Perguntas do paciente (215)
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Qual é a importância da autoestima na formação da identidade pessoal?
Qual é a importância da autoestima na formação da identidade pessoal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A autoestima tem um papel fundamental na formação da identidade pessoal. Quando uma pessoa se percebe como alguém com valor, digna de ser respeitada e de ocupar espaço no mundo, ela se sente mais segura para construir quem é, com escolhas mais autênticas, relações mais saudáveis e maior liberdade para lidar com erros e imperfeições.
Na infância e na adolescência, especialmente, a maneira como somos vistos e tratados por figuras importantes (pais, cuidadores, professores) contribui para a imagem que formamos de nós mesmos. Se essa imagem é constantemente invalidada, ignorada ou criticada, a autoestima tende a ficar fragilizada e com ela, a construção de uma identidade sólida também se torna mais difícil.
Por outro lado, quando essa base emocional é cuidada e fortalecida, a pessoa tem mais recursos internos para se reconhecer, para sustentar suas escolhas e para não depender exclusivamente da validação externa. A psicoterapia pode ajudar muito nesse processo, permitindo que a pessoa compreenda a origem da sua baixa autoestima, ressignifique experiências passadas e possa, assim, construir uma identidade mais estável e verdadeira.
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Bom dia, todas vez que vou dormir sinto um medo muito grande como se eu fosse morrer ou como se algo
Bom dia, todas vez que vou dormir sinto um medo muito grande como se eu fosse morrer ou como se algo tivesse pra acontecer e um Pânico muito grande as vezes fico horas sem conseguir dormir por causa desse medo, como eu posso fazer pra isso passa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir medo intenso ao deitar para dormir, como se algo ruim fosse acontecer, é um sinal de que seu corpo e sua mente estão em estado de alerta, mesmo num momento em que deveriam começar a relaxar. Essa sensação de pânico que surge à noite não costuma ter uma causa imediata ou lógica, mas está profundamente ligada a experiências emocionais que, muitas vezes, não foram bem elaboradas.
Durante o dia, a mente se ocupa com tarefas, distrações e compromissos. Mas à noite, com o silêncio e a desaceleração, o que está mal resolvido dentro de nós pode aparecer com mais força. O medo de dormir, de perder o controle, ou a sensação de que algo ruim vai acontecer são formas que o psíquico encontra de expressar angústias mais profundas que nem sempre estão claras ou conscientes.
Um acompanhamento psicológico pode te ajudar a compreender o que está por trás desses episódios, oferecendo um espaço seguro para nomear medos, reorganizar emoções e, aos poucos, aliviar esse estado de tensão constante. O descanso, que deveria ser reparador, pode voltar a ser um momento de paz quando o sofrimento psíquico é escutado com cuidado.
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Quais os Sinais e sintomas comuns de alterações do pensamento de uma pessoa?
Quais os Sinais e sintomas comuns de alterações do pensamento de uma pessoa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Alterações no pensamento podem aparecer de formas sutis ou evidentes, e geralmente indicam algum sofrimento psíquico importante. Alguns sinais comuns incluem:
-Desorganização das ideias: a pessoa fala de forma confusa, com dificuldade de manter um raciocínio lógico ou coerente.
-Pensamento acelerado: as ideias surgem em ritmo muito rápido, dificultando a comunicação.
-Pensamento muito lento: respostas demoram a vir, como se a mente estivesse em marcha lenta.
Ideias fixas ou obsessivas: a pessoa se prende a determinados pensamentos, que se repetem de forma insistente e geram sofrimento.
-Delírios: crenças firmes, mas desconectadas da realidade, como acreditar que está sendo perseguido ou que tem poderes especiais.
-Fugas de ideias ou incoerência: o discurso perde o fio condutor, e os pensamentos parecem se dispersar facilmente.
Essas alterações podem surgir em diferentes quadros clínicos e merecem acolhimento e avaliação cuidadosa por um profissional de saúde mental. A psicoterapia é um caminho possível para compreender as causas desse funcionamento e promover alívio do sofrimento.
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Por favor me ajudem, minha filha de 10 anos, só chora, não come bem, não que ir para escola, não faz
Por favor me ajudem, minha filha de 10 anos, só chora, não come bem, não que ir para escola, não faz mais suas atividades, antes era uma criança feliz a mais inteligente da turma. Não sei o que fazer.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa mudança de comportamento de sua filha indica que algo importante está acontecendo no seu mundo interno. Ela pode estar vivenciando sentimentos difíceis que ainda não consegue nomear ou expressar com clareza.
É comum que, nessa idade, o sofrimento emocional apareça de forma indireta: pelo corpo, pela recusa às atividades ou pela perda do interesse em coisas que antes a faziam bem. Isso não quer dizer que ela esteja “escolhendo” agir assim, mas que talvez esteja enfrentando algo maior do que consegue dar conta sozinha.
O mais importante nesse momento é que ela se sinta acolhida e compreendida e não pressionada a “voltar a ser como era antes”.
Um acompanhamento psicológico é fundamental para ajudá-la a colocar em palavras o que sente, e também para apoiar você nesse processo. Entender o que está por trás dessas mudanças pode abrir caminhos para que ela recupere, no seu tempo, o bem-estar e a confiança que parecem adormecidos agora.
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Estou viciado em jogos de azar me sinto muito mal pego dinheiro emprestado e gasto tudo no cassino m
Estou viciado em jogos de azar me sinto muito mal pego dinheiro emprestado e gasto tudo no cassino me sinto horrível
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando o jogo deixa de ser lazer e passa a causar sofrimento, prejuízos financeiros e culpa, ele deixa de ser uma escolha livre e passa a ocupar um lugar compulsivo na vida. Essa sensação de estar “preso” a algo que traz alívio momentâneo, mas logo em seguida gera angústia, é característica de um funcionamento psíquico que precisa de atenção.
O vício em jogos de azar costuma estar ligado a uma tentativa de lidar com sentimentos internos difíceis, como ansiedade, vazio, frustração ou até questões mais antigas e não elaboradas. O jogo se torna uma forma de fugir, ainda que por instantes, de algo que está difícil de ser enfrentado.
Um acompanhamento psicológico pode ajudar a entender o que está por trás dessa repetição e abrir um espaço para que você possa lidar com essas angústias de forma menos destrutiva. O processo não é imediato, mas pode ser profundamente transformador. Procurar ajuda já é um primeiro passo importante.
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Estou em crise no relacionamento, meu companheiro desde sempre foi muito sincero e disse que gosta m
Estou em crise no relacionamento, meu companheiro desde sempre foi muito sincero e disse que gosta muito de mim, me quer na vida dele, porém ainda ama de forma platônica um colega de trabalho que impede o desenvolvimento de amor por mim. Essa dualidade sentimental dele é normal? Até que ponto é saudável permanecer para conquistar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando o parceiro reconhece que ainda está emocionalmente preso a outro vínculo (mesmo que platônico), pode ser um sinal de que ele ainda não está emocionalmente disponível o suficiente para investir de forma profunda na relação atual. Isso não significa que ele não goste de você, mas que talvez ainda esteja lidando com questões internas que o impedem de se comprometer de fato.
Permanecer esperando por uma mudança pode se transformar, aos poucos, em um lugar de angústia e desgaste.
O mais saudável é não se anular tentando conquistar alguém que ainda não está inteiro ali. A terapia pode ser uma aliada importante para te ajudar a entender melhor seus próprios sentimentos, limites e o que essa situação desperta em você. Esse olhar para dentro pode trazer mais clareza sobre o que vale a pena sustentar e o que talvez esteja te afastando de si mesma.
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Meu filho está com o comportamento agressivo na escola batendo nos coleguinhas, ele não vive apanhan
Meu filho está com o comportamento agressivo na escola batendo nos coleguinhas, ele não vive apanhando em casa , converso digo que não pode , deixo de castigo, já não sei mais oque fazer , estou esperando consulta com neuropediatra
Até lá qual profissional procurar ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você pode buscar o apoio de umpsi cólogo infantil. Esse profissional vai te ajudar a compreender o que está por trás do comportamento agressivo do seu filho, que muitas vezes é uma forma de expressão de algo que a criança ainda não consegue colocar em palavras.
A agressividade na infância nem sempre está ligada a algo que a criança "aprendeu" de forma direta, como a punição física. Pode ter relação com frustrações, dificuldades emocionais, inseguranças ou até mudanças recentes no ambiente familiar ou escolar. A psicoterapia infantil pode ser um espaço para ajudar a criança a simbolizar essas vivências e desenvolver outras formas de lidar com os sentimentos.
Além disso, esse acompanhamento pode oferecer suporte também para você, mãe, que está buscando compreender e acolher seu filho da melhor forma possível.
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Uma criança pode se desenvolver bem em uma área e ter atrasos em outra?
Uma criança pode se desenvolver bem em uma área e ter atrasos em outra?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso é bastante comum no desenvolvimento infantil. As crianças não se desenvolvem de forma linear em todas as áreas ao mesmo tempo. Uma criança pode, por exemplo, ter uma linguagem muito bem desenvolvida para a idade, mas apresentar dificuldades na coordenação motora, ou ser muito sociável, mas ter mais lentidão na aprendizagem escolar.
Cada criança tem seu ritmo próprio, influenciado por fatores emocionais, ambientais, neurológicos e até pelo contexto familiar. Por isso, o mais importante é observar o conjunto do desenvolvimento ao longo do tempo e, se houver dúvidas ou preocupações, buscar uma avaliação profissional cuidadosa. Um olhar atento e não comparativo ajuda a compreender melhor as necessidades da criança e oferecer o suporte adequado.
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Terminei um relacionamento e desde então nunca mais nos vimos por questões geográficas. Nós nos amáv
Terminei um relacionamento e desde então nunca mais nos vimos por questões geográficas. Nós nos amávamos muito e terminamos de forma remota por besteira. Desde o primeiro dia ela já se afastou de mim, alegando ter sentimentos por mim porém não fala mais comigo, não responde de mensagens e NAO ME BLOQUEIA DAS REDES SOCIAIS, WHATSAPP E INSTAGRAM. Ela esta em fase final da faculdade. Não estou sabendo lidar bem com esse termino, já fazem 5 meses e estou muito triste pois não no ls despedimos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Lidar com o fim de um relacionamento é sempre um processo delicado, ainda mais quando ele acontece de forma repentina, sem um encerramento claro. A ausência de uma despedida pode deixar feridas abertas e alimentar sentimentos de confusão, tristeza e até de espera silenciosa por algo que talvez não aconteça.
Nesses casos, a dor não vem apenas da falta do outro, mas da dificuldade em dar um contorno psíquico à perda. Quando o vínculo termina de maneira abrupta e sem elaboração, o luto amoroso se prolonga e pode se transformar em uma espécie de paralisia emocional.
Na psicoterapia, criamos um espaço para que essa experiência possa ser nomeada, compreendida e ressignificada. Não se trata apenas de “seguir em frente”, mas de entender por que esse término tocou você de forma tão profunda. Às vezes, reencontros com sentimentos antigos, carências não elaboradas ou fantasias de reparação ficam ali, insistindo dentro de nós.
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Todas as pessoas com Transtorno Da Personalidade Borderline tem a necessidade de um suporte terapêut
Todas as pessoas com Transtorno Da Personalidade Borderline tem a necessidade de um suporte terapêutico psicológico ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o suporte terapêutico psicológico é altamente recomendado para todas as pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline. Esse transtorno costuma envolver uma grande instabilidade emocional, medo intenso de abandono, impulsividade, e dificuldades nos relacionamentos, aspectos que costumam causar muito sofrimento tanto para a pessoa quanto para quem convive com ela.
A psicoterapia é um espaço que permite entender com mais profundidade o que está por trás dessas reações tão intensas, que muitas vezes têm origem em vivências precoces de dor emocional ou de vínculos frágeis. Com o tempo, esse trabalho pode ajudar a construir recursos psíquicos mais sólidos, como maior tolerância às frustrações, mais estabilidade nos afetos e nas relações.
Cada caso é único, mas o acompanhamento contínuo com um psicólogo (e também com um psiquiatra) é essencial para a qualidade de vida de quem enfrenta esse tipo de sofrimento psíquico.
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Quais fatores do ambiente que podem afetar a saúde mental das pessoas?
Quais fatores do ambiente que podem afetar a saúde mental das pessoas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Desde muito cedo, o ambiente em que vivemos tem um papel fundamental na nossa saúde mental. As primeiras relações, os cuidados recebidos (ou a falta deles), os silêncios, as invasões, as incoerências e até as ausências vão deixando marcas. Quando o ambiente falha de forma repetida, algo em nós aprende a se adaptar; muitas vezes, às custas de esconder o que sentimos, de endurecer ou até mesmo de deixar de esperar algo dos outros.
Na vida adulta, ambientes desorganizados, impessoais, agressivos ou exigentes demais podem reativar sensações antigas: desamparo, medo, angústia. E quando isso se repete, o corpo e a mente reagem com ansiedade, insônia, desânimo, irritação, sensação de estar sobrecarregado mesmo sem motivo claro.
Por isso é tão importante considerar a possibilidade de trabalhar essas questões no ambiente estável e confiável da psicoterapia: para que seja possível elaborar o que antes só pôde ser suportado em silêncio.
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O que é perfil psicológico de uma pessoa? .
O que é perfil psicológico de uma pessoa? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O perfil psicológico é uma tentativa de compreender como alguém funciona emocionalmente — como sente, pensa, reage, se relaciona e lida com suas experiências internas e com o mundo ao redor. Ele não define a pessoa por completo, mas ajuda a perceber traços de personalidade, padrões de comportamento e possíveis fragilidades emocionais.
Na psicoterapia de base psicanalítica, esse entendimento vai muito além de rótulos: é construído ao longo do processo clínico, a partir da escuta das histórias, vivências e repetições que se mostram no discurso do paciente. Cada sujeito é único, e seu "perfil" é resultado de uma combinação complexa entre história de vida, vínculos afetivos, inconsciente e modos singulares de lidar com o sofrimento.
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É normal sentir como se tivesse em luto ao por um fim em um relacionamento, mesmo que seja sua própr
É normal sentir como se tivesse em luto ao por um fim em um relacionamento, mesmo que seja sua própria escolha... Por não achar que seja a pessoa certa para você?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, natural sentir como se estivesse em luto ao terminar um relacionamento, mesmo quando essa decisão parte de você e faz sentido racionalmente. Isso acontece porque, ao encerrar um vínculo, você não está apenas se afastando da pessoa, mas também de um projeto afetivo, de expectativas e da imagem de futuro que construiu com ela.
Além disso, o término de um relacionamento pode acionar camadas mais profundas e inconscientes, como experiências passadas de abandono, sentimentos de inadequação, medos primitivos de ficar só, culpas antigas ou até mesmo a repetição de padrões vividos na infância. Às vezes, a dor de agora é também a dor de outras perdas que ainda não foram simbolizadas por completo.
Mesmo quando a escolha de se separar é clara e necessária, o corpo e a mente podem responder com tristeza, dúvida ou sensação de vazio. Esse movimento é natural e quando você se permite olhar para essas camadas internas, sem julgamento, o processo de elaboração se torna possível.
Em um espaço terapêutico, essas emoções ganham lugar e significado, ajudando você a compreender o que está realmente sendo vivido e quais histórias estão se repetindo ali. E isso, por si só, já é um passo importante para seguir mais livre.
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Tenho medo o tempo todo. Seja olhar pra uma pessoa ou se fizer algo errado no trânsito, alguém irá a
Tenho medo o tempo todo. Seja olhar pra uma pessoa ou se fizer algo errado no trânsito, alguém irá anotar a minha placa e descobrir onde moro. Tenho pensamentos de que qualquer pessoa pode e vai me fazer mal por ações ou acusações contra mim. Vivo com medo e não sei o que fazer.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Viver com medo o tempo todo não é só cansativo, é como se o corpo e a mente nunca pudessem descansar, como se estivessem sempre em estado de defesa. Esse tipo de vivência vai tomando conta da vida aos poucos, transformando até situações comuns em potenciais ameaças.
O que você descreve — esse medo constante de ser observado, julgado, punido ou mesmo perseguido — aponta para uma forma de sofrimento que não está ligada apenas a eventos externos, mas a uma forma de estar no mundo marcada pela desconfiança e pela expectativa de algo ruim sempre prestes a acontecer. É como se a realidade estivesse sempre “em alerta máximo”, mesmo quando não há sinais claros de perigo.
Mais do que pensar em uma origem única, como um trauma específico, talvez seja o caso de entender como você foi, ao longo do tempo, construindo recursos para sobreviver, inclusive esse medo. O medo também pode ser uma defesa; uma tentativa do seu psiquismo de manter o controle sobre aquilo que é vivido como imprevisível ou ameaçador. A mente constrói essas defesas quando não encontra outros caminhos para lidar com o que é sentido.
É possível que esse medo esteja cumprindo uma função psíquica: te proteger de algo que ainda não pôde ser nomeado, pensado ou vivido de outra forma. E é aí que a psicoterapia, especialmente a de base psicanalítica, pode ajudar: não buscando apenas "eliminar" o medo, mas compreendê-lo. Que lugar ele ocupa na sua história? O que ele tenta te dizer, mesmo que de forma distorcida e dolorosa?
Você não precisa seguir enfrentando isso sozinha. Há formas mais leves de viver. E o primeiro passo talvez não seja se livrar do medo, mas poder falar sobre ele com alguém que escute de verdade, sem julgamento, te ajudando a abrir espaço para outros sentidos e possibilidades.
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Boa noite Meu esposo e boderline,me sinto esgotada mentalmente,estressada, confesso que não sei lid
Boa noite
Meu esposo e boderline,me sinto esgotada mentalmente,estressada, confesso que não sei lidar com essa condição dele.
Ele fez tanta coisa que me pergunto pq ainda estou com ele?
Ele ofende minha mãe,já quebrou a tv dela pq ela não quis dar ao meu filho.
Não sou feliz com ele,quero me separar mas não sei como fazer isso.,tenho medo da reação dele.
Não sinto desejo mais por ele,ele destruiu o sentimento que tinha por ele.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Viver com alguém que apresenta um quadro de instabilidade emocional intensa, como no transtorno de personalidade borderline, pode ser extremamente desgastante, especialmente quando há episódios de agressividade, desrespeito e invasão dos seus limites, como você descreve.
É importante entender que nenhuma condição psicológica justifica agressões, violência ou atitudes que te colocam em risco, física ou emocionalmente. O esgotamento que você sente é um sinal de que algo dentro de você já está tentando sair desse lugar, buscando segurança e paz.
Situações como essa podem nos aprisionar por múltiplos motivos: culpa, medo, idealizações antigas, esperança de mudança, medo da solidão, entre outros. Mas o mais importante é poder olhar para si mesma com seriedade: por que estou permanecendo nessa relação? E o que você teme que possa acontecer se sair dela?
Um processo terapêutico pode te ajudar a elaborar esse sofrimento, entender suas próprias amarras e encontrar meios reais de se proteger Você tem o direito de buscar um caminho mais leve e digno para a sua vida.
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Minha filha tem 15 anos esta com muita dificuldade de se relacionar na escola ( timidez e falta de a
Minha filha tem 15 anos esta com muita dificuldade de se relacionar na escola ( timidez e falta de auto confiança) nao conversa e quase nao interage com os colegas ,o q posso fazer p ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando uma adolescente apresenta muita timidez e dificuldade de se sentir confiante para interagir, é importante primeiro reconhecer que forçá-la a se expor ou cobrar mudanças rápidas pode aumentar ainda mais a insegurança dela. O apoio começa justamente em oferecer um espaço de acolhimento, onde ela sinta que não precisa ser diferente para ser aceita.
O que pode ajudar bastante é criar oportunidades para que ela desenvolva relações sociais em ambientes onde se sinta mais segura — atividades que ela goste, cursos, grupos menores fora da escola, por exemplo. Às vezes, fora da pressão escolar, fica mais fácil para ela se abrir e fortalecer a própria autoestima.
Além disso, pode ser muito valioso considerar a possibilidade de um acompanhamento psicológico. A terapia pode ajudar sua filha a entender melhor seus medos, trabalhar a autoconfiança e encontrar seu próprio jeito de se colocar no mundo, respeitando seu ritmo.
Mais do que tentar resolver por ela, o mais importante é estar por perto, mostrar que você acredita nela e que ela não está sozinha para enfrentar essas dificuldades. Isso, por si só, já é uma grande força para quem está se sentindo inseguro.
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Existe deixar de gostar do namorado sem motivo? Eu, homem, 33 anos, namoro há 2 quase anos. Em abril
Existe deixar de gostar do namorado sem motivo? Eu, homem, 33 anos, namoro há 2 quase anos. Em abril de 2024 comecei a notar redução da libido, fui no medico os hormônios tudo normais. De lá pra cá, tenho ficado angustiado pensando q não gosto mais do meu namorado. Quando estou sozinho com ele fico angustiado, quando estamos juntos com família, amigos, fico bem. É um namoro saudável, ele é atencioso, carinhoso. Meus últimos relacionamentos todos foram conturbados. Na minha infância não tive presença paterna e minha mãe também foi um pouco ausente, sendo criado mais pelos avós. Não sei o que faço, se estou em autosabotando ou se é sentimento que não ha mais
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Muitas vezes, os sentimentos dentro de um relacionamento não desaparecem de repente; eles mudam de forma, são atravessados por vivências anteriores, medos inconscientes, fantasias, conflitos internos.
Quando você diz que se sente angustiado sozinho com seu namorado, mas bem em contextos sociais, isso pode sinalizar que a intimidade emocional está tocando em camadas mais profundas da sua história. A falta de presença emocional na infância, como você descreve, pode deixar marcas importantes na forma como se experimenta o afeto e a proximidade na vida adulta. Às vezes, o afeto recebido pode ser tão diferente do que o nosso inconsciente espera (ou teme) que se torna difícil sustentar esse vínculo, mesmo que racionalmente pareça tudo certo.
A redução da libido também pode ser um reflexo emocional :o desejo não é só biológico, ele é profundamente atravessado pelas experiências subjetivas.
Não parece que você está se “autosabotando” de forma simples, mas talvez tentando entender, mesmo que de forma dolorosa, o que cabe e o que não cabe nesse relacionamento. A psicoterapia pode te ajudar a elaborar esses sentimentos, identificar o que de fato vem do presente e o que é ressonância do passado.
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O Transtorno de Personalidade Histriônica é mais comum em mulheres ou homens ?
O Transtorno de Personalidade Histriônica é mais comum em mulheres ou homens ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Do ponto de vista psicanalítico, não usamos esse tipo de classificação. Em vez disso, falamos em estrutura histérica, que não é uma “doença” nem um transtorno de personalidade, mas uma forma subjetiva de se posicionar diante do desejo, da falta, do Outro e do corpo. Essa estrutura também não é exclusiva de mulheres, embora historicamente tenha sido mais associada a elas.
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Prezados(as) Profissionais de Psicologia, Busco informações gerais sobre abordagens terapêuticas
Prezados(as) Profissionais de Psicologia,
Busco informações gerais sobre abordagens terapêuticas e escolha de profissional para adultos que apresentam histórico de trauma complexo na infância e manifestam dificuldades emocionais como dissociação, manejo da raiva e desafios interpessoais (incluindo padrões manipulativos).
Quais tipos de abordagens terapêuticas são consideradas eficazes para trabalhar com essa combinação de histórico e dificuldades? E quais fatores gerais devem ser considerados ao recomendar ou buscar um profissional qualificado e experiente nesta área, especialmente ao se pensar na compatibilidade e na acessibilidade do tratamento?
Agradeço por compartilhar conhecimento que ajude a orientar a busca por ajuda para pessoas com essas características.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando lidamos com um histórico de trauma complexo na infância, acompanhado de sintomas como dissociação, dificuldades no manejo da raiva e relacionamentos marcados por ambivalência ou manipulação, é fundamental recorrer a uma abordagem que vá além do alívio dos sintomas, ou seja, que escute o sofrimento em sua profundidade e respeite o tempo psíquico de quem vive essas experiências.
A psicanálise e a psicoterapia de base psicanalítica são especialmente indicadas nesses casos porque se propõem justamente a escutar o que está por trás dos comportamentos e das repetições, buscando compreender o funcionamento inconsciente que sustenta essas formas de sofrer.
O trauma precoce frequentemente deixa marcas profundas nas formas de vinculação e no modo como o sujeito se organiza diante do afeto, da perda e da alteridade. A dissociação, por exemplo, pode ser entendida como uma defesa frente a vivências emocionais insuportáveis que, em algum momento, não puderam ser simbolizadas. A raiva que transborda ou se volta contra o próprio sujeito também costuma apontar para experiências de abandono, invasão ou falta de reconhecimento em momentos muito primitivos da vida emocional.
Nesse sentido, a escolha do profissional deve considerar alguns aspectos importantes: não apenas sua formação teórica, mas também sua capacidade de sustentar um espaço de escuta constante, empática e sem julgamento. Acima de tudo, é preciso que se estabeleça um vínculo minimamente confiável, onde a pessoa atendida se sinta, pouco a pouco, autorizada a existir com suas contradições e fragilidades.
Esse processo leva tempo, mas é possível e, quando bem conduzido, profundamente transformador.
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Há chances de um relacionamento que já passou por agressões física e verbais ser reconstruído com am
Há chances de um relacionamento que já passou por agressões física e verbais ser reconstruído com amor e sem mágoas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando um relacionamento passa por agressões físicas e verbais, a confiança, o respeito e a segurança (que são as bases de qualquer relação saudável) ficam profundamente abalados.
Talvez você deseja acreditar que o amor pode consertar tudo, mas na prática, reconstruir um vínculo depois de situações violentas não é simples nem garantido. Isso exigiria mudanças muito profundas de quem agrediu e não só promessas de que “vai ser diferente”, mas um compromisso real com o reconhecimento do que aconteceu, com responsabilidade e busca por ajuda para entender e mudar esse comportamento.
Ao mesmo tempo, quem sofreu a violência também precisa de um espaço seguro para falar sobre essa dor, entender por que permaneceu nessa relação, o que estava em jogo emocionalmente, sem culpa ou julgamento. Pode ser que esse amor venha misturado com medo, dependência, esperança de mudança e tudo isso precisa ser olhado com cuidado.
Mais importante do que salvar uma relação é garantir que ela não continue machucando. Amar alguém não deve significar aceitar o que nos destrói. Às vezes, a melhor forma de cuidado é escolher sair e cuidar de si. E se for pra recomeçar, que seja com respeito pelo outro, mas principalmente por si mesma.
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Perguntas frequentes
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Pq dizem que o Ansitec é fraco e não funciona? Já ouvi vários relatos dizendo essas coisas.. Ele rea
Boa tarde, sim é um ansiolítico leve, costuma ser mais fraco que os famosos…