Perguntas do paciente (151)

  • Olá! Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei

    Olá!
    Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei me expressar e quando eu fico sobre pressão geralmente começo a chorar sem para, meu parceiro acha que prefiro ignorar ele ou que eu não tem o que dizer, mas na verdade minha mente fica a mil, mas não consigo tira da mente e passa pra ele e isso me mata por dentro. Como que faço para não ter dificuldade em querer conversar, nem fugir, nem ignorar a situação e não ficar na defensiva? tenho muito a falar mas sinto um bloqueio na hora principalmente quando sou pressionada a ter uma conversa seria.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    A dificuldade que você descreve ao tentar conversar sob pressão é algo que acontece com muitas pessoas. Quando nos sentimos emocionalmente pressionados, criticados ou com medo de conflito, nosso cérebro pode entrar em um estado de defesa.

    Nesse momento, é comum ocorrer o que chamamos de “bloqueio emocional”. A mente fica cheia de pensamentos, mas o corpo reage com choro, tensão e dificuldade de se expressar.
    Isso não significa que você não tenha o que dizer ou que esteja ignorando seu parceiro. Muitas vezes, é apenas uma reação emocional intensa diante da situação.

    Aprender a se comunicar em momentos de conflito é uma habilidade que pode ser desenvolvida. Na psicoterapia, trabalhamos justamente estratégias para organizar pensamentos, reconhecer emoções e encontrar formas mais seguras de expressar aquilo que sentimos.

    Esse processo também ajuda a reduzir a ansiedade durante conversas difíceis e a construir uma comunicação mais saudável dentro do relacionamento.

    Se você sente que esse bloqueio está causando sofrimento ou prejudicando sua relação, procurar acompanhamento psicológico pode ajudar muito a compreender essas reações e desenvolver novas formas de lidar com essas situações.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Estou namorando a 7 meses , minha namorada tem dois filhos pequenos de um relacionamento que a deixo

    Estou namorando a 7 meses , minha namorada tem dois filhos pequenos de um relacionamento que a deixou muitas marcas pois o ex era abusivo , batia e torturava psicologicamente, eu tento fazer de tudo digo que amo e faço de tudo mas ela já me falou que não consegue mais amar ninguém por causa do sofrimento que ela teve mas que está tentando me amar mas não promete nada e nem a me tratar bem , fico sem saber o que fazer pq tem hora que estamos bem mas tem hora que ela se distância, estou tendo paciência, agora vamos morar juntos o que eu devo fazer ? Estou confuso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Quando uma pessoa viveu um relacionamento abusivo principalmente com violência física e psicológica as marcas emocionais podem permanecer por muito tempo. Mesmo quando ela encontra alguém que a trata com carinho e respeito como parece ser o seu caso, pode existir um bloqueio emocional ou um medo inconsciente de voltar a sofrer.

    Isso não significa que ela não reconheça o seu valor ou o seu cuidado. Muitas vezes, significa apenas que ela ainda está tentando reconstruir a própria capacidade de confiar e de se sentir segura em um relacionamento.

    Por isso, é importante ter cautela, paciência e principalmente, não assumir a responsabilidade de “curar” sozinho as feridas emocionais dela. Esse tipo de processo geralmente precisa de um espaço terapêutico para que ela consiga elaborar o trauma que viveu.

    Outro ponto importante é o fato de vocês estarem pensando em morar juntos. Quando existem feridas emocionais ainda abertas mudanças grandes no relacionamento podem aumentar a pressão emocional para ambos.

    Talvez o mais saudável neste momento seja priorizar o diálogo, respeitar o tempo dela e, se possível, buscar orientação psicológica para compreender melhor essa dinâmica e construir uma relação mais segura para os dois.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Quais são os critérios diagnósticos utilizados para definir se um paciente é portador de Transtorno

    Quais são os critérios diagnósticos utilizados para definir se um paciente é portador de Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Os critérios diagnósticos para o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) baseiam-se, principalmente, na presença de obsessões, compulsões ou ambas. As obsessões são pensamentos, imagens ou impulsos recorrentes e persistentes que surgem de forma intrusiva e causam ansiedade ou grande desconforto. Já as compulsões são comportamentos repetitivos ou atos mentais que a pessoa sente necessidade de realizar para reduzir a ansiedade ou evitar algum evento temido.

    Para que o diagnóstico seja considerado, esses sintomas precisam consumir tempo significativo do dia (geralmente mais de uma hora diária) ou causar sofrimento clínico relevante e prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida. Além disso, é importante avaliar se esses sintomas não são consequência do uso de substâncias, medicamentos ou de outras condições médicas.

    A avaliação diagnóstica deve sempre ser realizada por um profissional de saúde mental qualificado, que considerará a história clínica, a intensidade dos sintomas e o impacto na vida do paciente.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao pú

    É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao público e sempre fui muito elogiada pela minha comunicação e simpatia, mas quando se trata de manter um relacionamento amigável com colegas de trabalho ou familia, é dificil interagir por não ser previsível e controlável. Nunca sei sobre o que devo conversar, o quanto devo falar sobre mim para não parecer arrogante ou o quanto devo ouvir sem parecer desinteressada. Que tipo de terapia devo buscar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Sim, o que você descreve pode acontecer com muitas pessoas e, em alguns casos, está relacionado à ansiedade nas relações interpessoais. É interessante observar que você relata ter facilidade em situações mais estruturadas, como no atendimento ao público, onde existe um papel definido e certa previsibilidade. Já nas relações mais próximas, como com colegas ou familiares, pode surgir uma sensação de insegurança por não saber exatamente como agir ou o que dizer.
    Isso acontece porque, nas relações mais pessoais, existe um envolvimento emocional maior e menos controle sobre como a interação irá acontecer. A mente pode começar a gerar pensamentos de autocrítica ou preocupação excessiva sobre como está sendo percebida pelo outro.
    Na psicoterapia é possível trabalhar esses padrões de pensamento, desenvolver mais segurança emocional nas interações e fortalecer habilidades sociais de forma mais natural e espontânea. A Terapia Cognitivo-Comportamental, por exemplo, costuma ajudar bastante nesse processo, pois auxilia na identificação dos pensamentos que geram ansiedade e no desenvolvimento de estratégias para lidar com eles.
    Buscar apoio psicológico pode ser um passo importante para compreender melhor essas dificuldades e construir relações mais tranquilas e seguras.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Eu queria tirar uma dúvida relacionada a medo/fobia. Eu não sei exatamente a qual especialista recor

    Eu queria tirar uma dúvida relacionada a medo/fobia. Eu não sei exatamente a qual especialista recorrer (Para falar a verdade nem sei se tem um especialista específico pra isso). Desde que me entendo por gente eu tenho pavor de baratas, não é só um medinho qualquer ou nojo, mas pavor mesmo. Se eu vejo uma, mesmo que longe de mim, meu instinto é correr ou gritar, sinto meu corpo inteiro se tremer (e ele fica por um bom tempo assim), meu coração bate bastante e teve até algumas vezes que eu me machuquei por causa desses sustos e movimentos inconscientes. Eu sei que é tudo da minha cabeça mas eu não sei o porquê disso, isso não é normal, mas também nunca vi alguém tendo esses mesmos sintomas que eu então fica difícil saber o que fazer. Chegou muitas vezes de até evitar certos lugares por um breve período por conta disso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    O medo que você descreve não é simplesmente um incômodo ou nojo. Pelos sintomas que relata tremores, aceleração do coração, reação de fuga intensa e até machucados provocados pelo susto é possível que você esteja vivenciando uma fobia específica.

    A fobia acontece quando o cérebro interpreta um estímulo como uma ameaça extrema, mesmo quando racionalmente sabemos que não existe um perigo real. Por isso, o corpo reage com sintomas físicos muito fortes, como se estivesse diante de uma situação de risco.

    Isso é mais comum do que muitas pessoas imaginam e não significa que exista algo “errado” com você. O importante é saber que esse tipo de fobia pode ser tratado. A psicoterapia trabalha justamente na compreensão desse medo e no processo de dessensibilização gradual ajudando a pessoa a reduzir essa reação intensa e recuperar a sensação de controle diante da situação.

    Se esse medo já está interferindo na sua rotina ou fazendo você evitar determinados lugares, buscar ajuda psicológica é um passo importante para lidar com essa situação de forma mais tranquila.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Sou casado por 25 anos ,minha esposa descobriu que cometi muitas traições no passado ,do inicio do c

    Sou casado por 25 anos ,minha esposa descobriu que cometi muitas traições no passado ,do inicio do casamento até 10 anos atrás.Há 10 anos atras fiz uma promessa que não iria mais cometer estes erros tão graves e desde então nunca mais nem cheguei perto de outra pessoa com segundas intenções. Porém a cerca de 1 mês minha esposa descobriu e eu acabei confessando toda a verdade a ela,não escondo mais nada dela desde então.mas ela não aceita de jeito nenhum voltar o relacionamento,pois acha que ainda estou mentindo,mas não estou mais de 10 anos pra cá.Ela é a mulher da minha vida,não sei o motivo que fiz tanta besteira e fiz tanto mal a ela e ao meu filho.Não sei viver sem ela,não estou suportando de tanta saudade e ficar longe deles para mim está insuportável e estou pensando em fazer muita coisa errada se ela não me perdoar.Sei que ela tem todo direito de não me querer mais pelo que eu fiz no passado,mas a verdade que não sei viver sem ela.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    A situação que você está vivendo é muito dolorosa é compreensível que esteja sentindo culpa, saudade e medo de perder sua família. Quando uma traição é descoberta, especialmente após muitos anos, o impacto emocional para a pessoa que foi traída costuma ser muito profundo.

    Mesmo que os acontecimentos tenham ocorrido no passado e que você tenha mudado seu comportamento ao longo desses anos, para sua esposa a descoberta é recente é como se a dor estivesse acontecendo agora.

    Nesse momento é importante compreender que a confiança, quando quebrada, leva tempo para ser reconstruída. Sua esposa pode estar passando por sentimentos intensos de decepção, insegurança e perda de confiança, e por isso a reação dela pode ser de afastamento e proteção emocional.

    Você já deu um passo importante ao assumir a verdade e não continuar escondendo nada. No entanto, a decisão de perdoar ou retomar o relacionamento precisa partir dela e pode exigir tempo para que ela processe tudo o que está sentindo.

    O mais saudável nesse momento é respeitar o espaço emocional dela, demonstrar através de atitudes consistentes que houve mudança real e buscar ajuda profissional. A terapia individual pode ajudar você a lidar com a culpa, a ansiedade e o sofrimento que está sentindo. Em alguns casos, quando ambos estão dispostos, a terapia de casal também pode ajudar na reconstrução do diálogo e da confiança.

    Outro ponto muito importante é cuidar da sua saúde emocional. Quando você menciona pensamentos de fazer algo errado ou que não sabe viver sem ela isso indica um nível de sofrimento que merece atenção. Nenhuma pessoa deve carregar esse peso sozinha. Procurar apoio psicológico pode ajudar a atravessar esse momento com mais equilíbrio.

    Independentemente do desfecho do relacionamento, é possível reconstruir sua vida emocional e aprender com os erros do passado. O processo agora exige paciência, responsabilidade e cuidado consigo mesmo.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno semp

    Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno sempre tive um pânico quando via roda gigante, parque em geral, podia ser qualquer brinquedo em uma festa de peão, meu medo vinha, eu tentava não olhar, às vezes ficava um tempinho, mas em instantes sumia e vida nova iniciava, porém, tive passando vários problemas em meus relacionamentos e também com minha vida profissional e minhas fobias intensificaram. Hoje em dia, qualquer festa de peão, lugar lotado, principalmente que tenha parque de diversões eu sinto um aperto no meu coração e não consigo ficar no local. Me dá um desespero, uma vontade de ir embora, é incontrolável. Não sei se tem alguém que sente ou já sentiu o mesmo que eu. É triste demais. Espero com muita força de Deus um dia superar isso e viver uma vida normal.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    O que você descreve se parece são crises de ansiedade associadas a uma fobia específica que pode surgir ainda na infância e com o tempo acaba se intensificando quando passamos por períodos difíceis na vida como problemas emocionais ou profissionais.

    Essas reações físicas, como aperto no peito, desespero e vontade de sair do local, são respostas do corpo ao medo. Embora sejam muito desconfortáveis, elas podem ser tratadas com acompanhamento psicológico. A terapia ajuda a compreender a origem desses medos, aprender a controlar a ansiedade e desenvolver estratégias para enfrentar gradualmente as situações que hoje parecem impossíveis.

    Muitas pessoas passam por experiências semelhantes e conseguem superar ou reduzir significativamente essas fobias com o tratamento adequado. Você não precisa enfrentar isso sozinho.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Eu preciso de ajuda. Estou a Seis anos jogando sem parar, já perdi absolutamente tudo, não tenho mai

    Eu preciso de ajuda. Estou a Seis anos jogando sem parar, já perdi absolutamente tudo, não tenho mais nenhum recurso financeiro. Hoje, deve agiotas, família e amigos. Preciso de ajuda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    O que você descreve pode estar relacionado ao transtorno do jogo compulsivo, uma forma de dependência comportamental que pode trazer sérios prejuízos financeiros, familiares e emocionais. A boa notícia é que existe tratamento psicológico para dependência de jogo. A psicoterapia ajuda a compreender os gatilhos emocionais, desenvolver controle dos impulsos e reconstruir a vida financeira e emocional. Buscar ajuda profissional é um passo importante para romper o ciclo da compulsão e retomar o controle da própria vida.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • É normal eu me sentir triste na maioria do tempo? , em momentos legais fico feliz, mas logo no outro

    É normal eu me sentir triste na maioria do tempo? , em momentos legais fico feliz, mas logo no outro dia a tristeza volta.
    Passo a maior parte do tempo neutra e não consigo achar um modo de me sentir mais alegre no dia a dia, já vi muitas brigas dentro da minha própria casa e isso me persegue até hoje.
    (Isso vem me atormentando, porque imagino meu futuro sendo algo ruim)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Sentir tristeza em alguns momentos é natural, mas quando esse sentimento aparece na maior parte do tempo é sinal de sofrimento emocional que merece atenção. Experiências difíceis vividas dentro da família ou ao longo da vida podem deixar marcas que influenciam a forma como vemos o presente e o futuro. A psicoterapia ajuda a elaborar essas experiências e fortalecer a saúde emocional. Com acompanhamento psicológico é possível desenvolver novos recursos internos e reencontrar mais sentido, esperança e bem-estar no dia a dia.
    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • É normal duvidar e questionar em um relacionamento? Eu estou a quase 6 mêses em um relacionamento on

    É normal duvidar e questionar em um relacionamento? Eu estou a quase 6 mêses em um relacionamento onde moramos perto mas nunca se vimos. Sempre acontece algo que nos impede de se ver, relacionado a estado mental, contratempos e imprevistos.
    Ja ocorreram alguns questionamentos mas sempre nos entendemos, recentemente eu questionei sobre ter visto um cabelo azul em video q ela me mandou e ela disse q era uma manta q ela estava usando e acabou aparecendo, pedi q me mostrasse essa manta para q eu entendesse melhor e agora ela esta me bombardeando de mensagens por ter que se provar e eu ainda duvidar dela. gostaria de saber se ela precisa se provar todas as vezes que eu questionar, pq quando ela me questiona eu faço de tudo pra provar e tranquilizar ela.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    É natural ter dúvidas em um relacionamento mas quando os questionamentos se tornam frequentes, pode indicar insegurança ou dificuldade de comunicação entre o casal. Relacionamentos saudáveis se constroem com confiança, diálogo e respeito emocional, sem a necessidade constante de provas ou justificativas. A psicoterapia pode ajudar a compreender melhor os sentimentos envolvidos e desenvolver formas mais saudáveis de comunicação e confiança no relacionamento.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, s

    Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, só choro, perdi até a vontade de terminar a minha faculdade, me sinto rejeitada e descartada, e o que me deixa mais triste é que meu ex terminou e está seguindo muitas mulheres, isso está me deixando mais triste ainda, parece que a vida perdeu o sentido. Devo procurar ajuda de um profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Entendo o quanto essa situação pode estar sendo dolorosa para você. O término de um relacionamento, principalmente quando acontece de forma inesperada, pode gerar sentimentos profundos de rejeição, tristeza e perda de sentido. É natural que nesse momento, você esteja com dificuldade para comer, estudar ou manter sua rotina porque emocionalmente você está vivendo um processo de luto afetivo.

    No entanto, é importante lembrar que o fim de um relacionamento não define o seu valor como pessoa. Muitas vezes, quando estamos muito envolvidos emocionalmente, a separação pode fazer parecer que perdemos uma parte de nós, mas com o tempo e o cuidado adequado é possível reconstruir sua autoestima e seu equilíbrio emocional.

    O fato de você perceber que está sofrendo intensamente já demonstra consciência emocional, e procurar ajuda profissional pode ser muito importante nesse momento. A psicoterapia pode te ajudar a elaborar esse término, compreender seus sentimentos e fortalecer sua autoestima para que você volte a encontrar sentido na sua vida, nos seus projetos e em quem você é.

    Você não precisa passar por esse momento sozinha. Buscar apoio é um passo de cuidado consigo mesma.

    Dra Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Olá! Eu tenho 30 anos, sou casado e possuo uma libido muito alta desde a adolescência. Sempre procur

    Olá! Eu tenho 30 anos, sou casado e possuo uma libido muito alta desde a adolescência. Sempre procurei domar este desejo para não incorrer em situações que prejudiquem minha saúde ou vida social.
    Parece que não importa o quão satisfatória seja a relação sexual ou quantas vezes elas ocorram, minha libido torna a subir em poucas horas (se houver estímulo, volta em poucos minutos...). Tirando a fase da adolescência (época difícil para segurar as emoções...), isso não era um problema na vida adulta, pois me casei aos 20 anos e sempre consegui satisfazer os meus desejos em uma frequência que me mantinha sob controle.
    No início do casamento, tínhamos, pelo menos, 1 relação sexual por dia, sendo que comumente chegávamos à 3 diariamente.
    Não demorou muito e tivemos 1 filho. A rotina foi ficando mais árdua e, naturalmente, a frequência reduziu bastante (2 à 5 vezes semanalmente).
    Porém, atualmente, estou tendo apenas 4 à 6 relações sexuais por MÊS. Eu procuro sempre seguir algumas regras sociais impostas por mim mesmo para conseguir canalizar o meu desejo somente para a minha esposa, pois abomino a possibilidade de traí-la, mas está muito, muito difícil me concentrar no dia a dia e, mais importante ainda, me manter fiel à minha esposa, pois esta frequência está muito baixa para mim.
    No quesito de controle da libido, a masturbação praticamente não serve para nada, então somente a relação sexual pode me ajudar a me manter sob controle por algumas horas.
    Eu conversei com minha esposa sobre o tema e ela me indicou procurar ajuda, pois, para ela, a frequência está bem saudável, dado que o sexo é muito satisfatório (ela consegue ter 2 ou mais orgasmos por relação). Mesmo no início do casamento, manter uma rotina com a quantidade de relações sexuais que tínhamos, ela já considerava puxado, mas atualmente, ela já não consegue mais atender à esta minha demanda.
    O meu maior medo, é alguma mulher perceber essa minha fraqueza e procurar explorá-la (já aconteceu tentativas antes, mas pelas regras que eu procuro seguir, eu consegui resistir). Eu não quero trair minha esposa por nada. Não quero perder a minha família.
    Também não vou ficar fazendo chantagem para a minha esposa, insinuando que se ela não aumentar a frequência, eu posso traí-la. Isso não seria saudável.
    Atualmente, estou procurando me exercitar bastante, o que, para meu espanto, tem funcionado um pouco (estou conseguindo me concentrar muito mais no dia a dia).
    Vocês já trataram algum caso assim? Teriam alguma indicação de leitura, qualquer coisa?
    Muito obrigado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Pelo que você descreve é possível perceber que existe uma preocupação genuína sua em manter o controle sobre seus impulsos e preservar o seu relacionamento e sua família. Esse já é um ponto muito importante pois demonstra consciência responsabilidade e valores bem estabelecidos.
    A libido pode variar bastante entre as pessoas. Algumas possuem naturalmente um desejo sexual mais elevado, e isso, por si só, não caracteriza um problema. A questão passa a merecer atenção quando esse desejo começa a gerar sofrimento, dificuldade de concentração, sensação de perda de controle ou conflitos no relacionamento.
    Nos relacionamentos de longo prazo é comum que, com o passar do tempo, a frequência sexual diminua em comparação ao início da relação. Rotina, trabalho, responsabilidades familiares, filhos e cansaço acabam influenciando diretamente o desejo sexual de um ou de ambos os parceiros. Muitas vezes surge então uma diferença de libido entre o casal, o que é relativamente frequente na prática clínica.
    Outro ponto positivo na sua situação é que você conversou com sua esposa de forma aberta sobre o assunto. O diálogo é fundamental para que o casal possa encontrar um equilíbrio entre as necessidades de ambos, sem que isso se torne uma fonte constante de pressão ou frustração.
    Quando o desejo sexual é muito intenso ou difícil de regular, pode ser útil trabalhar algumas estratégias de canalização dessa energia. Atividades físicas, como você mencionou, costumam ajudar bastante porque reduzem tensão, ansiedade e excesso de energia acumulada. Além disso, manter rotina estruturada, atividades que exijam foco mental e práticas de regulação emocional também podem contribuir para um melhor equilíbrio.
    Em alguns casos, a psicoterapia pode ser bastante útil para compreender melhor como o desejo sexual está sendo vivido, identificar possíveis gatilhos de estímulo constante e desenvolver estratégias de autocontrole e manejo dos impulsos. O objetivo não é reprimir a sexualidade, mas aprender a integrá-la de forma saudável à vida emocional, conjugal e social.
    Também é importante lembrar que fidelidade e compromisso não dependem apenas da intensidade da libido, mas das escolhas conscientes que a pessoa faz em relação aos seus valores e ao relacionamento que construiu. Pelo que você relata, existe um esforço significativo da sua parte para manter esse alinhamento.
    Se esse tema continuar gerando sofrimento ou dificuldade de controle, buscar acompanhamento psicológico ou terapia sexual pode ajudar a encontrar estratégias mais eficazes para lidar com essa intensidade de desejo sem que isso prejudique sua vida pessoal ou conjugal.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga clínica


  • Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse

    Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse término? Nós namoramos por 10 meses, ele é mais novo do que eu. Eu sempre orei a Deus pedindo um homem de tal aparência, de tal jeito, de tal pensamento, e foi quando ele apareceu. Do jeito que eu sempre pedi. Na verdade, era o que eu achava. Começamos a namorar rápido demais, ele não me pediu em namoro de forma formal, em menos de um mês conversando ele já queria namorar e pediu pra eu escolher uma data. Estranhei, mas escolhi. Infelizmente, escolhi a data do meu aniversário. Traumático. Ele sempre foi muito carinhoso, cuidadoso, cuidava de mim nos mínimos detalhes, se preocupava comigo, se esforçava pra me deixar na parada todos os dias e buscar, mesmo tão tarde da noite. Me dava flores e presentes quase todos os dias. Sonhávamos em nos casar formar uma família, crescer juntos. Eu amo muito ele, foi meu primeiro namorado. Acho que eu tenho uma visão distorcida de relacionamento porque eu sinto que as coisas que ele fazia, por mais que sejam raras, é o mínimo. Eu mais chorei nesse relacionamento do que fiquei feliz, mas nesse pós término eu estou muito apegada aos momentos bons, esquecendo os momentos ruins, porque: Ele não deixava eu usar biquíni; Ele não deixava eu usar calça skinny, saias coladas (mesmo que sejam saias longas), short, e eu só podia usar blusa de gola alta; Ele me proibiu de escutar certas músicas; Ele não deixava eu ir para eventos cristãos porque tinha muita gente; Ele não deixava eu levantar a perna porque, de acordo com ele, era antiético; Ele não deixava eu tomar refrigerante; Ele não deixava eu ficar de costas para ninguém; Ele não deixava eu andar em pé no ônibus, mesmo o próximo demorando muito, ele ainda queria que eu esperasse, sabendo que eu moro longe e que estava ficando tarde; Ele não deixava quase ninguém chegar perto de mim: Ele não ligava para minha família e para os meus amigos, me fez me afastar de todos eles; Ele não deixava eu correr ou fazer academia; Ele nunca me compreendeu, sabendo das minhas limitações emocionais e mesmo assim me forçava a fazer coisas que não me resumia como pessoa; Eu implorava pra ele parar e ele nunca parou, me forçando a mandar fotos e coisas que eu nunca quis. Eu fazia por ele, com medo dele terminar comigo; Ele sempre manipulou as situações pra eu sempre pedir desculpas e ceder, sempre foi assim. Eu sempre cedi. Meu relacionamento foi baseado mais nisso, em ceder, com medo dele ficar triste. Teve momentos que eu me exaltava e falava coisas horríveis, mas é porque ele me colocava naquela situação, naquela humilhação, eu chorando e implorando, eu recorria a defensiva. E ele terminou comigo do nada, dizendo que não me amava mais, que tínhamos divergências familiares (sou de família humilde e ele de família rica). Ele disse que os pais queriam que ele ficasse ao lado de alguém de boa família, porque meus pais nao tem profissão. Além disso, disse que ele obedece os pais e se os pais pedissem pra ele terminar comigo, ele terminaria sem pensar duas vezes. Foi quando eu percebi que ele nunca me colocou na posição de prioridade, de escolha. Nunca lutou por mim, nunca teve consideração. Ele não me escolheu. E eu larguei meu eu, minha família, meus amigos, meus hábitos, cedi em tudo, obedeci ele em tudo, pra no final ele me largar como se eu fosse nada. Acho que ele nunca me amou. Isso não é amor. E é tão difícil essa situação porque eu quero superar ele mas sinto que nunca vou achar alguém como ele. Mesmo que ele tenha errado com essas exigências, ele também tinha qualidades que eu sempre busquei em alguém. E eu sinto que nunca mais vou achar. Faz um mês que ele terminou e eu choro todos os dias. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Pelo seu relato é possível perceber que esse relacionamento teve muitos comportamentos de controle, manipulação e restrição da sua liberdade. Quando uma pessoa começa a limitar a forma como o outro se veste, com quem pode conviver, o que pode ouvir, para onde pode ir e ainda provoca afastamento da família e dos amigos, estamos diante de sinais importantes de um relacionamento abusivo. Isso não caracteriza cuidado ou amor saudável!

    Também é compreensível que você esteja sofrendo muito após o término. Quando existe uma dependência emocional a pessoa acaba se apegando muito aos momentos bons e tende a minimizar ou esquecer os episódios que causaram dor. Isso faz com que a separação seja vivida como uma perda muito intensa mesmo quando a relação já não era saudável.

    Outro ponto importante é perceber que o amor verdadeiro não anula quem você é. Em um relacionamento saudável existe respeito pela individualidade, pelos valores, pela família e pelas escolhas do outro. Quando alguém precisa abrir mão de si mesma para manter a relação isso geralmente indica um vínculo desequilibrado.

    O fato de você estar refletindo sobre tudo isso já é um passo importante. A psicoterapia pode ajudar muito nesse momento, principalmente para trabalhar a autoestima, compreender os padrões emocionais que levaram à dependência afetiva e fortalecer sua identidade para que, no futuro, você consiga construir relações mais saudáveis e respeitosas.

    Neste momento, procure também se reaproximar de pessoas que te fazem bem, retomar atividades que fazem parte da sua identidade e permitir-se viver o processo de luto pelo término com acolhimento e paciência consigo mesma.

    Com o tempo e com o cuidado emocional adequado essa dor tende a diminuir e você poderá reconstruir sua vida de forma mais fortalecida e madura. Procure por ajuda para entender os motivos emocionais/psicológicos em você que te levaram a aceitar essa condição e se submeter, esse autoconhecimento será para você libertador e irá te proteger diante de novos relacionamentos.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Qual a eficácia da visualização antes de uma situação complicado para pessoas com fobias?

    Qual a eficácia da visualização antes de uma situação complicado para pessoas com fobias?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    A técnica de visualização pode ser um recurso bastante útil no manejo das fobias, especialmente quando é utilizada dentro de um processo terapêutico estruturado. Quando a pessoa imagina mentalmente uma situação que costuma gerar medo, o cérebro começa gradualmente a se familiarizar com esse cenário, reduzindo a intensidade da resposta de ansiedade ao longo do tempo.

    Isso acontece porque o cérebro não diferencia completamente entre aquilo que está sendo vivido e aquilo que está sendo imaginado de forma vívida. Por isso, a visualização guiada pode ajudar a preparar emocionalmente a pessoa para enfrentar situações difíceis com mais segurança e menor ativação da ansiedade.

    No entanto, é importante destacar que essa técnica costuma funcionar melhor quando faz parte de um tratamento psicológico mais amplo, que inclua também compreensão dos gatilhos da fobia, regulação emocional e exposição gradual às situações temidas. Cada pessoa pode ter origens diferentes para o medo experiências passadas, condicionamentos emocionais ou padrões de pensamento ansioso.

    Por isso, o acompanhamento psicológico permite adaptar as estratégias ao caso específico de cada pessoa, aumentando muito a eficácia do tratamento e ajudando o paciente a recuperar sua autonomia diante das situações que antes provocavam medo.

    Se a fobia tem limitado sua qualidade de vida ou evitado situações importantes do dia a dia, buscar orientação psicológica ajuda bastante no processo de superação.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Minha filha tem 13 anos, nunca teve nenhum relacionamento. Agora diz está apaixonada por uma menina

    Minha filha tem 13 anos, nunca teve nenhum relacionamento. Agora diz está apaixonada por uma menina pela rede social
    Estou com medo, não sei lidar com tudo isto e preciso de orientação para mim e ela.
    Gratidão
    Mãe

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Entendo a sua preocupação, e é importante que esse momento seja conduzido com muita escuta, acolhimento e cuidado emocional. Na adolescência, é comum que os jovens estejam vivendo um período de descobertas, incluindo sentimentos, identidade e formas de se relacionar com outras pessoas.
    Quando um adolescente demonstra interesse ou afeição por alguém, o mais importante é que ele se sinta seguro para conversar com a família sem medo de julgamento ou rejeição. Esse espaço de diálogo e confiança costuma ser fundamental para o desenvolvimento emocional saudável.
    Em vez de focar no medo, pode ser mais útil procurar compreender como sua filha está se sentindo, oferecendo apoio e abertura para conversar sobre suas emoções e experiências.
    Em alguns casos, o acompanhamento psicológico pode ajudar tanto os pais quanto o adolescente a lidar com esse momento de forma mais tranquila, favorecendo o diálogo familiar e o entendimento das emoções envolvidas.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Boa tarde! Então eu cresci em Pernambuco e morei lá até os meus 7 anos de idade, e agora moro na cid

    Boa tarde! Então eu cresci em Pernambuco e morei lá até os meus 7 anos de idade, e agora moro na cidade a 14 anos, recentemente fiz uma viagem pro lugar onde nasci porque minha família toda é de lá, aqui na cidade só mora eu minha e meu irmão somentes, e desde que eu voltei de viagem pra cidade eu me sinto muito abatido e solitario, as vezes sinto meu coração acelerar e fico pensando no lugar onde nasci, aqui na cidade não saio pra nenhum lugar e me sinto esquecido!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Quando um ambiente passa a gerar muito desgaste emocional e mental é natural pensar que mudar de lugar pode resolver o problema. Em alguns casos, realmente pode trazer alívio temporário, especialmente se o ambiente estiver associado a situações estressantes.

    No entanto, quando o sofrimento está ligado a questões internas, emocionais ou psicológicas, apenas mudar de endereço nem sempre resolve a raiz do problema. Por isso, é importante olhar para o que você está sentindo e buscar compreender melhor esses sentimentos.

    O acompanhamento psicológico pode ajudar a identificar as causas desse desgaste, fortalecer sua saúde emocional e permitir que você tome decisões mais conscientes sobre mudanças importantes na sua vida.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Existe alguma ligação entre compulsão sexual e experiência vivida ao longo da vida?

    Existe alguma ligação entre compulsão sexual e experiência vivida ao longo da vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Sim muitas vezes existe uma relação importante entre comportamentos de compulsão sexual e experiências emocionais vividas ao longo da vida. A sexualidade humana não é apenas biológica; ela também é profundamente influenciada por fatores emocionais, experiências afetivas, história familiar, vivências de repressão, traumas ou dificuldades na regulação emocional.

    Em alguns casos, a compulsão sexual pode surgir como uma forma de aliviar ansiedade, tensão emocional, sentimentos de vazio ou sofrimento interno. O comportamento sexual passa então a funcionar como uma tentativa de regular emoções difíceis, gerando um ciclo de impulso, alívio momentâneo e, muitas vezes, culpa ou frustração depois.

    Também é possível que experiências precoces relacionadas à sexualidade, padrões familiares rígidos ou vivências emocionais marcantes influenciem a forma como a pessoa passa a lidar com o desejo e o prazer ao longo da vida.

    Por isso, compreender a história emocional da pessoa é um passo muito importante no tratamento. A psicoterapia ajuda a identificar os gatilhos desse comportamento, desenvolver maior autoconsciência emocional e construir formas mais saudáveis de lidar com os impulsos e necessidades afetivas.

    Quando a pessoa percebe que o comportamento sexual começa a gerar sofrimento, perda de controle ou impacto nos relacionamentos, buscar ajuda psicológica pode ser um caminho importante para compreender melhor o que está acontecendo e recuperar o equilíbrio.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Estou casada a 34 anos, meu marido nunca me dava a devida atenção , não me valorizava, sempre me faz

    Estou casada a 34 anos, meu marido nunca me dava a devida atenção , não me valorizava, sempre me fazendo cobrança, me deixando fora dos seus programas, tudo isso me bloqueou, a gente brigou muito, só que ele não quer a separação, me sinto mal com tudo isso, ele quer ter relação sexual comigo, mas eu não consigo, não sei o que fazer

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Pelo que você relata foram muitos anos se sentindo desvalorizada cobrada e deixada de lado dentro da relação. Quando uma pessoa passa muito tempo vivendo frustrações emocionais, mágoas e conflitos é natural que isso afete também o vínculo afetivo e a intimidade do casal. O desejo sexual muitas vezes está diretamente ligado ao sentimento de respeito, cuidado e conexão emocional.

    É importante compreender que você não é obrigada a corresponder a algo que neste momento, não consegue sentir. Antes de pensar na relação sexual, é fundamental olhar para as feridas emocionais que ficaram ao longo desses anos. Conversas sinceras, limites claros e, se possível, a busca por terapia individual ou de casal podem ajudar a entender melhor o que você sente e o que deseja para sua vida daqui para frente.

    Cuide também de você, das suas emoções e do seu bem-estar. Suas necessidades emocionais são tão importantes quanto as do outro.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Eu e minha esposa tivemos nosso filho há 10 meses, de uns 2 meses pra cá perdemos totalmente a conex

    Eu e minha esposa tivemos nosso filho há 10 meses, de uns 2 meses pra cá perdemos totalmente a conexão um com o outro. Conversas, olhares e outras coisas nem se fala.
    Somos dois estranhos morando na mesma casa, eu vivendo para o trabalho e ela para nosso filho.
    Já falamos algumas vezes sobre separação mas nunca conseguimos chegar a um senso comum.
    Não há mais demonstrações de carinho, afeto, atenção e gratidão entre nós.
    Pensar em separação se torna complexo pois temos um filho juntos. Em nossa relação estamos tristes como casal, eu realmente não estou feliz com essa situação e acredito que ela também não.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Entendo o quanto essa fase pode ser dolorosa e confusa para vocês dois. A chegada de um filho transforma completamente a dinâmica do casal. O cansaço, as novas responsabilidades, as mudanças hormonais, a sobrecarga emocional e a divisão de papéis muitas vezes fazem com que o casal deixe de se enxergar como parceiros e passem a funcionar apenas como “pai e mãe”.

    Isso não significa necessariamente que o amor acabou, mas pode indicar que a conexão ficou sufocada pelas demandas dessa nova etapa. Quando você diz que se tornaram dois estranhos na mesma casa, estamos falando de uma desconexão emocional que precisa ser olhada com cuidado e não apenas com a ideia de separação como única saída.

    Antes de qualquer decisão definitiva, é fundamental que vocês conversem de forma aberta e madura, não apenas sobre separação, mas sobre sentimentos, frustrações, expectativas e necessidades emocionais. Muitas vezes o que está faltando não é amor, mas diálogo, validação e reconstrução da intimidade.

    Também é importante considerar apoio profissional. A terapia de casal pode ser um espaço seguro para que ambos se escutem de verdade, reorganizem a comunicação e compreendam o que está acontecendo nessa relação após a chegada do bebê.

    Decidir permanecer ou se separar é algo muito sério, especialmente quando há um filho envolvido. Mas essa decisão precisa ser tomada com clareza emocional e não apenas no auge do desgaste. Existe crise, mas também pode existir reconstrução desde que ambos estejam dispostos.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Há alguns dias eu vi, sem saber o que seria, um caso de miiase em um pênis. Desde então não consegui

    Há alguns dias eu vi, sem saber o que seria, um caso de miiase em um pênis. Desde então não consegui tirar as imagens da cabeça. Parece um pensamento intrusivo em looping. O que faço pra tirar essa imagem da minha cabeça?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Quando entramos em contato com uma imagem muito impactante ou perturbadora o cérebro pode registrar essa experiência de forma intensa, fazendo com que ela retorne repetidamente à mente mesmo quando a pessoa não deseja pensar sobre isso. Esses pensamentos são chamados de pensamentos intrusivos e costumam aparecer quando algo provoca forte reação de medo, nojo ou choque. Quanto mais a pessoa tenta expulsar a imagem da mente à força, mais o cérebro tende a reativá-la criando a sensação de um looping mental. O mais indicado é procurar não alimentar a lembrança, evitar pesquisar ou reviver mentalmente a cena e redirecionar a atenção para outras atividades. Técnicas de respiração, relaxamento e manejo da atenção também podem ajudar o cérebro a diminuir gradativamente a intensidade dessa lembrança. Quando esses pensamentos continuam causando desconforto ou ansiedade, o acompanhamento psicológico é muito importante, pois na psicoterapia é possível trabalhar a regulação emocional e aprender estratégias para que esses pensamentos percam força e deixem de ocupar tanto espaço na mente.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


Perguntas frequentes

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