Perguntas do paciente (215)

  • Olá, a algum tempo venho sofrendo episódios de dificuldade para respirar, sensação de não conseguir

    Olá, a algum tempo venho sofrendo episódios de dificuldade para respirar, sensação de não conseguir suprir o ar, mesmo respirando fundo, e as vezes não consigo também (respirar fundo). Meu corpo fica com uma sensação estranha como se eu tivesse em extremo perigo, mãos geladas e dificuldade para me concentrar, pensamentos que me vem no momento e de que eu não serei capaz de sair dessa situação. Recentemente fiz exames cardíacos (eletro, teste ergométrico e eco Doppler) fiz também prova de função pulmonar, não foi contatado nada, gostaria de saber o que pode está causando todo esse transtorno?!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O que você descreve parece estar relacionado a um sofrimento psíquico que se expressa através do corpo — algo muito comum quando nossas emoções estão intensas, difíceis de nomear ou elaborar. Essa sensação de falta de ar, o corpo em alerta, mãos geladas e pensamentos de desespero são sinais que muitas vezes aparecem em crises de ansiedade ou estados emocionais que não conseguimos identificar de imediato.

    É importante saber que, mesmo que os exames físicos estejam normais (e que bom que você investigou isso!), o corpo continua sendo um canal por onde emoções podem se manifestar. Isso não significa que “é coisa da sua cabeça”, mas sim que o corpo e a mente estão profundamente conectados e às vezes o corpo fala o que não conseguimos dizer com palavras.
    A psicoterapia é um espaço onde você pode começar a entender melhor o que está por trás desses episódios. Quais experiências, pensamentos ou sentimentos estão sendo vividos sem espaço para expressão? O processo terapêutico pode te ajudar a construir esse caminho com mais clareza e segurança.


  • Estou dormindo muito, me sinto incapaz de fazer as coisas, n tenho ânimo para nada, me sinto mal por

    Estou dormindo muito, me sinto incapaz de fazer as coisas, n tenho ânimo para nada, me sinto mal por n fazer meus deveres mas continuo sem fazer

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O que você descreve pode estar relacionado a um quadro de apatia ou até mesmo depressão, especialmente considerando a combinação de sono excessivo, falta de energia, dificuldade em realizar tarefas e o sentimento de culpa que isso gera. Quando o corpo e a mente entram nesse ciclo, pode parecer que a vontade de reagir está fora de alcance, mas é importante lembrar que isso não é falta de caráter ou preguiça, e sim um sinal de que algo mais profundo precisa de atenção.
    Procure observar há quanto tempo esses sentimentos estão presentes e se houve algum evento ou situação que possa ter desencadeado essas mudanças. No entanto, independentemente da causa, buscar o auxílio de um psicólogo pode ser essencial para compreender o que está acontecendo e encontrar formas de sair desse estado. A terapia pode ajudar a resgatar o sentido das coisas e a reencontrar a força necessária para agir, mesmo em momentos tão difíceis. Além disso, avaliar sua saúde física com um médico é fundamental, já que questões como alterações hormonais ou outras condições podem estar contribuindo.


  • Quando alguém se interessa por mim,me sinto mau e ansiosa,quero namorar mas isso me impede e tbm não

    Quando alguém se interessa por mim, me sinto mau e ansiosa, quero namorar mas isso me impede e tbm não consigo conversar com as pessoas de maneira profunda me sinto venerável, como mudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O que você sente pode estar ligado a uma associação inconsciente entre relacionamentos e perigo. É como se, permitir a aproximação de alguém te exponha a riscos emocionais, como rejeição, mágoa ou perda, e, por isso, você se protege evitando se envolver ou se aprofundar nas conversas.
    Esse mecanismo de defesa pode ter raízes em experiências passadas, onde talvez você tenha se sentido vulnerável ou ferida. Ele tenta te proteger, mas acaba te impedindo de viver relações que poderiam ser boas e significativas.
    Para mudar, é essencial buscar terapia com um psicólogo. Na terapia, você poderá explorar essas associações e entender de onde vem esse medo.
    Com o tempo, será possível desfazer essas conexões, construir mais segurança em si mesma e enxergar os relacionamentos como algo mais leve e positivo.
    Esse processo é libertador e pode abrir espaço para você viver as relações que deseja, sem a ansiedade e o medo que sente hoje.


  • Quais são os sintomas da depressão? Como a depressão influencia na rotina?

    Quais são os sintomas da depressão? Como a depressão influencia na rotina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    A depressão pode se manifestar de maneiras diferentes em cada pessoa, mas existem alguns sintomas que aparecem com bastante frequência: tristeza profunda e persistente, perda de interesse ou prazer em atividades que antes eram importantes, cansaço excessivo, alterações no sono (dormir demais ou ter insônia), mudanças no apetite, dificuldades de concentração, sentimentos de culpa ou inutilidade, irritabilidade, isolamento e, em casos mais graves, pensamentos de morte ou suicídio.
    Na rotina, a depressão pode ter um impacto muito grande. Atividades simples do dia a dia, como levantar da cama, trabalhar, estudar, cuidar da casa ou se relacionar com outras pessoas, podem se tornar extremamente difíceis. Às vezes, tarefas que antes eram automáticas passam a exigir um esforço imenso. A sensação de lentidão ou de estar "desligado do mundo" também é comum, assim como a dificuldade em manter compromissos e responsabilidades.

    É importante lembrar que a depressão não é preguiça, falta de vontade ou "frescura". É um sofrimento real, que precisa ser levado a sério e tratado com cuidado, geralmente com apoio psicológico e, em alguns casos, também com acompanhamento psiquiátrico.
    Procurar ajuda é fundamental para que a pessoa possa encontrar caminhos para entender o que está acontecendo e se fortalecer para retomar sua vida com mais leveza e sentido.


  • Me sinto uma pessoa tão fraca, tão inútil, me sinto como se eu não tivesse capacidade pra nada sabe

    Me sinto uma pessoa tão fraca, tão inútil, me sinto como se eu não tivesse capacidade pra nada sabe é como se eu não me encaixasse em lugar nenhum no mundo, o que eu faço para tirar essa sensação de impotência de incapacidade de dentro de mim?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O que você descreve é uma dor muito profunda, que muitas vezes não nasce de algo que a pessoa "faz de errado", mas de histórias internas que foram se formando ao longo da vida, de maneira silenciosa, sobre seu próprio valor.
    Na psicanálise, entendemos que sentimentos de incapacidade e de não pertencimento têm raízes no inconsciente, em vivências antigas, marcas afetivas que, mesmo sem percebermos, seguem moldando a forma como nos vemos e como sentimos o mundo à nossa volta. Não é algo que se muda simplesmente com força de vontade ou frases positivas, porque não é racional: é emocional, é subjetivo.
    Buscar ajuda terapêutica pode ser um passo muito importante para começar a entender de onde vem esse sentimento tão pesado. A terapia não vai te “ensinar a ser mais forte”, mas pode te ajudar a escutar essa dor de outro jeito, a cuidar dela, a reconstruir a imagem que você tem de si mesma — não a partir da cobrança ou da culpa, mas de uma aproximação real com sua própria história e seu valor.
    Sentir-se assim não é sinal de fraqueza. Pelo contrário: é o reflexo de como, em algum momento, suas forças foram machucadas. E é possível, sim, reencontrar seu próprio lugar no mundo, pouco a pouco, respeitando o seu tempo e com o apoio certo.


  • Eu me vejo chorando na maior parte do tempo, eu não sei o que sinto, ao mesmo temp que eu sinto tudo

    Eu me vejo chorando na maior parte do tempo, eu não sei o que sinto, ao mesmo temp que eu sinto tudo, eu não sinto nada. Isso é algum trastorno? Depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O choro frequente, a confusão emocional e esse “vazio cheio” podem, sim, estar ligados a um quadro depressivo, mas também podem apontar para outros processos internos que merecem atenção.
    Quando os sentimentos ficam confusos ou difíceis de nomear, é porque há algo que ainda não pôde ser simbolizado, ou seja, vivido com clareza e compreendido pela mente. Às vezes, a pessoa fica tomada por emoções que não sabe de onde vêm, e outras vezes se desconecta de tudo — como um modo de se proteger da dor. Isso não é fraqueza nem exagero: é uma forma do psiquismo reagir diante de algo que o ultrapassa.
    Não é possível dar um diagnóstico com base apenas nesses sinais, mas o que você descreve mostra que há algo dentro de você pedindo escuta, cuidado e espaço. Buscar um acompanhamento terapêutico pode te ajudar a encontrar palavras para o que hoje parece um emaranhado emocional, e aos poucos você pode entender o que sente, de onde vem essa dor e o que ela quer dizer sobre sua história.
    Há sim possibilidade de se sentir viva de novo, com mais clareza e leveza em relação ao que sente.


  • Ultimamente, não tenho conseguido respirar, parece que tem alguém apertando meus pulmões e me sufoca

    Ultimamente, não tenho conseguido respirar, parece que tem alguém apertando meus pulmões e me sufocando, tudo isso começou com uma disciplina/professora da pós, é muita coisa para fazer, muita pressão, sinto que a profa não gosta de mim. Agora não consigo mais fazer os trabalhos da disciplina, parece que travei, só tenho vontade chorar. Desejo ficar doente para poder faltar as aulas.
    Com as outras disciplinas é tranquilo, consigo me dedicar e participar das aulas.
    O que eu posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O que você descreve parece estar muito ligado a uma vivência de sobrecarga emocional que o seu corpo está tentando expressar de alguma forma e isso pode acontecer quando a pressão externa encontra algo interno, mais profundo, que também está em jogo. A sensação de sufocamento, o travamento diante das tarefas e o desejo de adoecer para escapar da situação são sinais de que essa experiência não é só acadêmica, mas também psíquica.
    Na psicanálise, a gente entende que nem sempre o que parece ser “apenas” uma questão prática — como uma professora exigente ou um conteúdo difícil — se resume a isso. Algo na postura dessa professora, ou na forma como essa disciplina te afeta, pode estar tocando em experiências anteriores, ligadas à crítica, à sensação de não ser vista, ou de não ser suficientemente boa. Essas vivências podem ser reativadas em momentos de cobrança, e o corpo reage com sintomas físicos, como falta de ar e angústia intensa.
    Você diz que nas outras disciplinas está tudo bem — isso mostra que sua capacidade existe, que você tem recursos. O que trava não é a sua inteligência, mas algo emocional que precisa ser cuidado. Buscar um espaço de escuta, como a psicoterapia, pode te ajudar a entender melhor o que está sendo tocado nessa relação com a professora e por que essa situação específica te paralisa tanto.
    É possível sair desse ciclo, com apoio e elaboração através da psicoterapia.


  • Ultimamente ando sentindo como se eu estivesse manipulando as pessoas ao meu redor, sendo uma pessoa

    Ultimamente ando sentindo como se eu estivesse manipulando as pessoas ao meu redor, sendo uma pessoa falsa e agindo da maneira que elas querem para ter uma certa aprovação social e dar a elas uma falsa impressão delas me conhecerem.
    Também tenho me questionado sobre o meu valor e quem sou verdadeiramente, visto que, cheguei a conclusão que a minha personalidade é baseada em coisas externas.
    Tenho um perfil de ser chantagista emocional, ter quadros de ansiedade, medo de abandono, necessidade de controle, postura egocêntrica e agir de forma manipuladora inconscientemente.
    Obs: Sou uma adolescente de 16 anos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O que você descreve parece ser um momento de intenso questionamento sobre si mesma, o que é comum na adolescência. Nessa fase, muitas pessoas sentem que estão desempenhando papéis para serem aceitas, sem saber ao certo quem realmente são. Isso pode gerar angústia e a sensação de estar sendo “falsa” ou “manipuladora”, quando, na verdade, pode ser um esforço inconsciente para manter vínculos e evitar sentimentos como rejeição ou solidão.

    O medo do abandono, a necessidade de controle e a ansiedade podem indicar que há aspectos emocionais mais profundos que precisam ser compreendidos. Esses padrões não surgem do nada; muitas vezes, são formas que o psiquismo encontra para lidar com inseguranças ou experiências anteriores.
    Em vez de se culpar, tente olhar para isso com curiosidade: O que você teme que aconteça se agir de forma mais espontânea? De onde vem essa necessidade de garantir a aceitação dos outros? Explorar essas questões pode te ajudar a se aproximar de quem você realmente é, sem precisar desempenhar um papel.
    A terapia psicanalítica pode ser um espaço valioso para entender melhor esses sentimentos, dar sentido a essas angústias e encontrar formas mais livres de se relacionar consigo mesma e com os outros.


  • Boa noite! Ultimamente não sei o que está acontecendo comigo. Nas aulas da faculdade é como se eu d

    Boa noite! Ultimamente não sei o que está acontecendo comigo.
    Nas aulas da faculdade é como se eu desligasse do ambiente e não registrasse as palavras só as escuto, minha mente constante parece vazia.
    Todos os dias me sinto estressada, tensa, com raiva e irritada. Meu peito dói e meu corpo fica tão inquieto. Estou chorando quase todos os dias. Minha cabeça dói quando acordo, acredito que meu sono não esteja sendo bom.
    Nunca fui uma pessoa muito sociável, mas vejo as meninas da faculdade e fico com tanta inveja, as vezes gostaria de ser outra pessoa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O que você está sentindo não é apenas uma fase ruim, mas um sinal de que algo dentro de você precisa ser olhado com mais atenção. O cansaço extremo, a dificuldade de concentração, a tensão no corpo e o choro frequente mostram que seu emocional está sobrecarregado, e sua mente, de certa forma, está tentando se proteger.

    O desligamento nas aulas pode ser uma forma inconsciente de escapar de algo que está te afetando. A inveja das colegas talvez revele uma sensação de estar deslocada ou de não se sentir suficiente. Mas essas emoções, por mais difíceis que sejam, não definem quem você é.
    Você não precisa lidar com isso sozinha. A terapia pode te ajudar a entender de onde vêm esses sentimentos e a construir um caminho para sair desse sofrimento. Existe uma saída, e ela começa pelo reconhecimento de que algo precisa mudar.


  • Nao consigo ter relações pessoais com as pessoas nem mesmo com a minha familia, prefiro ter uma rela

    Nao consigo ter relações pessoais com as pessoas nem mesmo com a minha familia, prefiro ter uma relação mais distante por exemplo falar com eles mas não ter um Contato tipo mãe e filha, irmãs e irmãos ou como amigos. Gosto deles mas não sei oque é essa barreira entre agente, parece que quando fica pessoal eu me tendo a me afastar,é algo muito muito desconfortável para mim oque pode ser isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O que você descreve pode estar relacionado a dificuldades na construção de vínculos emocionais mais íntimos, algo que pode ter raízes em experiências passadas, na forma como os laços afetivos foram estabelecidos ao longo da vida ou até em mecanismos inconscientes de defesa. Algumas pessoas desenvolvem um distanciamento emocional como forma de se proteger de sentimentos de vulnerabilidade, rejeição ou invasão. Esse afastamento pode ser um reflexo de experiências que tornaram o contato emocional muito intenso ou difícil de sustentar.

    Se essa barreira emocional causa sofrimento ou impede relações que você gostaria de viver de outra maneira, a terapia pode ajudar a compreender melhor essa dificuldade, suas origens e os sentimentos que surgem quando a proximidade se torna desconfortável. É um processo que permite, aos poucos, ressignificar essas experiências e encontrar formas mais equilibradas de se relacionar.


  • Sinto uma sensação de irrealidade, morte, isso é desencadeado pela ansiedade?

    Sinto uma sensação de irrealidade, morte, isso é desencadeado pela ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    A ansiedade pode desencadear essa sensação de irrealidade e morte. Muitas pessoas que sofrem com crises de ansiedade ou transtornos ansiosos relatam sentir-se “desconectadas” da realidade, como se estivessem em um sonho ou como se o mundo ao redor não fosse real.
    A sensação de morte iminente também é comum em quadros ansiosos, especialmente em crises de pânico. O corpo entra em um estado de alerta extremo, e isso pode gerar sintomas físicos intensos, como falta de ar, tontura e coração acelerado, o que reforça ainda mais o medo de que algo grave esteja acontecendo.
    Apesar de assustador, esse estado não significa que algo fatal vai acontecer. Mas ele aponta para uma angústia que precisa ser compreendida. A terapia psicanalítica pode ajudar a identificar as causas mais profundas dessa ansiedade e a lidar com ela de uma forma menos sufocante. Você não precisa passar por isso sozinho.


  • Boa tarde. Tenho 37 anos e tenho uma mania de puxar arrancar meu cabelo gostaria de saber como fazer

    Boa tarde. Tenho 37 anos e tenho uma mania de puxar arrancar meu cabelo gostaria de saber como fazer para parar com essa mania, porque não consigo, todos os dias eu pego no cabelo e arranco. Tem15 anos que tenho esse problema..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Arrancar os próprios cabelos pode parecer uma mania difícil de controlar, mas não significa que você está preso nisso para sempre. A tricotilomania, como é chamada, geralmente vem como uma forma de lidar com ansiedade, tensão ou emoções que nem sempre conseguimos nomear. Isso não acontece porque você quer, mas porque seu corpo encontrou esse caminho para aliviar algo mais profundo.
    Na terapia psicanalítica, é possível entender o que está por trás desse impulso e encontrar novas formas de lidar com suas emoções. Com o tempo, o que hoje parece impossível de controlar pode perder a força, e você pode recuperar esse espaço em sua vida sem precisar se machucar. Mas para isso, é preciso buscar ajuda psicológica e talvez psiquiátrica.


  • É normal sentir desejo sexual por personagens fictícios (novelas, séries). Às vezes eu sinto que que

    É normal sentir desejo sexual por personagens fictícios (novelas, séries). Às vezes eu sinto que queria ter um relacionamento com aquele personagem. Sempre fui assim desde mocinha mas ao mesmo tempo tenho uma atração e acho q é pelo fato deles serem muito bonitos, tbem me sinto intimidada pela figura masculina real, principalmente se for um homem muito bonito ou atraente. Sou casada e sempre acreditava que era uma ilusão de menina mas agora está me atrapalhando no casamento.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Notei que você sente o desejo pelos personagens e não pelos atores. O fato de você desejar o personagem e não o ator mostra que a fantasia não está só na aparência, mas na idealização das características do personagem: como ele age, fala ou ama. Isso pode refletir uma busca por algo que você sente falta ou idealiza em um relacionamento. Fantasiar é uma forma de manter o desejo em um lugar seguro, distante da realidade, onde não há risco de frustração.
    Essas fantasias podem estar mostrando algo sobre suas necessidades emocionais ou suas dificuldades em lidar com a intimidade real. E o fato de se sentir intimidada por homens bonitos pode estar ligado ao medo do seu próprio desejo, como se você precisasse escondê-lo de você mesma.
    A terapia pode te ajudar a entender por que essa idealização acontece e como trazer mais satisfação para sua vida real.


  • os sintomas de ansiedade pode aparecer mesmo não estando na crise ? tipo eu as vezes estou em um dia

    os sintomas de ansiedade pode aparecer mesmo não estando na crise ? tipo eu as vezes estou em um dia normal, e sinto alguns sintomas da minha ansiedade

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    "Sim, é possível que os sintomas de ansiedade apareçam mesmo fora de uma crise. Muita gente imagina que a ansiedade só se manifesta de forma intensa e pontual (como em uma crise de pânico), mas ela pode atuar de maneira mais sutil e constante no dia a dia.
    Mesmo em momentos considerados "normais", o corpo pode continuar em estado de alerta, manifestando sintomas como tensão muscular, palpitações leves, dificuldade para respirar, sensação de aperto no peito ou uma inquietação sem motivo claro. Isso acontece porque a ansiedade não depende apenas de algo visível ou imediato, mas muitas vezes está ligada a preocupações inconscientes, demandas internas ou situações que a mente ainda não elaborou totalmente.
    Na psicoterapia de base psicanalítica, investigamos justamente esse tipo de vivência: quando o sintoma aparece fora do contexto aparente, ele pode estar tentando apontar algo que ainda não foi simbolizado, entendido ou até mesmo reconhecido por quem sente.
    Se esses sinais têm sido frequentes, talvez seja o momento de buscar um espaço de escuta onde você possa compreender o que está por trás desse incômodo.


  • Depois de contrair covid-19, não consigo mais sair de casa. Entro em estado de pânico só de pensar.

    Depois de contrair covid-19, não consigo mais sair de casa. Entro em estado de pânico só de pensar. Simplesmente tenho uma espécie de medo, fobia de ir a lugares públicos que tenham pessoas alheias ao meu cotidiano lá. Me sinto nervoso, apresento sinais de ansiedade severa como batimentos acelerados e hiperidrose. Isso seria uma consequência da doença ou do isolamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O que você descreve tem sido relatado por muitas pessoas após a pandemia, não apenas como consequência do vírus em si, mas também das condições emocionais que o isolamento prolongado e o medo constante ativaram. Em alguns casos, os sintomas que surgem, como ataques de pânico, sudorese intensa, taquicardia e medo de lugares públicos, são manifestações de um transtorno de ansiedade que pode ter se desencadeado ou se intensificado após esse período.
    A experiência da COVID-19, para muitas pessoas, não foi apenas física, mas também psíquica. O isolamento, a imprevisibilidade, o medo da morte ou de perder alguém querido podem ter deixado marcas profundas. Mesmo que hoje o risco objetivo seja menor, o corpo e a mente continuam em alerta, como se estivessem presos naquele estado de perigo. É como se algo do passado seguisse insistindo no presente.
    Esse estado de pânico pode estar ligado a algo que não pôde ser simbolizado, digerido, nomeado e que acaba sendo vivido como um excesso, uma invasão que toma o corpo. Por isso, a psicoterapia pode ser tão importante: não apenas para criar estratégias de enfrentamento, mas para que você possa compreender o que está acontecendo com você, com sua história, com esse medo que ganhou tanto espaço.


  • Desde que tive covid enfrento sintomas que se assemelham muito com problemas cardíacos, fiz um eletr

    Desde que tive covid enfrento sintomas que se assemelham muito com problemas cardíacos, fiz um eletrocardiograma e nada foi constatado. O medo pode gerar sintomas tão severos a ponto de ser confundido com uma doença cardíaca?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Sim, o medo pode provocar sintomas físicos bastante severos, a ponto de serem confundidos com problemas cardíacos. É comum que pessoas com transtornos de ansiedade ou que passaram por situações traumáticas, como uma doença grave, relatem sensações como aperto no peito, falta de ar, palpitações, tontura e até dormência nos braços, sintomas que se assemelham muito aos de um infarto.
    Quando os exames médicos não revelam alterações, mas o sofrimento persiste, é um sinal importante de que talvez algo que não esteja no corpo físico esteja tentando se expressar por ele. A experiência de ter contraído covid, de conviver com o medo da morte, do contágio, do isolamento, pode ter deixado marcas mais profundas do que parece. Às vezes, mesmo depois que a ameaça passa, o corpo continua reagindo como se ainda estivesse em perigo.
    Buscar um processo psicoterapêutico pode ajudar a compreender melhor o que está em jogo nessas sensações e a criar recursos para lidar com a ansiedade de maneira menos dolorosa. Você tem pensado em iniciar um acompanhamento psicológico?









  • Eu estou na rua fico “bem” pq distraio e faço as coisas que são de urgência, quando estou em casa só

    Eu estou na rua fico “bem” pq distraio e faço as coisas que são de urgência, quando estou em casa só fico deitada, um desânimo total, não consigo fazer nada que me proponho a fazer, como apenas uma vez por dia. Não consigo produzir nada, quero mudar isso mas não consigo, preciso de ajuda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Esse contraste entre “dar conta” das tarefas urgentes na rua e o desânimo que toma conta dentro de casa não é incomum, mas merece atenção. Às vezes, fora de casa, conseguimos funcionar quase no automático, movidos pela obrigação, mas no silêncio do lar, onde o corpo deveria descansar, o peso interno aparece com força: tudo trava, até o básico, como se alimentar ou realizar algo simples.
    Esse tipo de bloqueio costuma ter raízes que vão além do que conseguimos entender só com a razão. Na escuta psicanalítica, compreendemos que há um conteúdo emocional que pode estar “congelado”, não elaborado; algo que insiste em se manifestar não por palavras, mas por meio dessa paralisia, da falta de energia, da vontade de desaparecer do mundo por instantes.
    O seu pedido de ajuda é o primeiro passo e, por si só, é muito significativo.
    Um processo terapêutico pode abrir espaço para que tudo isso seja compreendido e cuidado, com tempo, escuta e acolhimento.
    Você não precisa ter todas as respostas agora. Mas talvez possa começar se perguntando: o que é que esse silêncio, esse desânimo, estão tentando me dizer?


  • Olá, eu acompanhava psicóloga e sempre tive um problema de lembrar da minha infância qnd era assunto

    Olá, eu acompanhava psicóloga e sempre tive um problema de lembrar da minha infância qnd era assunto. Ela suspeitava e perguntava pra minha mãe se eu já passei por um evento traumático mas n passei por nenhum..queria entender pq n lembro de mta coisa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    É comum não lembrarmos de partes da infância, e isso não significa necessariamente que tenha ocorrido um evento traumático. Na psicanálise, acreditamos que a memória funciona de forma seletiva: o que não conseguimos elaborar ou compreender na época, ou mesmo o que parecia insignificante, pode acabar sendo “esquecido" como uma forma de proteção.
    Esse “esquecimento” pode estar relacionado a emoções que ficaram guardadas, como medos, inseguranças ou outros sentimentos que você não conseguiu nomear.
    A terapia psicanalítica pode te ajudar a explorar essas lacunas e entender como a sua história de vida e os sentimentos que você guarda refletem no presente. Mesmo que você não lembre de tudo, o importante é como essas experiências influenciam quem você é hoje, e é possível trabalhar com isso para ter mais clareza e liberdade emocional.


  • Sofro de ansiedade e sou meio sedentária, me disseram que fazer exercícios físicos ajudariam na anse

    Sofro de ansiedade e sou meio sedentária, me disseram que fazer exercícios físicos ajudariam na anseidade, mas não gosto de academia ou ter que caminhar ao ar livre todo dia, posso fazer exercícios básicos em casa ou aprender coreografias pra dança? Isso substituiria a caminhada e etc?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Qualquer atividade física pode ajudar na ansiedade, desde que você a pratique com regularidade. O exercício libera endorfinas, que ajudam a reduzir o estresse e melhorar o humor. Você pode, sim, fazer exercícios em casa, aprender coreografias de dança ou até praticar alongamentos e yoga. O importante é movimentar o corpo de uma forma que te traga prazer.
    A atividade física não precisa ser um sacrifício, mas um momento para se conectar consigo mesma. Além disso, é essencial entender o que está por trás da sua ansiedade. A terapia pode te ajudar a lidar com as causas mais profundas desse sofrimento, para que o exercício seja um complemento e não apenas uma forma de alívio temporário.


  • Com muita frequência sinto que tem algo errado, como se estivesse faltando ou devesse fazer alguma c

    Com muita frequência sinto que tem algo errado, como se estivesse faltando ou devesse fazer alguma coisa específica, quando está aparentemente tudo ok.
    Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Essa sensação de que algo está errado, mesmo quando está tudo aparentemente bem, pode acontecer com muitas pessoas e merece atenção, especialmente quando se torna frequente e traz sofrimento.
    Do ponto de vista emocional, isso pode estar ligado a um estado de alerta constante, como se você estivesse sempre esperando que algo ruim aconteça ou que esteja esquecendo de algo importante. Em alguns casos, isso pode ter relação com experiências anteriores que deixaram marcas mais profundas do que se imagina. O corpo e a mente acabam reagindo como se ainda fosse preciso se proteger, mesmo quando não há uma ameaça real.
    Essa sensação também pode estar presente em quadros de ansiedade, mas não é possível afirmar isso sem um olhar mais cuidadoso sobre sua história e contexto.
    Na psicoterapia, conseguimos compreender melhor de onde vem esse sentimento de falta ou de erro que muitas vezes é mais antigo do que parece. Com o tempo, é possível dar um nome ao que hoje aparece apenas como um incômodo difuso, e encontrar formas de lidar com isso de maneira mais leve.
    Se você sente que isso está atrapalhando sua rotina ou te deixando angustiado(a), talvez seja um bom momento para procurar ajuda profissional.


Perguntas frequentes

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