Perguntas do paciente (338)

  • Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon

    Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Pela Psicanálise, receber pouco afeto na infância pode dificultar o reconhecimento dos próprios sentimentos, fazendo com que eles só se tornem claros diante da perda ou da ausência. O processo analítico favorece um maior contato com os afetos e desejos, permitindo viver os vínculos de forma mais consciente e investir com mais liberdade tanto nas relações quanto nos próprios projetos de vida.


  • Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com

    Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    O que você sente é compreensível. Sair da casa dos pais para construir a própria vida pode despertar culpa, ansiedade e tristeza, especialmente quando a mãe é idosa. Na psicanálise, esse momento convida a refletir sobre os sentimentos de separação e responsabilidade. É importante diferenciar o cuidado do peso de acreditar que você precisa renunciar à sua própria vida. Se essa angústia estiver muito intensa, a psicoterapia pode ajudá-lo a elaborar esse processo de forma mais tranquila.


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Na psicanálise, entendemos que, diante de uma perda importante, é comum surgirem pensamentos como "eu poderia ter feito mais". Muitas vezes, essa culpa faz parte da tentativa de dar sentido ao que aconteceu, mesmo quando nem tudo estava sob nosso controle.

    O tempo do luto é singular, e o vínculo com um animal de estimação pode ser tão profundo quanto qualquer outro vínculo afetivo. Se essa dor e a culpa permanecem intensas, um processo terapêutico pode ajudá-la a elaborar essa perda com mais acolhimento, sem apagar o amor que vocês viveram.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    A sensação de que tudo depende de você pode estar relacionada a um lugar de excesso de responsabilidade, que muitas vezes é construído ao longo da história de vida e das relações. Na psicanálise, buscamos compreender de onde vem essa necessidade de sustentar tudo e o que ela representa para cada pessoa.

    Reconhecer esse padrão já é um passo importante. Em um processo terapêutico, é possível compreender essas origens e construir formas mais saudáveis de lidar com as responsabilidades, sem carregar um peso que não precisa ser somente seu.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Sim, o término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto. Não se perde apenas a pessoa, mas também os planos, as expectativas e o lugar que ela ocupava na vida.

    Na psicanálise, compreendemos que essa dor precisa ser elaborada, e não apressada. Cada pessoa tem seu próprio tempo para ressignificar a perda. Quando o sofrimento se torna intenso ou persistente, a psicoterapia pode oferecer um espaço de escuta e elaboração, favorecendo esse processo de forma mais saudável.


  • Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Perder objetos da infância sem o seu consentimento pode despertar um sentimento de luto, pois eles carregam memórias, afetos e parte da nossa história. Permita-se reconhecer essa tristeza, sem minimizá-la. Mais do que os objetos em si, é importante compreender o significado que eles tinham para você. Se esse sofrimento for intenso ou persistente, conversar com um profissional pode ajudar a elaborar essa perda e seus sentidos.


  • Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)

    Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    O que você está vivendo pode despertar muitos sentimentos, como culpa, medo e muita angústia, mas é importante lembrar que essas conversas aconteceram antes de você conhecer seu namorado e sem que soubesse que eles eram irmãos. É compreensível que ele precise de um tempo para processar a situação, mas isso não significa necessariamente um término.

    Também chama atenção o quanto você sente que ele é seu único apoio. Diante do autismo e da depressão, essa possibilidade de perda pode ser ainda mais dolorosa. Procure acolher seus sentimentos e, se possível, conte com acompanhamento profissional neste momento.


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Na Psicanálise, compreendemos que sintomas como esse têm uma história e um sentido para cada sujeito. Mais do que combater a ansiedade, o tratamento busca entender como esse medo das relações se constituiu e o que ele expressa na sua vida psíquica. Esse é um processo construído com respeito ao seu tempo, sem julgamentos.

    O mais importante é que você não permaneça sozinho(a) com esse sofrimento. Há possibilidades de tratamento e de transformação, e procurar ajuda é um importante ato de cuidado consigo mesma.


  • Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando

    Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    O fato de você perceber esse padrão já é um passo importante. Na Psicanálise, mais do que focar em estar certo ou errado, buscamos compreender o que sustenta essa necessidade de sempre ter razão. Muitas vezes, essa postura pode funcionar como uma forma de proteção diante da dúvida, da frustração ou da possibilidade de entrar em contato com aspectos difíceis de si mesmo.

    Em um processo analítico, é possível investigar a origem desse funcionamento, favorecendo maior flexibilidade nas relações, sem que isso signifique abrir mão de sua identidade ou de suas convicções.


  • Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit

    Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Na Psicanálise, o sofrimento nem sempre está na idade, mas no significado que ela adquire para cada pessoa. Comparar o próprio tempo ao dos outros pode intensificar a sensação de atraso e frustração. Um processo analítico pode ajudá-lo a compreender a origem dessa vivência, favorecendo uma relação mais autêntica com seus desejos e com o seu próprio tempo.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Isso depende do desejo e do comprometimento de ambos. Na Psicanálise, o respeito não se restabelece apenas pela decisão de permanecer juntos, mas pela disposição de cada um em reconhecer sua participação na dinâmica do relacionamento e elaborar os conflitos que sustentam as repetições. Quando há abertura para esse trabalho, o vínculo pode ser ressignificado. Entretanto, em algumas situações, a reconstrução não é possível, e reconhecer esse limite também pode fazer parte de um processo saudável.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont

    Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.

    Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.

    Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.

    Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.

    Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.

    Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.

    Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    O sofrimento que você descreve merece uma escuta cuidadosa. Do ponto de vista psicanalítico, mais do que decidir se o casamento deve ou não continuar, é importante compreender a dinâmica emocional que se estabeleceu entre vocês e o lugar que cada um ocupa nessa relação.

    Você relata que entrou no casamento já marcado por uma quebra de confiança, e experiências que não são suficientemente elaboradas podem influenciar a forma como vivemos os vínculos e interpretamos os conflitos. Quando ressentimentos, perda de respeito e dificuldades de diálogo se acumulam, o casal pode ficar preso em um ciclo repetitivo de sofrimento.

    Seu medo da separação, a preocupação com seus filhos e a dificuldade em definir um caminho também são aspectos importantes para serem compreendidos em análise. A psicanálise não oferece respostas prontas sobre permanecer ou se separar, mas favorece o autoconhecimento para que essa decisão seja tomada de forma mais consciente, reconhecendo seus limites, desejos e padrões de repetição nos relacionamentos.

    Um processo analítico pode ajudá-lo a compreender esses movimentos e a construir escolhas mais alinhadas com sua realidade emocional.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Na Psicanálise, a tristeza nem sempre tem uma causa evidente, podendo expressar conflitos e vivências que ainda não foram elaborados. A sensação de não ser compreendido ou de precisar "pisar em ovos" em um relacionamento pode intensificar esse sofrimento. Um processo analítico pode ajudá-la a dar sentido a esses afetos, compreendendo o que essa tristeza comunica sobre sua história e suas relações.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos

    Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.

    O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.

    Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.

    Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Seu relato mostra que você está refletindo sobre a situação e reconhecendo seu sofrimento e sua participação nos conflitos. Na Psicanálise, mais do que decidir entre permanecer ou se afastar, buscamos compreender a dinâmica da relação e o que mantém esse ciclo de sofrimento.

    Quando os conflitos se tornam constantes e afetam a saúde emocional do casal e dos filhos, é importante buscar ajuda. A psicoterapia pode ajudá-lo a elaborar esses sentimentos e a tomar uma decisão mais consciente sobre o futuro da relação, seja na direção da reconstrução ou de um possível afastamento.


  • Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensaçã

    Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensação de que a qualquer momento pode acontecer algo consigo de um real problema que pode colocar em perigo? Tem uma maneira de diferenciar a ansiedade de algo fisiológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Em geral, a ansiedade mantém a pessoa em estado de alerta mesmo sem um perigo real e identificável, enquanto o medo está relacionado a uma ameaça concreta. Pela Psicanálise, além dos sintomas físicos, é importante compreender o significado dessa sensação constante de perigo na história de cada pessoa. Quando ela se torna frequente e causa sofrimento, merece ser investigada em um processo terapêutico.


  • Vc acha q o controlo digital parental é bom ou mau?

    Vc acha q o controlo digital parental é bom ou mau?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Acredito que não é uma questão de ser bom ou mau, mas de como o controle parental é utilizado. Como recurso de proteção, aliado ao diálogo e a limites claros, pode ser benéfico. Porém, quando se transforma em vigilância constante, pode prejudicar a confiança e a autonomia. A tecnologia deve complementar, e não substituir, o vínculo entre pais e filhos.


  • Tenho problemas com ansiedade desde a infância. Uma das coisas que mais me incomoda é a dificuldade

    Tenho problemas com ansiedade desde a infância. Uma das coisas que mais me incomoda é a dificuldade para comer fora de casa, estar em lugares fora da minha rotina ou até mesmo fazer refeições na presença de outras pessoas. Também tenho um medo muito grande de passar mal ou vomitar, e isso acaba aumentando ainda mais minha ansiedade nessas situações.
    Já fiz acompanhamento psicológico em outros momentos da minha vida, mas sinto que não tive a melhora que esperava. Com o passar dos anos, percebo que esse problema continua me limitando e fazendo com que eu evite situações que gostaria de viver normalmente.
    Eu tento lidar com isso da melhor forma possível. Já procurei técnicas para me acalmar, tentei me expor aos poucos às situações que me causam desconforto e busquei mudar alguns comportamentos, mas ainda sinto que a ansiedade continua muito presente.
    Gostaria de saber se existem abordagens terapêuticas mais indicadas para casos como o meu e como posso saber se vale a pena tentar a terapia novamente, mesmo não tendo tido bons resultados nas experiências anteriores.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    O sofrimento que você descreve merece atenção, especialmente por estar presente desde a infância e continuar limitando aspectos importantes da sua vida. Sob uma perspectiva psicanalítica, mais do que combater os sintomas, é importante compreender o que essa ansiedade e esse medo intenso de passar mal ou vomitar podem estar expressando na sua história e na forma como você vivencia determinadas situações.

    O fato de terapias anteriores não terem trazido os resultados esperados não significa que um novo processo não possa ser benéfico. Cada experiência terapêutica é singular, assim como o vínculo estabelecido com o profissional. Muitas vezes, mudanças mais profundas acontecem à medida que os significados inconscientes envolvidos no sofrimento podem ser elaborados.
    Buscar terapia novamente pode ser uma oportunidade de compreender não apenas a ansiedade em si, mas também os conflitos e angústias que podem estar sustentando esses sintomas ao longo do tempo


  • É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigaç

    É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigações com meus filhos e não quero mais nada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    A ausência de tristeza ou de alegria nem sempre é um problema em si. Porém, quando a vida passa a se resumir apenas ao cumprimento de obrigações e os desejos perdem espaço, é importante refletir sobre o significado desse estado emocional. Na perspectiva psicanalítica, essa neutralidade pode expressar conflitos, sobrecargas ou sofrimentos que merecem ser compreendidos. Um espaço de escuta pode ajudá-la a entender melhor o que está acontecendo e a recuperar o contato com seus desejos e afetos


  • Como cortar laços com família ruim e disfuncional? Meus pais me "aceitam" gay desde que eu não tenha

    Como cortar laços com família ruim e disfuncional? Meus pais me "aceitam" gay desde que eu não tenha determinados comportamentos. Como lidar com o corte de laços familiares pois sinto que não pertenço aqui sendo que até mesmo minha mãe disse que meu sobrinho nasceu na família errada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Quando o pertencimento familiar é marcado por condições, críticas ou invalidações, é comum surgirem sentimentos de exclusão e sofrimento. Do ponto de vista psicanalítico, mais do que o afastamento em si, é importante compreender os efeitos subjetivos que esses vínculos produzem e quais expectativas permanecem investidas nessas relações.

    O corte de laços pode ser uma possibilidade em algumas situações, mas costuma ser uma decisão complexa, que merece reflexão cuidadosa. Um processo terapêutico pode ajudar a elaborar essas experiências, fortalecer sua autonomia emocional e encontrar formas mais saudáveis de se posicionar diante de vínculos que geram sofrimento.


  • É normal eu imaginar cenários em que eu esteja conversando/interagindo com um grupo de K-pop famoso?

    É normal eu imaginar cenários em que eu esteja conversando/interagindo com um grupo de K-pop famoso? Pois eu gosto muito do grupo, me sentia "confortável"/bem ao assisti-las e acompanhava bastante conteúdos das integrantes, que não eram apenas sobre música especificamente.

    Era quase como se eu me sentisse um amigo mesmo, estava engajado ao ponto de defender o grupo contra haters, sem xingar e sem ofender, apenas mostrando contrapontos a alguns comentários negativos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Quando gostamos muito de um artista ou grupo, podemos desenvolver um sentimento de proximidade e imaginar conversas ou interações com eles. Isso não significa, por si só, que exista algum problema psicológico.

    O mais importante é observar se você consegue distinguir claramente fantasia e realidade e se isso não está causando sofrimento ou prejuízos na sua vida social, acadêmica, profissional ou afetiva. Se essas fantasias funcionam apenas como uma forma de conforto, entretenimento ou expressão da imaginação, elas podem ser consideradas uma experiência normal.


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Perguntas frequentes

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