Perguntas do paciente (340)

  • Como cortar laços com família ruim e disfuncional? Meus pais me "aceitam" gay desde que eu não tenha

    Como cortar laços com família ruim e disfuncional? Meus pais me "aceitam" gay desde que eu não tenha determinados comportamentos. Como lidar com o corte de laços familiares pois sinto que não pertenço aqui sendo que até mesmo minha mãe disse que meu sobrinho nasceu na família errada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Quando o pertencimento familiar é marcado por condições, críticas ou invalidações, é comum surgirem sentimentos de exclusão e sofrimento. Do ponto de vista psicanalítico, mais do que o afastamento em si, é importante compreender os efeitos subjetivos que esses vínculos produzem e quais expectativas permanecem investidas nessas relações.

    O corte de laços pode ser uma possibilidade em algumas situações, mas costuma ser uma decisão complexa, que merece reflexão cuidadosa. Um processo terapêutico pode ajudar a elaborar essas experiências, fortalecer sua autonomia emocional e encontrar formas mais saudáveis de se posicionar diante de vínculos que geram sofrimento.


  • É normal eu imaginar cenários em que eu esteja conversando/interagindo com um grupo de K-pop famoso?

    É normal eu imaginar cenários em que eu esteja conversando/interagindo com um grupo de K-pop famoso? Pois eu gosto muito do grupo, me sentia "confortável"/bem ao assisti-las e acompanhava bastante conteúdos das integrantes, que não eram apenas sobre música especificamente.

    Era quase como se eu me sentisse um amigo mesmo, estava engajado ao ponto de defender o grupo contra haters, sem xingar e sem ofender, apenas mostrando contrapontos a alguns comentários negativos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Quando gostamos muito de um artista ou grupo, podemos desenvolver um sentimento de proximidade e imaginar conversas ou interações com eles. Isso não significa, por si só, que exista algum problema psicológico.

    O mais importante é observar se você consegue distinguir claramente fantasia e realidade e se isso não está causando sofrimento ou prejuízos na sua vida social, acadêmica, profissional ou afetiva. Se essas fantasias funcionam apenas como uma forma de conforto, entretenimento ou expressão da imaginação, elas podem ser consideradas uma experiência normal.


  • Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranqu

    Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranquila, me sinto segura ao lado dele. Mas sonho direto com ele me terminando o relacionamento e há alguns dis sonhos com mãos frequência. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Sonhos recorrentes com término nem sempre indicam problemas reais na relação. Muitas vezes, eles refletem medos inconscientes de perda, abandono ou inseguranças emocionais.

    Como você relata viver uma relação segura e tranquila, é importante diferenciar o que acontece no sonho da realidade. Na psicanálise, os sonhos podem revelar angústias internas que merecem ser compreendidas com mais cuidado e acolhimento.


  • Minha filha de 5 anos...está muito emotiva...chora por tudo..e na escola as amiguinhas muitas vezes

    Minha filha de 5 anos...está muito emotiva...chora por tudo..e na escola as amiguinhas muitas vezes não quer brincar com ela..Como ajudá-la? Devo procurar um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Aos 5 anos, a criança ainda está constituindo recursos para lidar com frustrações, rejeições e com as primeiras experiências sociais fora do ambiente familiar. O choro pode ser uma forma de expressar afetos que ela ainda não consegue simbolizar ou elaborar pela fala.

    É importante observar se houve mudanças recentes e como ela vivencia essas relações na escola e em casa. O acompanhamento psicológico infantil pode ser indicado para compreender melhor o sentido desse sofrimento e auxiliar a criança e a família nesse processo.


  • Ao chegar no meu trabalho,sinto um pouco de angustia, sencacao de estar no piloto automatico, tenho

    Ao chegar no meu trabalho,sinto um pouco de angustia, sencacao de estar no piloto automatico, tenho medo constante de perde o controle da minha vida, sinto estagnado, nao tenho prazer em estar no meu trabalho, tenho medo de perder minha sanidade, meu homor oscila bastante, sinto como se estivesse sem saida . o que issso pode ser ? quando não estou no trabalho sinto isso diminuir, porém de uns tempos pra cá, tenho enxergado tudo como se fosse obrigação porque isso acontece ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    O que você relata pode indicar que existe um sofrimento emocional importante ligado ao trabalho e à forma como você tem vivido suas obrigações. Na psicanálise, quando tudo começa a parecer pesado, automático e sem prazer, muitas vezes isso mostra que algo interno está em conflito e não está encontrando espaço para ser elaborado.

    Esse medo de perder o controle, a sensação de estar sem saída e a oscilação de humor podem surgir quando a pessoa permanece por muito tempo sustentando algo que já não faz sentido ou que produz sofrimento. O fato de isso diminuir fora do trabalho sugere que o ambiente profissional pode estar funcionando como um gatilho para questões emocionais mais profundas.

    Buscar ajuda psicológica pode ser importante para compreender melhor o que esse sofrimento está tentando comunicar.


  • Tenho dificuldade em diferenciar quando algo é um problema real que preciso resolver com uma ação e

    Tenho dificuldade em diferenciar quando algo é um problema real que preciso resolver com uma ação e quando é só um problema mental que fico tentando resolver na minha cabeça.

    Essa dúvida começou quando, durante uma seleção de pós, passei a me questionar muito sobre minha capacidade intelectual e tentei “resolver” isso pensando, como se o próprio ato de pensar eventualmente calasse o pensamento e a dúvida, mas isso só me manteve em um loop mental.

    A partir dessa experiência, desenvolvi um medo de perder o controle sobre meus próprios pensamentos. Comecei a pensar e se eu tivesse x y pensamento?

    Reconheço que confundo descontrole com entrar em ruminação ao tentar resolver algo que é puramente mental.

    Mas sinto dificuldade de parar de ficar analisando pensamentos e sensações. Desconfio que isso se deve a um desejo de retorno, como se eu precisasse "voltar" a um momento anterior, antes de ter engatilhado aquele primeiro lool.

    Minha dúvida é: como saber, na prática, quando devo agir de forma concreta e quando estou apenas preso em um ciclo de pensamento que não tem solução? E, nesses casos, como lidar melhor com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    O que você descreve parece menos ligado ao conteúdo dos pensamentos e mais à necessidade de encontrar, por meio deles, uma certeza absoluta. Quando existe uma ação concreta possível, trata-se de algo da realidade. Mas, quando a questão gira em torno de “e se eu perder o controle?” ou “o que isso diz sobre mim?”, geralmente já estamos no campo da angústia e da ruminação.
    Nesses casos, quanto mais se tenta eliminar a dúvida, mais ela retorna. Talvez o caminho não seja buscar uma resposta definitiva, mas aprender a sustentar alguma incerteza sem se deixar capturar inteiramente por ela.


  • Olá a todos. Estou em acompanhamento em terapia, mais especificamente com a TCC. A minha questão env

    Olá a todos. Estou em acompanhamento em terapia, mais especificamente com a TCC. A minha questão envolve uma memória da minha infância, que é muito imprecisa. Não consigo me lembrar de quase nada, tive apenas 1 flashback uma vez, que me abalou e me fez procurar terapia.

    Estou por volta da minha décima sessão, e é muito recorrente pensamentos intrusivos e repetitivos a cerca desse acontecimento na minha infancia, e muitas "memórias falsas" e cenários que minha mente cria, meio que pra tentar completar aquela memória, pra entender o que aconteceu. Mesmo realizando diversas técnicas, envolvendo questionar meus pensamentos, tenho apenas um alivio ali temporário.

    Mesmo já tendo questionado diversas vezes, a memória volta, e fica na minha cabeça diversos pensamentos automaticos. Tenho a impressão de que há algo mais me incomodando, algo mais que eu preciso ver, que eu preciso resolver, pois esses pensamentos não saem da minha cabeça por nada. Fico muito ansioso, desconectado da realidade

    OBS: Estou também em tratamento psiquiátrico, para tentar melhorar mais os sintomas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Quando existe uma memória infantil imprecisa associada a um forte impacto emocional, é comum que a mente tente “preencher” essa lacuna com pensamentos repetitivos e cenários imaginados. Isso não significa que sejam lembranças reais, mas uma tentativa psíquica de dar sentido ao que ficou sem elaboração.
    Se as técnicas trazem apenas alívio temporário, pode haver uma dimensão emocional mais profunda a ser trabalhada. O mais importante não é necessariamente descobrir exatamente o que aconteceu, mas compreender o que isso representa hoje para você.


  • Já tiveram vontade de terminar o relacionamento,esses pensamentos constante, não tomam a decisão, e

    Já tiveram vontade de terminar o relacionamento,esses pensamentos constante, não tomam a decisão, e continuam a relação... E deu tudo certo. detalhe gosto muito da minha namorada, temos 3 anos, mas não consegui criar aquele amor ainda. estamos construindo uma casa e pensando em casar, por um lado confio nela, e essa mulher(22anos) faz tudo por mim e eu(27anos) por ela(sabe quando uma pessoa e muito boa falo de caráter, índole, faz tudo para te agradar, soma em tudo, quer um futuro, filho e fiel, você não consegue retribuir ou sentir aquele sentimento).
    Afinal o amor vem com o tempo ou ele já vem de primeira?
    Não quero ser aquele que terminar por nenhum motivo e perde uma pessoa por um pensamento de momento, afinal acredito que seja só um pensamento bobo e que no final tudo vai ficar bem, o que você me orientam voz da experiência.
    Independente vou tentar até onde for possível, só não quero ter esses pensamentos constantes e chatos.

    Detalhe somos cristãos, louvamos juntos, ultimamente quando tenho esses pensamentos procuro orar e pedir orientação a Deus e pedir para ele me acalmar diante desses tipos de pensamentos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Esses pensamentos de dúvida são mais comuns do que parecem, especialmente em momentos de grandes decisões, como casamento e construção de uma vida a dois. Na psicanálise, entendemos que o amor não é um sentimento fixo ou constante, e que ambivalências )vontade de ficar e dúvida) podem coexistir sem significar falta de amor.

    Muitas vezes, a expectativa de sentir um “amor ideal” gera angústia, sobretudo quando o relacionamento é saudável e o outro ocupa um lugar muito valorizado. O desejo não segue a lógica da razão ou da obrigação.

    Esses questionamentos podem estar ligados ao medo do compromisso e às mudanças que ele implica. Não indicam, por si só, que a relação esteja fadada ao fracasso. Um espaço de escuta, como a psicoterapia, pode ajudar a compreender a origem desses pensamentos e aliviar esse sofrimento.


  • Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especia

    Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especializado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    A tristeza passageira costuma aparecer como resposta a situações difíceis e, com o tempo, se transforma, permitindo que a pessoa siga sua rotina. Já a depressão envolve um esvaziamento mais profundo: perda de energia, desânimo persistente, dificuldade de sentir prazer e prejuízos no dia a dia.

    Quando o sofrimento não melhora e interfere na vida, é importante buscar acompanhamento. Na psicanálise, investigamos o sentido desse mal-estar para que o paciente possa elaborar sua dor e encontrar novos caminhos para si.


  • Interrompi a terapia e quero retomar. Preciso “começar do zero”?

    Interrompi a terapia e quero retomar. Preciso “começar do zero”?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Interrupções no processo terapêutico acontecem, e o retorno não significa necessariamente “começar do zero”. Em psicanálise, tudo o que foi vivido (inclusive a pausa) faz parte da história que o sujeito traz.

    Ao retomar, partimos do ponto em que você se encontra hoje: o que o fez interromper, o que o faz retornar agora, como tem se sentido nesse intervalo. Esses elementos são valiosos para o trabalho analítico.

    O importante é que você possa chegar como está, sem a obrigação de reconstruir tudo de início. O processo se reorganiza a partir do seu movimento atual, no seu tempo.


  • Sinto culpa ao dizer “não”. A terapia pode ajudar com limites?

    Sinto culpa ao dizer “não”. A terapia pode ajudar com limites?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Muita gente sente culpa ao dizer “não”. Na psicanálise, entendemos que essa dificuldade costuma surgir de histórias afetivas e padrões de relacionamento formados ao longo da vida. A terapia ajuda a compreender a origem dessa culpa, o lugar que você ocupa nas relações e a construir limites de forma mais segura e autêntica. O objetivo é que o “não” deixe de ser algo ameaçador e passe a proteger seu bem-estar.


  • Quais são os impactos emocionais mais comuns ao morar em outro país?

    Quais são os impactos emocionais mais comuns ao morar em outro país?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Morar em outro país costuma mobilizar muitos afetos. Do ponto de vista psicanalítico, é uma experiência que pode despertar saudade, sensação de desenraizamento, ansiedade, solidão e, ao mesmo tempo, entusiasmo por novas possibilidades. A mudança rompe referências internas importantes e isso pode tocar em questões profundas de identidade e pertencimento.

    Na terapia, exploramos como cada pessoa vive essa transição: o que se perde, o que se estranha e o que se cria de novo. Esse processo ajuda a compreender os impactos emocionais e a construir formas mais estáveis de se sentir em casa, mesmo longe de onde se nasceu.


  • Qual especialista devo consultar? Ultimamente, tenho me sentido estagnada. Me distraio com tudo e qu

    Qual especialista devo consultar? Ultimamente, tenho me sentido estagnada. Me distraio com tudo e qualquer coisa, e me convenço de que estou fazendo tudo, menos minhas responsabilidades, não consigo focar e me concentrar no que importa e nem ter uma rotina minimamente funcional, procrastinando e negligenciando o que importa. Não consigo me exercitar mais, estudar e trabalhar, minha vontade é so ficar deitada. Sentimentos de falta de realização baixo desempenho, cansaço mental e físico, tristeza, frustração, exaustão, fracasso e impotência. Tenho 31 anos. Nem sempre foi assim. Meus exames de sangue estão todos dentro do padrão de referência. Gostaria muito da sua opinião sobre como lidar com a minha situação. Faço uso de duloxetina e bupropiona.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Olá! O que você descreve costuma indicar um momento de sobrecarga emocional e conflitos internos que precisam ser escutados com mais profundidade. Mesmo com exames normais, o sofrimento psíquico pode se manifestar dessa forma.

    A psicanálise pode ajudar a compreender o que está na origem desse mal-estar e o que mudou em você ao longo do tempo. Recomendo que você busque um psicoterapeuta e mantenha acompanhamento com seu psiquiatra para avaliar seu momento atual.


  • A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu

    A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu com meus amigos, enfim, acho q dei uma piorada, estou tomando remedios mas quero enfrentar sem e nao consigo, me sinto extremamente solitária

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Quando a ansiedade social começa a isolar, não estamos apenas lidando com um medo do outro, mas também com uma história de vínculos que, de alguma forma, deixaram marcas. Você menciona um relacionamento anterior que limitou suas amizades e seu espaço de expressão; situações assim frequentemente enfraquecem nossa confiança e nos fazem duvidar do próprio direito de existir entre os outros.

    A solidão que você sente hoje não é apenas ausência de pessoas, mas resultado de processos que foram se acumulando ao longo do tempo. E é justamente por isso que buscar ajuda é tão importante: para que possamos, juntos, compreender essas experiências, elaborar o que foi vivido e construir caminhos mais livres, onde as relações possam ser retomadas sem medo.

    Os medicamentos podem ajudar a estabilizar, mas o enfrentamento profundo costuma acontecer no espaço terapêutico, quando você pode falar, ser ouvida e descobrir novas possibilidades de estar no mundo.


  • é normal sentir vontade de mandar mensagem para uma pessoa que gostou na época de escola, cerca de 1

    é normal sentir vontade de mandar mensagem para uma pessoa que gostou na época de escola, cerca de 10 anos atrás?
    Hoje estou em um relacionamento consolidado mas reencontrei essa pessoa a algumas semanas e gostaria de falar para ela o que eu sentia no passado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    É compreensível que o reencontro com alguém importante do passado desperte lembranças, curiosidade e até desejos antigos. Esses movimentos psíquicos não são “anormais”; eles falam de partes da sua história que talvez não tenham sido totalmente elaboradas.

    No entanto, quando você diz que está em um relacionamento consolidado, é importante escutar com cuidado o que esse impulso de reenviar uma mensagem representa hoje. Muitas vezes, o desejo de retomar algo do passado não é exatamente sobre a outra pessoa, mas sobre sentimentos seus (sobre quem você era, quem se tornou ou algo que ficou em aberto internamente).

    Na psicanálise, trabalhamos justamente para compreender esses movimentos sem julgamentos, investigando o que eles querem comunicar sobre você e sobre o momento que vive agora. Buscar esse espaço de escuta pode ajudá-la a tomar decisões mais conscientes e coerentes com seus valores e vínculos atuais.


  • Estou me sentindo muito deprimida, muitos pensamentos ruins de incapacidade desesperança inutilidade

    Estou me sentindo muito deprimida, muitos pensamentos ruins de incapacidade desesperança inutilidade sobre mim e tudo na vida, me sinto cansada o dia todo tenho muita ansiedade sobre tudo, medo intenso, preocupações, inseguranças, inquietações uma tensão no corpo, vontade de chorar todos os dias, angustia muito grande, confusão mental mal estar, agonia muito grande também nas crises de ansiedade, e as vezes não tenho vontade de levantar da cama de tanta ansiedade e angústia, faço tratamento com antidepressivo, mais as vezes eu abandono o tratamento não sinto vontade de melhorar, não tenho energia e nem motivação pra melhorar, sofro muito todos os dias, o que isso pode ser ? Quadro de depressao com ansiedade? Pois eu já tenho ansiedade generalizada, posso estar com depressao tambem ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Os sintomas que descreve mostram que você está passando por um momento emocional muito difícil. Ansiedade e depressão podem, sim, aparecer juntas, mas somente uma avaliação cuidadosa pode confirmar isso.

    A interrupção do antidepressivo pode piorar esses sintomas, por isso é importante conversar com seu psiquiatra. Na terapia, trabalhamos justamente para entender a origem dessa angústia e construir formas mais estáveis de lidar com tudo isso, para que você não precise atravessar esse processo sozinha.

    Se o sofrimento estiver muito intenso, procure atendimento imediato


  • Pessoal, gostaria de compartilhar uma situação e pedir a opinião de vocês, especialmente de psicólog

    Pessoal, gostaria de compartilhar uma situação e pedir a opinião de vocês, especialmente de psicólogos ou quem já viveu algo semelhante.

    Terminei um relacionamento há poucos meses, foi intenso e muito amoroso. O fim não veio por falta de amor, traição ou brigas, mas pelo cansaço emocional, ansiedade e uma fase difícil que desgastou a convivência.

    Desde então, mergulhei em um processo profundo de transformação:

    Terapia constante;

    Atividade física regular;

    Vida espiritual mais presente;

    Estudos e projetos de carreira.
    Hoje me sinto outra pessoa: centrado, em paz e consciente dos meus valores.

    Ela, por sua vez, nunca cortou completamente o vínculo:

    Mantive acesso aos status dela;

    Ela curte, reage e responde mensagens minhas de forma afetiva;

    Em certo momento, disse que ‘me guarda em oração’;

    Sua família segue mantendo contato tranquilo comigo.

    Dois psicólogos (meu e um conhecido), cientes do contexto, avaliaram que temos grandes chances de um recomeço saudável, dado o amor que ainda existe e o amadurecimento de ambos.

    Há uma semana, escrevi uma carta sincera a ela:
    Falei da minha jornada, do amor que permanece, e a convidei para um reencontro leve, em um local simbólico, sem pressão ou drama.

    Agora, estou aguardando… e refletindo.

    Gostaria de opiniões sobretudo sobre:

    Esses sinais de manutenção de vínculo são consistentes com vontade de reatar?

    O fato de dois profissionais verem chances reais, isso é um indicativo confiável?

    Como dosar esperança e cautela sem cair em idealização?

    Vocês já viram casos assim darem certo?

    Agradeço muito cada visão, experiência ou orientação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Do ponto de vista psicanalítico, você vive um momento de elaboração: a ruptura ainda está sendo metabolizada, mas há sinais de amadurecimento e reorganização interna importantes. Os gestos dela podem indicar que o vínculo não se rompeu, mas não garantem necessariamente o desejo de retomar.

    A opinião dos profissionais é relevante como leitura do cenário, não como previsão. Cada sujeito tem seu tempo e seu desejo, e isso só se revela na relação concreta, não na expectativa.

    Para equilibrar esperança e cautela, é importante manter a abertura, mas sem substituir a realidade pela idealização. Você já fez o movimento que precisava; agora, é esperar a resposta dela e continuar sustentando seu próprio processo, independentemente do desfecho. Reencontros saudáveis são possíveis quando ambos chegam por um desejo renovado; e isso só o tempo e o diálogo podem mostrar.


  • Oi, tudo bem? Estou passando por algo que está mexendo muito comigo. Meu marido diz que me ama, m

    Oi, tudo bem? Estou passando por algo que está mexendo muito comigo.

    Meu marido diz que me ama, mas perdeu o desejo sexual por mim. E isso me afeta profundamente, porque o desejo é a forma como eu existo dentro da relação — é o que me faz sentir vista, amada e viva. Quando isso desaparece, eu também desapareço um pouco.

    Estou confusa, machucada e não sei como lidar com essa falta de desejo. Quero ajuda para entender o que está acontecendo e como posso seguir de um jeito mais saudável, comigo e com a relação.

    Obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    O que você vive toca em questões profundas: quando o desejo do outro diminui, muitas vezes sentimos que nosso próprio valor e lugar na relação ficam abalados. É compreensível que isso te machuque.

    Na psicanálise, entendemos que o desejo é complexo e nem sempre está ligado ao amor; ele também revela conflitos internos e dinâmicas do casal. Podemos trabalhar juntos para compreender o que essa situação desperta em você e como construir um espaço interno menos dependente desse olhar, sem deixar de considerar o que acontece na relação.


  • Faço terapia há mais ou menos 3 anos, mas mesmo assim costumo voltar para o mesmo estado de desânimo

    Faço terapia há mais ou menos 3 anos, mas mesmo assim costumo voltar para o mesmo estado de desânimo de sempre, antes achava que era preguiça, mas tenho vontade de fazer coisas mais ativas, mas meu corpo e minha mente parecem sempre quererem ficar em um estado constante de repouso. Tomo vitaminas e pratico atividade física regularmente, então não acredito que seja questão de saúde física, no entanto constantemente me sinto triste sem motivo, não consigo criar laços com ninguém e sempre evito ambientes com muitas pessoas porque é sufocante pra mim. Estou quase no fim da faculdade, porém não possuo perspectiva de futuro alguma, sinto que vou morrer sendo um fracasso, porque constantemente não me vejo como capaz de fazer o que tenho vontade, sinto que sou burra e que todos estão alcançando algo na vida, menos eu. Costumava desejar muito a morte, no entanto, sei que no fundo só gostaria de poder a vida sem saber que minha cabeça funciona de uma maneira completamente diferente das outras pessoas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    O que você descreve não fala de preguiça ou incapacidade, mas de um sofrimento que merece ser escutado com cuidado. Na psicanálise, entendemos que certos padrões se repetem porque estão ligados a modos antigos de se proteger e de lidar com o mundo, ainda não totalmente elaborados.

    O fato de você desejar viver de uma forma mais leve já mostra um movimento importante. Seria interessante explorar o sentido desses sentimentos e construir um espaço onde sua experiência possa ser acolhida e compreendida, para que novas possibilidades possam surgir no seu próprio ritmo.


  • Acho que tenho algum problema relacionado aos meus sentimentos. Ao mesmo tempo que sinto muitas cois

    Acho que tenho algum problema relacionado aos meus sentimentos. Ao mesmo tempo que sinto muitas coisas, também sinto um vazio enorme. Recentemente perdi alguém muito próximo da minha família, mas não consegui sentir o luto de uma forma “normal”. Chorei no dia, mas era algo que ia e voltava rapidamente, e no dia seguinte já parecia distante. Depois disso, simplesmente parei de sentir qualquer coisa sobre o assunto. Não sinto preocupação, mas ao mesmo tempo sou muito ansiosa. Isso pode indicar algum problema emocional que eu precise procurar ajuda profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    As formas de sentir não seguem um padrão único, e muitas vezes o que parece “frio” ou “distante” é, na verdade, um modo psíquico de tentar lidar com algo que foi muito intenso. Oscilar entre sentir demais e sentir um vazio pode indicar um movimento interno que ainda não encontrou espaço para ser elaborado.

    Isso não significa necessariamente um “problema”, mas aponta para um sofrimento que merece ser escutado com cuidado. Buscar ajuda profissional pode ser importante justamente para compreender esses movimentos, dar sentido às suas emoções e permitir que você viva esse processo no seu próprio tempo.


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