Perguntas do paciente (338)
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Estou em crise no relacionamento, meu companheiro desde sempre foi muito sincero e disse que gosta m
Estou em crise no relacionamento, meu companheiro desde sempre foi muito sincero e disse que gosta muito de mim, me quer na vida dele, porém ainda ama de forma platônica um colega de trabalho que impede o desenvolvimento de amor por mim. Essa dualidade sentimental dele é normal? Até que ponto é saudável permanecer para conquistar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, entendemos que os afetos humanos são, muitas vezes, atravessados por conflitos, idealizações e desejos inconscientes. A dualidade afetiva do outro pode existir, mas a pergunta mais importante talvez não seja sobre ele, e sim sobre você: o que te faz permanecer nessa relação? O que essa situação mobiliza na sua história, nos seus próprios desejos?
A análise não busca definir o que é certo ou errado, mas criar um espaço onde você possa se escutar, compreender seus movimentos, suas escolhas e os sentidos que isso tem na sua vida.
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Colorir desenhos, apenas colorir desenhos já prontos traz benefícios para a mente? É recomendável pa
Colorir desenhos, apenas colorir desenhos já prontos traz benefícios para a mente? É recomendável para pessoas ansiosas e depressivas? Tem comprovação científica dos possíveis benefícios?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Colorir desenhos prontos pode, sim, oferecer benefícios, como alívio da ansiedade, organização psíquica e relaxamento. A atividade estimula foco, presença e uma pausa nas preocupações, funcionando como um recurso de autorregulação emocional. Estudos mostram que atividades manuais ajudam na redução do estresse, mas é importante lembrar que não substituem um processo terapêutico. Na psicanálise, entendemos que esse gesto também pode mobilizar conteúdos internos de forma simbólica. É um recurso válido como cuidado, mas, diante de um sofrimento persistente, o acompanhamento psicológico é fundamental.
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Eu queria tirar uma dúvida que tem me deixado muito preocupado. Quando eu era criança, com uns 6, 7,
Eu queria tirar uma dúvida que tem me deixado muito preocupado. Quando eu era criança, com uns 6, 7, 8 ou 9 anos, eu tinha um comportamento que hoje fico pensando se pode ter relação com deficiência intelectual ou autismo. Eu só conseguia conversar com algumas pessoas específicas, tipo minhas primas ,mas com outras pessoas eu simplesmente travava. Por exemplo: eu brincava e conversava com elas normalmente, mas quando o pai delas chegava perto, eu me calava na hora, não falava mais nada, ficava parado, quieto, as vezes só pegava na mão de alguém Até na hora de dar a bênção pra ele, eu não conseguia falar, só pegava na mão dele em silêncio E o curioso é que ele não era uma pessoa ruim ou brava, era uma pessoa tranquila, mas mesmo assim eu sentia uma timidez muito forte, sem motivo aparente O estranho é que com a esposa dele, no caso a minha tia eu já conseguia conversar, e com outras pessoas também. Era como se eu tivesse uma barreira só com algumas pessoas, principalmente com adultos homens. Eu só fui conseguir conversar com ele de verdade lá pelos 10, 11 ou 12 anos de idade. E tem mais uma coisa: com 6 anos eu fui diagnosticado com 'outros problemas globais do desenvolvimento', e isso me deixa ainda mais confuso e com medo. Fico pensando se esse meu jeito de só falar com algumas pessoas e travar com outras pode ter sido sinal de deficiência intelectual leve, ou se é mais uma característica de autismo. Eu tenho muito medo de ter deficiência intelectual, isso mexe muito comigo. Por isso queria saber a opinião de vocês: esse tipo de comportamento pode ser sinal de DI leve? Ou é mais típico de autismo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível que essa dúvida te gere angústia. Quando olhamos para comportamentos da infância, é importante entender que eles estão sempre atravessados por uma série de fatores emocionais, relacionais e subjetivos. Não são apenas sinais de um diagnóstico.
Muitas vezes, comportamentos como "travar", se calar diante de algumas pessoas, podem estar ligados a questões emocionais, à história daquela criança, aos vínculos, às experiências afetivas, e não necessariamente indicam uma deficiência intelectual. Na psicanálise, entendemos que cada sujeito tem uma forma única de se relacionar com o outro e com o mundo, e que, na infância, o medo, a timidez, o silêncio ou a evitação podem ser maneiras de lidar com angústias que a criança ainda não consegue simbolizar.
O diagnóstico que você recebeu na infância ("outros transtornos globais do desenvolvimento") é uma classificação que, muitas vezes, abarca dificuldades que podem ser temporárias, relacionadas ao desenvolvimento subjetivo e não necessariamente permanentes.
O mais importante não é se prender a rótulos, mas poder olhar para sua história, compreender de onde vêm essas angústias, esses medos, e elaborar tudo isso. Um acompanhamento psicológico pode te ajudar muito nesse caminho de compreensão, acolhendo suas questões sem reduzir sua história a um diagnóstico.
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Meu filho está com o comportamento agressivo na escola batendo nos coleguinhas, ele não vive apanhan
Meu filho está com o comportamento agressivo na escola batendo nos coleguinhas, ele não vive apanhando em casa , converso digo que não pode , deixo de castigo, já não sei mais oque fazer , estou esperando consulta com neuropediatra
Até lá qual profissional procurar ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível que essa situação gere muita angústia e preocupação. Quando uma criança apresenta comportamentos agressivos, é importante entendermos que ela, muitas vezes, está expressando algo que ainda não consegue colocar em palavras. A agressividade, na infância, pode ser uma forma de comunicar conflitos internos, frustrações, inseguranças ou até dificuldades no processo de amadurecimento emocional.
Além da avaliação com o neuropediatra, é fundamental buscar um acompanhamento psicológico, preferencialmente com um profissional que trabalhe com a escuta infantil. Na psicanálise, olhamos para além do comportamento; buscamos compreender o que está por trás dele. Através do brincar e da escuta, a criança encontra um espaço para elaborar seus sentimentos e suas angústias, o que muitas vezes reflete diretamente na mudança de comportamento.
O trabalho com os pais também é essencial nesse processo. A clínica com crianças sempre inclui o acolhimento às famílias, para que juntos possamos compreender as dinâmicas emocionais que atravessam o desenvolvimento da criança.
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Meu filho tem 3 anos e está no infantil 3 no CMEI, esse é o primeiro ano lá, esta em período integra
Meu filho tem 3 anos e está no infantil 3 no CMEI, esse é o primeiro ano lá, esta em período integral, nunca havia ido, eu que sou mae que sempre cuidei dele. Desde que começou nesse cmei ele é outra criança, triste, ansioso, ele chora o caminho todo indo pro cmei pede por favor pra nao deixá-lo lá. Ele esta roendo as unhas coisa q nunca fez, ele perdeu todo o brilho q tinha, nao quer mais sair pra lugar nenhum final de semana pois acha q vou levar ele pra escola. Está tão difícil, ele ja esta a 5 meses e nao se adapta. Estou quase saindo do trabalho pois nao aguento mais vê-lo sofrer dessa meneira. Ja conversei com as professoras elas dizem q ele chora na parte da manha e na parte da tarde fica bem. Pedi apoio e mais acolhimento. Mais sinto que isso nao esta acontecendo. Ele nao tem afeto por nenhuma professora e sao 4 que tem la.. nao sei oque fazer.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, agradeço por compartilhar seu relato. O que você descreve mostra o quanto essa adaptação tem sido difícil não só para o seu filho, mas também para você.
A entrada na escola, especialmente em tempo integral e pela primeira vez, representa uma grande mudança emocional. Para uma criança pequena, essa separação da figura materna pode ser vivida com angústia, ainda mais se ele não encontra vínculos afetivos seguros no novo ambiente.
Os sinais que ele apresenta (tristeza, ansiedade, roer unhas, recusa em sair) indicam sofrimento e merecem ser acolhidos com atenção. Mesmo que na escola ele pareça “ficar bem” em parte do dia, é importante considerar o que ele expressa fora dali.
Pode ser o momento de buscar apoio psicológico, tanto para ele quanto para você, a fim de ajudar na elaboração dessa transição. Um acompanhamento terapêutico pode ser muito valioso nesse momento.
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Sempre que eu preciso sair para ir a algum lugar público e que eu tenha que socializar, eu começo a
Sempre que eu preciso sair para ir a algum lugar público e que eu tenha que socializar, eu começo a me sentir mal, muitas vezes desisto de sair por isso, pedi demissão de todos os empregos que consegui, desisti da faculdade. Quando tenho que sair de casa começo a sentir ânsia de vomito, palpitações, enjoos, calafrios, não consigo comer nada antes de sair, pois fico com muita ânsia de vomito (algumas vezes chego a vomitar) e quando consigo sair de casa, fico com tremores e suando se perceber que tem alguém me olhando ou se eu precisar falar com alguém que não seja da minha família. Isso vem me afetando desde a infância, mas parece ter se intensificado na fase adulta. O que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Os sintomas que você descreve, como náuseas, tremores, sudorese, medo de ser visto ou de interagir com pessoas fora do círculo familiar, indicam um sofrimento psíquico importante, que merece ser acolhido com seriedade.
Do ponto de vista da psicanálise, esses sintomas não surgem por acaso: eles têm uma história, uma função e estão ligados a conflitos inconscientes, muitas vezes relacionados à forma como você se percebe, ao olhar do outro e a experiências anteriores.
Recomendo fortemente que você busque um espaço de escuta terapêutica, onde seja possível investigar as origens desse sofrimento e dar um novo sentido a ele. A psicoterapia não oferece respostas prontas, mas permite que, pouco a pouco, você compreenda o que está por trás desses sintomas e construa novas formas de lidar com o mundo e com os outros.
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Desde o mês passado eu venho sofrendo com pensamentos ruins na minha cabeça que tanto atrapalham os
Desde o mês passado eu venho sofrendo com pensamentos ruins na minha cabeça que tanto atrapalham os meus dias, eu tento esquece-los mas é dificil. não acho que sejam intrusivos porque eles não surgem na minha cabeça e não vêm do nada. Eu meio que apenas penso neles. Eu não quero pensar neles, estou exausto
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você traz revela um sofrimento que merece ser escutado com cuidado. Esses pensamentos que "não vêm do nada", mas que você sente estar sempre ruminando, apontam para algo que insiste em retornar, mesmo quando você tenta esquecê-los ou evitá-los.
Na psicanálise, compreendemos que nem tudo que pensamos é consciente ou voluntário. Muitas vezes, pensamentos repetitivos e incômodos estão ligados a conflitos internos, desejos recalcados ou experiências que não foram bem elaboradas. Mesmo que não pareçam "intrusivos" no sentido clássico, eles podem estar relacionados a algo mais profundo que tenta encontrar expressão.
Tentar esquecê-los ou "parar de pensar" geralmente só aumenta a exaustão, pois o esforço de controle pode intensificar o mal-estar. O caminho, nesse caso, não é silenciar esses pensamentos, mas criar um espaço em que eles possam ser escutados, compreendidos e, pouco a pouco, ressignificados.
A psicanálise pode ajudar justamente nisso: oferecer um espaço onde você possa falar livremente, sem julgamento, e começar a entender o que está por trás desses pensamentos. Através da escuta e da associação livre, é possível encontrar novos sentidos para o que hoje aparece como um fardo.
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Eu só consigo fazer as coisas quando alguém me motiva ou dá o exemplo, tipo arrumar a casa se alguém
Eu só consigo fazer as coisas quando alguém me motiva ou dá o exemplo, tipo arrumar a casa se alguém estiver arrumando, ou estudar se alguém estiver estudando junto. Se não tiver esse estímulo externo, eu não sinto motivação para fazer nem as coisas básicas e fico parado esperando alguma coisa acontecer. Isso é normal? Como eu faço para conseguir agir mesmo sem esse impulso externo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, agradeço por compartilhar o que você está vivendo. Essa sua experiência de precisar de estímulo externo para agir é algo que pode estar relacionado a questões mais profundas do seu funcionamento psíquico.
Quando dependemos de estímulos externos para agir, muitas vezes isso indica uma dificuldade em acessar uma motivação interna, uma força que venha de dentro de você mesmo.
Para desenvolver a capacidade de agir sem esse impulso externo, é importante explorar, em um processo terapêutico, as raízes dessas dificuldades. Pode ser útil trabalhar a construção de um espaço interno mais sólido, onde você possa encontrar motivação e força por si mesmo, sem depender tanto do que os outros fazem ou dizem.
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Olá, irei tentar escrever tudo que sinto, no momento provavelmente estou passando por depressão, cre
Olá, irei tentar escrever tudo que sinto, no momento provavelmente estou passando por depressão, creio que a raiz dela é desde minha infância, tenho extrema dificuldade de interagir e conversar, manter conversas e etc, até ai ok eu vivi minha vida, resultado: solitude e bloqueio emocional, tenho apenas 1 amigo que está desde minha infância comigo, ainda tenho extrema dificuldade de interagir e conversar, isso pode parecer bobo mas já arruinou, amizades, trabalho em grupo, questões amorosas, basicamente tudo em minha vida, como posso lidar com isso? Creio que não sou tímido, mas a falta de conhecimento nesse tipo de interação me gera insegurança, consequentemente levando a timidez de qualquer forma, também gostaria de saber lidar com o fato de que amadureci demais, me sinto sem graça e estóico, rejeito pessoas e amizades para evitar frustrações, a propósito tenho toc diagnósticado.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, agradeço por sua partilha tão sincera. Escrever sobre o que se sente já é, por si só, um gesto de elaboração importante.
Você traz questões profundas que parecem atravessar sua história desde muito cedo: um sentimento persistente de isolamento, a vivência de bloqueios emocionais, e uma tentativa de controle que pode ter se transformado, ao longo do tempo, em rigidez, como quando menciona ter "amadurecido demais", ou rejeitar vínculos para se proteger da frustração.
Na perspectiva psicanalítica, sintomas como a depressão ou a dificuldade de se vincular não são fraquezas ou defeitos, mas sinais de algo que tem uma história, algo que teve um sentido em determinado momento da sua vida psíquica, e que talvez hoje esteja te aprisionando mais do que te protegendo.
Você diz que acredita que a raiz do que sente está na infância. Isso merece ser escutado com cuidado. Muitas vezes, experiências precoces com afeto, presença (ou ausência) dos outros, frustrações e exigências moldam a forma como passamos a nos relacionar, com os outros e com nós mesmos. O que você chama de “bloqueio” pode carregar afetos que, na época, não puderam ser ditos, sentidos ou compreendidos.
Também é notável a sua percepção sobre como evita vínculos para não se frustrar. A defesa contra a dor é legítima — mas, como você mesmo aponta, pode estar custando caro em termos de vida emocional e liberdade de escolha.
Sobre o TOC: ainda que seja um diagnóstico importante, a psicanálise não se restringe ao rótulo. Ela se interessa por como você vive isso. O que se repete, o que angustia, o que tenta controlar. Por que, talvez, o mundo interno precise ser tão controlado? O que está em jogo quando a espontaneidade parece ameaçadora?
Essas perguntas não têm resposta pronta, mas podem ser exploradas num espaço de escuta e acolhimento, como em um processo terapêutico. A fala, quando encontra um lugar onde possa se apoiar, pode ir desmontando, pouco a pouco, essas defesas que hoje te isolam, mas que talvez um dia tenham sido tentativas de sobreviver emocionalmente.
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Tenho medo de fazer alguma coisa errada no trânsito, alguém se irritar, anotar a minha placa, descob
Tenho medo de fazer alguma coisa errada no trânsito, alguém se irritar, anotar a minha placa, descobrir onde eu moro e me matar. Isso é possível ou é coisa da minha cabeça? Porque tenho esses pensamentos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, boa tarde! Pensamentos como o que você descreveu descreveu podem estar relacionados a diversas questões psíquicas, no entanto, para entender com clareza o que está por trás disso no seu caso, é fundamental uma escuta clínica individualizada.
Por isso, o mais indicado é buscar um psicólogo. Em um espaço terapêutico, será possível compreender melhor a origem desses pensamentos, o que eles representam para você, e trabalhar o sofrimento que eles causam.
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Minha mãe pode ser psicóloga da minha sogra? Minha mãe há mais de 1 ano é psicóloga de uma senhora.
Minha mãe pode ser psicóloga da minha sogra?
Minha mãe há mais de 1 ano é psicóloga de uma senhora. No entanto, conheci uma mulher, onde acabamos nos envolvendo e assumindo namoro. Quando fui apresentá-la pra minha mãe, houve esse clima tenso ao descobrir que a mãe dela é paciente de minha mãe. Agora preciso saber o que o código de ética fala sobre isso.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa situação envolve uma questão ética delicada que precisa ser analisada com cuidado, tanto pelo viés técnico quanto transferencial.
Segundo o Código de Ética do Psicólogo, o psicólogo deve “evitar vincular sua atuação profissional a interesses de pessoas ou instituições que possam influenciar indevidamente sua autonomia e o exercício profissional.” Além disso, fala sobre a importância do sigilo e da proteção da intimidade dos envolvidos.
Quando uma psicóloga começa a atender alguém que tem vínculos familiares com outra pessoa com quem seu filho (ou filha) tem relação afetiva direta, há potencial conflito de interesses e riscos importantes na condução da transferência e contratransferência. Ainda que sua mãe já atenda a mãe da sua namorada há mais de um ano, a descoberta do vínculo familiar com o genro pode interferir na neutralidade e confidencialidade do processo terapêutico.
A psicóloga precisa avaliar, com honestidade técnica, se o vínculo familiar que surgiu interfere ou poderá vir a interferir na condução do processo.
Em muitos casos, o mais ético e prudente seria encaminhar a paciente para outro profissional, especialmente se houver risco de exposição, conflito de interesses ou dificuldade de manter o setting.
Essa decisão deve sempre considerar o melhor interesse da paciente, a preservação do sigilo e da ética profissional.
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Meu filho de 6 anos é muito emotivo e sensível. Mas sempre foi desinibido. Desde o ultimo ano notei
Meu filho de 6 anos é muito emotivo e sensível. Mas sempre foi desinibido. Desde o ultimo ano notei que ele fica com vergonha e timido em certas ocasioes. Nas apresentações da escola , sempre foi destaque. Mas hj fica nervoso, chora e nao consegue apresentar. Nos ensaios com a turma corre tudo bem , mas quando chega o dia da apresentação, nao consegue lidar. Percebo que ele luta para conseguir. Mas nao consegue e se frustra. É hr de procurar ajuda ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O seu olhar atento para os sentimentos e comportamentos do seu filho é algo muito valioso. Quando uma criança que antes era expansiva começa a apresentar sinais de inibição ou retraimento, especialmente em momentos que antes eram fontes de prazer e destaque, como as apresentações escolares, vale a pena escutar com cuidado o que esse sintoma pode estar expressando.
Na perspectiva psicanalítica, compreendemos que o sintoma tem uma função: ele diz algo sobre o mundo interno da criança. O nervosismo, o choro e a frustração podem estar revelando conflitos emocionais que ainda não encontram uma via simbólica para serem elaborados. À medida que a criança cresce e seu psiquismo se desenvolve, ela pode se deparar com novas angústias, medos ou exigências internas que antes não estavam presentes.
A terapia pode ser um espaço importante para que seu filho possa brincar, simbolizar e expressar, de forma livre, aquilo que ainda não consegue colocar em palavras. E também para que vocês, como pais, possam ser escutados nesse processo, compreendendo melhor como apoiá-lo em sua singularidade.
Sim, este pode ser um momento oportuno para buscar ajuda.
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Não consigo me envolver de forma nenhuma com as pessoas, qualquer mínima demonstração de carinho já
Não consigo me envolver de forma nenhuma com as pessoas, qualquer mínima demonstração de carinho já me faz querer ir embora. Como posso lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você está sentindo é mais comum do que parece, e merece ser olhado com cuidado e acolhimento. A dificuldade em se envolver afetivamente e o incômodo diante de demonstrações de carinho podem estar ligados a experiências anteriores, inseguranças emocionais ou até mesmo a mecanismos de defesa que o seu próprio corpo e mente construíram para evitar possíveis feridas emocionais.
É importante entender que esses comportamentos não significam “falta de afeto”, mas podem ser sinais de que algo dentro de você precisa ser compreendido, ressignificado e acolhido. Na psicoterapia, é possível investigar a origem desses sentimentos, entender como eles se formaram e trabalhar formas mais saudáveis de se relacionar consigo mesmo e com os outros.
Você não está sozinho nessa experiência. Buscar ajuda já é um primeiro passo muito importante em direção ao autoconhecimento e à construção de relações mais seguras e satisfatórias.
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Sinto que tem algo de errado comigo, mas não sei dizer o que é. Não me sinto normal. Essa incerteza
Sinto que tem algo de errado comigo, mas não sei dizer o que é. Não me sinto normal.
Essa incerteza fica me incomodando no dia-a-dia e parece uma luta interna. Tenho medo de piorar e me afetar no futuro.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, obrigada por compartilhar seu relato. Essa sensação de não saber exatamente o que está acontecendo pode ser angustiante. Muitas vezes, sentimentos de confusão interna e a impressão de que “algo não está certo” podem indicar que há questões emocionais importantes pedindo atenção. Essa incerteza pode, sim, gerar sofrimento no dia a dia e até impactar a forma como você se relaciona consigo mesmo e com o mundo ao seu redor.
Buscar ajuda psicológica nesse momento é um passo muito importante. Através do processo terapêutico, é possível compreender melhor essas emoções, dar nome ao que está sendo sentido e encontrar caminhos mais saudáveis para lidar com essa “luta interna”. A psicoterapia oferece um espaço seguro e sem julgamentos para explorar essas questões e promover autoconhecimento e bem-estar.
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Se o sentimento de uma pessoa não é considerado certo e nem errado dentro da psicologia. O que leva
Se o sentimento de uma pessoa não é considerado certo e nem errado dentro da psicologia. O que leva o profissional à interromper o tratamento de um paciente que diz que está amando o psicoterapeuta? Não seria melhor explicar o que leva o paciente sentir tais sentimentos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua pergunta é muito válida e mostra um olhar atento para o processo terapêutico.
Na psicologia, sentimentos não são julgados como certos ou errados. Quando um paciente expressa amor pelo terapeuta, isso pode ser compreendido como parte da relação terapêutica e pode, sim, ser trabalhado em sessão, com escuta e acolhimento.
No entanto, dependendo da intensidade do vínculo e dos riscos à neutralidade da terapia, o profissional pode avaliar que o mais ético e cuidadoso é encerrar ou encaminhar o caso. Isso não é um julgamento do sentimento, mas uma forma de preservar a qualidade do tratamento.
Se esse for o seu caso, pode ser muito importante conversar abertamente com um profissional de confiança.
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Meu filho tem 3 anos 8 meses é muito carinhoso e inteligente , gosta de montar quebra cabeças e pint
Meu filho tem 3 anos 8 meses é muito carinhoso e inteligente , gosta de montar quebra cabeças e pintar.
desde 1 ano e 6 meses ia para uma escolinha pequena que tinha 5 alunos na sala.
Tirei ele dessa escolinha e colocamos ele em uma outra bem maior, ele ficou uns 3 meses em casa sem frequentar a escola ate eu conseguir a vaga.
As duas primeiras semana ele estranhou um pouco, chorou uns dois dias quando eu deixava ele de manha, mas era bem tranquilo, mas fazem uns 5 dias que ele não quer ir para escola, chora muito quando eu deixo, e fica em casa falando que não quer ir para escola.
Converso com ele para buscar entender o motivo e dar apoio para ele, mas ele apenas diz que não gosta da escola grande , que tem muitos alunos, que quer que eu coloque ele em uma escola menor, sinto ele ansioso a noite pois ele fica pensando no outro dia em ter que ir para escola.
Como devo agir, devo esperar quanto tempo ate intervir com algum tipo de suporte profissional ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É comum que crianças nessa faixa etária apresentem dificuldade de adaptação diante de mudanças como a troca de escola, especialmente após um período afastado. Seu filho demonstra sensibilidade e boa capacidade de expressão emocional, o que é positivo. O choro e a recusa nos primeiros dias ainda podem estar dentro do esperado, mas como já há sinais de ansiedade noturna e resistência contínua, vale observar e estar atento. Se o quadro persistir ou se intensificar, é indicado procurar um psicólogo infantil para avaliar e apoiar esse processo. A escuta, o acolhimento em casa e a parceria com a escola são fundamentais nesse momento.
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O que é perfil psicológico de uma pessoa? .
O que é perfil psicológico de uma pessoa? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O perfil psicológico de uma pessoa é um conjunto de características que descrevem como ela costuma pensar, sentir e se comportar em diferentes situações. Ele é formado por aspectos da personalidade, padrões emocionais, formas de lidar com os outros e com os próprios conflitos, além da história de vida e das experiências significativas. No contexto clínico, o perfil psicológico não serve para rotular alguém, mas para compreender mais profundamente sua subjetividade e, assim, oferecer um cuidado mais individualizado e eficaz. É um olhar atento e respeitoso para quem a pessoa é, em sua singularidade.
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Qual é a influência dos temperamentos de uma pessoa nas relações pessoais, interpessoais e sociais ?
Qual é a influência dos temperamentos de uma pessoa nas relações pessoais, interpessoais e sociais ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O temperamento é uma base inata da personalidade, que influencia como reagimos emocionalmente ao mundo desde muito cedo. Ele afeta a forma como lidamos com os outros, como nos expressamos, como nos relacionamos e até como enfrentamos desafios. Pessoas com temperamentos mais impulsivos, por exemplo, podem ter mais dificuldade em lidar com frustrações nas relações, enquanto aquelas com temperamentos mais introspectivos podem demorar mais para se abrir. Na convivência, entender essas diferenças ajuda a promover empatia, melhorar a comunicação e reduzir conflitos. Na clínica, observamos que quando a pessoa passa a reconhecer seu próprio temperamento, ela pode desenvolver estratégias mais conscientes e saudáveis para se relacionar consigo mesma e com os outros.
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No meu primeiro casamento eu fui traído pela minha esposa e agora estou no meu segundo casamento, de
No meu primeiro casamento eu fui traído pela minha esposa e agora estou no meu segundo casamento, de lá pra cá ando sentindo desejo de ver minha esposa ter relação sexual com outro homem, será que a traição que tive no casamento anterior desencadeou algo em mim?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigado por confiar esse pensamento tão íntimo. É muito compreensível que, após ter vivido uma experiência de traição, sentimentos e fantasias inesperadas possam surgir. Às vezes, nosso inconsciente tenta elaborar dores antigas por meio de caminhos simbólicos, e isso pode incluir fantasias que parecem contraditórias à primeira vista.
O desejo de ver sua parceira com outra pessoa pode ter várias camadas de significado: pode estar ligado a questões de controle, de reparação emocional, de busca por sentido ou até de ressignificação da experiência passada. Cada pessoa elabora seus traumas de forma única, e por isso é importante que esses sentimentos sejam acolhidos e compreendidos em um espaço terapêutico seguro.
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Minha namorada sente muito ódio da minha ex, isso está afetando nosso relacionamento por consequênci
Minha namorada sente muito ódio da minha ex, isso está afetando nosso relacionamento por consequência ela está distante do meu filho também o que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ciúmes em uma relação pode surgir por inseguranças, histórias passadas ou mesmo pela forma como os vínculos anteriores ainda impactam o presente. Quando esse ciúmes interfere no relacionamento com o seu filho, é importante ter atenção: o vínculo entre pai e filho deve ser preservado e protegido.
É essencial abrir um espaço de diálogo sincero com sua parceira, expressando como essa situação está afetando não só vocês dois, mas principalmente a criança. A construção de uma relação saudável com o filho não deve ser vista como uma ameaça, mas como parte da vida de quem escolhemos nos relacionar.
Se os sentimentos de ciúmes estiverem muito intensos, talvez seja o caso de buscar apoio psicológico. Um processo terapêutico pode ajudar a compreender de onde vem essa insegurança e como lidar com ela de maneira mais saudável.
Lembre-se: em qualquer relação, o respeito pelas histórias anteriores e, principalmente, pelos filhos, é fundamental.
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