Perguntas do paciente (173)
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Meu esposo sofre de dor neuropática devido a uma cirurgia para retirada de um meningioma da cauda eq
Meu esposo sofre de dor neuropática devido a uma cirurgia para retirada de um meningioma da cauda equina, realizada em 03/2018. A dor está se agravando, aparentemente por causa da recidiva do tumor no mesmo local (L5-S1). Ele está sendo medicado com gabapentina e dipirona, que somente provocam leve diminuição da dor. Gostaria de saber se esse tipo de dor pode ser tratada com ozonioterapia. Grata.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A sua pergunta é muito importante e mostra um cuidado genuíno com o bem-estar do seu esposo — a dor neuropática após cirurgia de meningioma da cauda equina realmente é uma condição complexa e desafiadora, especialmente quando há suspeita de recidiva tumoral.
A dor neuropática surge quando há lesão direta ou compressão dos nervos espinhais, como ocorre nas cirurgias ou nos tumores que afetam a região lombossacral (L5–S1). Ela se manifesta como queimação, formigamento, dor em pontadas ou choques elétricos, e tende a ser de difícil controle com analgésicos comuns, como dipirona.
A gabapentina é uma das medicações de primeira escolha, mas, em casos de dor persistente ou recidiva tumoral, pode ser necessário ajustar a dose ou associar outros medicamentos neuromoduladores, como pregabalina, duloxetina, amitriptilina ou tramadol, conforme a avaliação do neurologista ou especialista em dor.
Quanto à ozonioterapia, embora existam relatos e estudos preliminares sobre seu uso no alívio de dores musculoesqueléticas e inflamatórias, as evidências científicas para dor neuropática central ou pós-cirúrgica ainda são limitadas e inconclusivas. Atualmente, essa terapia não faz parte das recomendações oficiais das diretrizes neurológicas para o manejo de dor neuropática.
Além disso, quando há recidiva tumoral suspeita, é fundamental confirmar o diagnóstico com exames de imagem (ressonância magnética com contraste) antes de qualquer intervenção. Se o tumor estiver comprimindo novamente as raízes nervosas, o controle da dor só será efetivo após tratar a causa mecânica — o que pode envolver cirurgia, radioterapia ou outras medidas específicas definidas pela equipe oncológica e neurocirúrgica.
Outras abordagens seguras e com boa evidência incluem:
Terapia multimodal da dor, com ajustes de medicamentos neuromoduladores;
Bloqueios anestésicos ou infiltrações guiadas por imagem, realizados por médico especialista em dor;
Fisioterapia neuromuscular, acupuntura e reabilitação funcional;
Apoio psicológico e terapia cognitivo-comportamental, que ajudam a manejar a percepção e o impacto emocional da dor crônica.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. O mais indicado é procurar um neurologista especializado em dor ou um médico da dor (algologista), para revisar o quadro, ajustar o tratamento e discutir com segurança as opções disponíveis — sempre com base científica e em conjunto com o acompanhamento oncológico.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tratamento da dor neuropática e acompanhamento de tumores do sistema nervoso, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
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Minha esposa teve um AVCI ha 3 meses atrás, e permanece com uma artéria entupida. Gostaria de saber
Minha esposa teve um AVCI ha 3 meses atrás, e permanece com uma artéria entupida. Gostaria de saber o que acontece com o coágulo que permanece na artéria, se tem riscos dele se desprender e gerar outro AVCI, ou será absorvido pelo organismo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI) ocorre quando uma artéria do cérebro é obstruída por um coágulo, interrompendo o fluxo sanguíneo e provocando falta de oxigênio em uma área cerebral. Após o episódio, o destino desse coágulo depende de vários fatores, como o local da obstrução, o tamanho do trombo e o tipo de tratamento realizado.
Na maioria dos casos, o organismo tenta naturalmente reabsorver ou reorganizar o trombo. Parte do coágulo pode ser dissolvida pelas enzimas do próprio corpo e, com o tempo, a circulação cerebral tende a se adaptar, criando vasos alternativos (colaterais) que compensam o bloqueio. Quando o coágulo permanece na artéria por semanas ou meses, ele costuma se transformar em uma lesão cicatricial, ficando aderido à parede do vaso. Nesse estágio, o trombo se torna estável e não há risco de que ele se desprenda e provoque um novo AVC, pois já está incorporado à estrutura da artéria.
Contudo, é essencial confirmar essa estabilidade por meio de exames de imagem, como a angiorressonância, a angiotomografia ou o doppler de artérias cervicais e intracranianas. Esses exames permitem avaliar o grau de obstrução, a presença de circulação compensatória e o risco de novos eventos.
O principal risco após um AVCI não é que o coágulo antigo se solte, mas que novos coágulos se formem, especialmente se persistirem fatores predisponentes, como pressão alta, diabetes, colesterol elevado, tabagismo ou arritmias cardíacas. Por isso, o tratamento após um AVCI tem foco na prevenção secundária, com uso de medicações antiplaquetárias ou anticoagulantes (como AAS, clopidogrel ou rivaroxabana, conforme cada caso), além do controle rigoroso dos fatores de risco e da adoção de hábitos saudáveis.
Nos casos em que a artéria continua ocluída, não há necessidade de remover o coágulo antigo, pois após as primeiras horas do evento o tecido cerebral já passou por um processo de cicatrização. A trombólise medicamentosa ou a trombectomia mecânica, que são tratamentos de urgência para dissolver o coágulo, só são eficazes se aplicadas nas primeiras horas do AVC. Passado esse período, a conduta é manter o acompanhamento clínico e o foco na reabilitação neurológica, por meio de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, quando indicado.
Em resumo, um coágulo que permanece na artéria meses após um AVCI geralmente já está estável e aderido, sem risco de deslocamento. O ponto mais importante é prevenir a formação de novos trombos, mantendo o tratamento prescrito e acompanhamento regular com o neurologista. Essa vigilância permite ajustar as medicações e monitorar a circulação cerebral por meio de exames periódicos.
Esta explicação tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica presencial. É fundamental manter o acompanhamento contínuo com o neurologista vascular, que poderá revisar os exames, monitorar o risco de recorrência e orientar sobre os cuidados de longo prazo.
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Meu filho toma Depakene desde novembro de 2018 e agora em 24 /01/19 começaram a surgir bolinhas como
Meu filho toma Depakene desde novembro de 2018 e agora em 24 /01/19 começaram a surgir bolinhas como se fossem picadas de pernilongos. Pode ser o Depakene?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua dúvida é muito importante — e é correto ficar atento a qualquer reação cutânea que apareça durante o uso de Depakene (valproato de sódio), especialmente em crianças ou adolescentes.
O Depakene é um anticonvulsivante amplamente utilizado e, na maioria dos casos, é bem tolerado. Porém, como qualquer medicação, ele pode causar reações alérgicas ou efeitos adversos dermatológicos, que variam desde irritações leves até, em casos raros, manifestações mais graves.
As “bolinhas” semelhantes a picadas de pernilongo podem representar uma reação alérgica leve, especialmente se houver coceira, vermelhidão ou aparecimento em diferentes partes do corpo. No entanto, também podem estar relacionadas a outras causas, como picadas reais, dermatites, contato com produtos irritantes ou infecções virais comuns na infância.
Em raras situações, o valproato pode causar reações cutâneas mais sérias, como erupções alérgicas disseminadas, descamação ou sinais de hipersensibilidade sistêmica — nesses casos, é essencial procurar atendimento médico imediatamente.
O mais importante agora é não suspender o medicamento por conta própria, pois isso pode provocar crises convulsivas de rebote. O ideal é que seu filho seja avaliado o quanto antes pelo neurologista que acompanha o tratamento. O médico poderá examinar as lesões, avaliar a relação temporal com o uso do Depakene e decidir se é necessário ajustar a dose, trocar a medicação ou apenas observar.
Enquanto aguarda a consulta:
Observe se surgem novas lesões, coceira intensa, febre, inchaço ou descamação da pele — se isso ocorrer, procure atendimento médico imediatamente.
Mantenha o uso regular do Depakene até nova orientação médica.
Evite o uso de pomadas ou antialérgicos sem prescrição.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individual. Cada paciente reage de forma diferente, e somente o médico que acompanha seu filho pode confirmar a causa e orientar a conduta mais segura.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com acolhimento e segurança, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia e acompanhamento de efeitos adversos de medicações neurológicas, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Olá. Bom dia. O uso do Venvanse pode desencadear as lesões da pele? Obrigado.
Olá.
Bom dia.
O uso do Venvanse pode desencadear as lesões da pele?
Obrigado.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito pertinente, pois o Venvanse (lisdexanfetamina) é um estimulante do sistema nervoso central amplamente utilizado no tratamento do TDAH e de alguns casos de compulsão alimentar, e seu uso pode, em situações específicas, estar associado a reações dermatológicas.
De modo geral, o Venvanse não causa lesões de pele diretamente em pessoas sem predisposição alérgica ou dermatológica. No entanto, há mecanismos indiretos e reações idiossincráticas que podem explicar o aparecimento de sintomas cutâneos em alguns pacientes.
Os principais mecanismos observados são:
1⃣ Reações de hipersensibilidade:
Embora raras, algumas pessoas desenvolvem erupções cutâneas leves, como vermelhidão, coceira, urticária ou descamação discreta, que geralmente surgem nos primeiros dias de uso e desaparecem após a suspensão do medicamento. Essas reações estão ligadas a uma sensibilidade individual à lisdexanfetamina ou aos excipientes da formulação.
2⃣ Aumento do estresse fisiológico:
Por estimular a liberação de dopamina e noradrenalina, o Venvanse acelera o metabolismo e pode elevar o nível de cortisol, o hormônio do estresse. Essa alteração hormonal pode favorecer o aparecimento de acne, dermatite seborreica ou piora de doenças inflamatórias de pele preexistentes, especialmente em pessoas predispostas.
3⃣ Efeito sobre o sistema imunológico e vascular:
Em casos muito raros, há relatos de vasculite medicamentosa (inflamação dos pequenos vasos) ou reações alérgicas mais amplas, que causam manchas doloridas ou pruriginosas. São exceções, mas exigem avaliação imediata e suspensão do fármaco.
4⃣ Hábitos secundários ao uso:
Alguns pacientes com TDAH, após iniciarem o tratamento, desenvolvem comportamentos repetitivos de coçar ou manipular a pele (skin picking) — não como efeito direto do remédio, mas como expressão da ansiedade ou da hiperfocalização induzida. Isso também pode gerar lesões cutâneas.
Em resumo: o Venvanse raramente causa lesões de pele diretamente, mas pode favorecer o surgimento de irritações, coceira ou acne em pessoas predispostas, seja por reação alérgica leve, alterações hormonais ou mudança no comportamento sensorial. Caso as lesões sejam persistentes, doloridas ou acompanhadas de coceira intensa, o ideal é suspender temporariamente o uso e procurar avaliação médica — preferencialmente com o neurologista ou dermatologista — para descartar reações adversas específicas e ajustar o tratamento.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Recomendo que informe seu médico sobre o surgimento das lesões para que ele avalie a relação com o medicamento e defina a conduta mais segura.
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Olá tive uma pontada no fim da coluna devido a um peso que peguei, essa dor passou para o lado esque
Olá tive uma pontada no fim da coluna devido a um peso que peguei, essa dor passou para o lado esquerdo da perna e desceu, estou sentindo muitas dores constantes no osso da canela , gostaria de saber que dores poderão ser essas? obrigado ,
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A dor que você descreve é bastante compatível com um quadro de ciatalgia (dor ciática), condição causada pela compressão ou inflamação do nervo ciático, o maior nervo do corpo humano. Ele se origina na região lombar da coluna, passa pelos glúteos e desce pela parte posterior da perna até o pé. Quando há sobrecarga ou lesão na coluna — como ocorre ao levantar peso de forma incorreta — esse nervo pode ser irritado, resultando em dor que irradia da lombar para o glúteo, coxa, perna e, em alguns casos, até o pé.
A pontada na base da coluna que evoluiu para dor irradiada na perna esquerda sugere que uma raiz nervosa lombar (geralmente L4, L5 ou S1) possa estar comprimida por hérnia de disco, contratura muscular intensa ou inflamação local. A dor “no osso da canela” que você menciona provavelmente corresponde à irradiação dolorosa do nervo ciático, e não a uma dor óssea propriamente dita. É comum também sentir formigamento, dormência, queimação ou fraqueza no mesmo lado afetado.
Esse tipo de dor requer avaliação médica, pois o tratamento depende da causa. O primeiro passo é realizar um exame físico neurológico e ortopédico detalhado, podendo o médico solicitar ressonância magnética da coluna lombar para confirmar se há hérnia de disco, compressão nervosa ou inflamação muscular.
Nos casos leves, o tratamento é geralmente conservador, com:
Medicações anti-inflamatórias, analgésicas e relaxantes musculares prescritas por um médico;
Fisioterapia com foco em fortalecimento da musculatura lombar e alongamentos;
Evitar carregar peso e manter postura adequada ao sentar e levantar;
Em casos persistentes, podem ser indicados bloqueios anestésicos ou terapias para controle da dor neuropática.
É importante procurar atendimento médico se a dor estiver intensa, irradiar até o pé, causar dormência persistente ou fraqueza, pois isso pode indicar compressão mais significativa do nervo. Quanto antes for iniciado o tratamento, maiores as chances de recuperação completa e prevenção de sequelas.
Em resumo, a dor que você sente provavelmente está relacionada à compressão do nervo ciático, mas a confirmação exige avaliação médica e exames de imagem. O tratamento costuma ser eficaz quando instituído precocemente.
Esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Procure um neurologista ou ortopedista especializado em coluna para definir o diagnóstico e o tratamento mais adequado ao seu caso.
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A Fenitoína pode causar queda de cabelo? Sonolência? Pode dificultar uma mulher engravidar ? Manchas
A Fenitoína pode causar queda de cabelo?
Sonolência?
Pode dificultar uma mulher engravidar ?
Manchas na pele ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — a Fenitoína (Hidantal) é um anticonvulsivante amplamente utilizado há décadas, e embora seja eficaz no controle de crises epilépticas, pode causar efeitos colaterais quando usada por períodos prolongados ou em doses elevadas.
Vamos detalhar ponto a ponto
1⃣ Queda de cabelo
Sim — a queda de cabelo pode ocorrer com o uso da fenitoína, embora não seja um efeito universal.
Isso se deve a alterações no metabolismo de nutrientes (como biotina e ácido fólico) e à mudança no ciclo de crescimento dos fios.
Em algumas pessoas, há também aumento de oleosidade e crescimento desigual dos pelos, especialmente em mulheres, por ação nos hormônios androgênicos.
O que fazer:
Reforçar a ingestão de vitaminas do complexo B e biotina (sempre com orientação médica);
Avaliar com o neurologista se há possibilidade de ajustar a dose ou trocar por outro anticonvulsivante, caso a queda seja intensa.
2⃣ Sonolência
Sim — a sonolência é um efeito colateral frequente, principalmente nas primeiras semanas de uso ou quando a dose é aumentada rapidamente.
A fenitoína atua no sistema nervoso central, reduzindo a excitabilidade dos neurônios, o que pode causar lentidão cognitiva, cansaço ou dificuldade de concentração.
Dica:
Se a sonolência for intensa, converse com o médico para ajustar o horário da medicação (geralmente à noite) ou avaliar outras opções com menos efeito sedativo.
3⃣ Dificuldade para engravidar
Sim — em alguns casos, a fenitoína pode interferir no metabolismo hormonal e reduzir a fertilidade feminina, especialmente com uso prolongado.
Ela acelera o metabolismo hepático de hormônios sexuais e de ácido fólico, podendo causar irregularidade menstrual e redução da ovulação.
Além disso, o uso durante a gestação requer muita cautela, pois está associado ao risco de malformações fetais (síndrome fetal hidantoínica), sendo essencial acompanhamento com neurologista e obstetra antes de engravidar.
Orientação:
Mulheres que usam fenitoína e desejam engravidar devem planejar a gestação com supervisão médica;
Pode ser necessário substituir a medicação por outro anticonvulsivante mais seguro;
E iniciar suplementação de ácido fólico em dose elevada (5 mg/dia) antes da concepção.
4⃣ Manchas na pele
Sim — a fenitoína pode causar reações cutâneas que variam desde erupções leves (manchas avermelhadas ou escurecidas) até reações alérgicas graves (como síndrome de Stevens-Johnson, embora raras).
Essas manchas geralmente aparecem nos primeiros meses de uso ou após ajuste de dose.
Outros efeitos dermatológicos possíveis incluem hiperpigmentação, espessamento da pele e aumento de pelos.
Atenção:
Se surgirem manchas associadas a coceira, febre ou descamação, procure atendimento médico imediato — pode indicar uma reação alérgica séria.
O que fazer agora:
Não suspenda a fenitoína sem orientação médica;
Mantenha acompanhamento com neurologista para ajustar a dose ou avaliar alternativas;
Avise ao médico sobre qualquer sinal cutâneo novo, fadiga intensa ou irregularidade menstrual;
Se houver plano de gravidez, planeje previamente a transição terapêutica com acompanhamento conjunto entre neurologista e obstetra.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual.
Procure seu neurologista para reavaliar o tratamento e ajustar conforme suas necessidades e sintomas atuais.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia e acompanhamento de mulheres em uso de anticonvulsivantes, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Boa Noite, meu filho de 4 anos de idade fez uma tomografia, e o diagnostico foi ampliação do espaço
Boa Noite, meu filho de 4 anos de idade fez uma tomografia, e o diagnostico foi ampliação do espaço liquórico da fossa craniana média esquerda, medindo 3,3 x 1,5 cm em, em que pode corresponder a cisto aracnóide.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Boa noite, e agradeço por compartilhar sua dúvida — ela é muito importante, especialmente quando se trata de um exame neurológico infantil.
O cisto aracnóide é uma formação benigna e geralmente congênita (ou seja, presente desde o nascimento), composta por líquido cefalorraquidiano — o mesmo fluido que envolve o cérebro e a medula espinhal. Ele se localiza entre as membranas que recobrem o cérebro (as meninges), e o achado de “ampliação do espaço liquórico na fossa craniana média” é uma descrição compatível com esse tipo de cisto.
Na grande maioria dos casos, especialmente quando o cisto é pequeno e não causa sintomas, ele é considerado um achado incidental, sem repercussão clínica significativa. Isso significa que não é um tumor, nem algo maligno, e muitas crianças vivem normalmente sem precisar de qualquer tratamento.
No entanto, é fundamental que o caso seja acompanhado por um neuropediatra ou neurologista infantil, que avaliará:
Se há sintomas neurológicos associados, como dor de cabeça, náuseas, atraso no desenvolvimento, convulsões ou assimetria craniana;
Se o cisto está estável ou aumentando de tamanho — o que geralmente é observado por meio de ressonância magnética de controle;
E se há necessidade de intervenção neurocirúrgica, algo indicado apenas quando o cisto causa compressão significativa ou sintomas clínicos evidentes.
Na maioria das vezes, o acompanhamento é apenas clínico e radiológico, com reavaliações periódicas.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui a consulta médica presencial. Recomendo levar o laudo da tomografia ao neuropediatra, que poderá interpretar o resultado dentro do contexto clínico do seu filho e orientar o melhor plano de acompanhamento.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, tanto em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo quanto em atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia infantil, acompanhamento de achados cerebrais benignos e desenvolvimento neurológico saudável, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Minha filha toma Neuleptil 5 gotas a noite ela tem 30 anos e está com problema sério de ressecamento
Minha filha toma Neuleptil 5 gotas a noite ela tem 30 anos e está com problema sério de ressecamento, porque sera?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Agradeço por compartilhar sua dúvida — ela é muito importante, pois o ressecamento que você observa pode, de fato, estar relacionado ao uso do Neuleptil (periciazina).
O Neuleptil é um antipsicótico da classe das fenotiazinas, frequentemente prescrito para controle de agitação, ansiedade intensa, alterações de comportamento ou distúrbios do sono. Um dos efeitos colaterais mais comuns dessa medicação está ligado à sua ação anticolinérgica, ou seja, ela reduz a atividade de substâncias responsáveis pela lubrificação natural de mucosas e pela função das glândulas.
Por isso, o uso contínuo pode causar:
Ressecamento da boca (xerostomia);
Ressecamento ocular (sensação de areia nos olhos, vermelhidão);
Dificuldade para engolir alimentos secos;
Ressecamento da pele e mucosas;
E, em alguns casos, redução da motilidade intestinal, causando constipação.
Esses efeitos podem ser mais intensos em mulheres e em doses prolongadas, mesmo que pequenas. É importante comunicar o médico que prescreveu o Neuleptil sobre esses sintomas, pois ele poderá ajustar a dose, alterar o horário da medicação ou considerar outro fármaco com perfil de efeitos adversos mais leve.
Enquanto isso, é possível amenizar o desconforto com aumento da hidratação, uso de colírios lubrificantes (em caso de ressecamento ocular) e produtos para lubrificação bucal, sempre conforme orientação médica.
Reforço que esta resposta tem caráter apenas informativo e não substitui uma avaliação médica individual. O ideal é que o caso seja reavaliado presencialmente, especialmente se o ressecamento for intenso ou estiver afetando a qualidade de vida.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, tanto em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo quanto em atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, saúde mental e tratamento de efeitos colaterais de medicações neurológicas, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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A retirada da Fenitoína pode causar crise de abstinência?
A retirada da Fenitoína pode causar crise de abstinência?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua dúvida é muito importante — e é essencial compreender os cuidados necessários na retirada da Fenitoína, especialmente em pacientes que a utilizam para controle de crises convulsivas.
A Fenitoína é um anticonvulsivante que age estabilizando a atividade elétrica cerebral. Quando ela é suspensa de forma abrupta, o cérebro pode reagir com aumento da excitabilidade neuronal, o que eleva o risco de recorrência de crises convulsivas, mesmo em pessoas que estavam há muito tempo controladas.
No entanto, diferentemente de algumas outras medicações, a Fenitoína não causa “crise de abstinência” no sentido clássico, como ocorre com drogas que geram dependência química. O que pode acontecer é uma reação neurológica de rebote, provocada pela retirada repentina do medicamento — o que pode se manifestar como:
Crises epilépticas;
Tontura, desequilíbrio ou instabilidade;
Sensação de nervosismo ou agitação;
Cefaleia ou visão turva, em alguns casos.
Por isso, a retirada da Fenitoína deve ser sempre gradual e supervisionada por um neurologista, que ajusta as doses lentamente, muitas vezes substituindo por outro anticonvulsivante mais adequado ao caso. O desmame é planejado com base em exames, tempo sem crises e condições clínicas do paciente.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individual. A interrupção do uso da Fenitoína por conta própria pode trazer riscos sérios, especialmente para quem tem histórico de epilepsia.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia e reabilitação neurológica, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Olá, tenho 56 anos.Fiz um exame de ressonância magnética no crânio e diagnosticado com Demência por
Olá, tenho 56 anos.Fiz um exame de ressonância magnética no crânio e diagnosticado com Demência por múltiplos infartos.
A três ano, Minha voz esta trêmula e embargada, tenho muita tonturas e dificuldades para engolir, não tenho rendimentos nas minhas atividades, fico nervoso sozinho a dois dias meu pulso esquerdo parece estar aberto, e hoje também acontece do lado direito, esqueci de falar uso bengala devido a tonturas e dor nos joelhos, uso joelheira em ambos joelhos, será que é da doença. Pergunto se tem mais exames que devo fazer para confirmar a doença e como saber o estagiário. O que devo pedir para o médico?
Att
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Agradeço por compartilhar seu relato com tantos detalhes — ele é muito importante para compreender melhor a evolução do seu quadro e direcionar os próximos passos com segurança.
A demência por múltiplos infartos, também chamada de demência vascular, ocorre quando pequenos vasos sanguíneos cerebrais sofrem obstruções repetidas, causando múltiplos microinfartos. Com o tempo, esses episódios afetam as áreas do cérebro responsáveis pela memória, coordenação motora, equilíbrio, fala e deglutição — sintomas bastante semelhantes aos que você descreve.
Os sinais que você menciona — voz trêmula e embargada, tontura, dificuldade para engolir, lentidão e desequilíbrio — são compatíveis com comprometimento neurológico progressivo, e merecem uma avaliação detalhada para confirmar o diagnóstico e definir o estágio atual.
Os principais exames e avaliações que recomendo discutir com seu médico são:
1⃣ Ressonância magnética de crânio com cortes finos e estudo de difusão (DWI) — para identificar novos ou antigos infartos cerebrais e avaliar a extensão das lesões.
2⃣ Doppler das artérias carótidas e vertebrais — avalia se há obstruções ou estreitamentos que possam estar comprometendo a circulação cerebral.
3⃣ Ecodopplercardiograma e Holter cardíaco de 24h — verificam se há origem cardíaca dos microinfartos, como arritmias ou coágulos.
4⃣ Avaliação laboratorial completa, incluindo colesterol, triglicerídeos, glicemia, hemoglobina glicada, função renal, TSH e vitamina B12 — alterações nesses parâmetros aumentam o risco vascular e podem agravar os sintomas cognitivos.
5⃣ Avaliação neuropsicológica — teste detalhado que mede memória, atenção, linguagem e raciocínio, ajudando a definir o estágio da doença e o impacto funcional.
6⃣ Fonoaudiologia e fisioterapia neurológica, especialmente por conta da dificuldade de engolir e da instabilidade da marcha, que aumentam o risco de engasgos e quedas.
O tratamento da demência vascular tem como objetivos prevenir novos infartos cerebrais, controlar fatores de risco (pressão, diabetes, colesterol) e estimular a função cognitiva. Além dos medicamentos vasculares, pode ser necessário associar terapia para sintomas de humor, tontura e fadiga neuromotora.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial, mas traz uma boa base para você discutir com o neurologista que o acompanha.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, demências e reabilitação cognitiva, sempre com abordagem técnica e humanizada.
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Para quem tem crises de enxaqueca com áurea desde os 10 anos, ou seja, antes de menstruar o Diu mire
Para quem tem crises de enxaqueca com áurea desde os 10 anos, ou seja, antes de menstruar o Diu mirena por ter hormônios é indicado ou seria melhor o de cobre? Usava topiramato diariamente antes da gravidez, estou usando apenas preservativo. Tive meu bebê a 5 meses e as crises estão toleraveis e mais espaçadas, geralmente acontecem nos últimos dias da menstruação e duram até 4 dias.
Obrigada.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e extremamente relevante, pois a escolha do método contraceptivo em mulheres com enxaqueca com aura requer atenção especial, já que o tipo de hormônio utilizado pode influenciar o risco vascular e a frequência das crises.
A enxaqueca com aura, especialmente quando há sintomas visuais (como flashes de luz, manchas ou formigamentos), está associada a um aumento discreto do risco de AVC isquêmico, principalmente em mulheres que usam contraceptivos hormonais contendo estrogênio. Esse risco é potencializado por outros fatores, como tabagismo, hipertensão, obesidade ou histórico familiar de doenças trombóticas.
O DIU Mirena libera levonorgestrel, que é um hormônio progestagênico (sem estrogênio). Isso é um ponto importante: o risco aumentado de AVC em pacientes com enxaqueca com aura está relacionado principalmente ao estrogênio, e não à progesterona. Portanto, o Mirena não é contraindicado em mulheres com enxaqueca com aura, e, na maioria dos casos, é seguro e bem tolerado.
Além disso, o Mirena pode oferecer benefícios adicionais:
Reduz o fluxo menstrual e as oscilações hormonais cíclicas, o que, em algumas mulheres, diminui a frequência e a intensidade das crises de enxaqueca;
Mantém níveis hormonais locais e estáveis, sem picos de variação como ocorre com anticoncepcionais orais;
É compatível com o período pós-parto e com a amamentação, sem interferir na produção de leite.
Já o DIU de cobre, por não conter hormônios, é uma opção totalmente neutra em relação ao sistema vascular e neurológico, mas pode aumentar o fluxo e as cólicas menstruais. Em mulheres cujas crises de enxaqueca se intensificam no período menstrual — como no seu caso, nos últimos dias do ciclo —, esse aumento do sangramento pode piorar as crises ou desencadear novas dores pela queda hormonal mais acentuada.
Em resumo:
O DIU Mirena (hormonal de progesterona) é seguro para mulheres com enxaqueca com aura, inclusive no pós-parto e durante a amamentação;
O DIU de cobre é uma opção válida se houver contraindicação a hormônios, mas pode agravar o fluxo menstrual e, consequentemente, as crises no final do ciclo;
A decisão final deve considerar seu histórico de crises, características do ciclo, fatores de risco vascular e preferências pessoais.
Como você está no pós-parto, com crises mais espaçadas e sob boa estabilidade clínica, o Mirena pode ser uma excelente alternativa, desde que implantado após avaliação ginecológica e liberação do seu neurologista.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Recomendo discutir as opções com seu neurologista e ginecologista, para definir o método mais seguro e equilibrado ao seu perfil hormonal e histórico de enxaqueca.
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Venvanse pode produzir acne? Pois tenho a pele muito oleosa.
Venvanse pode produzir acne? Pois tenho a pele muito oleosa.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito relevante, especialmente porque o Venvanse (lisdexanfetamina) é amplamente utilizado no tratamento do TDAH e de alguns quadros de transtorno de compulsão alimentar, mas pode provocar alterações sutis no metabolismo e na pele, dependendo da sensibilidade de cada pessoa.
De forma direta: o Venvanse não causa acne de maneira direta, mas pode favorecer condições que aumentam a oleosidade e pioram quadros de acne já existentes, especialmente em quem tem predisposição.
Isso acontece por alguns mecanismos fisiológicos:
1⃣ Efeito estimulante adrenérgico:
A lisdexanfetamina aumenta a liberação de dopamina e noradrenalina, o que acelera o metabolismo e ativa o sistema nervoso simpático. Essa ativação pode estimular as glândulas sebáceas, levando à produção excessiva de sebo e, consequentemente, ao entupimento dos poros — um fator que contribui para a formação de acne.
2⃣ Alterações hormonais secundárias:
O uso prolongado pode aumentar discretamente o nível de cortisol e adrenalina, hormônios ligados à resposta de estresse. Esses hormônios também estão relacionados à oleosidade cutânea e inflamações, que podem intensificar as lesões de acne, especialmente na face, costas e peito.
3⃣ Desidratação e estilo de vida:
O Venvanse pode causar boca seca, diminuição da sede e da fome, o que leva muitas pessoas a ingerirem menos água e nutrientes. A falta de hidratação e vitaminas antioxidantes (como A, E e zinco) prejudica o equilíbrio da pele, facilitando o aparecimento de cravos e espinhas.
4⃣ Fatores indiretos:
A ansiedade leve e o sono fragmentado, que às vezes aparecem como efeitos colaterais do estimulante, também podem agravar a oleosidade e inflamação da pele.
Apesar disso, não se trata de um efeito colateral grave nem frequente. Na maioria dos casos, a acne pode ser controlada com cuidados dermatológicos simples, como limpeza diária com sabonete específico, uso de produtos oil free e hidratação adequada. Se as lesões forem intensas ou persistirem, o ideal é procurar um dermatologista, que poderá orientar o uso de medicamentos tópicos ou ajustar a rotina de cuidados conforme o tipo de pele.
Em resumo: o Venvanse pode favorecer o aumento da oleosidade e agravar a acne em pessoas predispostas, mas raramente é o único responsável. Manter hidratação, boa alimentação e acompanhamento dermatológico costuma resolver o problema sem necessidade de interromper o tratamento.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Caso perceba piora progressiva da pele, converse com seu médico prescritor e um dermatologista para alinhar o tratamento sem comprometer os benefícios do medicamento.
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Cardiologista trata do tremor essencial? Ou só Neuro?
Cardiologista trata do tremor essencial? Ou só Neuro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e é uma dúvida muito comum entre pacientes que percebem tremores nas mãos, cabeça ou corpo e não sabem qual especialista procurar.
A resposta é clara: o tremor essencial deve ser avaliado e tratado por um neurologista, não por um cardiologista.
Vamos entender melhor o porquê
1⃣ O que é o tremor essencial
O tremor essencial é um distúrbio neurológico crônico e benigno, caracterizado por tremores involuntários, rítmicos e progressivos, geralmente afetando:
As mãos (mais perceptível ao segurar objetos ou escrever);
Cabeça e voz em alguns casos;
E, raramente, pernas ou tronco.
Ele ocorre devido a alterações nos circuitos cerebrais que controlam o movimento fino — principalmente entre o tálamo, cerebelo e córtex motor — e não está relacionado ao coração ou à circulação sanguínea.
Por isso, o especialista responsável é o neurologista, especialmente aquele com experiência em distúrbios do movimento.
2⃣ Quando o cardiologista entra no processo
O cardiologista não trata o tremor em si, mas pode ter papel complementar em alguns casos:
Para avaliar o uso seguro de betabloqueadores (como o propranolol), que é uma das medicações mais usadas no tratamento do tremor essencial;
Para monitorar pacientes com arritmias, pressão baixa ou doenças cardíacas, já que nem todos podem usar esses medicamentos.
Ou seja, o cardiologista auxilia no ajuste de tratamento, mas quem conduz o diagnóstico e tratamento principal é o neurologista.
3⃣ Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é clínico, baseado na observação do tipo de tremor (em repouso, ao movimento, postural) e na exclusão de outras causas, como:
Parkinsonismo;
Efeitos colaterais de medicamentos;
Tireoidopatias;
Ansiedade ou tremor fisiológico exagerado.
Os tratamentos disponíveis incluem:
Medicações: propranolol, primidona, topiramato, gabapentina;
Técnicas de neuromodulação, como estimulação magnética;
Cirurgia funcional (estimulação cerebral profunda), em casos graves;
Fisioterapia e terapia ocupacional para controle motor e adaptação.
Em resumo:
O tremor essencial é uma condição neurológica, e o neurologista é o profissional indicado para diagnóstico e tratamento;
O cardiologista pode participar, apenas para avaliar a segurança de medicamentos que atuam também no sistema cardiovascular;
Um acompanhamento conjunto pode ser útil quando o paciente tem doenças cardíacas associadas.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual.
Procure um neurologista especializado em distúrbios do movimento para confirmar o tipo de tremor, ajustar o tratamento e acompanhar a evolução com segurança.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tremor essencial e distúrbios do movimento, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Tomei Predsim 120 mg e após 2 meses comecei a ter espasmos musculares no corpo todo.Ele causa isso e
Tomei Predsim 120 mg e após 2 meses comecei a ter espasmos musculares no corpo todo.Ele causa isso e quais são as causas de espasmos musculares?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua pergunta é muito importante — e é compreensível a preocupação com o surgimento de espasmos musculares após o uso prolongado de corticoides, como o Predsim (prednisolona).
O Predsim é um medicamento da classe dos corticosteroides, utilizado para reduzir inflamações e modular o sistema imunológico. Embora ele seja muito eficaz em diversas doenças, o uso prolongado e em doses elevadas (como 120 mg) pode provocar alterações metabólicas e neuromusculares que, em algumas pessoas, se manifestam como tremores, espasmos ou contrações musculares involuntárias.
Esses sintomas podem estar relacionados a diferentes mecanismos, entre eles:
Desequilíbrio de eletrólitos (principalmente potássio, cálcio e magnésio), já que o corticoide interfere no metabolismo mineral;
Fraqueza ou fadiga muscular induzida pelo corticoide, conhecida como miopatia corticoide;
Efeitos no sistema nervoso central, que alteram a excitabilidade neuromuscular;
E, em alguns casos, ansiedade, privação de sono ou retirada recente do corticoide, que também podem intensificar espasmos.
É essencial que o seu médico avalie a dosagem atual, o tempo total de uso e o processo de retirada do Predsim, pois o desmame deve sempre ser feito de forma gradual e acompanhada. Além disso, é importante solicitar exames laboratoriais (como eletrólitos séricos, função renal e enzimas musculares) para investigar a causa exata dos espasmos e definir a conduta mais adequada.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica presencial. A investigação neurológica ou clínica é fundamental para identificar se o espasmo tem origem muscular, metabólica ou neurológica.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, tanto em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo quanto em atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tratamento da dor e distúrbios neuromusculares, sempre com abordagem técnica e humanizada.
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O Lamitor tira o efeito do anticoncepcional DIMINUT?
O Lamitor tira o efeito do anticoncepcional DIMINUT?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Excelente pergunta — e ela é muito importante, pois envolve interação entre medicações hormonais e anticonvulsivantes.
O Lamitor (lamotrigina) é um medicamento utilizado no tratamento de epilepsia e transtorno bipolar, e ele pode interagir com anticoncepcionais hormonais combinados, como o Diminut, que contém etinilestradiol e gestodeno.
Essa interação ocorre em duas vias principais:
1⃣ O anticoncepcional reduz o nível de lamotrigina no sangue, porque o estrogênio estimula enzimas hepáticas que aceleram a eliminação do medicamento. Isso pode diminuir o efeito terapêutico do Lamitor, aumentando o risco de crises convulsivas ou instabilidade de humor em algumas pessoas.
2⃣ A lamotrigina, por sua vez, tem pouco ou nenhum efeito sobre a eficácia anticoncepcional do Diminut, ou seja, não costuma anular a proteção contraceptiva.
Portanto, o mais comum é o anticoncepcional diminuir o efeito do Lamitor, e não o contrário. Quando ambos são usados juntos, o médico geralmente ajusta a dose da lamotrigina e monitora os níveis do medicamento no sangue, especialmente nas primeiras semanas de associação ou se houver troca de método anticoncepcional.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. É fundamental que o médico que prescreveu o Lamitor saiba que há uso de anticoncepcional hormonal, para ajustar o tratamento de forma segura e personalizada.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, oferecendo consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia e saúde da mulher, sempre com abordagem técnica e humanizada.
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Descobri essa semana que tenho sindrome de chiari sinto muitas dores no braço tenho fraqueza muscula
Descobri essa semana que tenho sindrome de chiari sinto muitas dores no braço tenho fraqueza muscular, as vezes sinto tontura de não conseguir andar .sou operadora de caixa de supermercado atualmente afastada por conta das dores minha pergunta é viu poder ter uma vida normal e trabalhar daqui para frente? Ou posso perder os movimentos por conta da doença?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Malformação de Arnold-Chiari é uma condição neurológica em que há deslocamento de estruturas do cerebelo para a parte inferior do crânio, podendo comprimir a medula espinhal e alterar o fluxo do líquor (líquido que circula no cérebro e na medula). Os sintomas variam bastante entre as pessoas, e a gravidade depende do grau de compressão e das estruturas afetadas.
No seu caso, os sintomas de dor nos braços, fraqueza muscular e tontura indicam que o deslocamento pode estar interferindo na função nervosa, especialmente nas vias motoras e de equilíbrio. Esses sinais exigem acompanhamento rigoroso com neurologista e neurocirurgião, pois somente a avaliação por imagem (ressonância magnética) permite determinar o grau da malformação e a necessidade de intervenção cirúrgica.
Em muitos pacientes, principalmente nos casos leves ou moderados, é possível levar uma vida normal com controle dos sintomas, desde que haja acompanhamento médico regular, fisioterapia e controle da dor. O tratamento pode incluir analgésicos, relaxantes musculares, reabilitação motora e, quando há compressão importante, cirurgia descompressiva — que tem bons resultados em reduzir dor e melhorar força e equilíbrio.
A possibilidade de perda progressiva de movimentos só ocorre em casos não tratados ou de evolução mais grave, quando há compressão significativa e persistente da medula. Por isso, o diagnóstico precoce e o seguimento constante são essenciais para evitar complicações e preservar a qualidade de vida.
Quanto à vida profissional, muitas pessoas com a Síndrome de Chiari conseguem retornar ao trabalho após tratamento adequado e reabilitação. Entretanto, profissões que exigem esforço físico repetitivo, posturas forçadas ou longos períodos em pé podem agravar os sintomas e precisam ser avaliadas individualmente. O médico responsável pode orientar sobre limitações, necessidade de readaptação ou afastamento temporário, conforme a evolução clínica e a resposta ao tratamento.
Em resumo, a Síndrome de Arnold-Chiari não impede, por si só, que a pessoa leve uma vida normal, mas requer acompanhamento contínuo e cuidados específicos. O controle dos sintomas e a prevenção de sequelas dependem de diagnóstico preciso, adesão ao tratamento e acompanhamento neurológico regular.
Esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Recomenda-se manter o acompanhamento com um neurologista e um neurocirurgião, que poderão definir o melhor plano terapêutico e orientar sobre o retorno ao trabalho com segurança.
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Posso substituir a Emla pela Lidocaína? Costumo usar qdo faço punção na mama e qdo preciso tirar san
Posso substituir a Emla pela Lidocaína? Costumo usar qdo faço punção na mama e qdo preciso tirar sangue ou fazer algum procedimento que precise usar agulhas. Tenho pânico de agulha e já tenho costume de usar a Emla mas não estou encontrando. Posso usar a Lidocaina no lugar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Excelente pergunta — e muito relevante, especialmente para quem apresenta ansiedade ou hipersensibilidade a procedimentos com agulhas, como punções ou coletas de sangue. A sua dúvida é bastante comum, já que o EMLA e a lidocaína são ambos anestésicos locais, mas com diferenças importantes na forma de uso, composição e segurança, especialmente quando aplicados sobre a pele.
O EMLA é uma pomada anestésica que contém lidocaína e prilocaína em proporções equilibradas, formuladas especificamente para uso tópico cutâneo. Sua principal vantagem é a capacidade de penetrar nas camadas mais profundas da pele, anestesiando terminações nervosas superficiais sem causar irritação ou absorção perigosa. Por isso, é amplamente utilizado antes de punções venosas, biópsias e pequenos procedimentos dermatológicos, especialmente em pessoas com medo de agulhas ou baixa tolerância à dor.
Já a lidocaína isolada (em pomada, gel ou solução) é um anestésico igualmente eficaz, mas nem todas as apresentações são adequadas para uso tópico prolongado sobre a pele intacta. Algumas formulações de lidocaína são produzidas para uso injetável, odontológico ou mucoso, e não devem ser aplicadas em grandes áreas de pele, pois podem causar irritação local, absorção sistêmica excessiva ou reações alérgicas.
Em termos práticos:
Se você encontrar pomada ou creme de lidocaína a 4% ou 5% formulada para uso tópico dermatológico, ela pode substituir o EMLA de forma segura, desde que seja aplicada 30 a 60 minutos antes do procedimento, em camada fina, coberta com filme plástico para potencializar o efeito.
Entretanto, não utilize lidocaína injetável ou em gel mucoso diretamente sobre a pele, pois essas formas não possuem o mesmo veículo de absorção e podem causar efeitos adversos.
O tempo de ação da lidocaína tópica é semelhante ao do EMLA (30 a 90 minutos), mas costuma ter potência levemente menor, especialmente em áreas de pele mais espessa, como braço ou mama.
Se você tem pânico de agulha, vale conversar com o profissional de saúde que realiza o procedimento. Alguns centros utilizam sprays anestésicos de lidocaína ou dispositivos de resfriamento superficial que reduzem a dor da picada com segurança e rapidez. Em casos de ansiedade intensa, o acompanhamento psicológico ou técnicas de respiração e relaxamento guiado também ajudam bastante a reduzir a resposta de medo.
Em resumo, a lidocaína pode substituir o EMLA, desde que seja a formulação tópica dermatológica apropriada (e não a injetável). O ideal é confirmar na embalagem ou com o farmacêutico se o produto é indicado “para uso sobre a pele antes de procedimentos”.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui a orientação médica. Caso tenha sensibilidade cutânea ou use o produto com frequência, converse com seu médico ou dermatologista, que poderá confirmar a dose e o tipo mais seguro para o seu caso.
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Boa noite, minha sogra e minha mãe tem Alzheimer, porém minha mãe faz tratamento com o Memantina, e
Boa noite, minha sogra e minha mãe tem Alzheimer, porém minha mãe faz tratamento com o Memantina, e minha sogra com Amtriptilina. Gostaria de saber se o Amtriptilina e indicado para pacientes com alta Alzheimer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Boa noite — e parabéns pela sua atenção e cuidado com o tratamento de ambas, pois o acompanhamento adequado faz grande diferença na qualidade de vida de pacientes com Alzheimer.
A amitriptilina não é uma medicação específica para o tratamento do Alzheimer. Ela pertence à classe dos antidepressivos tricíclicos e, embora possa ter utilidade em alguns casos, não tem efeito direto sobre a perda de memória, nem sobre a progressão da doença.
Em alguns pacientes com demência, o médico pode prescrever amitriptilina para tratar sintomas associados, como:
Depressão ou ansiedade;
Insônia persistente;
Dor neuropática crônica (por exemplo, dores musculares ou formigamentos).
No entanto, é importante destacar que a amitriptilina pode causar efeitos colaterais cognitivos, como sonolência excessiva, confusão, boca seca, constipação e piora da memória, especialmente em idosos e em pessoas com comprometimento cerebral pré-existente, como na Doença de Alzheimer.
Por isso, o uso dessa medicação em pacientes com Alzheimer deve ser muito cauteloso e avaliado individualmente. Em muitos casos, existem alternativas mais seguras, com menor impacto na função cognitiva — por exemplo, inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como sertralina ou escitalopram, quando há necessidade de tratar sintomas depressivos.
Já a memantina, usada por sua mãe, é um medicamento aprovado especificamente para o tratamento da Doença de Alzheimer moderada a grave. Ela atua protegendo as células nervosas contra o excesso de estímulos e ajuda a retardar o declínio cognitivo e funcional, sendo uma opção bem estabelecida no manejo da doença.
Recomendo que a medicação da sua sogra seja reavaliada pelo neurologista ou psiquiatra, para confirmar se a amitriptilina está sendo usada pelo motivo correto e se ainda é a melhor opção para o caso dela.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica presencial. O acompanhamento contínuo com o especialista é fundamental para ajustar o tratamento e garantir segurança, principalmente em idosos com comprometimento cognitivo.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, demências e tratamento personalizado do Alzheimer, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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O Depakote engorda ou emagrece? Me foi receitado para tratamento preventivo de enxaqueca a dose de 5
O Depakote engorda ou emagrece?
Me foi receitado para tratamento preventivo de enxaqueca a dose de 500mg/ diaRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua dúvida é muito comum — o Depakote (valproato de sódio) realmente pode interferir no peso corporal, especialmente quando usado de forma contínua, e é importante entender como isso ocorre.
O Depakote é um anticonvulsivante e estabilizador do humor amplamente utilizado também na prevenção de crises de enxaqueca, como no seu caso. Um dos efeitos colaterais mais conhecidos é a tendência ao ganho de peso, embora isso varie bastante de pessoa para pessoa.
O ganho de peso pode acontecer por diferentes motivos:
Alterações no metabolismo energético, já que o valproato pode diminuir a taxa metabólica basal;
Aumento do apetite, principalmente por carboidratos e doces;
Retenção leve de líquidos em algumas pessoas;
E, em menor proporção, mudanças hormonais relacionadas ao uso prolongado.
No entanto, nem todos os pacientes ganham peso. Algumas pessoas mantêm o mesmo peso ou até emagrecem, especialmente quando combinam o tratamento com alimentação equilibrada e atividade física regular.
Para minimizar esse efeito, é importante:
Monitorar o peso e hábitos alimentares nas primeiras semanas;
Priorizar alimentos naturais e evitar açúcares simples e ultraprocessados;
Manter rotina de exercícios leves, como caminhadas ou alongamentos, que também ajudam no controle das crises de enxaqueca;
E fazer acompanhamento médico regular, para ajustar a dose se necessário.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual. O uso do Depakote deve ser sempre supervisionado pelo neurologista, que avaliará a eficácia no controle das crises e possíveis efeitos metabólicos.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com segurança e acolhimento, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tratamento da enxaqueca e acompanhamento medicamentoso personalizado, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Minha mãe foi diagnosticada com Parkinson à 10 anos e recentemente fui em outro neuro que deu um dia
Minha mãe foi diagnosticada com Parkinson à 10 anos e recentemente fui em outro neuro que deu um diagnóstico de huntington! Como diferenciar? Os sintomas são muito parecidos!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua dúvida é extremamente relevante — e compreensível, já que a Doença de Huntington e a Doença de Parkinson realmente podem apresentar sintomas semelhantes em alguns estágios, especialmente no que diz respeito a alterações motoras, tremores, rigidez e lentidão dos movimentos. No entanto, são doenças diferentes, com mecanismos, evolução e tratamento distintos.
A Doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa causada pela redução da dopamina em uma área específica do cérebro chamada substância negra. Seus sintomas típicos incluem:
Tremor de repouso (geralmente em uma das mãos);
Rigidez muscular;
Lentidão de movimentos (bradicinesia);
Alterações da marcha e equilíbrio.
Com o tempo, podem surgir também alterações de fala, sono e, em alguns casos, sintomas cognitivos leves.
Já a Doença de Huntington é uma doença genética hereditária, causada por uma mutação no gene HTT, e afeta principalmente o núcleo caudado e o putâmen, estruturas que controlam o movimento e o comportamento. Os sintomas mais característicos incluem:
Movimentos involuntários bruscos e descoordenados (coreia);
Mudanças comportamentais e emocionais, como irritabilidade, impulsividade e depressão;
Dificuldades cognitivas e de planejamento;
E, em fases mais avançadas, dificuldade para engolir e manter o equilíbrio.
Enquanto o Parkinson tende a causar lentidão e rigidez, a Doença de Huntington costuma provocar movimentos excessivos e descontrolados. Além disso, a Huntington tem forte componente familiar — geralmente há histórico de casos semelhantes em pais, avós ou tios.
O diagnóstico definitivo é feito por meio de avaliação neurológica detalhada, exames de imagem cerebral (ressonância magnética) e, principalmente, teste genético específico para o gene da Huntington, que confirma a mutação.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. O ideal é que o caso da sua mãe seja acompanhado por um neurologista especializado em distúrbios do movimento, que poderá esclarecer o diagnóstico, revisar o tratamento e ajustar a abordagem conforme os sintomas predominantes.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, oferecendo consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, distúrbios do movimento e reabilitação neurológica, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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Pra quem tem ansiedade, existe diferença entre cloridrato de bupropiona 12h e Zetron XL? Estou fazen
Sim, existe diferença entre as formulações de bupropiona de liberação prolongada:…