Perguntas do paciente (215)

  • O que define se eu tenho problema de concentração? Seria um tempo mínimo sem se desconcentrar?

    O que define se eu tenho problema de concentração? Seria um tempo mínimo sem se desconcentrar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    A dificuldade de concentração não é medida apenas pelo tempo que você consegue manter o foco, mas pela frequência, intensidade e impacto que isso tem na sua vida. Todos nós, em algum momento, nos desconcentramos, especialmente em tarefas que não nos interessam muito. No entanto, quando a falta de foco interfere de forma significativa no trabalho, nos estudos, nas relações ou em atividades cotidianas, é importante prestar atenção.
    A concentração pode ser influenciada por vários fatores: cansaço, excesso de estímulos, preocupações emocionais, ansiedade, ou até questões mais profundas, como padrões inconscientes que desviam sua atenção para temas internos ainda não elaborados.
    Se você percebe que essa dificuldade é recorrente e prejudica sua rotina, buscar ajuda profissional pode ser fundamental. Na terapia, é possível entender o que está por trás dessas distrações e trabalhar para resgatar uma conexão mais plena com o momento presente.


  • A forma como os pais se relacionam com o álcool influenciam na maneira como os filhos se relacionam

    A forma como os pais se relacionam com o álcool influenciam na maneira como os filhos se relacionam com esses tipos de bebidas ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Certamente. Na psicanálise, reconhecemos que os padrões de consumo de álcool dos pais podem influenciar os filhos significativamente. Os filhos tendem a internalizar esses comportamentos como modelos, impactando suas próprias atitudes no futuro. Além disso ainda tem as questões genéticas.


  • Olá. Quando pensamentos de morte são perigosos? É uma vontade que passa pela cabeça quando estou mal

    Olá. Quando pensamentos de morte são perigosos? É uma vontade que passa pela cabeça quando estou mal, mas nunca tive coragem nem de tentar... é como se fosse apenas uma vontade. Isso poderia evoluir pra algo mais grave?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Esses pensamentos se tornam perigosos à medida que se tornam mais frequentes e mais detalhados. É muito importante que você busque ajuda psicológica para desenvolver recursos internos para lidar com aquelas situações que te deixam mal. Isso vai te fortalecer e evitar que esses pensamentos se intensifiquem.


  • Boa tarde! Meu namorado é um homem muito bom, mas quando bebe muito se torna uma pessoa violenta, ag

    Boa tarde! Meu namorado é um homem muito bom, mas quando bebe muito se torna uma pessoa violenta, agride verbalmente à mim e a própria mãe, quebra as coisas em casa.. Não sei o que fazer mais, quero ajudá-lo mas não sei como..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    É uma situação bem complexa. O alcoolismo é uma doença que precisa ser tratada a vida toda e em primeiro lugar ele precisa se conscientizar disso. Somente quando ele realmente aceitar que está doente e buscar o tratamento, irá começar a melhorar e se manter sóbrio podendo dar conta das demandas da própria vida.
    Quanto a você, busque ajuda psicológica. É muito importante se tratar também. Pessoas muito próximas constumam tornar-se coodependentes e isso também precisa ser tratado para não impactar ainda mais na sua vida.


  • Mesmo com depressão posso ter picos de felicidade em certos momentos?

    Mesmo com depressão posso ter picos de felicidade em certos momentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Sim. Ter depressão não significa sentir tristeza profunda o tempo todo. O funcionamento emocional humano é muito mais complexo do que isso. Existem diferentes formas de depressão — como a depressão maior e também a distimia, que é uma forma mais leve, mas persistente. Na distimia, por exemplo, a pessoa pode seguir a vida, trabalhar, estudar, manter vínculos, e ainda assim conviver com uma sensação crônica de desânimo, baixa autoestima e uma tristeza mais difusa.
    Mesmo quem está passando por um quadro depressivo mais intenso pode vivenciar, em certos momentos, picos de alegria ou prazer. Isso não significa que a depressão tenha desaparecido, mas sim que ela convive com outras experiências e estados emocionais. Esses momentos mais “felizes” também podem ser atravessados por ambivalências, como uma alegria que logo vem acompanhada de culpa ou vazio.
    Na psicoterapia psicanalítica, buscamos compreender essas nuances, sem reduzir o sujeito a um diagnóstico. É um espaço em que essas contradições podem ser acolhidas e elaboradas. Afinal, o sofrimento psíquico não é linear, e sim cheio de camadas.


  • Olá, poderiam me ajudar. Como desenvolver ânimo pela vida? Sinto que me falta vigor para encarar os

    Olá, poderiam me ajudar.
    Como desenvolver ânimo pela vida? Sinto que me falta vigor para encarar os desafios e isso me incomoda muito.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Essa falta de ânimo e vigor parece que está impactando sua vida de forma significativa. Quando isso acontece pode ser indício de um quadro depressivo, mas é preciso investigar. Na depressão, é comum aparecer sintomas como esse, onde falta energia para as coisas básicas da vida e a pessoa tem a sensação de estar no automático e consegue fazer apenas o mínimo. Observe se aparecem outros sintomas, como falta de interesse por coisas que antes eram interessantes, vontade de se isolar e se afastar das pessoas, tristeza sem motivo aparente, falta de vontade de cuidar de si próprio, entre outros.
    O trabalho terapêutico é muito eficaz para investigar as raízes dessa falta de energia, ajudando a restaurar a capacidade de enfrentar a vida com mais vigor, reconstruindo a confiança interna e lidando com os sentimentos de forma mais saudável. O psicólogo também irá avaliar a necessidade de encaminhamento ao psiquiatra para uso de medicação, caso necessário.


  • Dificuldade ao dormir, pensamentos acelerados e choro sem motivos, inquietude...

    Dificuldade ao dormir, pensamentos acelerados e choro sem motivos, inquietude...O que fazer? qual especialista procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Dificuldade para dormir, pensamentos acelerados, choro frequente e inquietude podem indicar um estado emocional em desequilíbrio, que pode estar associado à ansiedade, estresse ou até mesmo depressão. É importante procurar ajuda de um psicólogo, que pode ajudar a entender e trabalhar as causas desses sintomas. Em alguns casos, pode ser útil consultar também um médico psiquiatra, especialmente se os sintomas estiverem intensos ou persistentes, para avaliar a necessidade de um tratamento medicamentoso complementar. O mais importante é não ignorar esses sinais e buscar apoio para compreender o que está acontecendo e encontrar formas de aliviar esse sofrimento.


  • Tenho uma entrevista para um estágio. Devo falar que tenho tdah?

    Tenho uma entrevista para um estágio. Devo falar que tenho tdah?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Você NÃO precisa mencionar que tem TDAH em uma entrevista. Essa informação é pessoal e está diretamente ligada à sua privacidade. O mais importante em uma entrevista é focar nas suas habilidades, no seu potencial e em como você pode contribuir no ambiente de trabalho, e não em questões que possam ser mal interpretadas ou desnecessariamente enfatizadas.
    O TDAH não define quem você é e, em muitos casos, não impacta diretamente o desempenho no trabalho. Além disso, compartilhar essa informação em um momento como a entrevista pode desviar a atenção do entrevistador do que realmente importa: suas qualificações.
    Em resumo, mantenha o foco na entrevista para demonstrar o melhor de você. O que você precisa mostrar ali é sua capacidade, entusiasmo e disposição para aprender.


  • Recentemente fiz uma cirurgia de apendicite, só que no meio desse mês comecei a passar mal ao lembra

    Recentemente fiz uma cirurgia de apendicite, só que no meio desse mês comecei a passar mal ao lembrar da cirurgia, fico pensando toda hora que aquilo podia ter me matado ou me deixado em coma, sinto muita tristeza e desânimo para fazer qualquer coisa, até tenho pensamentos que estou adoecendo a cada dia.
    Oq pode ser?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O que você está descrevendo pode estar relacionado a um estado de ansiedade ou até a um quadro de estresse pós-traumático (EPT), que pode surgir após situações que trazem medo intenso, como uma cirurgia. É normal sentir algum desconforto ao lembrar de momentos difíceis, mas quando esses pensamentos começam a tomar conta e atrapalham sua rotina, é importante buscar ajuda.
    Procurar um psicólogo irá te ajudar a compreender melhor o que está acontecendo e a aliviar esses sintomas. A terapia, especialmente com base psicanalítica, irá ajudá-lo a explorar esses medos e a encontrar formas mais saudáveis de lidar com eles. Você não precisa enfrentar isso sozinho, e buscar apoio é um passo importante para recuperar o bem-estar e a tranquilidade.


  • Estou a procura de saber quem sou eu, me sinto falsa o tempo todo o que fazer?

    Estou a procura de saber quem sou eu, me sinto falsa o tempo todo o que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Sentir-se “falsa” pode indicar que você, ao longo da vida, teve que esconder ou adaptar partes de si para atender às expectativas de outras pessoas. Esse tipo de adaptação pode gerar uma desconexão com sua verdadeira essência, deixando a sensação de que está vivendo um papel e não sendo quem realmente é.
    O fato de sentir-se assim já é um grande passo; significa que você tem consciência desse distanciamento entre quem você é e quem você demonstra ser. Pode ser um ótimo momento para iniciar um processo de terapia psicanaítica.
    A terapia pode te ajudar a desvendar essas camadas, entender como e por que elas se formaram e, aos poucos, permitir que você se reconecte consigo mesma, vivendo de forma mais autêntica e leve.


  • Olá, a alguns meses venho me deparando com muitos pensamentos ruins, pensamentos de que querem me ma

    Olá, a alguns meses venho me deparando com muitos pensamentos ruins, pensamentos de que querem me matar ou matar alguém da minha família, e isso me atormenta muito, as vezes fico sem força até para levantar da cama, pois o medo e a indisposição me consome, por favor, se alguém puder me responder algo a respeito disso eu fico grato!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O que você está descrevendo pode estar relacionado a um quadro de ansiedade intensa ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), especialmente se esses pensamentos forem intrusivos e indesejados. A intensidade do medo e da indisposição que você menciona são sinais de que esse sofrimento está afetando seu dia a dia. É fundamental buscar ajuda profissional para entender melhor o que está acontecendo e encontrar formas de aliviar essa angústia. A terapia psicanalítica pode te ajudar a compreender a origem desses pensamentos e trabalhar as emoções subjacentes, permitindo que você lide com eles de maneira mais saudável. Se possível, procure um psicólogo e um psiquiatra para avaliar a situação de forma mais profunda e direcionar o melhor caminho para você.


  • Na psicoterapia faz muita diferença o psicólogo observar a linguagem corporal do paciente ?

    Na psicoterapia faz muita diferença o psicólogo observar a linguagem corporal do paciente ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Sim, faz diferença. Embora a fala seja um dos principais instrumentos do processo terapêutico, o corpo também comunica e muitas vezes antes das palavras. Expressões faciais, postura, gestos, silêncios, respiração, tudo isso pode revelar estados emocionais profundos que, às vezes, ainda não puderam ser colocados em palavras.
    Em muitos casos, o sofrimento psíquico se manifesta no corpo, principalmente quando a pessoa ainda não consegue nomear o que sente.
    Na psicoterapia, o olhar atento do profissional inclui esse tipo de escuta mais sensível. Não se trata de interpretar o corpo de forma isolada, como se fosse um código, mas de perceber como o paciente habita o espaço, como ele se sente sendo olhado, como reage ao contato com o outro, porque tudo isso fala de suas experiências mais profundas.
    Observar a linguagem corporal ajuda o psicólogo a compreender nuances importantes do mundo interno do paciente, especialmente quando as palavras ainda não dão conta da dor vivida.


  • Me sinto totalmente deslocada na vida, nada que começo eu termino, estou num casamento infeliz a qua

    Me sinto totalmente deslocada na vida, nada que começo eu termino, estou num casamento infeliz a quase 10 anos, ontem mesmo ele me falou que eu deveria nascer de novo(?) Estou em avaliação para tdah, 33 anos ainda sem nenhum sucesso profissional relevante, me sinto cansada o tempo todo sem fazer esforço físico. Dependo hoje financeiramente do meu marido, porém preciso agir pra sair dessa situação, não sei por onde começar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O que você descreve carrega uma angústia profunda, uma sensação de não pertencimento e um peso que parece tornar cada dia mais difícil. A frustração com sua trajetória, a insatisfação no casamento e a falta de autonomia financeira criam um ciclo em que a estagnação se torna, ao mesmo tempo, insuportável e difícil de romper. Esse ciclo pode ser alimentado por muitas camadas: desde vivências passadas que influenciam suas escolhas e sua autoestima até a maneira como você se relaciona consigo mesma e com o mundo.
    O fato de estar em avaliação para TDAH pode ser uma peça importante nesse quebra-cabeça, mas não define tudo. Muitas vezes, quando nos sentimos constantemente deslocados, incapazes de concluir o que começamos e sem energia, há algo mais profundo operando—talvez feridas emocionais antigas, talvez um medo inconsciente do que viria depois caso conseguíssemos sair desse lugar conhecido, mesmo que doloroso.
    Seu marido dizer que você deveria “nascer de novo” é um reflexo de como essa relação pode estar minando ainda mais sua autoconfiança. Mas se “nascer de novo” não é possível no sentido literal, reconstruir-se é. Você sente que precisa agir, mas não sabe por onde começar, e isso é compreensível. A questão não é apenas “o que fazer agora”, mas “o que dentro de mim me trouxe até aqui”. A pressa por soluções concretas pode ser uma armadilha se antes você não olhar para as raízes dessa paralisia.
    A terapia pode ser um espaço para isso: não apenas um local de acolhimento, mas um processo que te ajude a dar nome ao que sente, a reconhecer padrões que te mantêm presa e a acessar partes suas que talvez tenham sido silenciadas ao longo do tempo. Não se trata apenas de tomar decisões externas, mas de entender internamente por que certas mudanças parecem impossíveis, ainda que sejam necessárias. Se existe um ponto de partida, talvez ele esteja justamente em voltar-se para si mesma antes de tentar encontrar respostas prontas.


  • Estou em um relacionamento há cerca de 3 anos, moramos juntos. Ele tem um filho e já foi casado. Sei

    Estou em um relacionamento há cerca de 3 anos, moramos juntos. Ele tem um filho e já foi casado. Sei que a vida tem que seguir em frente, mas ao meu ver, ele está comigo porque não deu certo com a ex, mas se pudesse voltar no tempo e concertar as coisas, ele estaria com ela. Sinto que o que ele sente por mim não é tão forte quanto o passado dele. Amo ele e se tivesse que passar por tudo que passei para está aqui com ele hoje, eu faria. Já ele não! Devido a isso, sinto que não serei realizada no relacionamento com ele.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Parece que você sente que ocupa um lugar secundário na vida dele, como se estivesse ali apenas porque a relação anterior não deu certo, e isso gera um grande sofrimento. Essa sensação de ser uma escolha “substituta” pode tocar em inseguranças profundas e na necessidade de se sentir amada de forma única e insubstituível.
    Mas essa dor não está só no presente; ela também pode estar ligada a experiências anteriores de não se sentir prioridade ou desejada o suficiente. O problema talvez não seja apenas a história dele, mas o que essa história desperta em você.
    Quando uma angústia se repete com tanta intensidade, é possível que ela não esteja apenas no relacionamento atual, mas faça parte de algo maior, algo que vem de muito antes. Será que essa sensação de não ser prioridade já esteve presente em outros momentos da sua vida? Será que essa necessidade de se sentir escolhida e especial já apareceu antes?
    O risco de olhar apenas para o relacionamento como causa da sua dor é acabar buscando respostas no outro, quando, na verdade, elas podem estar dentro de você. Se essa insegurança é algo que te acompanha, ela pode continuar aparecendo, independentemente de quem esteja ao seu lado. O caminho talvez não seja tentar se sentir segura nesse relacionamento, mas entender por que, para você, essa segurança parece sempre estar em risco.
    A terapia psicanalítica pode te ajudar a reconhecer de onde vem esse sentimento e o que ele significa na sua história. A maior transformação acontece quando paramos de buscar no outro o que só podemos encontrar em nós mesmos.


  • Olá, tenho uma namorada que possuí anorexia e bulimia. Ela se vê como uma pessoa gorda, mas não é. C

    Olá, tenho uma namorada que possuí anorexia e bulimia. Ela se vê como uma pessoa gorda, mas não é. Como posso ajudá-la a parar de ter uma visão distorcida de si mesmo? Atualmente ela não pode ter consultas com psicólogos, como posso ajudá-la?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Conviver com alguém que sofre de anorexia e bulimia pode ser desafiador, especialmente porque, para ela, a visão distorcida do próprio corpo não é uma questão de escolha ou simples falta de percepção, mas algo profundamente enraizado. Por mais que você tente mostrar que ela não está acima do peso, essa imagem já está cristalizada dentro dela e não se desfaz apenas com argumentos racionais.
    O mais importante que você pode fazer é oferecer apoio emocional, sem pressioná-la a mudar sua visão imediatamente. Evite comentários sobre peso, corpo ou alimentação, mesmo que sejam positivos, porque tudo isso pode reforçar ainda mais a obsessão com a autoimagem. Em vez disso, demonstre interesse genuíno pelo que ela sente e escute sem julgamentos. Mostrar que você está presente, que a valoriza além da aparência e que entende o sofrimento dela pode ser muito mais eficaz do que tentar convencê-la de que está errada.

    Se ela não pode ter consultas com psicólogos agora, tente incentivá-la, no tempo dela, a buscar algum tipo de ajuda quando for possível. Você também pode se informar mais sobre os transtornos alimentares para compreender melhor o que ela vive. Mas lembre-se: por mais que você queira ajudá-la, o tratamento exige um acompanhamento profissional, e sua função não é “curá-la”, mas ser um suporte seguro para que ela, quando estiver pronta, possa buscar ajuda.


  • Ficar tendo um mesmo tipo de sonho estranho, no mesmo lugar e tendo a mesma sensação é normal? Ao qu

    Ficar tendo um mesmo tipo de sonho estranho, no mesmo lugar e tendo a mesma sensação é normal? Ao que eu me lembre tive um sonho 2 vezes em anos diferentes e era um desconforto absurdo sempre me lembro do lugar escuro e do homem estranho lá comigo, pensei ser alguma coisa que eu vi e ficou marcado na memória, não sei.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Sonhos recorrentes podem ter significados profundos, especialmente quando vêm acompanhados de sensações intensas. Eles podem estar ligados a algo não elaborado na sua psique, a experiências marcantes ou até a conflitos internos que insistem em retornar à sua consciência de maneira simbólica.

    O lugar escuro e a figura estranha podem representar algo desconhecido ou inquietante dentro de você, algo que não foi completamente compreendido ou processado. O fato de o sonho se repetir em anos diferentes sugere que essa questão continua viva em seu inconsciente, buscando expressão.
    Se esse sonho te causa tanto desconforto, pode ser interessante explorá-lo mais a fundo. Na psicanálise, os sonhos são vistos como mensagens do inconsciente e podem revelar muito sobre o que se passa internamente, além do que conseguimos perceber de forma racional.


  • Depois a eu ganhei BB fiquei muito com saudade da barriga, e fico com saudades de vivido tudo da gra

    Depois a eu ganhei BB fiquei muito com saudade da barriga, e fico com saudades de vivido tudo da gravidez, e agora vendo meu BB com 4 mês, dar uma alegria por ver ele crêscendo saudável e triste por que eu não vou poder sentir ele mexendo dentro de mim. O que será isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O que você está sentindo é muito comum e pode estar relacionado a um luto simbólico pelo fim da gestação. A gravidez é uma experiência intensa, tanto fisicamente quanto emocionalmente, e envolve um vínculo único entre mãe e bebê. Sentir saudade da barriga e dos movimentos do bebê pode representar o desejo de reviver esse período de conexão profunda.
    Ao mesmo tempo, a alegria de ver seu bebê crescendo saudável mostra que essa transição também traz felicidade.
    Se esses sentimentos de tristeza e saudade estiverem interferindo no seu dia-a-dia, dificultando o cuidado com o bebê ou sua rotina, é fundamental que você busque ajuda profissional. O suporte psicológico pode ser essencial para ajudar a lidar com essas emoções de forma saudável, garantindo seu bem-estar e o do seu bebê.


  • Tenho muitas dúvidas sobre qual abordagem de terapia fazer. Tenho feito psicanálise há quase 3 mese

    Tenho muitas dúvidas sobre qual abordagem de terapia fazer.
    Tenho feito psicanálise há quase 3 meses e gosto da abordagem, me sinto a vontade e sinto que existem vários aspectos inconscientes que tenho que trabalhar. O problema é que as vezes eu sinto que pesa demais pra mim, eu me cobro demais nas terapias, sinto que não está dando certo e começo a me culpar por isso, começo a questionar se não estou falando as coisas "certas" pro meu terapeuta é que a culpa é minha da terapia não estar dando certo. Isso quando algo que ele me fala é distorcido na minha mente e começo a ruminar aquele pensamento, causando uma angústia muito grande. E isso vem piorando graças a uma forte crise de ansiedade, eu passei mais da metade da sessão chorando, já não sabia mais responder as perguntas, sentia ânsia de vômito.
    Agora não sei se devo insistir ou se a minha mentalidade não me deixa fazer a psicanálise da maneira correta, me sinto perdida e não sei por onde começar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Dá pra perceber o quanto você está envolvida com seu processo e tentando se cuidar, mesmo no meio de tanta dúvida e angústia.
    A psicanálise realmente pode nos mobilizar de formas muito profundas. Ela vai além do que conseguimos controlar racionalmente — e, por isso, muitas vezes sentimos confusão, tristeza, ansiedade… e até essa sensação de estar “fazendo a terapia errada”. Mas é importante dizer: não existe um jeito certo de estar em análise. Existe o seu jeito — com todas essas emoções que, sim, fazem parte do processo.

    Aliás, esse sentimento de se cobrar demais, de achar que não está dizendo as “coisas certas”, de acreditar que a culpa é sua… isso tudo já diz muito sobre você. Esses movimentos internos não são um obstáculo; são justamente o material mais precioso do seu processo. Em psicanálise, a forma como nos colocamos na relação com o terapeuta costuma repetir algo da nossa história afetiva mais antiga. E poder perceber isso, viver isso, falar disso — já é parte da escuta do inconsciente.
    A crise de ansiedade que você mencionou, o choro, a sensação de não conseguir mais responder… tudo isso mostra que algo muito importante está tentando vir à tona. Algo que talvez você tenha aprendido a esconder, a conter, por muito tempo. Não significa que você está falhando. Pelo contrário: mostra que o seu mundo interno está se abrindo e pedindo acolhimento.
    O fato de você conseguir falar sobre tudo isso aqui, e reconhecer que sente algo se mover dentro de você, já mostra que o trabalho está acontecendo.
    Se você sente que tem espaço com seu terapeuta, experimente levar exatamente essas dúvidas para a sessão. A análise também se faz com esses atravessamentos, com essas inseguranças, com aquilo que a gente quase não tem coragem de dizer.


  • Olá Gostaria de um conselho Estou namorando há 6 meses e me vejo muito insegura no relacionamento,

    Olá
    Gostaria de um conselho
    Estou namorando há 6 meses e me vejo muito insegura no relacionamento, confesso que as vezes sou um pouco chata, mas nos últimos dias meu namorado não quer mais estar tanto comigo, apesar dele dizer que me ama, minha insegurança não sai, já conversamos e ele diz que está feliz comigo, porém o fato de não querer me ver as vezes me deixa insegura. As vezes penso em terminar mas gosto dele, da companhia, já ajudei ele e ele me ajudou, mas não sei mais o que pensar, o que fazer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O que você descreve parece ir além de um desconforto pontual. A insegurança constante, o medo de não ser suficientemente desejada, o impulso de terminar e, ao mesmo tempo, a vontade de ficar… tudo isso pode estar ligado a experiências mais profundas que não começaram nessa relação, mas que reaparecem nela como se estivessem acontecendo agora pela primeira vez.
    Muitas vezes repetimos nos relacionamentos de hoje formas antigas de amar, de esperar ser amada, de tentar garantir um lugar no outro. E isso nem sempre é consciente. Pode ser que, em algum momento da sua história, você tenha aprendido a medir o seu valor a partir da presença ou da ausência do outro e agora, quando ele se afasta, mesmo que minimamente, você sinta como se isso colocasse todo o vínculo em risco.
    É interessante você reconhecer que às vezes “é um pouco chata”. Talvez já percebendo que há algo do seu comportamento que tenta, de algum modo, controlar o laço, como se isso garantisse a continuidade do amor. Mas o amor não se sustenta por controle, e sim por presença, desejo, confiança e isso envolve risco, envolve suportar não saber o que o outro sente o tempo todo.
    Esse movimento de querer terminar pode ser uma forma de tentar se proteger da dor de ser deixada. É como se, ao terminar antes, você evitasse a possibilidade de ser rejeitada. Isso também fala de uma dor mais antiga que talvez ainda precise ser escutada com mais profundidade.
    Se você sente que está difícil carregar tudo isso sozinha, buscar um espaço terapêutico pode ser um caminho de muito cuidado com você. A análise não vai te dar respostas prontas, mas pode te ajudar a entender por que certas situações se repetem e como você pode, aos poucos, construir outras formas de se relacionar com o outro e, principalmente, consigo mesma.


  • Descobri uma traição e tem sido muito desgastante as conversas. Não estou conseguindo comer direito,

    Descobri uma traição e tem sido muito desgastante as conversas. Não estou conseguindo comer direito, sinto um desconforto no estômago/abdômen, tenho tido muita dor de cabeça, não consigo dormir, quando durmo acordo com dores no corpo, choro constantemente, tenho medo de isso estar evoluindo para depressão. Já estou sem dormir/comer/descansar a 3 dias e completamente isolada em casa..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Sinto muito que você esteja passando por isso. Descobrir uma traição é profundamente doloroso e pode trazer uma mistura de emoções intensas. Seu corpo está respondendo a essa carga emocional e ao estresse extremo que você está enfrentando, por isso esses sintomas físicos e emocionais estão tão presentes.
    O acompanhamento psicológico irá ajudar você a processar essa dor, entender seus sentimentos e encontrar caminhos para recuperar seu bem-estar.
    Enquanto isso, tente cuidar de si mesma com pequenos passos, como beber água, comer algo leve e buscar o apoio de alguém de confiança.
    Cuidar da sua saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física. Não enfrente isso sozinha. Com o tratamento adequado, você conseguirá superar esse momento difícil e se fortalecer novamente.


Perguntas frequentes

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