Perguntas do paciente (355)
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Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico
Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em uma perspectiva psicanalítica, mais do que tentar apagar as ideias negativas que surgiram com as pesquisas, é importante compreender o que está por trás dessa necessidade constante de pesquisar e buscar certezas. Muitas vezes, a tentativa de controlar a angústia acaba alimentando ainda mais o medo.
Procure interromper gradualmente as pesquisas sobre sintomas e diagnósticos e leve essas questões para o espaço terapêutico, onde poderão ser elaboradas com segurança. O que você leu na internet não define quem você é nem determina o seu futuro.
Como já iniciou medicação, mantenha o acompanhamento com seu psiquiatra e não altere o tratamento por conta própria. Com acompanhamento adequado, é possível compreender melhor essa angústia e retomar, gradualmente, sua autonomia e qualidade de vida.
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pesquisar constantemente sintomas pode acabar aumentando a ansiedade e a atenção aos próprios sinais, especialmente em momentos de maior fragilidade emocional. Isso pode contribuir para um ciclo de medo, antecipação de crises e isolamento.
Pela perspectiva psicanalítica, é importante não olhar apenas para o sintoma, mas compreender o que essa ansiedade e esse medo de sair de casa estão expressando na sua história. A terapia pode ajudar nesse processo, favorecendo a elaboração desses conflitos e a compreensão do sentido que esses sintomas assumiram para você.
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Talvez seja importante olhar para a dificuldade de foco para além da “falta de disciplina”. Pela psicanálise, a dispersão e a busca constante pelas redes podem estar relacionadas a angústias, cobranças ou conflitos que dificultam o contato com o estudo e com o próprio desejo. Mais do que combater a distração, é importante compreender o que ela pode estar expressando. A psicoterapia pode ajudar nessa investigação.
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A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion
A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você relata revela um sofrimento psíquico significativo, com sintomas de ansiedade, tristeza, vazio, isolamento e perda de interesse, além de dificuldades de concentração e memória.
Pela perspectiva psicanalítica, é importante escutar o que está por trás dessa sensação de “ter se perdido de si mesma” e compreender os conflitos emocionais presentes nesse momento. Uma psicoterapia pode ajudar nesse momento.
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Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins
Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.
Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.
As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.
Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pela perspectiva psicanalítica, após uma experiência intensa de proximidade, a separação pode tornar a ausência mais evidente, produzindo sensação de vazio e saudade. Isso não significa necessariamente insegurança ou problemas no relacionamento. A saudade pode simplesmente expressar a importância que essa pessoa ocupa para você.
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Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in
Olá, tudo bem?
Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível sentir atração ou fantasias em relação à psicóloga, e isso não significa necessariamente que exista um interesse amoroso ou sexual fora do contexto terapêutico.
Na perspectiva psicanalítica, esses sentimentos podem fazer parte da transferência: afetos, desejos e expectativas que se atualizam na relação com o terapeuta e podem estar relacionados a experiências e vínculos anteriores. Porém, não é preciso escolher imediatamente entre “é transferência” ou “é atração real”. As duas dimensões podem coexistir.
O mais importante é poder falar sobre isso na própria terapia, sem vergonha ou culpa. A forma como você vivencia esse vínculo pode ser justamente um material importante para compreender seus desejos, suas relações e a maneira como busca reconhecimento e afeto.
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As crises de pânico, o medo e as lembranças que surgem durante a intimidade podem ser respostas ao trauma vivido na infância, e você não teve culpa pelo que aconteceu.
Pela perspectiva psicanalítica, é importante que esse sofrimento seja elaborado em um espaço seguro, respeitando seu tempo e seus limites. Não se force à intimidade nem use álcool para tentar suportar essas situações. Seria importante buscar um profissional que possa ajudar nesse processo.
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Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen
Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, seu desejo de ter uma relação profunda não é futilidade, mas algo que merece ser escutado. Talvez mais importante que perguntar “quando encontrarei alguém?” seja compreender o que esse vínculo representa para você e por que a ausência dele provoca tanta angústia.
Você não precisa ter a vida totalmente estável para se relacionar. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender seus desejos e expectativas, para que a busca pelo outro não seja vivida como uma cobrança, mas como uma possibilidade de encontro.
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Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nem sempre ter dificuldade para aceitar a ideia de uma gestação significa rejeitar o bebê. A gravidez pode despertar sentimentos muito diferentes e até ambivalentes: alegria, medo, insegurança, tristeza ou dificuldade de se imaginar nesse novo lugar.
Em uma perspectiva psicanalítica, mais importante do que julgar esses sentimentos como “rejeição” é poder falar sobre eles e compreender o que essa gravidez representa para você, sua história e seus desejos. O vínculo com o bebê também não precisa surgir imediatamente; ele pode ser construído ao longo da gestação e depois do nascimento.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, acontecimentos dolorosos podem reativar marcas, perdas e conflitos que ainda não foram elaborados. Por isso, após uma experiência difícil, sentimentos depressivos podem retornar, dando a impressão de que a depressão está sempre à espreita.
Mais do que apenas eliminar os sintomas, a análise busca compreender o que aquele acontecimento despertou no sujeito e que sentido ele passou a ocupar em sua história. A elaboração dessas experiências pode abrir espaço para novas formas de lidar com o sofrimento.
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Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo
Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O sofrimento parece ter sido agravado não apenas pelo que aconteceu no trabalho, mas pela sensação de não ter sido acreditado e acolhido pela própria mãe. Pela perspectiva psicanalítica, esse sentimento de abandono e traição precisa ser elaborado, pois experiências de desamparo podem influenciar a forma como passamos a enxergar novas relações.
A terapia pode ajudar a compreender essa ferida, elaborar o que foi vivido e diferenciar as experiências do passado das relações do presente, sem precisar transformar uma experiência dolorosa em uma verdade sobre todas as pessoas.
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Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d
Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.
Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.
Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.
Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em uma leitura psicanalítica, esses “flashes” e imagens de morte podem estar relacionados à manifestação de angústias e conteúdos inconscientes que encontram uma forma muito intensa de expressão. A repetição dessas cenas e a necessidade de realizar pequenos atos para evitar que algo aconteça também podem indicar uma tentativa de controlar a ansiedade diante de algo vivido internamente como ameaçador.
Entretanto, pela intensidade e pelo histórico de experiências perceptivas, é importante não reduzir o quadro apenas a uma interpretação psíquica. Recomenda-se avaliação com psiquiatra e/ou neurologista para investigar outras possibilidades. A psicoterapia poderá, paralelamente, ajudar a compreender o significado dessas imagens e o lugar que a morte e o medo ocupam em sua vida psíquica.
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Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet
Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.
Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.
Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.
Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pela perspectiva psicanalítica, mais importante do que o conteúdo desse pensamento é compreender o lugar que a culpa ocupa na sua vida psíquica. Imaginar "como teria sido" faz parte da experiência humana e não significa, por si só, que exista um desejo atual ou um sentimento por essa pessoa.
O que chama atenção é que, mesmo após o perdão do seu companheiro, você parece não ter conseguido se perdoar. Isso sugere que a culpa pode estar ligada a conflitos internos que vão além do episódio da infidelidade. Em análise, o foco não seria julgar o pensamento, mas investigar por que ele produz tanto sofrimento e o que ele revela sobre sua relação consigo mesmo(a), com seus desejos e com sua história.
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Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo
Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo do jeito dela , arruma uma cama tenq ser do jeito que ela bota se muda pronto já faz escândalo começa a jogar os brinquedos pro alto , as vezes que me bater me morde , as vezes colocar uma meia no pé a meia estando certa ela cisma que está errada aí começa o choro os gritos, está bem difícil até na rua agora ela está fazendo essas coisas ela tem 3 anos , ela fica tão irritada aí ponto até da cara dela ficar cm algumas placas vermelhas. Qual especialista devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Aos 3 anos, algumas crises de oposição podem fazer parte do desenvolvimento, mas a intensidade e a frequência desses comportamentos merecem atenção. Pela perspectiva psicanalítica, mais do que olhar apenas para o comportamento, é importante compreender o que essa irritação e essa necessidade de controlar as situações estão expressando.
Sugiro uma avaliação com psicólogo infantil, podendo também ser acompanhada pelo pediatra, para compreender melhor o desenvolvimento e o contexto emocional da criança.
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Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne
Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível que essa história ainda ocupe um lugar importante para você. Na Psicanálise, relações que terminam sem elaboração podem permanecer presentes por muito tempo, especialmente quando há culpa ou questões não resolvidas. Mais do que tentar esquecer essa pessoa, vale a pena compreender o que ela representa na sua história. Um processo terapêutico pode ajudá-lo a elaborar esses sentimentos e abrir espaço para viver novas relações de forma mais livre.
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Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.
Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em uma perspectiva psicanalítica, essas lembranças recorrentes podem indicar que algo relacionado à perda e à finitude está mobilizando você. Mais do que tentar afastá-las, seria importante compreender o que essas pessoas, suas mortes e o sentimento de pena representam para você.
A repetição pode apontar para afetos ou perdas que ainda precisam ser elaborados. A psicoterapia pode ajudar a escutar esses pensamentos e compreender o sentido que eles têm em sua história.
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Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n
Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A culpa é uma resposta esperada quando percebemos que agimos contra nossos próprios valores. No entanto, quando ela persiste por muito tempo e surge acompanhada de uma necessidade constante de buscar confirmação de perdão ou de revisar o ocorrido, pode estar relacionada a diferentes questões, incluindo ansiedade ou até manifestações do TOC. Contudo, isso não pode ser concluído apenas com esse relato. Um processo psicoterapêutico pode ajudá-lo a compreender a origem desse sofrimento, elaborar a culpa de forma mais saudável e reduzir essa necessidade de reafirmação, favorecendo uma relação mais tranquila consigo mesmo e com seu parceiro.
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Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon
Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pela Psicanálise, receber pouco afeto na infância pode dificultar o reconhecimento dos próprios sentimentos, fazendo com que eles só se tornem claros diante da perda ou da ausência. O processo analítico favorece um maior contato com os afetos e desejos, permitindo viver os vínculos de forma mais consciente e investir com mais liberdade tanto nas relações quanto nos próprios projetos de vida.
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você sente é compreensível. Sair da casa dos pais para construir a própria vida pode despertar culpa, ansiedade e tristeza, especialmente quando a mãe é idosa. Na psicanálise, esse momento convida a refletir sobre os sentimentos de separação e responsabilidade. É importante diferenciar o cuidado do peso de acreditar que você precisa renunciar à sua própria vida. Se essa angústia estiver muito intensa, a psicoterapia pode ajudá-lo a elaborar esse processo de forma mais tranquila.
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Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia
Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, entendemos que, diante de uma perda importante, é comum surgirem pensamentos como "eu poderia ter feito mais". Muitas vezes, essa culpa faz parte da tentativa de dar sentido ao que aconteceu, mesmo quando nem tudo estava sob nosso controle.
O tempo do luto é singular, e o vínculo com um animal de estimação pode ser tão profundo quanto qualquer outro vínculo afetivo. Se essa dor e a culpa permanecem intensas, um processo terapêutico pode ajudá-la a elaborar essa perda com mais acolhimento, sem apagar o amor que vocês viveram.
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Perguntas frequentes
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Fiz a cirurgia do desvio a um mês e ainda estou sem olfato, e sentindo tudo fedendo isso é normal?
Sim. Com um mês de pós operatório, ainda pode haver alteração do olfato,…