Perguntas do paciente (215)

  • Sentir conforto na tristeza pode ser um sinal de que há algo errado, certo? E se, apesar de tentar a

    Sentir conforto na tristeza pode ser um sinal de que há algo errado, certo? E se, apesar de tentar ao máximo evitar e sair dessa situação, eu sempre acabo voltando a ela? Isso poderia indicar algo mais profundo? Como lidar com essa sensação de maneira adequada para que não se torne algo mais sério?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Às vezes, o sofrimento constante pode funcionar como uma espécie de “zona conhecida”, onde, paradoxalmente, nos sentimos mais seguros do que no desconhecido da mudança.
    Quando você percebe que tenta sair desse estado, mas acaba sempre voltando a ele, isso pode indicar algo mais profundo: padrões emocionais antigos, experiências mal elaboradas ou até mecanismos inconscientes de defesa. Esse ciclo não significa fraqueza ou falta de esforço, significa que talvez seja hora de olhar com mais profundidade para o que essa tristeza está tentando expressar.
    Lidar com isso de forma adequada envolve reconhecer que não se trata apenas de “sair” da tristeza, mas de compreender por que ela insiste em voltar. A psicoterapia é um caminho potente nesse processo: ela permite que você entenda o que está por trás dessa sensação, elabore suas experiências e possa construir formas mais saudáveis de se relacionar com seus sentimentos.


  • Meu namorado tá passando p uma depressão, ele tá fazendo uso de remédios controlados . Desde então a

    Meu namorado tá passando p uma depressão, ele tá fazendo uso de remédios controlados . Desde então a gente n se beija mais na boca nem temos relações sexuais. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Durante um quadro de depressão, é comum que a pessoa perca o interesse por atividades que antes lhe davam prazer, incluindo a intimidade física e sexual. Isso pode acontecer tanto pelos efeitos da própria depressão quanto pelos possíveis efeitos colaterais de medicamentos controlados, como os antidepressivos.
    É importante que você tente compreender o momento que ele está vivendo e enxergar isso como parte do processo de recuperação. Sua paciência e apoio podem ser muito valiosos para ele agora. No entanto, isso não significa que você deva ignorar seus próprios sentimentos e necessidades. Esse tipo de situação pode ser difícil para ambos.
    Converse com ele sobre como vocês estão se sentindo, com cuidado e empatia. Além disso, se for possível, encoraje-o a levar essas questões ao psicólogo ou psiquiatra que está acompanhando o tratamento, para que ele possa receber orientações adequadas.
    Você também pode considerar buscar apoio psicológico para si mesma, para lidar melhor com os desafios que esse momento traz e para cuidar da sua saúde emocional enquanto apoia o seu parceiro.


  • Estou passando por um momento difícil, sem conseguir estudar ou trabalhar. Passo horas olhando para

    Estou passando por um momento difícil, sem conseguir estudar ou trabalhar. Passo horas olhando para a tela do computador e acabo dormindo o dia todo, sem vontade de fazer nada. Mesmo no meu curso, que sempre foi o meu sonho, não consigo me concentrar e acabo indo embora sem aprender nada. Tenho TDAH e, na escola, tomava remédio para me ajudar a focar, mas parei há muito tempo. Estou perdido e não sei como lidar com isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    É muito difícil quando até aquilo que antes fazia sentido começa a perder o brilho. O desânimo, o cansaço excessivo, a dificuldade de concentração e essa sensação de estar paralisado podem ser sinais de que algo mais profundo está pedindo atenção e não é só questão de força de vontade ou disciplina.
    No caso do TDAH, a interrupção do tratamento (com ou sem medicação) pode impactar bastante a forma como você lida com as demandas do dia a dia. Mas, além disso, é importante considerar que momentos assim também podem estar ligados a estados depressivos ou a um esgotamento emocional, especialmente quando acompanhados de apatia e isolamento.
    A psicoterapia pode ser um espaço para compreender o que está por trás dessa sensação de estagnação. É um processo que ajuda a reconhecer seus limites, lidar com a culpa por "não estar produzindo" e reencontrar caminhos mais sustentáveis para sua vida.


  • Olá! E quando a mãe tem o filho como “marido/homem” mas sem desejo real em ter relações sexuais , ma

    Olá! E quando a mãe tem o filho como “marido/homem” mas sem desejo real em ter relações sexuais , mas todos os movimentos de enxerga-lo como homem dela e não filho? Também é complexo de Édipo, ou tem outro nome?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Mais do que dar um nome para isso, é importante saber que essa dinâmica é prejudicial tanto para a mãe quanto para o filho. Não foi mencionada a idade do filho, mas isso pode afetar muito a forma como ele irá desenvolver sua sexualidade e seus relacionamentos. É uma questão muito séria e é muito importante que essa mãe procure tratamento com um(a) psicólogo(a) de orientação psicanalítica.


  • Minha filha tem 3 anos, não vai a creche ainda. De uns dias pra cá tem estado agressiva, ela nunca f

    Minha filha tem 3 anos, não vai a creche ainda. De uns dias pra cá tem estado agressiva, ela nunca foi assim, ela chuta, morde e joga coisas no chão quando se irrita.
    Devo procurar um especialista? Converso com ela, explico que isso não é bom, ela entende, mas volta a repetir os meus atos. Isso é normal em uma criança de 3 anos, tanto estresse assim e agressividade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    A agressividade em crianças pequenas é uma forma comum de expressar frustrações e emoções que ainda não sabem como comunicar de outras maneiras. Aos 3 anos, as crianças estão começando a experimentar e entender seus sentimentos, e muitas vezes têm dificuldade em lidar com eles de forma tranquila.
    Conversar com ela sobre o comportamento e explicar que chutar, morder e jogar coisas não é aceitável é importante, mas também é essencial que ela sinta que suas emoções são compreendidas.
    Se o comportamento agressivo continuar e você achar que está afetando muito a vida dela ou a de vocês, é importante buscar a ajuda de um(a) psicólogo(a) que trabalhe com crianças.


  • Sempre desisto de tudo por me preocupar demais com meu futuro e acabo perdendo grandes oportunidades

    Sempre desisto de tudo por me preocupar demais com meu futuro e acabo perdendo grandes oportunidades (desisto de tomar posse em concursos, entrar em faculdades, ...) isso seria um sinal de ansiedade grave?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Olá! A ansiedade nada mais é do que o medo numa intensidade maior e mais frequente. Sua dificuldade pode estar relacionada a isso, mas independe de qualquer diagnóstico, é um sintoma que causa muito sofrimento. E isso só vai mudar se você buscar ajuda e tratamento. Conte comigo!


  • Toda vez que eu saio para algum lugar, sinto uma sensação de que algo ruim possa acontecer mesmo sab

    Toda vez que eu saio para algum lugar, sinto uma sensação de que algo ruim possa acontecer mesmo sabendo que nada vai acontecer. Como eu posso lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    É importante investigar o momento em que essa sensação de perigo começou e se houve algum evento específico que a desencadeou. Essa antecipação do perigo pode ser um mecanismo de defesa da mente, tentando proteger você de algo que não está mais presente, mas que continua gerando essa sensação de alerta. No entanto, não é só a investigação do passado que vai resolver a questão.
    O processo terapêutico como um todo é essencial para lidar com esse tipo de sintoma. A psicoterapia oferece um espaço seguro para explorar, compreender e trabalhar essas emoções e pensamentos. Ao longo das sessões, você poderá entender melhor suas reações e, mais importante, aprender a lidar com elas de maneira mais saudável e construtiva. O objetivo é ajudar você a se libertar desses medos antecipados, para que possa viver com mais tranquilidade e confiança.


  • Boa tarde. Gostaria de saber se após o fim da terapia, o psicólogo pode se envolver amorosamente com

    Boa tarde. Gostaria de saber se após o fim da terapia, o psicólogo pode se envolver amorosamente com um ex-paciente? Sei que não pode haver mais o vínculo terapêutico após o envolvimento, que deverá ter outro terapeuta caso precise retornar. Mas gostaria de saber se após o fim da terapia,após a alta, se o psicólogo estaria infringindo a ética caso namorasse com um ex-paciente, por diga-se de passagem, pode ocorrer uma atração recíproca com o tempo. Só queria saber do após, depois de tudo concluir

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Não é aconselhável que um psicólogo se envolva amorosamente com um ex-paciente, mesmo após o fim da terapia.
    A razão principal é que o vínculo terapêutico cria dinâmicas emocionais complexas e mesmo após o término da terapia, o ex-paciente carrega vestígios dessa dinâmica, o que irá prejudicar a clareza no relacionamento pessoal.
    Resumindo é uma relação que já se pressupõe arriscada para ambos os lados. Se possível, evite; Importante entender as motivações conscientes e inconscientes que o levaram a essa condição.




  • Minha filha de 3 anos diz insistentemente que me ama. É normal da idade?Me preocup

    Minha filha de 3 anos diz insistentemente que me ama. É normal da idade?
    Me preocupa se ela se sente insegura e precisa ouvir que é amada o tempo todo..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Olá! Que interessante a sua pergunta! Por que será que a sua filha te dizer insistentemente que te ama, lhe causa essa angústia a ponto de achar que pode ser um problema?Pode ser que exista uma questão sua em relação a ser amada.
    Mas de toda forma, fique tranquila em relação à sua criança! Ela está demonstrando o amor que sente por você e não significa que esteja insegura.


  • Crises de ansiedade e estresse causa dor nas costas e cansaço execivo?

    Crises de ansiedade e estresse causa dor nas costas e cansaço execivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Olá! Sim, é possível. Enfrentar períodos de ansiedade intensa ou estresse prolongado pode resultar em tensão muscular generalizada, especialmente na região das costas, o que pode levar à dor crônica.
    Além disso, a ansiedade e o estresse crônicos podem afetar a qualidade do sono. Muitas vezes, pessoas com esses sintomas relatam dificuldades para dormir ou um sono não reparador. Isso pode contribuir significativamente para o cansaço excessivo durante o dia, já que o corpo não consegue se recuperar adequadamente durante o repouso. Busque ajuda. Fico à disposição!


  • É possível uma pessoa que passou por depressão grave e TAG voltar a vida cotidiana? Meus sintomas

    É possível uma pessoa que passou por depressão grave e TAG voltar a vida cotidiana?

    Meus sintomas depressivos começaram ainda na adolescência e pioraram com o passar dos anos, passando para completo isolamento e tentativa de suic!d!o premeditado. Nesse período, desenvolvi medo de sair e estar com pessoas, muita ansiedade, autossabotagem e completa falta de sentimentos, como uma casca completamente vazia. Comecei tratamento com psicóloga e psiquiatra que dura 8 anos. Diagnóstico de Depressão Grave, Ansiedade Social e TAG, com suspeita clínica de AH/SD e TEA I (Asperger). Tive uma melhora incrível, mas o sentimento constante de ter perdido mais de uma década de minha vida me faz questionar se um retorno seria possível.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O tempo que você diz ter perdido da sua vida é justamente o período que te fez ter a melhora incrível que você relata. Então, de qual perda de tempo estamos falando? Outro ponto importante para pensar é o que significa a "vida cotidiana" para a qual você diz querer retornar. A vida cotidiana de uma pessoa que está se tratando com certeza é melhor do que a vida cotidiana de quem tinha todos os sintomas que você relatou. Qual o medo em relação ao futuro?


  • É normal sentir culpa ou ficar sem reação quando é tratado bem? Sempre que sou tratado bem ou ganho

    É normal sentir culpa ou ficar sem reação quando é tratado bem? Sempre que sou tratado bem ou ganho algo (seja elogio, material ou financeiro), me sinto constrangido, como se eu não merecesse aquilo. Fico sem jeito e acaba me desencadeando uma crise de ansiedade.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Esse tipo de reação pode ter origem em experiências passadas, em que você pode ter se sentido rejeitado, desvalorizado ou inseguro. Com o tempo, esses sentimentos podem ficar enraizados de forma inconsciente, levando a esse tipo de resposta emocional. É como se houvesse um padrão muito alto a ser alcançado, para que fosse possível ser digno de reconhecimento e amor.
    A terapia psicanalítica pode ser um caminho importante nesse processo, pois ela busca compreender essas reações a partir de um olhar mais profundo sobre sua história e sobre o que se passa em sua psique. Com o tempo, será possível lidar com essas situações de forma mais tranquila, sem que elas provoquem tanto desconforto ou ansiedade.


  • Gostaria de saber como agir em uma situação em que quando a pessoa se encontra estressada e brava, a

    Gostaria de saber como agir em uma situação em que quando a pessoa se encontra estressada e brava, agride. Mas depois chora arrependida. Não são agressões longas, é empurrão, tapa, pegar no braço com firmeza.
    Como agir diante dessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Quando alguém reage à raiva ou ao estresse com agressividade física, mesmo que breve, isso não deve ser ignorado ou minimizado. A agressão, por menor que pareça, atravessa os limites do respeito e da segurança em uma relação. O fato de a pessoa chorar depois e demonstrar arrependimento é um sinal de que ela percebe que algo está fora de controle, mas o arrependimento por si só não basta para resolver o problema.
    É necessário deixar claro que qualquer forma de agressão física é inaceitável.
    É muito comum que a convivência com esse tipo de comportamento provoque sentimentos de culpa, confusão e desgaste emocional. Buscar seu próprio espaço de acolhimento em uma terapia pode ser essencial para compreender o que você sente, fortalecer seus limites e avaliar a relação como um todo.
    Não se trata apenas de “agir” diante dessas situações isoladas, mas de pensar em como estabelecer uma dinâmica de convivência que seja respeitosa e saudável para ambos. Isso pode demandar um esforço mútuo e, em alguns casos, uma avaliação honesta sobre a possibilidade de transformação ou não desse vínculo.


  • Bom, terminei um relacionamento e não sinto nada nem tristeza nem raiva, o que há comigo?

    Bom, terminei um relacionamento e não sinto nada nem tristeza nem raiva, o que há comigo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Cada pessoa tem uma forma única de processar o fim de uma relação, e a ausência de emoções pode ter diferentes significados.
    Em alguns casos, isso pode ser um mecanismo de defesa, como se sua mente estivesse evitando entrar em contato com sentimentos difíceis ou dolorosos. Talvez o término já estivesse sendo “elaborado” inconscientemente antes mesmo de acontecer, o que pode ter diminuído o impacto emocional. Ou, ainda, pode indicar um certo distanciamento emocional ou até um esgotamento causado pela própria dinâmica do relacionamento.
    Na psicanálise, procuramos investigar o que está por trás desse aparente “vazio” e algumas perguntas podem ajudar a compreender melhor a sua experiência:
    O que esse relacionamento significou para você? Como você costuma lidar com perdas ou situações de conflito? Será que há algo sendo reprimido ou evitado?
    Buscar um espaço terapêutico pode ser importante. Não se trata apenas de entender a falta de emoção nesse momento, mas de explorar mais profundamente como você se relaciona consigo mesmo, com suas emoções e com os outros. Esse processo pode trazer insights valiosos para a forma como você vive e compreende suas relações.


  • Sofro de depressão. A memória pode estar ligada? Eu esqueço com muita facilidade.

    Sofro de depressão.
    A memória pode estar ligada?
    Eu esqueço com muita facilidade.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    A dificuldade em lembrar de coisas, manter o foco ou até mesmo organizar pensamentos é um sintoma comum em pessoas que enfrentam depressão. Isso acontece porque o transtorno pode alterar o funcionamento do cérebro, especialmente em áreas ligadas à atenção, concentração e processamento de informações.
    É importante lembrar que esse impacto não é permanente e pode melhorar com o tratamento adequado, que pode incluir psicoterapia e, em alguns casos, medicação. A psicoterapia, especialmente, pode ajudar a explorar as raízes emocionais da depressão, reduzir o sofrimento e, com o tempo, melhorar a clareza mental.


  • Sonhos são excessos de pensamentos? Ter sonhos que causam ansiedade no indivíduo. O que são?

    Sonhos são excessos de pensamentos?

    Ter sonhos que causam ansiedade no indivíduo. O que são?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Sonhos NÃO são meramente excessos de pensamentos. Na perspectiva psicanalítica, eles representam uma forma única de expressão do inconsciente, uma maneira pela qual desejos, medos, conflitos internos e conteúdos reprimidos encontram um caminho para se manifestar. Os sonhos muitas vezes utilizam uma linguagem simbólica, o que pode torná-los confusos ou intensos.
    Quando os sonhos causam ansiedade, é provável que eles estejam trazendo à tona algo que o indivíduo pode estar evitando ou que é difícil de enfrentar na vida consciente. Esses sonhos podem ser reflexo de angústias, situações de estresse ou até de experiências vividas que não foram completamente elaboradas. A ansiedade que surge no sonho pode ser uma forma de o inconsciente sinalizar algo importante que precisa ser olhado com mais atenção.

    Na terapia, o trabalho com os sonhos ajuda a decifrar esses significados ocultos e a compreender o que está gerando essa ansiedade. O objetivo é utilizar os sonhos como uma ferramenta para acessar partes de si mesmo que ainda estão obscuras. Isso pode proporcionar um maior entendimento de medos e desejos reprimidos que estão causando essa angústia.


  • coração batendo forte, mãos e pés gelados, sensação de frio, suor nas mãos, tremedeira, preocupação,

    coração batendo forte, mãos e pés gelados, sensação de frio, suor nas mãos, tremedeira, preocupação, estresse, irritabilidade pode ser ansiedade??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Esses sintomas podem estar relacionados à ansiedade, pois o corpo entra em um estado de alerta, conhecido como “resposta de luta ou fuga”, o que pode causar essas reações físicas e emocionais. Porém, é importante lembrar que esses sintomas também podem estar associados a outras condições, como problemas cardíacos, hormonais ou metabólicos. Por isso, antes de atribuí-los exclusivamente à ansiedade, é fundamental buscar orientação médica para descartar qualquer causa orgânica.


  • É normal brigar com algumas pessoas e quando fazer as pazes sentir aquele último sentimento o tempo

    É normal brigar com algumas pessoas e quando fazer as pazes sentir aquele último sentimento o tempo todos? Exemplo... Briguei e me senti humilhada, senti medo, me senti angústiada. Mas fiz as pazes com essa pessoa,mas continuo me sentindo assim perto dela?!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Fazer as pazes racionalmente não significa que o corpo e o mundo interno automaticamente esqueceram o que foi sentido. Quando uma briga provoca sentimentos intensos como medo, angústia ou humilhação, essas emoções podem deixar marcas que não desaparecem só porque o conflito foi resolvido na conversa.
    Mesmo depois de um pedido de desculpas ou de um acordo, algo dentro de você pode continuar em alerta. É um tipo de proteção emocional, muitas vezes inconsciente. O vínculo pode até continuar, mas com uma mudança na forma como você se sente nele.
    A psicoterapia pode te ajudar a entender melhor por que certos sentimentos persistem, o que exatamente foi tocado em você nessa experiência e como cuidar dessas feridas emocionais para que elas não determinem a forma como você se relaciona no presente.


  • Desconforto no peito e queimação no braço e costa e no peito pode ser ansiedade?

    Desconforto no peito e queimação no braço e costa e no peito pode ser ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Sim, o desconforto no peito, a queimação no braço, costas e peito podem ser sintomas relacionados à ansiedade. Quando o corpo está em estado de estresse ou ansiedade, ele pode ativar a resposta de “luta ou fuga”, o que gera diversas manifestações físicas. Isso inclui tensões musculares, aumento da frequência cardíaca e alterações na respiração, que podem causar sensações de desconforto no peito e queimação. Essas sensações são comuns em episódios de ansiedade intensa.

    No entanto, é importante lembrar que esses sintomas também podem estar associados a condições médicas, como problemas cardíacos ou gastroesofágicos. Portanto, se você estiver sentindo esses sintomas de forma persistente, é fundamental procurar orientação médica para descartar outras causas e obter o tratamento adequado. Caso a ansiedade seja confirmada como a causa, a terapia pode ajudar a lidar com esses sintomas e trabalhar a gestão emocional de forma eficaz.


  • Olá! Tenho prima que ri de tudo, tipo de tudo mesmo. Ela é do tipo que coloca o riso em situações ru

    Olá! Tenho prima que ri de tudo, tipo de tudo mesmo. Ela é do tipo que coloca o riso em situações ruins (como a notícia de um acidente). Ela nunca leva nada a sério, queria saber se isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    lgumas pessoas usam o riso como uma forma de defesa psíquica, mesmo em situações difíceis ou delicadas. Esse comportamento pode parecer falta de sensibilidade, mas, muitas vezes, é uma maneira inconsciente de lidar com a angústia, com o desconforto ou com aquilo que é difícil de elaborar emocionalmente.
    O riso, nesse caso, funciona quase como um “amortecedor” para o impacto da realidade — especialmente quando a pessoa não consegue ou não aprendeu a expressar o que sente de forma mais direta. Isso não significa necessariamente que há algo errado, mas pode indicar uma dificuldade em lidar com emoções mais profundas ou dolorosas.
    Quando esse padrão aparece com muita frequência e começa a prejudicar as relações ou a própria forma da pessoa se posicionar diante da vida, é importante buscar um acompanhamento psicológico para compreender o que está por trás dessa postura sempre descontraída.


Perguntas frequentes

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