Perguntas do paciente (173)
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Minha médica prescreveu 15 gotas de Neuleptil para insônia ( já que estou desmamando o Rivotril). Qu
Minha médica prescreveu 15 gotas de Neuleptil para insônia ( já que estou desmamando o Rivotril). Quanto tempo devo tomar antes de dormir?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo perfeitamente sua dúvida — especialmente porque o Neuleptil (periciazina) é uma medicação que precisa de uso cuidadoso e acompanhamento próximo, ainda mais durante o desmame do Rivotril.
O Neuleptil tem efeito sedativo e calmante, o que pode ajudar na transição do sono enquanto o organismo se adapta à retirada gradual do benzodiazepínico (Rivotril).
Em geral, o medicamento começa a fazer efeito entre 30 e 60 minutos após a ingestão, mas o horário ideal de uso pode variar conforme o metabolismo e a sensibilidade de cada pessoa.
Por isso, costuma-se recomendar tomar cerca de 30 a 60 minutos antes de deitar, a menos que sua médica tenha orientado de outra forma.
No entanto, como se trata de uma dose relativamente alta para início (15 gotas) e de um momento de ajuste medicamentoso, é essencial seguir exatamente a prescrição da sua médica e manter contato com ela durante esse processo.
Por que isso é importante:
O Neuleptil pode causar sonolência intensa, tontura, queda de pressão e boca seca, principalmente nas primeiras semanas;
Cada paciente reage de forma diferente, e é comum precisar ajustar a dose ou o horário após alguns dias;
A combinação com o desmame do Rivotril pode intensificar sintomas de abstinência, como ansiedade, palpitação, insônia ou inquietação, o que exige reavaliação médica contínua.
Orientações seguras:
1⃣ Tome o remédio no mesmo horário todos os dias, preferencialmente após o jantar e antes de deitar, conforme sua médica orientou;
2⃣ Não aumente nem reduza a dose por conta própria;
3⃣ Se sentir muita sonolência, fraqueza, tontura ou dificuldade para acordar, comunique imediatamente sua médica;
4⃣ Mantenha um intervalo de pelo menos 8 horas de sono, para evitar sonolência residual pela manhã;
5⃣ E, o mais importante: retorne ao acompanhamento com sua médica para ajustar o tratamento conforme sua resposta e garantir uma transição segura e eficaz do Rivotril.
Em resumo:
O Neuleptil deve ser tomado cerca de 30 a 60 minutos antes de dormir, mas o ajuste do horário e da dose deve ser definido pela sua médica, que acompanha seu caso e o processo de retirada do Rivotril.
Evite qualquer mudança por conta própria e comunique qualquer efeito adverso.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui a orientação médica individual.
O ideal é entrar em contato com sua médica para confirmar o melhor horário e acompanhamento durante essa fase de adaptação.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, sono e manejo seguro de medicamentos neurológicos, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
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Fiz exames de ressonância magnética e tomografia, onde tive dois resultados: devido a um meningioma,
Fiz exames de ressonância magnética e tomografia, onde tive dois resultados: devido a um meningioma, um osso do meu cranio aparece na ressonância como hiperostose, e na tomo, como esclerose óssea. Tenho histórico familiar de esclerose múltipla. Qual a diferença entre as duas doenças, e o que pode ser mais preocupante?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua pergunta é excelente — e demonstra um cuidado muito importante em compreender o significado dos exames e as diferenças entre esses diagnósticos.
Antes de tudo, é fundamental esclarecer que hiperostose e esclerose óssea não são doenças por si só, mas alterações estruturais do osso observadas em exames de imagem. Já a esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória autoimune do sistema nervoso central — completamente diferente das duas primeiras.
Vamos por partes
1⃣ Hiperostose e esclerose óssea
Esses termos descrevem alterações no osso do crânio, e frequentemente aparecem associadas a meningiomas, que são tumores benignos das meninges (as membranas que revestem o cérebro).
Hiperostose: é o espessamento do osso, geralmente localizado na região onde o meningioma se fixa. Ocorre porque o tumor estimula o osso subjacente a crescer mais do que o normal. É um achado típico e benigno, relacionado ao efeito mecânico e inflamatório local do meningioma.
Esclerose óssea: significa que o osso ficou mais denso (endurecido), sem necessariamente aumentar de volume. É um termo radiológico que descreve maior compactação do tecido ósseo, podendo ter várias causas (como inflamação crônica, trauma antigo ou, mais raramente, infiltrações tumorais).
Nos casos de meningioma, essas alterações são geralmente benignas e locais, não indicam câncer ósseo nem relação com doenças neurológicas autoimunes.
2⃣ Esclerose Múltipla (EM)
Já a esclerose múltipla é uma doença desmielinizante, ou seja, uma condição em que o sistema imunológico ataca a mielina, substância que reveste os neurônios no cérebro e na medula espinhal.
Ela não afeta os ossos — por isso, não tem nenhuma relação com a esclerose ou hiperostose óssea vistas nos exames.
Os principais sintomas da EM são:
Perda ou borramento visual;
Dormências, formigamentos, fraqueza em um lado do corpo;
Tontura, desequilíbrio ou fala arrastada;
Cansaço intenso e lapsos cognitivos.
A confirmação diagnóstica se dá por ressonância magnética do encéfalo e da medula, mostrando lesões desmielinizantes, além de exames complementares como o líquor (bandas oligoclonais) e avaliação neurológica detalhada.
3⃣ Qual situação é mais preocupante?
O meningioma com hiperostose/esclerose óssea é geralmente benigno, de crescimento lento e pode permanecer estável por anos. A conduta depende do tamanho, da localização e dos sintomas (como dor de cabeça, perda de olfato, visão dupla ou convulsões).
A esclerose múltipla, por outro lado, é uma doença crônica e potencialmente progressiva, mas não está relacionada ao seu achado ósseo.
Portanto, as duas situações são independentes entre si e devem ser acompanhadas de forma diferente.
O que fazer agora:
1⃣ Continue o acompanhamento com seu neurologista e neurocirurgião, levando ambos os exames.
2⃣ Se o meningioma estiver estável e sem sintomas, geralmente apenas o acompanhamento periódico com ressonância é suficiente.
3⃣ Caso existam sintomas neurológicos compatíveis com esclerose múltipla, o neurologista pode solicitar ressonância de crânio e medula com contraste e exame do líquor para esclarecer.
Em resumo:
Hiperostose e esclerose óssea são alterações ósseas benignas e locais, associadas ao meningioma.
Esclerose múltipla é uma doença autoimune do cérebro e medula, sem relação com ossos.
O achado ósseo não indica esclerose múltipla e, em geral, não representa risco grave imediato, mas requer acompanhamento médico regular.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui a consulta médica individual.
O ideal é que seu neurologista e neurocirurgião acompanhem o caso em conjunto, para definir o melhor plano de seguimento.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tumores cerebrais benignos e doenças desmielinizantes, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Sempre tenho muita dor de cabeça e tenho enchaqueca e quando ela vem perco minha visão periférica ma
Sempre tenho muita dor de cabeça e tenho enchaqueca e quando ela vem perco minha visão periférica mas essas pra mim são normais sempre as tive. A dor que esta me preocupando é uma dor na lateral da cabeça do lado direito parece que eu bati mas não bati, quando eu aperto doi parece batida mesmo é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A sua observação é muito importante — e, de fato, essa dor localizada na lateral da cabeça, com sensibilidade ao toque e sensação de “cabeça dolorida como se tivesse levado uma batida”, não é típica da enxaqueca comum e merece uma avaliação cuidadosa.
Quando a dor é localizada, sensível ao toque e parece vir da pele ou do músculo, ela pode estar relacionada a outras causas, como:
1⃣ Cefaleia tensional ou miofascial — é a causa mais frequente desse tipo de dor. Resulta da tensão excessiva nos músculos do couro cabeludo, pescoço ou têmporas, muitas vezes associada a estresse, má postura, bruxismo ou sono ruim. A região pode ficar dolorida, como se tivesse “machucada”.
2⃣ Neuralgia occipital ou temporal — quando há irritação dos nervos que inervam o couro cabeludo, a dor pode ser pontual, latejante ou em queimação, podendo ser desencadeada por toque ou penteado.
3⃣ Inflamação local dos vasos ou tecidos — em pessoas acima dos 50 anos, deve-se avaliar arterite temporal (ou de células gigantes), uma inflamação dos vasos que pode causar dor e sensibilidade na lateral da cabeça. Nesse caso, o diagnóstico é feito com exames laboratoriais (VHS, PCR) e avaliação médica urgente, pois requer tratamento específico.
4⃣ Enxaqueca associada à alodinia — em algumas pessoas com crises repetidas, o sistema nervoso fica mais sensível, e a região da dor passa a doer até ao toque, um fenômeno chamado alodinia cutânea.
O fato de você já ter enxaqueca com perda de visão periférica (aura visual) indica uma forma neurológica de enxaqueca, mas a dor nova e localizada de forma diferente merece investigação, especialmente se:
A dor for intensa e contínua;
Piorar ao toque ou à mastigação;
Estiver acompanhada de febre, fadiga, visão turva ou dor na mandíbula;
Ou se for diferente das crises habituais.
Nesses casos, o ideal é procurar um neurologista para exame clínico e, se necessário, solicitar ressonância magnética de crânio e exames de sangue.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, cefaleias e tratamento da dor crônica, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Boa Noite Tenho espasmo facial e preciso de botox para aliviar os sintomas Posso fazer a aplicação
Boa Noite
Tenho espasmo facial e preciso de botox para aliviar os sintomas
Posso fazer a aplicação com dermatologista ou é necessário que seja um neurologista?
ObrigadaRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Boa noite
Sua pergunta é muito pertinente — e mostra um cuidado essencial em buscar o profissional mais adequado para um tratamento neurológico.
O espasmo facial é uma contração involuntária e repetitiva dos músculos de um lado do rosto, causada por irritação ou compressão do nervo facial. O tratamento com toxina botulínica (popularmente chamada de “botox”) é, de fato, o método mais eficaz para aliviar os sintomas e restaurar a qualidade de vida.
Mas é importante diferenciar os contextos de aplicação:
Quando o uso da toxina tem fins estéticos, o dermatologista é o profissional habilitado para tratar linhas de expressão e rugas superficiais.
Já no caso do espasmo facial, a aplicação é terapêutica e neurológica — e deve ser feita por um médico neurologista (ou, em alguns casos, um oftalmologista com formação em distúrbios de movimento), pois envolve músculos profundos e regiões próximas ao nervo facial e ocular.
Por que o neurologista é o mais indicado:
1⃣ O espasmo facial requer mapa de injeções individualizado, guiado pela anatomia funcional e avaliação clínica — o neurologista identifica quais músculos estão envolvidos e em que intensidade;
2⃣ As doses usadas são diferentes das estéticas, e o objetivo é bloquear a contração involuntária sem comprometer a mímica facial;
3⃣ O tratamento faz parte de um plano neurológico mais amplo, que pode incluir exames de imagem (ressonância de base de crânio), acompanhamento da função do nervo facial e ajustes periódicos;
4⃣ A toxina usada no contexto neurológico é prescrita, diluída e aplicada sob técnica médica específica, garantindo eficácia e segurança.
Em resumo:
Para espasmo facial, o mais seguro e eficaz é realizar a aplicação com um neurologista especializado em distúrbios do movimento ou tratamento da dor.
O dermatologista atua em contextos estéticos, mas não é o profissional ideal para tratar espasmos musculares neurológicos.
Além disso, o neurologista poderá acompanhar a resposta clínica, ajustar doses e avaliar possíveis causas associadas ao quadro.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual.
O ideal é buscar avaliação com um neurologista, que poderá confirmar o diagnóstico e indicar o momento certo para iniciar a aplicação terapêutica da toxina botulínica.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, distúrbios do movimento e tratamento da dor, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Boa tarde meu filho toma medicamentos desde 5 anos agora está com 17 e não quer mais tomar disse que
Boa tarde meu filho toma medicamentos desde 5 anos agora está com 17 e não quer mais tomar disse que enjoa demais e tem muita dor de cabeça não sei o que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A situação que você descreve é bastante comum entre adolescentes que fazem tratamento de longo prazo para epilepsia. Após muitos anos em uso de medicação, é natural que ele se sinta cansado ou irritado com o tratamento, especialmente se estiver apresentando efeitos colaterais como enjoo e dor de cabeça. No entanto, é fundamental compreender que interromper o medicamento por conta própria pode ser perigoso e levar ao retorno das crises convulsivas, que podem ocorrer de forma inesperada e até colocar a vida em risco.
Os sintomas que ele relata podem, de fato, estar relacionados à dose ou ao tipo de medicação utilizada. Muitos anticonvulsivantes, com o tempo, podem provocar desconfortos digestivos, sonolência ou dor de cabeça, mas isso não significa que o tratamento deva ser suspenso. Atualmente existem novos medicamentos com melhor tolerância e menos efeitos adversos, e o neurologista pode ajustar a prescrição de acordo com a resposta clínica e a idade do paciente.
O primeiro passo deve ser agendar uma consulta de reavaliação com o neurologista que acompanha o caso. O médico poderá:
Revisar a medicação e considerar a substituição por outra de perfil mais leve;
Avaliar, por meio de eletroencefalograma (EEG) e outros exames, se há estabilidade suficiente para pensar em uma redução gradual da dose;
Investigar se a dor de cabeça é efeito do remédio ou se pode haver outro fator envolvido, como tensão, sono irregular ou alimentação inadequada.
É importante conversar abertamente com seu filho, explicando que o uso contínuo da medicação não é apenas uma rotina médica, mas uma forma de proteger o cérebro e evitar novas crises. Envolvê-lo nas decisões sobre o tratamento, com apoio e escuta, ajuda muito na adesão terapêutica.
Em resumo, o mais indicado é não interromper o uso da medicação sem orientação médica, pois isso pode provocar crises graves e até risco de internação. O caminho mais seguro é buscar a avaliação neurológica o quanto antes para ajustar o tratamento e aliviar os sintomas, garantindo a qualidade de vida e a segurança dele.
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Minha ffilha desde setembro vem sentindo muita dor de cabeça, tontura, perda de visao, fraqueza . To
Minha ffilha desde setembro vem sentindo muita dor de cabeça, tontura, perda de visao, fraqueza . Tomando remedios fortes e vive com dor. O que seria e a que especialista procurar? Ela tem 36 anos.crise
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo perfeitamente sua preocupação — e realmente é importante investigar com atenção esse quadro, pois dor de cabeça intensa associada a tontura, fraqueza e perda de visão não deve ser considerada algo “normal” ou apenas uma enxaqueca comum.
Pelos sintomas que você descreveu, há sinais de alerta neurológico que merecem avaliação especializada. A associação entre cefaleia, alterações visuais e fraqueza pode ter várias causas, incluindo:
1⃣ Enxaqueca com aura complexa – algumas crises de enxaqueca causam sintomas neurológicos transitórios, como visão turva, flashes de luz, formigamento, dormência ou fraqueza, mas é fundamental confirmar esse diagnóstico apenas após excluir outras doenças.
2⃣ Hipertensão intracraniana ou pseudotumor cerebral – ocorre quando há aumento da pressão do líquor (líquido cerebral), levando a dor de cabeça intensa, visão borrada, tontura e, às vezes, perda visual temporária.
3⃣ Distúrbios vasculares cerebrais – como dissecções arteriais, tromboses venosas ou microinfartos cerebrais, que podem causar sintomas semelhantes e precisam de diagnóstico rápido.
4⃣ Doenças autoimunes, inflamatórias ou infecciosas – em casos persistentes, é necessário investigar causas menos comuns que afetam o sistema nervoso central.
Diante desse quadro, o ideal é que sua filha seja avaliada por um neurologista, que é o especialista indicado para investigar cefaleias e sintomas neurológicos associados. Esse profissional poderá solicitar exames como:
Ressonância magnética de crânio e vasos cerebrais;
Exame de fundo de olho (oftalmoscopia), para avaliar se há edema do nervo óptico;
Exames laboratoriais e de líquor, se necessário;
E, conforme os resultados, definir o tratamento específico.
Se ela estiver em crise intensa, com dor insuportável, perda visual súbita, fraqueza ou dificuldade para falar, é importante procurar atendimento de urgência. Esses sintomas exigem avaliação imediata para descartar causas potencialmente graves e tratáveis.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, cefaleias, distúrbios neurológicos e investigação de causas de tontura e perda visual, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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Diabéticos tem constantes dores de cabeça.. ? Meu marido está tendo dor de cabeça todos os dia
Diabéticos tem constantes dores de cabeça.. ? Meu marido está tendo dor de cabeça todos os dia
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito importante, pois a dor de cabeça em pessoas com diabetes pode ter diversas causas, algumas relacionadas ao controle glicêmico e outras independentes da doença, exigindo sempre uma avaliação cuidadosa.
De forma geral, diabéticos não têm dor de cabeça constante apenas por causa do diabetes em si, mas as variações da glicose no sangue — tanto alta (hiperglicemia) quanto baixa (hipoglicemia) — podem provocar cefaleias frequentes e persistentes.
Veja os principais mecanismos envolvidos:
1⃣ Hipoglicemia (queda do açúcar no sangue):
Quando os níveis de glicose caem abaixo do normal, o cérebro — que depende da glicose como principal fonte de energia — reage com sinais de alerta, entre eles dor de cabeça, tontura, irritabilidade, tremores e sudorese. Isso é mais comum em quem usa insulina ou certos antidiabéticos orais.
2⃣ Hiperglicemia (açúcar alto no sangue):
Quando o açúcar está persistentemente elevado, ocorre desidratação e aumento da viscosidade do sangue, o que pode causar dor de cabeça difusa, cansaço, visão turva e mal-estar geral. Esse tipo de dor tende a piorar no fim do dia ou quando há descuido alimentar.
3⃣ Oscilações glicêmicas:
Mesmo sem valores extremos, a variação constante entre picos altos e baixos de glicose pode provocar cefaleias recorrentes, fadiga e dificuldade de concentração.
4⃣ Complicações secundárias:
Com o tempo, o diabetes mal controlado pode causar alterações vasculares, problemas de visão (retinopatia) ou neuropatias, que também podem se manifestar como dor de cabeça crônica ou dor facial.
5⃣ Causas não relacionadas ao diabetes:
É essencial lembrar que a dor de cabeça diária pode ter outras origens, como enxaqueca, cefaleia tensional, distúrbios do sono, hipertensão arterial, uso excessivo de cafeína, medicações ou estresse crônico. Em pessoas com diabetes, a hipertensão é uma das causas mais frequentes de dor de cabeça contínua.
Diante de dores diárias, o ideal é que seu marido:
Verifique a glicemia capilar nos momentos em que a dor aparece, para identificar se há relação com oscilações de açúcar;
Registre a frequência, intensidade e horário das dores;
Procure avaliação médica com um neurologista e endocrinologista, para descartar causas neurológicas, hipertensivas ou metabólicas;
Mantenha boa hidratação, alimentação regular e controle glicêmico rigoroso, evitando longos períodos de jejum ou consumo excessivo de açúcares simples.
Em resumo: a dor de cabeça constante não é um sintoma típico do diabetes controlado, mas pode indicar flutuações glicêmicas, hipertensão ou outra condição associada. É fundamental investigar a causa para evitar complicações e ajustar o tratamento de forma segura.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Recomendo que seu marido procure o endocrinologista e um neurologista, para avaliar o padrão das dores, medir a glicemia durante os episódios e definir o tratamento adequado.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
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Há algum exame clínico que pode provar que trata-se de tremor essencial? Ou é somente, avaliado pelo
Há algum exame clínico que pode provar que trata-se de tremor essencial? Ou é somente, avaliado pelo neurologista em consulta médica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito relevante, pois o tremor essencial é uma condição bastante comum, mas que requer diagnóstico clínico cuidadoso para ser diferenciado de outras causas de tremor, como o Parkinson ou alterações metabólicas e medicamentosas.
Na maioria dos casos, o diagnóstico do tremor essencial é clínico, ou seja, feito pelo neurologista durante a consulta, através de uma avaliação detalhada dos sintomas, histórico familiar e exame neurológico minucioso. Não existe um exame único que “prove” a doença, mas há testes complementares que ajudam a confirmar e excluir outras causas.
Durante a avaliação, o neurologista observa:
O tipo de tremor (geralmente de ação ou postural — aparece quando a pessoa está em movimento ou mantém uma posição);
Distribuição (costuma afetar as mãos, cabeça e voz, de forma simétrica);
Histórico familiar, pois há forte componente genético;
E resposta ao álcool ou a medicações específicas, característica do tremor essencial.
Para confirmar o diagnóstico e descartar outras doenças, o médico pode solicitar:
1⃣ Exames laboratoriais, como função tireoidiana, eletrólitos, glicemia, cobre e ceruloplasmina (para excluir causas metabólicas e doença de Wilson).
2⃣ Ressonância magnética de crânio, se houver suspeita de lesão estrutural cerebral.
3⃣ Eletromiografia (EMG) com tremorografia, que analisa a frequência e o padrão do tremor, ajudando a diferenciar o tremor essencial do parkinsoniano ou de origem psicogênica.
4⃣ Em alguns casos, pode-se realizar o teste DAT-SPECT (DaTSCAN), exame de imagem funcional que avalia o transporte de dopamina cerebral — ele é normal no tremor essencial e alterado no Parkinson, sendo útil em casos de dúvida diagnóstica.
Portanto, o diagnóstico parte da observação clínica do neurologista, mas pode ser confirmado com exames complementares quando há incerteza ou sintomas atípicos.
O tratamento do tremor essencial é individualizado e pode envolver propranolol, primidona, topiramato ou toxina botulínica (em casos específicos), além de fisioterapia motora e controle de fatores desencadeantes, como estresse e cafeína.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. O ideal é procurar um neurologista com experiência em distúrbios do movimento para definir o tipo exato de tremor e o tratamento mais adequado.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tremores e distúrbios do movimento, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Bom dia! O pai portador da doença pode passar para os filhos Miastenia Gravis? Ou isso só acontece s
Bom dia! O pai portador da doença pode passar para os filhos Miastenia Gravis? Ou isso só acontece se a mãe for a portadora.
Desde já agradeço.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Miastenia Gravis é uma doença autoimune neuromuscular que ocorre quando o sistema imunológico produz anticorpos que interferem na comunicação entre o nervo e o músculo, causando fraqueza e fadiga muscular. Diferentemente de doenças hereditárias clássicas, ela não é considerada uma doença geneticamente transmissível, ou seja, não é passada diretamente de pais para filhos por meio dos genes, como ocorre com doenças mendelianas.
Na maioria dos casos, a Miastenia Gravis surge de forma esporádica, sem histórico familiar. O que pode ser herdado, de forma indireta, é uma predisposição genética para o desenvolvimento de doenças autoimunes, o que significa que, se um dos pais tem Miastenia Gravis (seja o pai ou a mãe), os filhos podem ter uma ligera probabilidade aumentada de desenvolver alguma doença autoimune, mas não necessariamente Miastenia Gravis.
Quando a mãe é portadora da doença, há uma situação especial chamada Miastenia Gravis neonatal transitória, que pode ocorrer porque os anticorpos da mãe atravessam a placenta durante a gestação e afetam temporariamente o bebê após o nascimento. Essa forma é passageira e tende a desaparecer em poucas semanas, à medida que os anticorpos maternos são eliminados do organismo do recém-nascido. No entanto, esse fenômeno não ocorre quando o pai é o portador, pois ele não transmite anticorpos à criança durante a gestação.
Portanto, um pai com Miastenia Gravis não transmite a doença diretamente aos filhos, e o risco de o descendente desenvolver Miastenia é muito baixo. O mais importante é que, se houver histórico familiar de doenças autoimunes, o acompanhamento médico regular permite identificar precocemente qualquer alteração imunológica ou neuromuscular, caso surja.
Em resumo, a Miastenia Gravis não é uma doença hereditária direta e o fato de o pai ser portador não representa risco relevante para os filhos. A forma neonatal transitória ocorre apenas em casos em que a mãe tem a doença, e mesmo assim é temporária.
Esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individual. Para orientações específicas sobre hereditariedade ou planejamento familiar em portadores de doenças autoimunes, o ideal é procurar um neurologista ou geneticista clínico.
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Paralisia bulbar é a mesma coisa que a ELA?
Paralisia bulbar é a mesma coisa que a ELA?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e é muito importante fazer essa distinção, pois paralisia bulbar e Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) não são exatamente a mesma coisa, embora possam estar relacionadas em alguns casos.
Vamos entender com clareza
1⃣ O que é a Paralisia Bulbar
A paralisia bulbar é uma síndrome neurológica, ou seja, um conjunto de sintomas que ocorre quando há lesão nos neurônios localizados no bulbo (tronco cerebral inferior) — região responsável por controlar fala, deglutição e movimentos da língua e da face.
Os principais sintomas da paralisia bulbar incluem:
Dificuldade para falar (disartria);
Engasgos frequentes e dificuldade para engolir (disfagia);
Alterações na voz (rouquidão, voz anasalada ou fraca);
Fasciculações (tremores finos) na língua;
Atrofia e fraqueza nos músculos da face e garganta.
Esses sintomas podem ter várias causas, como:
Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA);
Doenças vasculares do tronco cerebral (como AVC bulbar);
Doenças infecciosas, autoimunes ou inflamatórias;
Miastenia grave;
Ou outras doenças neurodegenerativas que atingem os nervos cranianos.
Portanto, a paralisia bulbar é um quadro clínico, e a ELA é uma das doenças que podem causar esse quadro.
2⃣ O que é a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)
A ELA é uma doença degenerativa progressiva dos neurônios motores, que afeta tanto:
os neurônios motores superiores (no cérebro), quanto
os neurônios motores inferiores (na medula espinhal e no bulbo).
Por isso, a ELA causa fraqueza muscular progressiva, atrofia, espasmos e, em alguns casos, paralisia bulbar.
Quando a doença começa especificamente pela região do bulbo, chamamos de forma bulbar da ELA, e os primeiros sintomas são exatamente os da paralisia bulbar — fala arrastada, dificuldade para engolir e alterações faciais.
3⃣ Então, qual a diferença prática?
Paralisia bulbar → é um conjunto de sintomas que pode aparecer em várias doenças;
ELA → é uma doença específica, que em alguns pacientes começa com paralisia bulbar.
Nem toda paralisia bulbar é ELA, mas toda ELA bulbar causa paralisia bulbar.
O diagnóstico definitivo depende de avaliação neurológica completa, com exame clínico detalhado, eletroneuromiografia (ENMG) e exames de imagem, para excluir outras causas tratáveis.
4⃣ O que fazer
Se houver sintomas de fala, engasgos ou fraqueza facial, o ideal é procurar um neurologista especialista em doenças neuromusculares.
Ele poderá identificar se o quadro é compatível com ELA ou se há outra causa potencialmente reversível (como miastenia, neuropatia craniana, AVC bulbar ou infecção).
Em resumo:
Paralisia bulbar é uma síndrome neurológica, não uma doença.
ELA é uma doença degenerativa que pode causar a paralisia bulbar.
O diagnóstico diferencial é essencial, pois existem causas tratáveis que se manifestam de forma semelhante à ELA.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica presencial.
O acompanhamento com neurologista é fundamental para determinar o diagnóstico correto e o plano terapêutico mais adequado.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica e doenças neuromusculares, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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A seis meses tive uma erpes zortes oftalmo, do lado direito e ainda sinto muita dores na testa. Ela
A seis meses tive uma erpes zortes oftalmo, do lado direito e ainda sinto muita dores na testa. Ela pode volta a qualquer momento ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A sua pergunta é muito importante — e a sua atenção aos sintomas é essencial, especialmente após um quadro de herpes zoster oftálmico, que exige acompanhamento cuidadoso.
O herpes zoster oftálmico ocorre quando o vírus varicela-zoster (o mesmo da catapora) é reativado e atinge o nervo trigêmeo, mais especificamente o ramo oftálmico, responsável pela sensibilidade da testa, couro cabeludo e área ao redor do olho.
1⃣ A dor na testa após seis meses é comum?
Sim — muitas pessoas continuam sentindo dor, ardência ou sensibilidade no local mesmo meses após o episódio agudo.
Essa dor é chamada de neuralgia pós-herpética, e ocorre porque o vírus, ao inflamar o nervo, deixa sequelas nas fibras nervosas, que continuam enviando sinais de dor mesmo após a infecção já ter sido controlada.
Essas dores podem ser:
Queimantes ou em pontadas;
Piores à noite ou ao toque;
Localizadas na testa, sobrancelha ou couro cabeludo do lado afetado.
Essa condição não significa que o vírus voltou, mas sim que o nervo ainda está sensibilizado.
2⃣ O herpes zoster pode voltar?
Sim, o vírus pode reativar novamente, mas isso não é o mais comum.
A reincidência ocorre em cerca de 5 a 10% dos casos, principalmente em pessoas com:
Baixa imunidade (por estresse intenso, outras doenças, imunossupressores ou idade avançada);
Doenças crônicas (diabetes, câncer, HIV, doenças autoimunes);
Ou que não receberam a vacina contra herpes zoster.
Quando o vírus reaparece, ele geralmente volta em outro local do corpo e raramente atinge o mesmo nervo oftálmico.
3⃣ O que fazer agora
1⃣ Procure seu neurologista ou oftalmologista para avaliar a dor persistente. Em muitos casos, o tratamento da neuralgia pós-herpética inclui:
Medicamentos neuromoduladores, como gabapentina, pregabalina ou amitriptilina;
Pomadas anestésicas locais;
Em casos resistentes, bloqueios anestésicos ou tratamento com toxina botulínica (botox terapêutico) podem ajudar.
2⃣ Evite automedicação — analgésicos comuns raramente aliviam esse tipo de dor.
3⃣ Fortaleça o sistema imunológico com sono adequado, alimentação balanceada e controle do estresse.
4⃣ Converse com seu médico sobre a vacina contra herpes zoster, que reduz em até 90% o risco de recorrência e de neuralgia pós-herpética.
Em resumo:
A dor na testa que persiste após um herpes zoster oftálmico é muito provavelmente uma neuralgia pós-herpética, e não um novo surto da doença.
O vírus pode reativar novamente, mas isso é raro — e o controle da dor deve ser feito com tratamento neurológico específico.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual.
Procure um neurologista ou oftalmologista para ajustar o tratamento e prevenir complicações.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, dor neuropática e tratamento pós-herpes zoster, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
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Gostaria saber depakene engorda?
Gostaria saber depakene engorda?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e bastante comum entre os pacientes que utilizam o Depakene (ácido valpróico), seja para o tratamento de epilepsia, enxaqueca ou transtornos do humor. De fato, o ganho de peso é um dos efeitos colaterais mais conhecidos dessa medicação, embora a intensidade varie muito de pessoa para pessoa.
O mecanismo por trás desse ganho de peso é multifatorial:
1⃣ Aumento do apetite e alteração no metabolismo:
O ácido valpróico pode estimular o apetite e reduzir a taxa metabólica basal, fazendo com que o corpo gaste menos energia em repouso. Isso significa que, mesmo mantendo o mesmo padrão alimentar, algumas pessoas podem começar a ganhar peso.
2⃣ Alterações hormonais e na insulina:
O medicamento pode interferir na sensibilidade à insulina e no metabolismo da glicose, favorecendo o acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal. Em alguns casos, há também um discreto aumento dos níveis de leptina, o hormônio que regula a fome, levando a uma sensação de fome mais frequente.
3⃣ Retenção de líquidos e mudanças no apetite emocional:
O Depakene pode causar retenção leve de líquidos e, em pessoas que já têm tendência à compulsão alimentar ou ansiedade, pode agravar esse comportamento.
Estudos mostram que cerca de 30% a 50% dos pacientes podem apresentar algum grau de ganho de peso durante os primeiros 6 meses de uso. O aumento costuma ser mais significativo em tratamentos de longa duração e doses mais altas, mas é importante ressaltar que nem todos engordam — há pacientes que mantêm o peso estável com medidas preventivas adequadas.
Para minimizar esse efeito, recomenda-se:
Alimentação equilibrada e fracionada, evitando longos períodos de jejum e excesso de carboidratos simples;
Hidratação adequada e redução do consumo de sal, para evitar retenção;
Atividade física regular, principalmente exercícios aeróbicos e fortalecimento muscular, que ajudam a manter o metabolismo ativo;
Acompanhamento nutricional, especialmente se o tratamento for de longo prazo.
Em casos de ganho de peso significativo, o neurologista pode avaliar a redução da dose ou a troca do medicamento por outro anticonvulsivante com menor impacto metabólico, como lamotrigina ou topiramato, dependendo da indicação clínica.
Em resumo: o Depakene pode causar ganho de peso, principalmente por aumento do apetite e alterações metabólicas, mas isso não ocorre em todos os pacientes e pode ser controlado com ajustes de estilo de vida e acompanhamento médico.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Caso o ganho de peso esteja preocupando, converse com seu neurologista e um nutricionista, para ajustar o tratamento e preservar o equilíbrio entre eficácia terapêutica e bem-estar físico.
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Topiramato causa algum danos na cognição?. Pois o eu medico neuro me passou 25mg à noite pois sofro
Topiramato causa algum danos na cognição?. Pois o eu medico neuro me passou 25mg à noite pois sofro de crises de enxaqueca
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito importante, pois o Topiramato (Topamax) é um dos medicamentos mais eficazes na prevenção da enxaqueca crônica, mas realmente pode causar efeitos cognitivos leves em algumas pessoas, especialmente nas fases iniciais do tratamento ou em doses mais altas.
O Topiramato atua modulando neurotransmissores cerebrais (como GABA e glutamato) e estabilizando a excitabilidade neuronal — mecanismo que ajuda a prevenir as crises de enxaqueca. No entanto, por interferir na velocidade de transmissão elétrica entre os neurônios, pode causar, em algumas pessoas, lentificação cognitiva transitória, popularmente chamada de “cabeça mais lenta”.
Os efeitos mais relatados são:
Dificuldade para lembrar palavras ou achar o termo exato durante a fala;
Lentidão de raciocínio ou sensação de “mente mais devagar”;
Esquecimentos leves no início do tratamento;
Em alguns casos, formigamento nas mãos ou nos lábios, que é um efeito colateral benigno e comum.
Mas é importante destacar:
Esses efeitos são geralmente leves e temporários;
São mais comuns em doses acima de 100 mg/dia;
E tendem a desaparecer após as primeiras semanas, quando o cérebro se adapta ao medicamento.
Na sua situação, a dose de 25 mg à noite é baixa e segura, usada justamente como dose inicial para prevenção de enxaqueca. A maioria dos pacientes toleram bem essa dose, sem alterações cognitivas significativas. O objetivo é reduzir a frequência e a intensidade das crises de dor sem comprometer a rotina.
Para minimizar qualquer desconforto, recomenda-se:
Evitar privação de sono e desidratação, que potencializam os efeitos colaterais;
Iniciar a medicação à noite, como seu médico indicou;
E relatar qualquer sintoma persistente ao neurologista, que pode ajustar a dose ou o horário de uso.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tratamento da enxaqueca e manejo de efeitos colaterais de neuromoduladores, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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A bula não especifica a proporção mas alerta para que as gotas de Neuleptil devam ser tomadas mistur
A bula não especifica a proporção mas alerta para que as gotas de Neuleptil devam ser tomadas misturada a uma água açucarada. Qual o motivo? é prejudicial dar sem essa mistura?
. Meu filho tem 6 anos e diagnóstico de autismo moderado.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua pergunta é excelente — e muito importante, especialmente no caso de uma criança em uso do Neuleptil (periciazina).
De fato, a bula recomenda que as gotas sejam diluídas em um pouco de água açucarada antes da administração. Essa orientação não é por risco à saúde, mas por motivos de tolerância e segurança na administração, especialmente em crianças. Vamos entender:
1⃣ Por que diluir o Neuleptil em água açucarada
O Neuleptil tem sabor amargo e ligeiramente irritante para a mucosa oral, o que pode causar:
Desconforto ou recusa ao medicamento pela criança;
Em alguns casos, salivação excessiva, náusea ou refluxo imediato;
Além disso, em crianças pequenas, o sabor amargo pode gerar aversão persistente, dificultando a adesão ao tratamento.
A mistura com água açucarada ou suco serve para mascarar o gosto, tornando a experiência mais tolerável e reduzindo o risco de rejeição ou engasgo, principalmente em crianças com sensibilidade sensorial aumentada, como é comum em casos de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
2⃣ É prejudicial dar sem a mistura?
Não, não é prejudicial do ponto de vista químico. O medicamento funciona da mesma forma, seja dado puro ou diluído.
O cuidado principal é garantir que a criança engula toda a dose corretamente e não cuspa o remédio por causa do sabor.
Por isso, se o seu filho aceita bem o remédio puro e não apresenta reação, não há problema em continuar assim.
Mas, se ele recusa, engasga, chora ou vomita logo após tomar, a diluição é fortemente recomendada para garantir que ele realmente receba a dose correta.
3⃣ Cuidados adicionais importantes
1⃣ Evite misturar em grande volume de líquido — use apenas 1 colher de sopa (10–15 ml) de água ou suco, para que ele tome tudo.
2⃣ Não misture em leite, pois a gordura pode alterar um pouco a absorção.
3⃣ Não armazene a mistura pronta — prepare na hora da administração.
4⃣ Se ele for muito sensível ao sabor, você pode dar um pequeno gole de suco ou água doce depois, para limpar o paladar.
4⃣ Observações para o uso no TEA
O Neuleptil é usado em alguns casos de autismo moderado para reduzir irritabilidade, agitação e impulsividade.
Mas é importante que o uso seja monitorado de perto pelo neurologista ou psiquiatra infantil, pois:
A dose deve ser ajustada conforme peso e resposta clínica;
Efeitos como sonolência excessiva, rigidez muscular, boca seca ou inquietação devem ser observados;
Exames periódicos (como hemograma e função hepática) podem ser indicados no acompanhamento prolongado.
Em resumo:
Misturar o Neuleptil em água açucarada não é obrigatório, mas ajuda a reduzir o sabor amargo e evitar recusa — especialmente em crianças com sensibilidade sensorial aumentada.
Não há risco em dar sem essa mistura, desde que a criança aceite bem e não tenha desconforto.
O essencial é seguir a prescrição do médico e garantir que a dose seja ingerida corretamente.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui a orientação médica individual.
O ideal é manter o acompanhamento regular com o neurologista ou psiquiatra infantil, para avaliar a eficácia, segurança e tolerância do medicamento.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, neurodesenvolvimento e manejo de TEA, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Tenho sindrome miofascial crônico. Faço uso de medicação. Além de acupuntura, laser, massagems, al t
Tenho sindrome miofascial crônico. Faço uso de medicação. Além de acupuntura, laser, massagems, al término de cada terapia a dor volta. Gostaria saber sobre o bloqueio anestésico local ou botox.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito pertinente para quem convive com síndrome dolorosa miofascial crônica, especialmente quando já realizou várias terapias físicas e medicamentosas sem alívio duradouro.
A síndrome miofascial ocorre quando há pontos gatilho (trigger points) — pequenas áreas de contração persistente dentro dos músculos — que provocam dor local e irradiada, rigidez e sensibilidade aumentada. Com o tempo, esses pontos geram um ciclo de dor, tensão e inflamação que se perpetua, mesmo após massagens ou acupuntura.
Quando o tratamento conservador (fisioterapia, acupuntura, laser, medicamentos relaxantes e neuromoduladores) não é suficiente, o bloqueio anestésico local pode ser uma excelente alternativa.
Bloqueio anestésico local
Consiste na injeção de um anestésico (geralmente lidocaína ou bupivacaína) diretamente nos pontos gatilho identificados durante o exame físico. O objetivo é interromper o ciclo de dor e espasmo muscular, promovendo relaxamento imediato da fibra muscular e melhora da circulação local.
O procedimento é rápido, seguro e ambulatorial;
Pode ser feito com agulha fina ou agulha seca (dry needling), dependendo do caso;
O efeito pode durar semanas a meses, e geralmente são necessárias sessões seriadas para manter o resultado;
A melhora costuma ser potencializada quando associada à fisioterapia e alongamentos específicos logo após o bloqueio.
Bloqueio com toxina botulínica (sem citar marca comercial)
Em casos mais resistentes, a aplicação de toxina botulínica em baixas doses nos músculos afetados pode ajudar a reduzir a contração involuntária e desativar pontos gatilho profundos, proporcionando alívio mais duradouro (em média 3 a 6 meses).
Essa técnica deve ser feita exclusivamente por médico especializado em dor ou neurologista, pois requer conhecimento anatômico preciso para atingir os músculos corretos e evitar fraqueza excessiva.
Ambas as técnicas são bem estabelecidas em medicina da dor e fazem parte dos protocolos de tratamento da síndrome miofascial crônica refratária, sempre como parte de um plano multidisciplinar que inclui ajustes de sono, manejo do estresse, fortalecimento muscular e correção postural.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O ideal é procurar um neurologista especializado em dor ou médico da dor (algologista) para avaliar se o seu caso se beneficia de bloqueios anestésicos e planejar o protocolo mais seguro e eficaz.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica e tratamento avançado da dor miofascial e neuropática, sempre com uma abordagem técnica, segura e humanizada.
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É possível sentir os sintomas de aneurisma cerebral antes da veia estourar? Apenas com sua inflamaçã
É possível sentir os sintomas de aneurisma cerebral antes da veia estourar? Apenas com sua inflamação?
Um medicamento cardiológico eficiente para dilatar artérias e veias pode também piorar a situação de um aneurisma já existente?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito pertinente, pois envolve dois pontos cruciais: a identificação precoce de sintomas sugestivos de aneurisma cerebral e os efeitos de medicamentos vasodilatadores em quem já tem um aneurisma conhecido.
Vamos por partes
1⃣ É possível sentir sintomas antes do rompimento do aneurisma?
Sim, em alguns casos o aneurisma cerebral pode causar sintomas antes de romper, especialmente quando cresce ou provoca inflamação local.
Isso acontece porque o aneurisma — uma dilatação na parede de uma artéria cerebral — pode pressionar estruturas vizinhas (nervos, meninges ou tecido cerebral).
Os sintomas variam conforme o tamanho e a localização, mas podem incluir:
Dor de cabeça localizada e persistente, diferente das habituais;
Dor acima ou atrás de um dos olhos;
Visão dupla ou embaçada;
Queda de pálpebra;
Dormência ou fraqueza em um lado do rosto;
Em casos mais raros, crises epilépticas ou mudança no padrão de dor de cabeça.
Esses sinais podem ocorrer devido à irritação das estruturas cerebrais ou inflamação leve do aneurisma, mas não indicam necessariamente risco iminente de ruptura — embora sempre exijam avaliação médica imediata.
O sintoma clássico de rompimento (hemorragia subaracnoide) é uma dor de cabeça súbita e intensa (“a pior da vida”), acompanhada de náuseas, rigidez no pescoço, confusão ou perda de consciência.
2⃣ Medicamentos vasodilatadores podem piorar o risco de ruptura?
Os vasodilatadores e anti-hipertensivos usados em cardiologia têm efeitos diferentes no organismo: alguns diminuem a pressão arterial, o que reduz o risco de ruptura, enquanto outros aumentam o fluxo sanguíneo local, o que pode ampliar a pressão sobre o aneurisma se não houver controle adequado da pressão sistêmica.
Exemplos:
Nitratos (como mononitrato de isossorbida), hidralazina e alguns bloqueadores de canais de cálcio podem causar vasodilatação intensa, levando à queda de pressão, mas também a momentos transitórios de aumento do fluxo cerebral, o que pode causar desconforto ou dor de cabeça;
Medicamentos que elevam o débito cardíaco (como alguns usados em insuficiência cardíaca) podem aumentar a pressão dentro do aneurisma se não forem bem ajustados.
Em resumo:
Não é o fato de “dilatar as artérias” que rompe o aneurisma, mas variações bruscas de pressão arterial (picos hipertensivos ou quedas repentinas) e inflamação local da parede arterial.
Por isso, qualquer uso de vasodilatadores deve ser cuidadosamente monitorado em quem tem aneurisma cerebral diagnosticado.
3⃣ O que fazer em caso de suspeita ou diagnóstico de aneurisma
1⃣ Evite automedicação, principalmente com vasodilatadores, estimulantes ou anticoagulantes.
2⃣ Mantenha a pressão arterial rigorosamente controlada;
3⃣ Evite esforço físico intenso, cigarro, álcool e estresse, pois aumentam a pressão intracraniana;
4⃣ Faça acompanhamento com neurologista e neurocirurgião, que poderão indicar tratamento conservador (observação) ou intervenção (embolização ou clipagem), dependendo do tamanho e risco do aneurisma.
5⃣ Caso surjam novas dores de cabeça, alterações visuais ou fraqueza, procure atendimento médico imediato.
Em resumo:
Sim, alguns aneurismas cerebrais podem causar sintomas antes de romper, por pressão local ou inflamação;
Medicamentos vasodilatadores não costumam romper aneurismas diretamente, mas podem alterar o fluxo e a pressão, exigindo acompanhamento cuidadoso;
O mais importante é controlar rigorosamente a pressão arterial e o estresse vascular sob supervisão médica.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individual.
Em caso de aneurisma conhecido ou suspeita clínica, é fundamental o seguimento conjunto com neurologista e cardiologista para equilibrar o tratamento vascular e neurológico com segurança.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, doenças cerebrovasculares e prevenção de AVC e aneurisma, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Tenho dito sensação de desmaio ao dormir. Durmo e logo em seguida acordo com sensação que vou desmai
Tenho dito sensação de desmaio ao dormir.
Durmo e logo em seguida acordo com sensação que vou desmaiar, o que pode ser? O que fazer?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma dúvida muito importante — e o que você descreve é uma sensação bastante angustiante, mas relativamente comum, chamada de “sensação de desmaio ao adormecer” ou “sensação de queda no sono”, que pode ter diferentes causas, desde reações benignas do início do sono até alterações neurológicas, cardiovasculares ou ansiosas.
Vamos entender os principais mecanismos
1⃣ Causas neurológicas e fisiológicas mais comuns
Quando estamos prestes a adormecer, o cérebro passa por uma transição de ondas cerebrais e redução da frequência cardíaca e respiratória.
Nesse momento, pode ocorrer o chamado “espasmo hipnagógico” ou “abalo do sono” — uma descarga súbita do sistema nervoso, que dá sensação de queda, falta de ar, tontura ou até de “desmaio iminente”.
Isso costuma acontecer:
Em pessoas com cansaço extremo ou privação de sono;
Após períodos de estresse ou ansiedade;
Quando há excesso de cafeína, nicotina ou estimulantes;
Em uso de medicamentos que afetam o sistema nervoso central (ansiolíticos, antidepressivos, antiepilépticos);
Ou em casos de apneia do sono, onde há pequenas pausas respiratórias que fazem o cérebro despertar abruptamente para evitar queda de oxigênio.
Esses episódios são geralmente benignos, mas se forem frequentes ou acompanhados de palpitação, sudorese ou confusão, exigem investigação.
2⃣ Possíveis causas cardiovasculares
A sensação de “desmaio” logo ao deitar ou ao adormecer também pode estar relacionada a:
Queda da pressão arterial (hipotensão);
Alterações do ritmo cardíaco (arritmias);
Ou redução do fluxo sanguíneo cerebral transitório.
Nesses casos, o sintoma costuma ser acompanhado de escurecimento da visão, palpitações ou sudorese fria.
É importante verificar a pressão arterial e, se persistir, realizar um eletrocardiograma e holter 24h para afastar causas cardíacas.
3⃣ Alterações do sono e ansiedade
Em muitas pessoas, o que parece um “desmaio” é, na verdade, um despertar ansioso — uma sensação de queda no limiar entre a vigília e o sono, muito comum em quem está sob estresse, uso de medicações sedativas recentes ou abstinência de ansiolíticos.
Essa resposta vem da hiperatividade do sistema nervoso autônomo, que dispara o coração e dá a sensação de sufocamento, tontura ou medo.
A síndrome da ansiedade noturna e a apneia do sono são diagnósticos que devem ser considerados se o sintoma se repetir.
4⃣ O que fazer
1⃣ Evite cafeína, nicotina, álcool e telas nas 2 horas antes de dormir.
2⃣ Tente adormecer de forma progressiva, com técnicas de respiração profunda e ambiente escuro e silencioso.
3⃣ Verifique a pressão arterial e relate ao médico se ela costuma ficar muito baixa.
4⃣ Procure avaliação médica — idealmente com um neurologista ou médico do sono, que pode solicitar exames como:
Polissonografia, para avaliar o padrão do sono e descartar apneia;
Eletroencefalograma (EEG), se houver suspeita de descargas elétricas cerebrais durante o sono;
Eletrocardiograma ou Holter, para monitorar o ritmo cardíaco noturno.
Em resumo:
A sensação de desmaio ao dormir pode ser apenas uma reação benigna do início do sono (espasmo hipnagógico), mas também pode ter origem cardíaca, respiratória ou ansiosa, especialmente se for frequente ou acompanhada de falta de ar, palpitação ou confusão.
O ideal é investigar com um neurologista ou especialista em sono, para definir a causa e direcionar o tratamento.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial.
Se o sintoma estiver piorando ou associado a perda de consciência real, procure atendimento médico imediatamente.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, medicina do sono e distúrbios neurovegetativos, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Meu bebê de 4 meses foi diagnosticado com encefalite e meningite viral, está em um tratamento com an
Meu bebê de 4 meses foi diagnosticado com encefalite e meningite viral, está em um tratamento com antiviral, fernobarbital e trileptal, pois está tendo crises convulsivas de no máximo 30 segundos, ele está no quarto dia de tratamento, o tratamento está sendo de 14 dias, vai haver alguma sequela? E quando as convulsões vão passar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo profundamente sua preocupação — ver um bebê passando por uma situação como essa é muito angustiante para qualquer família. A encefalite e meningite viral em lactentes são condições sérias que exigem acompanhamento rigoroso, especialmente quando há crises convulsivas associadas.
É importante destacar que, nesse momento, somente a equipe médica que acompanha seu bebê presencialmente pode avaliar com segurança a evolução do quadro e estimar possíveis riscos ou sequelas. Isso porque a resposta ao tratamento depende de muitos fatores: o tipo de vírus envolvido, a intensidade da inflamação cerebral, o tempo até o início do tratamento e a resposta clínica e neurológica individual.
As crises convulsivas que você mencionou são controladas com medicamentos como o fenobarbital e o trileptal, que ajudam a estabilizar a atividade elétrica do cérebro enquanto o sistema nervoso se recupera. Em alguns bebês, as crises desaparecem completamente com o controle da infecção; em outros, o tratamento anticonvulsivante precisa ser mantido por mais tempo, sob acompanhamento neurológico contínuo.
Reforço com muita ênfase que é essencial manter o seguimento médico diário — com o neurologista pediátrico e o infectologista, que estão acompanhando o caso. Eles são os únicos profissionais que podem avaliar, com base nos exames e na evolução clínica, se há risco de sequelas e quando o quadro tende a se estabilizar.
Evite ajustar doses, suspender ou trocar qualquer medicação por conta própria. O acompanhamento hospitalar e as reavaliações neurológicas são fundamentais para garantir segurança, recuperação e prevenção de complicações.
Esta resposta tem caráter apenas informativo e de apoio, e não substitui a orientação médica presencial, especialmente em casos tão delicados quanto o de um bebê com encefalite.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar de forma complementar, oferecendo atendimento especializado em neurologia clínica e acompanhamento de sequelas neurológicas, sempre em parceria com a equipe pediátrica.
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Uma pessoa que sofreu um AVCI e permanece com a artéria obstruida após 4 meses do ocorrido, tem que
Uma pessoa que sofreu um AVCI e permanece com a artéria obstruida após 4 meses do ocorrido, tem que passar por algum procedimento para a desobstrução ou não?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), é possível que uma artéria cerebral permaneça obstruída mesmo meses depois do evento. Isso ocorre porque o coágulo que causou o AVC pode ter se transformado em uma lesão cicatricial estável, aderida à parede do vaso, o que impede o fluxo sanguíneo naquela região específica. Nesses casos, a conduta médica depende essencialmente de dois fatores: o grau da obstrução e a formação de circulação colateral (vasos que compensam o fluxo bloqueado).
Quando a oclusão está organizada e estável, e o paciente não apresenta novos sintomas neurológicos, normalmente não é indicado nenhum procedimento para desobstrução. Isso porque, após algumas semanas, o coágulo tende a se fixar na parede arterial e não há mais benefício em tentar removê-lo, já que a tentativa de recanalização tardia pode ser arriscada e provocar novos eventos isquêmicos ou hemorrágicos. Nesse estágio, o foco do tratamento é evitar a formação de novos coágulos e controlar os fatores de risco vascular, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo e arritmias cardíacas.
Os procedimentos de trombólise medicamentosa (uso de medicamentos para dissolver o coágulo) ou trombectomia mecânica (remoção por cateter) são eficazes apenas nas primeiras horas após o AVC, geralmente até 4,5 horas no caso da trombólise e até 6 a 24 horas para a trombectomia, dependendo do caso e da área cerebral afetada. Passado esse período, a área do cérebro que foi lesada já passou por necrose e reorganização tecidual, tornando o procedimento inútil e potencialmente perigoso.
Por outro lado, se o paciente ainda apresenta novos sintomas de isquemia cerebral, como fraqueza, fala arrastada, perda visual, tontura ou desequilíbrio, o neurologista pode solicitar exames de imagem, como angiorressonância ou angiotomografia, para verificar se há reestenose (estreitamento progressivo) ou formação de novos trombos. Nesses casos, pode ser avaliada a necessidade de intervenções vasculares específicas, como angioplastia com stent em artérias carótidas ou vertebrais, sempre de acordo com o perfil clínico e o local da obstrução.
Em resumo, na maioria dos casos, não é necessário realizar nenhum procedimento de desobstrução após 4 meses de um AVCI, desde que o paciente esteja clinicamente estável e sob acompanhamento médico regular. O tratamento deve se concentrar na prevenção de novos eventos, no uso contínuo de medicações antiplaquetárias ou anticoagulantes, e na reabilitação neurológica para recuperar as funções afetadas.
Esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. É fundamental manter o acompanhamento com o neurologista vascular, que avaliará periodicamente a circulação cerebral e ajustará o tratamento conforme a evolução.
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Eu tenho radiculopatia bilateral só tá piorando, o que eu faço?
Eu tenho radiculopatia bilateral só tá piorando, o que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo sua preocupação — a radiculopatia bilateral pode ser muito dolorosa e limitante, e o fato de estar piorando indica que é hora de reavaliar o quadro com urgência para ajustar o tratamento e evitar complicações.
Vamos entender o que isso significa e o que pode ser feito:
1⃣ O que é radiculopatia bilateral
A radiculopatia ocorre quando há compressão, inflamação ou irritação das raízes nervosas que saem da medula espinhal.
Quando ela é bilateral, significa que os dois lados do corpo estão sendo afetados — o que geralmente aponta para compressões centrais (no canal medular) ou doenças degenerativas mais avançadas.
As causas mais comuns incluem:
Hérnia de disco central ou múltipla;
Estenose (estreitamento) do canal vertebral;
Espondilose ou artrose vertebral avançada;
Doenças inflamatórias, infecciosas ou pós-traumáticas da coluna.
Os sintomas podem envolver:
Dor irradiada para as pernas ou braços;
Formigamento, dormência ou fraqueza muscular;
Dificuldade para caminhar ou levantar objetos;
Sensação de choque, ardência ou perda de sensibilidade.
Quando esses sinais ocorrem nos dois lados, é sinal de que a compressão pode estar próxima do canal medular, e isso merece atenção especial.
2⃣ O que fazer agora
Como você mencionou que está piorando, o ideal é não adiar a reavaliação neurológica ou ortopédica especializada.
É fundamental realizar exames de imagem atualizados, como:
Ressonância magnética da coluna (cervical, torácica ou lombar, conforme o caso), que mostra o grau e a causa da compressão;
Eletroneuromiografia, que avalia se os nervos estão sofrendo lesão funcional;
E, se indicado, exames laboratoriais para descartar causas inflamatórias ou infecciosas.
3⃣ Tratamento
O tratamento depende da causa e da gravidade:
Casos leves ou moderados:
Medicamentos para reduzir inflamação e dor neuropática, como gabapentina, pregabalina, amitriptilina, anti-inflamatórios específicos ou relaxantes musculares;
Fisioterapia especializada em neuroreabilitação ou RPG, para aliviar a compressão e melhorar postura e força muscular;
Acupuntura, bloqueios anestésicos e infiltrações guiadas por imagem podem ser úteis em casos resistentes.
Casos graves (dor intensa, fraqueza progressiva ou perda de controle esfincteriano):
Avaliação cirúrgica é indicada, especialmente quando há compressão central significativa ou falha no tratamento conservador.
4⃣ Sinais de alerta — procure um pronto atendimento se houver:
Perda de força súbita nas pernas ou braços;
Alteração na urina ou evacuação (dificuldade ou incontinência);
Dormência em região genital (anestesia em “sela”);
Dor intensa e contínua que não melhora com medicação.
Esses sinais indicam compressão medular grave (síndrome da cauda equina) e precisam de atendimento emergencial.
Em resumo:
A radiculopatia bilateral é um sinal de compressão nervosa significativa, e a piora dos sintomas exige nova avaliação médica com ressonância magnética e possível ajuste de conduta.
Não adie o acompanhamento — quanto antes for identificada a causa, maiores as chances de reversão da dor e preservação da função neurológica.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual.
Procure um neurologista ou neurocirurgião para reavaliar o caso e definir o melhor tratamento para aliviar os sintomas e evitar progressão.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, dor neuropática e doenças da coluna, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
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