Perguntas do paciente (22)
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Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do
Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigada por compartilhar isso. Pelo que você relata, seu sofrimento está bastante intenso e merece um acompanhamento mais próximo. A internação pode ser necessária em algumas situações, mas essa decisão precisa ser feita após uma avaliação cuidadosa por uma equipe de saúde mental.
Como você já tem contato com o CAPS, recomendo que procure o serviço e explique exatamente como está se sentindo e as dificuldades que vem enfrentando no dia a dia. Também é importante conversar com o médico que acompanha sua medicação para avaliar o tratamento.
Nesse momento, o mais importante é que você não precise enfrentar tudo isso sozinha. Buscar um acompanhamento mais próximo pode ser um passo importante para compreender o que está acontecendo e encontrar, junto à equipe, estratégias que façam sentido para você.
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Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz
Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz 6 dias e não passa é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A dor de cabeça pode ser um efeito colateral da sertralina, especialmente após reiniciar o medicamento. Porém, como já dura 6 dias sem melhorar, é importante avisar o médico que prescreveu.
Não pare nem altere a dose por conta própria. Se a dor for muito forte, súbita ou vier com outros sintomas importantes, procure atendimento médico.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depois de vivenciar uma depressão, acontecimentos difíceis podem despertar emoções e pensamentos semelhantes aos de períodos anteriores, fazendo parecer que a depressão está sempre “à espreita”.
Mas sentir tristeza após algo ruim não significa necessariamente uma recaída. Ter passado por uma depressão não significa estar condenado a vivê-la novamente.
Reconhecer os próprios sinais, cuidar da rotina, buscar apoio e procurar ajuda quando necessário são formas importantes de prevenção.
Às vezes, não é a depressão que voltou, mas o medo de voltar a sentir aquilo que um dia nos machucou.
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Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz
Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esses sinais podem estar relacionados a diferentes fatores, como estresse, ansiedade, sobrecarga emocional, dificuldades de sono ou até mesmo outras questões que precisam ser avaliadas individualmente.
Nesse momento, pode ajudar organizar as tarefas por etapas, reduzir estímulos durante o trabalho, fazer pequenas pausas e estabelecer prioridades para evitar a sensação de estar tentando lidar com tudo ao mesmo tempo.
Se isso tem sido frequente, intenso ou está prejudicando seu trabalho e sua rotina, é importante buscar uma avaliação psicológica para compreender melhor o que está acontecendo e encontrar estratégias adequadas para você.
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Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne
Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível que uma relação que ficou sem um fechamento claro continue ocupando espaço na sua mente. Quando sentimos que erramos com alguém ou imaginamos “como poderia ter sido”, podemos acabar idealizando essa pessoa e comparando outros relacionamentos com uma possibilidade que nunca chegou a se concretizar.
Pensar nela todos os dias, porém, não significa necessariamente que ela seja “a pessoa certa” ou que você precise voltar para ela. Pode ser importante compreender o que exatamente você sente falta: da pessoa, da relação que poderia ter acontecido, da culpa pelo que aconteceu ou da versão de você mesmo daquela época.
Também vale olhar para o relacionamento atual sem fazer essa comparação constantemente. Se você percebe que não está feliz, isso merece ser compreendido por si só, independentemente da outra garota.
Um processo de psicoterapia pode ajudar bastante a elaborar essa história, trabalhar a culpa e entender o significado que essa pessoa ainda ocupa na sua vida.
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Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona
Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se você suspeita de TEA, TDAH e também percebe sinais de depressão, o ideal é começar por uma avaliação psicológica com um psicólogo que tenha experiência em neurodivergência e avaliação de adultos.
Esse profissional poderá investigar seu histórico, funcionamento atual, sintomas e possíveis diagnósticos diferenciais. Se necessário, também pode indicar uma avaliação médica complementar com psiquiatra ou neurologista.
A depressão merece atenção especialmente se houver tristeza persistente, perda de interesse, alterações importantes no sono ou apetite, desesperança ou pensamentos de morte.
Você não precisa chegar à primeira consulta já sabendo se é TEA, TDAH ou depressão. A avaliação serve justamente para compreender o que está acontecendo e quais cuidados fazem sentido para você.
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito compreensível sentir culpa, tristeza e ansiedade diante de uma mudança tão importante. Sair de casa não significa abandonar sua mãe ou deixar de cuidar dela. Você também tem o direito de construir sua própria vida e seu relacionamento.
Pode ser útil conversar abertamente com ela sobre seus sentimentos e, juntos, pensarem em uma rotina de contato e apoio: ligações, visitas, atividades e, se necessário, outras pessoas de confiança que possam estar próximas.
Também procure diferenciar cuidado de responsabilidade total. Você pode estar presente e oferecer suporte sem precisar abrir mão da sua própria vida por medo de que algo aconteça.
Se essa ansiedade estiver muito intensa ou acompanhada de culpa constante, dificuldade para dormir ou pensamentos repetitivos, conversar com um psicólogo pode ajudá-lo a elaborar essa transição de forma mais tranquila.
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Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia
Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo pode fazer parte de um processo de luto muito doloroso. Quando perdemos um animal que fazia parte da nossa rotina e da nossa vida, não perdemos apenas a companhia, mas também planos, hábitos e a expectativa de um futuro juntos.
A culpa também pode aparecer no luto, fazendo com que a mente procure constantemente por algo que poderia ter sido feito diferente: “e se eu tivesse cuidado mais?”, “e se tivesse percebido antes?”. Mas pensar nessas possibilidades não significa que você realmente poderia ter evitado a perda.
Ver outros cachorros pode funcionar como um gatilho porque lembra diretamente aquilo que você perdeu. Não é preciso se obrigar a “superar” ou esquecer. O objetivo é, aos poucos, conseguir lembrar dela sem que a lembrança seja acompanhada apenas pela dor.
Permita-se viver esse luto no seu tempo. Falar sobre ela, guardar fotos e escrever sobre os momentos que vocês viveram pode ajudar a transformar, gradualmente, a ausência em uma lembrança afetiva.
E, principalmente, tente olhar para a história de vocês para além do último momento. Ela teve nove anos de vida ao seu lado, e o amor que você sente hoje também fala sobre o quanto ela foi importante para você.
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Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa sensação de que tudo depende de você pode ser muito desgastante. Muitas vezes, ela vem acompanhada de uma necessidade de controlar situações, antecipar problemas e assumir responsabilidades que nem sempre são realmente suas.
Um primeiro passo é começar a questionar: “Isso realmente depende de mim?” e separar aquilo que está sob seu controle daquilo que pertence a outras pessoas ou às circunstâncias.
Também pode ajudar perceber quando você está tentando resolver tudo sozinho e praticar, aos poucos, pedir ajuda, estabelecer limites e aceitar que algumas coisas não podem ser controladas.
Você não precisa deixar de se importar. O objetivo é aprender a se responsabilizar pelo que é seu sem carregar aquilo que não é.
Se essa sensação é constante e provoca ansiedade, culpa ou exaustão, a psicoterapia pode ajudar a compreender de onde vem essa necessidade de responsabilidade e a construir uma relação mais leve consigo mesmo.
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TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?
TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O TEPT-C (transtorno de estresse pós-traumático complexo) pode melhorar de forma significativa e, em algumas pessoas, os sintomas podem entrar em remissão completa. Não é correto pensar que eles necessariamente desaparecem apenas por um período e depois voltam.
Por se tratar de uma condição relacionada a experiências traumáticas, o processo pode variar bastante de pessoa para pessoa. Algumas pessoas apresentam remissão sustentada após o tratamento; outras podem ter períodos de melhora e apresentar sintomas novamente diante de situações de estresse ou de lembranças relacionadas ao trauma.
Isso não significa que a pessoa “voltou ao zero”. Mesmo quando ocorre uma reativação de sintomas, eles podem ser reconhecidos e tratados.
O tratamento costuma envolver psicoterapia focada no trauma e, quando indicado, acompanhamento psiquiátrico. O objetivo não é apenas reduzir sintomas, mas também desenvolver recursos para lidar com emoções, relacionamentos, memórias traumáticas e situações desencadeadoras.
Se você está passando por isso, é importante conversar com um profissional capacitado para avaliar seu caso individualmente.
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"Quais achados neuropsicológicos levantam hipótese de transtornos psiquiátricos primários ou comórbi
"Quais achados neuropsicológicos levantam hipótese de transtornos psiquiátricos primários ou comórbidos, demandando encaminhamento para avaliação psiquiátrica e diagnóstico diferencial?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Alguns achados neuropsicológicos podem levantar a hipótese de transtornos psiquiátricos primários ou comórbidos, especialmente quando são observadas alterações significativas e persistentes em atenção, memória, funções executivas, velocidade de processamento, controle inibitório ou regulação emocional.
Esses resultados, principalmente quando acompanhados de sofrimento psíquico e prejuízos no funcionamento cotidiano, podem indicar a necessidade de uma investigação mais aprofundada.
É importante ressaltar que os achados neuropsicológicos, isoladamente, não estabelecem um diagnóstico psiquiátrico. A interpretação deve considerar a história clínica, o funcionamento atual, aspectos emocionais, contexto de vida e possíveis fatores médicos ou neurológicos.
Nesses casos, o encaminhamento para avaliação psiquiátrica pode contribuir para o diagnóstico diferencial e para a definição de estratégias de tratamento adequadas.
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Como diferenciar incapacidade psiquiátrica de dificuldade situacional?
Como diferenciar incapacidade psiquiátrica de dificuldade situacional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Diferenciar uma incapacidade psiquiátrica de uma dificuldade situacional exige observar o contexto, a duração, a intensidade e o impacto dos sintomas no funcionamento da pessoa.
Uma dificuldade situacional geralmente está relacionada a acontecimentos específicos, como conflitos, perdas, mudanças ou situações de estresse. Os sintomas podem variar conforme o contexto e tendem a diminuir quando as circunstâncias se modificam ou quando há suporte adequado.
Já um quadro psiquiátrico pode apresentar sintomas mais persistentes e intensos, com prejuízos que ultrapassam uma situação específica e afetam diferentes áreas da vida.
Para essa diferenciação, é importante considerar a história clínica, o funcionamento anterior, a frequência e intensidade dos sintomas, o prejuízo funcional e possíveis fatores médicos, emocionais e ambientais.
Por isso, dificuldades no funcionamento não devem ser interpretadas automaticamente como incapacidade psiquiátrica. Uma avaliação cuidadosa é fundamental para compreender a origem dos prejuízos e definir a necessidade de encaminhamento ou tratamento.
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Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se compara a uma pessoa emocionalmente sensível?
Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se compara a uma pessoa emocionalmente sensível?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma pessoa emocionalmente sensível e uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem apresentar algumas características semelhantes, como emoções intensas, maior reação a situações interpessoais e dificuldade para lidar com sentimentos em determinados momentos. Porém, não são a mesma coisa.
A sensibilidade emocional é uma característica que pode fazer parte da personalidade. A pessoa pode sentir as emoções de maneira mais intensa, mas isso não significa necessariamente que exista um transtorno ou prejuízo significativo em sua vida.
No TPB, existe um padrão persistente e abrangente de dificuldades na regulação emocional, nos relacionamentos e na percepção de si mesma. Podem aparecer, por exemplo, medo intenso de abandono, relações muito instáveis, impulsividade, alterações importantes na autoimagem, sentimentos de vazio e, em alguns casos, comportamentos autolesivos ou pensamentos suicidas.
A diferença não está simplesmente em “sentir demais”, mas no conjunto de sintomas, na frequência, intensidade, duração e no impacto sobre o funcionamento da pessoa.
Por isso, não é adequado concluir que alguém possui TPB apenas por ser muito sensível ou por apresentar emoções intensas. O diagnóstico deve ser realizado por profissional qualificado, considerando a história e o funcionamento global da pessoa.
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Olá! Venho há algum tempo refletindo sobre crenças limitantes e como minha vida foi impactada por
Olá!
Venho há algum tempo refletindo sobre crenças limitantes e como minha vida foi impactada por isso desde pequeno, ainda mais considerando que sou uma pessoa LGBTQIA+. Hoje ainda permaneco com crenças que não fazem sentido para mim, mas sinto que muitas vezes fico tomado pelo medo ou ansiedade, o que inclusive afeta o meu relacionamento atual. Devo procurar um psicólogo e/ou psiquiatra?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você descreve, procurar um psicólogo pode ser um bom primeiro passo. A psicoterapia pode ajudar a compreender como essas crenças foram construídas ao longo da sua história, quais delas ainda influenciam suas escolhas e como o medo e a ansiedade estão afetando seu relacionamento atual.
O fato de algumas crenças não fazerem mais sentido racionalmente, mas ainda provocarem medo ou ansiedade, é algo que pode ser trabalhado em terapia. O objetivo não é simplesmente “eliminar” pensamentos, mas compreender sua origem e desenvolver uma relação mais saudável com eles.
A avaliação com um psiquiatra também pode ser indicada caso os sintomas sejam muito intensos, persistentes ou estejam causando prejuízos importantes no sono, trabalho, relacionamentos ou rotina. Psicólogo e psiquiatra também podem atuar em conjunto quando necessário.
Nesse processo, é importante buscar um profissional que ofereça um atendimento acolhedor e respeitoso à diversidade, sem tentar modificar ou patologizar sua orientação sexual ou identidade.
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Qual a importância de compreender os padrões de apego na prática clínica?
Qual a importância de compreender os padrões de apego na prática clínica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Compreender os padrões de apego na prática clínica pode ajudar o profissional a entender como a pessoa constrói vínculos, lida com proximidade e distância, percebe rejeição e busca segurança emocional nos relacionamentos.
Essa compreensão pode contribuir para identificar padrões repetitivos, como medo de abandono, dificuldade em confiar, necessidade excessiva de aprovação ou tendência ao afastamento diante da intimidade.
Na psicoterapia, esses padrões podem ser explorados sem transformar o estilo de apego em um rótulo ou diagnóstico. O objetivo é compreender como experiências relacionais anteriores influenciam o funcionamento atual e, a partir disso, favorecer maior consciência, autonomia e relações mais seguras.
Além disso, observar a própria relação terapêutica pode fornecer informações importantes sobre a forma como o paciente estabelece vínculos e responde à confiança, à frustração e aos limites.
Assim, compreender o apego não significa apenas identificar uma “categoria” de apego, mas utilizar essa perspectiva para compreender melhor a história, as necessidades emocionais e os padrões relacionais do paciente.
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O que diferencia defesas primitivas de defesas maduras?
O que diferencia defesas primitivas de defesas maduras?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As defesas psicológicas são formas, muitas vezes inconscientes, de lidar com emoções, conflitos internos e situações que geram ansiedade. A diferença entre defesas primitivas e maduras está principalmente na forma como a pessoa regula esses conflitos e no impacto que isso causa em seu funcionamento.
As defesas primitivas tendem a envolver uma percepção mais rígida ou pouco integrada da realidade e das próprias emoções. Podem incluir mecanismos como negação, projeção, dissociação e cisão. Em determinadas situações, podem funcionar como uma proteção importante, mas, quando predominantes e rígidas, podem dificultar relacionamentos e a compreensão da própria experiência.
As defesas maduras, por outro lado, permitem lidar com sentimentos difíceis preservando maior contato com a realidade e flexibilidade emocional. Entre elas estão sublimação, humor, antecipação, repressão e capacidade de buscar apoio de maneira adaptativa.
É importante lembrar que todos utilizamos diferentes mecanismos de defesa em algum grau. O que diferencia um funcionamento mais adaptativo de um menos adaptativo não é simplesmente a presença de uma determinada defesa, mas sua frequência, rigidez, contexto e impacto na vida da pessoa.
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O que são comportamentos autolesivos? .
O que são comportamentos autolesivos? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Comportamentos autolesivos são ações realizadas intencionalmente para causar algum tipo de dano ao próprio corpo, geralmente como uma forma de lidar com sofrimento emocional intenso, angústia, raiva, vazio ou dificuldade de expressar o que está sentindo.
Eles podem acontecer de diferentes formas e nem sempre estão relacionados a uma intenção de morrer. Em alguns casos, a pessoa busca aliviar temporariamente uma emoção difícil ou sentir que tem algum controle sobre aquilo que está vivendo.
É importante levar esses comportamentos a sério, mesmo quando não existe intenção suicida. Eles podem indicar que a pessoa está enfrentando um sofrimento que merece atenção e acolhimento.
Se isso está acontecendo com você, conversar com um psicólogo ou psiquiatra pode ser um passo importante para compreender o que está por trás desse comportamento e encontrar formas mais seguras de lidar com o sofrimento.
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Como lidar com o hiperfoco de forma saudável? .
Como lidar com o hiperfoco de forma saudável? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Lidar com o hiperfoco de forma saudável não significa “eliminá-lo”, mas aprender a regulá-lo. Ele pode ser um grande aliado quando bem manejado, porém é um fator de desgaste quando não há limites.
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tenho timidez e ansiedade.devo procurar um psicologo?.
tenho timidez e ansiedade.devo procurar um psicologo?.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a timidez e ansiedade podem causar sofrimento e limitar sua vida, e o psicólogo é o profissional indicado para avaliar, acolher e ajudar no manejo desses sintomas.
A psicoterapia ajuda a entender as causas, desenvolver segurança emocional e reduzir a ansiedade de forma gradual e saudável, lembre-se que buscar ajuda não é fraqueza, é cuidado consigo mesmo.
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A gente pode do nada ter uma crise? Mesmo que não tenha um fator desencadeador ?
A gente pode do nada ter uma crise?
Mesmo que não tenha um fator desencadeador ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível ter uma crise “do nada”, mesmo sem um fator desencadeador evidente. Na ansiedade, o corpo pode entrar em modo de alerta por acúmulo de estresse, pensamentos automáticos inconscientes, cansaço, alterações hormonais ou sensibilidade do sistema nervoso.
Às vezes o gatilho existe, mas não é consciente. Isso é comum em crises de ansiedade ou pânico e não significa fraqueza nem perda de controle. Com avaliação psicológica e tratamento adequado, essas crises podem ser compreendidas, prevenidas e reduzidas significativamente.
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Perguntas frequentes
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