem à mesma família e têm a mesma substância ativa principal (valproato);
Depakene: liberação imediata, absorção rápida, mais variações no sangue, pode causar mais efeitos gastrointestinais;
Depakote: liberação lenta (prolongada), níveis estáveis, melhor tolerância e menos oscilações nos efeitos;
Por essas diferenças farmacológicas, eles não são intercambiáveis sem orientação médica.
Mesmo que você tenha Depakene em casa, não é indicado substituir o Depakote por conta própria, pois a biodisponibilidade e o intervalo entre as doses são diferentes. Essa troca pode alterar a concentração do medicamento no sangue, afetando o controle das crises, da dor ou do humor e até causando efeitos adversos.
O ideal é conversar com a médica que prescreveu o Depakote, explicando que possui o Depakene, para que ela avalie se a substituição é possível e, se for o caso, ajuste a dose e o esquema de uso com segurança.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. A substituição entre formulações do valproato deve sempre ser feita sob supervisão profissional. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar sobre o uso correto dos anticonvulsivantes e o manejo seguro de suas variações farmacológicas.
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Meu medico pediu para parar o medicamento depakene tomo desde os 7 anos e hj estou com 19 quais a re
Meu medico pediu para parar o medicamento depakene tomo desde os 7 anos e hj estou com 19 quais a reacoes que vou ter por não toma mais o depakene? E por falta do medicamento corro o risco de da convulsão ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua pergunta é muito importante e demonstra uma excelente atitude de cuidado com a sua saúde. O Depakene (valproato de sódio) é um medicamento usado com frequência no controle de crises epilépticas e também em alguns transtornos do humor, e sua retirada deve sempre ser feita com orientação médica e de forma gradual, nunca abruptamente.
Quando o tratamento é interrompido de forma súbita, o cérebro pode reagir ao desequilíbrio na atividade elétrica neuronal, o que aumenta o risco de recorrência de crises convulsivas, mesmo em pacientes que estavam há anos sem apresentá-las. Por isso, o risco de novas convulsões depende de fatores como:
Motivo pelo qual o Depakene foi prescrito originalmente;
Tempo total sem crises;
Resultado recente de exames como eletroencefalograma (EEG);
E se há histórico familiar ou predisposição neurológica.
Durante a retirada, algumas pessoas podem sentir sonolência, irritabilidade, cefaleia, tontura, tremores leves ou alterações do sono, sintomas geralmente transitórios enquanto o organismo se adapta à ausência da medicação.
O mais importante é seguir rigorosamente o plano de redução prescrito pelo médico, pois ele avaliará a necessidade de substituição por outro anticonvulsivante ou apenas o desmame completo, dependendo do seu histórico clínico e exames de controle.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui a orientação médica individual. Cada caso deve ser acompanhado de perto para garantir segurança e evitar o risco de crises.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com atendimento presencial em Cuiabá e São Paulo e online em todo o Brasil, oferecendo acompanhamento humanizado em neurologia clínica, epilepsia e tratamento da dor crônica, sempre priorizando a segurança e o bem-estar do paciente.
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Pra quem tem ansiedade, existe diferença entre cloridrato de bupropiona 12h e Zetron XL? Estou fazen
Sim, existe diferença entre as formulações de bupropiona de liberação prolongada:…