Perguntas do paciente (215)
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Olá, tudo bem? O pai do meu namorado está com cancer e meu namorado anda muito triste, tento animar
Olá, tudo bem? O pai do meu namorado está com cancer e meu namorado anda muito triste, tento animar ele sem sucesso. Ele é uma pessoa fechada, me sinto de mãos atadas e inutil. Ele precisa de ajuda psicologica ou apenas é da fase?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Ver alguém que amamos sofrendo e não conseguir aliviar essa dor pode nos deixar com a sensação de impotência. Quando um ente querido está com uma doença grave, como o câncer, é natural que sentimentos de tristeza, medo e até confusão apareçam. Seu namorado está enfrentando uma situação difícil e é possível que esse estado emocional faça parte do processo de luto antecipado, aquele que vivemos quando percebemos a possibilidade de perder alguém importante.
Uma escuta profissional pode ajudar a organizar os sentimentos, especialmente se ele estiver se fechando demais ou se a tristeza estiver se prolongando a ponto de afetar seu dia a dia.
Seu papel nesse momento não precisa ser o de “animá-lo”, mas de estar presente com acolhimento, mostrando que ele não está só. Às vezes, só o fato de saber que tem alguém ao lado, disponível e compreensivo, já é um grande alívio.
E, se for preciso, você também pode buscar ajuda para lidar com tudo isso. Cuidar de quem cuida também importa.
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Boa noite, espero que estejam bem! Eu gostaria muito da ajuda de vocês, frequentemente minha famí
Boa noite, espero que estejam bem!
Eu gostaria muito da ajuda de vocês, frequentemente minha família reclama sobre eu tratá-los mal ou minha expressão ser de uma pessoa brava, mas muitas das vezes eu nem percebo que estou falando diferente ou que a minha expressão mudou.
Não é proposital, mas tem situações que realmente eu percebo que "perco a mão".
Há algo que explique? Que eu consiga fazer para mudar?
Não sei se há algo na medicina que explique, mas eu realmente não quero ser ignorante, simplesmente estou falando normal, mas as pessoas interpretam de outra forma.
De antemão, agradeço.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Às vezes, nosso corpo e nossa expressão dizem coisas que a gente nem percebe de forma consciente, mas que carregam marcas de vivências passadas, afetos acumulados e formas antigas de se defender de situações que já nos machucaram.
Você mencionou que em alguns momentos "perde a mão". Isso já mostra que existe um afeto que escapa ao seu controle. Isso não significa que você é uma pessoa “ruim” ou “ignorante”, como você teme, mas talvez alguém que carrega uma intensidade emocional que ainda não encontrou canais mais conscientes para se expressar.
É muito importante que você tenha se dado conta disso e esteja buscando compreender. Esse é um sinal de que algo em você já está se transformando. E sim, há muito que pode ser feito, especialmente em um espaço terapêutico, onde seja possível entender por que essas reações acontecem, o que elas dizem de você e como podem ser ressignificadas.
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O que vocês acham da mulher ser submissa ao homem ?
O que vocês acham da mulher ser submissa ao homem ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma pergunta que carrega muitas camadas, porque o que se entende por “submissão” pode variar bastante de acordo com o contexto: cultural, histórico, religioso, familiar e até subjetivo. Em algumas culturas e religiões, a ideia de submissão da mulher ao homem é compreendida não como sinal de inferioridade, mas como uma forma específica de se posicionar dentro de uma dinâmica familiar ou espiritual.
Por outro lado, algumas mulheres podem se perceber em posições submissas dentro de uma relação sem compreender o que as leva a isso: medo de rejeição, desejo de aceitação, identificação com figuras parentais, repetições inconscientes, entre outras possibilidades.
Na psicanálise, não trabalhamos com modelos prontos de certo ou errado. Cada pessoa tem uma história única, com experiências que moldaram sua forma de se relacionar, de se posicionar no mundo e de lidar com os vínculos afetivos. Por isso, ao invés de julgamentos, buscamos entender como esse lugar,seja de submissão ou de liderança, de silêncio ou de fala, foi construído na vida daquela pessoa e como isso a faz se sentir.
O mais importante é que, ao longo do processo terapêutico, ela possa compreender o que está em jogo para si mesma nessa forma de viver e se relacionar. Assim, poderá encontrar um caminho que faça sentido e que traga mais clareza sobre o que realmente lhe faz bem.
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Ja faz 10 anos q eu terminei um relacionamento, de forma abrupta sem pensar, hoje já tenho marido e
Ja faz 10 anos q eu terminei um relacionamento, de forma abrupta sem pensar, hoje já tenho marido e tenho uma filha, porem ainda continuo sonhando com o meu ex namorado e quando acordo sinto uma saudade tão grande e uma tristeza sem igual, não o vejo também a mas de 10 anos, gostaria de saber o porquê isso acontece, pois as vezes parece q lá no fundo ainda amo ele. Sinto saudades,.mas sei q já passou, q nada daquilo existe mas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Mesmo que um relacionamento tenha terminado há muito tempo, ele pode continuar vivo dentro da gente, especialmente quando o fim foi repentino, sem tempo para pensar ou sentir tudo o que precisava ser sentido. Às vezes, o que fica não é necessariamente a pessoa, mas o que ela representava: um momento da vida, um jeito de se sentir, um vínculo que não foi completamente elaborado.
Sonhar com esse ex e acordar com saudade ou tristeza pode ser o inconsciente tentando dar forma a algo que ainda precisa ser cuidado por dentro. Não quer dizer que você quer voltar ou que ainda o ama no presente, mas sim que essa história pode não ter sido totalmente encerrada emocionalmente.
Isso não tem a ver com falta de amor pela sua família hoje. Muitas vezes, conseguimos seguir em frente na vida prática, mas algo dentro de nós ainda precisa ser ouvido, entendido e simbolizado. E isso a terapia pode ajudar muito a fazer: dar nome, dar sentido, cuidar dessas partes que ficaram em silêncio.
Se quiser, estou aqui pra te acompanhar nesse processo com respeito e escuta.
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Tenho uma filha de 9 anos, nunca me relacionei com ninguem depois do relacionamento com o pai dela p
Tenho uma filha de 9 anos, nunca me relacionei com ninguem depois do relacionamento com o pai dela porque nunca achei ninguem importante ao ponto de trazer essa pessoa pra vida dela. há algum tempo encontrei alguem que a trata muito bem , mas ela nao quer nem saber de aceitar ele na minha vida. É grossa, mal educada muitas das vezes e nao ve, mesmo que eu converse com ela , que ele quer ser alguem importante na vida dela principalmente. EM TUDO nos tentamos inclui-la pra que ela nao se sinta sozinha ou excluida. O convivio dela com ele longe de mim é excepcional, carinhosa e amorosa, mas quando eu chego a festa acaba. Como lidar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo é delicado e, ao mesmo tempo, bastante compreensível do ponto de vista emocional — tanto para você quanto para a sua filha.
Na psicanálise, entendemos que as crianças muitas vezes expressam suas angústias através de comportamentos que, à primeira vista, parecem desproporcionais ou até “sem motivo”. Mas eles costumam estar ligados a sentimentos difíceis de elaborar, como medo de perder o amor da mãe, ciúmes ou até inseguranças em relação às mudanças no lugar que ela ocupa na sua vida.
Mesmo que racionalmente ela veja que essa nova pessoa é carinhosa e respeitosa, a presença dele pode despertar nela um sentimento de ameaça: “Será que agora eu sou menos importante para a minha mãe?”
É por isso que, às vezes, ela reage justamente quando você está por perto: como se precisasse garantir que ainda tem um lugar especial e exclusivo com você.
É muito valioso que você tenha esse cuidado com ela, tente incluí-la e converse. Mas nem sempre a razão consegue acalmar o que está sendo vivido no plano emocional. Por isso, talvez seja o momento de escutar o que está por trás dessas atitudes: não no sentido de “corrigir” o comportamento, mas de ajudá-la a elaborar esses sentimentos que, para uma criança, ainda são difíceis de entender sozinha.
Um processo terapêutico pode ser muito útil para ela ou até para você, como espaço para pensar essa dinâmica com mais profundidade e ajudá-las a passar por isso da melhor forma.
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Me assusto muito,com várias coisas, alguém chegando, mesmo sabendo que aquela pessoa está comigo no
Me assusto muito,com várias coisas, alguém chegando, mesmo sabendo que aquela pessoa está comigo no mesmo lugar, e todos os dias com a mesma coisa,no banheiro da empresa que trabalho tem um difusor de ambiente, toda vez que ele dispara a cada 25 minutos me assusto é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O susto frequente e exagerado pode estar relacionado a um estado de hipervigilância, em que o sistema nervoso está constantemente em alerta, reagindo de forma intensa a estímulos previsíveis e cotidianos. Isso pode ser reflexo de ansiedade, estresse acumulado ou até de experiências anteriores que deixaram uma marca emocional, mesmo que não estejam tão evidentes para você.
Se isso te incomoda ou interfere na sua rotina, vale a pena observar se há outros sinais de tensão constante, como dificuldade para relaxar, sensação de estar sempre em alerta ou outros sintomas emocionais. A terapia psicanalítica pode te ajudar a compreender melhor essas reações e o que pode estar por trás desse estado de sensibilidade exacerbada aos estímulos ao seu redor.
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tenho 17 anos e namoro a 2 meses, meu namorado é uma pessoa maravilhosa e eu gosto muito dele mas nã
tenho 17 anos e namoro a 2 meses, meu namorado é uma pessoa maravilhosa e eu gosto muito dele mas não sinto vontade de ter relação sexual
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não sentir vontade de ter relação sexual, especialmente em um relacionamento recente, não significa necessariamente um problema. O desejo não é algo fixo ou automático; ele pode ser influenciado por diversos fatores, como o tempo de envolvimento emocional, suas experiências pessoais, sua relação com a intimidade e até questões inconscientes.
Além disso, aos 17 anos, você ainda está se conhecendo e entendendo seus próprios desejos e limites. Não há um padrão único para como o desejo deve surgir ou se manifestar. O mais importante é respeitar seu próprio tempo e suas emoções, sem se forçar a algo que não parece natural para você.
Se essa falta de vontade te causa sofrimento ou dúvidas, conversar com um profissional pode ajudar a entender melhor o que está por trás desse sentimento. A terapia psicanalítica, por exemplo, pode te ajudar a explorar seus desejos e suas angústias de forma mais profunda e sem julgamentos.
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Depois me meu marido morreu e eu estava com ele(infarto fulminante)tenho a sensação de não estar viv
Depois me meu marido morreu e eu estava com ele(infarto fulminante)tenho a sensação de não estar vivendo uma realidade já se passaram 8 meses e não consigo sair disso sinto como se estivesse anestesiada e também que pra mim tudo virou um tanto faz, meu pai infartou e sobreviveu 6 meses depois da morte do meu marido e minha sensação foi de estar em anestesia também tenho uma sensação de estar exausta o tempo todo.Os dias passam e parece que não vivi,como se eu só estivesse fazendo as coisas no automático , não sei o que fazer....
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sensação de anestesia emocional, de estar no automático, exausta, como se nada mais tocasse de verdade... são experiências comuns em processos de luto intensos, especialmente quando envolvem traumas como o que você passou.
Estar presente no momento da morte de alguém amado, especialmente de forma tão abrupta como um infarto fulminante, pode deixar marcas profundas, que vão além da tristeza: o corpo e a mente muitas vezes entram num estado de defesa, como se congelassem para suportar o insuportável. Essa "anestesia" emocional pode ser uma forma inconsciente de proteção, mas quando ela se prolonga, pode se tornar um sinal de que algo dentro de você está pedindo acolhimento e elaboração.
A exaustão constante, a sensação de "tanto faz", de estar viva, mas não vivendo... tudo isso é parte de um sofrimento psíquico que precisa ser ouvido. Um processo de psicoterapia pode ser um espaço seguro para começar a dar nome a esse vazio, aos sentimentos congelados, e aos sentidos que talvez ainda não tenham sido possíveis de elaborar.
Seu sofrimento tem história e merece cuidado. Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas sim um gesto de amor por si mesma, e uma forma de reencontrar, pouco a pouco, uma maneira possível de continuar.
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Sinto a necessidade de começar a terapia, mas me sinto desconfortável e constrangida porque nunca fi
Sinto a necessidade de começar a terapia, mas me sinto desconfortável e constrangida porque nunca fiz e estou em uma fase talvez de crises existenciais que não saberia responder nem o básico sobre mim mesma, não sei nem do que gosto mais ou como me sinto sobre algo, parece que estou em um limbo e com zero clareza. Como posso contornar esse desconforto e procurar ajuda?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esse sentimento de desconforto é natural, especialmente quando estamos começando um processo tão íntimo e profundo quanto a terapia. A primeira coisa a considerar é que a terapia não exige que você tenha clareza sobre tudo o que está sentindo ou até mesmo saiba exatamente o que está buscando. O fato de estar nesse limbo, sem muitas respostas claras, já é um ponto de partida importante. Isso reflete um processo natural de autodescoberta que, muitas vezes, só se torna mais claro e acessível ao longo da terapia.
O desconforto no começo também pode ser entendido como uma resistência natural, que faz parte do processo de encarar aspectos da sua vida e de si mesma que estão guardados ou não totalmente compreendidos. O terapeuta está ali para ajudar você a entender essas sensações, e não precisa ter respostas prontas. Você pode começar falando sobre o que está sentindo agora, sem a pressão de precisar entender tudo de imediato.
A terapia é um espaço de acolhimento, onde o objetivo é, justamente, permitir que você vá descobrindo aos poucos quem você é e o que está vivendo. Não se preocupe em dar respostas “certas”, mas sim em compartilhar de forma sincera o que você sente no momento.
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Tudo bem? Uma pessoa que sofre com crise de ansiedade fica doente mais facilmente (como por exemplo
Tudo bem? Uma pessoa que sofre com crise de ansiedade fica doente mais facilmente (como por exemplo gripes e viroses) e os sintomas são mais severos e demoram mais para passar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que pessoas que sofrem com crises de ansiedade tenham maior vulnerabilidade física.
Quando o corpo está em estado de alerta frequente, como no caso da ansiedade, ele libera hormônios do estresse (como o cortisol) por longos períodos. Com o tempo, isso pode enfraquecer as defesas naturais do organismo, deixando a pessoa mais propensa a adoecer. Além disso, sintomas físicos comuns na ansiedade (como cansaço, dores no corpo, sensação de mal-estar) podem intensificar a percepção de uma doença física, fazendo parecer que ela é mais forte ou mais duradoura do que seria em outra circunstância.
Por isso, o cuidado com a saúde emocional também é uma forma de cuidar do corpo. A psicoterapia pode ajudar a identificar os gatilhos da ansiedade e construir formas mais saudáveis de lidar com o estresse cotidiano.
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Eu me considera bissexual até um tempo, depois comecei ficar muito confusa em relação a minha sexual
Eu me considera bissexual até um tempo, depois comecei ficar muito confusa em relação a minha sexualidade até hoje não sei se sou hétera , lésbica ou bissexual, nunca tive relação sexual com mulher porém tenho curiosidade e no mesmo tempo medo! Desde criança eu cresci ouvindo que o correto seria mulher com homem e homem com mulher talvez seja por isso que eu tenho tanto esse medo ? Esse medo de não ser aceita se eu realmente for lésbica ou bi? Oque aconteceu na infância afeta a nossa vida depois de crescidos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o que vivemos na infância tem um grande impacto na forma como nos percebemos e nos relacionamos com o mundo. Se você cresceu ouvindo que existe apenas um modelo aceitável de relação, é natural que sinta medo e confusão ao se deparar com sentimentos que fogem desse padrão. Isso não significa que há algo de errado com você, mas que existe um conflito interno entre o que você sente e o que aprendeu a acreditar.
A sexualidade não precisa ser definida de forma rígida nem apressada. Permita-se explorar seus sentimentos com curiosidade, sem culpa. O medo da não aceitação é real, mas isso não significa que você precise reprimir quem é. A terapia pode ser um espaço seguro para entender essas questões, sem julgamentos, e te ajudar a encontrar mais clareza sobre seus desejos e identidade.
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Terminei um namoro de 10 meses, voltei pra casa dos meus pais, e desde então sinto que a relação com
Terminei um namoro de 10 meses, voltei pra casa dos meus pais, e desde então sinto que a relação com a minha mãe ficou difícil. Minha relação nunca foi fácil. Desde adolescente tenho atritos e discussões constantes com minha mãe. É uma pessoa controladora e muitas vezes crítica e insensível comigo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Voltar para a casa dos pais depois do fim de um relacionamento pode fazer com que antigos conflitos reapareçam, principalmente quando a relação já era complicada.Sua mãe sempre teve um jeito mais controlador e crítico, e talvez isso esteja pesando ainda mais nesse momento em que você já está emocionalmente abalado. O término trouxe uma mudança grande na sua vida, e lidar com essa dinâmica familiar complicada ao mesmo tempo pode estar deixando tudo ainda mais desgastante.
Além disso, a relação com a mãe pode ter uma influência maior do que parece nos relacionamentos que você constrói. E pode ser que a raiva ou frustração que sente agora com sua mãe esteja ligada, de alguma forma, à decepção que teve com sua ex-namorada. Quando um relacionamento acaba, outras dores antigas podem reaparecer junto, tornando tudo mais difícil de separar.
O que pode ajudar agora é tentar entender o que mais te incomoda nessa relação com sua mãe e buscar maneiras de lidar melhor com isso. Talvez não seja possível mudar o jeito dela, mas você pode encontrar formas de se proteger emocionalmente para que isso pese menos para você. A terapia pode te ajudar a enxergar melhor essas questões e entender como tudo isso se conecta na sua vida.
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O ser humano é normal ficar sempre pensando,tem como não pensar ???
O ser humano é normal ficar sempre pensando,tem como não pensar ???
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pensar o tempo todo é natural para o ser humano. Nossa mente nunca está completamente em silêncio, pois processamos emoções, lembranças e percepções o tempo todo. O problema não é pensar, mas quando os pensamentos se tornam excessivos, repetitivos ou angustiantes, afetando a qualidade de vida.
A terapia psicanalítica não busca silenciar a mente, mas compreender por que certos pensamentos insistem em aparecer. O que eles estão tentando comunicar? O que se repete neles? A partir desse entendimento, o paciente pode construir um novo caminho para lidar com sua vida psíquica, sem ser refém de pensamentos que o aprisionam.
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Olá! Tenho 19 anos me sinto culpada por ter pedido demissão Eu chegava em casa e acabava dormindo e
Olá! Tenho 19 anos me sinto culpada por ter pedido demissão Eu chegava em casa e acabava dormindo e o ciclo se repetia até chegar no ponto onde eu ponderei o que realmente valia apena, mas queria entender porque sinto tanta culpa. O que eu posso fazer para não me sentir culpada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A culpa que você sente pode estar ligada a exigências internas que te fazem acreditar que deveria ter suportado mais ou que sair do trabalho foi um erro. Muitas vezes, essa sensação vem de padrões inconscientes construídos ao longo da vida, que fazem com que qualquer decisão de afastamento ou mudança pareça um abandono ou uma falha.
Mas pedir demissão não significa fracasso. Você percebeu que sua rotina estava te desgastando e tomou uma decisão para se preservar. Em vez de focar na culpa, tente pensar no que essa escolha representa para você. O que te levou a sair desse trabalho? O que você espera encontrar daqui para frente?
Se essa culpa persiste, pode ser um sinal de que há algo mais profundo envolvido, como uma dificuldade em se permitir escolher por si mesma sem carregar um peso excessivo. A psicanálise pode ajudar a entender melhor esses sentimentos e a encontrar caminhos mais livres para suas decisões.
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Tenho 30 anos e sinto que tenho crises existenciais cada vez mais frequentes. Sinto que gosto de um
Tenho 30 anos e sinto que tenho crises existenciais cada vez mais frequentes. Sinto que gosto de um pouco de tudo mas profundamente de nada. Isso me atrapalha muito no dia a dia, especialmente na área profissional. Já sou formada há 5 anos e não consegui achar meu caminho e tenho incertezas sobre tudo, até sobre mim. Não aguento mais viver nessa angústia.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Parece que nada te preenche de verdade, e isso pode gerar angústia e incerteza sobre o futuro. Provavelmente essa sensação vem de algo mais profundo, não só da dúvida sobre qual caminho seguir, mas de uma dificuldade em se reconhecer nas próprias escolhas.
A terapia psicanalítica ajuda a entender por que isso acontece e o que pode estar por trás dessa sensação de vazio. Com o tempo, você pode perceber melhor o que realmente te move e encontrar um caminho que faça mais sentido para você. Se essa angústia tem pesado cada vez mais, a terapia pode ser um espaço importante para olhar para isso e se entender melhor.
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Tive uma consulta hoje com uma psicóloga. Levei o meu problema com TOC. Achei que ela iria querer ou
Tive uma consulta hoje com uma psicóloga. Levei o meu problema com TOC. Achei que ela iria querer ouvir sobre o meu histórico com a doença, mas ela me cortava e, de forma muito impositiva, dizia que eu deveria mudar minha rotina, por exemplo, indo para a academia de manhã ao invés de ir a noite.
Eu questionei isso e ela perguntou se eu ia fazer o que eu quero ou o que ela quer.
Sei que existe psicologia breve ou estratégica, mas achei ir longe demais escolher, por mim, o horário que eu devo ou não fazer minhas atividades.
Além disso, ela mencionou ajustar o meu remédio para dormir, ou que ela me mandaria ir para uma psiquiatra paga.
Esse tipo de atendimento é assim mesmo?
Foi minha primeira vez com ela. Meu TOC atrapalha muito minha vida e eu fui achando que seria escutado, e não fui.
Gostaria da opinião dos profissionais, porque estou muito decidido a procurar outro profissional.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A insatisfação que você sentiu com essa consulta é compreensível. A relação terapêutica deve ser um espaço de escuta, acolhimento e construção conjunta, e não de imposições ou diretivas rígidas que desconsideram sua subjetividade. O que você descreve parece mais um direcionamento autoritário do que um processo terapêutico que respeita sua experiência e história.
Em especial no trabalho com TOC, a escuta do paciente é essencial para compreender como os sintomas se estruturam em sua vida e quais sentidos eles carregam.
Se você não se sentiu ouvido e respeitado, procurar outro profissional pode ser uma boa decisão. A terapia deve ser um espaço onde você se sente à vontade para falar sobre o que vive e pensa, sem medo de julgamentos ou imposições.
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A síndrome do impostor é uma doença mental? .
A síndrome do impostor é uma doença mental? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não, a síndrome do impostor não é uma doença mental. Síndrome do impostor foi um nome criado para se referir às pessoas que sentem que não são boas o suficiente, acreditam que seu sucesso é fruto de sorte ou engano e temem ser “desmascaradas” a qualquer momento, mesmo quando há evidências concretas de sua competência.
Esse sentimento pode estar ligado a inseguranças profundas, padrões de exigência elevados e dificuldades na construção da própria identidade. Em alguns casos, pode se associar a quadros como ansiedade e depressão, potencializando o sofrimento.
A terapia psicanalítica pode ajudar a compreender as raízes desse sentimento e como ele se articula na história do paciente, permitindo que ele lide melhor com essas angústias e reconheça seu próprio valor sem o peso constante da autossabotagem.
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Estou me sentindo muito esgotada com o meu trabalho, faculdade e uma única folga na semana. O horári
Estou me sentindo muito esgotada com o meu trabalho, faculdade e uma única folga na semana. O horário de trabalho está afetando minha saúde, e sinto que não tenho tempo para mim mesma nem para estágio. Quais estratégias eu poderia adotar para melhorar meu equilíbrio entre trabalho, estudos e cuidados pessoais? E como devo perceber que isso não serve para mim?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando o trabalho e os estudos tomam todo o tempo e a sensação de sobrecarga persiste, o corpo e a mente começam a dar sinais de desgaste, como irritabilidade, cansaço extremo e até dificuldades de concentração.
Para buscar mais equilíbrio, tente estabelecer limites claros entre trabalho, estudos e descanso. Pequenas pausas durante o dia, reorganização da rotina e aprender a dizer “não” para demandas excessivas podem ajudar. Avaliar quais atividades são realmente prioritárias e onde há possibilidade de flexibilização também é fundamental.
Se mesmo tentando ajustes você continuar se sentindo esgotada, sem motivação e com sinais de que sua saúde está sendo prejudicada, talvez seja hora de reavaliar se esse ritmo faz sentido para você. Nem sempre é possível mudar tudo de imediato, mas reconhecer os próprios limites e considerar alternativas pode evitar um desgaste ainda maior.
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Como posso superar de vez o meu ex? Já estamos 1 ano separados (ele terminou comigo). O que posso fa
Como posso superar de vez o meu ex? Já estamos 1 ano separados (ele terminou comigo). O que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Superar um término pode ser um processo mais longo do que se espera, especialmente quando a separação não foi uma escolha própria.
Muitas vezes, o que prende ao passado não é apenas a pessoa em si, mas tudo o que foi investido emocionalmente na relação: expectativas, sonhos compartilhados, a ideia do que poderia ter sido. Por isso, superar não significa simplesmente esquecer ou substituir, mas elaborar o que ficou.
Olhar para si mesma e para o que você deseja construir daqui para frente pode ser mais produtivo do que focar na necessidade de “esquecer” o ex. A questão não é apenas tirá-lo da mente, mas entender o que ainda o mantém presente nela. Criar novos movimentos na vida, investir em experiências que tragam prazer e ocupar os espaços antes preenchidos pela relação são passos importantes. No entanto, isso não pode ser feito apenas como uma tentativa de distração, mas como um processo de reconexão consigo mesma.
Se perceber que esse luto se prolongou a ponto de impedir que você siga em frente, pode ser um sinal de que há algo mais profundo a ser trabalhado. O término pode ter tocado em questões internas que vão além dessa relação específica. A terapia psicanalítica pode te ajudar a compreender esses aspectos e a ressignificar essa experiência, permitindo que você se liberte do que ainda te prende ao passado e possa construir novas formas de se relacionar, tanto consigo mesma quanto com os outros.
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Olá, minha namorada sofreu abuso sexual pelo próprio irmão quando tinha 8 anos, nosso relacionamento
Olá, minha namorada sofreu abuso sexual pelo próprio irmão quando tinha 8 anos, nosso relacionamento é bem complicado pois o abuso fez com que ela criasse uma visão de mundo errada sobre ela, sobre os homens e sobre a vida, queremos muito superar essa situação, como começamos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando uma criança sofre uma violência desse tipo, ela pode se sentir confusa, culpada e sem espaço para expressar sua dor. Se ninguém valida esse sofrimento ou se ela é silenciada, cresce sem conseguir dar sentido ao que viveu, o que pode afetar sua visão de si mesma, dos outros e das relações.
No caso da sua namorada, o impacto desse trauma pode ter se inscrito de forma tão intensa que influenciou a maneira como ela se enxerga e como percebe o mundo à sua volta. Muitas vezes, pessoas que sofreram abuso infantil acabam, sem perceber, carregando uma visão de mundo em que o perigo, a desconfiança e a insegurança estão sempre presentes. Isso pode se refletir no relacionamento de vocês, fazendo com que, mesmo querendo estar com você, ela tenha dificuldades em confiar, se entregar ou acreditar que pode ser amada sem medo.
uperar isso não é apenas uma questão de esquecer ou mudar de perspectiva, mas de elaborar essa experiência de uma forma que não a defina. Para isso, é essencial que ela tenha um espaço seguro onde possa falar sobre suas dores, sem ser julgada ou pressionada a “seguir em frente” sem antes compreender o que sente. Um processo terapêutico pode ajudá-la a ressignificar essa vivência, dando a ela a chance de construir uma nova relação consigo mesma, sem carregar o peso do passado como uma sentença.
No seu papel de parceiro, o mais importante não é tentar convencê-la de que sua visão está errada, mas sim acolher seu sofrimento e respeitar o ritmo dela. Criar um ambiente de confiança, onde ela se sinta segura para ser quem é, pode fazer toda a diferença no processo de transformação. Seu apoio será valioso, mas a verdadeira mudança acontecerá quando ela puder, por si mesma, encontrar um caminho para lidar com essa dor de uma forma diferente.
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Perguntas frequentes
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Pq dizem que o Ansitec é fraco e não funciona? Já ouvi vários relatos dizendo essas coisas.. Ele rea
Boa tarde, sim é um ansiolítico leve, costuma ser mais fraco que os famosos…